Respondendo:

Respondendo:

Pure-petit Cat: É, eu tirei a idéia de Death Note (desvia de pedra). Falando em Death Note, odiei o final do Mangá... ù.ú O nome do bichinho é Leprechaun, o nome do Leprechaun eu esqueci agora... Aqui está mais um capítulo e sorry pela demora!

Carol Coldibeli: É, né... Eu fiquei surpresa quando vi que eu tinha escrito que Carlo tinha arrastado Shaka e Shion! ô.ô E a idade do Carlo... Bem, não fale comigo, fale com o Rodrigo! Vixi, é moda esquecer o nome do amiguinho da Layla! XD Até eu esqueci, só lembro o nome da criatura! ô.ô

Paty-Kon-Chan: Ok! Bem, eu planejava postar mais fanarts hoje, mas deu uns piripaque no meu PC e o capítulo atrasou, aí não deu tempo de pintar! Mas acho que amanhã eu consigo postar mais uns fanarts! n.n Pois é, pois é, pois é! Eu gosto de mistérios! É mesmo, pobre Kamus... É que eu gosto de judiar dos personagens! (desvia de outra pedra) E como homens são desorganizados... Meu primo Kanon, então... Um horror de desorganizado!

Kanon: Ei!

Tenshi: Fica Quieto!

Nikke a deusa da vitória: OK, ok, ameaças retiradas, mesmo que eu não consigo matar os personagens! Sou boazinha demais da conta! T.T

Kanon: É o que dá ser ambientalista... ¬¬

Tenshi: Correção, futura ambientalista, pois ainda vou fazer 14 aninhus dia 18 de junho. u.u E pois é, acho que a Chiisana vai querer a MINHA cabeça se resolver ler essa fic! Mas eu duvido, ela disse que não gosta muito de fics de fichas! n.n

Anzula: Eu também acho, mas é que eu precisava mostrar alguns acontecimentos!

Kamus: Eu juro que se eu não me desse bem nessa fic, eu te congelava, Tenshi... ¬¬Tenshi: Nem pense nisso. Ò.ó

Lary-Hyuuga: Você ainda não se matou, certo?! Bom, tomara que não, né... Desculpa a demora, é muita fanfic pra uma cabeça só! Pois é, Brunn modo irritante On! XD Tadinho do Shaka mesmo... E ele ainda vaisofrer um titiquinho nessa fic! XD

Krika Haruno: Nossa, a primeira que fala que o Adam é lindo! O.O Até eu me achei muito cruel, eu devia ter feito o Eduard morrer mais suavemente... u.u É, que bom que meu priminho tem uma fã tão dedicada!

Saga: (manda beijo pra Krika)

Tenshi: É, eu tinha que fazer ele responder todas as suas perguntas... (Rada com uma arma na cabeça da Tenshi) Mu vai realmente perder a paciência... Shun abusado:? Bem, sem comentários, mas acho que vai ser o contrário, isso sim... Pois é, Dite sabe irritar quando quer! XD AHHHHH, Eu esqueci de colocar o meu primo!! (arrumando esse detalhe no capítulo 9) Eu pensei em fazer isso, mas aí achei que tava apressando demais as coisas (desvia de outra pedra). O cara, se é o que matou o Eduard? Não sei... Tenho ainda muitos planos para a fic!

Lysley Almada2: Sabe, acho que vou colocar a ficha que você me enviou e a que eu fiz adaptações. Você tem o direito, certo?

Anya-san: Ok, eu entendo. Quase que eu não consigo entrar hoje pra colocar o capítulo, eu espero. Que bom que está gostando!

Nina-carol: Certo, normal. EU tava achando semana passada que eu não ia poder entrar na net um bom tempo, por causa de uma queda de energia que sobrecarregou o no-break do meu PC! Mas, graças a Deus, meu pai tinha um no-break reserva, e o outro foi pro concerto (escrevi com a letra certa?) já que a bateria estufou e uns trocinhos que eu esqueci o nome também...

Rodrigo DeMolay: É mesmo? Que bom, foi essa a minha intenção! E luta Carlo x alguém... Vai ter, é só aguardar o Baile.

E comemorando a marca de 106 reviews, eu gostaria de agradecer à todos que lêem está fanfic. E pedindo de forma suplicante, gostaria de pedir que vocês lessem a minha série de fanfics de Saint Seiya, que ainda não está concluída. Preciso saber se alguém lê e gosta de tais fanfics!

Disclaimer: (tô começando a cansar de escrever Disclaimer...) Saint Seiya e seus personagens não me pertencem. Os créditos das fanfics de ficha vão todos para Pisces Luna.

O Baile na Mansão Heinstein

Capítulo 9:

Stranger II

Quarto do Saga

O geminiano havia entrado e sentado na poltrona de veludo royal pesadamente. Dava graças por não terem lhe perguntado o que achara de Krika, e principalmente, por ter escapado. Não que não houvesse gostado da austríaca, mas tinha a sensação de que ela não era humana (NA: Dãããã, como a maior parte das convidadas. -.-).

Ouviu baterem a porta de seu quarto, e como simplesmente ainda não trancara a porta, falou um entre sôfrego, e Kanon abriu a porta, entrando e fechando-a novamente.

Kanon: Devia trancar a porta, sabe-se lá o que vai acontecer durante a madrugada! – falou sério, e Saga simplesmente não entendeu o irmão.

Saga: Que quer dizer? – perguntou arqueando uma sobrancelha, endireitando-se na cadeira.

Kanon: Tem alguém rondando a mansão, e não é humano. E acho que você se lembra que o porteiro Eduard foi assassinado. Não é bom ficar facilitando. – falou num raro tom sério, fitando o irmão.

Saga: Eu sou um Cavaleiro de Ouro! O que quer que seja, dificilmente vai me vencer. – falou confiante de sua força.

Kanon: Que seja! Mas sabe-se lá quais criaturas andam pela face da terra até hoje e onde andam. – falou indo até a janela, observando a chuva cair. – Por que não disse o que achou da Krika? – perguntou voltando o rosto para a direção do irmão.

Saga enrubesceu.

Saga: Não é da sua conta! – falou bufando, trincando os dentes.

Kanon deu um risinho cínico, enquanto erguia uma sobrancelha.

Kanon: Sorte sua que a maioria queria mais era saber o que o Kamus achava e nem repararam que você não falou. Sabe, acho que você está apaixonado... – disse abafando o riso, indo para a porta, saindo e fechando a mesma antes que uma almofada índigo claro o acertasse, ao invés disso, acertando a porta de cedro vermelho.

Saga: Ainda mato o Kanon. – murmurou entre dentes, levantando e trocando de roupa, para então deitar-se, envolto de um incômodo silêncio.

Quarto da Lune

A tcheca estava mexendo em seu notebook com Internet via satélite, claro, colocando no ar os mais novos artigos em seu blog, os perfis dos presentes na mansão que ela já fizera e buscando informações sobre os ditos que estavam lá, ou mais especificamente, sobre os homens. Mexia em todos os sites, fazia uma pesquisa minuciosa.

Após clicar no link de um blog meio... Estranho, com acesso restrito à uma pequena lista de blogs, e para sua sorte, lá estava o seu blog. O nome já era estranho, "Santuário de Athena" (N/A: Acho que sei de quem é... o.ô), e a foto usada pela pessoa era de Saori Kido! Mas, pera lá, Saori Kido era a outra convidada de Pandora!

Deu mais uma pesquisada ainda no mesmo blog e descobriu na lista de acesso restrita estavam os blogs de vários homens e algumas mulheres, e xeretando como queria, achou um de nome "Casa de Gêmeos: Kanon". Estranhando, resolveu fazer uma visita. Na imagem de entrada, quem poderia estar, além de Kanon? E realmente, era o ex-general Marina quem estava ali, na frente da Casa de Gêmeos, sem blusa com um óculos de sol da Ray Ban. Mostrava todos os músculos tem trabalhados do tórax e do abdome, com um sorriso malicioso nos lábios (N/A: Ai ai, se não fosse meu primo... (suspira)).

Lune não soube quanto tempo, exatamente, ficou ali, admirando a foto do geminiano com suspiros e direito à coraçõezinhos no lugar dos olhos. Acordou somente quando ouviu o som de algo batendo com força na sua janela, quase dando um berro.

Ao virar-se na cadeira rotatória da escrivaninha, viu uma enorme mancha de sangue no vidro da janela que a chuva se encarregava de limpar. Ia desde o alto e descia como se algo tivesse sido arrastado, até onde acabava o vidro. Desesperada, levantou-se e abriu a janela, sem importar-se com a chuva que a molhava. Olhou lá embaixo, no jardim.

Na grama verde, molhada sem descanso pela chuva, via uma silhueta aparentemente humana, mas com longas asas brancas. Parecia meio perdido, olhava para todos os lados, como que procurando uma direção. De repente, a "pessoa" olhou para o alto, caindo de joelhos e transformando-se num lobo, que saiu correndo em direção ao bosque da propriedade. Via-se uma mancha vermelha onde o que quer que fosse aquilo ficou parado um tempo.

Julgando ser coisa da sua imaginação, colocou a cabeça para dentro e fechou a janela. A chuva já terminara de limpar o vidro, e a tcheca, acalmando a respiração e os batimentos que devido ao susto tinham ficado fora de controle, voltou-se para o notebook. Decidiu que era melhor desconectar e ir dormir, estava tão cansada que já estava até vendo coisas!

Quarto da Aiko

A vampira fitava com certa melancolia o colar com pingente de fênix. Trazia muitas lembranças, a maioria, ruins.

-- Flach Back da Aiko On --

Estava no jatinho particular da família Capranos, contando alguns acontecimentos antigos, no momento, contava o que acontecera quando a Nova Zelândia fora descoberta, Akito sempre lhe pedia como presente de aniversário lendas e mais lendas antigas ou então as histórias desde antes de seus nascimentos, de qualquer povo. E tinha acabado de adquirir profundo fascínio pelos neozelandeses antropófagos (N/A: Adeptos do canibalismo. Mas também, quem mandou eu ter acabado de ler a terceira parte de "Os Filhos do Capitão Grant", de Júlio Verne, que é uma verdadeira aula de história sobre a chegada dos homens às ilhas da Nova Zelândia? Agora, vocês que agüentam eu que sou meio doidinha), que habitavam a Nova Zelândia antes que fosse colonizada.

Aiko: "Foi a treze de Dezembro de 1642 que o holandês Tasman, depois de descobrir a terra de Van Siemen, foi aportar nas costas desconhecidas da Nova Zelândia. – começou a contar a história do descobrimento das duas grandes ilhas dos mares austrais. Akito lhe ouvia, sentado em cima da poltrona em posição de meditação, com a cabeça repousando sobre as mãos cujos cotovelos eram amparados pelo apoio de braço que reparava os dois irmãos. Estava muito concentrado nas palavras de Aiko. – Tasman navegou durante alguns dias ao longo do litoral e, a dezessete de Dezembro seus navios penetraram numa grande baía onde desembocava um passo apertado, aberto entre duas ilhas. A ilha do norte era Ica-Na-Maoui, palavras zelandesas que significam "o peixe de Maoui". A do sul era Tawai-Puna-Mu, isto é, "a baleia que produz o jade verde". Abel Tasman enviou escaleres (N/A: Pequena embarcação, geralmente a remo, que serve para transbordo de mercadorias nos navios ou para pequenos serviços no mar) à terra. Voltaram seguidos por duas pirogas (N/A: Embarcação leve, estreita e veloz, muitas vezes cavada em um tronco de árvore, usada pelos índios) tripuladas por ruidosos indígenas.Os selvagens eram de altura mediana, tinham a pele escura e amarelada, ossos salientes, voz rude, cabelos pretos enrolados na cabeça à moda japonesa e enfeitados com grande pena branca. – continuou, e os olhos de Akito brilharam de emoção. – A primeira entrevista dos europeus com os indígenas pareceu prometer relações amigáveis. Porém, no dia seguinte,quando um dos escalares de Tasman foi fazer o reconhecimento de um ancoradouro mais próximo de terra, sete pirogas cheias de indígenas o assaltaram violentamente. O escaler adernou e encheu-se de águas. O patrão que o comandava foi atingido na garganta por golpe de chuço rudimentarmente aguçado. – fez um sinal no pescoço como se algo o tivesse cortado, aumentando a dramaticidade da história. – Caiu ao mar. De seus seis companheiros, quatro foram mortos. O patrão e os outros dois nadaram para os navios, sendo recolhidos e salvos. – Continuou a história de maneira envolvente, vendo que o irmão ficava cada vez mais interessado nos antropófagos indígenas da Nova Zelândia, nos maoris. Por longos minutos, contou sobre alguns outros que pisaram na Nova Zelândia, chegando à onde o irmão mais aguardava. - ... Depois de Urville, a etnografia da Nova Zelândia foi completada por audacioso explorador, que, por vinte vezes, percorreu o mundo inteiro, um nômade, cigano da ciência, inglês, chamado Carle. Visitou as partes desconhecidas das duas ilhas sem que tivesse motivos de queixas contra os selvagens. Entretanto, foi freqüentemente testemunha de cenas de antropofagia. Os neozelandeses devoravam-se com animalidade repugnante." (N/A: Trecho resumido e tirado do livro "Os Filhos do Capitão Grant" de Júlio Verne, terceira parte, capítulo 34, uma edição de 1972, parte de uma coleção de capa dura vermelha. Recomendo que leiam, não é muito conhecido, mas é muito bom, verdadeira aula de geografia e história n.n''') – parou a história nesse ponto, quando sentiu que haviam lhe cutucado o ombro. Ao virar-se, era seu noivo, Adolphe, que a olhava com um sorriso misterioso.

Adolphe: Melhor parar com essas histórias da Nova Zelândia, Aiko, ou o Akito foge pra sua cama de noite por causa de pesadelos! – falou, fazendo a francesa rir juntamente com ele. Akito indignou-se.

Akito: Ei! Eu não tenho medo desses maoris que praticavam antro... Antro... Ah, alguma coisa aí! Sou irmão mais novo de uma pré-membro do Conselho Vampírico e tenho a mesma coragem da Aiko! Não vou ter pesadelos à noite! E se tiver, não vou correr pro quarto da Aiko! – falou irritado, arrancando mais risos da irmã e do futuro cunhado, e, ficando mais irritado, ia falar algo, quando sentiu o avião dar um solavanco.

Aiko levantou-se, assim como os pais e o noivo, porém, um sinal do pai para que ela, Akito e Adolphe ficassem sentados fez que seu irmão se agarrasse fortemente ao seu braço. Viu os pais sumirem ao entrarem na cabine do piloto.

Novamente, outro solavanco, e as luzes do avião apagaram-se.

Akito: Aiko, eu to com medo! – ouviu o irmão falar num murmúrio choroso, apertando seu braço mais forte ainda.

Aiko: Calma, é só uma turbulência, logo passa. – falou tentando acalmar o irmão, abraçando-o. Olhou pela pequena janela, e viu que caía uma forte chuva e, ao longe, um raio transpassou uma nuvem cinzenta. Percebeu que era inevitável ocorrer uma queda. Abraçou o irmão mais forte quando percebeu que o avião inclinara-se para frente e caía em direção ao solo em uma velocidade alucinante. – Akito, lembra dos procedimentos de segurança? – o irmão fez que sim com a cabeça, e Aiko fez o irmão colocar o corpo pra frente, colocando a cabeça entre as pernas e abraçando estas com força. Não viu ou sentiu outra coisa depois, senão muito calor e algo escorrendo por sua testa, pernas e braços,antes de desmaiar.

-- Flash Back da Aiko Off --

Deixou algumas lágrimas silenciosas rolarem pelo rosto. Lembrar de quando ficara órfã de pais e irmão e ainda perdera o noivo era doloroso. E foi com aquilo que ganhou àquele colar de fênix que repousava em sua mão. Perdera os pais, o irmão e o noivo, mas ganhara a liderança do clã Capranos e lugar no Conselho Vampírico. Deixou-se cair para trás, adormecendo ainda com o colar na mão e lágrimas escorrendo silenciosas e resignadas pelo rosto, morrendo nos cabelos brancos com um brilho azulado espalhados pela cama.

Quarto da Gabrielle e da Celina

Gabrielle estava deitada, dormindo, ou pelo menos tentando. Myu não lhe saía da cabeça. Vendo que não conseguiria dormir, levantou-se silenciosamente, indo até a janela, onde a chuva castigava a mansão. Acendeu uma vela no castiçal para não acordar Celina que dormia profundamente em sua cama através de sua magia de elfo. Abriu uma das mala que mandara trazer do hotel em que estava na vila, enfiando até a cara dentro, atrás de algo. Quando finalmente achou e tirou a cabeça dali, o rosto tinha um pouco de pó de mármore, enquanto tirava com a mão uma bolsa de táquetel volumosa.

Com a manga do pijama, limpou o rosto enquanto andava até a escrivaninha. Depositou a bolsa ali e abriu-a, tirando bloco de mármore branco e pequeno, de um palmo de altura, quatro dedos de largura e quatro de comprimento. Colocou a peça entre as mãos e fechou os olhos, mentalizando uma imagem qualquer, concentrando uma quantidade mínima de cosmo, um cosmo cálido cor de cereja. Lentamente, como de houvesse algo esculpindo a peça, o mármore tomou forma. Quando a escultura estava pronta, a francesa abriu os olhos e enrubesceu. Não era a escultura que havia imaginado! Tinha pensado em Dohko, para dar de presente a irmã, mas o feitiço virara contra o feiticeiro! Acabara esculpindo seu par, Myu. Interpretou aquilo da única forma possível: Estava apaixonada, e por um humano! Que Aengus e muito menos sua mãe descobrissem aquilo, ou ela e sua irmã estariam perdidas!

Sentiu que a irmã acordara e tratou de esconder a peça na bolsa.

Celina: Acordada, Gabi? – perguntou em tom sonolento, sentando na beira da cama e calçando pantufas de pandas.

Gabrielle: Não conseguia dormir, então resolvi esculpir um pouco. – falou sorrindo e levantando.

Celina: Já esculpiu algo? – perguntou, já xeretando a bolsa da irmã, antes que essa conseguisse impedir. Ao achar a estátua em miniatura do par da irmã, empalideceu. – Tem consciência do que pode acontecer conosco se mamãe descobrir essa estátua? Ou pior, se Aengus achar proveitoso vir aqui e mandar umas mensagens apaixonadas e te descobrir aqui? Vai ser a decadência dos Vesta depois de sermos castigadas! – falou assustada, acenando com a mão sobre a estátua, fazendo a mesma virar pó.

Gabrielle: Claro que tenho, mas que culpa tenho se me apaixonei? Não se escolhe quem se ama! E outra, eu não quero me casar com quem a mamãe quer! – falou já deixando lágrimas rolarem pelos olhos, balançando a cabeça para os lados freneticamente.

Celina olhou com pena para a irmã caçula. Sabia o quanto era doloroso para a irmã, e sabia que a mesma jamais passaria por aquilo se ela empenhasse-se mais nos estudos de elfo quando mais nova, pois então seria ela quem comandaria os Vesta quando a mãe achasse propício, ela que seria obrigada a casar-se com quem não queria, ela carregaria o fardo que a irmã estava carregando. Doía-lhe ver que Gabrielle tinha sido aprisionada à um destino pelos deuses, do qual não tinha escapatória. Só não sabia com que propósito.

Abraçou a caçula, começando a cantar uma canção élfica muito antiga, velha conhecida dela e que Gabrielle gostava de cantar ou de ouvir quando estava triste.

As folhas longas, verde a grama,

Esguia é da cicuta a umbela;

No prado há luz que se derrama

De um céu de estrela a fulgir.

Tinúviel dançando bela,

Ao som que flauta oculta inflama;

Há estrelas nos cabelos dela

E no seu mastro a reluzir.

E Beren vem dos montes frios,

Perdido esteve entre a ramagem,

Seguindo o som de élficos rios,

Andou sozinho em seu sofrer.

Por entre as falhas da folhagem

Vê flores de ouro de atavios

Que ela traz sobre a roupagem

E no cabelo há anoitecer.

E a elfa foi cantando a canção tão antiga até o final, em élfico. Ela e a irmã conheciam bem a história de Lúthien Tinúviel (N/A: Trecho retirado de "O Senhor dos Anéis", de J. R. R. Tolkien, livro I, Capítulo XI: Uma faca no escuro). Gabrielle parara de chorar e levantara o rosto para a irmã.

Gabrielle: Eu sou como Tinúviel, não é verdade, Cel? – falou numa pergunta retórica, afastando-se do abraço da irmã, fitando o céu tempestuoso por detrás do vidro da janela. Celina olhou surpresa para a irmã. Jamais pensou que Gabrielle fosse fazer tamanha comparação.

Celina: Não, Gabi. Você não é como Tinúviel! Você não é filha de um rei da Terra Média, mas da líder de um clã de elfos! – falou irritada com a fala de Gabrielle.

Gabrielle: Mas eu sou imortal, e aquele que amo é mortal e ainda protege um deus. Mesmo que ele não morra nas batalhas, vai morrer por causa do tempo. E eu vou continuar de pé, intransponível às areias do tempo. – falou isso com tristeza, sentando na beira da própria cama.

Celina: Mas como Lúthien Tinúviel, você pode desistir da imortalidade. – falou colocando um ponto final no assunto, deitando-se e adormecendo novamente, antes lembrando de Aragorn e da filha de Elrond, o Rei-Elfo de Valfenda quando os Vesta partiram da Terra-Média, Arwen.

Gabrielle também se deitou, após apagar a vela com magia, mas demorou- ainda para conseguir dormir. Não sabia porque, mas aquela chuva torrencial que mais parecia uma tempestade lhe tinha os sons de um funeral... O funeral de sua liberdade.

Quarto da Caroline

Irritada como estava com Minos, perguntara antes de ir ao seu quarto à Pandora se tinha algum saco de areia ou até mesmo uma corda que ela se virava. Achara o saco de areia e dando um jeito, pendurou no candelabro elétrico do quarto. No momento, o pobre saco que nada tinha haver com a vida da siberiana, apanhava sem dó dos punhos e pernas da aspirante a amazona de ouro.

Caroline tinha os dentes trincados, o olhar enfurecido e braços e pernas fortes o suficiente para substituírem o cosmo se necessário. Se não moderasse sua força física, nos primeiros golpes o equipamento de treinamento teria estourado e espalhado areia pelo quarto inteiro. O motivo? Enquanto batia no pobre saco, imaginava ser Minos ali, apanhando dela, tamanha raiva sentia do espectro.

Caroline: Ele vai ver! Vai dançar comigo nem que eu tenha que amarrar as mãos dele nas minhas e arrastá-lo para a pista de dança! Eu não aceito não como resposta! Até meu mestre não me contraria quando eu boto algo na cabeça! – falou dando mais um chute no saco de areia, que estourou. – Ótimo, o único meio de extravasar a minha raiva foi pro espaço... – disse desviando da areia que se espalhara pelo chão, olhando para si. Estava toda suada. – Preciso de um banho...

Pegou um shorts e uma regata no guarda-roupa, despindo-se e jogando a roupa suada num cesto de roupa suja, indo para o banheiro e enchendo a banheira prateada de louça, mergulhando nela, sentindo todos os músculos relaxarem ao contato com a água quente.

O banho foi demorado, enquanto isso, pensava em tudo o que passara antes de encontrar Kamus e começar a treinar quatro anos atrás. Fora um tempo duro antes de fugir do orfanato em que vivera por tantos anos... E ainda tinha que aturar um espectro convencido como Minos! Perguntava a todos os deuses o que fizera para merecer aquilo.

Quarto da Luthiën

A elfa de Lotlhórien olhava atenta uma carta anônima que estava em cima de sua cama ao voltar do banho. Franzira o cenho ao ver que se tratava de assuntos preocupantes e deviam ser imediatamente informados aos elfos regentes de sua floresta. Logo em seguida, preocupou sua cabeça com outras coisas. O fato de Winglië estar presente no baile não lhe agradara. Tírion nada tinha haver com aquilo, ela mesma estava ali somente por garantia. Detestava Winglië, pois fora por sua causa que criaturas antigas e pertencentes somente à Terra Média, além de Asgard, haviam fugido para Midgard, o mundo que pertencia aos homens. E graças a isso, uma terra que antigamente área habitada por deuses, que tratavam desta, de sua população de animais e cidades que eram habitadas por homens que respeitavam a natureza e eram educados pelas ninfas e pelos deuses. Não existia pecado e nem maldade, tudo concentrado na Terra Média. Mas quando se iniciou a fuga da população da Terra Média das forças de Sauron e seu Um Anel, criaturas mágicas e que maléficas fugiram, juntamente com os deuses da guerra, do medo e companhia, que tinham sido banidos. Tírion os acobertara para que viessem para o mundo Humano, e hoje a Terra estava do jeito que estava: rios mortos, florestas inteiras devastadas, capitalismo crescendo de forma absurda, fome, desgraça, e tantos outros problemas que não eram enfrentados.

Entre todas as criaturas que haviam migrado, as mais terríveis eram o grande Lobo Fenrir, que havia sido aprisionado pelos deuses Nórdicos a uma pedra com a "corrente" Gleipnir forjada pelos anões; Jormungard, a Serpente que Odin havia lançado nas profundezas do mar; os Doppelgängers, terríveis criaturas com o poder de mudar de forma (N/A: originalmente, da mitologia germânica); o Kraken, um gigantesco polvo que vivia em alto-mar e afundava navios (N/A: Os historiadores divergem quanto à real origem dessa criatura mitológica); a Roca, pássaro que devorava um pedaço do fígado de Prometeu (N/A: Aparece também nas aventuras de Simbad, se não me engano); o Leviatã, algo que ninguém tinha muita certeza do que se tratava, jamais alguém realmente vira um, já que os cristãos o descreviam como sendo o equivalente a um hipopótamo na Bíblia, enquanto outros falavam tratar-se de uma terrível criatura marinha que atacava tudo e todos (N/A: Já li que pertence à mitologia grega, e também à egípcia, fora o fato de aparecer na Bíblia cristã, portanto, nada posso afirmar com absoluta certeza); os Vampiros, criaturas servas de Sauron que se alimentavam de sangue e viviam na escuridão (N/A: Isso totalmente da minha cuca); a Quimera, terrível mistura de diversos animais do mundo humano; e os Dragões, criaturas mágicas, algumas espécies, sábias e possuidores de grandes poderes de magia, outras espécies, de longas asas, violentas e que cuspiam fogo. Criaturas que fizeram com que o pecado e o mal começassem a surgir. (N/A: Quem conhece muito bem Senhor dos Anéis, não ligue muito para essa história de Tírion acobertar tudo o que eu falei, eu que dei uma misturada mesmo n.n''')

E tudo culpa de Tírion.

Atentou mais para a carta. Tinha sido escrita em papiro, provavelmente para enganá-la. A letra continha traço fino em alguns pontos e mais grosso em outros, estrita a tinta preta e aparentemente, com pena, escrita em uma língua da Terra Média que ela aprendera antes desta escrita cair em desuso devido à derrota de Sauron quatrocentos anos atrás, o Angerthas Daeron, difícil de ser lida, mas que por sorte, ela utilizara bastante e poderia traduzir sem muitos problemas. Mas algo passou pela sua cabeça que a preocupou. Alguns símbolos possuíam valores diferentes para outros povos e podiam alterar o sentido da carta. Teria que fazer a tradução de todas as formas possíveis, mas deixaria para o dia seguinte, precisava dormir e descansar, pensando em certas coisas que estavam lhe preocupando.

Quarto da Athena

A deusa estava lendo um pouco, sentada na poltrona roxo-escuro, de cetim, colocada próxima à janela, cujas cortinas azul-gelo estavam fechadas. Antes, tentava inutilmente dormir, a chuva torrencial não lhe deixava dormir, fora aquele friozinho que o vento causava ao passar por entre as frestas da janela. Pensava em inúmeras coisas enquanto lia, algumas bem preocupantes. Quando Hermes lhe trouxera a mensagem de seu pai falando que Carlo estava vindo para acompanhá-la, o irmão ainda lhe falara outra coisa, de livre e espontânea vontade, algo um pouco raro, sobre a aliança com os deuses Celtas estar ameaçada. Isso era algo impossível até onde sabia, pois a aliança existiria enquanto Zeus governasse os deuses Gregos. O que estaria acontecendo que ameaçava o reinado de Zeus, e, por conseqüência, a aliança com os deuses Celtas? Seriam criaturas que ultimamente andavam mais ativas, como os Vampiros? Ainda há pouco sentira o cosmo ameaçador, instável, porém, moderado, de um Vampiro muito velho, provavelmente um dos mais velhos.

Levantou-se ao ouvir uma batida na porta. Abriu a mesma e nada viu, há não ser uma pequena caixinha vermelha ao lado de uma plaqueta de prata, pintada de vermelho com desenhos feitos do mais puro ouro, deixados no chão. Era leve, assim como a caixinha. Entrou novamente no quarto e abriu a caixinha aveludada. Sentiu horror não soube porque, ao mesmo tempo em que espanto ao constatar um anel negro, escrito algo numa língua que ela não conhecia no interior da pequena argola. Na plaqueta, em grego antigo, versos de um poema que ela desconhecia, e provavelmente, modificado.

Três Anéis para os Clãs Doppelgängers sob o céu cinza da guerra,

Sete para as mais Terríveis Criaturas em suas eternas prisões,

Doze para os Clãs Vampirícos, fadados a eterna sede,

Um Anel para a Senhora da Terra, da Vida e da Morte em seu leito de descanso.

E no final, uma nota e assinatura.

Isto é apenas parte do poema, e trata-se de somente um aviso, querida Athena; volte para seu Santuário e deixe meu afilhado pegar o que é dele. Quanto ao anel, cuidado com ele, outra hora, voltarei para buscá-lo.

Morrígan

Athena: Oengus? Será que se trata de quem estou pensando? – falou a deusa num sussurro, preocupada. Do que se trataria tais palavras?

Sehleswig, Alemanha

Em algum ponto da cidade a beira do Mar Báltico, há aproximadamente 135 quilômetros há norte-noroeste de Hamburgo e 45 quilômetros ao sul da fronteira com a Dinamarca, na varanda do quarto da cobertura de um hotel simples se comparado aos hotéis de tantas outras cidades, de onde se tinha uma vista magnífica da pequena cidade, onde ao longe o mar quebrava nas pedras, um homem com longos cabelos loiros como o sol e lisos; olhos dourados que emitiam um brilho altivo e um tanto assustador, pele branca, feições um pouco delicadas, porte altivo, aparentemente treinava luta, mas não com muito afinco; usava uma longa túnica verde-oliva. Estava sentado à uma cadeira de madeira, com uma harpa celta dourada à sua frente. Fechou os olhos e esticou os braços e começou à tocar uma melodia tranqüilizante para muitos, um martírio para outros, que viajou pela noite fria até parar não se sabe onde.

Pela porta de vidro que dava para o quarto, surgiu uma mulher com uma face velha. Cabelos tão negros como as entranhas de uma mina de carvão, olhos tão azuis como o mar durante a noite, usando um longo manto negro. Cruzou os braços e apoiou-se no batente.

Mulher: Por que está tocando para sua noiva elfa à essa hora, Angus (N/A: Angus Mac Og, filho de Dagda e Boann, deus da Mitologia Celta pertencente principalmente à Irlanda. Deus da Beleza, do amor e da juventude)? – falou com a voz áspera.

Angus: Oi pra você também, Danu (N/A: Consorte de Dagda, uma deusa da mitologia Celta. Deusa da Terra, da Vida e da Morte). Vejo que já está como Brihid, Danu. – falou com eloqüência, sorrindo com o canto dos lábios.

Danu: Não fuja o assunto. Seu pai, Dagda (N/A: Deus supremo na Mitologia Celta e protetor das tribos), não vai gostar de saber que está tocando para uma única pessoa. Ele gosta que suas músicas sejam tocadas para todos os apaixonados. – falou ferina, cerrando os olhos perigosamente.

Angus: Hoje toco somente para a minha amada, pois já me encarreguei das mensagens apaixonadas que tinha que enviar aos pensamentos dos apaixonados... – falou com ar cansado, não parando de tocar e nem abrindo os olhos.

Danu: Prestou sequer atenção ao mandar as mensagens? – perguntou adquirindo um tom um tanto preocupado.

Angus: Apenas fiz o meu papel. – falou, e foi possível perceber irritação na sua voz.

Danu: Preste mais atenção, Angus. Não quero que a aliança com os deuses gregos acabe sendo quebrada devido aos seus caprichos e da mãe da noiva. Tenha certeza, que se isso acontecer, você será banido para sempre da Thuatha Dé Danann (N/A: povo de Danu, eram assim que os celtas denominavam o grupo de deuses mais poderosos devido à relevância que Danu possuía). – disse ferina, entrando para o quarto e fechando a porta.

Quando Danu terminara de falar o que falara, Angus parou de tocar e uma corda da harpa arrebentou. Tinha uma expressão preocupada. O que sua madrasta queria dizer com aquilo?