Já fazia um mês desde que tivemos aquele passeio. Neji continuava agindo da mesma forma: me chamando de louca. E depois de uns dias quem começou a ignorar tudo aquilo fui eu. Se eu alimentasse cada vez mais as brincadeiras dele, não teria como me controlar. Mas por incrível que pareça, até me sentir melhor daquele jeito, e Neji finalmente parou de me irritar com seus comentários estúpidos sobre como eu devia estar com algum problema de memória. O que eu tinha certeza de que não era isso que estava acontecendo! Afinal eu vi com esses dois olhinhos aqui o que aconteceu naquele dia. Só que com tanta matéria pra estudar tem sido bastante difícil encontrar a solução.
O colégio inteiro estava com a cabeça cheia de preocupação. Ganhar uma nota boa significava mais alívio pelo resto do caminho, especialmente pra mim. Como entrei na metade do ano perdi boa parte das matérias dadas anteriormente e que são bases nos assuntos que estamos aprendendo agora. E eu estava meio perdida, mas com a ajuda da Ino (que mesmo só pensando no baile é uma professora excelente) eu consegui me virar e acho que fui bem, nas primeiras provas. Só falta mais dois dias para essa tortura acabar!
E para comemorar o fim das provas, Ino e Sakura decidiram ir à Suna no sábado. Já era para elas terem ido a bastante tempo, mas tínhamos muitos trabalhos para terminar, fora o bendito relatório de Biologia que tive que fazer com Neji. Não sei como não saí aos tapas com ele ou simplesmente o esganei com minhas próprias mãos. Ele não havia me chamado de 'louca' ou algo parecido, mas me deu várias indiretas do tipo: "O nome científico dele não é esse, será que nem isso você consegue entender?". Vocês não percebem, mas eu tinha conseguido entender o recado dele. Além de louca me chamava de burra! Me segurei muito naquele dia, só que não terá uma próxima vez!
Depois de abandonar tais pensamentos da minha cabeça (lê-se: Estrangular Neji até a morte) terminei a prova de História e saí da sala. Ino já havia ido para a floricultura da família, onde trabalhava uma parte da tarde ajudando os pais com os clientes, e Sakura devia estar procurando pelo Sasuke, então fui pra casa, na esperança de tirar um longo cochilo e estudar para o próximo teste.
Mas fui impedida de realizar tal ato por causa de Gaara, que estava encostado na minha caminhonete! Fiquei bastante surpresa em vê-lo ali. O que será que ele tinha ido fazer ali? Será que ele tinha descoberto que eu andei procurando saber sobre a história de Konoha? Ou ele foi lá só pra me ver? Não estava gostando nem um pouco disso:
- Gaara?! - perguntei me aproximando mais dele.
- Surpresa? - ele perguntou sorrindo, pelo menos não estava de mau humor.
- Na verdade, sim.
- Eu vim aqui conversar um pouco. Seu pai me contou que você estava querendo falar comigo. - ele me encarou um pouco mais sério dessa vez, como que pressentindo que o assunto era sério.
- É... Bem, eu... Você quer ir comigo pra casa? - eu sugeri - A gente podia comer alguma coisa e conversava na varanda, é mais agra...
- Não posso. Eu vim com a minha moto e preciso voltar para a reserva em alguns minutos... Então seja breve. - ele se desencostou do carro e ficou frente a frente comigo esperando minha iniciativa, mas eu não sabia se era mesmo o certo a fazer. Aliás ele podia fazer que nem Neji, começar a dizer que eu estava inventando coisas e sair com um sorriso debochado. Eu já não fazia idéia do que falar...
- Olha, é que... - e de repente encontrei uma saída - Você me contou, no dia em que eu apareci na reserva com uns amigos, sobre uma lenda e do nada começou a falar sobre os Hyuuga e...
- Foi você que me perguntou por que eles não apareciam por lá, lembra? - droga! Ele tinha me encurralado e agora eu não tinha mais saída - Deixa isso pra lá - ele disse quando viu que eu não sabia mais o que dizer - A gente se ver por aí. - e se virou para ir embora
Mas eu o parei de novo.
- Você podia me ensinar um dia desses - ele se virou para mim com cara de quem não tinha entendido direito o que eu havia perguntado - A andar de moto. Eu... sempre tive vontade, mas nunca encontrei alguém que pudesse me ensinar. - ele sorriu de novo e disse um "Com certeza" me deixando mais aliviada, ter deixado ele sério não era muito bom. Especialmente envolvendo um tipo de assunto feito aquele. Claro que eu precisava das respostas o mais rápido possível, mas eu também não podia esperar que elas aparecessem do nada, e eu não podia deixar muito claro o meu interesse em tudo aquilo. Eu não sou nenhuma Sakura ou Ino... Esperaí... INO! - Gaara! - gritei mais uma vez. Ele já estava em cima da moto pronto para ir.
- O que?! - ele gritou em resposta. Como eu não queria chamar mais atenção do que aqueles gritos haviam proporcionado, corri até o lado dele.
- Você sabe que no final desse semestre teremos o Baile, não?
- Eu... Eu já ouvi falar. Por quê? - ele respondeu um pouco corado, eu não entendi muito bem por que.
- Bom, eu tenho uma amiga, a Ino, ela tava comigo quando você foi me chamar pra andar pela praia. Uma loirinha que tava de rabo-de-cavalo... Ta lembrado? - Ele pareceu um pouco pensativo por um minuto, consegui perceber que o leve vermelho que cobria o rosto dele havia sumido.
- Acho que sim - ele disse parecendo um pouco desconfortável. Eu realmente não achei que ele fosse aceitar, mas eu prometi à Ino
- Ela ta sem par para a festa, e ela queria saber se você poderia acompanhá-la. Acredite, ela é uma pessoa maravilhosa, e eu acho que vocês podem acabar se dando muito bem! - isso não estava incluído no meu plano, mas acho que falar bem dela pra ele pode ser bom. Vai que ele acaba aceitando e ela fica melhor?
- Eu... - ele suspirou, fechou os olhos e me olhou de novo - Não vai rolar! - então ele colocou o capacete, ligou a moto e saiu correndo pelas estradas que o levariam para a reserva. Fiquei bastante preocupada com o que poderia acontecer com a Ino, ela era uma garota forte e determinada, mas frágil e delicada como uma pétala de rosa. Eu não queria ser a pessoa à dar essa notícia para ela.
Voltei para casa e a primeira coisa que pensei em fazer foi entrar no chuveiro e deixar a água quente cair no meu corpo. Eu estava muito nervosa com o lance das provas e com os outros problemas pessoais (lê-se: Neji) e não queria ficar pior depois de passar horas e horas com a cara no meio dos livros. E depois de me enxugar, colocar uma roupa mais confortável e respirar fundo, fui ler meus e-mais mais uma vez, já estava esperando um bombardeio da minha mãe, brigando comigo por não ter comido direito e ter desmaiado. E adivinha! Eu estava certa:
MITSASHI TENTEN!!!
O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO??? ESTÁ TENTANDO SE MATAR??? E O IRRESPONSÁVEL DO SEU PAI QUE NÃO FICA ATENTO NESSAS COISAS???ESTOU PENSANDO SERIAMENTE EM LHE TRAZER DE VOLTA PARA CASA!!! E NENHUM TIPO DE ARGUMENTO VAII ME CONVENCER DO CONTRÁRIO!!!
TENHA CUIDADO!
MAMÃE.
Diz se eu mereço tanto?! Não responda!
Minha sorte foi que o computador dela deu defeito e ela estava viajando no interior, ou seja, sem sinal no celular, na semana em que fomos para o maldito zoológico, o que me poupou de sermões sobre como devo me alimentar direito e blá, blá, blá. E a sorte devia estar mesmo do meu lado naquela semana, afinal meu pai havia conseguido falar com ela no dia. Graças a Deus eu ainda não estava em casa. Mas antes que ela ligasse outra vez desesperada por não obter respostas minhas... respondi:
Calma Dona Mitsashi!
Eu estou perfeitamente bem, o problema é que me atrasei e tinha uma viagem muito importante para fazer, e na verdade nem pensei em comer. Além do mais, foi só um pequenininho desmaio... Relaxa, mãe, eu não fui parar na UTI!
Beijos e mais beijos,
Tenten.
.-XxX-.
Na sexta-feira, meu pai e eu fomos à missa de 1 mês do amigo dele, o Neomi. Ele estava completamente arrasado, e também não era para menos. Um dos melhores amigos dele ter sido morto de uma hora pra outra não era algo que o deixaria conformado tão rápido. E eu não o culpava. Mas eu ainda me senti muito intrigada com isso. Alguém morrer sem nenhum tipo de corte ou hematoma ou qualquer outro tipo de indício de assassinato me deixava muito confusa. Fiquei imaginando todo o terror que devia estar causando nas pessoas de Konoha. Na volta pra casa, nos últimos dias, eu via crianças serem levadas pelos pais para dentro de casa - junto de vários protestos vindo delas pra continuarem brincando - sem receber um bom motivo para serem levadas para dentro. E mesmo no meio de toda essa confusão eu ainda conseguia sentir que o perigo era pior do que qualquer um de nós pudesse pensar.
Deixei esses pensamentos de lado e decidi prestar atenção no que o padre dizia. Na maior parte das vezes era algum tipo de comentário sobre como ele era um homem forte, corajoso e ao mesmo tempo com um coração humilde. O que não deixava de ser verdade, já que - segundo meu pai - ele havia ajudado muitas crianças carentes toda vez que viajava para Tóquio.
Mas a atenção de todos se virou para a porta de entrada da igreja onde se encontrava o Sr. e a Srª Hyuuga. Muitas pessoas mostraram medo, alguns até irritação, já que ultimamente corriam na cidade boatos de que os culpados pelas mortes foram eles. E mesmo em frente a tudo isso, os Hyuuga se comportaram como se nada estivesse acontecendo. Hiashi até concordou em dar uma entrevista para a rádio sobre como estava a situação das vítimas encontradas nas últimas semanas. E assim, como todos os outros, ele também não fazia idéia de quem poderia ter cometido tal ato.
Eles se sentaram na última fileira de bancos, já que o resto da igreja estava ocupado. A única pessoa que não pareceu se sentir desconfortável com a visita deles foi o padre. Até meu pai disse que suspeitava de alguma coisa em relação a eles. Mas mesmo que todas as fofocas, que esse povo conta, fossem verdade, eu acho que não me importaria.
.-XxX-.
- Não se preocupe, senhor Mitsashi, a gente volta antes das oito! - Sakura tentava acalmar os nervos do meu pai, que ainda se sentia um pouco inseguro de me deixar ir com as meninas para Suna.
- Tudo bem... - ele respondeu ainda um pouco preocupado - Juízo, Ten.
Eu sorri como resposta e me despedi mais uma vez. Ino que estava dirigindo saiu devagar, dentro dos limites da vila. Mas logo acelerou quando já nos encontrávamos na estrada. E para que conseguíssemos voltar na hora combinada, ela dirigiu ainda mais rápido. Já fazia muito tempo em que não passava uma tarde inteira só com amigas minhas, era muito bom me sentir mais livre. Sakura - que estava ao lado de Ino no banco da frente - ligou o rádio e na maior parte do tempo ouvimos músicas românticas. Segundo ela, estava combinando com o seu astral. Pelo visto, a relação entre ela e Sasuke havia progredido bastante, isso era ótimo. Já Ino queria saber sobre a minha conversa com o Gaara, se ele havia aceitado o pedido. Eu estava pronta para lhe falar a bomba, mas eu decidi que era melhor poupá-la de tristeza, afinal, estávamos indo comprar vestidos para o baile, e eu não queria deixá-la decepcionada.
- Ai, é sério, Ten? - ela me perguntou com os olhos brilhando. É incrível como um espelho retrovisor pode ser útil nessas horas.
- É, ele disse que tudo bem. - acho que me senti um pouco mal em ter falado isso, mas acho que seria pior se eu tivesse contado a verdade.
Em alguns minutos a mais, nos encontrávamos em Suna. Era realmente uma cidade encantadora, muito mais quente do que Konoha, mas mesmo assim, bastante agradável. Como as meninas já conheciam a vila, não precisamos perder tempo procurando informações sobre o lugar. E Ino já havia encontrado a loja de roupas de que elas tanto me falaram. Em pouco tempo elas já estavam com vestidos nas mãos.
- Tem certeza de que não vai pegar nenhum desses vestidos? - Sakura apontou para várias roupas próximas a nós.
- Tenho. - tentei convencê-la, mas parece que ela não estava nem aí.
- Então deve ser verdade. - ela se virou e continuou andando pela loja, procurando algum vestido que lhe agradasse, além do que já estava segurando.
- É, verdade o que? - segui ela enquanto tentava entender o que ela estava querendo dizer.
- Que no dia do baile você vai sair com o Hyuuga.
- O que?! - perguntei completamente transtornada.
Sakura então me explicou que estava rolando um boato pelo colégio de que eu e o Neji tínhamos um caso, e que toda a minha versão de que no dia do baile eu iria viajar era mentira, só para disfarçar meu verdadeiro paradeiro. Mas mesmo com meus protestos sobre como isso tudo era mentira, Sakura não deu ouvidos. Para minha sorte, Ino apareceu e mandou Sakura provar logo o vestido dela, antes que demorássemos demais.
Elas me arrastaram para dentro de um provador, onde fiquei sentada em um banco dando minha opinião sobre os vestidos que escolheram. Sakura disse que estava em dúvida entre um verde tomara-que-caia e um rosa com alcinha. Eu disse que preferia que ela ficasse com o verde. Combinava com o brilho dos olhos dela. Acho que meu comentário surtiu bastante efeito nela, porque no resto do dia não se falou mais no meu suposto encontro com Neji. Já Ino ficou com um azul-claro que contrastava perfeitamente com os cabelos dourados. Elas foram então para a seção de acessórios e sapatos. Eu já estava me sentindo um pouco mal... E me lembrei que por lá havia uma livraria. Poderia ser minha chance de 'escapar'.
- Meninas, - elas olharam para mim - eu pesquisei e descobri que por aqui tem um dos melhores lugares para se comprar livro... E eu queria dar uma passada por lá antes de irmos embora.
- Tudo bem - Ino disse - Mas quando der seis horas, vá nos encontrar no Sunset. É lá que vamos jantar e depois disse voltaremos para Konoha. Portanto, não se esqueça!
- Pode deixar.
Ino me ensinou como chegar até lá e em alguns minutos já me encontrava na livraria. Foi muito bom encontrar um ambiente familiar do que ter que passar as próximas horas em uma loja rodeada de roupas e mais roupas.
.-XxX-.
Entrei na livraria um pouco mais aliviada por finalmente estar em um lugar ao qual estava mais abituada. Mas mesmo sendo um lugar cheio de livros - que era um dos meus lugares favoritos - não era aquele tipo de lugar que vemos na maioria das vezes. A maior parte dos livros dali eram sobre espiritismo, ou tinham histórias que envolvessem o assunto. Tentei achar algo menos perturbador... E encontrei um livro sobre as lendas mais conhecidas do Japão.
A vendedora era ainda mais assustadora do que os livros, possuía um vestido cinza, bem longo, seus cabelos não tinham uma aparência muito boa, era uma senhora de uns 50 e poucos anos, pelo menos era bem simpática. Eu paguei o livro e saí da livraria o mais rápido que pude. Aquele lugar me dava arrepios. Acho que não era esse lugar que eu havia visto no computador quando fui pesquisar sobre Suna. Dobrei na esquina e só naquele momento me toquei que estava bastante atrasada. As meninas deveriam estar preocupadas, se não furiosas. Apressei o meu passo, mas comecei a achar que estava indo pelo caminho errado. Olhei para trás e pensei que minha mente estava me pregando uma peça: um Volvo prata havia acabado de passar para a outra rua. Ignorei e continuei andando. Passei por um beco escuro e nem um pouco convidativo. Sem saída.
Senti a raiva passando por todo o meu corpo, como eu poderia ter sido tão burra a ponto de ter errado um simples caminho?! Voltei e atravessei a rua na esperança de dessa vez está indo pelo caminho certo. Ao mesmo tempo em que procurava algum sinal de vida tentava achar algum mapa que me ajudasse a encontrar o maldito restaurante. Mas ao virar à leste de onde estava, vi que um grupo de homens havia entrado no mesmo caminho que o meu, a alguns metros atrás de mim. Eu sabia que, mesmo sendo sábado, algumas pessoas saíam para trabalhar. Mas quando passamos por debaixo de um poste percebi que as roupas que usavam eram bastante casuais. Eles não estavam saindo do trabalho.
Eles haviam começado a me incomodar, falavam alto demais e pelos barulhos que eu ouvia eles deviam estar 'brincando' de dar murros uns nos outros, mas parece que finalmente eles haviam notado a minha presença, pois logo ouvi um deles dizendo.
- Ei, garota!
Apressei o passo e fingi que não era comigo que eles estavam falando, mesmo sem ter ninguém além de nós naquela rua. Fixei meu olhar na esquina na esperança de chegar até lá o mais rápido possível. Mas eles foram mais rápidos e formaram um círculo em volta de mim, me obrigando a parar e encará-los.
- Oi! - um deles iniciou o diálogo, mas não um qualquer, pelo rosto pervertido dele eu sabia que na mente dele não se passavam pensamentos muito legais. Tentei me manter calma e tranquila, respondi um 'Oi' de volta e senti que minhas pernas estavam bastante trêmulas, além do meu coração estar batendo freneticamente. Decidi colocar um fim na conversa e procurei uma brecha no círculo onde pudesse passar. Por sorte consegui atravessar a rua e ficar longe deles. Nenhum dos garotos pareceu me perseguir, o que era um ótimo sinal.
A noite começou a esfriar e eu senti os efeitos do vento na minha pele. Tentei puxar minha jaqueta, mas quando não senti nada na minha cintura lembrei que a havia deixado no carro de Ino. Cruzei os braços na esperança de conseguir me esquentar um pouco. Vi um caminhão passar por mim e mais uma vez a rua ficou deserta. Nenhum sinal ou barulho... Isso estava cada vez mais assustador.
Olhei para o céu e percebi que a cada segundo que passava ele ficava mais escuro, olhei para trás para encontrar algum vestígio de nuvem e me deparei com o mesmo grupo de homens me seguindo. O pânico mais uma vez se apossou de mim e eu apressei meus passos, sem olhar para trás. Segurei minha bolsa com força, procurando o spray de pimenta que meu pai havia me dado antes de sair de casa. Nunca pensei que ele pudesse ser de grande ajuda. Dobrei mais uma vez uma esquina e percebi que dessa vez haviam mais postes, o que poderia significar que talvez algumas pessoas passassem por ali. Durante um tempo não ouvi mais os passos atrás de mim e me virei para ter certeza de que eles haviam ido embora. O alívio foi grande quando percebi que estava certa.
Pouco tempo depois eu estava em uma outra rua com alguns prédios e casas abandonadas, alguns até sem janelas ou portas, mas mesmo com esse cenário desagradável percebi movimentação perto de onde eu estava, me animei mais e continuei a andar. Só que fui parada mais uma vez pelo mesmo grupo de homens que estava me perseguindo anteriormente. Eles saíram de perto de uma dessas casas me pegando desprevenida.
- A-há, te achamos! - um loirinho que eu não lembro de ter visto antes se aproximou de mim, me fazendo pular de susto e medo.
- Foi difícil te achar, mas o nosso desvio ajudou bastante - um homem maior e aparentemente mais forte apareceu do meu lado. Eu estava prestes a começar a gritar por socorro, mas não encontrava voz para isso. Fiquei cada vez mais apavorada. Um deles então me segurou pelo braço, consegui me livrar da mão dele antes que fosse segurada com força.
- Não me toque! - disse na tentativa de afastá-los, mas completamente em vão.
- Não seja assim, gatinha - ele tentou mais uma vez se aproveitar de mim. Mas alguma coisa me fez recuar, tempo suficiente para que minha mão pudesse atingir o rosto dele em um tapa. E antes que eu pudesse perceber o que eu havia feito, percebi que o olhar que era lançado sobre mim era de puro ódio - Sua vadia! Você vai aprender a não se meter comigo! - ele segurou meu braço, dessa vez com bastante força. Era meu fim.
De repente faróis começaram a iluminar o local onde estávamos, olhamos na direção da luz e percebi que não era um carro qualquer. O Volvo prata que eu havia visto antes estava ali, e dele saiu a única pessoa em que eu nunca imaginei encontrar por ali: Neji!
Entre - ele me ordenou, com uma voz completamente diferente da que eu ouvia ele usar constantemente. E por incrível que pareça, imediatamente eu me senti segura quando o vi ali. Meu alívio havia voltado quando eu escutei a voz dele mais uma vez. Obedeci o mais rápido que pude e fechei a porta atrás de mim. Notei - dentro do carro completamente escuro - que os homens que tentaram me atacar, recuaram quando ele se aproximou. Logo Neji entrava no Volvo e nos tirava dali o mais rápido que seu carro podia.
.-XxX-.
Obrigada pelas pessoas que fizeram a boa ação de me mandar reviews,
não pensem que eu tô sendo chata oui que estou irritada.
É que nós escritores não temos como saber se a fic faz ou não sucesso, se é agradável ou não, se ninguém fala nada.
Espero que tenham entendido minha colocação.
Respondendo as reviews.
Lust Lotu's : Adoro receber reviews suas. São sempre grandes e cheias de detalhes e opiniões. O Neji tem que ser cara-de-pau né? Mas daqui a pouco vocês vão ver que ele faz isso por uma boa causa ;]. É, a Ino e o Gaara vão ter uma participação especial na fic. Minha idéia principal era só basear a história em 'Crepúsculo' mas deixar muita coisa diferente, pra num ficar aquele mesmo blá blá blá de sempre. (Y) abraço (:
Babu-Chan : Que bom que está curtindo 8]. A bichinha da Tenten ta sofrendo muuuuuuuuito xD, e deve ter origem brasileira sim, OIASOIAISOAISOIASIOA. beeeijo :*
steree-chan : Eu demorei a postar só pra ver se alguém lia alguma coisa, mas como só as meninas aí de cima postaram as reviews eu decidi parar, achei que só elas liam. Por isso é importante vocês leitores mandarem reviews. E acredite, Crepúsculo é perfeito *-* . espero que goste deste cap. beijos ;*
Sabaku no Hyuuga Bela : Bom, eu gostaria de te dizer que um simples 'continua' já serve pra mim. Como eu posso continuar algo se eu não sei quem ler ele, não é? Então procura um tempinhozinho quando terminar de ler pra comentar alguma coisa, ta bom? ^^
Debora Hyuuga : Recebi uma quantidade razoável de reviews, não é exatamente o que eu espero mas serve pra continuar... que bom que está gostando. beeeeijos :*
Luk : Fico feliz em saber que está gostando. Ta aí a continuação. Beijão ;*
Eu espero conseguir um número maior de reviews da próxima. OK?
BEEEIJOS PRA TODOS :*
