N/A: Eu não gostei de escrever este capítulo. Eu acho que eu escrevi ele bem, mas ele é doloroso.

Capítulo Nove: Aquela Faísca Cortante de Traição

A mão de Harry esticou, arrebatando o Pomo quando ele tentou fugir dele, e Flint berrou duas vezes, sinalizando um fim à prática de Quadribol.

Harry virou e mergulhou para o chão. Ele mal se lembrou de parar no último momento. Parte dele queria continuar, ver quão baixo ele realmente podia deslizar sobre a grama antes da gravidade e do impulso o alcançarem. Seu sangue estava correndo, enchendo suas veias do mesmo modo que o ar enchia seus pulmões. A vassoura que os Malfoy tinham lhe dado era brilhante. Harry nunca soube que um tipo diferente de vassoura pudesse fazer tal diferença no modo que ele voava, somando uma leveza extra para suas viradas e uma velocidade extra para seus movimentos.

Ele pousou rolando levemente e se sacodindo fora da vassoura, e virou para ver o Time de Quadribol o encarando. Harry pausou por um momento. Eles não tinham estado muito contentes com ele, particularmente Flint, quando o Harry tinha tido que admitir na primeira prática, uma semana atrás que ele tinha uma vassoura Nimbus 2001 agora, e não tinha contado para ninguém. Eles tinham superado isso bem rápido, mas agora, pelas expressões deles Harry desejou saber se eles estivessem se lembrando disto.

Então Flint sorriu, uma expressão que o fez parecer um buldogue, e disse, "Nós vamos esmagar os Grifinórios no chão sábado que vem." Seu olhar passou pelo time. "Nós temos os Batedores mais duros, os mais rápidos Artilheiros -claro- o Goleiro mais malicioso, e o melhor Apanhador." Os olhos dele voltaram a Harry. "Não temos, Potter?"

Harry olhou para ele calmamente, destemido agora. Ele não tinha descoberto exatamente como ele ia entregar o próximo jogo a Connor, mas ele sabia que ele conseguiria. Connor estava voando maravilhosamente. Harry sabia que ele não teria que fazer muito para fazer parecer que Connor tinha lhe vencidocom suas próprias habilidades.

Então Flint se aproximou e disse, "É óbvio agora, como você estava se segurando no primeiro jogo ano passado. Eu sei que você não fez isto nas outras partidas, Potter, mas desta vez você não vai fazer isto. Sonserina joga paraganhar."

Harry imaginou que era melhor se resignar por agora. Ele baixou sua cabeça, como se Flint tivesse conseguido convencê-lo, e murmurou, "Claro."

Flint se retirou, satisfeito, e foi para os chuveiros. Ele disse algo a Adrian Pucey que o fez ria ruidosamente, e o resto do time se juntou, deixando Harry para voltar sozinho. Isso foi bom para ele. Ele tinha visto a figura tímida espreitando a extremidade do Campo durante a prática, e Harry queria uma chance para falar com ele.

"Harry", veio a voz esperada do lado.

"Connor", disse Harry, se virando e sorrindo ao seu irmão. "Veio espiar nossa prática?" Ele sorriu até mesmo mais amplamente, para mostrar que isto era uma piada.

Connor bufou, uma vez, mas não deixou se deixou distrair. Ele estava olhando para a vassoura nas mãos de Harry. "Quando você ia me falar que você tinha uma Nimbus 2001?"

Harry suspirou. "No dia do jogo de Grifinória e Sonserina, se eu pudesse."

"Por que?" Connor ergueu a cabeça e olhou nos olhos de Harry. "Eu pensei que você não ia mais mentir para mim."

"Teria causado muitas discuções durante o verão", disse Harry. "E tinha muita coisa acontecendo à você. Nós ainda não sabemos quem enviou aquele elfo doméstico, sabemos? E eu sei sobre as outras coisas agora," ele somou. "Você deveria ter me falado se você sentiu que não podia dormir, Connor. Eu poderia ter ajudado."

Connor o encarou por um longo momento. "Do que você está falando? "

"Rony me falou", disse Harry. "Por estar tão preocupado,Rony falou de boa vontade comigo sem você."

"Ele gosta de você - " Connor começou defensivamente.

"Não, ele não gosta," disse Harry. "Eu sei que ele não gosta. Mas apenas me escute, certo? Ele me falou que você estava tendo pesadelos sobre o ataque de Voldemort ano passado, e que você tinha estado tomando a Poção Sono Sem Sonhos para combatê-los." Ele balançou a cabeça. "Pelo menos agora eu sei por que todas aquelas corujas vieram com pacotes para você verão passado. Eu pensei que houvessem apenas doces neles."

Connor baixou os olhos. "Eu não queria perturbar você," ele murmurou. "E a poção controlou os pesadelos. Eu dormi sem sonhar pela maior parte do verão." Ele elevou a cabeça abruptamente e fitou Harry. "E você, de qualquer maneira? Por que você acordou e saiu tantas vezes à noite?"

"Para brincar com Sylarana", disse Harry. "Foi quando eu pensei que você não aguentaria descobrir que eu sou um Ofidioglota."

Sylarana se mexeu preguiçosamente em seu ombro. "Ele não aguenta isso", ela disse. "Ele nunca olha para mim."

Você está debaixo de minhas vestes agora, Harry indicou.

"Isso não é desculpa."

Harry olhou para cima e se surpreendeu com a expressão enojada na face de seu irmão. Harry balançou a cabeça. "Ela realmente é tão diferente das criaturas mágicas que você vai ver com Hagrid?" ele perguntou para Connor.

"Sim", xingou Connor, cruzando os braços. "Eles não são cobras."

Harry rodou os olhos. "Eu acho que nós deveríamos ver o que Hagrid diz sobre ela. Eu sei que você visita ele nos sábados. Você vai lá? Eu posso ir com você? Eu acho que está na hora de eu conhecer ele melhor, e lhe agradecer por ter me trazido de volta no último ano."

Connor acenou a ele, parecendo confunso. "Eu vou ficar muito tempo. O Banquete de Dia das Bruxas é hoje à noite, você sabe. Mas eu disse que eu o visitaria. E-bem, ele provavelmente gostaria de dar uma olhada em uma versão real daquela coisa", ele disse, olhando ao braço que Sylarana não estava encaracolada, uma expressão de desgosto torcendo sua boca.

"Ele gostaria de ver uma verdadeira Locusta morder?" Sylarana perguntou. "Isso pode ser arranjado."

Harry deu a seu próprio ombro um tapa fraco para calá-la, e então acenou a Connor. "Me deixe trocar de roupa, e então - "

"Harry! "

Harry virou em surpresa. Ele não tinha visto Draco assistindo a pratica de Quadribol, mas evidentemente ele tinha estado lá, e agora ele estava correndo pelo campo para eles, parecendo bagunçado quanto se ele tivesse estado voando. Ele parou ao lado de Harry e deu a Connor um olhar frio, como se perguntando, O que você está fazendo aqui?

Connor crispou seu lábio. "Malfoy", ele disse.

"Draco", disse Harry. "Eu não vou demorar. Eu te verei no Banquete."

"Que comitê de boas-vindas", Draco falou, seus olhos semi-serrados e toda sua atenção em Connor. "É tarde de sábado, e eu não passei nada do dia com meu melhor amigo." Aqui, o relance dele voltou a Harry, rápido. "Eu não quero falar com você só no Banquete, Harry. Eu queria jogar Snap Explosivo com você esta tarde. E falar sobre suas lições privadas com Professor Snape", ele somou, como uma advertência, supôs Harry, que ele não deixaria Harry escapar mais tempo.

Harry ainda não tinha explicado o que tinha o possuído a Draco, e assim não tinha explicado por que as lições de Oclumência eram necessárias. Ele não queria, também. O pai de Draco tinha sido um Comensal da Morte. Era possível que ele ainda estava obedecendo os comandos de Voldemort, em qualquer forma que o Lord das Trevas pudesse enviá-los, e ele estar em posse do diário provava isso. Harry não ia fazer Draco escolher entre sua família e Harry. Acabaria acontecendo de qualquer maneira, claro, se Draco teimasse em ficar amigo dele, entretanto a Guerra começaria, Harry lutaria ao lado de Connor, e Draco escolheria os Malfoy com uma consciência limpa. Não ia acontecer isso, quando Draco se sentisse horrorizado ao que Lucius tinha feito, e dividido entre seu amigo e sua família.

Harry não tinha certeza de como ele evitaria as perguntas de Draco, mas com sorte ele não precisaria, agora. "Eu vou tomar um banho e então visitar Hagrid com Connor, Draco", ele disse. "Eu prometi. Eu tenho que agradecer a Hagrid o que ele fez por mim depois do encontro com Voldemort ano passado." Ele notou com diversão privada que Draco ainda vacilava ao nome do Lord das Trevas. "Eu verei você no Banquete."

"Não, você não vai," disse Draco.

"Vai passar a noite amuado em seus quartos? " Connor escarneceu.

Draco não respondeu a ele, mas lhe deu um olhar tão frio e penetrante que o sorriso de Connor enfraqueceu e Harry sentiu uma cobra de intranqüilidade se enrrolar em sua barriga.

"Outra cobra? " Sylarana se mexeu no ombro dele. "Onde? Você é meu humano. Não esqueça disso."

Era uma metáfora, Harry explicou, e então olhou para Draco. "Você quer explicar o que você quis dizer?"

"Eu irei com você visitar Hagrid", Draco anunciou arrogantemente.

"Eu-mas você não pode! " Connor disse. Ele estava cuspindo quando ele disse isto, e Harry estremeceu e ficou feliz que não havia nenhum aliado em potencial por perto para ver Connor assim. "Hagrid não gosta de você! "

"Ele nunca me conheceu", disse Draco, com frialdade aristocrática.

"Você é um Malfoy", disse Connor. "Éimpossível gostar de vocês."

"A influência de meu pai no Ministério prova o contrário." Draco crispou seus lábios em um sorriso presumido. "Tanto quanto minha amizade com Harry." Ele se moveu para o lado até que seu ombro bateu no de Harry.

Connor olhou nos olhos de Harry. Harry suspirou. "Você pode me dar alguns minutos?" ele perguntou.

Connor acenou. "Você precisaria deles para tomar banho, de qualquer maneira", ele disse, ainda encarando Draco. "Eu estarei esperando por você na borda do Campo." Ele virou e se afastou, balançando a cabeça.

"Não comece, Harry," disse Draco, antes de que Harry pudesse tentar persuadí-lo a não ir. "Você passou as primeiras três semanas de aula me ignorando, e agora você quer passar mais tempo com seu irmão do que comigo. Não." A face dele estava teimosa, e mal-humorada. Harry deixou sair um pequeno sibilo.

"Se você insiste - "

"Sim."

Harry rodou os olhos. "Espere aqui, então", ele disse, e entrou para tomar banho.

"Ela é bonita, Harry," disse Hagrid apreciativamente, acariciando as escamas de Sylarana. Ele parecia mal estar se aguentando para apanhar e abraçar a Locusta, para a surpresa de Harry. Realmente parecia que Hagrid amava criaturas mágicas, não importa quão perigosas, não importa quão imprevisíveis. O meio-gigante olhou para cima, radiante. "O que ela diz sobre mim?"

"Que é melhor ele não parar de fazer isso," disse Sylarana, arqueando, quando Hagrid a acariciou atrás da cabeça.

"Ela realmente gosta de ser acariciada," disse Harry, sentindo um senso de irrealismo sobre si. Ele nunca tinha tocado Sylarana tanto quanto Hagrid, e assistir sua Locusta se entrelaçar ao redor das mãos de outra pessoa com aquele tipo de entusiasmo, e nenhum sinal de morder, deixava as coisas estranhas.

Até mais estranho era o fato de que Connor e Draco tinham estado na casa de Hagrid durante meia hora, tomando um gole de chá e mastigando biscoitos quase tão duros quanto pedras, e não tinham ainda puxado suas varinhas um para o outro. Oh, alguns momentos eles chegaram perto disto, quando Draco fez uma observação sobre costumes de bruxos puro sangue e a absolutamente vergonhosa falta deles na Casa Grifinória, ou quando Connor murmurou algo sobre Narcissa Malfoy precisar ser esfregada por dentro e por fora para ser livrada da mancha da magia das Trevas. Mas até então eles estavam indo…

Bem, Harry pensou firmemente. Isto está indo bem.

"Hagrid", ele disse novamente, "eu gostaria de lhe agradecer por ter me trazido de volta a Hogwarts ano passado - "

Hagrid acenou uma mão a ele, ruborizando, mais uma vez não deixando Harry completar corretamente seu agradecimento. A outra mão permaneceu ocupada com Sylarana que agora proferia o tipo de sibilo que Harry só tinha ouvido no passado quando ele se oferecia para deixá-la morder algo. "Não seja tolo, Harry. Você é irmão de Connor. E você estava doente." Ele se apoiou adiante abruptamente e perscrutou Harry. "De qualquer maneira, no que você se meteu? Eu nunca tive a chance de perguntar."

Harry tossiu um pouco. Connor tinha contado para Hagrid sobre Você-Sabe-Quem, como Hagrid havia contado, mas não que Harry tinha recebido o Crucio pela varinha de Quirrell. Harry não achava que ele tinha conseguido ouvir a maldição através do feitiço de gaiola de Voldemort. E Harry não tinha contado para ninguém, também. Era suficiente Snape saber, e ele ter usado a fraqueza que a maldição inspirou naquela noite para dar a Harry Veritaserum…

Ele pegou a raiva que a memória trouxe e lançou-a na caixa com facilidade praticada. A caixa tinha vindo a calhar nas últimas semanas, lhe permitindo passar pelas lições de Oclumência e pelas vezes que ele tinha vontade de ficar bravo com seu irmão ou Rony.

Havia outra razão que ele não contaria para ninguém, ele pensou, olhando para cima, e pegando o intenso olhar de Draco pelo canto de seu olho. Draco exageraria, se ele soubesse. Talvez Connor também, entretanto ele era mais prático com coisas como estas; aconteceu e já passou, ele diria. Draco parecia nunca entender aquela parte.

"Um feitiço da varinha de Você-Sabe-Quem," ele disse, evitando o nome de Voldemort em deferência a sensibilidade de Hagrid. "Eu não tenho certeza do que era."

"Claro que você não tem," disse Draco ao seu lado.

Harry luziu a ele. Draco não vacilou, e não piscou também. Harry desviou o olhar. Draco estava lhe aborrecendo ultimamente. Ele queria passar tempo demais com Harry, e Harry já não acreditava que era somente para mantê-lo longe de Connor. Entretanto, aquilo deixava o problema de qual era o verdadeiro motivo. Não podia ser verdadeira amizade, Harry pensou, até mesmo se Draco pensasse que fosse, porque isso significaria que Draco teria dificuldade de se separar de Harry quando estivesse na hora e se reunir a família dele. Ele não entendia em geral o comportamento dos Sonserinos, claro, mas Draco era o pior deles.

"Ah, bem," disse Hagrid, com um suspiro. "Eu fico feliz por você estar bem agora, Harry. E você também, Connor," Então ele olhou para baixo, e um sorriso pateta se alargou por sua face. "A Locusta bonita gostaria de alguns ovos?" ele sussurrou a ela.

"Diga para ele que a Locusta bonita realmente gostaria de alguns ovos," Sylarana instruiu Harry, se mexendo de forma que a luz do sol que vinha fracamente da janela de Hagrid refletiria em suas escamas. "Diga exatamente isso."

Harry balançou a cabeça e falou exatamente o que ela disse, determinadamente não olhando para Connor e Draco de novo. Pelo menos a tarde foi um sucesso para os dois, ele pensou.

Harry acelerou um pouco quando eles se aproximaram de Hogwarts. Connor e Draco tinham começado a brigar no caminho devolta da cabana de Hagrid, e estava ficando mais alto e mais aborrecedor a cada instante. Que eles só estavam brigando por causa dele só aumentava o aborrecimento de Harry. Ele não entendia por que eles fariam isso. Ele tinha deixado claro sua posição com eles-Connor primeiro, Draco segundo; Connor seu irmão, Draco seu amigo; Connor sua família, Draco seu companheiro de Casa. Harry tinha dito exatamente isso em mais de uma ocasião. Draco tinha parecido aceitar isto quando eles fizeram as pazes depois de sua briga em setembro.

E agora, isto.

"Mas ele realmente deveria ter ficado em Grifinória", Connor estava dizendo. "Todo mundo sabe isso."

"Alguém esqueceu de dizer para o Chapéu Seletor," disse Draco, sua voz afetada. "E para o Diretor Dumbledore. E para o Professor Snape. E pra mim. E - "

"Que seja, Malfoy," disse Connor. Harry não precisou olhar atrás para saber que ele estaria balançando a mão, como ele sempre fazia quando queria parar o que pensava ser uma linha estúpida de argumento. "Eu vi a vassoura que seus pais compraram para Harry hoje. Você realmente acha que isso faráalguma diferença na partida da semana que vem?"

"Claro que vai," disse Draco. "Mas não foi por isso que eles compraram ela, seu pirralho meio sangue. Eles compraram ela para Harry porque ele é meu amigo, e porque era aniversário dele, também, não só seu."

"Eu só queria saber quanto tempo mais ele deveria ficar seu amigo," Connor disse, e abaixou sua voz. Harry, parando perto das portas de Hogwarts, olhou atrás com irritação. Connor estava com sua face perto da de Draco. Enquanto Harry assistia, ele sussurrou, "Você sabe que ele deixaria de ser seu amigo se eu lhe pedisse."

Os olhos de Draco alargaram, e por um momento ele parecia não saber o que fazer. Então ele puxou sua varinha.

Harry rosnou e correu para eles, ignorando as reclamações de Sylarana quando ela foi empurrada. Connor estava com sua varinha na mão, também, mas por sorte, Harry se arremessou entre eles antes de qualquer um poder lançar um feitiço. Ele pôs suas costas para seu gêmeo. Ele confiava em Connor para não fazer algo furtivo atrás dele mais do que ele confiou em Draco.

"Vocês dois estão agindo como primeiro-anistas", ele disse, sua raiva quase o sufocando. Ele pensou em pôr a raiva na caixa, mas não achou que podia. Ao invés disso ele tinha que cuspir tudo fora. Se nada mais pudesse, isso poderia lhes ajudar a entender os conceitos simples que eles se recusavam a entender até agora. "Ou bebês brigando por um brinquedo." Ele lançou um relance a Connor, que corou. Ele particularmente odiava ser chamado de mais novo do que ele era, uma razão que Harry tinha escolhido esta linha de argumentos. Harry olhou de novo para Draco, cuja face estava queimando com fúria e que ainda tinha sua varinha levantada. "Eu disse que eu era seu amigo," disse Harry. "Eu quis dizer isto. E eu disse que Connor era meu irmão, e eu quis dizer isto. Que parte desta droga vocês não entendem?"

Sua raiva o deixou ofegante. Ele balançou a cabeça. Ele tinha que se tranquilizar, ou ele diria algo que ele realmente lamentaria.

Ele socou esta raiva na caixa, também, e suspirou quando isso clareou sua cabeça. Ele olhou de novo para Connor, e achou as bochechas de seu irmão até mesmo mais coradas. Ele abriu sua boca para falar.

Harry balançou sua cabeça novamente. "Eu não quero ouvir," ele disse. "Eu sou seu irmão, Connor, e isso nunca vai mudar. Você sabe disto, então pare de agir como um idiota perto de mim." Ele olhou para Draco. "E Draco, eu sou seu amigo. Nós superamos isto antes. Você sabe as limitações e as necessidades de nossa amizade. Eu alguma vez menti para você sobre isso? " ele somou quietamente.

Draco abaixou sua varinha e esfregou a face com uma mão. "Não", ele sussurrou. "Mas, Harry - "

Harry deu um leve passo adiante. Connor estaria bem, e assim não lhe custaria nada se Harry escutasse Draco agora. "Sim?" ele perguntou.

Ele nunca conseguiu descobrir o que Draco tinha a dizer- ao menos não naquele momento -porque alguém veio voandoda escola gritando seus pulmões fora. "Malfoy!"

Harry virou. Era Rony, e ele tinha sua varinha na mão e apontada para Draco. Com um pequeno gemido, Harry se moveu, de forma que ele ficaria entre Draco e qualquer coisa que o amigo enfurecido de Connor pudesse lançar.

"Algo errado, Weasley?"

Harry fez uma careta ao tom na voz de Draco. Isto não era nada parecido com a inimizade que Draco tinha por Connor. Era ódio de puro sangues. Qualquer disputa os Malfoy e os Weasley- e nenhum dos livros de história que Harry tinha lido explicava as origens desta disputa -ambas famílias estavam alimentando e estavam encorajando isto.

Então Harry olhou na face vermelha, manchada de lagrimas de Rony, e pensou que sabia o que estava errado. Era quase certo que este round tinha ido para os Malfoy.

"Você quer saber o que está errado, Malfoy?" Rony berrou, parando alguns pés de Harry. "Você quer saber o que está errado?" Ele estava respirando com dificuldade agora, e sua mão estava tão apertada na varinha que Harry temia que ela poderia quebrar. "Seu pai fez o meu ser demitido!" Rony gritou afinal. "Esta é a merda que está errada!"

"Rony!"

Harry balançou a cabeça quando Hermione veio correndo pelas portas. Ele não achava que ela poderia intervir desta vez. Ele só esperava que não chegasse ao ponto dos feitiços.

"Rony," ele começou ternamente, "se você pensar nisto, foi culpa de Lucius. Ele deve ter -"

Ron não estava escutando. "Tarantallegra!" ele gritou, e o feitiço voou de sua varinha para Draco.

Harry levantou uma mão. "Haurio!" ele disse, sem muito tempo para tomar a decisão. Ele não podia usar oProtego; ele refletiria o feitiço direto para Rony, e não havia nenhum professor por perto para proteger os estudantes dos efeitos dos feitiços desta vez.

Uma proteção verde escura se formou rapidamente em sua palma e se expandiu. A luz do feitiço de Rony bateu nela e desapareceu. Harry soltou sua respiração. Haurio funcionou como tinha lido, absorvendo o feitiço em vez de devolvê-lo.

Rony não lhe deu muito tempo para se felicitar. "Petrificus Totalus!" ele tentou, e a Maldição do Corpo Preso também foi devorada pela proteção de Harry. Ron xingou. "Baixe a proteção, Harry!" ele gritou. "Deixe eu me entender com ele!"

"Não", Harry disse, e então sentiu um movimento leve atrás dele. "Draco, se você lançar um feitiço nele, eu baixarei a proteção, e então eu mesmo lhe enfeitiçarei," ele somou.

Draco parou de se mover. Harry olhou para trás brevemente para ter certeza que ele estava bem, e achou Draco, esquisitamente, sorrindo para ele.

"Meu herói," ele disse.

Harry rodou seus olhos e virou para Rony. Rony estava apontando sua varinha, mas Harry viu algo que ele não viu e relaxou.

"Expelliarmus!"

A varinha de Ron planou pelo ar e parou firmemente na mão de Hermione. Rony girou. "Hermione!" ele gritou, sua raiva parecendo mudar de direção. "Você deveria - "

"Se acalme, Rony," disse Hermione. Ela parou ao lado dele, arquejando. Harry a imaginou perseguindo Rony todo o caminho desde a Torre de Grifinória e estremeceu. "Vai ficar tudo bem," ela somou suavemente, esfregando as costas de Rony. "Nós podemos ir falar com Professor Dumbledore. Eu tenho certeza que ele vai - "

"Harry."

Harry virou sua cabeça abruptamente. Connor não tinha dito nada durante a batalha, e Harry tinha pensado que ele ficaria contente em deixar Rony e Draco lutar - ou não, como poderia ser o caso. Agora, entretanto, ele tomava a dianteira. Sua face estava resoluta, e Harry tremeu à expressão nela. Distantemente, ele supôs que era uma expressão que ele havia querido que seu gêmeo usasse: uma de consciência de poder e compostura. Ele estava vendo quanto ele era capaz de comandar alguém, porque ele era o Menino Que Sobreviveu. Ele precisaria se acostumar a comandar se ele fosse salvar e conduzir o Mundo Bruxo.

Harry realmente, realmente desejava que Connor não tivesse decidido estar no comando agora.

"Harry", disse Connor. "Saia do caminho e deixe-o para Rony. O que o pai de Malfoy fez ao pai de Ron foi horrível. Você tem que entender isso."

Harry fechou seus olhos. Ele sentiu o toque da mão de Draco em seu ombro. Onde estão os monitores quando nós precisamos deles? Harry pensou. Onde estão os professores?

Provavelmente se preparando para o Banquete do Dia das Bruxas, claro. Harry saber a resposta não o confortou muito.

"Eu entendo isso", ele sussurrou. "Mas, Connor, eu não posso. Rony machucaria ele. Ou Draco machucaria Rony. Ou eles machucariam um ao outro. Eu não quero ninguém se machuque." Ele não ousou abrir os olhos e olhar novamente para Connor.

"Harry, olhe pra mim."

Merda.

Harry conseguiu forçar sua cabeça a levantar e seus olhos a abrirem. A mão de Draco apertava agora seu ombro, e Sylarana estava calada. Então ela disse, na mente de Harry, Eu vou matar ele. A voz dela estava quieta e firme.

Não! Harry disse, mas ele não pôde pensar mais do que isso. Ele foi pego pelo olhar nos olhos de Connor. Amor e lealdade, sim, mas também havia lá algo diferente, como se Connor estivesse realmente vendo Harry pela primeira vez.

"Harry", disse Connor suavemente, "se você realmente acha que deveria ter sido um Grifinório, saia do caminho. Esta é uma vingança Grifinória. Você tem que entender isso. E Draco pegou a varinha primeiro."

"Connor, nós não deveriamos usar magia uns nos outros fora das aulas!" Hermione tentou intervir.

Connor elevou uma mão. "Bem, Harry?" ele perguntou, tranqüilo e implacável. "O que você acha? Vocêdeveria ter sido um Grifinório?"

Harry estava respirando rapidamente, seus pensamentos quase sendo pegos novamente em uma tempestade. Se Connor disse algo sobre ele, era verdade. Ele sabia disso. Ele tinha usado isto para se ressegurar ano passado e neste, quando Connor tinha dito que ele não podia ser mau por ter sido selecionado em Slytherin ou por ser Ofidioglota. Ele se agarrava a isto.

Se Connor disse que ele deveria sair do caminho ou isso provaria que ele realmente não era Grifinório -

E se Connor disse que ser um Grifinório, apenas sendo selecionado por engano na Casa errada, significava que ele ainda era bom -

Harry quis correr e gritar e vômitar. Claro, um desses envolveria sair do caminho, um envolveria se baixar, e ele achava que não poderia parar se começasse a gritar agora.

Mas ele ficou lá. E não era esta realmente sua escolha, afinal de contas, feita e proclamada ao ar livre, onde qualquer um pudesse ver?

Ele levantou os olhos em tempo para ver Connor acenar a cabeça, uma vez. Os olhos dele estavam cortantes com traição quando ele encarou Harry.

"O Chapéu Seletor não estava errado afinal de contas," ele disse, e então se virou e caminhou para Rony, o escoltando devolta para Hogwarts. Ele não se virou, nem mesmo quando Harry tentou chamá-lo, em uma voz rouca, estrangulada que não parecia a dele.

Hermione demorou por um momento, olhando para Harry e mordendo seu lábio. Harry pensou que ela estava tentando decidir o que dizer, sem fazer parecer que ela simpatizava com Draco ou estava traindo Connor.

No fim, ela balançou sua cabeça e sussurrou fracamente, "Ele não quis dizer isto", e correu devolta para Hogwarts atrás de Rony e Connor.

Harry fechou os olhos e ficou parado, corpo enrijecido como se fosse absorver um soco. Ele tinha que ver isto em perspectiva. Eletinha que tentar se falar que só porque ele havia tido uma briga com Connor não significava que ele tinha desobedecido seu gêmeo ou tinha se voltado contra ele. Às vezes ele tinha tido que discordar com ele, no passado, quando Connor estava errado, como ano passado quando ele tinha insultado Hermione no Dia das Bruxas, e Draco no Expresso de Hogwarts.

Ele tinha visto aqueles olhos castanhos cheios de vergonha antes, ele discutiu consigo.

Mas nunca traição.

Ele tinha feito coisas que Connor não queria que ele fizesse antes, quando Connor estava errado.

Mas sempre, antes, ele soube imediatamente que ele estava errado.

Harry abaixou a cabeça e respirou fundo. Ele pulou quando um par de braços envolveram-o em um abraço feroz. Finalmente, ele deixou a proteção Haurio sumir e virou para Draco.

"Meu herói", disse Draco. "Eu quis dizer isso, Harry. Obrigado."

Harry acenou. Ele não achou que poderia falar. Por sorte, Draco pareceu entender isso.

"Você quer ir para o Banquete? " ele sussurrou.

Harry balançou a cabeça. Draco suspirou. "Eu o escoltarei para as masmorras, então", ele disse. "E nós conversaremos depois que você dormir um pouco."

Harry virou cegamente para a sala comunal de Sonserina, o braço de Draco ao redor de seus ombros. Ele queria dormir, ele pensou. Ele esperou por Sylarana para fazer um comentário.

"Eu quero ele morto," Sylarana disse.

Você não pode, disse Harry. Isso me deixaria pior.

"Eu sei," disse Sylarana. "Eu não prometi que eu ia matá-lo. Eu disse que eu desejo."

Harry pensou em questioná-la naquele ponto, mas no fim, deixou passar. Eles passaram pela sala comunal de Sonserina e foram até o dormitório deles, atraindo não mais do que alguns olhares curiosos. Draco empurrou Harry na cama e pairou em cima dele por um momento.

"Eu vou para o Banquete," ele sussurrou. "Eu contarei para os outros o que aconteceu."

Harry abriu os olhos e luziu a ele, tanto quanto ele podia na luz escura de uma cama com cortinas quase fechadas. "Não enfeitice Rony."

Draco só acenou, olhos cinzas solenes. "Não vou, Harry." A mão dele desceu, alisando o ombro de Harry e enroscando brevemente no cabelo dele. Então ele correu as cortinas suavemente e saiu do quarto.

Harry ficou onde ele estava, respirando, por um momento. Sylarana rastejou para fora e se encaracolou no peito dele.

"Você pode chorar?" ela perguntou. "Eu acho que faria você se sentir melhor."

"Eu não posso dispor disso," Harry murmurou, e se preparou para o longo processo de comprimir toda a angústia, toda a dor, todo o esgotamento, e os pôr na caixa.

Harry piscou e despertou. Ele não sabia quanto tempo tinha passado, mas julgando pelo estado que seu corpo estava, ele tinha dormido sem se mover durante muito tempo. Em seu peito, Sylarana sibilava para ele.

"Eu não sabia que você podia fazer isso," ela disse.

"Fazer o que?" Harry perguntou enquanto se esticava. Ele tinha que admitir, ele se sentia renovado, mais do que ele normalmente se sentia depois de uma sessão com a caixa. Isso deixava ele funcionar, mas não lhe devolveu sua força.

"Me fazer dormir assim," disse Sylarana, arqueando seu pescoço. "Eu admito, eu precisava disto, mas sou eu quem influencia seus pensamentos. Não o contrário."

Harry acariciou o pescoço dela preguiçosamente. "Você quer ver o que restou do Banquete? Ou nós podemos ir para a cozinha implorar comida aos elfos domésticos se você quiser." Sylarana tinha descoberto o caminho para a cozinha na segunda semana de escola.

"Vamos," disse Sylarana. Ela deslizou para baixo do suéter dele, e Harry levantou, alisando seu cabelo tanto quanto era possível. Ele queria saber se pôr Sylarana para dormir tinha sido parte da razão dele ter dormido tão bem. Ele realmente estava precisado descansar.

Sua mente voltou à briga quando ele saiu da sala comunal de Sonserina, mas ele se forçou a pôr os fatos em perspectiva. Sim, ele tinha feito coisas que Connor tinha achado errado; e ele teria que achar seu irmão e se desculpar. Mas isso não significava que ele tinha escolhido suas submissões e tinha gravado-as em pedra. Ele brigaria com seu irmão se necessário, para fazê-lo entender isso. Ele mostraria que Ron certamente teria perdido pontos para Grifinória e ficado em detenção se ele tivesse conseguido enfeitiçar Draco. Ele diria -

Ele gelou e olhou em volta cuidadosamente. Havia uma sensação estranha no ar. Essa era a única palavra que Harry poderia pensar para descrever isto. Era como uma mistura de Magia das Trevas e um poderoso cheiro de terra.

"Eu senti isto", Sylarana sibilou, e mais uma vez, não havia humor na voz dela. "Escada acima."

Harry se apressou. Ele tinha alcançado o segundo andar quando Sylarana mostrou sua cabeça por debaixo da manga dele, balançando como uma bússola. "À esquerda."

Harry virou. Então parou, lutando para não gritar.

Ele estava perto do banheiro das meninas, bem em frente a uma volumosa poça de água. Sobre ele, na pedra, letras cor de sangue declaravam,: A Câmara Secreta foi aberta. Inimigos do Herdeiro, tomem cuidado!

Ao lado da poça, logo abaixo da escrita, estava o corpo imóvel de Luna Lovegood.