Capítulo 10
Um adeus que rompe corações
Os três saíram ao corredor onde a gente corria desesperada, os visitantes se preocupavam por seus familiares hospitalizados e se apostavam na entrada de suas salas enquanto outros se organizavam com medimagos e enfermeiras para ir em defesa do hospital.
Harry aferrou a seu bebê contra seu peito, arquejou assustado apalpando-se os bolsos de seu pijama em busca de sua varinha sem importar que já sabia que não a levava consigo.
— Minha varinha! —implorou desesperado, um numeroso grupo de comensais acercavam-se com rapidez. — Onde está minha varinha?
Severus escutou lhe, mas não teve tempo de lhe responder ao se dedicar por completo a repelir algumas maldições que iam contra eles. Um raio escuro passou demasiado perto pelo que precisou saltar longe para poder esquiva-lo e seu coração deu um viro ao ver a Harry arrinconar-se contra uma parede enquanto continuava protegendo a seu filho com seu próprio corpo se estremecendo de horror ante o perigo que corria.
Conseguiu desfazer de um par de comensais que corriam para Harry com suas varinhas ameaçantes, mas por mais que tentava lhe era demasiado difícil poder se acercar a ele. Buscou a Hermione com a mirada, ela estava a menos distância e lutava com todas suas forças, o fazia bastante bem apesar de seus problemas.
— Granger, ajude a Potter! —gritou-lhe exasperado.
Hermione escutou lhe e assentiu, tentou acercar-se mais a seu amigo, mas um descuido fazer sair expulsada para a parede contrária.
Severus grunhiu, era demasiada má sorte. Viu como um comensal apareceu junto a Harry, já não podia fazer nada pelo defender, um calor frio lhe percorreu as costas enquanto impedia que o resto continuasse se acercando. Harry gritou quando o estranho tentou arrebatar a seu filho. O menino chorou e Severus quis correr para eles sem lhe importar baixar sua própria guarda.
Harry conseguiu a base de patadas e mordidas que o comensal não ficasse com o bebê.
— Está bem, Potter? —perguntou Severus chegando até ele.
— Não, não o estou! —bramou sem deixar de tremer e estreitar mais a seu filho contra seu peito. — Onde está minha maldita varinha?!
Foi então que ambos consertaram em Hermione, ao que parece não tinham visto quando conseguiu recuperar do ataque, ela saía nesse momento da habitação de Harry e levava sua varinha na mão.
— Pegue-a! —gritou-lhe arrojando-lhe desde o outro extremo do corredor, já não podia se acercar mais, tinham que continuar refreando aos comensais.
Harry conseguiu pegar sua varinha, mas quando quis se unir a Severus e Hermione na luta, só conseguiu o aparecimento de indefesas faíscas de cores que provocaram o riso dos comensais. Nem nas classes mais desastrosas de Oclumência Severus tinha visto em Harry tão expressão de frustração, seus olhos verdes retinham lágrimas de ira e medo enquanto retrocedia sem deixar de cobrir a seu bebê.
Isso foi mais do que pôde suportar, se embravecia pela debocha e a ofensa. Ele também não recordava tanta fúria em seu coração, não ia permitir que ninguém ousasse humilhar a Harry Potter, e toda essa coragem lhe ajudou a se desfazer de quase média dúzia de comensais em poucos segundos. No entanto continuavam chegando pelo fundo do corredor.
Foi então que outro estrondo soou. Severus reagiu a tempo para arrojar-se contra Harry e apartá-lo de um derrube. Por vários segundos não viram nada devido ao pó acumulado no ambiente, Severus só escutava a respiração agitada de Harry que não sabia que fazer para que seu bebê não se asfixiasse.
Com um feitiço Severus conseguiu aplacar a nuvem e então viu a Hermione parada em frente a eles, compreendeu que tinha sido sua aluna quem derrubasse o teto e dessa forma conseguiu pôr uma barricada que lhes mantinha a salvo, pelo menos temporariamente.
— Leve ao bebê, Professor. —pediu-lhe Harry colocando em seus braços.
— Não posso me ir e os deixar sozinhos, sua magia ainda não se estabiliza, Potter.
— Eu não importo! —exclamou desesperado. — Pelo que mais queira, você é o único que pode o sacar de aqui, lhe suplico, Professor! Salve a meu filho!
Severus quase tinha-se esquecido de respirar, era um tormento saber que o bebê corria demasiado perigo, mas era um tormento igual o pensar em se marchar e deixar a Harry sem proteção. Sentia seu coração romper-se em mil pedaços. Instintivamente abraçou a seu aluno tentando não lastimar ao bebê, Harry lhe correspondeu ao abraço por uns segundos ao todo silêncio. Severus sentia que essa despedida poderia ser para sempre se Harry não conseguia sair vivo desse lugar, mas não tinha nenhuma dúvida, o único que seu aluno pensava que valia a pena era assegurar a vida de seu filho.
— Não podemos perder tempo —incitou Harry se separando. — Não posso me ir com vocês, devo os distrair, por favor, você o tire daqui, e o entregue aos Bristow. Diga-lhes que têm que se ir já.
Severus duvidou, mas ao cabo de uns poucos segundos tomou ar para assentir. Harry sorriu-lhe agradecido, e com macieza despejo o rosto de seu bebê para beija-lo na testa enquanto lhe sussurrava "Amo-te, e agora te dou o melhor presente que eu nunca tive: uma vida normal"
Suspirou e junto com Hermione abriram um boquete na parede de uma habitação desocupada, a magia de Harry conseguiu funcionar ainda que continuava sendo débil e errática. Chegaram a outro corredor que luzia despejado e então voltaram a cruzar mirada dantes de se despedir em silêncio. Hermione e Harry saíram correndo para sua direita onde ao final do corredor se vislumbrava mais briga, aí se uniram à equipe de medimagos, que, se não eram experientes em combates, estavam conseguindo defender o melhor possível seu lugar de trabalho.
Severus viu-lhes marchar-se. Pressionava-lhe notar a perturbação de Hermione e a convalescência de Harry, nenhum dos dois estava em condições de brigar ao máximo. Enviou seu Patronos pedindo ajuda, não podia dar ele mesmo, em seus braços tinha a mais importante das missões.
Girou sobre seus talones estudando a seu ao redor, as barreiras de San Mungo eram fortes, de modo que os comensais deviam ter entrado pela porta principal. Um verdadeiro descaro. Sua única oportunidade era encontrar uma lareira.
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Severus conseguiu. Teve que deixar fora de combate a um par de comensais que se cruzaram em seu caminho, e enganar a outros mais, correr o mais rápido que lhe permitiram suas pernas, e conseguir assim atingir o escritório do Diretor do hospital, a qual se encontrava já quase totalmente destruída. Três comensais prosseguiam-lhe e literalmente teve que se arrojar à lareira para poder fugir com seu bebê.
Não foi diretamente ao colégio, tivesse sido um grande erro lhes deixar livre o caminho, de modo que marchou para Diagonal aparecendo na livraria, saiu apressado antes de que lhe vissem e se misturou entre a gente. O bebê já não chorava e Severus lhe escutou só soluçar suavemente.
"Deve ter fome" Supôs preocupado, ele não tinha ideia de como o alimentar nem de onde obter leite para acalmar sua necessidade. Apressou seu passo até encontrar-se em um beco solitário, desapareceu-se e apareceu em uma rua de Londres muggle. A vida decorria aí com toda normalidade de modo que por fim pôde respirar um pouco mais tranquilo.
Buscou uma farmácia onde a vendedora lhe ajudou a eleger o leite adequado e os biberões necessários para lhe dar de comer, e depois entrou a uma cafeteria, não tinha muita gente, mas aqueles que estavam lhe olhavam com desconfiança. Soube que não poderia ficar a alimentar ao menino, um homem com uma capa escura cheia de pó e fuligem e com um recém nascido em seus braços era demasiado suspeito, com só ver aos comensais soube que estavam por chamar à polícia.
Não lhe preocupava lutar contra eles, podia os vencer sem dificultar, mas não devia seguir chamando a atenção. Saiu com o bebê em seus braços caminhando até conseguir dar com um lugar apropriado para desaparecer-se, fazer em mais três ocasiões até chegar por fim à casa dos Bristow.
Assim que eles lhe viram souberam que o momento tinha chegado. Severus não demonstrou a grande dificuldade que teve para separar do bebê, o pôs suavemente em braços de Eloise quem lhe recebeu com lágrimas de felicidade.
— Devem alimentá-lo de imediato, não tive tempo do fazer. —disse-lhes enquanto entregava-lhe os biberões e o leite, Natalie ocupou-se de prepará-lo todo ao mesmo tempo que Edward e Leonard já se dedicavam a juntar sua escassa bagagem.
— Nos iremos agora mesmo. —informou-lhe Eloise. — Natalie conseguiu-nos um translador para o Brasil, mas não ficaremos aí, quer ver nossos planos, Professor?
Severus assentiu, não era o que tinham lembrado, Harry não tinha pedido saber onde estava o bebê, sua renúncia era total, no entanto não pôde se resistir. Viu na mente de Eloise que já tinham novas identidades, as conheceu e as memorizou, iriam a Brasil por um par de dias. Severus aprovou o refúgio que lhe mostrou a jovem loira, e depois soube que se mudariam a Austrália onde tinham comprado uma propriedade no campo.
— Está de acordo, Professor?
— Sim, parece-me que é o melhor. Só lhes peço que tenham a maior precaução, têm atacado St. Mungo. É óbvio que estão em busca do bebê, mas ninguém sabe de vocês até agora, tentem que siga sendo assim.
— O faremos.
Natalie voltou com o biberão já com o leite preparado e Eloise começou a alimentar ao bebê com tanto carinho como o faria uma verdadeira mãe.
— Escutem. —pediu-lhes Severus. — Sei que Potter não considera conveniente nenhuma comunicação, mas não me sentiria seguro sem saber se têm chegado sãos e salvos a seu destino.
Edward e Leonard trocaram uma mirada, e o primeiro foi quem animou-se a falar após uns segundos. Sacou de seu bolso um anel escuro com uma pedra pequena em forma triangular em seu centro e ofereceu-a ao Professor.
— Nós o falamos e achamos que é justa sua petição, não nos atrevíamos à mencionar mas queríamos lhe dar isto, Professor. —disse-lhe formalmente. — Passará desapercebido para os demais que acharão que é só uma aliança comum e corrente, mas a pedra, enquanto não mude a vermelho, quer dizer que tudo está bem.
Severus assentiu colocando em seu dedo e sentindo-se mais reconfortado ao saber que poderia saber se o bebê realmente estava a salvo.
Respirou fundo, o momento de despedir-se tinha chegado, mas não podia o fazer, simplesmente não podia lhe dizer "adeus" a esse pequeno corpinho e continuar de pé depois. O coração se lhe romperia e não estava disposto a compartilhar essa dor com ninguém, de modo que tão só voltou a lhes pedir que o cuidassem muito e se marchou sem ver ao bebê nem uma vez mais.
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Regressou a San Mungo em busca de Harry. O ataque tinha terminado, viu a Aurores ajudando aos pacientes a voltar a suas habitações e reconstruindo os deterioro, outros levavam a alguns comensais presos mas não eram todos, compreendeu que a maioria tinha conseguido fugir.
Não encontrou a Harry, mas sim a Hermione Granger quem repousava em uma cama, Weasley estava a seu lado a abraçando com firmeza. Depois se inteiraria que a garota tinha estado a ponto de receber um Avada e nesse dia tivesse sido o último de sua existência se Ronald não tivesse chegado a tempo para a defender.
Ao vê-lo, Hermione empalideceu ainda mais. A Severus parecia-lhe que não podia ter sangue em seu corpo, estava quase translúcida, mas agora podia a compreender, seus braços já vazios tinham um desafortunado significado.
— Foi-se a Hogwarts. —disse Ronald antes de que Severus conseguisse lhe perguntar algo.
Ao invés de sua amiga, Weasley estava corado. Snape não recordava quando tinha sido a última vez que lhe falasse diretamente, mas não era importante para ele. Menos em um momento como esse.
Assentiu e deu a volta sem emitir nenhuma palavra, mas atingiu a escutar que os dois jovens soluçaram tristemente. Invejou lhes, também tinha vontade de soluçar, de gritar, ansiava se encontrar um comensal perdido entre os corredores e desquitar com ele toda a impotência e a raiva de ter que ter renunciado a ver crescer a esse bebê que, em tão só uns minutos, lhe roubou o coração.
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Ao chegar a Hogwarts foi diretamente a seu dormitório, não duvidava que aí o estaria esperando Harry. E não se equivocou. O garoto caminhava de um lado a outro com desespero pela tardança, mas o que desviou a atenção do Professor foi uma ferida sangrante no braço direito de seu aluno.
— Está ferido. —manifestou apressando-se para ele com a intenção de revisar, mas Harry se recusou.
— Está bem, não dói quase nada… e o bebê? Pôde entregá-lo aos Bristow?
— Sim, eles já devem de estar fora do país agora. Satisfeito?
Harry assentiu ignorando a ironia de Severus.
— Você o viu. —disse com firmeza—. Queriam-no a ele, me disseram. Voldemort enviou a quase todos seus comensais, acho que o único que não estava era você, e obviamente agora já não pode ser espião, meu bebê era ameaçado demasiado e sei que fiz bem o afastando daqui.
— Em Hogwarts estaria a salvo. —protestou entre dentes.
— Tão a salvo como em St. Mungo! Se todos vocês querem arriscar suas vidas por mim não posso o evitar, mas eu não penso arriscar a de meu filho! —gritou exasperado, mas em seguida forçou-se a relaxar-se. — Fiz bem, ninguém me convencerá caso contrário. A sorte não é eterna, Professor, se não tivesse sido por Dumbledore teria morrido hoje, e se não tivesse sido por você, meu filho também estaria, mas quem pode assegurar que sempre terá alguém perto para ajudar.
— De acordo, acho que já não há remédio.
— Eu sei.
— E como se sente?
— Bem. —afirmou desviando a mirada para a porta. — Devo ir-me, prometi-lhe a Dumbledore que permitiria que Madame Pomfrey revisasse minha ferida quando você voltasse.
— Posso fazê-lo eu mesmo.
— Já tem feito demasiado por mim neste dia. —disse com a voz afogada e ainda a vista fixa na porta. — Devo ir-me.
Severus notou que os olhos de Harry brilhavam de lágrimas, mas se obrigava às reter, só que já não podia lhe enganar, sua tranquilidade era falsa. No entanto, não o dobrou com mais perguntas e lhe deixou se marchar. Ele também precisava estar a sós, ainda que o silêncio de seu dormitório lhe perfurava os ouvidos. Nunca em toda sua vida tinha sentido seus braços tão nus e sem propósito na vida desde que já não resguardara baixo sua proteção ao pequeno bebê.
Quando ficou só, apertou com força os punhos. Sentia-se furioso com Harry, não queria se sentir assim, ele não tinha direito a intervir em suas decisões, mas ainda que o tivesse bem claro não conseguia resignar-se.
Precisava desquitar-se de algum modo, e fazer com todo objeto que se atravessou em seu caminho. Os candelabros, almofadas, livros e tapeceira ficaram reduzidos a escombros, tanto por suas próprias mãos como por feitiços que imaginava lançar contra Voldemort.
Finalmente conseguiu acalmar-se, nunca poderia aceitar não ter mais a esse bebê, não importava que não fosse nada seu. Já o tinha decidido, em algum dia o iria buscar e o cuidaria por sempre.
Chamaram à porta e não tinha dúvida de quem seria. Foi a abrir sem molestar-se em arranjar o estropício, queria que Potter se desse conta de que também lhe afetava sua decisão. No entanto, quando abriu a porta e se topou com esse rosto suave e afligido sua resistência decadência.
Não queria lhe seguir culpando, ele somente tinha atuado como o creu mais conveniente. O único responsável era o Senhor Tenebroso e não descansaria até lhe fazer pagar por apagar o brilho na mirada verde.
Harry mantinha uma expressão desolada, parecia cansado de lutar contra seus próprios sentimentos e agora estava aí, tremendo notoriamente enquanto se aferrava com ambas mãos ao medalhão que pendurava de seu pescoço.
— Não pude resgatar todas as fotografias. —disse entrecortadamente, abriu o relicário e aí estava a fotografia de Severus sustentando ao bebê. — Mas fiquei com a melhor… deve ser suficiente verdade?
— Como está sua ferida? —perguntou desviando a conversa.
— Já não dói. —disse olhando seu braço vendado. — Ou acho que não dói… não há espaço em mim para outra dor.
— Potter…
Harry soluçou e Severus soube que por fim tinha chegado o momento em que o garoto fizesse catarses. Fazer entrar e fechar a porta colocando feitiços de privacidade, justo a tempo. Harry lançou-se a seus braços chorando desgarradoramente.
Severus quase assustou-se de não poder o manejar, seu aluno o abraçava com tanta força que seguramente lhe provocaria hematomas, mas não importava. Seu pranto era o mais triste e desolador que tinha presenciado nunca. E pouco a pouco aumentava até que seus soluços se tornaram em verdadeiros alaridos de horror.
— NÃO POSSO MAIS! —gritou Harry puxando ar, batalhava até para respirar. — MEU BEBE; QUERO A MEU BEBE!
— Potter, podemos ir por ele…
— NÃO! —negou removendo-se feramente, estava lutando com força contra essa ansiedade de sair correndo a buscar a seu filho. — Não posso, não devo o fazer, é o melhor para ele!
— Mas, olhe-se, não vai poder o suportar.
— Eu farei! Assim seja o último que faça, vou suportar esta dor tão terrível! Ai Deus, sinto que me morro! Juro que tenho perdido minha alma… hoje tenho perdido tudo em minha vida!
Severus sentiu um doloroso nodo na garganta que foi se incrementando com a impotência de não conseguir mitigar o pranto de Harry, este parecia estar a ponto de enlouquecer em qualquer momento. Se aferrava a seu Professor como a única tabela de salvação que podia o manter sensato ante a magnitude da agonia.
— Quisesse poder fazer algo por ajudar. —murmurou Severus totalmente entristecido. Harry seguia chorando, gritando tão forte que sua garganta poderia rebentar-se em qualquer momento.
Suavemente sustentou lhe em seus braços levando à cama para que descansasse. Em muito poucas horas tinha tido um bebê, renunciado a ele, lutado em uma batalha e ser ferido na mesma… era demasiado para uma alma tão sensível e doce. Não o merecia.
Harry seguiu removendo-se ainda no cômodo leito, rosnava como feroz ferida com ferro candente, como se sua pele estivesse envolvida em lumes lacerando, lhe queimando… lhe matando.
— Ajude-me! —suplicou pendurando do pescoço de Severus, este o sentiu tremer compulsivamente, a cama também vibrava… e os lustres semidestruídas se balançavam. A lareira lançou arfadas de fogo e rajadas de vento formavam redemoinhos a sua ao redor. — Não quero pensar mais! Ajude-me a suportar esta tortura, pelo que mais queira, lhe imploro, Professor! Ajude-me!
Severus soube que tinha que fazer algo ou caso contrário, a magia descontrolada de Harry causaria graves estragos, não somente em seu meio, também nele. Tinha passado meses com esses altibaixos em sua magia, mas agora estava realmente fora de controle.
Tinha que fazer algo, e o fez…. O beijou.
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Nota tradutor:
Ainnnnnnnnnnn finalmente um beijoooo!
Vejo vocês nos reviews
Ate breve!
