Por Amor

Capítulo 9

Kaze ga sugisaru made

By: Annah Lennox

Beta: Fab Lang

Aviso: Classificação M (Nc-17, hentai, o que seja.xd)


A doca estava cheia. Todos estavam ali amontoados para presenciar o espetáculo de sangue, que não tinha nada de bonito. Embora aquele fosse o primeiro ato de ordem do imperador, que serviria de lição para qualquer um que ousasse contestar a sua soberania.

Escondido em tocas, Mao apertava os lábios com força. O ódio era tão latente que se misturava com o seu sangue, fazendo-o borbulhar como em uma mistura química. Seu adorado cunhado queria sua cabeça e sabia muito bem aonde e como encontrá-lo. Só que não seria uma presa fácil: iria lutar pela a sua vida sem esmorecer até se tornar forte novamente e poder contradizer a verdade imposta pelo todo poderoso.

Empurrando o capuz pesado, encobriu o cabelo deixando boa parte do rosto na semi-escuridão. Estava vestido como um camponês, com roupas velhas e rasgadas, e principalmente estava sujo, fedendo a carniça. Não era mais o príncipe herdeiro e sim um criminoso que devia ser caçado e morto.

-O que você acha disso, Wu?- perguntou ele em um simples sussurro.

-Já era de se esperar...

-Vou sair da cidade o quanto antes.

-Era o que eu esperava de você, meu amigo.-falou o jovem com voz sonolenta.

Olhando novamente para população, percebeu a chegada de um jovem mandarim, vestido elegantemente e cercado de servos, trazia consigo um papel amarelado, que julgava ser sua sentença de morte.

Realmente, o seu adorado cunhado estava agindo como um rei da idade média. Era ridículo, cômico e revoltante.

Misturando-se a multidão, Mao tentava se passar por um popular, como tantos ali presentes, que estavam curiosos com a movimentação inesperadas das docas. No fundo, queria se deleitar com as palavras de ordem do mancebo ordinário. Queria rir sem motivo, quando na verdade deveria estar bem longe de Beijing.

O burburinho estava por todas as partes. Era uma atitude normal, esperada, já que não era todo dia que uma autoridade aparecia ali com uma ordem explícita do imperador.

Esbarrando em populares, Mao parou ao lado de um homem com características humilde, que não chamaria atenção e assim não o denunciando.

-O que será que está acontecendo aqui?-perguntou o rapaz olhando com desdém para as roupas luxuosas dos servos, que com certa violência abria espaço para que o emissário se dirigisse até o pequeno palanque montado de improviso.

-Seja o que for! Certamente não será uma boa noticia. -falou um outro popular gorducho e careca.

-Certamente "eles" já querem a cabeça de alguém. -falou Mao sarcástico.

-Será?-indagou o jovem descrente. -Não vejo motivo...

-Há vários motivos do qual não sabemos e talvez nunca saibamos.

Mao viu o brilho de medo surgir nos olhos do jovem a seu lado. Intrigado se questionou se era só ele que tinha motivo para temer a condenação dada por Shoran.

-Concordo com você, homem.- falou o careca estendendo a mão. -Talin Xeng, carregador do Fai Leng.- apresentou mostrando o velho barco de pesca.- Carrego cardumes para o dono do barco. É pouco, mas pelo menos tenho um emprego.-explicou apertando a mão de Mao com força.

-Ren Zhe, nasci no interior de Harbin.- falou pensativo temendo se apresentar com verdadeiro nome.-Vim apenas para o casamento do imperador.-mentiu gargalhando por dentro.

-Bem-vindo, Ren Zhe.- falou o jovem com um aceno de cabeça sem desviar por um momento os olhos do mandarim.- Sou Jiang, e também vim de uma província.

-Província?-perguntou intrigado.

-Sim...Yunnan.

Não se surpreendeu com a declaração, algo em seu oco interior o empurrava para aquela constatação. Será que estava ao lado de algum desafeto de Xiansheng? Não, seria muita sorte, e ele não costumava acreditar em milagres.

-Da terra do novo representante da dinastia Manchu?- perguntou Mao interessado em investigar mais sobre o jovem ao seu lado.

Observando a reação teve a certeza de que estava certo. Pelo simples fato de perceber o olhar consternado e a forma que apertava e soltava o ar pela a boca.

-Sim.-afirmou em um simples sussurro.- Xiansheng viveu em Yunnan por muito tempo.

-É!- engasgou com um brilho cético no olhar.-Então você conheceu o novo imperador.

Jiang preferiu o silêncio a palavras que poderiam depor contra ele caso o ultimato do mandarim fosse pela sua prisão. Motivos não faltavam. Ele que tanto se orgulhara de sua bravura, havia se transformado em ladrão saqueador em questão de dias. Ao lado de Talin havia espoliado a casa de um rico comerciante na noite anterior.

Agira por necessidade, aproveitando o caos que fora provocado pelas queimas das bandeiras na praça principal de Beijing. Não haviam roubado muito, mas o necessário e o que realmente poderiam carregar.

Levando a mão aos cabelos longos, Jiang observou o mandarim conversar com alguns populares e em seguida abriu o espesso papel.

Não restava em seu ser, espaço para sentimentos fúteis como o arrependimento e amor. Não que não nutrisse o sonho de possuir Yé só para si, mas não o colocava como prioridade. Em seu devido tempo teria tudo o que queria,até mesmo vingança.

-Peço a atenção de todos!-gritou o mandarim enfaticamente.- Hoje é um dia que marcará a História de nossa nação pela eternidade. Hoje após muitos anos de trevas, a nossa nação volta a brilhar, não é pelo simples fato de temos o escolhido por Deus no poder, mas sim porque pela a primeira vez em séculos estamos verdadeiramente unidos com apenas um propósito, que é a prosperidade dessa grande e magnífica paixão.-e foi interrompido por uma salva de palmas.-Não, não queremos os ingleses aqui ou em Hong Kong! Não precisamos da ajuda dos "demônios" nos dizendo o que devemos fazer com nossas terras! Somos uma nação única, com apenas uma identidade, que é ser chineses. Que é ser um Han! E por isso, em nome de Buda e de nossa autoridade máxima, que venho aqui trocar palavras com os senhores, que por séculos foram marginalizados, esquecidos e pisoteados.-interrompendo o discurso feito, acenou com a mão esquerda.-Contudo queremos contar com o apoio dos senhores. É bem fácil, e garanto que será para melhoria de nossos cais...

Shoran...pobre Xiansheng. Bate de frente com a grande Grã-bretanha. Era burro demais.

-Estamos à caça de um traidor!-falou o jovem finalmente.-Que negou ajudar a nação e em vez de lutar, fugiu como um verdadeiro covarde.

Jiang já estava preparado. Sabia, no íntimo, que Shoran o perseguiria até ao inferno para mostrar que em terra Manchu, o saque era crime e nem mesmo um "irmão" de criação poderia sair impune ao cometer tamanho delito. Sorrindo, sabia também que não seria uma presa fácil.

-Mao Ching, filho de Chen e da imperatriz Tsi, que por durante anos foi sucessor real ao império da China, e que hoje é uma vergonha, uma mancha à nossa moral.- anunciou cortante. -Foi o crime cometido pelo próprio sangue, que hoje esse senhor é condenado.

O silêncio abateu-se sobre o povo faminto e mau vestido. Não havia um que não tinha conhecido o então príncipe, e que não havia gostado da personalidade fraca e alegre. Durante anos, ele fora o elo entre as docas e imperador. Ajudava desde pequenas embarcações de pescar até navios piratas. Contudo, agora ele era o inimigo da nação e estava sendo condenado por fugir e não honrar seu nome.

Contendo a risada, Mão olhou debochado para o mandarim. Não seria condenado por uma lei falsa. Não daria o sabor da vitória àquele que tanto odiava.

-E irá ter recompensa?-gritou um popular qualquer.

-Sim.-respondeu o emissário fechando a missiva.-Será recebida por meio de terras férteis ao sul, garanto que nenhuma das partes sairá perdendo.

-Vivo ou morto?-gritou à mesma voz saída de algum lugar qualquer.

-De preferência vivo.-pulando do palanque o mandarim foi se distanciando, parando apenas para recebe comprimentos populares.

Parado, Jiang respirou aliviado.

-E o que você irá fazer agora, Jiang?- perguntou Talin.- Pensou na minha proposta?

-Sim.-falou pensativo, encarando o velho.-Eu aceito.

O ancião sorriu, mostrando os dentes podres.

-Não esperava outra atitude.

Mao escutava, encarando detidamente o homem que por algum motivo lhe parecia familiar.

-E você, Ren de Harbin, o que pretende fazer?-indagou o idoso.

-Sair da cidade o quanto antes.-respondeu no mesmo segundo.-Não quero estar aqui quando o sol nascer novamente.

-E tem algum motivo especial para isso?

-Não tenho fé no imperador.-denotava o ódio em seu olhar.-Não quero aplaudir uma fraude.

Dando as costas, Talin gargalhou.

-Então venha comigo que tenho a absoluta certeza de que não vai se arrepender.

OoooooOOOooooooOO

Sakura observava a maneira delicada que a borboleta pousava sobre uma Tulipa em seu jardim. Era de uma elegância única, cuja ela jamais seria dotada. Ela jamais teria a liberdade de ir e vim.

Por Buda, como estava se sentindo só! Trancada ali a espera... Esperando por seu homem, que, talvez, tinha algo mais importante a resolver do que ficar com a esposa.

O entendia perfeitamente! Pelo menos, tentava ser menos egoísta. Não estava proibida de circular pela a imediação do castelo, aliás, esse era seu dever, mas deixara isso a encargo de Fai. Não estava com humor para se jogar de cara em seus afazeres como imperatriz. Naquele mesmo dia teria que passar pelo o seu primeiro teste, ao se sentar ao lado de Shoran no primeiro jantar realizado por ele no palácio de Kung Ning.

Estava deprimida, ferida ainda pela perda de um ente querido. Entretanto, cada minuto que passava, a saudade crescia em seu ser e seu corpo queimava de desejo por o único que tinha o poder de atiçar seu sangue.

Encostando a costa no encosto da cadeira de cajado rosa, Sakura acariciou os lábios entreabertos, gemendo de agonia ao sentir a umidade entre as pernas crescer.

Queria seu marido ali...Ao seu lado, satisfazendo-a, fazendo-a mulher.

Fechando os olhos, mordeu os lábios para conter a vontade louca de tocar, mesmo sabendo que nunca se satisfaria plenamente sozinha.

A borboleta voou assustada e Sakura abriu os olhos. Ansiosa, levantou e olhou para porta. Algo em sua cabeça gritava que era ele. Era Shoran, que caminhava decididamente para seus braços.

A porta rangeu, abrindo espaço para o seu homem entrar.

O coração veio parar na boca no momento que encarou Shoran. Ele estava tão másculo e forte. O cabelo desalinhado e vestes sujas mostravam que trabalhara incansavelmente até vir para seus braços. Porém o que mais a deixava estática era os olhos dele: .tinha um brilho único e que não estava ali, da última vez que o vira. Algo havia mudado, e ela queria saber exatamente o que tinha se modificado.

Contudo, não queria saber naquele momento, pensou soltando os cabelos e correndo para os braços dele.

-Sakura...-sussurrou ele abraçando-a, distribuindo vários beijos no rosto e no pescoço, não contento o desejo insano que atiçava fogo em suas veias, fazendo-o aquecer o sangue de maneira louca.-Sakura...

-Shhh!-falou ela colocando o dedo indicador entre os lábios dele.-Apenas me beije...

O beijo começou tímido até que a paixão explodiu. Com o corpo colado junto ao do marido, Sakura o enlaçou pelo o pescoço abrindo os lábios carnudos, deixando a língua do amado mapear cada canto da boca.

-Te amo, Xiansheng.- murmurou distanciando-se por um curto segundo, enquanto retirava a veste pesada, ficando apenas com uma camisola fina.-Me ame...me faça sua...

Possuído pela luxúria, retirou as roupas com maestria, jogando a espada longe, quando, que com a ajuda de Sakura, removia o resto da pesada armadura de ferro.

Sorrindo, tentava não pensar muito na imagem que o marido passava: estava com os lábios inchados e os cabelos despenteados. Ela estava vestida com uma camisola branca e transparente, que deixava o corpo à mostra como os raios solares que atravessavam o seu leito.

Definitivamente, não parecia uma esposa e sim uma concubina. Não sentia vergonha, ao contrário, sabia que seria tudo o que seu homem quisesse, se isso o fizesse permanecer eternamente a seu lado.

-Me ame, Shoran. Talvez eu seja uma pecadora, mas se te desejar for um crime, eu quero pagar bem caro para ter esse momento com você.- falou fechando os olhos, sentido os dedos longos deslizarem ao longo de seu braço.

Gemendo, viu o pano branco cair deixando-a nua na frente do marido.

-Você é linda, minha mulher.-sussurrou apaixonado. Tomou-a nos braços, carregando o corpo quente de desejo até a cama.

Sentido o calor do tecido em suas costas, olhou para os olhos de seu homem. Lá viu a candura e paixão misturada, contudo não queria delicadeza. Queria ser dele sem reservas.

Com a respiração descompassada, tocou os cabelos e logo em seguida os lábios. Soluçando, o viu sentar ao seu lado, beijando seus seios, sugando-os como um bebê faminto, ao mesmo tempo em que tocava a umidade quente entre suas pernas.

-Sho...

-Shhh.-dessa vez foi ele quem a interrompeu, beijando levemente os lábios carnudos e suculentos.

Shoran iniciou um movimento circular no ponto mais sensível da anatomia dela. Sua primeira reação foi fechar as pernas, porém foi impedida pelas mãos fortes do marido. Ofegando, sentiu o corpo pulsar a cada toque. Estava sobre o seu comando e ele não se fazia por rogado, tirava tudo que podia, até mesmo o orgasmo iminente que ameaça explodir a qualquer instante.

Com um meio-sorriso nos lábios, ele abusou, sugando com força seus seios, enquanto aumentava as estocadas de seu dedo no interior do corpo da esposa, que segurava com força o lençol.

Queria ver o rosto de Sakura no momento em que alcançasse o clímax. Queria ouvi-la gritar seu nome, abraça-lo e mordê-lo como uma selvagem. Como uma prostituta.

-Abra os olhos, mulher!-pediu ele, amoroso, distribuindo vários beijos na face afogueada de Sakura. -Quero ver o brilho em seus olhos quando seu tormento de amor se extinguir.

Obediente, Sakura não apenas abriu os olhos mais como também começou a movimentar o quadril no ritmo agiu que ele impunha. Audaciosa, sorriu e gemeu, fechando os olhos novamente.

-Shoran...

-Fique quieta, mulher.-pediu impaciente levando o indicador entre os lábios famintos, enquanto ela ofegava cada vez mais.

Atrevida, segurou a mão atraindo para a boca. Beijando a palma calejada, introduziu o dedo na boca, sugando-o sugestivamente. Atraindo o marido para um inferno ainda maior.

Sakura atingiu o clímax, tremendo, abraçou o marido, arranhado as costas dele. Seu corpo flutuava no espaço, estremecendo a cada toque dele, que não havia parado de se movimentar.

-Shoran!

O ultimo suspiro de prazer foi emitido. Só assim ele parou. Ambos estavam ofegantes.

Shoran não sabia se estava no céu ou no inferno. Sentimento igual a esse era separado por uma tênue linha. Estava irremediavelmente satisfeito ao mesmo tempo em que estava frustrado. Seu corpo doía, gritava por satisfação, prazer e orgasmo.

Feliz. Estava feliz, por ter sido paciente. Não era de sua personalidade esperar, mas com Sakura tudo era diferente. Era mágico. Não era apenas contentamento físico e sim o prazer de vê-la se entregar plenamente.

Deitando ao lado dela, enlaçou-a, trazendo a pequena para cima de seu corpo.

-Sakura...precisamos conversar.-falou relaxando, depositando um cálido beijo na testa suada.

Resmungando, ela se limitou a concordar com a cabeça. Estava com medo, muito medo. Não queria tocar no assunto que ainda a machucava. Aquele rapaz que havia lhe dado prazer com as mãos, fora com aquela mesma mão que tirara a vida de seu pai. Mas não o conseguia vê-lo como um assassino. Ele era apenas Shoran, seu adorado marido.

Por quanto tempo?

Não sabia, tinha medo e nem queria saber. E não pensaria agora que o tinha ali subjugado ao peso de seu corpo, pulsando, excitado.

-Agora não, Shoran.-falou decidida.-Esse momento é só nosso, não quero que a incerteza contamine nossa união.

Os olhos se encontraram. Havia determinação nos olhos verdes de Sakura e paixão nos olhos castanhos de Shoran. Estavam positivamente, a cara do pecado. Ela com os cabelos desalinhados e lábios inchados, e ele com o corpo impregnado pelo cheiro dela.

Pegando-a pelo os cabelos, trouxe-a mais para si, beijando e deixando beijar. Não demorou muito para que a chama fosse acessa e começasse a excitar Sakura novamente.

Sentando no colo dele, ela beijou o peito bem feito, parando e se deliciando com os mamilos que cresceram em seus lábios. Contente, sentiu as mãos dele enlaçá-la pela cintura, fazendo ficar novamente sentada sobre o abdome dele. Gemendo como uma gata, traçou sulco no peito ao contornar o dragão tatuado ao lado do peito.

-Onde fez isso?-perguntou sensualmente lambendo o desenho, sentido o gosto cítrico da pele.

Sorriu maliciosamente, tocando sua intimidade, fazendo-a arder.

-No templo em que fui criado.

Ardendo, olhou para imagem pitoresca. O dragão parecia criar vida a cada segundo, tinha os olhos vermelhos e o corpo verde. Porém o que atraiu sua atenção foi à presa entre os lábios do animal.

-É um macaco.-falou ele, lendo em seus olhos a curiosidade.

-Por que o Macaco?-perguntou curiosa.

-Representa o ano e a lua na qual nasci.

-I ching?

-Sim...-respondeu ponderado.

Beijando nos lábios, Sakura olhou carinhosamente para o braço do amado, cuja outra tatuagem jazia.

-E essa aqui?-indagou contornando o desenho em formato de circulo com dois Hexagramas colocados no meio e em sentido horário.

-Foram os trigramas tirados por minha mãe na hora de meu parto.-falou não querendo entrar em detalhes dolorosos.

-São Su e Song...

A espera e o conflito. Sua mãe já previra tudo antes de nascer. Sabia de cada passo seu, e quando o olhava não via o filho e sim o futuro imperador.

Vendo o desconforto na face do amado, Sakura voltou a acariciá-lo. Só que dessa vez com os lábios, contornando os músculos do abdome forte e bem feito. Descendo a cabeça para perto de seu sexo ainda excitado.

Pegando entre as mãos, Sakura levou aos lábios, beijando, sugando cada vez mais, a cada gemido e incentivo do amado. Seus cabelos estavam sobre a barriga dele, as mãos antes em suas costas, agora a ajudava na movimentação dos lábios. Ele estava próximo de ejacular.

Afastou-se, deixando-o irritado, desejoso que ela fosse até o fim. Gargalhando, ela voltou a sua posição anterior, levando a parte mais quente do marido até o calor de sua intimidade. O atrito entre as carnes foi único. Shoran sentia-se sugado pelo o calor de sua adorada esposa.

Cavalgando cada vez mais rápido, Sakura seduzia o esposo com os cabelos, que passeavam pela face do marido.

Espalmando as duas mãos sobre o peito másculo, Sakura aumentou o ritmo, subjugando de vez o marido, que estava completamente entregue.

Gemendo cada vez mais alto, enlouquecido, Shoran sentiu o músculo do sexo de Sakura o apertar cada vez mais.

Não podendo mais esperá-la, Shoran se deixou levar pelo clímax.

Sentido o marido estremecer sobre seu corpo, Sakura se deixou levar pela mesma maré de paixão. Contraindo seus músculos sentiu o sêmen dele aquecendo seu interior.

-Eu te amo, Shoran.- sussurrou, exaurida, caindo sobre o corpo do marido.

OooooOooooO

Yé estava de frente ao espelho. Era a imagem da perfeição em uma mulher. O tamanco pequeno, o traje cor amarelo-claro, combinava com a capa vermelha decorada com dois dragões pitados de azul. O cabelo estava preso com uma simples tiara cravejada de rubi.

E o principal: parecia uma mulher grávida. E isso seria a primeira coisa que Shoran notaria ao olhá-la naquela noite.

Gargalhando, Yé olhou para a mulher elegante que adentrava o quarto, cercada de várias servas. A figura imponente da mãe de Quang, a senhora Niang Fei, não a amedrontava, ao contrário a deixava à vontade.

-Está linda, Yé.- falou seca.-Simples, porém cativante.

-Obrigada senhora. -agradeceu humildemente, abaixando a cabeça. -Se não fosse pela a sua generosidade á essa hora estaria em sérios apuros.

-Não estou emprestando minhas roupas por bondade, menina. -falou enfaticamente. -Mas sim porque meu filho me pediu.

Não esperava outras palavras vindas da autoritária Niang, porém não conseguia sentir nenhum tipo de ressentimento. Via nos olhos castanhos escuros, a mesma determinação que brilhava em sua alma. Tinha que agir com cautela e conquistar aos poucos amizade e confiança daquela senhora. Aquele não era o momento.

-Quang é uma alma generosa.

-Sim! Meu filhou é uma alma muito boa. Espero que esteja agindo da maneira correta. Não quero vê-lo desviar do caminho que seu pai fez tanta questão que seguisse. -denotou a senhora séria.

-Não será eu a pedra que desviará o bondoso Quang do caminho da verdade.

-Espero que esteja certa, senhorita Bái.- rebateu olhando para a saliência da barriga da jovem, que seu filho infantilmente tinha trazido para dentro do lar.

Yé abaixou a cabeça, sentindo uma terrível vontade de gargalhar. Debochar da cara daquela senhora austera que mal conseguia andar e era amparada por várias criadas. Estava certa de que na visão de Niang ,o bebê que esperava era de Quang. Velha inocente. Mal sabia que aquele feto era o futuro herdeiro do trono da China.

-E eu estou certa, senhora!-falou com convicção.

Ficaram se olhando por um bom tempo. A certeza de Yé e a desconfiança velada de Niang. Ambas tinham seus motivos. Yé por amar demais e ter uma ambição e Niang por querer a todo custo que o filho fosse alguém melhor do que o pai, um mandarim frustrado que se entregara de cabeça a bebida, quando o fora passado para trás. As duas eram mais parecidas do que imaginavam.

Dando um meio sorriso, Niang se retirou do quarto. Algo gritava em seu intimo que aquela mulher que hoje usava seus trajes de adolescência seria a única a ajudar seu filho num futuro próximo. Poderia ser apenas um palpite furado, mas nada poderia fazer a não ser rezar para que Buda cuidasse de seu pequeno e frágil menino.

OooooOooooO

Acariciando a face da esposa, Shoran repousava tranqüilo entre o sonho e a realidade. Sabia que não poderia ficar eternamente ali, logo teria que sair. Tomar seu banho, vestir suas vestes reais e se tornar o grande e carismático líder que todos esperavam que fosse. Seria difícil. Não sabia como prosseguir de agora em diante.

Tolo!

Fraco!

Idealista!

Não, não era fraco. Aprenderia muito com o passar dos anos. Não adiantava ter medo do abstrato, de nada vai resolver fugir da realidade. Embora estivesse tentado a agir dessa maneira. Não gostava da sensação de estar sendo sugado pelos fatos. De estar perdendo a liberdade. Odiava se sentir culpado, amedrontado, isso só o fazia querer fugir. Era como se voltasse ao passado e olhasse novamente para os olhos rancorosos e tristes de sua mãe.

Para aliviar o pânico que começava a tomar conta de seu corpo, Shoran afastou a esposa que não reclamou, com uma felicidade estampada na face, dormia como um anjo.

Tinha a certeza de que conseguiria! Da mesma forma que era feliz com a esposa, seria bem-sucedido no comando da nação. Aquela noite seria apenas uma amostra.

Não poderia se dar por vencido antes de lutar. Caso contrário, as palavras de Chen seriam verdadeiras e ele certamente seria punido.

Levantando da cama, Shoran vestiu suas vestes simples, deixando a armadura qualquer do quarto. Depositando um beijo leve no rosto de Sakura, saiu, sentido o corpo pulsar de saudade da mulher que havia lhe dado tudo com um simples gesto.

Iria ser o melhor por ela. Apenas por Sakura. Por Amor a ela!

Continua...

Oie Pessoal!

Hoje vou ser breve.

O que acharam do capítulo? Bem, devem ter percebido que Shoran terá muitos "amigos", não e mesmo! E quem está no poder não tem amigos... Infelizmente o poder destrói tudo o que há de limpo e puro em uma pessoa.

Não vai da para responder as reviews hoje, porém queria deixar milhares de beijos há: Miaka Hiiragizawa, Miaka, hô-chan, Violet-Tomoyo,Lanah, littledark,MeRRy-aNNe,Rê chan, kalilah, Cam e Mery Li.

Bom... não custa nada apertar aquele botãozinho e mandar a sua opinião. Como mudei a classificação da fic, espero que sejam caridosos. Senão vou ficar receada e talvez não escreva a próximo capítulo com tanta paixão. Em fim, se conseguir mais de 12 reviews eu prometo que posto o mais rápido possível o capítulo 11...caso ao contrário terão que espera.

beijos!

Fiquem com Kami!

Annah C. Lennox