Gente, eu realmente queria ter postado em uma semana. E fiz o capitulo nesse tempo, mas aconteceu fenômenos que eu não pude contornar... Tipo, acabou a luz em minha residencia e eu fiquei dois dias sem net com isso. Mas a boa noticia pra vocês leitores é que deu tempo pra eu fazer uma cena extra entre Kagome e Inuyasha. Mas foram dez dias gente, então, estou chegando lá! Sem delongas...
Biologia do Amor
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Por Danii Malfoy
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Cap. 10– Começo e Recomeço
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"...as vontades de começar ou recomeçar algo sempre invadem os pensamentos.
Você sabe das coisas que fez e das coisas que não fez.
Às vezes parece que enlouquecemos por alguns momentos de paz…"
(José Linhares Jr.)
Rin sabia que não devia agir por impulso novamente, sabia também que devia ter escutado Inuyasha. Como ele mesmo disse, ela era teimosa e determinada, não poderia evitar. Ainda mais se tratando do instituto, que ela empregara tanto esforço e dedicação abdicando de muitas oportunidades em sua vida. Ninguém entedia, mas era assim que Rin se sentia, parte de tudo aquilo. Era muito bom estar de volta afinal.
Mas qualquer alegria que pudesse sentir ao estar ali novamente dissipava-se frente ao que via. Miroku não exagerou quando disse que o novo veterinário havia incendiado as tartarugas, por Kami, o que eram todas aquelas labaredas?
Os três que foram mais a frente estancaram estarrecidos com a cena. Jakotsu dançava e cantava com duas tartarugas na mão que estavam com seus cascos em chamas, ele movimentava-as por todas as direções rasgando o ar deixando trilhas de fumaça negra, via-se claramente que estavam apavoradas. Kagome entrou no pequeno habitat, Sango ia segui-la, no entanto Miroku pôs a mão em seu ombro e advertiu-a com o olhar para que não entrasse. Antes que qualquer um dos dois pudesse falar algo Rin passou entre eles como um furacão. Os dois fixaram o olhar nela.
Conheciam bem o temperamento de Rin e sabiam que de um tudo poderiam esperar dela quando se tratavam daqueles animais. Tinham pena do novo veterinário e o que poderia lhe acontecer.
- Jak... – Kagome tentava chamá-lo sem muito sucesso já que ele pouco atendia.
Rin sentiu uma bola formar em seu estomago e um calor crescente por todo o corpo, mas que espécie de maluco era aquele? Olhou ao redor e viu a mangueira que renovava água do pequeno laguinho, jorrando esquecida em um canto. Pegou-a e abriu ao máximo, apontando para o novo veterinário. O jato foi tão forte que as tartarugas caíram de sua mão e por sorte dentro do lago que era onde ele estava.
Deu alguns passos pra trás e colocava as mãos frente ao rosto tentando o proteger dos fortes jatos. Rin vendo que já acabara com o fogo em suas mãos, direcionou a mangueira para as labaredas por todo o pequeno habitat, molhando a todos os outros quatro que observavam a cena.
- Mas quem é essa infame que acabou com a minha Fireterapia? ¹ - berrou a plenos pulmões – Molhou meu jaleco de seda bordado com esvarovisquis. Aaah! – pulava inconformado.
Rin desligou a torneira e o encarou com olhos que pareciam pegar fogo de tanto ódio. Conhecera diversos profissionais na área em que atuava, com diversos métodos diferenciado, alguns até que não gostavam do que fazia, mas nenhum colocava a vida dos animais em risco de forma tão displicente quanto aquela criatura a sua frente.
- Qual o seu problema? – perguntou entre dentes segurando-se para não voar em seu pescoço.
Jakotsu encarou-a estarrecido.
- Qual o meu problema? O meu problema? – dramatizava gesticulando intensamente com todo o corpo – Queridinha, eu que pergunto qual é o SEU problema, você nem é aqui do babado e chega fazendo espetáculo? Me...
Rin aproximou-se dele lentamente, como um predador prestes a devorar a sua presa.
- Olha, e nem se aproxime meu bem, sei que sou irresistível, mas nem adianta que da fruta que você gosta eu chupo até o caroço.
Rin grunhiu como um animal das cavernas e lançou-se sobre Jakotsu. Este não estava preparado para esse surto, caiu com o impacto tendo ela sobre si. Todos arregalaram os olhos, em transe com toda a cena.
- So... corro! – tentava expressar debatendo-se em completa agonia enquanto era afogado por Rin.
A voz de Jakotsu desesperada fez todos recuperar o foco. Inuyasha fora o mais rápido entre todos. Pulou o pequeno muro caindo quase dentro do lago, passou por Kagome e puxou RIn que se debatia tanto quanto Jakotsu.
Estava tendo um acesso de fúria e grunhia coisas sem sentido. Apesar de pequena Inuyasha estava tendo bastante trabalho para conte-la.
- RIN! – gritou tentando trazer a jovem de volta a si.
- Me larga Inuyasha... Eu vou afogar esse infeliz e "tacar" fogo em seu corpo.
Jakotsu que tentava recuperar-se do ataque, ainda tossindo com a água engoliu arregalou os olhos.
- Ela é civilizada? – Apesar da arrogância em sua voz, notava-se claramente a entonação de medo contida ali.
- Vou lhe mostrar minha boa educação! – Rin tentava mexer-se, mas sem sucesso, Inuyasha havia imobilizado-a e por mais força que empregasse não conseguia soltar-se.
Jakotsu vendo que ela estava presa levantou-se, criando mais coragem.
- Tire essa peste da minha frente, nunca fui tão ultrajado em toda a minha vida. É isso que dar aceitar trabalhar em uma pocilga como essa. Ai, eu mereço mais...
- Você merece a cadeia infeliz! Que espécie de veterinário é você?
- Querida, eu sou um mestre das terapias e estéticas animais.
- Por Kami, elas estavam agonizando de dor! – Kagome falou esganiçada.
- Tudo em prol da beleza!- cantarolou.
- Ugh! – Rin bufou e aproveitou que Inuyasha observava o semblante horrorizado de Kagome e soltou-se de seus braços – Já chega! Não se aproxime! – Brandiu para Inuyasha que já ia segurá-la novamente – Esse infeliz – olhou para Jakotsu que deu um passo atrás cambaleante- bem que merecia ser incendiado vivo pra morrer belo. Mas vou fazer melhor.
Olhou-o mais uma vez com ódio. E contrariando tudo que qualquer um poderia pensar girou nos calcanhares e saiu dali. Todos olharam a silhueta de Rin movimentar-se sem entender o que ela estava fazendo. Ela virou mais a frente contornando o laboratório.
- Aonde ela vai? – Inuyasha perguntou.
- N-não sei. – Kagome respondeu incerta. Sabia que Rin era capaz das maiores loucuras, não conseguia nem imaginar o que seria dessa vez.
- o -
Sentiu batidas estrondosas na porta e antes que pudesse se quer pensar no que dizer a porta abriu-se. Sesshoumaru arregalou os olhos ligeiramente.
Ayaname Rin estava em sua sala, quando deixou claro que não a queria no instituto. E como se não bastasse estava encharcada de água da cabeça aos pés e com os olhos em chamas de tanto ódio que expressavam.
Novamente antes que pudesse dizer algo ela caminhou até a frente de sua mesa e espalmou as mãos sobre a mesma com um leve estalo. Encarava Sesshoumaru nos olhos sem se abater.
- Ao que me lembro acordamos que não a queria aqui.
Bem diferente de Rin, Sesshoumaru estava controlado e sua voz saia calma, mas nem de longe deveria ser levar por isso. Seu tom de voz ainda era gélido e venenoso. Mas isso não a afetava agora.
- Veja bem Taishou – sua voz estava autoritária e enfática - eu vou te explicar algumas coisas que acho que você não entendeu. – Inclinou-se sobre a mesa aproximando-se mais. – Não sei como você administra seus bens e, de fato, pouco me importa, mas os animais dessa ilha sim me importam e eles não são ações da bolsa que você manuseia ao seu bel prazer.
- O que, ainda sim, não lhe diz respeito – Sesshoumaru estreitou os olhos, mas o que era aquele discurso agora?
- Ah! Mas vai fazer a muita gente, deixe que a mídia, a sociedade protetora dos animais, seus pais, clientes e sócios descubram que você coloca fogo nos animais.
- O que você esta falando? – não conseguiu controlar o impulso de perguntar, agora ela estava indo longe demais.
-Pois é exatamente o que o seu veterinário estava fazendo há minutos atrás. – ela retirou os braços da mesa e cruzou-os frente ao corpo – Não que isso importe a você, mas a mim importa. Por muito menos fui enxotada daqui – Rin não queria ter posto em pauta, mas não conseguiu controlar a magoa que sentia quanto aquele assunto – Ferir seu ego, em uma escala, esta bem abaixo de ferir qualquer animal. Se você não demiti-lo, acredite, farei um inferno de sua vida.
Sesshoumaru levantou-se, ganhando presença na sala, ficando, pelo menos vinte centímetros mais alto que Rin, mas ela não se intimidou, e continuou a encará-lo debaixo.
- Você esta me ameaçando? – foi a vez de ele apoiar as mãos na mesa e aproximar-se a encarando bem próximo.
- Entenda, como quiser – apoiou-se na mesa também ficando a centímetros de Sesshoumaru – Só não pague pra ver, posso ser bem irritante quando quero.
Ele sorriu sarcástico, pela primeira vez concordando com algo que ela dizia.
- Nisso eu concordo.
A respiração dela estava acelerada, ele podia senti-la batendo em seu rosto. Involuntariamente desviou de seus olhos e observou o nariz da jovem. Ele não havia reparado que neste havia pequenas sardas, bem clarinhas imaginou-se as contando e o pensamento lhe agradou. Desceu ainda mais o olhar e encarou seus lábios que estavam entre abertos de onde saia sua respiração descompassada. Eram rosados e finos, muito bem desenhados.
Mas que diabos estava pensando? Afastou-se dela contrariado, sentou-se novamente em sua cadeira. Deste modo era mais seguro encará-la sem distrair-se.
- Algo mais? – ele pronunciou-se para aliviar o desconforto.
Ela pareceu levemente desconcertada.
- Você não tem nada a dizer?
- O que exatamente quer que eu diga? – colocou as mãos sobre a mesa cruzando-as.
- Ah! – ela pensou por alguns segundos – Brigue comigo, pergunte algo, concorde, sei lá! – ela afastou-se da mesa.
Ele suspirou cansado.
- Sinceramente, nenhuma dessas opções me apetecem agora – pegou algumas folhas em sua mesa agrupando-as – tenho diversos relatórios pra ler e organizar, patrocinadores pra ligar – parou de súbito, quando percebeu que estava se justificando para ela, desde quando justificava-se para alguém? Realmente, precisava descansar – não tenho porque discutir esse assunto com você, ainda mais, nesse estado – enquanto falava esticou o braço e pegou um papel que estava próximo a Rin do outro lado da mesa um pouco molhado e apontou-lhe o papel para indicar-lhe que referia-se a ela esta molhada em sua sala e molhando seus papeis.
Rin leu o titulo do papel "Levantamento dos aquários das focas de Ago/2008 a Out/2010"
- Como assim? – ela pegou o papel de suas mãos e o lia com mais atenção.
Ele arqueou uma sobrancelha não acreditando que ela entendera que estava compartilhando o papel com ela.
Seus olhos iam arregalando-se conforme lia.
- Pra que isso? – virou o papel pra ele e apontou com a outra mão.
- Preciso ter controle de tudo. - não queria entrar em detalhes com ela.
- Sesshoumaru, você esta lidando com vidas! – comentou horrorizada – Não são planilhas de custos que você analisa e melhora o lucro de uma empresa – ele a observava com certa curiosidade, ela parecia nervosa e movimentava-se de um lado para o outro, mas encarava-o ainda sim – Quer entender o que acontece, saia desse escritório! – falou enfática apontando para o chão – Vá ver os animais sendo alimentados, medicados. A interação dos habitantes com o instituto, de que forma este contribui para...
Ele observava-a. Já ouvira aquilo antes. Izayoi falara algo semelhante.
- Flash Back –
- Nem acredito que você finalmente vai tirar férias – Izayoi olhava-o com os olhos úmidos, apertava as mãos umas nas outras de modo que estava deixando os nós dos dedos ainda mais claros.
Revirou os olhos, ela não poderia estar realmente chorando por aquilo.
- Não são bem férias!
- Claro. Claro – ela abanou as mãos fazendo pouco caso – Sei que tomará a frente do Instituto por esse período, mas é completamente diferente! – gesticulava animadamente enquanto seu to de voz ia crescendo – Você não ficara em um escritório o dia todo, analisando relatórios e relatórios, vai ver vidas, lidar diretamente com a natureza...
Revirou os olhos novamente. Sabia que agora começaria um dos logos discursos de sua madrasta.
- Fim Flash Back –
Afinal por que todos questionavam seus métodos? Era um empresário premiado e bem sucedido, como as pessoas achavam que devia agir de forma diferente? Será que eles não reconheciam tudo o que conquistou por seu próprio esforço?
- Está me ouvindo? – Sentiu-a cutucar em seu ombro.
Assustou-se, quando foi que ela contornara a mesa e chegou ao seu lado?
- Não estou questionando seus métodos empresarias – ela falou como se adivinhasse o que ele estava pensando – só estou te mostrando que aqui as coisas são diferentes. Veja – pegou em sua mão e o puxou.
Ele não entendeu bem por que, mas deixou-se levar. Ela preferiu ignorar o arrepio que sentiu em sua coluna ao segurar sua mão. Arrastou-o até a janela. Naquele momento o sol se punha, o azul do mar estava pigmentado de amarelo, a linha do horizonte estava alaranjada, de modo que o céu estava de em um degrade que chegava até o tom de amarelo. Nunca havia reparado o quanto o céu daquele lugar era bonito.
- Ao por do sol é o ultimo horário de alimentação, repare os colaboradores levando a comida.
Sesshoumaru viu alguns empregados conversando e apontando para diversos baldes que estavam no chão. Alguns deles já começavam a carregar os mesmos para os habitats. Um deles, em especial levou para as focas, que era próximo de onde eles estavam. Ele sorria e conversava com os animais, enquanto fazia pequenas brincadeiras que as deixavam mais animadas. Até que pegou alguns peixes e jogou para elas que rapidamente engoliram o peixe e bateram palmas como se pedissem mais.
- Olhe! – Rin apontou e Sesshoumaru seguiu a direção de seu dedo.
Viu algumas pessoas entrando no Instituto, e pelas vestimentas humildes deviam ser moradores da ilha. Eles sorriam e cumprimentavam aos colaboradores do projeto. Algumas crianças vinham à frente correndo para ver os bichos sendo alimentados.
Sesshoumaru ouviu-a suspirar ao seu lado. Olhou e pode ver os olhos de Rin brilhando, a cor chocolate estava levemente mais clara, chegando ao tom de avelã. Nos lábios um sorriso discreto, mas comovido. Ela estava feliz por olhar aquela cena.
Ela virou-se para Sesshoumaru e ficou surpresa ao ver o quão intenso ele fitava-a. Estavam próximos e Rin pode sentir a colônia de Sesshoumaru que era maravilhosa. Ficou alguns segundos encarando-o inebriada pelo cheiro, era suave, mas ao mesmo tempo marcante. Assim como Sesshoumaru, ela pode constatar. Ele deu um passo a frete, ficando bem próxima dela.
A morena sentiu as bochechas corarem levemente. Deu um passo pra trás envergonhada pelo que acabara de pensar. E o por que Sesshoumaru aproximara-se. Levou alguns segundos para conseguir desgrudar seu olhar do dele.
Sem falar nada se virou e saiu do escritório. Ele nada comentou e nem a impediu, voltou a encarar a janela e pode ver ela indo para o outro lado. Mexia nos cabelos compulsivamente, parecia ligeiramente perturbada.
O que acabara de acontecer ali? Por que ele aproximou-se dela? Ele nem ao menos suportava sua presença. Mas agora... A impulsividade dela que antes o irritara, parecia tomar outra forma. Ela tinha coragem, isso ele não podia negar. Apesar de tudo, fora ali enfrentá-lo só por acreditar que era o certo.
"Eu tenho amor a minha profissão". Lembrou do que ela falara no dia em que se conheceram. Para ele aquilo era sentimentalismo barato, mas agora ele via que fazia diferença afinal.
"Será que você tem a sua?". Quase podia ouvi-la perguntando, se dedicara tanto ao que fazia que ninguém nunca o questionara daquela forma. Mas ele não se sentia ligado ao que fazia como Rin. Qual era a diferença entre fixação e amor?
Passou as mãos sobre o rosto. Suspirou e voltou para sua mesa. Pode ver o papel que ela pegara, ainda com as laterais molhadas. Marcadas por seus dedos. Quase sentiu vontade de sorrir ao lembrar que ela pegara o papel de suas mãos achando que ele estava oferecendo-a. Quase.
Que pensamentos eram esses? Ele sabia que férias não o fariam bem. Mas não esperava que fosse tanto.
- o –
Era impressão sua ou ela e Sesshoumaru tiveram uma conversa civilizada? Era impressão também que ele se aproximara dela? E o pior, ela gostara! Por Kami, o que foi aquilo?
Continuou andando e passou a mão pelos cabelos, nervosa. Mas que conversa foi aquela? Ela devia ter brigado com ele, e não, pegá-lo pela mão e mostrar o instituto. As pessoas sempre a chamaram de impulsiva, e sempre achou aquilo exagero de todos, mas agora, talvez concordasse com eles.
Chegou à praia e sentou-se em uma pedra próxima a água. Ficou observando o por do sol e o vai e vem das ondas. Colocou a perna esquerda sobre a pedra e apoiou o queixo em seu joelho. Sentia-se como uma criança.
Por que sempre estava onde não devia? Sempre fazendo mais por outros que por si. Estudara tanto em sua vida, para terminar demitida de um pequeno instituto de preservação ambiental em uma ilha esquecida pela civilização.
Podia começar de novo, era jovem e com um currículo invejável a sua classe. Mas estava ali ainda, lutando por uma causa que não era sua. Olhou toda a extensão da praia e lembrou-se de quantas vezes já esteve ali. Era como sua casa, conhecia cada canto daquele lugar... Mas a vida segue, e ela tinha que seguir também!
Tinha que deixar a imaturidade de lado e pensar como a adulta que era. Não tinha mais nada a ver com aquele lugar, não tendo motivo algum para estar ali. Iria embora assim que possível, estava determinada. Não estaria sendo covarde como Inuyasha quis supor, estaria sendo madura. De certo modo fora injustiçada sim, mas agora conseguia enxergar toda a historia. Não agiu da forma mais correta com Sesshoumaru. Fora mal educada com ele por duas vezes.
Um erro que anulou todos os seus acertos ali e causara sua demissão. Mas voltar não concertava nada. O que queria? Que Sesshoumaru voltasse atrás em sua decisão? E se ele voltasse o que era impossível, ela devia simplesmente voltar?
- Rin! – ouviu vozes chamando-a.
Olhou pra trás e viu Inuyasha e Kagome vindo em sua direção. O céu já escurecera, conseguia apenas divisar suas siluetas.
- Rin sua insana! Estamos te procurando a mais de uma hora! – Kagome parou a sua frente de braços cruzados, conhecia aquele olhar. Era a forma que Kagome a encarava sempre que achava que Rin era uma criança de cinco anos – Você ainda esta com essas roupas molhadas? E nessa friagem? Quer morrer?
Arregalou os olhos, esquecera-se de como sua amiga podia ser dramática.
- Vou pra pensão, tomar um banho. – levantou-se da pedra.
- Vou com você – Inuyasha deu um passo à frente e colocou o braço direito sobre seu ombro.
- Não... Precisa. – respondeu vaga retirando o braço de Inuyasha de si – Quero ficar sozinha. – começou a caminhar para o vilarejo sem esperar resposta.
Kagome e Inuyasha ficaram observando-a ir embora.
- Por que ela é sempre assim? – Kagome perguntou indignada.
- Assim como? – Inuyasha a encarou.
Kagome riu sem graça.
- Desculpe, estava falando sozinha. – a ultima coisa que queria era discutir sobre os defeitos de Rin com seu namorado.
- Assim como? – repetiu a pergunta ignorando seu comentário.
Viu-a olhar pro mar, um tanto quanto contrariada. Achou engraçada a coloração das bochechas da jovem por algo tão pequeno. Entendia que ela não queria falar da amiga para seu "namorado", mas ainda que todo esse relacionamento fosse verdade não via problema em ela responder sua pergunta.
- Ela se fecha pro mundo – ainda encarava o mar, parecia escolher bem as palavras a dizer – Talvez possa não parecer, mas Rin é muito fechada, não compartilha o que sente, acha que pode resolver as coisas por si, sempre. Mas eu sei que ela não resolve – encarou Inuyasha – e fica guardando dentro dela, não sei mais o quanto ela pode agüentar. – remexia as mãos nervosas enquanto olhava pra baixo, de repente achando os grãos de areia muito interessantes – Não me entenda mal, ela é boa pessoa, sabe? Mas teimosa como nunca vi.
Inuyasha colocou as mãos no bolso da calça e encarava o mar.
- Entendo... – comentou vago tentando absorver as novas informações – Vocês são muito amigas?
Kagome riu e sentou-se na areia.
- Mas do que a minha saúde mental permite ser.
Inuyasha observou enquanto Kagome enrolava as mechas sedosas de seus cabelos formando um coque, alguns fios ficaram soltos no percurso. Muitos deles bens fininhos grudados a sua nuca. Sentiu vontade de enrolá-los só pra passar o tempo. Ela ainda encarava o mar e ele teve uma visão de perfil de seu rosto, seus traços eram delicados e finos. Ela tinha expressivos olhos castanhos que estavam perdidos em algum ponto do mar. Sua franja conferia um tom juvenil a ela. Quase pode imaginar Kagome em seus tempos de colegial, duvida que ela houvesse mudado tanto.
- Ela gosta muito de você. – sentou ao seu lado e sussurrou ao seu ouvido só para poder sentir o cheiro de seu pescoço alvo.
- Também gosto muito dela, assim como você também deve gostar. – O tom empregado por ela era leve, mas algo em seu olhar encarando-o o censurava. Esqueceu-se de que para ela eram namorados.
- Tenha certeza que a comparação não poderia ser mais exata – E afinal era mesmo, gostava de Rin do mesmo modo que Kagome gostava, como amiga.
- Como assim? – Ela encarou Inuyasha interrogativa. Foi à vez de ele perder o olha no mar.
- Se você não entendeu, não sou eu que devo explicar.
Sorriu ao imaginar que ela não gostara nada, nada da resposta.
- Seu sorriso é muito bonito. É tão verdadeiro quanto o de uma criança.
- Feh! – ele cruzou os braços, contrariado. Já não bastava sua mãe o tratar como tivesse quatro anos?
Ela riu do modo manhoso que ele agira, achara tão fofo e espontâneo seu gesto.
- Mas, conte-me como a Rin conheceu o irmão o irmão de Sesshoumaru-sama?
- Mera coincidência, nos conhecemos em uma sorveteria que os dois gostavam de freqüentar. Local cheio, perguntei se podia sentar-se em sua mesa. Conversamos e acho que posso dizer que foi amor a primeira vista. – e tinha sido afinal, mas não da forma que sabia que Kagome entenderia.
- Que loucura! – ela apoiou as mãos na areia inclinando levemente o corpo e ficando um pouco atrás do jovem. – Mas nesse dia ela descobriu que você era irmão do Sesshoumaru-sama?
- Não, só quando foi a minha casa.
- U-au! E vocês já namoravam?
- Já – ele balançou a cabeça como se pensasse sobre o assunto.
- Estou tentando imaginar a reação dela... – comentou vaga.
Inuyasha lembrou-se do dia em sua casa e da sucessão de incidentes.
- Nem queira! – afirmou.
- Inuyasha – ele estranhou o tom serio que ela usara e virou-se para encará-la desconfiado – Cuida bem da Rin? Ela merece coisas boas...
Achou encantador seus olhos brilhando em preocupação.
- É o que tenho tentado fazer. – suspirou cansado, mal ela sabia o quanto trabalhoso isso estava sendo.
- Estarei de olho! – seu tom era perigoso.
- Em tudo? – arqueou uma sobrancelha. Kagome corou entendendo o que ele quis dizer.
- Oh! Tenho que ir... – começou a levantar desconfortável.
- Calma- segurou sua mão fazendo-a se agachar a sua frente e ficarem próximos – era brincadeira.
Ela ficou ainda mais vermelha com a proximidade, mas tentou manter a calma.
- Não por isso, só que tenho alguns relatórios pra fazer – suspirou cansada.
- Baka! – Inuyasha revirou os olhos já bem sabendo quem pedira aqueles relatórios.
- Vocês não se dão muito bem, não é?
- Pode-se dizer que não somos os melhores irmãos. Família agente não escolhe.
- Mas o propósito é esse. – sorriu doce e enigmática.
E antes que ele pudesse comentar algo ela puxou seu braço, levantou-se e foi andando para o instituto. Mas o que havia com as mulheres daquele lugar? Será que todas eram surtadas?
xXx
¹ Nome inventado por mim, mistura de "fogo" com "terapia". Pelo amor de Deus gente, é só neologismo, isso não existe! (eu acho)
E ai, gostaram? Espero que sim! As coisas estão começando a se ajeitar, mas nem de onge as confusões acabaram! mhauhasuashuhasa. Pamy chuchu, cade você?
Outra coisinha, pra quem gosta de escrever ou quer tentar, estou com uma idéia nova de fic. Me ocorreu enquanto ouvia umas musicas aqui no meu pc. É meio louca, mas de repente de certo, quem tiver interesse em participar dessa loucura, é so me contactar.
Email, orkut e Msn:
Reviews do Capitulo 8:
Kuchiki Rin: Phoda (com ph) é a autora demorar tanto pra postar! kkk Mas obrigada por ler e espero que continue a ler agora que ta andando!
Naia Riedel: Tadenha da Rin, que choque! Mas o Inu até que não é de se jogar fora! Huuum... Mas eu prefiro o Sesshy! o/ Obrigada pela reviews.
Rin Taisho Sama: Agora continuo! kkkk Só ela? E o pobre do Sesshyzinho? kkkk
Caah Avila: Nossa! o.o' Tadenha deu! Sou uma escritora filantropica! kkk Como vou pagar uma calça? A Rin é boba mesmo, só foi desconfiar quando já era tarde... Agora, tá namorando!
Rukia-hime: O Inu como sequestrador ia morrer de fome né! kkkk Não, a história de "uma semana" era conversa pra enganar a Rin, provavelmente ele ficará até o dia do evento, mas vamos ver pq as ideias surgem enquanto escrevo e posso mudar tudo até lá.
Hanari: Pois é, a pobre da Rin não tem descanso! as quem mandou ser protagonista de uma história minha? kkkk Eu tbm queria ter visto! Imagino muito... *.*
Gaby: Sou só um pouquinho má! Demorei a atualizar, mas voltei! \o/
Reviews capítulo 9:
Kagome Unmei Taisho Kuchiki: QUe bom! Isso me deixa feliz! =) Eu acho que ele esta se perguntando a mesma coisa... ^^' É o jeitinho dele que adoramos! Mas ele também tem uma certa razão, ele só é um pouquinho grosso né! Coisa de doido, vai saber da onde eu tiro essas idéias... Acho que fumo orégano nas horas vagas...
Mely-Chan: Tenha um infarto não, por que senão você não vai ver o fim disso aqui! Peço desculpas pela demora, mas estou tentando reaver isso e postar de pelo menos sete em sete dias.
Rynui Uchiha: Que bom que você gostou da sinopse, pq ela eu acho um lixo. Mas eu gostei também desse ambiente da fic. Quer dizer que os professores não me passaram por pena? Agora fiquei feliz! kkk Eu também gosto de fics assim, é bem melhor pra ler, normalmente o ff separa sozinho, mas se ele não separa eu o faço! Eu já escrevo assim, até recado de orkut, bem melhor. Beijos de Amora!
Anny Taishou: Bem vinda a insanidade incondicional! É, todo mundo nessa fic se excede um pouquinho! lll "Da uns catas no chefinho" kkkk ri muito! Eu?Pensar? Jamais pensarei mal de alguem! (hohoh não queira saber o que pense "bem" tsc tsc).
Nathi Duarte:Assim, DEPENDE. Tipo, depende muito do que você considera demorar né... Bem, enfim, se serve de consolo, estou tentando DEMORAR MENOS. kkkk Colocou os pais no meio, tadenhos!
GISELE: KKKK Obrigada, espero que continue lendo!
É só isso ai gente, espero que tenham gostado, até a proxima...
Kissus!
