Discleimer: Inuyasha e Cia não me pertencem o q é uma lastima p/ qualquer um.
Diários do vampiro ou The Vampire Diaries também não me pertence é usado p/ fazer esta ADAPTAÇAO. PS: Algumas coisas vão ter q ser mudadas.
Texto original: Lisa Jane Smith.
Adaptação: Dreime.
Capítulo Dez
Soou a sineta. Não havia tempo para voltar ao refeitório e informar a Rin e Sango.
Kagome foi a sua próxima aula, passando pelos rostos indiferentes e os olhares hostis que estavam se transformando em familiares demais por esses dias.
Foi difícil, na aula de história, não olhar fixamente para Ayame, não deixar que Ayame soubesse o que sabia. Miroku perguntou por Kouga e Inuyasha, que estavam ausentes pelo segundo dia consecutivo, e Kagome se deu de ombros, sentindo-se desprotegida e exposta.
Não confiava naquele homem de sorriso juvenil e olhos avelã e sua ânsia de informação sobre a morte do Sr. Tanner. E Rin, que se limitava a contemplar a Miroku espiritualmente, não servia de nenhuma ajuda.
Depois da aula, ela captou um pedaço da conversa de Kanna Carson.
- ...está de férias da faculdade..., não lembro exatamente de onde...
Kagome já estava cansada de manter um discreto silêncio. Girou de volta e falou diretamente com Kanna e a garota com quem ela falava, interrompendo-as sem ser convidada na discussão.
-Se eu fosse você, – disse a Kanna - manteria distancia de Sesshoumaru. Falo sério.
Houve uma risada sobressaltada e embaraçada. Kanna era uma das poucas pessoas do colégio que não tinha evitado Kagome, e agora parecia querer tê-lo feito.
-Quer dizer – disse a outra garota em tom vacilante – que ele também ti pertence? Ou...
O riso da própria Kagome foi discordante.
-Quero dizer que é perigoso – respondeu. – E não estou brincando.
Limitaram-se a olhá-la, e Kagome guardou a violência de ter que responder girando os calcanhares e se distanciando. Escolheu a Rin no grupo extra-escolar de seguidores de
Miroku e se encaminhou ao armário de Sango.
-Aonde vamos? Pensávamos que íamos falar com Ayame.
-Agora não – respondeu Kagome – Espere até que cheguemos em casa. Então direi o motivo.
DdoV
-Não posso acreditar – disse Rin uma hora mais tarde – Quero dizer, acredito, mas não posso acreditar. Não de Ayame.
-É Bankotsu – disse Kagome – Foi ele que teve o grande plano. Depois dizem que os homens não se interessam por diários.
-Na verdade, devíamos agradecer – comentou Sango – Graças a ele pelo menos temos até o Dia do Fundador para fazer alguma coisa. Por que vai ser no Dia do Fundador, Kagome?
-Bankotsu tem algo contra os Fell.
-Mas estão todos mortos – disse Rin.
-Bom isso não parece importante para Bankotsu. Lembro que ele também falou dele no cemitério quando olhávamos a tumba dele. Ele acha que roubaram de seus antepassados o lugar que lhes corresponde como fundadores da cidade, ou algo assim.
-Kagome – disse Sango em tom sério -, tem alguma coisa mais que possa prejudicar
Inuyasha? Além da coisa do velho, quero dizer.
-Não é o suficiente?
Com aqueles olhos firmes e escuros fixos nela, Kagome sentiu o desconforto de um molestar em suas costas. O que Sango estava perguntando?
-Suficiente para tirar Inuyasha da cidade, como eles disseram – concordou Rin.
-Suficiente para que recuperemos o diário que Ayame tem em seu poder – disse Kagome. – A única questão é como.
-Ayame disse que tinha escondido em algum lugar seguro. Isso provavelmente significa sua casa. – Sango mordeu o lábio pensativamente. – Ela só tem esse irmão que está na oitava, não é? E sua mãe trabalha, mas vai comprar na Roanoke com assiduidade. Eles têm empregada?
-Por quê? – disse Rin. – O que isso importa?
-Bom, não queremos que entre ninguém enquanto roubamos a casa.
-Enquanto o que? – A voz de Rin se lançou em um agudo guincho. – Não pode está falando sério!
-O que sugere que possamos fazer simplesmente sentar e esperar até o Dia do Fundador e deixar que ela leia o diário para toda a cidade? Ela roubou da sua casa. Simplesmente temos que trazê-lo de volta – respondeu Sango com exasperante tranqüilidade.
-Nos pegarão. Nos expulsarão do colégio..., se é que não vamos acabar na cadeia. –Rin virou a cabeça para Kagome em atitude suplicante. – Diga Kagome.
-Bom...
Honestamente, a perspectiva intranqüilizava um pouco Kagome. Não era tanto a idéia da expulsão, ou inclusive a cadeia, como a idéia de ser pega. O rosto altivo da Sra. Forbes flutuou ante seus olhos, cheio de justificada indignação. Logo mudou para o de Ayame, rindo com rancor enquanto sua mãe apontava com o dedo acusador para Kagome.
Além do mais, parecia tal... Violação entrar na casa de alguém quando não tinha ninguém ali para remexer suas coisas. Odiaria que alguém lhe fizesse isso.
Entretanto, já haviam feito. Ayame violado a casa de Rin, e naquele momento teve em suas mãos a coisa mais íntima de Kagome.
-Vamos fazer – disse Kagome em voz pausada – Mas faremos com cuidado.
-Não podemos conversar? – inquiriu Rin com tom débil, passando os olhos do rosto decidido de Sango para o de Kagome.
-Não há nada o que conversar. Você vem. – a indicou Sango. – Você prometeu. – acrescentou quando Rin tomou ar para voltar a discutir, e levantou seu dedo indicador.
-O juramento de sangue foi só para ajudar Kagome a conquistar Inuyasha! – exclamou Rin.
-Pense de novo. – disse Sango. – Você jurou que faria qualquer coisa que Kagome pedisse em relação à Inuyasha. Não havia nada sobre um limite de tempo ou sobre "só até que Kagome o consiga".
Rin ficou boquiaberta. Olhou para Kagome que quase sorria diferente dela.
-Está certo – respondeu ela, solenemente – E você mesma disse "jurar solenemente com sangue significa que mantenha sua promessa aconteça o que acontecer".
Rin fechou a boca e ergueu o queixo.
-Ok – replicou com tom sombrio. – Agora estou obrigada durante a minha vida a fazer o que Kagome quiser que eu faça em relação à Inuyasha. Maravilhoso.
-Está é a ultima coisa que eu ti pedirei – disse Kagome. – Eu prometo. Juro que...
-Não diga isso! – interveio Sango, repentinamente séria. – Não diga isso, Kagome. Poderá lamentar mais tarde.
-Agora você também está se afeiçoando com as profecias? – inquiriu Kagome, e logo perguntou: - Então, como vamos conseguir a chave da casa de Ayame durante uma hora pelo menos?
DdoV
Sábado, 9 de novembro
Querido diário:
Sinto por ter passado tanto tempo. Ultimamente tenho estado ou ocupada demais ou deprimida demais – ou ambas as coisas – para escrever.
Além do mais, com tudo o que aconteceu, tenho quase um medo de ter um diário. Mas preciso de alguém a quem recorrer, por que justamente agora não existe um só ser humano, uma só pessoa na Terra, a quem eu não esteja ocultando algo.
Rin e Sango não podem saber a verdade sobre Inuyasha. Inuyasha não pode saber a verdade sobre Sesshoumaru. Tia Kaede não pode saber nada de nada. Rin e Sango sabem sobre Ayame estar com o diário; Inuyasha, não. Inuyasha sabe da verbena que uso todo dia agora; Rin e Sango, não. Inclusive que suas bolsas estão repletas dela. Uma boa coisa: parece funcionar, ou ao menos não voltei a andar sonâmbula pela noite. Mas seria uma mentira dizer que não tenho sonhado com Sesshoumaru. Aparece em todos os meus pesadelos.
Minha vida está cheia de mentiras nesse momento, e preciso de alguém com quem possa ser totalmente honesta. Vou esconder o diário embaixo da tabua solta do closet, de modo que ninguém o encontre, ainda que eu morra e esvaziem meu quarto. Além do mais algum dos netos de Souta brincará ali dentro algum dia e vai levantar a tábua e tira-lo, mas até então, ninguém. Este diário é meu último segredo.
Não sei por que penso na morte e em morrer. Essa é a mania de Rin; é ela que seria romântico. Eu sei o que realmente é: não houve nada de romântico quando mamãe e papai morreram. Simplesmente, as piores sensações do mundo. Quero viver por muito tempo casar com Inuyasha e ser feliz. E não há motivo para que não possa, uma vez que todos esses problemas fiquem para trás.
Exceto que há vezes em que me assusto e acredito nisso. E há coisas que não deveriam me importar, mas que preocupam. Como por que Inuyasha ainda leva o anel de Kikyou pendurado no pescoço, embora eu saiba que me ama. Como por que nunca disse que me ama, apesar de que eu saiba que sim.
Não importa. Tudo sairá bem. Tem que sair bem. Então estaremos juntos e seremos felizes.
Não há motivos para que não sejamos. Não há motivos para que não sejamos. Não há motivo.
Kagome deixou de escrever, tentando manter as letras da página centradas. Mas só se bagunçavam mais, e fechou o livro antes que uma lágrima acusadora pudesse cair sobre a tinta. Foi até o closet, levantou a tábua solta com uma lima para unhas e colocou o diário debaixo.
Levava a lima de unhas no bolso uma semana mais tarde, quando as três, Rin, Sango e ela, se detiveram ante a porta dos fundos da casa de Ayame.
-Depressa! – sibilou Rin desesperada, passando os olhos no pátio como se esperasse que algo saltasse entre elas. – Vamos, Sango!
-Pronto – disse Sango quando a chave encaixou por fim corretamente na fechadura com a lingüeta e a maçaneta cedeu com o giro de seus dedos. – Estamos dentro.
-Tem certeza que não estão em casa? Kagome, e se voltarem cedo? Por que não podemos fazer isso outro dia, ao menos?
-Rin, quer entrar de uma vez? Já falamos sobre isso. A empregada está sempre aqui durante o dia. E não voltarão cedo hoje, ao menos que alguém passe mal em Chez Louis. Agora vamos! – disse Kagome.
-Ninguém ousaria ficar doente no jantar de aniversario do Sr. Forbes – disse Sango com tom consolador a Rin enquanto a menor das meninas entrava. – Estamos a salvo.
-Se tem dinheiro o suficiente para ir a restaurantes caros, era de se pensar que deixariam umas luzes acesas – replicou Rin, negando-se a se deixar consolar.
Em si, Kagome se deu uma razão para isso. Parecia estranho e desconcertante vagar pela casa de outra pessoa na escuridão, e seu coração martelou asfixiantemente enquanto subiam as escadas. Sua palma, que se fechava na lanterna do chaveiro que mostrava o caminho, estava úmido e escorregadio. Mas alem de todos os sintomas de pânico, sua mente continuava funcionando friamente, quase com indiferença.
-Tem que está em seu quarto – disse.
A janela de Ayame dava para a rua, o que significava que tinham que ser mais cuidadosas ainda para que não vissem nenhuma luz ali. Kagome balançou o diminuto feixe da lanterna de um lado para o outro com a sensação de desalento. Uma coisa era planejar revistar o quarto de alguém, imaginar mentalmente a revisão eficiente e metódica das gavetas, e outra era está realmente ali de pé, rodeada pelo que parecia um milhão de lugares para esconder algo, e sentir medo de tocar em alguma coisa e Ayame perceber que estava mexido.
As outras duas garotas também estavam totalmente imóveis.
-Talvez devêssemos ir para casa – sugeriu Rin em voz baixa.
Sango não a contradisse.
-Temos que tentar. Ao menos tentar – disse Kagome, ouvindo o quão oca e baixa que soava sua voz.
Abriu com cuidado uma gaveta de uma cômoda alta e passou a luz por cima dos delicados montes de roupas intimas. Uns instantes de busca entre eles bastaram para comprovar que não havia nada parecido com livro. Colocou os montinhos de volta e fechou a gaveta. Logo depois soltou o ar.
-Não é tão difícil – disse – O que precisamos é dividir o quarto e revista-lo, cada gaveta, cada móvel, cada objeto bastante grande para esconder um diário.
Ela assinalou o closet e a primeira coisa que fez foi apalpar as tabuas do chão com sua lima de unha. Mas as tabuas de Ayame pareciam estar todas bem pregadas e as paredes do armário embutido soaram sólidas. Procurando entre as roupas de Ayame, encontrou varias coisas que ela havia deixado a outra garota no ano anterior. Sentiu-se tentada a levá-las, mas, é claro, que não podia. Examinou os sapatos e os bolsos de Ayame, mas nada revelaram, inclusive quando arrastou uma cadeira até ali para investigar a estante superior do closet.
Sango estava sentada no chão examinando um monte de animais de pelúcia que haviam sido relegados junto a outras recordações infantis. A garota passou os largos e sensíveis dedos sobre cada um procurando fendas no material. Quando chegou a um poodle fofo, se deteve.
-Eu lhe dei isso – murmurou. – Acho que em seu décimo aniversario. Pensava que o tinha jogado fora.
Kagome não pode ver seus olhos, a própria lanterna de Sango estava dirigida para o poodle.
Mas soube como a amiga se sentiu.
-Tentei fazer as pazes com ela – disse em voz baixa – Eu tentei Sango, na Casa Assombrada. Mas praticamente me disse que jamais me perdoaria por lhe tirar Inuyasha. Eu desejei que as coisas fossem diferentes, mas ela não quis deixar que elas fossem.
-E agora é guerra.
-E agora é guerra. – disse Kagome, categórica e contundente.
Observou enquanto Sango deixava o poodle em um lado e pegava o próximo animal; depois voltou para sua própria revista.
Mas não teve melhor sorte na penteadeira do que no closet. E a cada minuto que transcorria se sentia mais inquieta, com mais certeza de que estavam a ponto de escutar um carro chegando à entrada de acesso dos Forbes.
-Não serve de nada – disse Sango por fim, apalpando debaixo do colchão de Ayame. – Deve ter escondido... Espera. Há algo aqui. Sinto um canto.
Kagome e Rin a olharam fixamente dos lados opostos do quarto, momentaneamente paralisadas.
-Achei. Kagome é um diário!
O alivio descendeu como uma exalação através de Kagome e fez que se sentisse como um pedaço de papel enrugado que alisam e estiram. Podia voltar a se mover. Respirar era maravilhoso. Ela sabia, sabia todo o tempo que nada realmente terrível podia acontecer com Inuyasha. A vida não podia ser tão cruel, não com Kagome Higurashi. Todos estavam a salvo agora.
A voz de Sango soou perplexa.
-É um diário. Mas é verde e não azul. É o diário errado.
-Que?
Kagome lhe arrancou o pequeno caderno e dirigiu sua lanterna sobre ele, tentando converter o verde esmeralda em azul safira. Não funcionou. Aquele diário era quase exatamente como o seu, mas não era o seu.
-É o de Ayame – disse estupidamente, ainda sem querer acreditar.
Rin e Sango se empoleiraram junto a ela. Todas olhavam o livro fechado e se olharam.
-Pode haver pistas – disse Kagome devagar.
-É muito justo – concordou Sango.
Mas foi Rin quem realmente tomou o diário e abriu.
Kagome esquadrinhou por cima do seu ombro a letra pontiaguda e inclinada para trás de
Ayame, tão diferente das maiúsculas de notas violetas. Ao principio seus olhos não conseguiram focar bem, mas logo um nome lhe saltou a vista: Kagome.
-Espera o que é isso?
Rin, que era a única que realmente estava em uma posição que permitia ler mais de uma ou duas palavras, permaneceu em silêncio um momento, movendo os lá depois suspirou.
-Escuta isso – disse e leu –: Kagome é a pessoa mais egoísta que já conheci. Todo mundo pensa que é equilibrada, mas é certo que seja só frieza. Dá nojo o modo como as pessoas babam por ela, sem pensar que ela jamais se importa com nada nem ninguém que não seja Kagome.
-Ayame disse isso? Olha quem fala!
Kagome sentiu seu rosto ardendo. Era praticamente o que Kouga disse quando ela ia atrás de Inuyasha.
-Vamos, tem mais - disse Sango, dando tapinhas em Rin, que prosseguiu em tom ofendido.
-"Rin está quase igual de impossível esses dias, sempre tentando se fazer de importante. A ultima é fingir que é médium para que a gente a note. Se realmente fosse médium, descobriria que Kagome só a está usando".
Houve uma pausa embaraçosa e logo Kagome disse:
-Isso é tudo?
-Não, há algo sobre Sango: Sango não faz nada para detê-lo. Na verdade, Sango não faz nada a não ser observar. É como se não pudesse atuar; só pudesse reagir as coisas.
Alem do mais, ouvi meus pais falarem sobre sua família... Não me surpreende que ela nunca os mencione." O que significa isso?
Sango não se moveu e Kagome via unicamente seu pescoço e seu queixo na tênue luz. A garota falou em voz baixa e firme.
-Não importa. Continue olhando, Rin, procure algo sobre o diário de Kagome.
-Procure por volta de dezoito de outubro. Foi quando o roubaram – indicou Kagome, deixando de lado suas perguntas; já que as faria a Sango.
Não tinha nenhuma anotação para dezoito de outubro nem o fim de semana seguinte.
Nenhuma delas mencionava o diário.
-Bom, então é isso – disse Sango sentando-se atrás. – Este livro não serve. A menos que queiramos chantageá-la com ele. Você sabe algo como que não mostremos o seu e ela não mostra o seu.
Era uma idéia tentadora, mas Rin detectou uma falha.
-Não há nada ruim sobre Ayame, e aqui; não são mais que queixas sobre outras pessoas.
Principalmente nós. Aposto que encantaria Ayame que fosse lido em voz alta no colégio. Animaria seu dia.
-Então, o que faremos com ele?
-Devolve-lo a seu lugar – respondeu Kagome com a voz cansada.
Passou a luz da lanterna pelo quarto, que a seus olhos parecia estar repleto de sutis diferenças em comparação com a que tinham encontrado.
-Simplesmente teremos que continuar fingindo que não sabemos que ela tem meu diário e esperar outra oportunidade.
-Concordo – disse Rin, mas continuou olhando o livro dando risadas soltas de vez em quando e uma bufada ou um sibilar indignados. – Quer ouvir isso? – exclamou.
-Não há tempo – disse Kagome.
Havia dito algo mais, mas nesse momento Sango falou e seu tom exigiu a imediata atenção de todo mundo.
-Um carro.
Foi só um segundo para determinar que o veículo estava na entrada de acesso dos Forbes.
Os olhos e a boca de Rin estavam abertos e redondos e a garota parecia paralisada ajoelhada junto à cama.
-Anda! Vamos – disse Kagome tirando-lhe o diário – Apaguem as lanternas e saiam pela porta dos fundos.
Já se moviam Sango estando à frente de Rin. Kagome se deixou cair de joelhos e levantou o lençol da cama até o colchão de Ayame. Com a outra mão empurrou o diário para frente, encaixando-o entre o colchão e a parte que circundava a parte baixa da cama.
As molas finalmente recobertas se cravavam no braço que estava abaixo, ainda pior era o peso do colchão que caia em cima. Deu ao livro mais alguns empurrões com os dedos e logo extraiu o braço debaixo do colchão, estirando o lençol para deixá-lo como estava.
Deu uma olhada frenética de novo no quarto enquanto saia; não havia tempo para arrumar mais nada. Enquanto descia veloz e em silêncio as escadas, olhou a chave da porta principal.
Logo em seguida foi uma espécie de pega-pega espantoso. Kagome sabia que não a estavam perseguindo deliberadamente, mas a família Forbes parecia decidida a esquadrinhar sua casa. Regressou por onde havia vindo enquanto luzes e vozes se materializavam no vestíbulo se dirigindo para as escadas. Foi até o interior da ultima entrada do corredor abaixo, e eles pareciam segui-la. Cruzaram o hall; estavam justo ante o quarto principal.
Girou em direção ao banheiro, mas viu acender a luz de repente por baixo da porta fechada, cortando a fugida.
Estava atrapalhada. Os pais de Ayame podiam entrar a qualquer momento. Viu as portas envidraçadas que davam para a varanda e tomou sua decisão nesse instante.
Fora o ar era fresco e sua respiração arquejante resultava ligeiramente invisível. Uma luz amarela surgiu do quarto onde estava e se agachou a esquerda mantendo-se fora do caminho. Logo, o som que estava temendo se escutou com terrível claridade: o deslize da maçaneta da porta, seguida por um ondular de cortinas produzido ao abrir as portas envidraçadas.
Olhou ao redor freneticamente. A distância era grande demais para saltar e não havia nada que a segurasse na descida. Isso deixava só o telhado, mas não havia nada para subir.
Contudo, algum instinto a fez tentar e já estava sobre o corrimão da varanda, procurando no tato algum lugar para subir quando uma sombra apareceu entre as vaporosas cortinas. Uma mão a separou, uma figura começou a sair e então Kagome sentiu que algo agarrava com força sua mão fechando-se no seu pulso e içando-a para o alto. Deu um impulso automaticamente com os pés e se encontrou no telhado de telhas de madeira. Enquanto tentava tranqüilizar a irregular respiração, olhou adiante agradecida para ver quem era seu salvador... E ficou gelada.
N/A: Oi gente, de quem será a mao? Com o: "E ficou gelada." Se tem uma pequena noção de quem é espero que tenham gostado.
Respostas as Reviews:
Ayame Gawaine:
É eram eles! Que coisa feia roubar as coisas dos outros.
Bem feito para o espertinho. \o/ O Inuyasha ficou tão atencioso com a Kagome.
A verbena é uma erva medicinal em forma de flores usada para fazer aqueles remédios antigos mesmo. Será que deu p/ entender um pouco ou você já tinha lido?
Tchauzinho até a próxima.
