N/A: (...) Sirius é um Jily shipper! De fato, eu sempre senti que os amigos de James shippavam Jily mais que ele (em parte porque eles estavam cansados de James falando sobre Lily...)
Sábado, 18:30.
Os Marauders tinham retornado ao castelo para as festividades de Halloween. Apesar das gigantes lanternas de abóboras, decoração de morcegos e a excitação geral, o humor dos garotos estava mais moderado do que o normal.
Remus não estava comendo muito, ele tende a perder seu apetite quando está perto de sua transformação. Tinha melhorado desde que seus amigos tinham se juntando a ela como animagos, mas a transformação em si era bem longe de suportável. Pensando nisso só fazia seu estômago se revirar por causa dos nervos e do receio. Ainda, ele tentou ficar de cabeça para cima, mesmo que fosse para o bem dos seus amigos. Então ele tomou um gole do seu suco de abóbora e trouxe a conversa que eles tinham escutado mais cedo à tona.
"Eu ajudaria, essa é a resposta de sua pergunta de mais cedo," ele disse, olhando para James. "Se eu estou preso nessa condição, eu tenho que tirar algum proveito dela."
James sorriu para seu amigo. "Bom homem, Moony," ele disse.
"O que você acha que Dumbledore pediria para você fazer?" Peter se perguntou em voz alta.
"Recrutar os lobisomens, eu acho," Remus disse com dar de ombros. "Eu não sei o quão bem ele espera isso ir, porque Greyback é o chefe, além que tem o elemento do medo. Afinal, eu não iria atrás dos filhos de ninguém se eles não fizerem o que eu pedi."
"Bem, ninguém é contente do modo que Greyback faz as coisas," James o tranquilizou. Ele sabia que Fenrir Greyback era um assunto delicado par Remus, considerando que era culpa dele que Remus era doente em primeiro lugar.
"Se apenas fizesse diferença," Remus colocou a taça na mesa, pensando que essa talvez não fosse a melhor conversa para se ter na noite de lua cheia. "Sabe, eu acho que vou para a Ala Hospitalar, agora," ele continuou, se levantando do seu lado. "Pomfrey estará me esperando daqui a pouco de qualquer jeito."
"Tudo bem, cara," James disso, preocupação irradiando em sua voz. "Nós o veremos daqui a pouco."
Remus reconheceu o plano com um sorrio e saiu, sem notar que o olhar de Severus Snape o seguia todo o seu caminho para fora do salão. Mas olhar de Snape não ficou despercebido por todos.
"O que você do por que ele está olhando daquele jeito para Moony?" Sirius perguntou para o restante dos Marauders, seus olhos grudados na mesa da Sonserina.
James deu de ombros sem se preocupar, Snape nunca pedir a chance de olhar furiosamente para ele. "O que é que seja, eu não iria me preocupar."
"Ele está tramando algo," Sirius insistiu. "Eu sei e Evans também sabe,"
James se animou na menção de Lily. "Sério?" ele disse, seus olhos passando por toda a mesa da Grifinória até achar onde ela estava sentando com suas amigas, parecendo estar em um melhor humor desde que saiu de Hogsmeade.
"Sério" Sirius repetiu. "Ela parecia concordar a respeito de nós se metendo com algo que não tem nada haver conosco, a não ser que sejamos pegue."
"Isso é verdade?" James disse, seus olhos ainda em Lily. "Bem, não é que ela cheia de surpresas..."
"Ela é," Sirius concordou. Ele piscou para Peter, que revirou os olhos. "Eu acho que ela está começando a ficar bem a afeiçoada a você, Prongs."
"Oh- bem, você sabe, somos amigos," James murmurou, sentindo seu rosto ficar vermelho.
Peter riu. "Não é de você ser modesto."
"Eu apenas – Eu não quero ter esperanças," James admitiu, se sentiu estúpido por um segundo. "Vamos apenas dizer que ela só me tolera agora, ok?"
"E você está ok com isso?" Peter disse, sem estar convencido que seu confiante amigo estava disposto a aceitar nada menos do que carinho eterno de Lily Evans.
"Pequenos passos, Wormtail," James disse. Ele se perguntava quando exatamente passos pequeno tinha se tornado seu mantra. Não era a ideia mais inteligente que ele já teve, mas ele tinha que admitir que era a única coisa que o deixava sensato no departamento Evans.
Então James caiu em silêncio, concentrado em seus pensamentos. Gostar de Evans não era fácil, e ele já teve quase dois anos para ter essa conclusão. Não era tão ruim no quarto ano, quando ele percebeu que ela era muito bonita e cheirava bem e ele começou a encarar muito. Mas ele poderia falar com ela – Deus, não. Ele poderia a encarar e sonhar acordado sobre ela e se mostrar em sua frente o quanto quiser, mas conversar com ela era uma opção inacessível.
Então o verão veio e foi embora, e sua confiança aumentou tanto quanto ele. Ele ficou mais bonito, bons nas coisas e as pessoas gostavam dele, então por que Lily Evans não? Mas depois de ter a chamado para sair mais ou menos umas 63 vezes (uma estimativa feita pelos seus amigos), parecia que Lily não ia gostar dele só porque os outros gostavam.
E aquilo não fazia sentido para James do quinto ano.
Ele achava que fazia agora, James admitiu para ele mesmo. Ele ainda não compreendia completamente, especialmente agora que eles eram amigos e tudo estava indo bem. Mas o que ele sabia era que Lily não gostava ou desgostava de alguém só porque alguém disse algo, como ela o disse durante a detenção dele. Ela tinha descoberto como James era por si só, então talvez ela descubra como gostar dele também.
Com esse pensamento confortante, James se trouxe de volta para o presente, e o que ele viu era que Sirius tinha desaparecido.
"Para onde ele foi?" James perguntou a Peter.
"Você tem que começar a prestar atenção melhor," Peter o avisou. "Eu acho que ele ainda estava meio irrita com Snape, ele murmurou algo sobre precisar estar sozinho e que iria nos encontrar no Salgueiro Lutador mais tarde."
James enrugou a testa levemente. O humor negro de Sirius mal desapareceu durante a semana, e James não o culpava. Mas ele estava preocupado como Sirius iria lidar com isso se ele continuasse correndo contra isso, se ele continuasse afastando seus amigos, se essa raiva que ele sentia chegasse até a superfície...
"Nós devemos procurar por ele," James decidiu, balançando a cabeça para afastar seus pensamentos preocupados para ser mais ágio. "Ele disse para onde estava indo?"
Peter balançou a cabeça. "O lado bom é que temos o mapa."
Os garotos deixaram o Salão Principal. James passou os dedos nas costas de Lily enquanto passou por ela, e desviou quando ela jogou uma pequena abóbora de decoração em resposta. Ele se virou em seu calcanhar como ela fez mais cedo e piscou para ela, brincando. Lily ignorou determinantemente o formigamento entre seus ombros, onde os dedos dele estavam.
"Idiota," ela murmurou, voltando para os rostos satisfeitos de Marlene e Alice. "E vocês duas, fiquem caladas."
"Nenhuma palavra, Lily querida," Alice disse em uma voz cantante. Marlene fez uma mimica de que estava lacrando sua boca e sorriu.
James e Peter chegaram ao seu dormitório, o primeiro pegando o Mapa Do Maroto da gaveta de seu criado mudo. Ele bateu no papel com sua varinha e recitou, "Eu solenemente prometo não fazer nada de bom." A tinta apareceu pelo pergaminho que estava branco, uma rede de corredores e salas e pequenos pontos pretos que representava os habitantes de Hogwarts.
"Eu não o vejo em lugar algum," James disse um minuto depois, suas sobrancelhas franzidas enquanto seus olhos vasculharam o mapa.
"Talvez ele esteja na Sala Precisa," Peter sugeriu. "Você que lá não dá para localizar, então o mapa não pode nos dizer."
"Pois é," James disse, mas ele não poderia mexer em sua preocupação. "Talvez..."
Ele colocou o mapa no bolso interno de sua roupa, incerto no que fazer depois. Ele pensou que eles deveriam procurar por Sirius, mas se o mapa não pode encontra-lo, era quase certeza que ele e Peter não poderiam também. Talvez eles devessem ir para o Salgueiro Lutador e esperar por Sirius lá.
Decidindo que essa era a melhor opção, James colocou a sua Capa da Invisibilidade no seu bolso junto com o capa, e ele e Peter deixaram o dormitório. O Salão Comunal estava cheio de pessoas que acabaram com as festividades, e depois de olhar apressadamente, James estava aliviado por Lily não estar ali; ele não poderia ter essa distração agora.
Quando eles iam fazer o caminho até o buraco do quadro, o mesmo abriu e revelou Sirius, que parecia bem mais feliz do que aparentava recentemente. Normalmente, James não ligaria, mas devida as circunstâncias...
"Por que você está tão feliz?" ele perguntou quando teve a atenção de Sirius.
"Bem, olá para você também, Prongs," Sirius respondeu, parecendo ofendido com o cumprimento do seu amigo. Ele olhou para Peter. "E Wormtail, boa noite cara. Feliz por ver que você ainda tem suas maneiras de convivência."
Porém, James não podia deixar isso o distrair. "Onde você esteve?" ele perguntou. "Não o achamos pelo mapa."
Sirius deu de ombros. "Fiquei passeando pela biblioteca."
"Que besteira."
"Tudo bem," Sirius revirou os olhos a atitude inexplicável de James. "Snape deixou o banquete enquanto você estava sonhando acordado, então eu o segui e peguei-o no lado de fora da biblioteca. O que, como você sabe, é perto da Ala Hospitalar. Onde, como você sabe, nosso amigo Moony foi."
James sentiu seu coração cair levemente, ele não tinha certeza por que, mas ele não iria deixar Sirius a canto algum antes de descobrir.
"O que você fez?" James perguntou, sua voz baixa enquanto ele tentava controlar o pânico que começava a se instalar. Ele conhecia Sirius muito bem.
"De primeira, nada," Sirius disse calmamente. Ele não entendia porque James estava daquele jeito. "Mas ele me ouviu vindo e apontou a varinha para mim. Eu meio que ri dele, sabe, e disse que ele estava perdendo o tempo dele em mim..."
"O que você fez?"
"Qual é o seu problema?" Sirius queria saber, completamente confuso com o comportamento de James.
James trabalhou em controlar o seu temperamento, mas o pânico estava vindo tão rápido que estava difícil de fazer. "Apenas me diga," ele disse, sua boca seca.
"Eu contei a ele como entrar no Salgueiro Lutador," ele disse. "Disse que ele iria encontrar algo bem mais interessante do que a maldição que ele estava planejando em usar mim. Ei, para onde você –"
James não ouviu o resto da pergunta de Sirius (mesmo ele que soubesse onde estava indo, ele não tinha tempo para responder). Ele correu, passando por Sirius e no buraco do retrato, pelo o corredor e desceu pelas escadas.
Ele não poderia deixar isso acontecer – o que diabos fosse acontecer. James sabia que Snape iria ouvir Sirius, sabia que sua insaciável necessidade de saber qualquer coisa que abalasse os Marauders iria leva-lo a passagem secreta para a Casa do Grito. James sabia que Remus estaria em plena transformação quando Snape chegasse, e ele sabia o que iria acontecer, e ele sabia o iria acontecer com Remus quando ele acordasse amanhã de manhã.
Ele desceu por outro corredor, desviando dos estudantes que estavam voltando para seus salões comunais, todos sem saber a tempestade que se passava nos pensamentos de James enquanto ele corria.
Ele entendia por que Sirius tinha feito isso, e se não fosse pelo o que pudesse significar para Remus, James não iria culpar Sirius por um minuto. Mas isso iria significar apenas coisas terríveis, e James não poderia deixar nenhuma delas acontecer, não importa o quanto ele pense que Snape merecesse... A questão era que, Remus não merecia a responsabilidade disso. Sirius estava com muita raiva sobre a questão de Regulus para ver isso.
James desceu a escada de mármore a cada dois degraus, quase tropeçando em seus próprios pés com a urgência. Ele olhou para a entrada enquanto passava por ela, diminuindo a velocidade, para ter certeza que ali estava livre de qualquer professor que pudesse o parar, ele não tinha tempo para explicar, e poucas pessoas sabiam qual era a condição de Remus, e ele não queria deixar Sirius com problemas, não importa o quão idiota ele foi.
Felizmente, James pode passar pelo salão e sair pelas portas de madeiras sem chamar atenção. Ele estava nos jardins agora, o céu ainda laranja do Sol que tinha acabado de ser por. Ele se apressou no longo gramado, seu coração batendo forte contra suas costelas, uma dor surgindo...
O Salgueiro Lutador estava no seu campo de visão, seus galhos imobilizados fora do normal, e Snape não poderia ser visto.
James começou a correr outra vez.
Quando ele chegou na árvore, os galhos voltaram a se agitar normalmente, ameaçando machucar, cortar ou decapitar qualquer um que ameaçasse chegar perto.
"Droga," James disse baixo, desviando de um galho que vinha em sua direção. Sem Peter com sua forma de rato para ajuda-lo a chegar à base do tronco, iria ser difícil fazer isso, James pensou.
Ele procurou no chão desesperadamente por um galho caído. Encontrando um, ele usou para cutucar o tronco e a árvore parou seus movimentos violentos rapidamente. James se abaixou para entrar no túnel embaixo da árvore e voltou a correr pelo estreito sufocante corredor, seus ouvidos atentos a qualquer barulho- passos, um ouviu, um grito...
James viu Snape ao chegar no fim do túnel. Ele estava fora da entrada que iria leva-lo a Casa dos Gritos, sua mão na porta que iria colocar de frente ao um lobisomem.
"Pare!" James gritou enquanto Snape virara o trinco.
Mas foi tarde demais. A porta estava apenas entreaberta, mas foi o suficiente para Snape ver o que estava atrás dela. Muito em choque para mover, Snape ficou lá, abismado que ele estava certo esse tempo todo e o medo o deixando preso naquele local.
James jogou seu corpo contra a porta, fechando-a enquanto o lobo estava indo para a forma congelada de Snape. Ele lutou para deixar a porta fechada com o animal enorme que estava determinado em passar por eles, louco pelo cheiro de sangue tão perto...
"Seu – idiota – nojento," James rosnou para Snape, sua respiração irregular por causa de todo o pânico que ele estava tendo.
"Ele é – Lupin – ele é um lobisomem," Snape disse, seus olhos tão arregalados que era perigoso caírem de sua cabeças.
"E você quase foi morto," James respondeu. Ele jogou seu ombro contra a porta tão violentamente que ele tinha certeza que tinha machucado. O lobisomem tinha desisto o suficiente para James trancar a porta e garantir a segurança deles.
Depois de feito, James tomou um ameaçador passo para Snape. "É melhor você ficar com a boca calada sobre isso," ele avisou.
O medo de ser atacado tinha se dissipado com o feitiço de trancar a porta de James, a expressão de Snape mudou de alarme para fúria com as palavras do outro.
"Isso foi uma ameaça, Potter?"
"Interprete do modo que você quiser, Ranhoso," James achava agora que a vida de Snape não estava mais em perigo por causa da condição de Remus, ele bem a vontade de espancar o sonserinos nojento. "Agora, eu sugiro que nós deveríamos ir até o escritório de Dumbledore."
"E por que eu deveria fazer isso?" Snape disse, sua voz cheia de ódio que ele não se importava em esconder.
"Porque eu não quero que você vá correndo para o resto de seus amigos doentios para conta-los o que acabou de ver," James disse, tendo certeza que Dumbledore não iria deixar. Ir até o diretor significava deixar Sirius em muitos problemas, mas era o risco que James tinha que tomar. Qualquer que fosse a punição, era o mínimo que Sirius pudesse fazer para Remus naquela situação.
Snape não podia discutir com James sem receber uma maldição, então os dois fizeram o caminho de volta em silêncio, James fulminando e Snape maravilhado com o fato que ele esteve certo sobre Remus todo esse tempo.
Quando tudo estava feito, Dumbledore fez Snape jurar que ele não iria contar a ninguém o que ele tinha visto. Grifinória perder 20 pontos, e Sirius pegou um mês de detenção por ter arriscado o segredo de Remus e ter colocado a vida de outro estudante em perigo. Enquanto Sirius estava furioso e determinado em ter sua vingança com o Snape, e vice-versa, ele e James sentiam que a punição foi bem suave.
Bem, parecia ser até que eles viram Remus outra vez.
Domingo, 10:32
"Eu vou te matar!"
Remus tinha acabado de retornar ao dormitório depois de longa noite, uma noite que ele se lembrava o suficiente. Depois do que Dumbledore tinha dito-lhe naquela manhã, aquele parecia ser um dia longo.
Ao entrar no dormitório masculino, os olhos de Remus logo foram para Sirius, e ele andou como se fosse avançar nele. James e Peter perceberiam o perigo e pegou os braços dele, puxando – o para trás. Sirius encarou, alarmado, enquanto Remus tentava se soltar.
"Vamos lá Moony –" ele disse cuidadosamente, mas Remus o interrompeu.
"Não me chame assim!" ele disse, furioso. "Seu egoísta, arrogante, idiota!"
"Ele pediu por isso!" Sirius gritou de volta. "Snape estava procurando por uma briga faz anos, e você sabe disso! Então não fiquei aí agindo como se tudo fosse minha culpa –"
"É culpa sua!" Remus disse. Ele se livrou do aperto de James e Peter, sacando sua varinha. Ele a apontou para Sirius, tremendo levemente. "Eu não ligo para o que Snape pediu; você não deve dá-lo. Você não tem que me usar para fazer isso!"
Sirius deu um passo para trás, mas sua expressão mostrava que ele estava determinado a ganhar essa discussão. "Eu não estava usando você," ele disse mesmo que seu coração falasse que aquilo não era totalmente verdade. "Snape estava fugindo, tentando descobrir sobre você, e –"
"Agora ele sabe!" Remus o interrompeu outra vez. "Ele sabe, Sirius, e é culpa sua, tudo porque você quis se vingar com o que ele fez com o seu irmão –"
"Você pode me culpar?" Sirius perguntou. "Regulus tem 14 anos e Snape está colocando suas garras oleosas nele."
"Então, você vai deixa-lo morrer nas mãos do seu amigo lobisomem?" Remus quis saber. A mão que segurava a varinha estava tremendo violentamente agora, e sua voz estava igualmente instável. "Você ia colocar tudo isso em cima de mim para você conseguir sua vingança?"
Sirius não respondeu, ele não tinha nada para dizer.
James avançou para frente, baixando o braço de Remus. "Vamos lá, cara," James disse em voz baixa, tentando o acalmar. "Snape está bem, ok, ele –"
"Eu não ligo para Snape!" Remus focou em James agora. "Você e Sirius, tudo o que vocês pensam é nesse grupo de vocês. Mas eu tenho notícias para você, James – quando você me usa para conseguir colocar Snape onde ele pertence, é muito mais complicado do que essa pirâmide de poder juvenil!"
"Hey, não fui que eu o mandei atrás de você!" James lembrou ele. "Eu fui atrás dele, não fui?"
"Não finja que não pensou em deixa-lo ali," Remus disse de volta, perdendo toda a razão. "Você está tão ocupado tentando o deixar para baixo, tudo porque ele era amigo de Lily e você não o suporta-"
"Isso não tem nada a ver!" James argumentou, mentindo entre os dentes, mas nunca iria admitir.
"Isso tem tudo a ver!" Remus disse. "E você sabe disso, James, você sabe que teria superado a culpa de me deixar machucar Snape, ele estaria fora do seu caminho e não precisaria estar constantemente competindo com ele sem motivo."
"Não é – Eu não – Eu não tenho ciúmes dele, se você está pensando nisso." James falou.
Remus bufou ironicamente. "Claro que você tem. Você se ouviu ano passado, sempre falando de por que Lily estava andando com Snape, se perguntando o que ele tinha e você não, ficando obcecado com o fato que ela talvez sempre o prefira. Você estava enciumado intensamente! Snape poderia ficar tão perto dela e ela não caia em nenhuma de suas armadilhas. Você deixou todos nós loucos!"
"Não me arraste para isso," Peter disse.
"Não me faça ir para você," Remus disse a ele. "Você é tão ruim quanto eles – encorajando-os – você odeia Snape tanto quanto eles."
"E você também!" Sirius exclamou.
"Não tanto para querer ele morto!"
"Bem, ele não está morto, está?" Sirius apontou. "E você sabe que estou arrependido, Remus, estou arrependido por ele ter descoberto. Eu fui idiota e imprudente e raivoso –"
"Você está com raiva?" A voz de Remus tinha ido para um sussurro mortal e seus olhos focavam nos de Sirius. "Tenta se transformar em um monstro todo mês, Sirius, então você pode me contar com quanta raiva você está."
E com isso, Remus se virou e saiu do dormitório, deixando seus amigos se sentindo culpados.
N.A.: Como eu disse alguns capitulos atras, eu sei que Snape descobriu o segredo de Remus no quinto ano deles. Eu não chequei duas vezes a parte canon antes de decidir que queria trabalhar nesse tópico, então eu modifiquei um pouco. Apesar do erro, eu acho que isso irá adicionar um pouco de tensão na minha história e eu espero que vocês tenham gostado.
Esse capítulo era originalmente mais longo, mas eu decidi alguns pontos que eu queria explorar nos próximos capítulos. De qualquer forma, eu acho que esse fornece agitação emocional o suficiente por um capítulo.
N.T: Bem, eu consegui postar esse capítulo rápido o suficiente, não acham? Agora eu sinto que isso vai dar uma freada, mas esperem pelo capítulo 11 até o fim do mês porque eu realmente quero me focar na long - que eu ainda nem comecei ):. Enfim, espero que tenham gostado! Essa é uma cena que não é muito comum em fics, vocês não concordam? Por isso eu gosto tanto dele! Beijos!
