EPISÓDIO: Acidentes, tiros, brigas... Ainda bem!

NOS CAPÍTULOS ANTERIORES DE GILMORE GIRLS COM E.R.:

Rory voltou pra Yale. John e Abby arranjam um trabalho no E.R.de Hartford.

Lorelai estava em casa dormindo, quando foi acordada por gritos.

- Mãe? Mãe!

- Rory? – ela perguntou enquanto descia as escadas.

- Na cozinha! – ela respondeu.

- Oi, você. – as duas se abraçaram. – Como você está?!

- Bem.

- E quais as novidades?

- Não muitas. Lembra da minha nova colega de quarto?

- A que também quer ser jornalista?

- É.

- Lembro. O que tem ela?

- Ela trabalha no jornal também.

- No jornal de Yale?

- É.

- Ela é boa?

- É. Mas ela também é bem legal.

- Verdade?

- Aham, você acredita que ela me deu uma cópia que ela mesma fez de tudo que eu tinha perdido nos dias que eu não fui?!

- Sério?!

- Sério.

- Que bom que ela é legal.

- Eu também acho.

- E... O Logan?

- Logan?

- É. Você o encontrou?

- Não. Eu acho que ele ainda está viajando.

- Ele viajou?

- Depois do acidente.

- Você falou com ele?

- Não. – mentiu Rory.

- E como você sabe disso?

- A Abby me contou quando eu estava no hospital. – as duas ficaram em silêncio durante alguns segundos.

- E a Paris?

- Eu encontrei com ela no dia que eu voltei.

- E...?

- Ela insistiu pra eu ir morar com ela e com o Doyle e ficou muito feliz por poder voltar a contar pra mim tudo que acontece com ela.

- Bom pra ela.

- Ela também achou, mas mãe, me responda uma coisa.

- O que foi?

- Como a Paris tem seu celular?

- Ah, isso. É complicado.

- É?

- Não, eu só disse isso porque essa é uma coisa que eu quero esquecer que eu fiz.

- Ela te incomodou?

- Não, imagina.

- Quantas vezes?

- 12.

- Ela te ligava doze vezes por dia?!

- Depende, esse foi o recorde.

- Então você perdeu.

- Quantas vezes pra você?

- 17.

- Droga. E eu que achava que ninguém me venceria.

- Talvez na próxima vez.

- É, talvez.

MÚSICA DE ABERTURA

À noite, elas foram ao festival acompanhadas por Luke. Quando Rory saiu de casa, todos os moradores a esperavam do lado de fora. Todos a aplaudiram. Stars Hallow estava tomada pelos gostos de Rory: pôsteres das suas bandas preferidas, atores e atrizes que ela é fã e pessoas que ela idolatra.

- Isso é incrível! – ela falava de minuto em minuto.

- Oi. – disse uma voz conhecida. Os três se viraram pra ver quem era.

- Abby! – Rory a abraçou. – Carter.

- Hei. – ele disse. Os dois se abraçaram.

- Oi, vocês dois. – cumprimentou Lorelai.

- Oi. – eles responderam.

- Carter, vem aqui, eu comprei uma ferramenta nova e queria te mostrar. – disse Luke.

- Tá. Eu já volto. – ele disse pra Abby.

- OK. – os dois saíram de lá.

- Ei, você. – Jess vinha andando na direção delas.

- Oi. – disse Rory. Os dois se beijaram.

- Abby. Lorelai. – ele disse.

- Oi, Jess. – falaram as duas.

- Você já viu a prova que tem sobre a Christine Amampour? – ele perguntou pra Rory.

- Não. Que prova?

- Três participantes, quem imitá-la melhor ganha um CD com as músicas que você mais gosta.

- Legal! Onde é isso?

- Vamos. Eu te levo. – Ele e Rory foram andando pro outro lado da rua.

- Eu acho que eles nos abandonaram. – disse Abby.

- Bom, se eu não quisesse falar com você, eu diria que não foi de propósito.

- O que foi?

- Nada, é só... Como você está?

- Bem.

- De verdade?

- Aham.

- Tudo bem então. – as duas fizeram silêncio. - Ah, e tem mais uma coisa. A Sookie. Ela acha que o David está doente.

- Ele está doente?! – Abby perguntou preocupada.

- Não é nada demais, é só uma tosse, mas eu acho que já deu pra você conhecer a Sookie, ela acha que é pneumonia.

- Então eu acho que vou até lá agora.

- Tá. Eu vou com você.

- OK. – as duas ficaram conversando no caminho.

- E o Carter, tá tudo bem com vocês?

- Está. E o Luke?

- Também, está tudo... Maravilhoso.

- Que bom.

- Eu também acho.

- Ah, eu começo a trabalhar amanhã.

- É?

- Aham.

- Que bom.

- Eu concordo totalmente.

- Que horas você vai pra lá amanhã?

- Meu turno começa às 6 da manhã.

- 6 da manhã?! Eu nunca poderia ser médica. 6 da manhã?! Impossível. – Abby riu.

- Eu também achava isso, mas com um tempo você se acostuma.

- No meu caso, acostumar seria uma palavra fora do meu dicionário. – Abby ficou rindo. - E de que horas você sai?

- Às 6 da tarde, eu acho.

- Carter vai com você?

- Vai.

- Na mesma hora?

- É, só amanhã porque é por experiência.

- Entendi. – as duas continuaram a caminhada - Carter não pára de olhar pra você.

- O que?

- Carter. Ele está olhando pra você o tempo todo. – Abby olhou pra trás pra ver se é verdade e viu Carter a encarando. Quando percebeu que ela viu, ele desviou o olhar.

- Como você sabia?

- Nada. Eu só tava olhando... A festa.

- A festa? Sei. Não seria talvez o Luke?

- Não.

- Você está procurando por ele.

- Não.

- Sim, você está.

- Tá, eu estou. – as duas chegaram à casa de Sookie e tocaram a campainha. Jackson foi quem abriu a porta.

- Lorelai. Dra. Lockhart. – cumprimentou Jackson.

- Só Abby. – ela pediu.

- É um prazer vê-las. – ele disse.

- Eu trouxe a Abby pra ela examinar o David. – explicou Lorelai.

- Ah, por favor, entrem.

- Como ele está? – perguntou Abby.

- Com tosse, eu acho. Mas no geral, ele está bem. Eu vou pegá-lo. Fiquem à vontade.

- Obrigada. – quando ele saiu, Abby comentou com Lorelai. – ele parece um pouco...

- Depressivo?

- Não era isso que eu ia dizer, mas... É.

- A Sookie também está assim. Na pousada tá sempre distraída. Nem pra festa eles quiseram ir.

- É normal. Algum dia isso passa.

- Eu espero.

- Aqui está ele. – Jackson trouxe o garoto no colo.

- Oi David, lembra de mim, Abby? – ela perguntou pegando-o no colo.

- Jackson, cadê a Sookie? – perguntou Lorelai.

- Ela está dormindo.

- Mas a Sookie só dorme depois das 11.

- E...?

- Deixa pra lá. – Abby examinou o menino e depois deu o diagnóstico.

- Não é nada demais. Ele só tem um pouco de secreção acumulado, por isso a tosse. Não precisa dar nenhum remédio por enquanto, só procurem dá-lo bastante líquido. Se ele não melhorar em três dias, me procure e eu passo alguma coisa pra ele tomar. Certo?

- Certo.

- Bom, agora eu tenho que ir.

- Eu também. Boa noite, Jackson.

- Boa noite. Obrigada, Dra. Lockhart.

- De nada. Boa noite.

PROPAGANDA

Quando Abby saiu da casa de Sookie, ela foi atrás de Carter.

- Olá, rapazes. – ela disse pra Luke e Andrew.

- Oi. – ela deu beijinho em Carter.

- Oi, Abby. – disse Luke.

- Doutora. – cumprimentou Andrew.

- Nós temos que ir. – ela disse pra Carter.

- Que horas são?

- Dez.

- Tudo bem. Eu já vou. Boa noite. – ele disse pros outros.

- Boa noite. – responderam os dois.

- Tchau pra vocês. – disse Abby.

- Tchau. – responderam.

Carter e Abby foram falar com Rory antes de irem embora.

- Finalmente te encontrei. – ela disse quando achou a garota. – Eu vim dizer tchau.

- Você vai pra casa?

- Vou, eu tenho que acordar cedo pra trabalhar amanhã.

- Você começa a trabalhar em Hartford amanhã?

- É.

- Boa sorte.

- Obrigada. Pra você também em Yale.

- Obrigada. – as duas se abraçaram.

- Tchau. – disse Abby.

- Tchau. Tchau, Carter.

- Tchau, Rory. E boa sorte.

- Obrigada.

- Dê um "tchau" pra sua mãe por mim, por favor. – pediu Abby.

- Tá. Eu vou dar. Tchau.

- Tchau. – os dois foram andando pra casa.

- Você olha pra mim o tempo todo? – ela perguntou de repente.

- Quem?

- Você.

- Eu o que?

- Me encara o tempo todo?

- Quem te disse isso?

- Ninguém. – Carter olhou pra ela como se soubesse que estava mentindo – É verdade, eu que percebi, ninguém me disse.

- Não é bem o tempo todo... – ele disse.

- Você olha.

- Nem sempre.

- Você olha.

- Só às vezes.

- Não tente esconder Carter. – ela o beijou – você é caidinho por mim.

- Não, você é caidinha por mim.

- Não, você é.

- Quem terminou o namoro com o Luka por minha causa?

- Quem terminou o namoro com a Susan por minha causa?

- Quem praticamente implorou pra ficar comigo?

- Eu implorei?! Você falou comigo primeiro!

- "O que eu tenho que fazer? Coço suas costas?"

- Ok, e "eu não quero desejar coisas ruins pra você e pro Luka."

- Tá bom, então quem... – ele pensou um instante.

- Você não tem o que falar. Eu ganhei.

- Você ganhou o que?

- Eu não sei direito. – ela ficou pensativa.

- Mas você que foi atrás de mim quando brigou com o Luka.

- Eu? Você que foi atrás de mim no bar no dia da carta do Mark.

- Mas eu que te beijei primeiro.

- E eu que te dei o fora. – ele ia responder, mas percebeu que era melhor ficar calado.

Na manhã seguinte, os dois chegaram no E.R. de Hartford as seis em ponto. Ele era exatamente igual ao de Chicago, só que era um pouco mais organizado. Quem os instruiu foi o chefe do E.R.

- Olá pra todos, eu sou o Dr. Daniel Edmonton, chefe do E.R. Eu preciso que vocês se apresentem primeiro. Você começa. – ele apontou pra Carter.

- John Carter, sou o novo atendente.

- E você?

- Eu sou Abby Lockhart, residente do 3º ano.

- Ah, vocês são os dois de Chicago, não é?

- É. – Confirmou Carter.

- E por último, quem é você?

- Eu sou Dorian Pumbler, residente cirurgião do 2º ano.

- A parte cirúrgica fica no 4º andar. Pegue o elevador e procure o Dr. White, ele vai orientá-lo, certo?

- Certo. – ele foi andando em direção ao elevador.

- Que estranho. – disse Daniel – na minha ficha diz que são três de Chicago. Um atendente e duas residentes do 3º ano.

- Desculpe o atraso, Dr. Edmonton. Houve uma batida de carro perto do hospital e eu fui ver se tinha algum ferido. – disse uma voz conhecida.

- Alguma vítima? – perguntou Daniel.

- Não, estão todos bem.

- Que bom, menos pacientes para nós.

- Neela? – Abby começou a falar com ela – o que você está fazendo aqui?

- Eu... – antes de ela terminar, o Dr. Edmonton a interrompeu.

- Vocês se conhecem?

- Sim. – Neela respondeu – Nós trabalhamos juntas no County General de Chicago. – ela olhou pra John. – Dr. Carter.

- Olá, Neela.

- Agora que todos os novatos estão aqui, eu vou apresentá-los à equipe. Jack é o nosso recepcionista. Nossos dois enfermeiros: Jenna e Brad; e o enfermeiro chefe: Josh. Temos um outro residente do 2º ano, chamado Matt Nash, mas ele está ocupado agora. Nossos atendentes chamam-se Jonathan Willer e Brian Stanford, mas eles estão com traumas, portanto as apresentações ficam pra depois. A chefa do hospital é a Dra. Anna Trainer.

Bom, Dr. Carter, nós deixaremos as duas, a Dra. Rasgotra e a Dra. Lockhart sobre a sua supervisão. Como é o primeiro dia de vocês duas aqui, eu não vou assustá-las com alunos de medicina. Qualquer dúvida, falem com o Jack ou com algum dos enfermeiros. Seus primeiros trabalhos são... – ele pegou três fichas – Dra. Rasgotra, Jim Bell, 27 anos, picada de abelha. Dra. Lockhart, Bruce Low, 18 anos, precisa de sutura. E Dr. Carter, você foi premiado, jovem de 16 anos, gay com suspeita de AIDS. Bom, podem começar a trabalhar.

- Anos de estudo para dar pontos num garoto de 18 anos. Super! – ela disse quando Daniel se afastou um pouco. Nesse instante, vários pacientes graves entraram pela porta do E.R.

- Graças a Deus. – disse Abby largando a ficha no balcão. Ela, Neela, Carter e Daniel foram atendê-los.

- O que temos aqui? – ela perguntou.

- Lisa Lee, 12 anos, vítima de tiroteio.

- Jack, que salas estão vazias?

- Trauma 1, 2, 3, 8 e 9.

- OK. Trauma um, pessoal. - eles foram pra sala.

- Ela levou um tiro na região abdominal. – avisou um dos paramédicos.

- OK. Lisa, eu sou a Dra. Lockhart e vou cuidar de você. Jenna, dê quatro mg de morfina. Lisa, eu vou lhe dar um remédio pra você dormir, certo?

- Ela apagou. – avisou Jenna. – Assistole.

- Iniciar compressões. – pediu Abby. Um dos paramédicos começou a massagem.

- Tubo 10, por favor. – Jenna entregou-lhe o tubo. – OK... Eu entrei. Balão.

- Pressão continua caindo. Batimentos irregulares. – informou Jenna.

- Quanto sangue nós perdemos?

- 200cc.

- Dê oxigênio e meio litro de O-. Preparar o choque. Carregando em 60. Afastem-se. – o choque não adiantou.

- Parada cardíaca. – informou Jenna.

- Carregar em 80. Afastem-se. – ela deu o choque.

- Saturação 218, pressão subindo, batimentos normais. – avisou a enfermeira.

- Leve ela pra cima. – pediu Abby. – Dê também um calmante para ela quando acordar.

- Certo. – Jenna e os paramédicos deixaram a sala. Abby foi para a sala ao lado.

- O que temos aqui? – ela perguntou.

- Jovem de 28 anos, levou um tiro na perna. – respondeu Neela.

- Como ele está?

- Bem. Só estou terminando de costurar a perna.

- Eu te ajudo. Linha guia 5.0. – Brad entregou-lhe a linha. – O que você faz aqui?

- Eu trabalho aqui.

- Desde quando?

- Desde hoje.

- E Chicago?

- Eu me demiti.

- O que?!

- Eu me...

- Eu ouvi! Por que você fez isso?

- Porque eu... – quando ela ia explicar, Carter gritou chamando Abby.

- Abby! Eu preciso de ajuda! Rápido! – ele chamava.

- Vá. – Neela disse pra ela. Abby obedeceu.

- Vamos tomar café depois. – ela disse antes de sair de lá.

PROPAGANDA

- O que aconteceu? – ela perguntou quando entrou na sala.

- Mulher de 30 anos, está grávida. Ela levou um tiro próximo ao coração. – respondeu Carter.

- Dr. Edmonton, o que aconteceu? – ela perguntou quando viu ele sentado aparentemente pálido.

- O Dr. Edmonton passou mal. – explicou Carter. - O bebê está preso. Abby, eu quero que você tire-o de lá enquanto eu ajudo-a a respirar.

- OK.

- Sugador. – pediu Carter – Eu não vejo as cordas. Tem muito sangue aqui.

- Você ligou pra Obstetrícia? – perguntou Abby.

- Liguei, mas eles disseram que não podem fazer nada.

- O que?!

- Eles estão muito ocupados segundo o recepcionista de lá.

- Qual o nome dela?

- Mary.

- Mary, faça força, certo? Vamos, Mary. Empurre! Força, Mary! – Abby usou uma técnica que Carter lhe ensinou pra tirar o bebê. Minutos depois, um choro invadiu a sala. – Aqui está, é um menino lindo. – ela disse mostrando-o para a mãe sorridente.

- Batimentos caindo. – informou Josh.

- Dê quatro mg de morfina. Abby, como está o bebê?

- Bem. É um garoto saudável.

- Que bom. Josh, ligue pro centro cirúrgico. – o enfermeiro obedeceu.

- Ela apagou. – disse Josh.

- Centro cirúrgico, Eduard, no que posso ajudá-lo?

- Oi, aqui é John Carter, do E.R., eu preciso de um cirurgião aqui agora.

- Estão todos ocupados.

- Mas eu preciso de um!

- O Dr. White está em uma cirurgia. Daqui a uns cinco minutos ele poderá ajudá-lo.

- Não, obrigado. Desligue o telefone. – ele pediu pro enfermeiro. – Josh, bisturi 10.

- O que você vai fazer? – Abby perguntou.

- Uma traqueostomia. – Carter fez a traqueostomia. – Balão.

- Batimentos normais, ritmo recuperado. – informou Josh.

- Bom trabalho Dr. Carter e Dra. Lockhart. Vocês são muito bons juntos. – elogiou o Daniel.

- Dr. Edmonton, o senhor quer que eu o examine? – perguntou Abby.

- Não, está tudo bem. Não é nada.

- Pode ser sério. – insistiu Abby.

- Não se preocupe. Eu estou ótimo. Foi só um mal estar. Eu tenho que ir trabalhar. Josh, leve a paciente lá pra cima. – Os dois deixaram a sala.

- Primeiro trabalho emocionante, não achou? – Carter perguntou antes de sair da sala. Abby foi pro balcão do hospital.

- Abby, velho de 60 anos com parada cardíaca chegando.

- Quanto tempo?

- 2 minutos. – Abby, Carter e Jenna foram pro lado de fora esperar a ambulância. Abby e Carter se olhavam o tempo todo, mas quando Jenna olhava pra eles, os dois disfarçavam. Ainda teve uma hora, quando a enfermeira ficou na frente deles, que John aproveitou para segurar a mão dela. A ambulância chegou um minuto depois.

- Trauma dois livre. – informou Jack.

- Assistole. – avisou Jenna quando eles chegaram à sala.

- Preparar o choque. Carregar em 220. Afastem-se. – Quando Carter deu o choque, a perna do paciente bateu nele e ele voou, derrubando Abby no chão e caindo em cima dela.

- Desculpe. – ele disse.

- Tudo bem. – respondeu Abby se controlando pra não rir.

- Você está bem?

- Estou, só acho que bati minha cabeça.

- Ritmo recuperado. – informou Jenna rindo. Carter e Abby se levantaram.

- OK, leve ele lá pra cima. – pediu Carter. Ela obedeceu, deixando apenas ele e Abby na sala.

- Sua cabeça tá doendo?

- Não, tá tudo bem.

- Tem certeza? Eu posso dar uma olhada.

- Não precisa, não foi nada.

- Eu sinto muito ter caído em cima de você.

- Tudo bem, eu já estou acostumada, afinal, nós fazemos isso toda noite mesmo... – ela saiu da sala deixando Carter olhando pra ela com cara de bobo. Depois desse paciente, Abby foi atender o caso de sutura. Jenna foi quem lhe ajudou. De repente, do nada, ela começou a rir.

- O que foi? – Abby perguntou.

- Nada. É só que... Você e o Carter estão juntos? – ela perguntou.

- Eu e o Carter? Não, claro que não. Ele é só meu amigo.

- Não parece.

- Como assim?

- Vocês flertam o tempo todo.

- Eu e ele? Imagina...

- Acredite, ele tem uma queda por você que eu já percebi.

- Você acha?

- Tenho certeza.

- E só você que acha isso, ou tem mais...

- O E.R. todo está comentando.

- Bom, obrigada por me avisar. Eu vou falar com ele.

- O que você vai dizer pra ele?

- Que ele não tem chance, eu acho.

- Por que já você é comprometida, não é?

- O que?

- Sua aliança. Você tá noiva, não é?

- É. Eu tenho um noivo... E o Dr. Carter definitivamente não tem chance.

- Qual o nome dele?

- De quem?

- Do seu noivo.

- Ah, é... Norman... Jake.

- Como?

- Norman Jake. – ela repetiu.

- Ele é bonito?

- É, muito.

- Bom pra você.

- Eu também acho. – Nessa hora, Brad entrou na sala.

- Tem uma mulher procurando por você.

- Por mim? – perguntou Abby.

- É, ela diz ser sua amiga.

- Qual o nome dela?

- Lorelai Gilmore.

- Oh meu Deus. – ao ouvir o nome, Abby saiu correndo com medo de que algo tivesse acontecido com Lorelai.

- Onde ela está? – ela perguntou pra Brad.

- Na sala de espera. – Abby foi até lá e viu Lorelai sentada num banco, aparentemente bem.

- Oi. – ela disse.

- Oi. – respondeu Lorelai.

- O que foi?

- Eu preciso de uma consulta.

- O que aconteceu?

- Minhas costas. Estão doendo muito hoje.

- OK, vamos, me siga. – Abby a levou até um leito e a examinou.

- E então? Como está sendo seu primeiro dia? – perguntou Lorelai.

- Bom, bem excitante. Desde quando você sente essas dores?

- Desde há cinco ou seis anos atrás.

- Você tomou algum remédio?

- Tomei.

- Qual o nome?

- Eu não sei. Era pra dor nas costas, se adianta alguma coisa.

- Que médico o receitou?

- Eu acho que foi a Dra. Lorelai Gilmore. – Abby riu.

- OK, eu vou passar um remédio pra você. Sempre que você sentir doer, você toma um comprimido, certo?

- Certo.

- E eu quero um RX da região dorsal também.

- Tá.

- Olá, Dra. Lockhart. Está tudo bem aí? – Daniel aparecera no leito.

- Está. – ela respondeu.

- Precisa de ajuda?

- Não, está tudo sob controle.

- Tudo bem. Ah, você deve ser a amiga da Abby.

- Eu mesma. Lorelai Gilmore.

- Daniel Edmonton, muito prazer.

- Prazer.

- Eu imagino que você conheça o noivo dela.

- Claro. Não. – disseram as duas ao mesmo tempo.

- Ela só o viu uma vez. – explicou Abby.

- Entendi. Bem, eu preciso ir trabalhar. Que pena que está noiva, Dra. Lockhart. – ele disse antes de sair.

- É impressão minha ou... – começou Abby.

- Ele está dando em cima de você. – concluiu Lorelai.

- Era só o que me faltava.

- Abby, eu conheço o Carter? – ela perguntou.

- Claro.

- E como você disse que eu não conhecia seu noivo?

- Ele não é meu noivo.

- O que? – perguntou Lorelai completamente perdida.

- Meu noivo se chama Norman Jake.

- O que?!

- Eu e o Carter estamos fingindo que não estamos juntos.

- O que? Por quê?!

- Porque é nosso primeiro dia e nós não queremos fofocas ou problemas por causa do nosso relacionamento.

- Ah...

- Entendeu?

- Um pouco.

- É meio confuso. – confessou Abby.

- Meio? Bem, eu tenho que ir trabalhar também. Obrigada pela consulta, doutora. – as duas sorriram.

- De nada. Tchau.

- Tchau.

PROPAGANDA

O 1º dia de trabalho passou rápido e no fim da tarde, Abby e Neela foram conversar do lado de fora do hospital.

- Por que você está trabalhando aqui? – perguntou Abby.

- Por sua causa.

- O que?

- Foi você que me convenceu a continuar na medicina, agora você vai ter que pagar por isso. Todo lugar que você for trabalhar, eu vou junto.

- Como assim?

- Abby, eu não confio em mim mesma. Eu preciso de alguém que confie e a única pessoa que eu conheço e que eu sei que confia é você. Se eu ficasse em Chicago, eu provavelmente pararia de trabalhar porque pensaria que tudo que eu fosse fazer, ia dar errado. Eu preciso de alguém que me apóie.

- Você é louca. – Abby disse pra ela.

- Abby! – Carter a chamava – Eu posso falar com você?

- Claro. Eu já volto. – ela disse pra Neela. Abby entrou no hospital. Ela e Carter foram até a sala dos médicos, que estava vazia.

- O que foi? – ele não respondeu nada, simplesmente a beijou. Quando eles se soltaram, quase seis minutos depois, Jenna entrou na sala.

- Abby, o Sr. Fred está reclamando de dor no peito.

- OK, eu já vou. – Jenna saiu da sala – Eu preciso ir. – ela foi andando em direção à porta.

- Ah, e eu gostei dessa loucura repentina. – ela disse antes de sair.

Na saída, Abby, Neela e Carter se encontraram.

- Onde você está morando? – ela perguntou pra Neela.

- Eu estou num hotel perto daqui por enquanto. É só até eu achar um apartamento.

- Você pode ir lá pra casa. – sugeriu Abby.

- Imagina. – disse Neela.

- Tem vários quartos vazios. Vamos!

- Tá, tudo bem. Mas só por hoje.

- Por quê? – perguntou Carter.

- Por que eu não quero incomodar.

- Você não vai. – garantiu Carter.

- Tudo bem. Se você quer assim, nós concordamos.

- Tá bom então. Vamos? – ela perguntou.

- Vamos.

Os três foram pra casa de Carter. Abby falou com Lorelai pra ver se ela tinha um quarto vazio na pousada pra Neela e ela concordou em hospedá-la. Os três dormiram cedo, pois tinham que trabalhar no dia seguinte. As sete começava o turno de Abby. As oito, começava o de Carter, e as dez o de Neela.

FIM