Ricos, Famosos e Felizes?
Disclaimer: A história pertence a Karen Vera, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.
Sinopse: Edward Cullen é filho de um milionário, irmão de Alice e Emmett. Seus pais Carlisle e Esme eram o casal perfeito, até que ele toma a medida drástica de separar. Os olhos não podem acreditar, nunca viram qualquer evidência de desunião, muito pelo contrário.
Mas até então o marido e pai perfeito, esconde um jovem segredo, um amante, Isabella Swan. Edward tenta contato com ela para parar essa relação que terminou com sua família, mas vai ficar chocado quando encontrá-la…
Capítulo 10 - Conhecendo Um ao Outro
(Tradução: Ingrid Andrade)
Corri para o banheiro quando percebi que estava sozinho. Liguei o chuveiro e tomei um banho rápido, no princípio um pouco gelado e logo muito quente. Só tive tempo de colocar um pouco de mousse no cabelo, que além disso, já estava bastante grande. Peguei um jeans azul enferrujado, uma gola rulê cinza e uma camisa branca em cima, que deixei aberta. Peguei um par de tênis, jovem demais, talvez, e corri para a minha vizinha. Bati sutilmente, mas ninguém saiu, onde ela tinha ido ou ela simplesmente não queria abrir para mim? Insisti um pouco mais, até que passou uma empregada ao meu lado. Fiz um par de sinais para saber se ela me entendia e resultou que ela falava espanhol melhor que eu.
— Você viu a garota que fica aqui? — mostrei a porta do dormitório.
— Uma garota mais branca do que a neve? — ela exclamou divertida. Assenti — acho que a vi lá embaixo, tomando café da manhã — riu um pouco presunçosa.
— Obrigado — respondi com uma risadinha de alívio. Ela não havia ido embora.
Desci as escadas e caminhei até o salão. Procurei-a rapidamente, até que meu olhar caiu no canto direito que dava para a rua, com uma grande janela mostrando a maravilhosa praia do Leblon. O coração voltou a tomar seu lugar. Engoli saliva e me aproxime dela com cautela, mas esboçando um sorriso agradável.
Bella não havia me visto, ela estava lendo. Em frente a ela tinha uma xícara de café vazia e um copo com frutas meio cheio. Senti fome. Olhei para trás, mas já haviam retirado o buffet do café da manhã, já passavam das onze da manhã. Aproximei-me dela e beijei seu pescoço.
— Bom dia — ela deu um pulinho, surpresa. Seus olhos chocolates me fulminaram com o olhar.
— Olá… Edward — parecia um pouco consternada e talvez, incomodada.
— Posso me sentar? — indiquei a cadeira em frente a ela.
— Claro — respondeu com um sussurro fraco.
Olhei para trás em busca de um garçom.
— Acho que a hora do café da manhã acabou — eu sorri, tentando que ela não notasse minha ansiedade. Ela assentiu. Levantei minha mão para chamar a atenção de uma garota muito boazinha que atendia as mesas — Você me traz um chocolate quente? — a menina ruborizou um pouco, e Bella me bateu por baixo para parar de flertar com a garçonete. Abri os olhos, esboçando um sorriso culpado de inocência. Bella negou com a cabeça, sorrindo. A menina foi fazer meu pedido.
— Por que você gosta de incomodar as pessoas? — ela me repreendeu como uma mãe.
— Deus! Não é isso… só pedi meu chocolate — arqueei uma sobrancelha, agora flertando com ela.
— Ha! O modo frequente que você tem que solicitar seus pedidos — se inclinou para traz e bufou, enquanto olhava o dia esplendoroso.
— Você está com cíumes? — respondi fascinado.
— Cíumes do que? Não somos nada, Edward. Apenas dois companheiros de trabalho — ela arqueou uma sobrancelha com malícia e suas palavras me calaram profundamente.
— Mmmmm… que companheiros de trabalho íntimos nós somos… tão solidários que compartilhamos até a cama — Ui, ui, ui! Não pude deixar de dizer. Que idiota! Agora sim ela se irritaria e me mandaria para o inferno. Apertei a mandíbula esperando sua reação. Ela inspirou profundamente e sorriu torto, aplacando sua irritação.
— Bom, o álcool não é o melhor dos companheiros e claro, de vez em quando te induz a erros — seu olhar assassino me abalou por completo.
— Erros? Ah? — exclamei com o ego ferido. Ela sorriu. Chegou meu chocolate, cheirava muito bem.
— Por acaso você não pensa o mesmo que eu? — questionou indolente. Neguei com a cabeça.
— Pensei que você pelo menos ficaria comigo até de manhã — sussurrei com a voz aguda. Bella me olhou com os olhos redondos, mas satisfeitos.
— Não teríamos chegado para o café da manhã — ela contestou indiferente, era evidente que desviava do assunto. Levantei as mãos da mesa, negando com a cabeça. Ela se levantou, inclinou-se levemente e beijou minha testa, mas desta vez, segurei sua mão com força.
— Não vá — lhe pedi suplicante. O corpo de Bella tensionou e ao olha-la, notei que suas bochechas ficaram repletas de rubor.
— Edward, por favor...— retrucou inquieta, mas voltou para a cadeira. Não a soltei até que ela se sentou. O calor que emanava de sua pele queimava a minha. Ficamos nos olhando um par de minutos, sem dizer nada, até que finalmente consegui articular algumas palavras.
— Você gostaria de fazer um tour pelo Rio? De qualquer forma, nós ficamos até amanhã a noite… — mastiguei com alegria a última frase, nós sozinhos por mais de vinte e quatro horas. Uf! O paraíso na terra! Ela sorriu e assentiu com a cabeça, já mais entregue.
Sua pele branca parecia reluzir entre a maioria das morenas que nos rodeavam. Sempre me pareceu que ser tão branca era uma desvantagem, considerando a beleza da perfeição das peles bronzeadas, mas a dela, a de Bella, me parecia sensacional. Terminei de beber o chocolate e me dirigi até a recepção. Não pude deixar de segui-la com o olhar. Seus quadris se moviam de um lado para o outro, de um modo tão sensual que excitava minha pele só de lembrar. Faz tão poucas horas que eu havia estado dentro de seu corpo e a havia feito minha. Sorri.
O tour tinha sido definido para uma da tarde. Nos levariam para conhecer o Pão de Áçucar, o Cristo Redentor, o Maracanã e o Sambódromo. Subi as escadas para informa-la. Bati em sua porta com calma e ela não demorou para abrir.
— À uma passam para nos buscar — lhe avisei, desejando que me deixasse entrar em seu quarto.
— Per… fei… to — balbuciou nervosa. Olhei para ela, pedindo-lhe para me deixar entrar. Minhas ilusões foram frustradas completamente quando ela fechou a porta no meu rosto. Dei meia volta, entre no meu quarto desanimado. Abri o vitrô e fui para varanda para tomar ar puro. Observei o mar verde azulado esplendoroso que atingia a costa com bravura. As pessoas caminhavam pela orla de mosaicos e uma leve brisa se assomava com a timidez da paisagem, removendo, sutilmente, algumas àrvores e palmeiras. Entrei no quarto novamente, era meio dia e meia.
Ouvi algumas batidinhas na minha porta e quando abri encontrei a figura de Bella sutilmente plantada no outro lado da porta.
— Posso? — pediu permissão com delicadeza. Sorri. Ela estava com jeans justo, uma camisa azul, tênis e uma mochila pendurada no ombro. Parecia uma colegial! Fiquei a olhando com prazer e ela me observou meio de lado com um sorriso — O que? — questionou.
— Você parece uma menina de quinze anos — respondi imediatamente.
— Bem, eu tinha que me colocar em sintonia com meu acompanhante, ou não? — torceu os lábios em um sorriso caprichoso — senão iria parecer sua tia ou sua… — vomitou uma de suas indiretas hostis.
— Mamãe? — completei sua frase. Ela se levantou imediatamente — Jamais! — respondi sarcástico — mas sim pareceria minha namorada — soltei essa última frase como se fosse uma consequência da nossa conversa.
— Nenhuma das anteriores — ela disse imediatamente. Colocou sua bolsa encostada na mesa de centro e me chamou — Venha! — caminhei até ela como um idiota — Sente-se! — ela ordenou com um sorriso malicioso nos lábios. A segui sem dizer nada. Abriu a bolsa e tirou um tubo de protetor solar — Aposto que você nem sequer trouxe um? — Ela mordeu o lábio inferior. Pegou o frasquinho e despejou uma boa quantidade em uma das mãos. Em seguida esfregou ambas e começou a cobrir minha pele com esse creme úmido e frio, mas que, no entanto, era muito agradável pela suavidade de seus dedos.
Começou nas bordas do meu nariz, continuou até que foi para as bochechas, testa e o queixo até chegar no pescoço. Pegou uma das minhas mãos e terminou de cobrir minha pele com esse produto grosso. Cruzei meus braços ao redor de sua cintura e ela se inclinou para me beijar.
Unimos nossos lábios em uma sincronia sensual. Sua boca estava úmida e quente e se abriu sem dificuldade para deixar minha língua passar. Não pude deixar de suspirar ao beija-la, isso era muito bom. Peguei-a pelos quadris e ela se inclinou imediatamente, dobrando os joelhos para sentar-se em minhas coxas. Suas pernas delicadas se acomodaram uma em cada lado dos meus quadris. Ficamos frente a frente. Eu podia sentir o calor sensual que emanava de seu interior e como se pousava em minha pélvis.
Enrolei as pontas de meus dedos em seu cabelo longo, enquanto sua boca descia até o meu pescoço. Estremeci por completo ao experimentar o calor de seus lábios no lóbulo da minha orelha e imediatamente passei minhas mãos por baixo de suas nádegas firmes e torneadas para trazê-la mais perto de mim. Seus quadris começaram a se mover instintivamente, fazendo meu "irmão mais novo" se erguer por completo, sentindo-se um prisioneiro na minha calça grossa. Rodeei sua cintura com minhas mãos, delineando a deliciosa curva que se formava, até seus seios e descia para os seus quadris. Coloquei meus dedos no botão de seu jeans e o desabotoei, baixando também o fecho e passando uma de minhas mãos entre sua calça justa e a calcinha, verificando a umidade de sua virilha. Seus quadris deslizavam ainda mais… até que...
Trn, trn, trn!
O telefone tocou insistentemente! Arg! Eu o esqueci. Meus lábios já estavam em um de seus seios, evidenciando a delícia de como seus mamilos se erguiam e mudavam de textura e cor.
Trn, trn, trn! ¡Trn, trn, trn! ¡Trn, trn, trn!
Seus dedos delicados e finos estavam, pele a pele, em minha masculinidade.
Trn, trn, trn! ¡Trn, trn, trn! ¡Trn, trn, trn!
As calças de Bella estavam abaixo de suas nádegas, a parte superior de sua calcinha estava se enrolando para baixo e eu já me preparava firmemente para liberar minha parte intíma… até que...
Toc, toc, toc! ¡Toc, toc, toc!
A porta! Arg!
— Senhor Cullen, o esperam no hall para o tour — Merda, merda, merda! Bella sorriu, absolutamente corada e começou a subir a calça. Nãããããooooooooooo! Que tour que nada! Eu preferia quinhentas mil vezes ficar com ela trancado aqui, antes de ir ver morros, roupas e monumentos do futebol. Já era tarde, ela estava completamente vestida e me ajudava a subir meu jeans.
— Ficará pendente! — ela sussurrou no meu ouvido. Subi as calças e respondi com um grito furioso.
— Vou! — Bella beliscou minha bunda e não pude deixar de sorrir.
Saimos do quarto absolutamente quentes. Começamos subindo até o Cristo Redentor, logo passamos pelo Maracanã, seguimos pelo Sambódromo e finalmente acabamos no Pão de Àçucar. Já estava anoitecendo quando voltamos ao hotel.
— Vamos jantar? — Lhe propus.
— Claro! Estou morta de fome — tomamos banho, lamentavelmente separados, e voltamos a nos ver na sáida de nossos respectivos quartos. Pegamos um táxi que nos levou a um restaurante luxuoso na praia. Bebemos algumas caipirinhas e sua pele não demorou para avermelhar.
Beije-a tantas vezes como se ela fosse minha namorada. Ela respondia com risinhos sensuais sem se importar com quem nos viu. Comemos peixe e bebemos mais cachaça. Rimos de muitos absurdos que nos vieram a cabeça. Finalmente me atrevi a perguntar.
— Bella, posso te fazer uma pergunta? — olhei-a fixamente nos olhos, que esperavam com expectativa.
— Diga… — respondeu sem deixar de me olhar.
— Por que você sai com o meu pai? — ela engoliu incomodada e rapidamente, seus dentes superiores morderam seu lábio inferior.
— Bom, com C… com seu pai — ela pigarreou para limpar a gangar — o admiro bastante.
— "Admira" ele — destaquei divertido — Deus! Isso é muito bom… não é nada perto de um "o amo" — exalei aliviado. Ela sorriu e continuou sem que lhe dissesse nada mais.
— Ele era muito amigo do meu pai…
— Era? — a interrompi.
— Charlie morreu quando eu tinha dezesseis anos… — seus olhos chocolate se derreteram em nostalgia.
— Sinto muito! — adicionei.
— E seu pai havia se comprometido a me ajudar no caso de que o meu não pudesse. Algo como meu padrinho… — continuou.
— Deus! Padrinho pervertido — cuspi sem filtro. — Você sabe, o padrinho é uma espécie de guia espiritual… — eu disse irritado. Ela negou com a cabeça, com um sorriso e continuou.
— Nunca soube que era ele quem havia pagado meus estudos, até que minha avó confessou quando eu já estava trabalhando no banco de New York. Eu queria lhe agradecer tudo que havia feito por mim. Minha avó se negou, mas não foi necessário aprofundar mais… uma noite, numa festa anual do banco, chegou um homem de negócios, muito sofisticado, encantador, amável e…
— É o suficiente! — lhe lembrei educadamente, mas com a voz irritada — Era ele, certo? — Bella assentiu.
— Nos conhecemos nessa noite… ele me contou que estava se separando após 20 anos de casamento e bom, me ofereceu para trabalhar em sua empresa. Aparentemente ele já tinha feito um acordo com Caius, o dono do banco. Lhe disse que pensaria, mas fez uma oferta que eu não pude recusar. Quando contei, minha avó revelou a verdade, e com mais razões não podia negar — movi a cabeça da esquerda para direita, enfurecido. Ele se aproveitou da amizade com o pai de Bella! Arg!
— É mentira que ele estava se separando — a corrigi e ela ficou tensa.
— Agora eu sei. Eu soube desde o dia que conheci vocês — ela me olhou preocupada.
— Bella, não é necessário que você devolva nada. Foi horrível de sua parte te cobrar a ajuda que ele havia prometido ao seu pai — tentei convencê-la.
— Ele jamais me pediu por esse motivo… — ela contra indicou imediatamente.
— Não de primeira, mas finalmente foi o que ele fez — neguei com a cabeça irritado, mas ela estava triste, então continuei com outro assunto — e sua mãe?
— Bom, ela se suicidou quando eu tinha seis anos — seu corpo estremeceu. Oh, oh! Meu interrogatório ia de mal a pior, melhor pedir a conta.
Caminhamos pela orla da praia do Leblon, sob o luar prateado que iluminava a praia. Bella ia calada, com certeza eu havia a incomodado. Um impulso super protetor me levou a rodea-la pela cintura, com minha mão direita, segurando-a contra mim. Coloquei-me no meio de seu caminho e peguei seu rosto em minhas mãos.
— Você gostaria de ficar mais alguns dias aqui no Brasil? — beijei o lábio superior dela e ela se sacudiu. Levantou seu rosto e voltou a sorrir.
— Claro! — agora foi ela quem aproximou seus lábios dos meus.
Essa fic tem alguns capítulos prontos, então vou postando ela uma vez por semana enquanto outros capítulos são traduzidos.
Esse casal ainda tem muita história pela frente. Espero que quem estava lendo volte a acompanhar, vou ficar muito feliz com isso
Beijos
xx
