Capítulo Dez

Whatever Gets You Through Today

Ron esticou uma mão para desligar o alarme e acabar com o som irritante. Ficou deitado, com o rosto escondido no travesseiro, por um momento antes de virar a cabeça e olhar feio para o alarme. Então, se lembrou que o Expresso de Hogwarts chegaria ao final da tarde, e a loja ficaria cheia de alunos fazendo fila do lado de fora para comprar coisas para as férias de verão.

Afastou os cobertores e se sentou. Hermione ainda estava dormindo. Considerou, e imediatamente rejeitou a ideia acordá-la. Ela ainda estava pálida, com manchas arroxeadas sob os olhos. Ela estivera desse jeito desde o funeral de Richard, há mais de um mês. A última vez que Ron se lembrava de tê-la visto tão exausta, além do ano procurando as Horcruxes, fora no terceiro ano deles, quando ela usara um Vira Tempo para assistir todas suas aulas. Ela parecia estar dormindo bastante ultimamente. Freqüentemente, quando chegava em casa do trabalho, a encontrava adormecida no sofá, um livro sobre seu peito. Ela fora para a cama logo depois do jantar e, agora, ele acordava antes dela aos finais de semana.

Ela também não estava comendo. A maior parte do tempo, ela apenas arrastava a comida por seu prato. Ele não dizia nada, por que a expressão no rosto dela, quando afastava o prato, era uma que praticamente desafiava Ron a dizer alguma coisa, e o fazia se calar. Hermione podia ficar irritadiça quando estava chateada com algo e Ron não queria ser o alvo.

Ron suspirou e cuidadosamente saiu da cama. Esfregou as mãos no rosto, enquanto caminhava até o banheiro. Fechou a porta com outro suspiro, e ligou a água. Cascas de ovos, pensou. Estou pisando em cascas de ovos. Escorou-se contra a porta fechada do banheiro, imaginando se seria capaz de aguentar isso por muito mais tempo.

Não que Hermione estivesse sendo difícil. Pelo contrário.

Ela estava muito quieta.

E isso estava começando a atingir os nervos de Ron.

Estava acostumado ao som da voz de Hermione. Ron não tinha se dado conta do quanto até perceber que ela não estava falando muito.

Ron se balançou e se afastou da porta do banheiro. Tomou um banho rápido, antes de parar em frente a pia, com uma toalha presa ao redor de sua cintura, tentando fazer a barba sem se cortar. Pendurou a toalha e caminhou silenciosamente de volta para o quarto, rapidamente se vestindo. Era quase dez horas e tinha prometido a George que estaria na loja as dez. Abaixou-se do lado da cama que pertencia a Hermione, preocupação criando uma leve ruga entre suas sobrancelhas. Ela ainda estava dormindo.

Hermione nunca fora do tipo de dormir até tarde. Mesmo quando não precisava estar acordada, ela ainda acordava cedo. Verdade, ela freqüentemente ficava na cama, mas normalmente tinha algum livro enorme apoiado nos joelhos. Livros que eram tão secos que Ron sentia que podia existir um pequeno deserto entre as capas do livro.

Ron a observou dormir por alguns momentos. Não parecia que ela descansava durante o sono, a julgar pelas linhas de estresse, que tinham aparecido no mês anterior, ainda presentes em suas feições delicadas. Odiando fazer isso, mas precisando fazê-lo, Ron correu a ponta de um dedo pela lateral do rosto de Hermione.

- Mione? - disse suavemente.

- Ennnn. - ela resmungou, virando o rosto para o outro lado.

- Mione? Vamos lá, pode acordar um pouco, por mim?

Hermione virou o rosto e abriu os olhos. As sobrancelhas de Ron se franziram ainda mais. Os olhos castanhos dela pareciam distantes e magoados.

- O quê?

- Eu tenho que ir trabalhar hoje. Vamos ficar abertos até mais tarde por causa dos alunos que estão voltando para o verão.

- Certo. - Hermione disse com indiferença.

Ron mordeu o lábio e correu uma mão pelo cabelo dela.

- Você quer que eu fique em casa, mulher?

Hermione balançou a cabeça.

- Não, está tudo bem. Eu vou visitar minha mãe mais tarde, de todo modo.

Ron se inclinou e depositou um beijo em sua bochecha, deixando sua cabeça descansar ao lado da dela no travesseiro.

- Tem certeza?

- Tenho.

Relutantemente, Ron se ergueu e puxou os cobertores ao redor dos ombros dela.

- Se você precisar de algo...

- Eu sei. - os olhos de Hermione se encheram de lágrimas e ela piscou rapidamente para afastá-las.

- Eu volto mais tarde. - Ron murmurou, enquanto inclinava-se e a beijava rapidamente.

Hermione segurou a mão dele e a apertou agradecidamente.

- Te vejo depois. - Ron saiu do quarto e, logo, Hermione ouviu o distinto pop de Ron aparatando. Hermione se virou e se encolheu em uma pequena bola ao redor da queimação em seu estômago. - Ugh. - gemeu. Sabia que ainda estava sofrendo pela morte inesperada de Richard e, para completar, tinha contraído algum vírus.

Hermione choramingou suavemente. Permitiu-se, apenas um por um momento, a querer sua mãe. Quando Hermione ficava doente quando criança, Jane lhe dava suco de laranja e chá de gengibre. Richard lia para ela. Milton, Shakespeare, Forster, Bronte, Austen, Dante, Eliot... Até mesmo alguns americanos — Salinger, Harper Lee, Damon Runyon, Hemingway, Fitzgerald, Twain. Hermione sorriu perante a memória de Richard tentando imitar aquele dialeto de rua que Nathan Detroit usava em suas crônicas. O som da voz de Richard tentando ler "The Idyll of Miss Sarah Brown" soou em sua mente, e ela precisou usar a ponta do lençol para secar as lágrimas em suas bochechas.

Hermione suspirou e se forçou a levantar, como tinha feita todos os dias das últimas três semanas. Tomou banho e se vestiu com a primeira roupa que encontrou. Tentar tomar uma decisão demandava muita energia. Prendeu o cabelo molhado em uma trança e colocou os tênis.

Foi até a cozinha para beber um copo d'água, e pela primeira vez nos últimos quinze meses, ignorou o calendário na parede. Hermione se escorou no balcão de mal humor, olhando para o jardim dos fundos pela janela. O pequeno pedaço de terra que ela e Ron tinham estava florescendo. Ron tinha plantado as rosas que Richard lhes dera em março. Ele passara horas nisso, ela sabia. Apenas sentado na grama sob a sombra das rosas.

Hermione colocou o copo na pia. Lavaria mais tarde. Ron não ia voltar para casa antes das nove, de todo modo. O dia que o trem trazia os alunos para casa para passar as férias de verão era sempre agitado na loja de brincadeiras e Ron e George faziam um esforço extra para manter a loja aberta até tarde nesse dia.

Ficou parada no meio da sala de estar, contemplando suas opções. Aparatar ou pegar o metrô. Nenhuma das duas opções era tentadora. E ambas a faziam querer vomitar. Hermione fez uma careta e foi pegar sua varinha no criado mudo do quarto. Bufou quando percebeu que, quase dez anos depois da guerra, ela, Ron e Harry ainda dormiam com a varinha ao seu alcance. Harry tinha dormido com sua varinha sob o travesseiro por quase um ano.

Hermione voltou para a sala de estar e virou. Quando abriu os olhos, estava parada no jardim dos fundos da casa de seus pais, perto da barraca. A visão e cheiro das rosas acertaram seus sentidos. Aparatar tinha lhe deixado tonta e, por um momento, Hermione ficou parada, respirando fundo e lentamente, em uma tentativa de recuperar seu equilíbrio. Richard a assombraria sem misericórdia se ela vomitasse em suas roseiras.

Hermione entrou silenciosamente na casa. Ainda não parecia certo chegar na casa e não ver Richard mexendo nas rosas. Jane ainda ouvia música, mas não dançava com Richard na cozinha. Hermione parou na porta da sala de estar. Os óculos dele ainda estavam sobre a mesa de centro. Se não soubesse, pensaria que ele meramente os esquecera ali.

Ouviu um leve baque no andar de cima e foi investigar. Hermione parou no patamar, confusa. As portas do quarto de seus pais e do quarto de hóspede estavam abertas.

- Mãe?

- Aqui. - a voz abafada de Jane respondeu.

Hermione seguiu o som da voz de sua mãe até o quarto de seus pais. Jane estava com metade do corpo dentro do armário, retirando roupas de lá.

- O que está fazendo? - Hermione perguntou desconfiadamente.

Jane tirou a cabeça do armário, e olhou para Hermione, os braços cheios de suéteres.

- Oh... Estou... - Jane se remexeu desconfortavelmente, e saiu do quarto sem dar uma resposta a Hermione.

Hermione cerrou os olhos e seguiu Jane até o quarto de hóspede. Jane estava parada em frente ao armário, cuidadosamente guardando os suéteres ali. Ela alisou um amassado que não existia do suéter do topo.

- Mãe, essas são suas roupas.

- Sim, são. - Jane respondeu cansadamente.

- Por que está colocando suas roupas aqui?

Jane se virou para encarar Hermione.

- Você não parece bem. - disse em tom de conversa.

- Não mude de assunto, mãe.

Jane deu alguns passos na direção de Hermione.

- Sério, Hermione, você não parece bem.

Hermione controlou sua impaciência crescente.

- Não estamos falando de mim. Por que está mudando suas roupas de lugar? - repetiu.

Jane fechou a porta do armário gentilmente.

- Eu não durmo no outro quarto desde a noite antes de seu pai... - Jane engoliu. - Morreu. - terminou quase com a voz quase inexistente. - Apenas não consigo...

Hermione assentiu. Lembrava-se de como tinha sido depois de Fred ter morrido. George se recusara a colocar os pés no apartamento sobre a loja por mais de um ano, e isso tinha sido apenas depois de ela e Ron terem se mudado para o apartamento. Ele não dormia em seu antigo quarto n'A Toca, preferindo dormir no que tinha sido o antigo quarto de Percy.

- Você pegou tudo?

Os olhos de Jane foram rapidamente para a porta aberta atrás de sua filha.

- Sim.

Hermione saiu do quarto e foi até o quarto onde seus pais tinham dormido. Ela apagou a luz. Começou a fechar a porta e parou. Hermione olhou ao redor do quarto uma última vez e cuidadosamente fechou a porta, como se fosse acordar alguém se a fechasse muito ruidosamente.

Parecia um eco em seus ouvidos.

-x-

- Como ela está? – George estava na sala dos fundos, guardando Fogos Espontâneos em uma caixa.

- Quem? – Ron não desviou os olhos do Feitiço Patenteado para Devanear que estava guardando.

George bufou.

- Quem mais?

- Bem. – Ron tentou não se encolher quando sua nuca esquentou. Droga. Isso sempre acontece quando estou mentindo, pensou.

George ergueu uma sobrancelha quando a nuca de Ron passou por cinco tons diferentes de vermelho. Não comentou. Sabia que "bem" cobria bastante coisa. "Bem" podia significar qualquer coisa desde, "bem, eu ainda soluço no meu travesseiro à noite, mas pelo menos parei de procurar por ele na mesa de jantar" até, "sério, estou bem, apenas me deixe em paz, certo?". Além do mais, George tinha visto a aparência de Hermione no almoço de domingo. Ela estava melhor do que ele estivera no primeiro mês depois da morte de Fred, mas isso não queria dizer muito. Qualquer pessoa que tivesse olhos podia ver que ela não estava comendo. A última vez que George a vira tão magra tinha sido após a batalha. Continuou a encher mais algumas caixas, olhando para Ron pelo canto do olho.

- Como você está?

- O quê? – Ron parou, sua mão erguida sobre um pacote de Devaneios.

- Como você está? – George repetiu.

Ron deixou a varinha de lado e notou que sua mão estava tremendo. Estivera tão ocupado tentando cuidar de Hermione e Jane, e depois apenas Hermione, que não tinha realmente parado para pensar nisso.

- Estou bem. – disse, fazendo uma careta ao notar como isso soara falso.

George bufou.

- Não tem problema em lamentar, sabe.

- O quê?

George suspirou.

- Richard. Está tudo bem. Ninguém vai te culpar por causa disso. – George olhou para os fogos de artifício espalhados pela mesa. – Eu não culparia, de todo modo. – disse suavemente.

Ron se voltou para os Devaneios, observando-os voar para suas caixas silenciosamente por um momento.

- Eu não sei. – disse. – Eu não sei como me sinto. – mandou as caixas para as estantes e começou a trabalhar com uma pilha de doces para colocar nos kit mata aula. Notou George o observando. – De verdade, George, estou bem. Eu acho.

George se voltou para os fogos de artifícios, não convencido. Não disse nada, sabendo que Ron falaria quando se entendesse. Ron podia revirar as coisas por um longo tempo.

Ron pigarreou.

- Eu fico imaginando. E se tivesse sido o papai? Ou a mamãe? Como eu me sentiria? E eu não consigo imaginar. Eu nem consigo imaginar o que ela está sentindo. Posso apenas tentar adivinhar. E eu realmente não quero adivinhar que tipo de agonia ela está sentindo. – Ron mexeu os ombros, sentindo como se suas vestes houvessem encolhido. – Eu apenas sei que há esse espaço vazio. – disse tensamente. – Sem desrespeito ao papai e a mamãe. – adicionou rapidamente.

- Eles não usariam isso contra você. – George resmungou.

- Eu sei. – Ron soltou o ar pelo nariz. – Eu não sei como dizer, George.

George quase se encolheu perante as ondas de frustrante impotência e magoa que irradiavam de seu irmão mais novo.

- Não precisa. – copiando as ações de Ron depois da morte de Fred, George puxou Ron para um abraço apertado. Afastou-se levemente, a cabeça de Ron segura entre suas mãos, erguendo-a de modo que pudesse forçar Ron a encontrar seus olhos. – Eu sinto muito, Ron.

Lágrimas apareceram nos olhos de Ron e ele tentou afastá-las, mas descansou a cabeça no ombro de George e chorou, sabendo que, de todas as pessoas, George entenderia.

-x-

Hermione seguiu Jane até o jardim.

- Agradeça Ron por mim, pode ser? – Jane disse por sobre o ombro.

- Pelo quê?

Jane parou e Hermione quase colidiu com ela.

- Por passar aqui nas últimas semanas e cuidar das rosas.

Hermione sentiu sua boca se abrir.

- Ele veio?

- Uma ou duas vezes por semana, depois do trabalho.

Hermione piscou algumas vezes.

- Eu não sabia. – disse fracamente.

Jane levou uma cadeira até a luz do sol.

- Você realmente não parece bem, Hermione. – comentou.

- Eu não me sinto muito bem. – Hermione respondeu. – Acho que peguei alguma coisa dos bebês há algumas semanas. – continuou, afastando a preocupação de sua mãe. – E papai... – se sentou na grama ao lado dos pés de sua mãe, apoiando-se nos joelhos de Jane. – Como você está conseguindo?

- Conseguindo o quê?

- Se levantar todas as manhãs.

- Hermione, seu pai viveu a vida dele. Eu estaria desonrando sua memória se não vivesse a minha. – distraidamente, Jane começou a acariciar o cabelo de Hermione. – Não tem sido fácil, e eu odeio ir me deitar sozinha e que ninguém rouba meu chá, enquanto faço a palavra cruzada de domingo. E é tão silencioso. Ele estava sempre ouvindo música, ou falando com as rosas. Eu sinto tanto a falta dele. – ficou quieta por um momento. – Mas ele odiaria saber que estou chorando. Então, eu me levanto, me visto, faço minha palavra cruzada com caneta e deixo metade do meu chá na xícara. E continuo respirando.

Hermione suspirou e bocejou abertamente.

- Eu mal consigo ficar fora da cama.

Jane ergueu o rosto de Hermione para que pudesse lhe examinar o rosto.

- Você parece que não tem dormido, querida.

- Mas eu durmo. – Hermione insistiu. – Parece ser a única coisa que eu tenho feito.

Jane apertou os olhos para o rosto de sua filha.

- Você viu alguém? Um Curandeiro? É assim que os chama?

- Sim, mãe, e não, eu não fui ver um. Só estou cansada. – Hermione afastou as preocupações de sua mãe.

- Quanto você dormiu noite passada?

- Eu não sei. Fui me deitar cedo...

- Quão cedo?

Hermione franziu o cenho.

- Não me lembro. Oito e meia, talvez nove. E acordei as dez.

- Isso é mais de doze horas. – Jane afirmou simplesmente. – Foi apenas noite passada?

- Não. – Hermione respondeu com culpa. – Tem sido assim há algumas semanas. – se encolheu sob o olhar severo de sua mãe. – Se eu não me sentir melhor na segunda-feira, vou tentar ir semana que vem, prometo. – Hermione suspirou e fechou os olhos, deixando o sol banhar sua pele. – Se importa se eu passar o dia aqui? Ron vai chegar tarde.

- É claro que não me importo. – Jane olhou para o topo da cabeça de sua filha. – Quer fazer algo em particular?

- Não realmente.

- Apenas... Como é aquela expressão?... Passar o tempo? – diversão estava evidente na voz de Jane.

- Sim. – Hermione suspirou. – Exatamente isso.

-x-

Na quarta-feira, Hermione ainda não estava se sentindo bem. A queimação periódica em seu estômago não estava passando. Estava piorando. Lembrando-se de sua promessa a sua mãe, foi ao St. Mungos àquela tarde.

A bruxa recepcionista foi tão agradável quanto sempre, e mandou Hermione para o consultório de Shanti impacientemente.

Menos de trinta minutos depois, Hermione saiu e, cegamente, fez seu caminho até a estação de metrô. Foi até sua estação, seus olhos fixos na janela a sua frente, sem realmente ver; saiu automaticamente do trem quando chegou à estação Bloomsbury. Abriu a porta do apartamento e se sentou lentamente na ponta do sofá.

Foi onde Ron a encontrou quando chegou algumas horas mais tarde.

Ron olhou para o rosto pálido dela, seus olhos arregalados, com um pouco de branco aparecendo ao redor de suas ires. Ele se ajoelhou em frente a ela, segurando suas mãos frias entre as próprias.

- Mione? - ela piscou, saindo de seus pensamentos. Olhou para ele com uma estranha expressão confusa em seu rosto. O pelo na nuca de Ron se ergueu desconfortavelmente. – Hermione, qual o problema? – perguntou tão calmamente quanto conseguiu.

Ela meramente balançou a cabeça.

Ron sentiu seu pulso em seus ouvidos. Apertou as mãos dela entre as suas mais firmemente.

Hermione soltou uma de suas mãos e a pousou em sua bochecha.

- É nossa vez.

Continua...

N/T: Obrigada pelos comentários.

Tradução do título do capítulo é algo como: o que o fizer passar pelo dia.

Até semana que vem.