Verdade ou desafio
Harry Potter é somente mais um adolescente problemático com vicio em drogas, porem quando ele encontra com Draco Malfoy, no dormitório da faculdade, sua curiosidade o leva a procurá-lo. Problema sempre atrai mais problema.
Atenção: Essa é uma fanfic não-magica, ou seja nossos queridos personagens de Harry Potter são seres humanos comuns, simples troxas!
Atenção 2: Se você é incapaz de lidar com grandes emoções, não aconselho a leitura desta. Afinal, alem de relacionamento homem com homem, essa fanfic oferece também tremendas doses de tristeza, depressão, drogas, sexo fácil, abusos, e desespero pessoal.
Capitulo 9
Se o retorno às aulas já era desgraça suficiente para Draco, ter que fazer com isso com os olhares incertos diante do braço quebrado era o inferno na terra.
Evitou de muito bom grado as festas de recepção do fim de semana e chegou no domingo à noite, arrumando suas malas e se escondendo do resto dos companheiros. Nem mesmo Potter fora capaz de encontrá-lo, o que obviamente era um bom avanço.
Depois de o garoto invadir sua casa pela primeira vez, ele parecera achar aquilo divertido e resolvera visitá-lo todos os dias, trazendo comida, jogos e filmes em abundância. Draco desprezou todos os presentes, fingindo odiá-lo, enquanto pintava um quadro dele.
A primeira semana de aula foi aquela zona de sempre, com várias matérias novas e, para a felicidade de Draco, completamente calma em relação às investidas de Potter. Suas matérias estavam mais direcionadas agora que estava no terceiro ano e por isso não pegou nenhuma cadeira com pessoas de outros cursos.
Porém foi na sexta-feira que as coisas começaram a desandar. Tinha ficado no quarto desenhando, enquanto todos tinham saído para outra festa de início de curso. Curiosamente, Potter não tinha o forçado a nada, mas aparecera curiosamente cedo.
"Ei, perdeu uma festa muito divertida..."Ele entrou sorrindo no quarto. Tinha saído com uma camiseta azul clara e o casaco de couro, uma mudança de cor que o deixara curiosamente menos perigoso.
"São duas da manhã, e você está no quarto. Duvido que tenha sido assim tão boa." Ele comentou continuando a desenhar.
"A festa estava ótima." Ele riu e, tirando o casaco, jogou-se na cama de Draco. "Agora, era ou ir para o quarto de Cedric me agarrar com ele, ou ficar vendo todos os nossos amigos se agarrem à minha volta."
"Ainda pegando o Cedric?" Draco tentou não se importar e fazer sua voz sair como tal, mas sentiu-se levemente irritado.
"Não... Ele só deu a idéia. Estou vivendo uma fase diferente agora." Como se já fosse comum, Harry bocejou e tirou o tênis, rastejando-se para deitar no travesseiro ao lado do loiro. Nem mesmo a maneira abrupta que Draco fechou o caderno o fez hesitar.
"Fase diferente? Vai me dizer que resolveu ser puritano agora?"
"Não. Acho que uma pessoa que vive sem sexo é completamente louca." Ele riu e então olhou fundo nos olhos de Draco. "Na verdade, estou esperando a pessoa que eu estou interessada se interessar por mim."
O loiro hesitou, nervoso, e desviou o rosto, fingindo levantar para guardar o caderno, mas sentiu aquele olhar firme e verde o acompanhar no caminho. Era um absurdo que agora Harry jogava de maneira tão direta com ele. Com os olhares e toques Draco era capaz de lidar, mas com isso era impossível.
Ainda fingindo estar ocupado, foi até o banheiro e se preparou para dormir, somente voltando quando sentiu que já não estava mais hiperventilando.
"Saia, Potter. Quero dormir." Ele falou quando se aproximou do moreno, sua voz já estava firme.
"Deixa eu dormir aqui..."
"Nós não vamos começar o semestre assim, Potter. Quero a minha cama, e um homem que gosta de ficar nu quando dorme não está na minha lista de preferências." Mentira, sua mente gritou.
"Eu tento não ficar nu." Ele sorriu como uma criança feliz e puxou-o pela mão. "Vaaaamos."
"Eu fico perto da parede, e essa vai ser a única vez." Draco foi incisivo e, meio sem graça, pulou o moreno acomodando-se na cama. Quase como reflexo, ajeitou as mangas da camiseta e virou-se de costas para Harry.
Nenhum dos dois fez mais nenhum comentário, e Harry apagou a luz, deixando ambos na escuridão. Draco tentava respirar fundo sem chamar atenção do moreno, ciente de que o movimento que seu ventre fazia não era exatamente a típica reação que ele tinha. Cogitou chutar Potter para fora, mandar ele sumir da sua vida, mas o garoto somente fechou a cortina da cama e ajeitou-se ainda mais no travesseiro.
A cama era grande, tamanho de cama de viúvo, mas, ainda assim, Draco podia sentir quão perto Harry estava, com aquele corpo quente emanando aquilo que o loiro não tinha. Achou que tinha se livrado do garoto quando não houvera pressão para que os dois ficassem juntos o dia inteiro: Potter nem ao menos chegara a procurá-lo no almoço. Aparentemente os planos deles tinham sido modificados, mas o resultado final ainda era o mesmo.
Estava tão tenso com seus próprios pensamentos, que quase soltou um grito quando sentiu aqueles dedos quentes tocando sua nuca. Era um absurdo! Mas era bom e enviou para suas calças um calor que fez seu estado notável. Draco não entendia o que estava acontecendo, e não entendia por que não fez movimento nenhum para pará-lo, mas se viu fechando os olhos quando aquela mão escorregou pelos seus ombros e braços, e uma boca tomou o seu lugar.
Harry tinha lábios firmes, que beijaram com certeza de quem conhecia cada detalhe seu, e sua nuca se arrepiou diante daquele toque. Era incrível o jeito como seu corpo reagiu, e fez questão de morder os lábios para o menino não ouvir sua respiração. SIMMMM.
A mão do moreno fez o caminho de seu braço e enlaçou a sua, a pequena e gelada mão de Draco. Harry fora delicado, mas tinha se aproximado a ponto de fazer o loiro entender que ele estava extremamente excitado por baixo de suas calças.
"Harry..." Draco não conseguiu segurar o gemido ao chamá-lo pelo nome e, por um segundo, quase se perdeu de vez. Mas a boca do moreno não permitiu, fazendo o caminho pela lateral de seu pescoço e alcançando sua orelha.
Draco tinha os olhos fechados e engolia em seco, incapaz de entender quando um homem o tocando tornara-se algo tão sensual, tão envolvente. Estava quase se entregando. A mão de Harry sobre a sua o guiou para que ele se aproximasse da firmeza de sua excitação, e Draco hesitou por um único segundo, travando levemente.
E, então, Harry parou. Era incrível que ele conseguia pensar em alguma coisa, mas, de repente, o moreno fez as mãos se afastarem da onde Draco queria ser tocado, e seus lábios pressionados contra a orelha de Draco fizeram questão de instigá-lo por uma última vez.
"Boa noite, Draco..." Ele murmurou, a voz rouca e sensual, e se afastou.
Seus corpos tinham de alguma forma se encaixado, e Draco sentia a respiração calma do garoto em sua nuca. Ele abriu os olhos, confuso, e observou a forma como suas mãos se encaixavam, sua palidez contra aquele tom moreno delicado.
Era incapaz de entender como um menino que ainda estava curiosamente excitado (Draco era capaz de senti-lo, já que ele se apertara contra suas costas) pudesse simplesmente tocá-lo e então se afastar e relaxar, pronto pra dormir. Era estranho sentir a si mesmo naquele estado, já que as poucas vezes que alcançava aquilo, corria para um banho gelado, desejando evitar complicações para si mesmo.
Draco soltou o ar que segurava e entendeu que todos os anos que evitara se tocar, que evitara desejar qualquer um ou qualquer coisa estavam se perdendo, vagarosamente o tornando essa pessoa tão fácil de ser manipulada por sexo, e teve certeza que Harry não iria demorar muito para fazê-lo descobrir ainda mais esse seu lado.
o.o.o.o.o.o..o.o.o.o..o..o.o..o.o.o..o.o.o
Se aquela noite tinha sido confusa, o resto do semestre ao lado de Harry foi ainda mais estranho. O moreno não tinha se afastado dele ou sequer dado a entender que sua nova atitude mudaria.
No sábado, visitara sua cama após voltar de uma festa e novamente se agarrara a ele, prendendo suas mãos juntas e dormindo como um garoto apaixonado. Durante a semana ele fugia, dormindo em sua própria cama, já que suas aulas começavam sempre mais tarde.
Draco não demorou a descobrir que o único motivo para Harry não almoçar com ele também eram os horários de aula. Mas, mesmo assim, o moreno não se afastava, pelo contrário, ele queria se aproximar ainda mais e dessa vez faria de uma maneira bem incisiva.
Dois meses estranhos voaram diante dos seus olhos, e logo viu todos os colegas do quarto se acostumando com a atitude de Harry e, pior ainda, apoiando. Draco preferiu não comentar sobre o assunto e continuou emburrado com a situação.
Seu gesso foi retirado no fim de semana do terceiro mês de aula, e, com uma felicidade imensa, Draco ligou para mãe e lhe obrigou a enviar-lhe seu cavalete e as telas, desejando poder pintar sem a coceira da mão inútil.
Estava tão concentrado apreciando seu momento com uma nova tela e real felicidade na beira do lago, que quase deu um pulo quando ouviu a voz de Harry.
"Agora você quer se esconder?" O moreno se aproximou, sentando-se ao seu lado no banco com naturalidade.
"Enquanto estiver com essa tela, sim." Ele respondeu virando o quadro para si. Tinha visto um casal se agarrando nas margens do lago alguns minutos antes; resolvera desenhar aquele envolvimento e preferia não dar ainda mais idéias para o moreno.
"Sua mãe te mandou?"
"Eu pedi pra ela."
"E eu não vou poder mesmo ver?" Ele perguntou curioso.
"Não... Para ser honesto, vou parar por hoje. Faltaram só alguns detalhes que eu vou ajeitar depois." Ele comentou, colocando um pano sobre o quadro. Gostaria de poder desenhar mais, mas com Potter ao seu lado seria pouco provável que conseguisse se concentrar. Era isso que acontecia com ele quase todas as vezes.
"Então vamos fazer algo?" O moreno perguntou animado.
"Não. Eu vou deitar, talvez ler algo." Draco comentou saindo rápido. Daria qualquer coisa para fazer Potter descolar dele.
"Como você é chato..." Harry, porém, caminhou ao seu lado. "Não tem ninguém no quarto, podemos jogar verdade ou desafio..."
"Não." Draco respondeu mais rápido do que gostaria, mas aproveitou que quase bateu em um dos meninos saindo do dormitório para calar a boca e sair correndo para o quarto.
"Por que você tá fugindo de mim?" Harry perguntou assim que a porta do quarto se fechou, quando conseguiu alcançá-lo.
"Eu não estou..." Draco tentou começar a falar, limpando os pincéis com um pano molhado.
"Claro que está. Olha para você"
"Potter., menos." Ele tentou soar mais calmo, mas a verdade estava óbvia demais.
Durante os três meses que se passaram, nos quais Potter corria atrás dele, tentando ser carinhoso, o abraçando e deixando claro seu interesse, Draco fugira a todo o instante. Eram falsas aulas, falsos horários de estudos e falsos banhos, tudo para manter aquelas maravilhosas mãos distantes.
"O que você tem tanto medo que eu te faça?" O moreno sentou ao seu lado na cama, e Draco sentiu o corpo gelar e teve que lutar para manter as mãos ativamente limpando os pincéis. "Você não quer que eu te toque?"
Harry era terrível e, com aquelas palavras, ele deixou sua mão pousar nos ombros de Draco, deixando-o verdadeiramente preocupado.
"Se você quiser que eu pare... Você vai ter que falar comigo..." Harry murmurou em seu ouvido, e Draco chegou a abrir a boca pronto para mandá-lo para longe, mas aquelas mãos maravilhosas foram ainda mais rápidas.
Era incrível que depois dos três meses em que Harry fora carinhoso e tentara somente abraçá-lo, Draco desenvolvera uma espécie de saudade desse toque mais ousado: o toque que sentira na primeira semana de aula e que agora estava de volta.
Harry ajeitou-se com a rapidez de um gato nas costas de Draco, e suas mãos escorregaram pelo seu corpo magro, deixando uma trilha de calor.
"Você tem um corpo maravilhoso." O moreno murmurou em seu ouvido e, de forma comum, deixou sua boca explicar o quanto ele gostava daquele corpo. Harry beijou suas orelhas, fazendo Draco segurar a respiração e fechar os olhos.
Aquele toque cheio de luxúria era incrível, e as mãos de Harry encontraram com uma rapidez surpreendente o ponto em que todo o calor de Draco se concentrava.
"Harry..." Ele murmurou incerto; queria pedir para parar, mas aquilo era bom: era a primeira vez que o tocavam com vontade, e nem mesmo a quantidade de roupas conseguia diminuir o desejo.
"Se você quiser que eu pare..." Ele deixou no ar, fazendo o barulho do zíper da calça de Draco cortar o silêncio do quarto, e, dessa vez, o loiro hesitou.
Não acreditava em como seu dia tinha mudado em apenas quinze minutos. Estava feliz por ter seus quadros de volta, e agora aquilo. Um homem com as mãos dentro de sua calça. E Draco estava adorando.
O loiro gemeu alto, soltando os pincéis e segurando-se no colchão, ouvindo uma breve risada do parceiro. Harry somente o excitava, escorregando as mãos naquele pano tão fino que os dividia.
"É isso mesmo que você quer?" Ele perguntou, deixando os dedos segurarem o elástico da cueca.
Meu Deus, aquilo era um absurdo, Draco nunca esperaria por aquela pergunta ou aquela atitude e, agora, tinha ambas e não sabia exatamente o que fazer, o que responder. Sentia as mãos de Harry passeando por sua extensão e tudo que podia fazer era sentir e gelar.
"Me diga que é isso que você quer, e eu prometo que eu vou adorar colocar minha boca aí..."
Draco gelou, e a breve imagem passou por sua cabeça, derretendo de muito bom grado o seu medo. Era Harry Potter e ele estava disposto a tocá-lo! Tentou respirar fundo, mas as palavras não vieram, e somente foi capaz de chacoalhar de cabeça, enquanto Harry mordia seu ombro de leve.
Sentiu o elástico afrouxar e foi obrigado a segurar a respiração diante daquilo. Estava tão perto...
BUM!
A porta foi aberta com força, fazendo Draco dar um pulo da cama e puxar seu zíper da calça. Sentindo o coração quase sair pela boca, encarou Blaise e Pansy que vinham se agarrando pelo caminho.
"Oops." Pansy fez cara de culpada, afastando-se de Blaise e encarando os dois meninos. Mesmo diante do olhar suspeito, Draco tinha certeza de que ela não poderia assumir nada. "Interrompemos algo?"
"Estou guardando os meus pincéis." Draco respondeu rapidamente. "O que vocês já estão se agarrando?"
"Sexo de consolação." Ela explicou com naturalidade. "Achamos que o quarto ia estar vazio."
"Você tem um quarto único. Porque você iria querer vir para cá?"
"Você quer a explicação verdadeira ou a politicamente correta?" Blaise perguntou com uma careta.
"Que nojo." Draco disse.
"Obrigada, agora com licença, que vamos tentar expressar nosso desejo sexual num lugar longe de pessoas frígidas e Harry Potter. Olá, queridinho." E, sem mais palavras, ela se virou puxando um sorridente Blaise pela gola da camisa.
A porta se fechou atrás deles, e o silêncio caiu quase que automaticamente, trazendo a vergonha de Draco.
"Ei..." Harry o chamou, esticando o braço para tocá-lo, mas o loiro foi mais rápido.
"Vou terminar de lavar os pincéis e tomar um banho." Draco disse pegando as coisas no chão e saindo andando. "Acho que vou dar uma estudada depois. Nos falamos mais tarde, Potter."
E apressadamente entrou no banheiro tacando os pincéis na pia. Esperou ver Harry correndo atrás dele, tentando forçá-lo a mais alguma coisa, mas quase se sentiu aliviado ao ouvir a porta se fechando no quarto.
Harry podia ser tudo, mas não era burro. Sabia a hora de parar de forçá-lo, e Draco quase agradecia aos céus por isso.
o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o.o
Se Draco achava que seu ano estava já estava sendo extremamente agitado, se surpreendeu ainda mais quando o fim do quinto semestre da faculdade chegou. Harry tinha resolvido voltar ao normal depois de quase abusá-lo no seu quarto e, sem comentário algum, voltara para sua cama e para o seu antigo jeito.
No começo Draco estranhou, afinal por quase três meses ele tinha tido uma segunda sombra e, de repente, voltara a normalidade. Mas após certo tempo, decidiu que estava muito melhor daquela maneira. Sem a perseguição de Harry pôde se concentrar em ser novamente o melhor da sala e terminar o ano com as honrarias necessárias para deixar o seu pai satisfeito.
Voltar para casa fora, pela primeira vez em muito tempo, um alívio. E, para aumentar sua felicidade, Riddle estava muito enrolado com a verdadeira campanha para obrigá-lo a estagiar por tão poucos dias, e a mente de Draco pôde descansar.
Harry, é claro, apesar de se afastar, ainda fez questão de enviar um presente de Natal:, mais tintas de diferentes tons de vermelho, com um engraçado pedidos de desculpas por não estar presente, já que tinha ido para New York com o padrinho.
Tudo correu bem no seu feriado; Draco passou o dia ao lado da mãe e conseguiu pintar vários quadros, muitos dos quais sem a temática Potter. Estava tão mais calmo, que quase desistiu de voltar para a faculdade, mas, com um ânimo diferenciado, apareceu por lá na sexta, no primeiro dia das festas de boas vindas.
Blaise estranhou e Pansy soltou um gritinho alto, correndo para abraçá-lo como se fizesse anos que não o visse e então segurou seu braço e o acompanhou até o quarto para ajudá-lo a desempacotar as pouquíssimas roupas que levara para casa.
"Você está meio corado ou eu tô ficando daltônica?" Pansy perguntou, jogando-se em sua cama e o encarando inquisitiva.
"Daltônicos confundem cores como verde e vermelho." Draco a corrigiu com uma risadinha.
"Espertão."
"Aproveitei o calor e fiquei sentado na varanda com minha mãe a maior parte do tempo."
"Você não teve que fazer nenhum estágio?" Pansy se remexeu, inquieta com medo de amassar a roupa, um vestido rosa claro de cintura alta. "É isso que está te matando, todo esse trabalho."
"Provavelmente."
"Você devia aproveitar que é rico e ficar o dia inteiro de bunda pro ar."
"E você fala como se fosse pobre."
"Ha. Boa. Mas eu realmente fico de bunda pro ar, ou você acha que esse meu delicado tom de pele é conseguido sentada na frente da aula?"
"Pansy, eu sei que você vai naquelas câmeras de bronzeamento. Não sei por que você tá mentindo para mim."
"Eu não sei do que você está falando, queridinho." Ela levantou-se de um pulo, fazendo uma expressão falsamente inocente. "Nunca me bronzearia nua naquelas máquinas."
"Ok, eu não precisava dos detalhes." Draco riu, sabendo que a amiga gostava de negar qualquer tratamento que fosse contra o ideal da beleza natural.
"Sou do jeito que Deus me pôs no mundo." Ela riu com ele e então o encarou com um imenso sorriso no rosto. "É tão bom te ver relaxado, esse último semestre acabou com você, espero que o próximo seja mais bacana."
"Não se preocupe, Pansy. Eu vou sobreviver."
"Você tem que viver, e não sobreviver." Ela sorriu uma última vez e, com um beijo na sua bochecha, virou-se e saiu do quarto, deixando-o sozinho.
Todos os colegas tinham chegado antes, arrumado suas coisas e partido rapidamente para a festa de recepcionamento no refeitório. Draco, apesar de ter feito o avanço de voltar às aulas mais cedo, não estava com animação nenhuma para se encontrar com todas aquelas pessoas.
Com uma calma que naturalmente não possuía, fez seu material ficar devidamente organizado no primeiro gavetão do armário, imaginando quão diferente seus horários estariam agora, e deitou-se na cama.
Sentia as costas meio travadas, como se tivesse dormido de mau jeito, por isso virou-se de barriga para cima, observando o teto branco e pensando em silêncio sobre o que aconteceria agora. Era fácil dizer que tentaria fazer Potter continuar agindo de maneira mais calma, fácil supor que ele iria querer isso, que até mesmo o próprio Draco não sentiria falta daquelas investidas.
A verdade era que nunca tentaria nada daquilo, pelo contrário, a chance de morrer sem amor era tão alta, que depois de um tempo ele passou a não se importar, ou pelo menos era o que ele achava. Com Potter no meio, as coisas ficavam mais complicadas. Draco queria ele, queria saber mais sobre o menino, e se pegara até tendo um sonho muito erótico com o moreno, mas, ao mesmo tempo, sua mente gritava como aquilo era errado, como era... sujo.
Draco bufou, irritado que as respostas não simplesmente surgiam à sua frente, que ninguém podia dizer para ele o que fazer.
Estava se levantando para um banho para limpar sua mente, quando a porta do quarto se abriu, fazendo a fonte de suas dúvidas à sua frente.
"Ei... Draco." Harry sorriu, a argola no seu lábio brilhando. Ele estava bem coberto, com o casaco de couro fechado, um cachecol apertado em volta do pescoço e o capacete da moto em mãos.
"Potter." Draco não soube da onde surgiu sua voz, mas agradeceu aos céus por isso. "Achei que você estaria na festa."
"Não, estava no bar no centro da cidade..." Ele tentou parecer mais desleixado e, bagunçando os cabelos, colocou o capacete na cama.
"Você bebeu e dirigiu?"
"Eu faço isso de vez em quando." Debaixo do casaco de couro, uma camisa de manga comprida branca se ajustava em seu corpo com perfeição. "Achei que você só viria na segunda."
"Estava com vontade de voltar mais cedo..." Sem saber exatamente o que fazer ao ver Harry tirar a camisa botão por botão, Draco voltou a sentar-se na cama.
"Eu gosto de ver você assim." Ele sorriu, tirou o tênis e aproximou-se, sentando na cama de Blaise. "Você me parece ótimo..."
"Tive um bom feriado."
"Draco..."
"Sim?"
"Eu queria me desculpar." Harry disse sério. "Bom, mais ou menos isso."
"Por quê?"
"Acho que isso é obvio, não?" Ele deu uma risadinha. "Eu coloquei na cabeça que eu ia te seduzir ou algo do tipo..."
"Eu não sou uma conquista, Potter."
"Eu sei que não é, eu não queria te deixar mal..."
"Você não deveria se meter comigo. Nunca." Draco disse certeiro, sentindo que talvez a verdade fosse mais fácil.
"Hã?" Harry franziu o cenho. "Eu não pretendia te conquistar e jogar fora, se é isso que você está querendo dizer..."
"Não. Não é isso que eu estou querendo dizer." Suspirou, sentindo-se até calmo para a situação. "Eu não sou feito para você, é isso que eu quero dizer..."
"Você acha que é assim que funciona, Draco? Você escolhe quem é bom o suficiente e quem não é?" Harry se ergueu de um pulo. "Olha, Draco, eu peço desculpa por ter te colocado numa situação em que você não teria nenhuma escolha, mas eu não peço desculpas por querer tocar em você. Eu me interesso por ti e eu não entendo por que você foge..."
"Porque eu não sou gay, Potter."
"Eu também não."
"Potter. Você tem interesse em homem. Eu não."
"Você tá mentindo."
"Por que no seu mundo pessoas não podem ficar sem escolher um tipo de orientação sexual na vida delas?" Foi a vez de Draco levantar, ficando frente a frente com Potter, tão poucos centímetros de distância. "Eu não me importo em ser diferente, em ficar longe de sexo. Eu gostava da vida que eu vivia antes de conhecer você."
"Agora a culpa é minha?"
"Não. Eu não vou culpar ninguém. Mas eu estou sendo honesto com você, Potter. Eu não sei por que você insiste em vir atrás de mim, eu não tenho nada a te acrescentar."
"Acho que eu que tenho que decidir isso."
"Potter..." Draco suspirou, sabendo que nunca convenceria aquele menino. "Por favor, só mantenha suas mãos para si. Eu não me importo que você queira conversar comigo ou me seguir. Mas mantenha suas mãos para si."
E, pela segunda vez naquele ano, Draco virou-se e saiu sem esperar respostas, porém, dessa vez, não havia medo em seu coração ou aquela irritante angústia; ele somente caminhou até o banheiro, tomou um banho quente e, quando voltou para o quarto, Harry já tinha saído.
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Draco imaginou naquela noite se tinha sido de alguma forma muito duro com suas palavras. O fato de Potter ter sumido o fim de semana inteiro e voltado fedendo a álcool deu a certeza que ele esperava. Porém, para sua surpresa, o moreno somente tomou um banho, vestiu-se com lentidão, deixando todos no quarto encararem várias manchas roxas no corpo, que provavelmente seriam chupões, e voltou a seguir Draco.
Nada mudou, suas perseguições pelo loiro e sua mania de querer sempre encontrá-lo para conversar sobre besteiras sem sentido nenhum continuaram as mesmas, porém sempre havia algo estranho ali. Do mesmo jeito que Potter voltara a ser o mesmo com Draco, ele também voltara a ser o mesmo na cama, e isso envolvia dois parceiros diferentes por fim de semana e uma quantidade absurda de drogas.
Enquanto no semestre passado Harry sempre tentava voltar mais cedo e passar mais tempo na cama de Draco, nesse semestre ele mal voltava para o dormitório. Draco chegou a ouvir a conversa de duas garotas sobre Harry ter dormido no sofá da boate completamente bêbado.
Se preocupava com essa nova atitude do garoto, mas fora ele mesmo que o "expulsara" e agora não podia sair correndo atrás dele, tentando fazê-lo voltar à razão, mesmo que isso fosse um sonho particular.
O semestre passou rapidamente, tornando Harry cada dia mais irresponsável, e, quando um feriado se aproximou, Draco obrigou-se a ficar no colégio, sabendo que o moreno faria o mesmo, e decidiu que alguém teria que impedi-lo de se matar.
Todos foram embora na quinta, Harry desapareceu antes de sequer ver se alguém tinha ficado, e Draco esperou acordado, esboçando um perfil da mãe. Ficou quase a noite inteira fazendo milhões de desenhos diferentes sem realmente se jogar de cabeça em nenhum e, antes que conseguisse encontrar o moreno, adormeceu.
O sol o acordou na manhã seguinte, fazendo-o rolar pela cama e gemer de frustração. Draco odiava quando o sol na sua cara o acordava e, por isso, ergueu-se mal humorado.
"Você parece uma criança mimada que foi obrigada a levantar." Uma voz o assustou, fazendo-o se virar para o outro canto do quarto, onde Harry tomava café e comia algumas torradas em cima da cama.
"Você já está acordado? Que horas são?" Draco perguntou confuso, odiava dormir tarde por causa disso.
"Onze e meia." Ele disse e sinalizou uma outra xícara em cima da mesa.
"Obrigado." Ele bocejou e atravessou o quarto, pegando com felicidade o copo de café quente.
"Não sabia que você ia ficar por aqui no feriado."
"Você fugiu antes que alguém comentasse." Draco disse, sentando à sua frente e roubando uma das torradas.
"Tinha uma festa para ir..."
"Você sempre tem."
"Que atitude é essa agora?"
"Nenhuma..." Ele disse de boca cheia.
"Primeiro você me odeia, agora você quer me dar lição de moral?"
"Eu nunca te odiei, Potter." Ele encarou o moreno com uma cara confusa. "Por quê...?"
"Draco, eu não entendo você." Harry o cortou, parecendo inquieto. "Eu daria qualquer coisa para te levar pra cama e eu tentei sendo delicado, sendo atencioso, depois fui bruto, incisivo, e você... Você não quer nada comigo e agora quer ficar fazendo esse jogo idiota?"
"Potter... Eu não estou jogando nada. Eu estou realmente preocupado com você." Ele encarou o moreno, que se ergueu em um pulo irritado, porém, como ele não fugiu, resolveu continuar. "Você não pode ficar revoltado comigo, você não tem o direito de entrar na minha vida e bagunçar tudo e mesmo assim você fez."
"Eu não baguncei nada, Draco. Eu me interesso por você e eu deixei claro isso desde o começo."
"Você me forçou a lidar com o fato de que você me queria na cama. Simples assim. E eu nunca quis fazer nada envolvendo sexo com homem."
"Hipócrita! Você dormiu com Blaise!"
"Ele me chupou!" Draco gritou, levantando para encarar Potter nos olhos. "Eu não entendia por que eu não fui capaz de sentir nada com Pansy, e ele me ofereceu essa possibilidade. E adivinha só? Eu também não senti nada!"
"Você não agiu como se não tivesse sentido nada no dia que eu te toquei."
"Então é isso?" Draco perguntou, irritado. "Você entra na minha vida e enfia as mãos dentro da minha calça, e eu simplesmente devo ficar de quatro para você?"
"Por que você é incapaz de admitir que você se interessa por mim também?" Harry gritou revoltado.
"Porque você é incapaz de pensar com sua cabeça de cima?" Draco perguntou.
Aquilo pareceu calar o moreno, que o encarou meio confuso e triste e então se jogou na cama de Rony, ficando frente a frente com Draco.
"Sexo é muito mais fácil de lidar..." Ele disse com os olhos baixos.
"Não para mim." Draco suspirou. "Você não pode me forçar... Você não pode cair em cima de mim e nem me perguntar se é isso que eu quero."
"O que aconteceria se eu perguntasse?" Harry riu. "Verdade ou desafio." Ele declarou se lembrando do jogo que propusera a ele um atrás.
"Como?"
"O que aconteceria se eu perguntasse se você queria fazer sexo comigo? Você faria? É um simples jogo de verdade ou desafio. Agora, se você não responder, eu posso te desafiar."
"O fato de você achar que simplesmente pode dizer que vamos jogar um jogo sem nem me perguntar mostra bem o quão egocêntrico você é."
"Vamos lá, Draco, o que você tem a perder?"
"Ok... Talvez."
"Talvez o quê?"
"É a resposta para a sua pergunta."
"Se eu tivesse te chamado para fazer sexo comigo você talvez faria?" o loiro acenou, concordando. "Ohh..."
"Por que você nunca me chamou?" Draco perguntou, entrando no jogo.
"É meio estranho ter que chamar a pessoa para isso. Achei que dando em cima de você ficava bem claro." Ele hesitou. "Por que você tem tanto problema com sexo? Ou com qualquer pessoa te tocando?"
"Desafio." Ele mudou de assuntou, incomodado.
"Você não pode escolher desafio depois de eu fazer a pergunta."
"Você não pode fazer a pergunta antes deu escolher o que quero. Desafio." Draco encarou-o e viu a compreensão chegando a sua face vagarosamente.
"Eu te desafio..." Ele hesitou, parecendo curiosamente sem graça. "Eu te desafio a dormir comigo."
Draco o encarou, viu o nervosismo e a dúvida e pensou que talvez era melhor acabar logo com isso.
"Ok." Ele murmurou.
Harry sorriu e, meio confuso, mudou de cama, sentando-se ao lado de Draco. Suas mãos, porém, mostraram a firmeza de sempre, passando os dedos nos fios loiros e descendo para abrir os botões da camisa.
O loiro engoliu em seco, sem saber o que fazer, e teve que fechar os olhos quando a boca do menino acompanhou a trilha de botões abertos. Draco deixou a cabeça cair e ouviu Harry empurrando o prato com torradas para o chão de qualquer jeito, enquanto deitava seu corpo.
O peso do moreno sobre si fez seu corpo reagir de forma inesperada, e o fato daquela boca quente e firme estar tão perto de alcançar o cós da sua calça não o ajudou a controlar-se. Harry sabia o que estava fazendo e explorou, com a certeza de um amante antigo, os mamilos do loiro, deixando as mãos trabalharem na calça.
Draco mordeu a boca, sentindo-se ansioso diante da forma como o moreno o lambia e o mordia com sensualidade, e quase não notou a maneira rápida como ele arrancou suas calças, as mãos escorregando em sua virilha sem nunca tocá-lo. Ele gemeu, tenso.
As mãos de Harry eram tão quentes e a boca tão firme, que nem mesmo o movimento ousado para tirar-lhe seu último pedaço de tecido foi assustador para Draco, e, quando a boca dele o envolveu, só pôde segurar-se no lençol e soltar um semi-gemido.
Draco já tinha recebido algo parecido, mas nunca tinha sentindo tanta... força e paixão. Mesmo querendo poder levantar e encarar aquela cena, a sensação era tão forte que não o deixava. As mãos de Harry somente ajudavam no trabalho. Estava tão absorto naquela sensação, que até se assustou quando o moreno se afastou, abrindo as gavetas da cômoda.
Ele foi rápido, mexendo na gaveta e, quando se virou, segurava uma camisinha e um tubinho, o que fez Draco ficar meio ansioso.
Harry, ao contrário dele, parecia não se abalar nem um pouco com sua própria interrupção e, com normalidade, voltou com a boca para onde estava, e, dessa vez, Draco ergueu um pouco o tronco, sentindo o corpo se esquentar ainda mais com aquela cena tão sexy.
Observou ele abrir o tubinho e despejar muito gel em suas mãos, o cheiro de morango tomando o ar, enquanto seus dedos o untavam. Harry sabia o que fazer e, enquanto o distraia com sua boca, levou os dedos para prepará-lo.
Ele era bom no que fazia, Draco notou rapidamente, e parecia se preocupar o suficiente com ele. Não que o loiro realmente se importasse com essa preparação toda, afinal, dor é algo fácil a se acostumar.
Harry voltou a beijar seu corpo, subindo até alcançar sua boca, porém, quando foi beijá-lo, Draco virou o rosto rapidamente.
"O quê...?" Ele perguntou arfante.
"Você me desafiou a fazer sexo com você e não a beijá-lo." Ele disse incisivo e, diante da expressão surpresa de Harry, sabendo que ele não se movimentaria, Draco deixou suas mãos procurarem a abertura na calça dele.
Nunca tinha feito aquilo, nunca tinha sido a pessoa a procurar por aquilo, mas quando abriu a calça de Harry e a abaixou, sentiu uma espécie de poder que o deixou ainda mais excitado. O tomou em suas mãos e, sentindo que ele ainda estava meio confuso, aproximou seus corpos, ouvindo com muito prazer o gemido de aceitação.
Estava surpreso com sua própria atitude, com a audácia, mas se encontrou com tanto desejo, tanta vontade por ter Harry logo dentro de si, que nem se importou com o que ele poderia estar achando. E aparentemente ele não estava achando nada, porque com força ergueu as pernas de Draco, fazendo-o apoiá-las em seus ombros.
Ele se ajeitou com cuidado e encarou Draco antes de forçar algo. "Se eu te machucar... Me avisa."
Draco pensou em todas as vezes que Riddle tinha o machucado, tantas as vezes que não conseguira nem se sentar direito de tanta dor e teve que segurar a sua língua para não mandar Harry ir logo. Não queria a pena de ninguém, não queria carinho ou delicadeza; não importava como, aquilo ia doer, e ele honestamente preferia enfrentar tudo de uma vez só.
Harry forçou-se para dentro e pareceu surpreso e extremamente excitado quando ele escorregou com facilidade. Draco gemeu, mordendo a boca, e apertou os ombros do moreno. Ele era muito maior do que o loiro esperava, e a dor foi óbvia, porém se obrigou a sugar o ar e agüentar, da mesma maneira que fazia com Riddle.
"Você está bem?" Harry murmurou e, mesmo parecendo estar tendo que se esforçar muito, parou de se mexer.
"Não pára!" Draco murmurou em seu ouvido. "Por favor, não pára." E, ainda meio surpreso, Harry fez o que ele pediu.
Ele gemeu, e Draco arqueou o corpo, tentando encontrar uma posição melhor, menos desconfortável. Sim, era óbvio que ele queria sentir algo, sonhava em ter a mesma sensação que via em tantos vídeos, mas não havia nada, e, não importava o quando ele se mexia, nada mudava.
"Vem aqui..." Harry murmurou e levantou, sentando-se e o puxando.
"Como?" Draco foi carregado meio confuso e envergonhado.
"Em cima de mim." Ele murmurou e, parecendo esta nem aí, o ajeitou em cima dele. "Tire essa camisa."
"Não. Pára." Draco empurrou suas mãos, porém Harry somente se aproximou, querendo beijá-lo e tirar sua camisa. "Harry! Pára!"
O moreno parou parecendo confuso. "Por quê...?"
"Cala a boca, era sexo que você queria, e eu estou te dando. Pelo amor de Deus, só cale a boca e me faça sentir algo."
Aquilo pareceu fazer Harry perder toda a confusão no olhar, e, com um puxão bruto, fez Draco se aproximar ainda mais e escorregou para dentro dele.
E, dessa vez, foi a vez de Draco se surpreender. Ele estava todo dentro de si, e havia algo, um ponto que estremeceu o seu corpo inteiro. O loiro hesitou, tentando perdurar aquela sensação, mas Harry pareceu não se importar e, com uma firmeza sensual, agarrou a bunda de Draco o obrigando a movimentar-se.
Se o loiro achava que ter Harry dentro de si era bom, o movimento o surpreendeu ainda mais. Era algo incrível que o acertava em cheio e o fazia estremecer, com gemidos curtos e confusos. Draco o ajudou e, com impulso, afundou-se ainda mais rapidamente.
Se aquilo era bom, quando Harry alcançou seu membro, Draco teve que se segurar para não acabar tudo. Era bom, era maravilhoso, e o loiro teve que morder o ombro do moreno para não perder o controle.
"Draco... Calma... Eu vou..." Harry gemeu, mas não foi ouvido. O próprio Draco estava tão perto, de uma maneira tão intensa.
E, antes que ele pudesse se segurar, seu corpo inteiro estremeceu, seus músculos se contraíram e tudo que ele pôde fazer foi se agarrar a Harry e deixar aquela sensação tomar sua mente.
N.A. Talvez eu tenha lido o comentario da minha beta antes de fazer o meu comentario e eu me lembrei de River Song. FOI O VICIO, O VICIO FEZ PANSY PARECER INCONSCIENTEMENTE RIVER! ok, talvez voces deveriam ler da minha doce beta primeiro. hahahahhahahaha.
Bom, o tempo ta correndo muito e minhas escritas nao estao acompanhando essa velocidade, mas ta tuuuuuuudo bem. Por favor review ;D
N.B.: . Preciso realmente comentar isso? Sério? Aliás, o que tu tá fazendo aí lendo meus recados, pode ir clicado no botão review e deixar milhões de elogios para a Nathy, porque, gente. GENTE. Eu morri nesse capítulo.
Sobre meu desaparecimento: mil desculpas e uma palavra: ENEM.
Inferno.
Aliás, mais uma coisa. Alguém aí vê Doctor Who? Eu e a Nathy somos fãs. Se tu vê, vai dizer que a Pansy não lembra MUITO a River? Posso estar viajando, mas quando eu li aquele "Olá, queridinho", eu pensei nela na mesma hora.
Última coisa: QUEM maliciou o "Cala a boca, era sexo que você queria, e eu estou te dando."? Eu totalmente.
Beijos, seus lindos.
