Disclaimer: me vê podre de rica? Mergulhando em dinheiro? Desenhando o Sesshoumaru? Não? Então, deve saber que Inuyasha não me pertence...
Bom, finalmente, o capítulo 10! Saiu um pouco pequeno, mas é que a inspiração só me veio agora (dez e meia da noite) e meu pai já me empurra para fora do computador... paciência.
Logo logo mais personagens vão entrar em cena, então vou arrumando o cenário para a chegada deles!
Agradecimentos especias às dez (10!!) pessoas que colocaram a fic nos favoritos xP Esse tipo de coisa me deixa tão... Nyaaa!!! Weee!! Vitória! Melhor que isso, só quando atingirmos as 100reviews xD (atingirmos, pois essa fic só anda com vocês ao lado!)
Espero que gostem do capítulo!
Capítulo 10 – Lua Crescente
Kagome se olhou criticamente no espelho. Estava experimentando os vestidos que o avô lhe comprara e, no momento, usava um vestido simples verde, com um desenho de flores campestres na saia do vestido. Um colete preto adornava o conjunto. "Gostei desse..." falou, ajeitando o cabelo. O machucado na sobrancelha já estava melhor, mas ainda aparente, então ela ajeitou a franja para ficar na frente.
Ela olhou com aprovação sua imagem no espelho. Já ia em direção à porta quando parou de repente: tinha receio de encontrar-se com Inuyasha logo pela manhã. Afinal, sempre que se encontravam, algo ruim acontecia. "Ele deve estar dormindo... é cedo ainda..." pensou, se levantando.
Abriu a porta calmamente, espiando os corredores. Não havia sinal de viva alma. "Ótim-"
"Ei, Kagome!" gritou uma voz por trás.
"AAhhh... Shippou, que susto!" falou, se virando para o menino. Mantinha uma mão no coração, tentando se acalmar.
"A vovó Kaede falou que você vai trabalhar aqui." Disse Shippou, andando lado a lado com Kagome.
"Vou mesmo."
"Vai fazer o que? Ajudar na cozinha? Arrumar os quartos? Cuidar dos animais?" perguntou sem nem parar para respirar. "Eu posso te ajudar! Menos na cozinha, a vovó Kaede só me deixa entregar a comida..."
"Eu ainda não sei; a vovó Kaede é quem vai decidir." Falou sorrindo. Gostava do jeito alegre de Shippou, e achava que o único ponto bom em ficar em Shikano era a companhia do menino.
Shippou olhou para ela pelo canto dos olhos. Esfregou as mãozinhas, tentando aquecê-las do frio da manhã. "Sabe... a minha mãe..." começou ele, timidamente.
Kagome estranhou a mudança de tom do menino. "O que tem ela?" perguntou, se abaixando na frente dele. Já estavam do lado de fora da hospedaria, perto do portão de entrada. Uma cerca branca cercava toda a hospedaria.
"Ela não gostava muito de você..." falou, olhando pro lado. "Bom, na verdade, ela não gostava nem um pouco de você."
Kagome mordeu o lábio inferior, mas sorriu para o menino. "É mesmo?" perguntou, não querendo intimidar o menino. "E por que você está me dizendo isso? Ela não deixou você andar mais comigo?"
Shippou abriu bem os olhos, olhando esquisito para ela. "Ah não, não mesmo! Ela já morreu faz tempo!" falou, um pouco mais normal. Kagome sorriu desconcertada, tentando não rir do menino. Que conversa mais estranha...
"É que... você tinha me perguntado por que eu não gostava de você, e eu lembrei só ontem. Era por isso." Falou, sorrindo inocentemente para ela.
Kagome passou a mão na cabeça dele, bagunçando seu cabelo. "Então, você não me odeia?"
Shippou lutou um pouco, para tentar tirar a mão dela da cabeça. "Não! É só que eu cresci acostumado a pensar assim... eu nunca tinha pensado no assunto, e todo mundo aqui pensa assim... eu achei que era normal." Ele falou, fazendo bico enquanto arrumava o cabelo.
Kagome suspirou aliviada. "Ainda bem. Pelo menos alguém aqui gosta de mim, não é?"
"É!"
"Porque, se me aparecer mais que me odeia tanto a ponto de querer me matar..." falou, fingindo drama.
"Ahhhh!! Eu te mato!!!" gritou alguém por trás dela, fazendo Kagome dar um pequeno pulo de susto. Ela sentiu um frio na espinha, mas se virou para ver quem era.
"Sango?" perguntou, estupefata.
A amiga estava ao lado do cavalo, o braço ainda machucado e sendo apoiado por uma faixa, tentando esbofetear o 'monge'. O máximo que conseguiu foi dar alguns socos em seu ombro. Ayame estava ainda montada no cavalo, chorando copiosamente. Kohaku ignorava a cena, enquanto tirava a bagagem de seu cavalo. Houjo, que tentava acalmar Ayame, foi o primeiro a ver Kagome.
"Princesa, você está bem!" gritou, mas sem se afastar da moça chorosa.
Kagome se ergueu, correndo até a cerquinha e a abrindo. "Que bom que chegaram, mas... o que aconteceu aqui?" perguntou. É claro, queria correr e abraçar os amigos que não via faz tempo, mas...
Miroku segurou a mão que Sango estava usando para bater nele, a única mão livre, impedindo-a de continuar seu pequeno 'homicídio'. Sango estava completamente vermelha – de raiva ou vergonha – tentando soltar a mão.
"Acontece que eu apenas vim ajudar a senhorita Sango a descer do cavalo." Falou, apontando para o braço ainda imobilizado dela. "Mas a senhorita Sango é tão mal agradecida... mal desceu e já começou a me bater..." falou drasticamente.
"Você passou a mão em mim!" Sango tentou não gritar, tirando a mão do punho de Miroku, dando um tapa direto no rosto do 'monge'.
Miroku passou uma mão na face machucada. "Eu precisava tocar em você para te ajudar a descer, senhorita Sango..." falou calmamente.
"Não 'ali'!!" gritou, quase chorando de raiva.
"Buááá!! Eles são maus!" chorava Ayame, ainda no cavalo. Houjo sorria, tentando acalmar a jovem. "Eles não fizeram por mal, Ayame..."
Kagome olhava semi-incrédula para a cena. Sorte que ainda era cedo e quase ninguém passava por ali. Sentiu um puxão na saia e olhou, vendo Shippou admirado com o show. "Quem são eles, Kagome?"
"São meus... amigos, hehe."
Shippou abriu um sorriso ao ver o 'monge'. "Ahh, Miroku! Você demorou!!" gritou, correndo até ele. Sango deu as costas para ele, indo até Kagome.
Sango chegou perto de Kagome, colocando uma mão em seu rosto. "Você está bem, Kagome? Não está machucada??"
"Não, não! Ah, depois eu te explico tudo, prometo..." falou Kagome, tentando acalmar a amiga.
Sango não pareceu convencida. "Mas você está bem?"
"Sim, estou ótima!" Kagome respondeu, mostrando estar em boa forma.
"Ah, que bom..." Sango falou. Mal ela disse isso, deu um tapa em Kagome. "O que você estava pensando?!? Voltar para o castelo? Estava maluca por acaso?? Sabe o que o Naraku faria se você voltasse??"
"Err... bem..." Kagome falava, recuando.
"Você tem idéia de como nos deixou preocupados!?"
"Sango, eu..."
"E quem foi que fez isso no seu rosto?" perguntou, um pouco mais preocupada. Olhava quase horrorizada para o corte na sobrancelha da amiga.
Kagome ficou aliviada ao ver que Sango já não 'parecia' estar tão irritada. "Ah, isso? Bom, o Inuyasha-"
"Ele te fez isso!?!" gritou, assustando a amiga. Kohaku olhou preocupado. O humor da irmã não era um dos melhores...
"Não, não, ele não-"
"Ah, aí está você!" gritou Inuyasha, ao ver Kagome. "Achei que já tinha tentado fugir de nov-"
"Você!" Sango gritou, avançando para cima do jovem de cabelos prateados. Inuyasha parou no meio do caminho, confuso.
Miroku levantou de sua 'posição fetal' (se contorcendo de dor pelos socos de Sango) e se aproximou rapidamente dela. "Err, Sango..."
SLAP!
Sango não pensou duas vezes antes de dar um tapa no rapaz, que se assustou ainda mais com a situação. "Ei, por que você fez isso!?" Inuyasha gritou, indignado.
"Como ousou fazer aquilo com a minha amiga!?" Sango gritou, apontando para Kagome.
"Sango, querida, o Inuyasha não-" Miroku tentou convencê-la.
Sango virou-se para o 'monge', lançando um olhar frio. Miroku recuou, temeroso.
"Irmã, acalme-se!" Kohaku correu em socorro do monge, petrificado.
"Olha, moça, não sei do que você-"
"Você a machucou! Como ousa tocá-la assim, seu ser delinqüente, indelicado, seu-" ela falou, avançando mais. Miroku e Kohaku correram a segurá-la, para evitarem maiores 'danos'. Principalmente ao rosto de Inuyasha.
Inuyasha deu um passo para trás, assustado. Para um único tapa de uma mulher como essa, ele estava bem alerta para o mal que ela poderia lhe causar. Kagome correu até Sango, tentando acalmar a amiga. "Sango, ele não me fez nada! Ele só... ele só..." ela procurou um jeito de falar bem de Inuyasha mas... ela bem queria que ele apanhasse mais um pouquinho.
Nesse momento, Kaede e o velho Conselheiro vieram conversando pelo jardim. Ao verem a cena, se aproximaram.
"Ahh, que bom que chegaram! Bem a tempo do café da manhã!" o Conselheiro falou, pegando uma pequena mala das mãos de Kohaku. "Achei que só chegariam à noite..."
Ayame viu o senhor e parou de choramingar, chorando agora a plenos pulmões. "Vovô, o senhor é mau! Me deixou esperando lá na porta de propósito! Buááá!!! Você e o senhor monge são muito maus!"
Houjo suspirou aliviado, ajudando a moça a descer. "Isso, agora você pode chorar à vontade..."
Sango fez força para se soltar do irmão e de Miroku, olhando friamente para Inuyasha. "Não pense que isso acabou." falou, andando até o Conselheiro.
Inuyasha olhou abobado, ainda sentindo a face arder. "O que raios foi isso?"
Kagome sorriu timidamente para ele. "Ela não fez por mal." falou, correndo até a amiga.
Miroku se aproximou de Inuyasha, dando-lhe um tapinha nas costas. "Falei que doía."
"Pft, aquilo não doeu nada. Até parece..." falou se afastando.
"Se não doeu, por que você ainda está massageando o rosto?" Miroku falou, rindo ironicamente.
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Não demorou para que todos se acomodassem. A senhora Kaede arrumou quartos para todos, enquanto eles se reuniram em uma pequena sala para poderem comer tranqüilamente. Ou quase tranqüilamente...
Ayame ainda soluçava, depois de tanto chorar e reclamar com o Conselheiro, e comia quase normalmente. Houjo fazia o possível para se manter comportado enquanto comida na frente de sua Alteza, apesar de estar morto de fome. Haviam acordado bem cedo e praticamente correram para chegar a Shikano a tempo do café da manhã. Kohaku e Shippou conversavam animadamente, quebrando o gelo que dominava na pequena sala.
O velho Conselheiro estava com um belo galo na cabeça, obra de Sango, por não ter explicado inteiramente todo o ocorrido em Shikano. Inuyasha terminava de explicar toda a história, e se encontrava ao lado de Miroku, o mais longe possível de Sango. Estava preocupado em... se aproximar demais dela, principalmente enquanto contava a parte da chuva de pedras.
Miroku comia silenciosamente, com uma bela marca de mão no rosto. Não vale a pena dizer o que aconteceu.
"Então, vocês vão entrar em guerra com Shikon?" Sango perguntou preocupada. "Mas Shikon tem um bom exército... mesmo se reunissem todos em Shikano, duvido muito que conseguiriam alguma coisa. Sem contar com o exército do próprio Naraku."
Inuyasha tomou um gole de água, antes de continuar. "Não precisamos guerrear. Já que temos a Princesa aqui conosco, só precisamos neutralizar o exército de Naraku que daremos um jeito de colocá-la de volta ao poder." disse calmamente e se virou para Kagome. "Seu exército você pode controlar ainda, não? Ou não tem ninguém lá em que você possa confiar?" perguntou, sarcástico.
Kagome mordeu um lábio, irritada. "Para a sua informação, o General Sanders certamente irá nos ajudar. Não me surpreenderia se ele estivesse agora mesmo tramando algo contra Naraku..." falou, convencida.
"Não me surpreenderia se ele tivesse ido para o lado de Naraku..." Inuyasha falou para si mesmo, mas alto o suficiente para que ela ouvisse. Os dois se olharam com raiva, prontos para continuarem a pequena discussão, não fosse Sango chamando a atenção dos dois.
Ela olhou para o velho Conselheiro que se mantinha quieto durante a conversa. "Vovô, o senhor não tem nada a dizer?"
O velho homem olhou calmamente para ela. "Você me bateu."
"Você mereceu..." ela falou, no mesmo tom. Virou-se para Inuyasha novamente. "E como você pretende 'neutralizar' o exército quando chegarmos em Shikon?"
"Eu já tive uma pequena conversa com todos os Generais daqui. Vamos nos reunir em 5 dias para uma reunião decisiva. Eu também enviei uma carta para um aliado; eles também estão tendo problemas com Naraku e todas essas conquistas... eles são o exército de resistência em um dos reinos ao norte."
Kagome franzia a testa, tentando entender o assunto. Nunca havia enfrentado uma guerra real enquanto esteve no poder, e a única 'batalha' que enfrentou, acabou perdendo para Naraku.
Sango parecia acompanhar melhor o assunto. "Mas se estão tendo problemas, acha bom pedir ajuda?"
"Naraku não é rei por direito em lugar nenhum, tudo que ele conseguiu foi à base de força. Se nos livrarmos dele em Shikon, resolveremos os conflitos deles também. Será como matar dois coelhos com uma cajadada só."
"E o que você pretende fazer agora?"
"Vamos começar a treinar os exércitos, e precisamos pedir o apoio do povo de Shikon também. Eu pretendo infiltrar todo o exército em Shikon, para evitar batalhas desnecessárias. Você mesma disse, nosso exército sozinho é insuficiente."
Sango suspirou. Toda essa história de guerra era muito para sua cabeça, mas... se não concordassem, Inuyasha poderia muito bem acabar com a vida de Kagome agora mesmo. "Tudo bem então..."
Inuyasha aliviou a tensão nos músculos. Tinha medo que logo ela não concordasse. Matar Kagome, só com o avô para protegê-la, tudo bem. Mas com Sango por perto...
Kaede entrou na sala, vendo que todos já tinham terminado de comer. "Inuyasha, Shippou, ao trabalho os dois." falou, começando a recolher os pratos. "Os senhores podem ir descansar, devem ter feito uma longa viagem até aqui." disse para os outros.
Sango levantou sem dizer muito, indo para o quarto sozinha. Kagome sentiu um frio na barriga, percebendo que a amiga ainda estava, no mínimo, chateada. Não houve abraços, palavras carinhosas nem nada por parte de Sango, e Kagome só ressentia.
"Nesse caso, eu acho que vou dormir um pouco... meus olhos estão ardendo..." disse Ayame, coçando os olhos.
"Isso é de tanto chorar, senhorita Ayame..." Houjo falou, se levantando. Ayame sorriu timidamente, concordando.
"Ah, mas vovó Kaede! Eu ia mostrar o lugar pro Kohaku!" Shippou gritou, tentando se fazer ouvir com o alvoroço.
"Pois leve-o até os animais. Ande, você tem muito o que fazer antes do almoço, Shippou." Kaede falou. Todos se retiraram, indo até seus respectivos aposentos, deixando apenas Kagome e Inuyasha com a senhora Kaede. "Kagome, se você quiser começar, pode me ajudar na cozinha por enquanto."
"Ah, claro, senhora Kaede!" Kagome falou, animada.
"Feh! Coloque ela pra lavar os porcos, velhota! Ela leva jeito." Inuyasha falou, só para irritar. Kagome só não respondeu por causa de Kaede.
Kaede o ignorou. "Você é quem vai lavar os porcos, Inuyasha. E se você relaxar novamente, começo a cobrar pelo seu quarto... Vamos, Kagome." falou, saindo do quarto. Kagome correu atrás da senhora, se sentindo vitoriosa pela primeira vez.
Inuyasha só torceu o nariz.
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"Sabe, senhora Kaede, achei que não trabalhávamos com gentinha aqui." falou a morena, fritando panquecas.
"Nami, a senhora Kaede precisa de ajuda. Muita gente aparece para comer no restaurante." respondeu a loira, lavando a louça. Kagome arrumava os pratos nas bandejas para que a terceira moça levasse para as mesas.
Kaede, que até então estava fazendo cálculos, se levantou abruptamente. "Se vocês continuarem conversando ao invés de trabalharem, terei que cortar o salário de uma de vocês duas." falou, saindo da cozinha. "Venha, Kagome. Deixe o resto para as duas fazerem. Se estão reclamando tanto da ajuda, que trabalhem sozinhas." Kagome ficou sem reação, não sabia se a senhora Kaede falava sério. A velha gritou do restaurante. "Acho bom vocês duas serem rápidas, temos muitos clientes hoje! Se demorarem demais não vou pensar duas vezes antes de demiti-las!"
As duas se olharam com raiva, redirecionando o excesso para Kagome. A loira foi a primeira a falar. "Ouvi dizer que fez um acordo com Inuyasha."
"S-sim..." Kagome falou, receosa.
"Humph, mal espero quando dominarem Shikon e Inuyasha te matar de uma vez por todas." falou, voltando ao trabalho.
"Não, Uki. Melhor que seja antes..." falou a outra. A terceira entrou para pegar mais bandejas, dando um puxão em Kagome para seguí-la.
As duas foram até a recepção, onde Kaede anotava os pedidos. A moça de cabelos negros, que kagome lembrou se chamar Makie, apoiou os pratos nos braços, se aproximando de Kagome. "Apenas ignore as duas. Elas raramente sabem do que estão falando. Não são más pessoas." falou, sorrindo para Kagome e indo entregar os pedidos.
"Kagome." Kaede chamou do balcão.
"Sim, senhora Kaede?" Kagome correu em resposta.
"Não precisa ser tão formal comigo. Aqui, todos me chamar de vovó Kaede, menos os homens mais velhos, e Inuyasha." ela disse, apoiando o livrinho de anotações. "Você pode ficar aqui o resto do dia. Apenas anote aqui os pedidos, e os entregue para Makie sempre que ela terminar de entregar os pratos. Você ainda não está totalmente recuperada, então é melhor começar com trabalhos mais leves. Amanhã, você mesma decide o que fazer." Kaede falou, piscando para ela.
Kagome sorriu. Tinha o apoio de muita gente, afinal, em Shikano.
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Inuyasha terminou de limpar os porcos e trocar a lama, sem muitas dificuldades. Já era tarde, porém, e logo iriam jantar, então resolveu tirar o resto do dia para descansar. Não que ele precisasse de descanso, é claro...
Foi rápido até os estábulos, onde encontrou Entei. Nem se preocupou em selar o animal, apenas montou e cavalgou, até chegarem nas montanhas. Desceu do cavalo, deixando o animal solto para cavalgar pelo lugar, e andou até uma árvore; o lugar era espaçoso, cheio de flores, a maioria já fechada pela chegada da noite, como era de costume, enquanto outras, mais belas e perfumadas, se abriam para cumprimentarem a Dama da Noite. A Lua em si, ainda crescente, mostrava um sorriso mais cheio no céu.
Inuyasha deu uma rápida espiada no céu. O céu era o mesmo em todos os lugares, mas só se mostrava belo assim quando se está em 'casa'.
"Oi mãe. Oi pai. Faz tempo que não conversamos, não é?" Inuyasha falou, se abaixando para duas pedras que ele mesmo havia colocado ali.
Não era um túmulo. Não havia corpos ali, para ser considerado um túmulo.
Eram apenas... pedras.
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"Boa noite!" gritou Shippou, correndo para o quarto. Apesar de cansado, ainda esbanjava energia.
Kagome sorriu para o menino, acenando. "Boa noite, Shippou!" falou, recolhendo os pratos da mesa. Todos se retiravam para dormir, mas ela ainda não tinha sono.
"E o Inuyasha sumiu novamente..." Kaede reclamou, se levantando. "Kagome,diga às meninas que não precisam lavar a louça. Deixe para amanhã." falou, saindo do quarto. "Boa noite a todos." gritou do corredor.
Kagome olhou para a sala onde comiam, onde viu Sango levantando, ainda silenciosa, indo dormir. Kohaku foi atrás da irmã, dando boa noite para Kagome e Miroku. Nenhuma palavra foi trocada entre as duas, deixando até mesmo Miroku constrangido. O 'monge' deu boa noite e se retirou rapidamente, deixando Kagome sozinha.
Kagome levou os pratos para a cozinha, onde dispensou as moças que comiam calmamente ali. "A vovó Kaede disse para deixar a louça para amanhã." falou para as três. Makie se despediu e foi para seu quarto. As outras duas mal olharam para Kagome e fizeram o mesmo.
Kagome colocou os pratos na pia, arrumando-os para facilitar a limpeza no dia seguinte. Iria pedir à vovó Kaede para lavá-los. Se certificou que o lugar estava bem trancado e foi para o quarto.
Caminhou lentamente pelo corredor escuro, sem pressa de chegar ao quarto, já que não tinha sono ainda. Talvez desse um passeio pelo lugar para arejar a mente? Não, era perigoso a essa hora da noite. Chegou perto de seu quarto, onde encontrou Sango, para à porta. "Você está bem mesmo, Kagome?" perguntou a mulher, se encarar Kagome.
"S-sim." Kagome respondeu, um pouco envergonhada.
Sango sorriu, indo até a amiga e a abraçando com o braço livre. Deixou todos os nervos se acalmarem, finalmente, e falou calmamente. "Nunca mais faça isso... você só se mete em encrenca."
Kagome riu, desconcertada. "É sem querer, juro!"
Sango soltou a menina, olhando com desaprovação para ela. "E nunca mais faça acordos sem a minha opinião a respeito, me entendeu? Pelo menos pergunte ao seu avô antes." ela falou, dando uma pancadinha no braço de Kagome. Kagome sorriu ao ver que a amiga já a havia perdoado. Sango procurou em suas vestes por algo, entregando para Kagome tão logo o encontrou. "Você esqueceu isso em Shikon."
Os olhos de Kagome brilharam ao ver o pequeno objeto. "Meu livro!" gritou, agarrando o 'artefato'. Sango riu da menina, que nem percebeu que já era noite.
"Boa noite, Kagome. Amanhã a gente conversa mais." Sango falou, indo para o quarto.
Kagome mal respondeu, resmungando um 'obrigada' e correndo para o quarto. Chutou os sapatos para um canto, caindo de barriga na cama. Finalmente poderia descansar bem...
Afrouxou o laço que prendia o colete e arrumou a saia do vestido, para não atrapalhar. Havia tomado banho antes de jantar, e poderia muito bem se trocar para dormir, mas tinha pressa. Como sempre.
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"Não demorou muito para que Tsukiko a levasse para um pouco além dos bosques do castelo. Solace, apesar de estar se colocando em uma situação arriscada, não sentia mais medo do jovem filho da Lua. Nada sabia dele, além do fato de que ele desejava matá-la, mas permitiu que o misterioso jovem a pegasse pela mão e a levasse para longe. Para bem longe.
Tsukiko, segurando firme e delicadamente a mão da pequena Solace, a puxava para que o acompanhasse. Solace o fazia sem sequer pestanejar. Ela a levou por trilhas, pequenas estradas, por dentro de montanhas e por cima de morros, tudo sem se cansar. Não era muito longe. Não demorou para que fossem até onde Tsukiko queria ir.
O Sol brilhava bem alto quando chegaram a um campo florido, onde não haviam caminhos nem trilhas feitas. Apenas os pequenos animais pareciam conhecer o lugar, abelhas polinizando as flores, pássaros gorjeando ao longe, em seus ninhos montados nas árvores que cercavam o campo florido. Era tudo muito belo para ser real, desse mundo.
'Assim está melhor?' perguntou o jovem de cabelos prateados. Solace deu um pequeno pulo, surpresa por ouvi-lo perguntar tão repentinamente.
'Melhor como?' Solace quis saber, confusa. Não havia se dado conta de que havia se afastado tanto em tão pouco tempo, e só agora se dera conta de que estava na companhia do rapaz.
'Você não disse que queria sair?' ele perguntou, um tom de surpresa em sua voz, mas nada que lhe entregasse em suas feições.
Solace agachou, passando a pequena mão rosada em uma das flores amarelas que ali se encontravam. Estava muito confusa, para não dizer assustada. O medo, porém, já estava quase acabando. 'Eu não me lembro de ter dito que queria sair...'
O jovem de cabelos prateados não pareceu surpreso, apesar de estar. 'Deve ter sido impressão minha, então.' ele falou, caminhando para as flores. Procurou um lugar onde haviam poucas delas e ali sentou. 'Pode... aproveitar que está aqui. Quando quiser ir embora, é só me avisar.' ele falou, dando as costas para ela.
Solace, que até então se encontrava ligeiramente preocupada, deixou a pequena flor e correu até o menino. Parou a uma medida de distância. 'Ahn... você é...?' perguntou, timidamente.
O jovem olhou por sobre os ombros. Não esboçava nenhuma emoção em seus olhos, nem mesmo a raiva que Solace acreditava haver neles, como da outra vez. 'Tsukiko, o Filho da Lua.' falou simplesmente.
Solace sorriu ao conseguir uma resposta tão direta do jovem... Tsukiko.
'Você quer brincar comigo, Tsukiko?' perguntou, chutando um pouco de terra. Não se importou em ter os sapatos sujos de terra, já que pretendia se sujar mais brincando por ali. Fosse correndo pelo campo, ou rolando na terra. Não haviam preocupações ali. Não haviam amas dizendo para manter o vestido novo imaculado, ou ainda servas se preocupando em limpar qualquer mancha que surgisse em sua roupa, ou servos que se abaixavam a todo instante para limpar-lhe os sapatos.
Havia apenas ela, um campo florido...
...e Tsukiko.
O jovem filho da Lua abriu os olhos em surpresa, mas se ergueu, limpando a terra da roupa. 'O que você quer fazer?'
Solace abriu um enorme sorriso vendo que Tsukiko agia calmamente a seus pedidos.
Poderia perguntar o que ele queria, fazendo tudo o que ela pedia com tanta facilidade.
Mas isso seria estragar uma tarde de divesão."
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Kagome sorriu, feliz em poder ler novamente a boa e velha estória. Deixou o livro aberto na cama, enquanto ia até o armário pegar uma camisola. Tirou o vestido com alguma facilidade, visto que não havia corpetes e laços bem feitos, como as criadas costumavam fazer lá em Shikon. Olhou para a janela, enquanto dobrava as roupas, e viu Inuyasha descendo a montanha, acompanhado do cavalo branco. Ele não havia aparecido para o jantar, nem mesmo para dizer que terminara o trabalho. E agora, descia calmamente montanha abaixo.
Kagome vestiu a camisola e correu até a janela, olhando para o céu estrelado. Era um céu bonito, mas não era o céu de Shikon. A Lua brilhava mais fortemente por entre as estrelas, mostrando estar ali. Kagome sorriu francamente, voltando para a cama. Puxou as cobertas para o lado, deitando sobre a barriga, e pegou o livrinho em mãos.
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Solace, deitada sobre algumas flores, observava o céu alaranjado com tristeza no coração. Já estava tarde... e ela cansada.
Olhou para o lado, vendo o jovem Tsukiko observando o céu ao longe, vendo o Sol quase se pondo. Mas o Sol só se deitaria quando Solace fechasse os olhos para dormir.
Ela se sentou, olhando para o mesmo lugar que ele. 'Esperando o Sol se pôr?'
'Não.'
Solace já não se importava mais com essas respostas curtas. Sabia ser este o jeito do menino se expressar, evitando mostrar o que estivesse em seu coração.
Tsukiko estava levemente rosado e ofegante, de tanto correr atrás de Solace. Pique Esconde e Pega-Pega, duas brincadeiras perfeitas para o lugar, porém diferentes para alguém como ele. Ele olhou para a pequena Solace, que remexia os pés, mostrando estar preocupada com algo, ou querendo saber algo. 'O que houve?'
'Tsukiko... como é o céu à noite?' ela perguntou, baixando a vista. Não que não apreciasse o Sol, mas já o havia visto inúmeras vezes, e apenas a ele.
O jovem voltou a observar o céu. 'É negro.' disse simplesmente.
Solace olhou assustada. 'Só negro? Não é assustador?' perguntou. Sempre ouvira das pessoas que a Noite tinha sido bela, ou que o céu estava bonito certa noite.
'Não. O céu é negro, mas há estrelas iluminando tudo. E, vez ou outra, a própria Lua dá as graças com sua presença. É bonito de se ver.' Tsukiko falou, lembrando de casa.
'Deve ser...' Solace falou. Ela se levantou, um pouco chateada. 'É melhor eu ir pra casa. Meu pai deve estar preocupado...'
Tsukiko não perguntou mais, se levantando também. A pegou pela pequena mão e a guiou de volta ao lar.
Passaram pelo mesmo caminho de antes, mas Solace não viu mais beleza nas montanhas, nas trilhas, nos bosques. O céu alaranjado, fim de tarde, o Sol pronto para se deitar... nada disso trazia prazer ao coração da pequena Solace.
Chegaram ao castelo, onde todos procuravam pela jovem dama. Tsukiko, porém, habilmente a levou para seu quarto, flutuando com ela até a janela. Solace, sem perguntar nada, entrou, olhando para o quarto já escuro. O Sol já não iluminava mais ali, apenas os céu de fim de tarde, enviando o mínimo de luz possível para seu quarto.
Ela se virou para o jovem Filho da Lua, vendo que ele esperava ver se ela estava bem. 'Você volta amanhã?'
'Você quer que eu volte?' ele perguntou.
Solace sorriu. 'Quero. Boa noite, Tsukiko!' ela disse, correndo até ele e dando-lhe um beijo na face.
Tsukiko a olhou surpreso, mas desapareceu tão rápido como aparecera aquela manhã.
Solace olhou para o nada um instante, até correr á porta. Precisava avisar a todos que estava bem."
Continua...
Ufa! Nossa, demorei dessa vez, e ainda fiz pouco! Espero que tenha valido a pena...
Desculpem-me pela demora em postar, mas é que tive alguns probleminhas essa semana. Minha mãe até chegou a me 'diagnosticar', dizendo que estou com depressão u.u''
Reviews
Samy-san, eu tava brincando em relação ao meu nome xD Meu nome é Patrícia, sobrenome Reis... se você tivesse dado uma olhadinha no meu profile veria meu nome lá xD (mas meu endereço eu não dou, não adianta pedir!). Desculpa pela demora em postar, vou tentar agilizar daqui pra frente. Essa semana, vou arrumar meus horários! (OMG! impossível xD). E eu vi a cara do Sessy no mangá... ele é muito lindo, eu chego até a sentir arrepios quando o vejo... Sabia que só comecei a ver Inuyasha por causa dele? Eu achava o desenho sem graça, porque o primeiro epi que vi foi aquele da máscara de carne (que surge na era atual, coisa do tipo o título) Mas mal vi o epi com o Sessy e eu tipo... Uau!
Depois te passo a historinha do livro, quando eu arrumar tempo pra digitar xD
Maiyu-san... mudou de nome? xD Ahem... eu também, só leio as melhores partes. mas, cá entre nós, o Sr.Darcy de 'Orgulho e Preconceito' parece um Sesshoumaru humano. Só que mais romantico... mas isso não estraga xD Eu leio todas as partes em que ele aparece, imaginando o Sessy. Durmo tão bem assim... Bom, desculpa fazer você procurar pela fic todo dia, e eu só postar agora... xD Soooo Sorry!!!
Juju-san, não se preocupe! A Kagome não vai sofrer mais!... bom, pelo menos até daqui uns capítulos, nada de grave vai acontecer.
Manu-san, que bom que achou o capítulo anterior 'não menos ótimo'! Já é alguma coisa! xD fico tão feliz quando vocês gostam da história!!
Nicki-san, a quanto tempo! Já tava com saudades!! (dá um nervoso quando vocês desaparecem... sério, a gente fica deprimida aqui desse lado da fic u.u)
Brigada por acompanhar a fic desde os primórdios, Lilica-san! E acho que você não postou ainda... Bom, obrigada pela fé que você tem na fic, e espero corresponder aos seus desejos e melhorar a cada dia! (se bem que a fic é feita semanalmente, então se eu melhorar ela hoje, não muda muita coisa, sendo que só vou escrever ela sábado... hmmm...). E prometo revelar todos os mistérios da fic! Se bem que... nem sei mais quais são o.o 9afinal, eu sei de tudo u.u)
Agome-san, prometo não repetir mais isso. Agora eu escrevo no Word, ele sempre deixa o arquivo salvo quando dá pau aqui xD Adoro esse programa... E obrigada, o Sessy é todinho meu MESMO! Que bom que alguém concorda comigo... e a sogrinha não é problema, amo a ela tanto quanto eu amo meu querido Sessy (ouviram? MEU Sessy o.ó)
Lali-san (por última, mas não menos importante) ainda bem que gostou da fic! xD Se não me engano você já tem a fic nos favoritos faz algum tempinho, então muito obrigada! é, povinho meio maluco... acho que, como iniciante nesse negócio de escrever fic, fica difícil pra mim me expressar direito às vezes. É que tipo, em certos momentos da história, esse tipo de prática não era tão incomum, nem chegava a ser algo tão 'massacre' como todo mundo acha xD Coisas do tipo 'casamento por interesse' ainda é uma prática um pouco comum, então o povo não estranha, mas tem coisas que eu gostaria de colocar na fic mas num posso, porque poderiam não ser... bem recebidos xD
Quando se vende algum produto, deve-se pensar no público alvo! o.ó (a fic tem classificação, cortes devem ser feitos para seguir as regras do vou-me indo por aqui, dormir e... pensar no resto da fic! Vou ver se consigo me recuperar aqui, e o quanto antes terminar melhor, ne?
Té semana que vem!!
