Capitulo 10
Após arrumar nossas roupas e nos limpar um pouco, Jasper e eu continuamos em nossa missão de comprar um novo sextante para navegação. No entanto, uma vez que pisamos numa pequena loja, sabíamos que tínhamos um problema.
— Lady Isabella? É você? — uma voz familiar me chamou.
O medo fez meu estômago parar. Virei na direção do som com um sorriso forçado. —Jessica. Tudo bem? O que está fazendo em Nassau?
A jovem morena bonita formou um sorriso. —Papai vai me levar para ver a fazenda. Estamos parando aqui simplesmente para comprar suprimentos. —Seu olhar viajou pelo o meu vestido desgastado e então para o meu companheiro.
—E você, está aqui com o Barão Volturi?
— Err... sim . — eu olhei de relance no Jasper, que felizmente olhou o mínimo como um pirata dos meus três homens. — Este é meu guarda.
Ela levou mão ao peito. —Eu ouvi um boato que o navio do Barão tinha sido atacado por piratas. E estava tão preocupada com você.
— Eu agradeço sua preocupação, mas estou bem, como você pode ver.
Olhos dela fixos incisivamente em meu vestido.
—Você está? De verdade?
—Sim. —Eu mordi o meu lábio. —O barão pensou que seria bom se eu me misturasse para impedir que assassinos e ladrões me atacassem.
—Claro — ela disse, embora eu achasse que ela não estivesse acreditado em minhas palavras. Ela olhou novamente para Jasper, que estava a conversando com o lojista. Quem me dera que ele se apressasse para sairmos deste encontro estranho.
Eu estava prestes a me desculpar e fugir para longe de Jessica, quando um homem com uma barba longa, um casaco esfarrapado e uma espada longa em seu quadril entrou na loja. Ele apertou a mão no ombro de Jasper com um sorriso cheio de dentes.
— Se não é Jasper Whitlock do Fúria da rainha, — ele disse, sua voz naturalmente em alto e em bom som. — Prazer em encontrá-lo aqui. Como está o Capitão Cullen ultimamente?
Olhos de Jessica se arregalaram, e eu sabia que ela tinha percebido que tudo que eu tinha dito era mentira.
—Não é o que você pensa — eu disse, quando alcancei para o braço dela. Mas ela me empurrou para longe e saiu correndo da loja como se tivesse visto o próprio diabo.
Droga. Sem dúvida ela estava a caminho para alertar as autoridades que eu estava ali. Provavelmente pensou que eu tinha sido sequestrada ou algo assim.
Jasper veio para meu lado, carregando um pacote embrulhado.
— Problemas?
— Possivelmente. Uma velha amiga descobriu quem você é e sabe que eu estou com você e saiu correndo.
Ele concordou.
— É melhor apressarmos nosso encontro com o Capitão.
Corremos pelas ruas empoeiradas de Nassau em direção à taverna, onde o capitão e Emmett foram encontrar com alguém. Eu ficava olhando na direção onde Jessica correu, mas não podia ver onde ela tinha ido. Rezei para que ela não tivesse fazendo algo precipitado.
Jasper me levou para um edifício de madeira com janelas pequenas, e quando nós pisamos la dentro fui recebida com o cheiro de álcool e suor. Música tocava no canto, marinheiros e outros homens estavam espalhados pela sala, bebendo e comendo, muitos com uma mulher peituda no colo.
Masen e Emmett estavam sentados em uma mesa no canto, falando com outro homem. Quando nos aproximamos Masen entregou ao homem um saco de moedas, então, o mandou embora.
Jasper, inclinou-se e falou baixinho no ouvido do Masen o atualizando. Ele assentiu com a cabeça bruscamente e levantou-se, com Emmett fazendo o mesmo.
—Hora de tomar sua decisão amor .— Masen disse.
Eu abri minha boca para responder, mas então a porta para a taverna foi aberta e um soldado decorado de alta patente entrou, seguido por uma meia dúzia de outros soldados. Seus olhos examinaram a sala até que se fixaram mim, então ele levantou os braços e mandou os seus homens para frente.
Mason removeu ambas as pistolas.
—Emmett, leve Isabella e a coloque no barco.
— Não, eu não deixarei você, — eu disse, com coração batendo tão alto que eu tinha certeza de que todos na taberna podiam ouvi-lo.
—Nós estaremos bem. —Ele deslizou um braço na minha cintura, me puxando para perto, deu um beijo rápido e então me entregou para Emmett. — Vá. Agora!
Outros na taberna também tinham levantado e se juntaram na luta ou simplesmente tentavam escapar do fogo cruzado, eu não fazia ideia. Emmett pegou a minha mão e me
arrastou para a saída, com uma pistola pronta na outra mão. Olhei para trás enquanto nós atravessámos a sala lotada e vi Masen disparar a suas pistolas para os homens mais próximos. Quando eles caíram, ele deixou cair as armas de fogo e pegou suas duas espadas para o seu próximo adversário. Ele lutou com ambas as espadas em uma dança fácil, movendo-se como um diabo em forma humana, mais rápido do que qualquer homem tinha o direito de ser. Em suas costas, Jasper balançou sua espada com uma mão e levantou a pistola com a outra, certificando que nossa fuga fosse limpa.
Emmett me levou para fora através de uma porta traseira, eu me esforçava para acompanhar seus passos longos. Eu odiava deixar Masen e jasper para trás e em perigo, mas realmente não havia nada que pudesse fazer. Não sabia como lutar, afinal. Nunca tinha usado uma pistola antes.
Três soldados nos viram quando passamos pelas docas, e eles correram em nossa direção com um grito. Emmett bloqueou meu corpo com seu enorme tamanho e levantou sua pistola, mas um dos homens bateu de lado com a sua espada. John puxou a sua espada, grande e curva com uma borda maligna e se defendeu da lâmina do soldado. O soldado foi mais rápido do que o Emmett, mas poder muscular de Emmett compensou isso, e ele foi capaz de se defender dos três homens que atacaram ele. Por um tempo, de qualquer forma.
Com um rosnado, Emmett bateu as cabeças de homens juntas ao mesmo tempo, o terceiro soldado cortou as costelas de Emmett com sua espada. Emmett tropeçou, segurando o lado dele, e eu tive pânico por uma fração de segundo com a percepção que o soldado iria esfaqueá-lo novamente. Desta vez, até a morte.
Sem pensar, eu peguei a pistola de Emmett do chão, engatilhada e disparei contra o homem.
O tiro foi alto e o ar cheirava a pólvora, mas o soldado caiu, com um maldito buraco no peito.
Eu tinha matado outro homem.
Minhas mãos tremiam enquanto eu olhei para o cadáver, e deixei cair a pistola. Emmett a pegou enfiado no cinto, em seguida, pegou minha mão e me arrastou para longe do corpo. Ele mancou a cada passo com a sua mão livre pressionada contra a ferida sangrenta do lado dele.
—Vamos, — ele disse. — Vamos para o barco.
—Mas você está ferido!
—Não muito.
Não acreditei nele, mas não havia nada a fazer aqui, no meio de Nassau com soldados na nossa cola. Uma vez que estivéssemos no barco estaríamos a salvos.
