Notas da Autora – Aqui está mais um capítulo desse fic, pessoal! Desculpe a demora, para variar. u.u Essa história tem 12 capítulos, ou seja, está quase terminada. Tentarei publicar um capítulo por semana, assim termino de uma vez, certo?

Agradeço a todos os reviews do capítulo passado. Muito obrigada mesmo, meninas. :-P

Beijos especiais para a Dany, que revisou o capítulo. Obrigada, querida.

Bem, espero que gostem do capítulo e, se possível, comentem. :-D

Beijos,
Lis


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A Dor de Um Amor

By Palas Lis

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Capítulo 9

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"Quatro meses depois"

Na sala de aula da faculdade, Saori Kido estava sentada em seu lugar, na primeira fileira. Ela fez uma caretinha e levou a mão ao estômago. Sentia fome, muita fome, muita mesmo – quase insuportável. A careta aumentou quando o estômago roncou. Não fazia nem vinte minutos que tinha comido, não era para estar com fome... Pelo menos não tão rápido. Porém, sentia como se fizesse horas que não se alimentasse.

- O que foi, Saori? – Shunrey perguntou ao ouvir Saori suspirar sentada ao lado dela, prestando atenção à aula de Administração Empresarial, com um professor extremamente rígido.

- Estou com fome... – ela resmungou, debruçando-se na mesa, imaginando um imenso banquete a sua frente. – Muita, muita, muita... Quero comeeeer...

- Fome?! – Shunrey ficou surpresa e arregalou os olhos, virando-se levemente para a amiga. – Você comeu por umas quatro pessoas, há minutos atrás!

- Mas eu tenho fomeeee... – ela falou, não conseguindo prestar atenção à matéria que o professor loiro explanava para a classe. – Quero comer um doce, um salgado, alguma coisa!

Saori estava com quase cinco meses de gravidez, e depois de quatro meses de muito sofrimento com terríveis enjôos, finalmente ela parecia estar melhor... Se é que sentir fome a cada trinta minutos era algo melhor... Ainda bem que os alimentos agora ficavam em seu estômago.

Um sorriso de felicidade surgiu no rosto dela.

Naquele dia mesmo, ia com Seiya ao médico para confirmar o sexo do bebê – porque ambos já o consideravam uma menina, então só precisavam de uma confirmação. Além disso, iam comprar as coisas para o bebê. Não via a hora de arrumar o berço que sua filha ficaria e comprar as roupinhas que ela usaria...

- Oba! – Saori deu um pulo da cadeira que estava sentada ao ouvir o sinal anunciando o final das aulas tocar. – Vamos comer! Comida! Comida! Comida!

- Sua barriga está começando a aparecer, Saori! – Shunrey falou, olhando a barriga saliente da amiga marcada na blusinha azul que ela usava. – Que linda!

- Já era tempo, né? – Saori falou, admirando o ventre pouco dilatado. – Passei tanto tempo com enjôos que agora que estou chegando no quinto mês é que parece que estou grávida.

- Sim, mas agora comendo do jeito que você está comendo, sua barriga vai ficar bem visível... – Shunrey riu. – Cuidado para não engordar muito.

- Eu não estou comendo muito... – Saori falou, contrariada, descendo o primeiro lance de escada e caminhando em direção a lanchonete do campus. Parou frente ao balcão e seus olhos brilharam ao ser tantas coisas gostosas. – Quero um lanche, um suco de morango com leite, um chocolate branco chocante, e alguns doces de amendoim...

- E você ainda tem coragem de dizer que não está comendo muito? – Shunrey levantou uma sobrancelha.

- Claro que não! – Saori falou, ainda com os olhos voltados para a mulher que lhe atendia na lanchonete. – Não, tenho muita fome. Quero dois lanches, por favor.

Shunrey deu um sorriso divertido, caminhando ao lado de Saori com sua bandeja repleta de guloseimas. Aproveitando do clima fresco, elas sentaram-se sob a sombra de uma grande árvore do jardim da universidade. Em poucos minutos, Saori já tinha devorado um de seus lanches, e lambia os dedos, ansiando por comer logo o outro e depois atacar os doces.

- Coma devagar, Saori. – Shunrey alertou. – Comer rápido faz mal.

- Não tenho culpa que Aiko está pedindo comida! – Saori respondeu, tirando logo o embrulho do lanche para comê-lo. – Você se esqueceu que eu como por duas pessoas?

- Pois parece que come por um batalhão. – Shunrey zombou e Saori fez uma caretinha.

- Ah, hoje vou fazer o ultra-som pra ver como Aiko está, Shunrey. – Saori contou, feliz. – E depois vamos comprar as primeiras roupinhas para ela.

- Seiya vai com você?

- Sim, ele vai me busca aqui para irmos. – Saori contou, limpando o canto da boca que sujou com creme do lanche. – Quer ir junto?

- Bem que eu queria, mas tenho que ir a biblioteca para começar o trabalho de Economia Empresarial. – Shunrey lamentou.

- Ai, eu me esqueci completamente desse trabalho. É pra o fim da semana que vem e eu nem comecei. – Saori fez cara de desanimada, levando a mão na testa. – Como eu pude esquecer?

- Você sempre esquece das coisas, Saori. – Shunrey sorriu. – Eu pego um livro na biblioteca pra você e levo no seu apartamento hoje, aí você faz.

- Você é tão boa pra mim, Shunrey! – Saori largou a comida para abraçar a amiga. – Eu gosto muito de você, sabia?

- Mas tem uma condição... – um olhar travesso foi visto na face de Shunrey.

- Qual? – Saori piscou, confusa.

- Tem que mandar gravar o ultra-som da Aikinho para eu ver depois. – Shunrey falou numa suplica e Saori gargalhou.

- Pode deixar!

Saori ainda rindo com a sua amiga Shunrey, acabou de comer. Antes de voltar pra a classe e assistir as aulas, elas passaram no banheiro. No espelho na parede, Saori olhou-se de lado e quase pulou de alegria: finalmente seu ventre estava dilatado. Passou a mão na barriga, num ato maternal, de carinho para com seu bebê.

No momento que foi se virar pra falar com Shunrey arregalou os olhos ao ver Shina a sua frente, com a mesma expressão superior que sempre tinha. Recuou um passo e tratou de disfarçar a barriga. Não queria que Shina descobrisse que estava grávida, pois não queria nem imaginar o que ela seria capaz de fazer...

- Você está engordando, Kido... – Shina sorriu, debochada. – Seiya não vai querer mais saber de você se continuar com essa barriga e... – os olhos verdes da mulher passaram pelo corpo franzino e ligeiramente arredondado de Saori. Ela não poderia estar... – Eu não acredito que você está...

- Shina, eu... – Saori recuou mais alguns passos, até sentir a parede fria em suas costas.

- Não acredito que está grávida... – Shina fechou a mão em punho e a levantou, a altura de seu queixo. – Você fez isso de propósito, sua peste!

- Não foi, Shina! Não foi! – Saori levou as mãos na barriga quando a mulher avançou na direção dela. – Foi um acidente e...

- Então é verdade! – Shina vociferou e empurrou Saori na parede, até prensá-la. Shunrey tentou tirá-la de perto de Saori, mas foi derrubada no chão por Shina.

Quando Saori levantou os olhos para Shina, o que viu em seus olhos não foi ódio, como sempre acontecia. Ao invés disso, tinha lágrimas e uma profunda tristeza. Murmurou o nome da mulher a sua sempre, sem entender o que estava acontecendo com ela.

- Você sabia, não é? –Shina falou, socando a parede ao lado de Saori. – Sabia que eu nunca poderia dar um filho ao Seiya, por isso ficou grávida!

- Não, eu não sabia... – Saori encolheu-se mais na parede, protegendo o ventre com as mãos; os olhos já escorrendo lágrimas. – Não sabia...

- Não seja dissimulada! Sabia que o sonho de Seiya é ser pai e que eu sou estéril! – Shina gritou, deixando Shunrey e Saori pasma com a revelação. – Engravidou apenas pra me fazer invejá-la!

- Shina, eu... – Saori tentou falar, mas Shina a segurou pelo cabelo e atacou sua cabeça na parede. – Ai!

- Cale-se! – Shina berrou, fora de si. – Espero que você aborte esse verme que tem dentro de você e...

Shina não terminou de falar, pois foi surpreendida com um certeiro tapa no rosto. Com os olhos arregalados, ela levou a mão trêmula à face. Diferente de todas as vezes que provocou Saori, dessa ela não parecia uma pobre coitada e frágil. Parecia realmente corajosa. Por fração de segundos, Shina sentiu uma enorme admiração por ela.

- Nunca... Ouça bem, Shina: nunca mais fale desse jeito da minha filha. – Saori rangeu os dentes ao falar; as lágrimas pingando em suas bochechas. – Isso eu não vou admitir.

- Você não podia ter feito isso, Kido... Não podia... – Shina falou, chorando, encolhendo-se na parede e escorregando o corpo por ela até sentar-se no chão no banheiro. – Não... Podia... – ela murmurava sem parar, abraçando o próprio corpo, totalmente transtornada. – Eu perdi pra ela... Pra... Ela... Ela...

- Shina... – Saori ficou com pena dela e tentou tocar em seu ombro, mas Shunrey a segurou e a puxou para fora do banheiro. – Sinto muito...

- Deixe-a aí, Saori.

No momento que Shunrey segurou a mão da amiga para tirá-la do banheiro, sentiu que ela estava trêmula e gelada. Os olhos verdes da noiva de Seiya ainda estavam postos no corpo encolhido no chão.

Mesmo depois de tudo que Shina lhe fez, sentiu-se mal por ela estar naquele estado. Era deprimente o estado dela, ainda mais que sabia o quanto devia ser difícil para ela não poder gerar filhos, já que Shunrey também tinha dificuldade para engravidar e sofria muito com isso.

Não percebeu a amiga perguntando diversas vezes se ela sentia-se bem, nem quando ela lhe tirou do banheiro e a levou até a enfermaria do campus.

- Shunrey? – Saori só percebeu onde estava quando Shunrey empurrou-a pelos ombros para fazê-la deitar-se na cama da enfermaria. Sentiu os lábios secos e passou a língua por eles, antes de falar: – Por que me trouxe aqui?

- Você está pálida! – Shunrey, quase bracejando, falou. – Tremendo e suando frio!

- Eu estou bem, Shunrey. – Saori falou, sentando-se na cama e levando a mão ao ventre ao sentir uma pontada forte. Gemeu de dor e deitou-se de novo, encolhendo a pernas sobre a cama. – Deus! O... O que está acontecendo com minha filha?

- Vou chamar a enfermeira! – Shunrey saiu correndo pela porta que dava para a sala da mulher que cuidava da enfermaria.

Saori não entendia por que estava sentindo tanta dor. Minutos antes estava comendo e se divertindo com Shunrey. Lembrou-se de Shina e deve ter se alterado com o estado dela. Só poderia ter sido isso, não tinha outra explicação. Não devia ter visto, ter encontrado a Shina.

Desde que ficou grávida, não tinha uma gestação muito feliz, e isso trouxe muitos problemas. O médico lhe avisara para não se alterar que poderia ser prejudicial para ela e para o bebê. E Seiya fazia o possível para evitar que ela se alterasse.

Céus, a dor estava aumentando, e Saori não sabia o que fazer. Encolheu-se mais que pôde na cama, abraçada ao ventre. Gemia de dor e as lágrimas escorriam por seu rosto.

- O que está acontecendo aqui, moça? – a enfermeira perguntou, ao ser arrastada por Shunrey até onde Saori estava.

- Minha amiga está passando mal! – Shunrey também chorava, assustada. – Ela está grávida!

- Senhorita, o que está sentindo? – a enfermeira perguntou, percebendo o estado que Saori estava.

- Dói muito... Eu não... – ela retorcia-se sobre o leito. – Perder minha filha... Ajude-me!

- Acalme-se. Vou ajudá-la. – a mulher vestida de branco falou. – Precisa se acalmar para não prejudicar seu bebê.

- Está... Bem... – Saori murmurou, parando de ser mexer e respirando ofegante, contraindo o rosto de dor. Ela tentou sentar na cama, mas arregalou os olhos ao ver o lenço branco manchado de sangue no lugar que estava deitada. - Eu... Estou perdendo meu bebê... Não quero isso...

- Chame uma ambulância! – a enfermeira pediu urgente e Shunrey correu para o telefone da sala dela.

- Não, não quero perder meu bebê... – Saori murmurou; as pupilas dos olhos verdes dela dilatando e ela aos poucos perdeu a consciência. – Seiya, nosso bebê... Ajude-me...

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À noite, em um quarto de hospital, Saori estava sentada na cama, confortavelmente. Na veia do braço esquerdo estava a agulha com o remédio e a sua frente continha uma bandeja com sua refeição.

Ela mexeu-se um pouco, cuidadosamente, para não se esforçar, como seu médico havia recomendado. Olhou para a porta. Estava ansiosa para que Seiya chegasse e pudesse pedir ao doutor que falasse o sexo do bebê.

Os olhos postos na porta ficaram por alguns minutos, mas ele não chegou, então voltou a comer toda a comida.

Terminou a refeição e recostou-se a cama. Precisava relaxar um pouco, mas já não agüentava mais ficar no hospital e nem naquela cama. Queria ir embora para sua casa. Porém sabia que acabaria ficando alguns dias ali para observação.

Levou a mão ao ventre dilatado e lágrimas brotaram em seus olhos ao sentir um chutinho do bebê. Como era boa aquela sensação. Sua filha seria linda como o pai, sabia disso.

Ficou tão aflita quando acordou depois do desmaio na faculdade. Estava numa ambulância, a caminho do hospital, e ainda sangrava abundantemente. Ficou com tanto medo de perder seu bebê. Mas, graças a Deus, isso não aconteceu.

Saori tornou a olhar à porta branca que estava fechada. Shunrey já havia visitado-a e Seiya devia saber o hospital que ela estava internada. Era só esperar a chegada dele. Estava ansiosa para vê-lo, como ficava sempre que ficava longe do noivo.

Com os olhos verdes postos na madeira branca, viu o momento que ela se abriu cuidadosamente e ao lado de seu médico, doutor Dohko Chen, Seiya entrou no dormitório hospitalar.

- Seiya! – Saori exclamou, agitada, remexendo-se na cama. – Que bom que chegou!

- Senhorita Saori, não deve agir de maneira brusca. – o senhor médico alertou, empurrando Saori pelos ombros para fazê-la encostar-se à almofada que afofou atrás dela. – Vamos ver esse medicamento.

O senhor retirou a agulha do braço de Saori ao notar que a dosagem que tinha que tomar já era suficiente. Ela fez uma caretinha ao sentir a agulhar sair do braço.

- Saori. – Seiya chegou perto da noiva e abraçou-a. – Fiquei muito preocupado com você e com nosso bebê. Você já se sente melhor?

- Já me sinto bem melhor. Posso até ganhar alta agora mesmo e... – Saori olhou para o médico, esperançosa.

- Negativo. – ele balançou a cabeça para os lados, com os braços cruzados frente ao peito. – Vai ficar no mínimo três dias aqui, para observação. Somente depois vou saber quando terá alta.

- Você vai ficar aqui todos os dias necessários para sua total recuperação, Saori. – Seiya falou bem severo.

- Ahhh... – Saori soltou um suspiro de frustração. – Não gosto de hospitais, não gosto mesmo... Hospitais me assustam!

Seiya deu um sorriso divertido.

- Agora que os dois estão juntos, posso conversar com vocês. – o tom de voz do médico era muito sério e o casal voltou os olhos para ele.

- Fale, doutor. – Seiya pediu, parado ao lado de Saori e segurou a mão dela firmemente.

- Saori passou por momentos difíceis nos primeiros meses de gestação e hoje quase perdeu o bebê. Não vou enganá-los, foi por muito pouco. Se ela tivesse chegado aqui minutos dois...

Saori e Seiya estremeceram com o que Dohko disse.

O médico pigarreou e continuou:

- Para que isso não ocorra novamente, terá que ser redobrado o cuidado com ela. Acho melhor afastá-la da faculdade e qualquer outra atividade que venha acarretar alteração em Saori. Por menor que seja.

- Entendemos, doutor. – Seiya beijou a costa da mão de Saori. – Farei o impossível para que Saori repouse constantemente. Ela vai ficar o resto da gravidez em casa.

- Mas o que eu tive, doutor? – Saori quis saber. – Era algo muito grave?

- Um deslocamento na placenta, por isso do sangramento intenso que teve. – ele explicou. – Não é exatamente grave, mas se não tomar cuidado, pode ocorrer de novo.

- E isso é perigoso? – Seiya perguntou apreensivo, temendo a resposta. – Digo, Saori e o bebê correm algum tipo de risco?

- Não. Como já disse, ela só precisa descansar e tudo ficará bem. – o senhor falou. – Não precisa se preocupar, senhor Ogawara.

Seiya deu um sorriso de alívio.

- Que bom, que bom. – Saori sorriu também aliviada, olhando para a pequena barriga. – Ah, o senhor já pode confirmar para nós o sexo do bebê?

- "Confirmar"? – Dohko estranhou.

- Saori e eu já temos quase certeza que é uma menina. – Seiya sorriu, maroto.

- Pois podem comemorar. – ele sorriu abertamente. – Vocês terão uma menina.

- Oh, meu Deus! – as lágrimas estavam nos olhos dos dois e se abraçaram. – Eu sabia que era uma menina. Sempre soube.

- Sim, Saori. – Seiya disse, alisando a barriga dela. – Nosso pequeno amor... Nossa Aiko.

- Agora podemos comprar as roupinhas rosadas para ela. – Saori parecia uma criança empolgada com uma boneca que ganhou de presente. – Tudo de menininha!

Seiya apenas sorriu e beijou a barriga da noiva. Ela piscou ao sentir um chute do bebê, o coração pulsou fortemente de alegria.

- Você sentiu, Seiya?

- Sim. – não tinha como não reparar que ele estava muito contente, tamanho era o sorriso em seu rosto. – Como vai a menininha do papai?

- Ah, Seiya, será que ela consegue te ouvir? – ela entrelaçou os dedos nos cabelos castanhos dele, enquanto ele conversava com sua barriga.

- Ouve, sim, senhorita Saori. – o médico Dohko se pronunciou. – É muito bom esse carinho para ela. Sua filha se sente amada mesmo antes de nascer.

- Claro, Aiko sabe que papai e mamãe a amam demais. – Seiya falava como um pai coruja. – Sabe que estaremos sempre aqui para cuidar dela.

- Vou deixá-los a sós. Se precisar, é só chamar. – o médico falou, antes de sair do quarto. – Com licença.

Seiya sentou na cama de Saori, e abraçou-a. O casal estava extremamente alegre. E como não estariam?

Com tanta alegria, Saori havia esquecido de Shina, mas naquele momento ela veio em sua mente... Veio a imagem de Shina prostrada no chão, chorando. Uma cena muito deprimente. Muito melancólica.

- Seiya... – o sorriso de Saori murchou lentamente, até sumir do rosto.

- O que foi, querida? – ele acariciou os cabelos dela.

Seiya encarou os olhos de Saori e ela ficou inquieta para fazer a pergunta:

- É verdade que a Shina não pode ter filhos?

Seiya deu um sobressalto ao lado e olhou para Saori, surpreso. A preocupação era evidente nos traços de seu rosto moreno. Ela não desviou os olhos dos dele, esperando por uma resposta. Precisava saber se era verdade.

- É verdade, Saori. – Seiya proferiu num suspiro desanimado. – Nem vou perguntar como descobriu isso. Não quero que pense mais nisso.

- Foi por isso que não ficou com ela?

- Não, não foi. Não fiquei com Shina porque nunca gostei dela.

Seiya encontrava-se bastante sério depois da pergunta de Saori, então ela sorriu e o abraçou. Ficou com medo de ser por isso que Seiya deixou Shina, mas sabia que ele nunca faria isso e queria ouvir dele.

- Eu te amo, Seiya. – ela murmurou, apertando-o em seus braços. – Obrigada por tudo, querido.

- Eu que tenho que agradecer. – ele beijou a testa dela, carinhoso, tirando a franja que caía em seus olhos verdes brilhantes. – Não imagino minha vida sem você, Saori. Eu te amo. Simplesmente eu te amo.

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