Capitulo oito
Os personagens pertencem a stephanie meyer e o livro original desta história adaptada pertencem a Maggie Shayne.
Edward bateu à porta da frente, mas ninguém atendeu.
Como era tarde, não tinha muita esperança de encontrar Bella acordada. Não conseguira dormir, pois continuava preocupado. Não com Rosalie, já que a excêntrica senhora estava bem. Ele deixara o hospital apenas quando haviam lhe assegurado que a paciente não corria nenhum risco. Preocupava-se com Bella, pois ela praticamente desabara em seus braços, um comportamento nada habitual. E mais do que isso: se oferecera para fazer amor com ele.
E ele não conseguia tirar isso da cabeça.
Na verdade, estava obcecado com essa possibilidade.
Como ninguém atendeu à porta, virou-se para ir embora, mas se deteve ao sentir um aroma delicioso que vinha do jar dim. Procurou localizá-lo, ousando ir mais adiante naquele mundo de flores e arbustos.
Parou nos fundos da casa. Havia uma luz em um círculo formado de flores. Uma luz que parecia dançar, como se fos sem chamas de velas... ou alguma coisa mais.
Aproximou-se vagarosamente e, por alguma razão inex plicável, seguiu o caminho que o assustara na infância, que rendo chegar ao centro do círculo perfeito. Ficou imóvel ao se deparar com Bella usando um roupão Azul e acetinado. Ela estava sentada quando a viu, mas agora se levantara e se movia graciosamente, quase como se estivesse dançando. O luar a banhava por inteiro. A luz, porém, era mais do que isso. Parecia apenas rodeá-la, e não toda a área. Seria de fato o luar ou algo que vinha de dentro de Bella?
Subitamente, ela interrompeu os movimentos, como se ti vesse escutado alguma coisa. Ou a aproximação de alguém. E então se voltou e o viu.
Ele não conseguiu deixar de se perder naquele olhar ne gro. Podia jurar que uma força estranha parecia empurrá-lo para frente, aproximando-o mais do círculo e de Bella. Deu alguns passos, sem saber bem se o que acontecia era real ou fruto de sua imaginação.
Bella sorriu suavemente, como se aprovasse algo que ele tivesse feito. Não disse uma palavra, apenas se ajoelhou e indicou que ele fizesse o mesmo.
Edward sentiu-se um pouco temeroso. Engoliu em seco, sem saber o que exatamente estava acontecendo com ele.
Bella parecia tranqüila. Levantou-se, aproximou-se e moveu os braços. Ele sentiu imediatamente a luz que o ba nhava, em um círculo diferente do restante do jardim. E ele se sentia diferente. Mais quente. Estranho. Como se a ener gia viesse de dentro, e não de fora.
— Tire os sapatos, Edward — ela murmurou, e sua voz soou suave e profunda. — Este é um solo sagrado.
Solo sagrado. Certo. De qualquer forma, tirou os sapatos e as meias.
Bella voltou a se mover, o que captou toda sua atenção. Especialmente quando ela deixou o roupão de cetim deslizar até o solo. Não estava usando nada por baixo, a não ser uma corrente com um pingente místico e o par de brincos de esme raldas.
Aquele que ele lhe dera? Olhando em direção à pedra, viu um pedaço de papel ladeado de velas. Nele, o desenho do ros to de um homem. Muito parecido com o dele.
— Bella... — murmurou.
— Preciso de você, Edward — ela disse com suavidade.
— Então eu o trouxe até aqui.
Ele a observou por um momento.
— Você me trouxe até aqui — repetiu.
— Com um tipo de mágica que normalmente não uso. Manipulativa — explicou calmamente, como se cada palavra fizesse sentido, o que, obviamente, não era verdade. — Mas me assegurei de que isso não iria interferir no seu livre arbí trio — ela continuou. — Eu disse: "Se ele me deseja, permita que venha até aqui nesse momento".
— Entendo. — Na verdade, ele não entendia. Tudo o que via eram os seios perfeitos, arredondados e firmes. E uma cintura que se ajustava às mãos dele. E o triângulo de pêlos entre as pernas, que eram de um castanhos brilhante como seus cabelos.
— E você veio — Bella murmurou.
Ele engoliu em seco. Talvez finalmente perdesse sua vir gindade. Esperava apenas que não acontecesse um terremo to ou uma inundação nas próximas horas.
Seus olhares se encontraram. Ela não disse nada. Apenas fitou-o com aqueles olhos repletos de mistérios, pegou uma adaga com o cabo incrustado de pedras e a estendeu para ele, com a ponta afiada para baixo. Fez com que ele fechas se o punho no cabo da arma, e colocou a outra mão dele na mesma posição.
Afastando-se um pouco, pegou o caldeirão de ferro preto. E, sem deixar de encará-lo, estendeu os braços, como se esti vesse lhe oferecendo o caldeirão.
Mas não estava, já que ele tinha as duas mãos segurando firme a adaga.
— Os seus ancestrais celebraram este ritual por séculos, Edward — ela murmurou. — Feche os olhos e abra o seu cora ção. Escute o poder que emana do seu sangue. A voz dos seus ancestrais. Eles estão aqui esta noite. Eles vivem... em você.
Alguma coisa fez com que Edward fechasse os olhos. E ele não se sentia como Edward Cullen, dono de uma cadeia de farmácias e sexualmente frustrado. Sentia-se diferente.
Liberado. Forte. Poderoso. Másculo.
— Como o caldeirão é para a deusa — Bella disse com voz suave —, a adaga é para o deus. — Edward abriu bem os olhos, e viu o pote de ferro à sua frente. — E juntos, eles são apenas um.
Lentamente, ele abaixou os braços e colocou a adaga den tro do caldeirão, sabendo, de alguma forma, que era isso o que tinha de fazer. E, enquanto fazia isso, Bella inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos. Havia algo... uma energia que percorria seu corpo até que ele sentisse que devia estar brilhando.
Levantou novamente a adaga e, olhando para o céu, viu as estrelas e a lua de uma forma que nunca vira antes. Tudo parecia mais brilhante, mais claro, mais... vivo.
Bella gentilmente retirou a adaga de suas mãos e a colo cou, junto com o caldeirão, sobre a pedra. Ele não conseguia deixar de olhá-la. Era como se a tivesse desejado por toda a sua vida. Como se, de repente, uma força da natureza to masse conta de todo o seu ser, uma força que não podia ser negada, tampouco controlada.
Bella o encarou, e Edward viu que ela experimentava as mesmas sensações.
— Agora...
— Agora — ele disse, segurando-a pelos ombros —, isto. — Puxou-a para mais perto e inclinou-se para beijá-la com avidez, alimentando-se daquela boca tentadora. Sabia que aquilo era o certo. Era perfeito. Ele a adorava. Não sabia a razão ou quando começara ou o que o fazia compreender o sentimento naquele momento.
Ela retribuiu o beijo, acariciando-o nos cabelos. Estava quente e pronta para o amor. E ele começou a conhecer as cur vas daquele corpo fascinante. A boca de Bella tinha gosto de mel, a língua macia e úmida o saboreava, enlouquecendo-o.
E então sentiu as mãos delicadas abrindo sua camisa, bus cando o zíper do jeans, desnudando-o, antes de explorar todo o seu corpo. Ela fez com que se deitasse de costas no chão, sem parar de tocá-lo.
A boca faminta o devorava, mordiscando-o, lambendo seus mamilos, atormentando-o. Ela encostou os seios em seu peito, e Edward puxou-a para cima de seu corpo, tomando um mamilo de cada vez entre os lábios, torturando-a como ela fizera antes. Sugou-os, extraindo gemidos de prazer dos lábios sen suais. Deslizou a mão para o interior das coxas macias, sen tindo a calor úmido da feminilidade de Bella. Acariciou-a, fazendo-a arquear os quadris, pedindo por mais.
Penetrou-a bem devagar e com uma espécie de reverência, como fizera havia pouco ao mergulhar a adaga no caldeirão. Ela inclinou a cabeça para trás, fechou os olhos e suspirou, em êxtase. Ele envolveu-a com os braços e deitou-se sobre ela. Bella agarrou suas costas, puxando-o para mais perto. Ele nunca sentira nada não intenso.
Queria movimentar-se com rapidez e intensidade, mas se conteve, pois desejava desfrutar plenamente do ato que com partilhavam, vendo o rosto de Bella quando ela atingisse o clímax, sentindo os músculos se contraírem ao redor de si quando ela experimentasse o prazer máximo. Moveu-se lenta mente, amando-a com longas e profundas investidas, que lhe provocavam uma reação tão intensa que seu corpo tremia.
A respiração de Bella se acelerou, e ela enterrou as unhas nas costas dele, erguendo os quadris cada vez mais rápido, gritando o seu nome.
Era o sinal que ele esperava para acelerar o ritmo, aban donar o controle e se entregar ao prazer. Ele a sentia sob seu corpo; o calor da pele suave, o abraço apertado, os cabelos sedosos, os gemidos, o perfume inebriante...
E então, tudo isso se concentrou em uma névoa de pura sensação conforme se aproximava do clímax pelo qual ansia ra a vida inteira. Aquele que compartilhava com Bella.
Abriu os olhos, determinado a saber se para ela o momento seria tão incrível quanto para ele, desesperado para ver e sentir o orgasmo dela tanto quanto o seu. E foi o que fez. Mergulhou nas profundezas dos olhos escuros, e viu os sen timentos ali refletidos. Seus olhos nunca se afastaram, nem quando ela gritou seu nome, tomada pelo prazer, nem quan do ele aumentou o ritmo até explodir dentro do corpo delica do, sentindo seu mundo se abalar. Nem quando sussurrou:
— Eu amo você, Bella. Eu amo você.
Então, ela pareceu se enrijecer, espalmando as mãos em seu peito, e lançou-lhe um olhar surpreso.
— Você...
— Não importa — ele disse, apertando-a em seus braços. — Já é mais de meia-noite. Feliz aniversário, Bella.
