Oie!
Mais um capítulo para vocês se divertirem e se encantarem ainda mais com esses dois.
Boa leitura!
Duas semanas depois Sesshoumaru e eu combinamos de nos encontrar após o trabalho, eu estava extremamente feliz. Quando saí do prédio em que trabalhava e o vi encostado na porta do carro, meu sorriso se alargou e meus passos se tornaram mais velozes, eu o abracei logo que me vi próxima o suficiente.
- Eu sabia que você conseguiria. – Ele falou correspondendo ao abraço. – Parabéns!
- Obrigada Sesshy!
Eu havia conseguido. Apresentei meu projeto aos clientes da agência e minha campanha foi aprovada, então conseguimos a tão esperada conta.
- Vamos comemorar?
- Claro! Aonde nós vamos? - Perguntei animada.
- Vamos alimentar minha publicitária que vem trabalhando tão arduamente nos últimos dias.
- Ah! Eu mereço mesmo ser muito bem alimentada. – Falei sorrindo antes de beijá-lo.
Entramos no carro e partimos pelas ruas iluminadas de Tóquio, era uma sexta-feira a noite e a cidade estava agitadíssima como sempre. Fomos em direção ao coração da cidade onde as mais refinadas lojas, restaurantes e boates estavam concentradas.
Sesshoumaru parou o carro em frente a um dos mais conhecidos e requintados restaurantes de todo o Japão. Um jovem uniformizado abriu a porta para mim e Sesshoumaru saiu pela porta do motorista entregando as chaves do carro ao manobrista. Ele pegou minha mão e me conduziu a entrada do local.
O salão principal tinha uma decoração clara, com mesas forradas com toalhas ricamente bordadas, assim como o estofado das magníficas cadeiras talhadas em madeira de lei. Na abobada central havia um imenso candelabro de cristais e nas paredes outros menores ajudavam a dar um ar romântico a iluminação do ambiente. Havia muitas pessoas ali, o restaurante parecia lotado.
Logo que entramos fomos recebidos por um senhor de meia idade muito distinto que nos sorria gentilmente. Ele se aproximou de nós e cumprimentou Sesshoumaru estendendo-lhe a mão, após fazer uma reverencia.
- Konbanwa Sesshoumaru-sama! Senhorita!
- Konbanwa Watanabe-san! Vejo que está com a casa cheia como sempre.
- Sim. Graças a Kami estamos sempre com a casa cheia, mas conservamos lugares especiais para nossos amigos. Por favor, me acompanhem.
O senhor Watanabe, que depois eu soube ser o dono do restaurante, caminhou a nossa frente indicando uma das mesas ao fundo do restaurante, em um local mais reservado. Posso jurar que ouvia murmúrios e comentários quando Sesshoumaru, ainda de mão dada comigo, passava elegantemente pelo corredor formado entre as mesas.
Ao chegarmos à mesa o senhor Watanabe gentilmente puxou a cadeira para que eu me sentasse.
- Obrigada! – Eu agradeci sorrindo.
- Não há de que. Vou pedir que lhes tragam a carta de vinhos, com licença.
- Obrigada Watanabe-san! – Sesshoumaru agradeceu, depois voltou seus olhos dourados para mim.
- E então o que achou? – Ele me perguntou.
- Esse lugar é lindo. Eu conhecia sua fama, mas nunca estive aqui.
- A reputação é devida. A comida, o ambiente e o serviço são ótimos.
- Então você tem lugar cativo aqui?
Sesshoumaru sorriu e pegou minha mão levando-a até os lábios e a beijando gentilmente.
- Meu pai é freqüentador assíduo desse local, Watanabe e ele se conhecem há muitos anos. Acho até que foi aqui que Inutaisho pediu minha mãe em casamento.
- Oh! – Eu falei maravilhada, imaginava o quão romântica teria sido a proposta. Inutaisho era um homem extremamente cortês, um gentleman com dizem os ingleses.
O garçom veio até nós com a carta de vinho e Sesshoumaru pediu champanhe. Quando este foi servido, nós brindamos.
- A você minha Rin, ao seu sucesso e a tudo o que você ainda vai conquistar. – Ele falou erguendo a fina taça de cristal ao encontro da minha.
- A nós. – Eu retribuí, olhando profundamente em seus olhos.
"Deus, eu não poderia amar mais esse homem!" Era o meu pensamento enquanto o via sorrir para mim, satisfeito com a minha conquista.
Nós desfrutamos da excelente refeição servida, conversamos e trocamos pequenos carinhos, que não chamariam a atenção de ninguém. Depois estávamos prontos para ir para casa.
Cerca de uma hora mais tarde entrávamos no apartamento dele. Sesshoumaru acendeu as luzes da sala e eu logo caminhei até uma das poltronas e me sentei confortavelmente nela.
Sesshoumaru se aproximou do encosto do sofá em que eu estava e tocou meus cabelos, depois me beijou.
- Quer alguma coisa?
- Cama.
- Cama? – Ele indagou arqueando as sobrancelhas.
- Eu estou muito cansada Sesshy.
- Eu imagino. – Falou dando a volta no móvel e sentando ao meu lado.
Logo eu estava no colo dele, sentindo-o afagar meus cabelos e beijar levemente minha boca.
- Você trabalhou duro, mas valeu a pena, não?
- Claro. Agora os donos da agência sabem do eu sou capaz.
- Você é uma excelente profissional Rin, está bem preparada e tem experiência no mercado. Há quanto tempo você trabalha para essa empresa?
- Desde a época de estágio, quase cinco anos. – Eu respondi pensativa.
- Já está na hora de você começar a pleitear um espaço e participação maior na empresa. Eles têm que no mínimo considerar uma sociedade para você.
- Sociedade? – Perguntei mais para mim mesma do que para ele.
- É. – Eu ouvi a voz suave dele falar novamente enquanto beijava o meu rosto. Sorri e o beijei intensamente. – Eu adoro quando você faz isso. – Eu disse deitando minha cabeça sobre o peito dele.
- Isso o quê?
- Quando você cuida assim de mim, quando se preocupa com o meu futuro.
- Isso é normal considerando que o seu futuro está diretamente ligado ao meu. – Ele falou tranqüilamente.
Um estalo me ocorreu e meu coração passou a bater velozmente no peito. Será que Sesshoumaru tinha a exata noção do que ele acabara de me dizer com tamanha tranqüilidade? Nossos futuros estão diretamente ligados... ele pensa em um futuro comigo. Mal posso dizer o quanto ouvir aquilo me deixou feliz.
- Você não estava cansada? Vem, eu vou te levar para a cama. – Ele falou se levantando e me erguendo nos braços.
Eu apenas sorri enquanto era carregada até o quarto por ele. De fato naquela noite eu estava muito cansada, então após tomar um belo banho eu adormeci rapidamente sob as carícias do meu príncipe.
Algum tempo depois...
Sesshoumaru e eu passamos o final de semana todo juntos, nós saímos para jantar, passeamos pela cidade e eu visitei lugares maravilhosos que até então eram desconhecidos para mim. Eu adorei cada momento passado ao lado dele e o modo como ele me apresentava coisas novas e me mimava sem cerimônias, mas o final de semana passou voando e logo nós tivemos que voltar a nossa rotina.
No início da semana, quando cheguei em casa havia correspondência para mim e uma em particular chamou minha atenção. Era um envelope de cor prata muito bonito, eu o abri e vi que no interior havia um cartão com belas letras grafadas em preto que diziam:
"NOITE DAS ESTRELAS"
Era um convite. Uma grande festa estava sendo organizada para comemorar o aniversário de Massuda Kioshi, um dos amigos de Inuyasha que eu havia conhecido na última reunião na casa dele. Eu lembro que ele realmente havia falado algo sobre comemorar seu aniversário com uma festa, mas não esperava por aquele convite.
A idéia de uma até que me pareceu interessante, afinal, há muito tempo não saía para curtir a noite. Fiquei durante algum tempo parada de pé ao lado da mesa, pensando sobre o assunto e mordia levemente o lábio inferior. Caminhei até a sala e peguei o telefone, precisava de mais informações a respeito.
- Moshi, moshi! - A voz do outro lado atendeu prontamente.
- Oi Inu! - Eu era a única autorizada a chamá-lo assim além de Kagome é claro.
- Olá Rin-chan!
- Você pode falar?
- Claro! O que houve?
- Eu acabei de receber um convite para a festa de aniversário do Kioshi.
- Ah, eu recebi também!
- Você vai?
- Claro! As festas dele são as melhores. Na verdade quem as organiza é a irmã dele, ela é uma promoter conhecida e está envolvida em todos os grandes eventos que ocorrem em Tóquio.
- Nossa! Então essa promete?
- Com certeza. Já liguei para a Kagome falando a respeito e ela ficou muito animada.
- Novidade. - Eu falei e nós dois rimos. Kagome já nasceu animada, ela estava sempre pronta para tudo principalmente diversão.
- E você Rin, vai?
- Eu me interessei, mas... não sei. Acha que seu irmão iria? - Perguntei depois de algum tempo.
- Não sei. Sesshoumaru é um saco pra essas coisas, mas mesmo que ele não vá, não vai criar caso se você for.
- Vamos ver. Eu vou falar com ele mais tarde, tenho que desligar agora Inu, depois conversamos.
- Ok.
- Ja ne!
- Ja ne!
Depois que desliguei o telefone, subi as escadas com a intenção de ir ao meu quarto e tomar um banho relaxante.
Mais tarde desci e fui até a cozinha preparar algo para o jantar. Kagome chegou minutos depois e se juntou a mim na mesa para jantar, nós conversamos sobre a festa e Kagome estava de fato animadíssima.
- Rin, você tem noção do que é uma festa organizada por Massuda Ayami?
- Não, não tenho, mas acho que vou descobrir. - Falei tranqüilamente.
- As festas dela são simplesmente um arrazo, são comentadas em toda a cidade e a entrada é disputadíssima.
- Eu já ouvi falar nela, li uma matéria em algum jornal ou revista. Me parece um pouco demais toda essa divulgação só para comemorar o aniversário do irmão.
- Inuyasha me disse que isso é mais uma desculpe. Ela esteve fora do país durante muito tempo e agora ela tem a oportunidade perfeita para mostrar que está de volta à ativa em alto estilo.
- Quer dizer então que nós fomos convidadas para uma festa do alto escalão? - Falei divertida enquanto terminava de servi o chá que havia preparado para nós duas.
- É isso aí priminha. Ah Kami-sama! - Kagome deu um grito que fez meu coração pular.
- Kagome, por Deus você quer me matar?
- Não Rin-chan, mas é que eu me lembrei de algo. Nós temos que fazer compras, precisamos de roupas e acessórios novos. Nesse evento só vai haver mulheres lindas e maravilhosas, nós não podemos ficar atrás.
- Nós podemos combinar e ir ao shopping depois que eu saí do trabalho, aí vemos alguma coisa.
- Combinado. Agora vamos dormir? Eu não posso de jeito nenhum me atrasar para a primeira aula amanhã.
Nos recolhemos logo depois, cada uma seguiu para seu quarto e eu dormir logo depois pensando em como seria aquela festa.
No dia seguinte às 13:00hs eu passava pela portaria do edifício e o carro preto tão conhecido estava estacionado logo a frente.
- Oi!
- Oi! - Respondi sorrindo e logo me aproximei para beijá-lo.
Entramos e Sesshoumaru não demorou a dar a partida e alguns minutos depois estávamos dentro de um restaurante localizado em um dos mais belos parques da cidade. Nos sentamos no pátio externo de onde podíamos admirar os maravilhosos jardins iluminados pela luz do sol.
Logo nossos pratos foram servidos e nós conversávamos enquanto aproveitávamos o almoço.
- Lembra-se do convite que mencionei ontem quando nos falamos?
- Sim. Inuyasha também me falou algo a respeito.
- Parece que será uma festa grandiosa.
- As festas organizadas por Ayami costumam ser. - Ele falou simplesmente enquanto tomava um gole de sua água.
- Você a conhece?
- Sim. Já fui a vários eventos organizados por ela.
Olhei um tanto surpresa para ele e vi um sorriso surgir em seus lábios quando olhou para mim.
- Ela produziu alguns eventos da corporação Taisho. - Ele explicou.
- Uhmm! - Eu dei sinal de que havia compreendido.
- Você vai à festa? - Ele me perguntou tranqüilamente.
- Acho que sim, afinal é uma festa imperdível, não é?
Sesshoumaru não disse nada por algum tempo, apenas desfrutou da refeição.
- Acho que você deveria ir. - Ele falou pouco depois, o que me fez encará-lo. - É uma ótima oportunidade de conhecer pessoas e estabelecer contatos. Isso é importante na sua área de atuação.
- Verdade? Achei que o objetivo fosse se divertir. - Eu falei irônica e Sesshoumaru sorriu. - Você tem razão, eu posso realmente fazer contatos e até pode ser divertido.
Tomei um pouco da água com gás em minha taça e voltei meu olhar para Sesshoumaru.
- Você iria comigo? - Perguntei diretamente.
- Acha mesmo que eu deixaria você sozinha numa festa dessas?
Eu sorri.
- Inuyasha me disse que você não gosta de festas e que provavelmente não iria, mas que também não me impediria de ir.
- Rin, você não é minha propriedade, eu não tenho que permitir ou impedir você de fazer qualquer coisa. - Ele falou de forma séria, mas suave me olhando nos olhos. - Talvez eu não quisesse de fato ir a festa, mas eu não deixaria minha Rin sozinha.
Essa festa promete pessoal, eu não perderia se fosse vocês.
Beijos!
