CAPITULO 9- UMA VIDA NORMAL

Já haviam se passado 7 meses desde a consulta médica, depois disso Kagome preferiu não procurar nenhum médico até os sintomas começassem a se manifestar, e Inuyasha havia concordado. Eles agora estavam morando juntos, Kagome continuava trabalhando na loja de flores e Inuyasha na empresa que ia muito bem financeiramente; viviam uma vida plena de felicidade, concordaram em esquecer o problema de Kagome, mas isso era algo que Inuyasha tinha certa dificuldade em fazer, principalmente depois das noites que passavam juntos, ao vê-la a seu lado não podia deixar de lembrar do mau que a consumia a cada dia. Por seu lado Kagome também não esquecia, e nos últimos dois meses havia começado a sentir os efeitos da doença; estava tendo dificuldade em lembrar de algumas coisas, acordava sempre com câimbras e a visão as vezes ficava embaçada, sem mencionar as dores de cabeça; no entanto decidiu não dizer nada a Inuyasha até que os sintomas fossem mais pronunciados.

Kikyo já sabia sobre Kagome, inclusive até mesmo já haviam se conhecido numa festa, onde Kikyo desfilava a boas vistas com Narak.

No dia da festa antes de ser apresentada oficialmente a Kagome, Kikyo esperou uma oportunidade para conversar as sós com Inuyasha, e o momento chegou quando Kagome se retirou para ir ao banheiro, pois novamente havia sentido um mal-estar e quis se afastar um pouco de Inuyasha para que este não percebesse; mal que Kagome havia se retirado, Kikyo se aproximou do rapaz que segurava uma taça de champanhe na mão.

-Olá Inuyasha, nunca mais me ligou! – disse provocativa

-E por que o faria? – disse friamente - Aliás, vejo que já arrumou um alguém para financiar seus luxos – disse olhando para Narak que estava no centro de uma roda de homens.

-Se você refere ao Narak saiba que nós não temos nenhum compromisso – disse enrugando a cara, mas logo em seguida abriu um sorriso malicioso – Não me diga que está com ciúmes, meu amor.

-Nunca tive ciúmes do seu amante, por que teria agora?

-O que está dizendo? – disse Kikyo indignada, não sabia que Inuyasha conhecia Narak, mais especificamente que sabia que Narak era seu amante.

-Não se faça de santa Kikyo, que esse papel não lhe cai bem; além disso, não é a única que tem uma boa rede de informantes.

- Oras saiba que não somos mais amantes – provocou novamente

-Bom para você; assim poderá um dia vestir um lindo vestido branco.

-Você tem razão, Inuyasha. Ele teve muito mais coragem em assumir algo comigo do que você.

Na verdade o relacionamento de Kikyo com Narak era apenas para provocar ciúmes no Inuyasha, o que não teve um resultado positivo, pois no momento Inuyasha só tinha olhos para uma garota, aquela que estava o deixando a cada dia.

Kagome viu Kikyo e Inuyasha conversando, e por um momento exitou em se aproximar, mas Inuyasha ao perceber a presença da jovem, foi até ela e pegando na sua mão arrastou-a até junto de Kikyo.

-Kikyo, talvez não conheça a minha NOIVA, a Kagome

Kikyo ignorou Kagome, que também a olhou atravessado.

-Então Inuyasha essa é sua EX-namorada – alfinetou Kagome

-E você é a vadia pela qual ele me trocou – disse com desdenho

-Oras sua... – disse Kagome cerrando os punhos, ia quebrar a cara daquela desgraçada.

Kagome já estava prestes a partir para cima de Kikyo quando Inuyasha a deteve.

-Vamos Kagome. Não vale a pena.

Inuyasha arrastou Kagome para o outro canto do salão. Kikyo virou as costas e foi em direção a Narak. A discussão com Kikyo só fez o mal-estar de Kagome piorar, que terminou a noite com uma baita enxaqueca.

Depois dessa noite Kikyo tentou outras investidas contra o casal, mas o passado perfeito de Kagome não deixava brechas para Kikyo atacar; esta por fim acabou por desistir de separa-los, considerando essa uma missão impossível de ser realizada, o que lhe restou foi à esperança de que Inuyasha se cansasse de Kagome e voltasse para ela, o que também não aconteceu.

A verdade é que Inuyasha e Kagome estavam levando uma vida feliz, e juntos formavam um belo casal.

-Inuyasha, acorda – sussura Kagome no ouvido do rapaz enquanto o sacudia.

Inuyasha ainda estava na cama dormindo, e não estava fazendo questão nenhuma de acordar; mesmo as insistências de Kagome em sacudi-lo não estavam funcionando.

-Inuyasha acorda logo! – disse elevando o tom de voz

-Kagome, hoje é domingo e ainda está muito cedo para acordar – disse sonolento.

-Eu sei que é domingo, por isso é um dia perfeito para você conhecer um lugar – disse a jovem animada

-Podemos ir conhecer esse lugar outro dia – sugeriu Inuyasha virando-se de costas para a Kagome.

-Não seja tão preguiçoso, quer ficar o dia inteiro na cama? – disse colocando as mãos na cintura

-Se está sugerindo, você pode deitar aqui do meu lado – disse batendo com a mão do lado do colchão em que a Kagome sempre dormia.

-Isso não é uma sugestão, e eu não vou voltar para cama! – disse firmemente – Se não quer sair da cama por bem – se aproximou de Inuyasha e segurou sua camiseta – vai sair por mal – disse por fim puxando o rapaz que cai no chão envolto no edredom.

-Oras Kagome, no que está pensando – diz o rapaz tentando se desvencilhar do edredom.

-Vamos a um parque. Eu vou preparar o café enquanto você se arruma. – diz Kagome saindo do quarto e deixando Inuyasha no chão.

Inuyasha olhou a jovem saindo do quarto; ela estava vestindo um lindo vestido branco de estampas miúdas com tons de azul e roxo com um casaquinho de lã branco, o vestido curtinho lhe caia muito bem; Inuyasha ficou por um tempo admirando-a não somente sua beleza mas seu espírito, era a única que conseguia tira-lo da cama cedo num domingo de outono.

Kagome já estava com a mesa do café-da-manhã pronta quando Inuyasha apareceu na cozinha trajando uma calça social preta e uma camisa de manga longa laranja, ao vê-lo Kagome não pode se conter e começou a gargalhar, Inuyasha ficou constrangido e não entendeu o motivo de tanta graça.

-O que é tão engraçado?

Kagome olhou-o de cima para baixo. Não foi preciso que Kagome dissesse mais nada, havia entendido que o motivo eram suas roupas.

-Pretende ir a um parque trajando essas roupas? Vamos ver se eu acho algo mais apropriado para a ocasião.

Kagome foi até o closet de Inuyasha onde pegou um conjunto de moletom e uma camiseta branca que normalmente ele usava para dormir.

-Agora vai ficar bem melhor – disse entregando as roupas para o rapaz que imediatamente foi trocá-las.

O parque não estava localizado muito longe do apartamento de Inuyasha, por isso não tardou a chegarem ao local. A paisagem não era muito convidativa, como era outono as folhas secas das árvores estavam todas espelhadas no chão, e o parque se via monocromático e sem vida, no entanto havia uma certa magia no ar que fazia com que o ambiente se tornasse agradável. Inuyasha parecia não sentir isso.

-Não sei porque me trouxe aqui.

-Nossa Inuyasha, não me diga que preferia ficar em casa – disse fazendo biquinho

-Na verdade...

-Na verdade você está feliz em estar aqui comigo – cortou Kagome

Tudo bem que estar ao lado de Kagome o fazia feliz, mas se ela estivesse ao lado dele na cama isso o faria ainda mais feliz. Eles caminharam por algum tempo de braços dados admirando a paisagem, claro que Kagome estava admirando mais a paisagem do que Inuyasha estava. O parque estava um pouco vazio, poucas pessoas circulavam pelo parque aquela hora da manhã, ainda mais num domingo frio.

Eles chegaram por fim a um belo lago que ficava no meio do parque e se estendia até próximo a uma reserva natural que ficava do outro lado do lago. Kagome soltou-se do braço de Inuyasha e foi correndo até o lago, se abaixou e pegou umas pedrinhas, e começou a joga-las de modo que as pedrinhas fossem esbarrando sobre a superfície da água, até que estas afundavam quando acabava a força inicial de impulso.

-Parece uma criança! – disse Inuyasha se aproximando

-Estou perdendo o jeito, antes conseguia fazer as minhas pedrinhas atravessarem todo o lago.

-Então vinha sempre neste lugar? – deduziu Inuyasha

-Esse parque fica a duas quadras do orfanato onde cresci. Quando estava triste ou chateada vinha para cá e ficava jogando pedrinhas.

Inuyasha a olhou com ternura.

-Contando assim parece que na minha vida só tem tragédia, saiba que não era só quando eu estava triste que eu vinha aqui – tentou consertar - eu também vinha brincar aqui na primavera. Na primavera o parque fica lindo, cheio de vida. – disse com orgulho.

-Vamos vir aqui na primavera.

Kagome abriu um sorriso.

-Ei Inuyasha por que não tenta? – disse estendendo-lhe uma pedrinha

-Kagome eu não sei jogar isso – disse sem jeito

-Eu te ensino. Feche a mão com a pedrinha, estique o braço para trás e jogue.

A primeira tentativa de Inuyasha foi como ao invés de uma pedrinha, ele tivesse jogado um pedaço de tijolo que afundou nos primeiros centímetros do lago. A verdade é que Inuyasha nunca foi dessas brincadeiras de rua, sua posição social nunca o permitiu brincar com liberdade com crianças de outras classes sociais; sempre teve muitos brinquedos caros e importados, mas nunca pulou corda, brincou de amarelinha ou mesmo jogou futebol de rua, a famosa 'pelada'.

-Eu disse que não sabia

-E quem disse que se aprende na primeira vez? – disse Kagome lhe entregando outra pedrinha.

Eles ficaram até próximo ao meio-dia jogando pedrinhas no lago, por fim Inuyasha já conseguia fazer suas pedrinhas chegarem até o meio do lago, e Kagome havia recuperado sua habilidade de faze-las ultrapassar o lago e caírem próximo a reserva florestal.

-Já cansei de jogar pedrinhas, essas malditas não passam do meio.

-Devia tentar com pedrinhas menores – sugeriu Kagome lançando a última pedrinha.

-Vamos para casa? – perguntou Inuyasha

-Sim.

Inuyasha ficou uns instantes olhando para Kagome.

-Ei o que foi, não quer ir para casa?

- Kagome, você é incrível – disse se aproximando da jovem e lhe dando um beijo hollywoodiano.

CONTINUA...

Autora: Quero agradecer pelas reviews que recebi elogiando a fic. E preparem-se para chorar, pois guardo ainda muitas surpresas para a fic.