Novos Horizontes
Will não descansara nenhum dia depois do encontro com a cigana.
Tentara se convencer de que tudo aquilo não passava de bobagem e que ele estava impressionado, mas simplesmente não podia ignorar o fato de que já vira coisas estranhas demais para que aquilo lhe fosse tão absurdo.
Sem dizer nada a seu pai ou à Elizabeth, voltou à rua aonde a encontrara, mas ela não estava lá.
Voltou todos os dias das últimas duas semanas, mas ela também não estava lá.
Tentou saber sobre tartarugas e dragões e sobre a tal serpente que a mulher falara.
Mas ninguém da cidade parecia sequer entender o que ele dizia, então ele mesmo desistiu.
Mas Elizabeth percebera.
Seu marido estava estranho e isso não a agradava de jeito algum.
O assistia a passar o tempo no escritório do seu pai, olhando livros e mapas, coisas que nunca fora dado a fazer.
Algo em seu olhar mudara, parecia mais animado, mas não contava nada a ela ou ao pai, que por sinal também notara a mudança.
- Will? - Elizabeth abriu a porta do escritório com dificuldade, segurando uma bandeja aonde repousava uma xícara de chá e alguns biscoitos que acabara de sair do forno.
Ele ergueu a cabeça para ela, fechando o livro como se quisesse esconder algo enquanto ela se aproximava da mesa.
- Liz... Por favor, entra.
Ela olhou com desconfiança o livro que ele fechara, era um que reunia alguns mapas náuticos que seu pai guardava.
- Trouxe algo para você comer Will, já está tarde.
Dizendo isso colocou a bandeja em cima da mesa e aproveitou para dar uma olhada no que ele fazia.
Um mapa grande e antigo estava aberto em cima da mesa e havia mais dois livros - um de lendas locais e outro sobre geografia.
Will percebeu seu olhar para o que fazia e pegou a xícara, não iria conseguir esconder isso dela por muito tempo.
- Obrigado querida...
E ambos ficaram em silêncio, ela olhava para ele esperando que dissesse algo. Não gostava que ele escondesse as coisas dela, a deixava triste por saber que não confiava nela.
- Boa noite William. - ela desistiu, voltando a andar com o melhor tom magoado que conseguia fazer.
- Elizabeth, espere!
Ela se voltou, parecendo chateada ainda.
- O que foi?
- Vem cá...
Ela andou até onde o marido estava ele lhe apontou o colo aonde ela sentou sem demorar muito.
- Desculpe por andar distante Liz...
- O que você tem feito Will? O que tem te levado para longe de mim?
Ele não sabia se era a melhor hora para contar, mas não podia mais levar esse história por tanto tempo escondendo dela. Não podia, e nem gostava disso.
- Eu... Fiquei sabendo de algo, que talvez... Se nós encontrarmos, pode ajudar meu pai Liz.
- O que? Como assim?
- Um dia uma cigana leu minha mão...
Ela já fechou o olhar pro marido, aonde raios ele iria parar com essa história?
- Will...
- É sério Elizabeth... Ela me disse coisas... Eu sonhei com elas até começar a procurar o que significavam. Você... Bom... Nós já vimos muita coisa e algo está me dizendo para seguir...
- E o que são essas coisas que ela disse?
- Disse sobre um tal dragão que encontra uma tartaruga através de uma serpente de fogo, e é lá que está o que pode salvar meu pai.
Elizabeth não tinha certeza, mas achava que não havia colocado nada alcoólico no chá que servira a Will. Então isso significava duas coisas: ou o marido andava cansado demais por conta dos problemas, ou em breve eles estariam atrás de aventuras.
- E ela disse o que era essa coisa?
- Não... Disse apenas que é lá onde são possíveis as coisas que desejamos.
- Qualquer coisa?
- Eu não sei... Acho que sim. Por que da pergunta?
- Will! Se esse lugar faz possível qualquer coisa, então talvez possa nos ajudar também!
Ela sorriu animada para ele, o espírito de aventureira de Elizabeth era mais aguçado do que o do esposo, ele previa que ela iria querer se lançar de cabeça atrás deste tal dragão e iria esquecer completamente a imposição de não voltarem a se meter em navios e viajar pelo mundo.
Era isso que queria evitar.
Essa animação toda que ele não via há tanto tempo.
Caso fosse perigoso, como falaria não para ela? Como negaria à mulher que amava uma chance de conseguir finalmente o filho que tanto desejava?
- Liz... Pode ser perigoso... E ainda nem tenho idéia de onde podemos encontrar essas coisas. Além do mais temos o problema de que...
- Eu sei dos problemas Will! Por favor, pior não pode ficar... Posso te ajudar a procurar, sei falar espanhol e francês e posso procurar descobrir alguma coisa enquanto você está no trabalho.
William suspirou, mas não pode evitar o sorriso.
- E se isso tudo for mentira?
- Como eu disse, pior não pode ficar...
- E se for verdade...? - disse agora mais baixo, colocando a mão sobre o rosto dela e alisando sua pele de forma suave.
- Então não podemos perder a chance...
E dito isso o beijou com vontade, como há tempos não o beijava.
Oieeeee!
Então,
como vocês falaram que estavam gostando da cena e estavam
curiosas, resolvi alongar isso postando um capítulo de quebra
malvada. Espero que gostem também por que muita coisa está
para acontecer e esses dois vão ter um bom significado daqui
pra frente.
No mais, devo avisar que meu computador tem recebido manifestações espirituais e eu começo a ter medo de ter que ficar um tempo sem entrar por conta do espírito alojado na minha HD, então vou tentar postar um capítulo por dia até lá...
No mais, novamente muito obrigado pelas reviews! Por favor, continuem falando o que acham da história... :)
Kadzinha, não conheço essa série, mas vou procurar saber do que se trata e dou as caras no seu fic em breve! (preciso terminar a ler uns dois fics daqui que já comecei, mas espero não demorar muito!). Eu felizmente não enjoo em barco, mas o balanço me dá muito sono! É mto engraçado, eu fico meia hora e estou bocejando rs. Quanto ao Jack, bom... insensibilidade é uma palavra que ainda vai usar mto ;)
Lola! Que bom que você está empolgada, quero postar tudo logo o que já escrevi para vocês darem uma olhada mas acho melhor dar um tempo – mesmo que seja curto – entre os capítulos para não sobrecarregar vocês. Eu adoro essas cenas entre os dois, as investidas do Jack e as esquivadas da Jessy são mto divertidas para escrever rs. Esse capítulo foi mais curtinho, mas o próximo será maior, obrigada novamente!
Lhyl,
que bom saber que você também está gostando! Um
mol de Jacks seria a coisa mais perfeita do mundo mas eu cheguei a
uma boa conclusão que pode ajudar enquanto não o
clonam. Eu acredito que Jack Sparrow não morre. Ele vai para o
céu dos Jack Sparrows e as garotas boazinhas quando morrem vão
para este lugar aonde 21 Jack Sparrows virgens as aguardam para a
eternidade...É uma boa viagem:P
Quem dera não é?
Rs
E quanto à Elizabeth x Jack, prepara o coração pq ainda vai piorar mto, mas o que é dela está guardado malvada de novo :)
Ety...poxa, eu estava ficando triste pq vc havia sumido. Mas estou mais triste ainda por que você não POSTA LOGO O QUE ACONTECE NA SUA FIC! Eu estou curiosa...i.i
E por falar em curiosidade, o próximo capítulo vai dar bastante pano para a manga dessa história, ainda mais com as caras de tacho do Jack rs.
Bjão e até o próximo
capítulo
K
