Hentai logo no começo xD Mas hoje eu to muito perva!

Vamos lah...


- Sha... – murmurou a ruiva, mas não obteve resposta – Sha... – repetiu, mas novamente sem resposta – Loiro... – tentou outro chamado enquanto tateava a cama a procura amante – Porra Shaka cadê você? – o bom humor de Sah acabara de despertar – por inferno essa meditação...

Levantou-se de má vontade e foi em direção ao banheiro. Escovou os cabelos, fez sua higiene bucal e lavou o rosto, mas mesmo assim a carranca matutina continuava presente. Arrastou-se até a sala das árvores gêmeas onde Shaka meditava.

A grande porta ricamente decorada estava fechava, indicando que Shaka conversava com Buda e não deveria ser interrompido.

- Que Buda acompanhe essa maldita meditação até o inferno... – resmungou Sah – por que eu tenho a sensação que me daria muito bem com Hades. – concluiu, enquanto aproximava-se da porta.

Sabia que não deveria entrar, mas acordara cedo e certamente ninguém estaria acordado para lhe fazer companhia.

- Quer saber... – desdenho a ruiva – ele pode ser um deus, mas o namorado é meu!

Empurrou a pesada porta do aposento ilusório e adentrou.

Shaka levitava, era envolto por uma aura dourada e realmente parecia um ser divino. A túnica branca deixava transparecer o maravilhoso corpo do cavaleiro e aquilo sim era um pecado. Aquela visão retratava a perfeição em todos os sentidos.

A ruiva já contemplara aquela cena uma infinidade de vez, mas nunca se casava de vê-la. Sentou-se na grama e passou a observar. Nem se deu conta dos trajes que vestia, um micro short vermelho e um top preto, e que estava em solo sagrado.

Um sorriso malicioso surgiu nos lábios do cavaleiro, que, finalmente, notara a presença da ruiva.

- Sabia que seus trajes não são apropriados? – a voz de Shaka ecoou magicamente pela sala.

- Este é um solo sagrado e blá blá blá... – desdenhou Sah, imitando a voz do ex-mestre – já estou de saída. Buda não vai brigar com você por isso.

- Mas eu brigarei com ele se você for embora. – essa afirmativa pegou a ruiva desprevenida – Fique – insistiu o virginiano – já estou acabando.

Pensou ser uma alucinação e deu mais alguns passos para trás, mas a voz calma de Shaka ecoou novamente pedindo para a amazona de Ametista ficasse. Diante disso, Sah sentou-se e esperou. Observava as borboletas e as pétalas rosadas que eram levadas pelo vento. Não sentiu o tempo passar, e só saiu de seu devaneio quando os dedos do loiro tocaram sua tatuagem e deslizaram pelo corpo do dragão.

Sah sentiu um arrepio tomar conta de seu corpo e não pôde evitar, estremeceu.

- Bom dia. – saudou o loiro, enquanto puxava a ruiva para si.

- Sei de um jeito para deixá-lo melhor ainda... – murmurou a amazona.

- E o que seria...?

A resposta veio na forma de um beijo picante. Sentiu o corpo ser empurrado para fora da sala e sua túnica escorregar pelo abdômen. Este já estava sendo arranhado pelas unhas de Sah que, por sua vez, não parecia disposta a dar moleza para o virginiano. Mas quem disse que ele queria?

O casal rumou para a sala principal, no caminho, esbarraram nas paredes, pilastras e até derrubaram alguns objetos. Uma estatua dourada de Buda partiu-se em mil pedacinhos quando Shaka imprensou a ruiva na parede, mas este pareceu não ligar dando continuidade às caricias no corpo da amante.

A francesa amava começar o dia daquela forma, ainda mais porque Shaka acabara de passar por um ritual de purificação e já estava fazendo coisas "impuras". As unhas pitadas de vermelho marcavam a pele alva do cavaleiro e os dedos ágeis retiravam a túnica do loiro.

Peças de roupa ficaram pelo caminho, assim como objetos quebrados e coisas fora do lugar. Shaka deixara de lado sua face perfeccionista e metódica. Tanto que parecia não ligar para a quase destruição de sua preciosa sala.

Sah o puxou para as grandes almofadas existentes na gloriosa sala de virgem. Beijou-o com fervor enquanto Shaka deitava-se sobre ela.

A temperatura passou a subir rapidamente. O loiro tinha os olhos bem abertos, suava e ofegava, mas a ruiva estava bem, perfeitamente bem.

- O que foi? – desdenhou Sah. Seus orbes violeta tinham um brilho desafiador – é muito pra você?

Shaka não respondeu. Pressionou o corpo da ruiva com mais firmeza e começou a penetrá-la bemmmmmmmm devagar. Sah não conseguiu conter os gemidos conforme o ritmo ia aumentando. O êxtase que aquele homem causava não estava escrito. Puxava os cabelos loiros do virginiano enquanto sentia o excitante movimento...

Tempo depois...

O casal descansava em meio às almofadas macias. Os belos olhos de Shaka estavam abertos e seu cabelo bagunçado. Sah acariciava o abdômen definido do loiro, estava de olhos fechados e sorria involuntariamente.

- Destruímos a sala. – observou o loiro – de novo...

- Às vezes você é muito chato! – reclamou a amante – Meu Zeus.

- Minutos atrás eu era gostoso, lindo, irresistível, tesão... – Shaka sorria maliciosamente – disse até que ia me matar de prazer!

- Mulheres são volúveis! – Sah ficou levemente corada com o comentário.

Shaka riu da ex-pupila. Depositou um beijo na testa da moça e falou:

- Vou arrumar isso. – disse enquanto fitava o estado deprimente em que a sala se encontrava - Mas você pode ficar deitada.

Levantou-se e vestiu sua túnica, enquanto Sah resmungava:

- Chato e metódico... – resmungou a ruiva abraçada a uma almofada – mas é lindo e gostoso também... Ai ai...


Caroline era carregada por Mascara da Morte que cismava em não permitir que esta andasse. Tinham acabado de sair de touro e a italiana mostrava-se desconcertada por estar sendo levada daquela forma. Estava com o rosto afogado na camiseta de Carlo e nada nesse mundo faria a moça de olhos amendoados fitar seu conterrâneo. Este já percebera a situação, tentou puxar algum assunto, mas como sempre foi direto demais.

- Quem te machucou assim? – perguntou, mas não obteve resposta – Será que pode me responder? – novamente sem resposta – Olha aqui...

- Briguei com a Lana. – disse secamente – custa acreditar nisso?

- Então sua amiga quase te matou? – indagou com desdém – grande amiga...

- Você não briga com Afrodite? – rebateu bruscamente – Kannon e Saga quase se matam diariamente e Aiolia e Aiolos brigam com freqüência.

Mascara suspirou. Não acreditava em meia palavra, mas os argumentos de sua conterrânea tinham fundamento. Esta ainda estava nos braços fortes de Carlo.

O restante do caminho foi tranqüilo e quieto. Quando Mascara pisou nos primeiros degraus de câncer, disse:

- Como se sente estando novamente em casa? – a pergunta soou estranha. Carol morava ali, mas não considerava aquele lugar seu lar, por isso, não respondeu.

Carlo não perguntou mais nada. Adentrou a casa de câncer e colocou-a em seu quarto.

- Posso assistir os treinos? – perguntou antes que o conterrâneo deixasse o recinto.

- Pode. – respondeu, indiferente – vou descer em meia hora.

Carol balançou a cabeça positivamente. Jogou-se na cama macia e tentou não pensar no italiano. Mas era impossível. Durante todo o trajeto até o templo de câncer evitou olhá-lo, mas sabia que ele a fitava. Estava cada vez mais envolvida pelo homem e isso tinha que acabar. Se fosse preciso cortaria o mal pela raiz.

Fitava seu quarto quando uma idéia lhe ocorreu.

- Que atitude acovarde... – pensou no trajeto até seu armário – mas não vejo outra forma. Tenho certeza que tinha mais um vidro aqui... – remexia o fundo do armário – achei... Éter. Não costumo apelar para isso, mas ele é um caso especial...


- Anda Kiki! – gritou Mu do outro lado da arena – se soubesse que três anos no Japão deixariam você assim, tão mole, não teria permitido que fosse! – o habitual olhar doce do ariano não sumia, mas hoje havia irritação em sua voz – De pé!

- Sim... Mestre... Mu... – o menino ofegava, mas seu olhar determinado continuava firme. Estava sujo e mais despenteado que o normal – pode vir!

Mu estalou seus dedos e partiu pra cima do pupilo com grande velocidade. Disparou um soco poderoso que abriu uma cratera no chão e novamente Kiki saiu voando, mas dessa vez uma salvadora amparou o garoto antes que caísse.

Mel acabara de descer até a arena para assistir o treino do ruivinho, mas acabou segurando-o antes que caísse novamente.

- Bom dia, Mu! – cumprimentou Mel – vejo que está pegando pesado.

- É preciso... – o ariano não parecia feliz por estar agindo daquela forma – ele piorou muito.

- To parado há três anos... – resmungou a ruivinho – dá um desconto.

Mu e Melody riram do argumento.

- Também não é pra menos. – disse Mu – com o preguiçoso do Seiya, o avoado do Shun e o mimo que Shiryu te dá! Não podia esperar que você voltasse em boas condições.

- Seiya, Shun, Shiryu... – murmurou Mel – esse são os famosos cavaleiros de bronze, não são?

- São sim Mel Kitty! – exclamou Kiki – são muito poderosos e ótimos companheiros.

- Já ouvi falar...

- Mas o que seria Mel Kitty? – indagou Mu, mudando drasticamente de assunto.

- É uma mistura de Mel com Hello Kitty – respondeu, animado.

- Mas que diabos é um Hello Kitty? – perguntou Mu, confuso.

- Uma Hello Kitty, mestre. – concertou Kiki – é uma gatinha que virou moda no mundo todo!

- Perdão pela ignorância. – falou Mu, divertido.

- Perdoado! – disse Mel, sorridente – mas poderia dispensar esse ruivinho aqui por hoje?

- Acho que já deu por hoje... Pode ir Kiki.

- Ebaaaa!!!! Obrigado Mestre Mu! – o ruivinho derruba Mu no chão com um abraço.

- A propósito – começou o homem de cabelos lavanda, levantando-se – onde estão todos? Nicky saiu com Gustav, mas não vi ninguém essa manha.

Mel revirou os olhos e bufou.

- Estão vendo a reprise do futebol na casa de gêmeos. – informou, revoltada.

- Entendo... Bom, acho que vou dar uma passada lá então. – decidiu Mu – não dê trabalho à amazona de perola, Kiki.

- Imagina Mu – Mel falou docemente - nunca é trabalho nenhum...


A casa de gêmeos estava lotada. Mu acabara de chegar e tomara um lugar próximo a Shaka que, por sua vez, parecia estar ali por falta de opção. Os outros dourados estavam amontoados nas poltronas, sofás e alguns no chão. Embora os mais entusiasmados fossem Kannon, Masaca, Aiolia, Aldebaram e Shura, os demais não escondiam a empolgação.

Gritos masculinos ecoavam pelo terceiro templo.

- Que Inferno!!! – exclamou Carol deitada na cama macia de Lana - bando de Neandertais!

- Sou obrigada a concordar. – resmungou Sah – não sei o que tem de tão bom em futebol. Se ainda fossem mulheres correndo trás da bola, mas são homens!

- Nunca vamos entender. – disse Lea.

- Da mesma forma que eles jamais entenderam o poder de um cartão de credito. – observou Luh.

- Falou igual a Nicky. – comentou Bella, que apesar de estar lendo, mostrava-se atenta a conversa – E falando nela, onde ela foi?

- Saiu de carro com Gustav mais cedo. – informou Sah. – E Mel levou Kiki para dar uma volta.

- Sorte a delas... – murmurou Sah.

Nesse momento Bella se levanta.

- Alguém quer alguma coisa da cozinha? – perguntou repentinamente – vou pegar água.

- Eu aceito. – disse Lana.

- Pra mim também, por favor. – pediu Luh.

Bella saiu pelo corredor do terceiro templo. Continuava atenta ao livro, pois este atingia seu clímax. Passou pela sala sem ser notada e adentrou descuidadamente a cozinha. Abriu a geladeira, mas sua atenção continuava voltada para o livro.

Kannon aproveitou o intervalo para pegar mais cerveja. Rumou para a cozinha cantarolando e bateu com tudo em Bellatix. Esta caiu no chão com a topada, seu livro voou e a garrafa se abriu, molhando quase todo o chão da cozinha. Kannon por ter o corpo maior e mais robusto não caiu, mas sentiu o impacto.

- Quem foi o... – Bella parecia acordar para o ocorrido – Mas só podia ser você! Ingenuidade a minha achar que seria outra pessoa!

- Caso não tenha notado você bateu em mim! – Kannon retrucou, mas logo percebeu que a atenção da moça de orbes esverdeados não era mais dele.

Bella olhava entristecia para o livro encharcado. Este já era bem velho, algumas folhas praticamente se dissolveram na água e muitas rasgaram, mas a principal preocupação de Bella era uma dedicatória na contra capa que agora estava borrada e ilegível.

- Seu idiota! – gritou, irritada – olha só o que você fez!

- É só um livro! Eu compro outro pra você! – ofereceu Kannon.

- Nem que oferecesse sua vida ridícula em troca conseguiria um igual! – o transtorno da moça era tão grande que se os dourados não tivessem chego, ela certamente teria matado o gêmeo de Saga.

- Kannon o que quê você fez?! – indagou Saga, ao ver Bella encharcada e a beira das lágrimas.

- Mon Dieu! – murmurou Kamus.

- Hombre! – exclamou Shura em represália ao amigo.

- Não é assim que se conquista uma mulher, Kannon – Milo dispara um de seus comentários inúteis.

- Eu não fiz nada! Essa louca que...

- Essa louca uma virgula! Louca é a sua mãe! – exclamou a inglesa, levantando-se – com todo respeito Saga!

- Sem problemas... – falou Saga, que não era nem louco de descordar.

Passos foram ouvidos no corredor. As amazonas vinham ver o ocorrido. Abriram caminho pelos primeiros dourados.

- Que parte a gente perdeu? – perguntou Carol, chocada.

- O livro que sua mãe te deu... – murmurou Lana – quem destruiu?

- Ele! – Bella apontou Kannon.

- Espera ai! Eu tenho direito de defesa! Você trombou em mim!

- Isso não vai levar nada a lugar nenhum. – disse Mu, aproximando-se – podem voltar para o quarto meninas. Eu limpo isso.

- Obrigado Mu. – agradeceu Bella.

- Eu ajudo. – Shaka deu alguns passos à frente – Não estou muito ligado no jogo mesmo.

- O homem mais próximo de Deus se oferecendo para fazer trabalho mortal. – desdenhou Mascara – Quem ti viu quem te vê.

- Vou fazer de conta que não ouvi. – respondeu serenamente.

- Agora nos dêem licença rapazes. – pediu Mu – Vamos limpar isso.

Eles voltaram ao jogo e elas ao quarto, mas o incidente do livro não morreria ali.


Aeroporto de Roma...

A dupla de piscianos arrancava suspiros de homens e mulheres. O aeroporto ficara pequeno na presença das duas criaturas, e, Afrodite, não via a hora de algum homem sofrer um sério acidente por prestar mais atenção em Nicky e esquecer-se do caminho.

O cavaleiro de peixes estava, como sempre, impecável. Camisa combinando com os cabelos e olhos igualmente azuis. Calça num tecido social e sapatos confortáveis. As mulheres torciam o pescoço para acompanhar o belo homem.

A loira prendera os cabelos num rabo de cavalo alto. Mini saia jeans, camisa social esverdeada com um top branco por baixo aparecendo pelo decote. Sapato de salto alto com bico redondo, também branco. O andar da francesa tirava o fôlego dos homens e com certeza causaria acidentes.

- É uma pena Mu ter ficado no santuário hoje.

- É... – respondeu desanimada – Kiki voltou a treinar hoje de manhã.

- Deve ser insuportável ter uma criança por perto. – comentou Gustav – Não que eu não goste de crianças, mas se eu morasse com minha namorada, não gostaria.

- Esta longe de ser o pior dos males, mas afinal, quem é esse amigo?

- É um conhecido meu que vem passar alguns dias aqui. Não é porque passamos a maior parte da vida enfurnados no santuário que não conhecemos pessoas de fora. – observou o cavaleiro, sentando-se próximo ao portão de desembarque – mais cinco minutos – falou, enquanto observava a grade de vôos.

Nicky nada disse. Sentou-se ao lado belo cavaleiro e esperou.

Os passageiros de um vôo saiam pouco a pouco pelo portão de desembarque, mas nada do "amigo" de Gustav aparecer.

- Tem certeza que é esse vôo? – perguntou Nicky – o painel diz que esse vem de Paris. O da Suécia chega em quinze minutos.

- Tenho certeza. – a resposta foi convicta – deve ter se enrolado com as malas.

- Sabe que minha irmã sempre faz isso. – o comentário de Nicky fez Afrodite corar e suar – se bem agora ela deve estar usando o jatinho... – Nicky finalmente notou o desconforto do amigo – Disse alguma coisa errada?

- N-na-não! – a voz saiu nervosa – ela acabou de chegar.

- Ela? – indagou, confusa – você não disse que era amigo e... – somente nesse momento a loira consegue ver através da multidão.

Nicky sentiu os olhos lacrimejarem e a visão embaçar. Levantou-se vagarosamente com o auxilio dos braços da poltrona, mas logo sentiu que as pernas estavam bambas. Sua irmã estava a poucos metros de distancia, em pé e saudável. Deixou o choro acontecer e correu para abraçá-la.

Vanessa permaneceu séria, mas uma lagrima solitária correu por detrás dos óculos escuros, mas foi rapidamente secada. Abraçou a loira com carinho, enquanto esta soluçava nos braços da irmã mais velha.

- Continua a mesma... – falou com carinho – já tem vinte anos, é uma linda mulher, uma amazona qualificada, mas continua chorona... – murmurou em meios as caricias que fazia nos cabelos loiros da irmã – fico feliz que não tenha mudado, pequena.

- Você só tem alguns centímetros a mais que eu... – rebateu com a voz meio rouca – Achei que não nos veriamos tão cedo.

- Tirei férias. Arrumei um vice-presidente excelente e tenho total confiança nele. – noticiou Vanessa – Poderei me ausentar mais vezes agora. – o olhar da morena parou em Frô – não sabe como fiquei satisfeita em encontrar Gustav.

- Vá falar com ele, Van. – encorajou Nicky.

- Até parece que não me conhece mais! – exclamou a irmã mais velha – desde quando eu corro atrás de homem? E além do mais, ele já vem vindo.

O cavaleiro de peixes nutria um sorriso galanteador. Cada parte do corpo de Vanessa era cuidadosamente analisado e, aparentemente, aprovado. O vestidinho preto que a irmã mais velha de Nicky usava era extremamente simples, mas marcava cada curva de seu corpo. Este não era definido como o da irmã, e sim mais magro e esguio, mas ainda sim ficava incrivelmente sensual naquele tomara que caia que descia até o fim das coxas. Os cabelos negros e lisos estavam presos num coque desfiado e sua franga marcava seu lindo rosto. As sandálias de salto eram pretas e também simples. Por fim, uma correntinha de ouro brilhava no pescoço da executiva com um pequeno brasão da família Karkaroff pendurado, também em ouro.

Afrodite chegou perto das duas irmãs e falou:

- Melhor sairmos daqui antes que algum homem agarre vocês. – era difícil presenciar esta cena, mas Afrodite mostrava-se carrancudo – e não quero usar minhas rosas aqui, elas têm melhor utilidade.

- Que tal um café? – sugeriu Nicky – tem um lugar aqui pertinho que é muito aconchegante.

- Qualquer lugar bem longe daqui esta ótimo...

Acomodaram-se num lindo café próximo ao aeroporto. Passaram algum tempo conversando até que decidiram voltar. Vanessa conhecia pouco a Grécia e ficou maravilhada por ver as ruínas tão de perto. E ainda mais estarrecida quando avistou a parte oculta do lugar. A sagrada terra dos cavaleiros que protegiam Athena.

- Nossa... – murmurou a moça de olhos azuis – não imaginei que era tão grande. Como conseguem ocultar este lugar?

- Athena cuida disso muitíssimo bem. – respondeu Afrodite.

Vanessa ia inclinar-se para pegar uma de suas malas, mas Gustav, como bom cavaleiro, fez questão de levá-las. Caminharam alguns minutos até avistarem o Coliseu.

A bela estrutura circular ainda estava vazia, mas logo cavaleiros e amazonas chegariam para dar início ao treino.

A cada passou a recém chegada parecia mais fascinada pelo lugar. Vanessa conhecia todo o mundo, mas nunca permanecia mais de dois dias em cada destino. Sempre viajava a negócios e isso tomava todo o tempo livre da francesa.

- O que achou daqui? – perguntou Nicky, empolgada – gostou?

- Muito. – respondeu a irmã que fitava a grande construção – Definitivamente lindo.

- Fico feliz que tenho gostado, Vanessa – Afrodite acabara de passar o braço direito pela cintura da francesa – Nicky, ali não é a Mel? – Gustav apontou para a morena que passava tentando pegar Kiki.

A paciência que Mel possuía com crianças era incrível. A morena brincou com Kiki durante toda a manhã, mas não parecia cansada. Logo notou a loira e foi correndo abraçá-la.

- Amiga! – exclamou, abraçando-a – sumiu por toda a manhã! Se bem que não perdeu nada, mas onde estava?

Nicky apontou a irmã. Melody olhou a moça por alguns instantes. Achara muitos traços parecidos com os Nicky, mas outros totalmente diferentes. Por fim a cumprimentou.

- Melody Kitsune. – falou sorrindo-lhe – mas pode chamar de Mel.

- Vanessa – a irmã da loira falou num tom bem simples – Minha irmã falou muito de vocês. É um prazer conhecê-la.

- Imagina! – Mel parecia sem jeito – é ótimo tê-la aqui!

Até então Kiki fitava Vanessa curiosamente. Não falava nada, mas deixava bem claro estar interessado em ser apresentado.

- Ah sim! – exclamou Mel – Este é Kiki, aprendiz de Áries.

- Muito prazer! – disse Vanessa, fazendo cafuné nos cabelos revoltos do garoto – é um prazer conhecê-lo.

O garoto corou com o gesto da bela mulher.

- Então... – interrompeu Melody – vão se trocar?

- Provavelmente não. – respondeu Nicky – hoje é só treino corporal. Acho que vou treinar assim mesmo.

- Não subirei até a décima segunda casa por nada. – afirmou Afrodite – Você tem sorte de morar na primeira.

- Vocês sobem todo isso? – Vanessa fitava as escadarias, horrorizada – é desumano!

- Com o tempo acostuma! – Kiki se intrometia na conversa – embora eu também more na primeira casa.

Vanessa fitou as pintinhas na testa da irmã e de Kiki. Seu semblante era pensativo e finalmente decidiu perguntar.

- O que é isso na sua testa, pequena? – perguntou a irmã mais velha, tocando de leve as pintinhas da loira – e suas sobrancelhas sumiram... – observou por fim.

- Isso...

- Isso é a marca dos Lemurianos! – exclamou Kiki, cortando Nicky – Todos os discípulos de Áries, que conseguem dominar técnicas paranormais, recebem esse sinal. Mas somente Lemurianos de sangue podem passá-las.

- Obrigada pela explicação Kiki. – Nicky foi levemente sarcastica, mas Mel repreendeu-a com um olhar.

- São bonitas – Vanessa olhava com mais curiosidade ainda – Você me contou das habilidades de todos aqui, mal posso esperar para vê-las.

- Verá em breve. – disse Afrodite – Assim que todos descerem.

Pouco a pouco amazonas e cavaleiros reuniram-se na arena trajado roupas de treino.

Todos foram apresentados a Vanessa, mas em especial, Mu ficou muito sem graça. As palavras do ariano travaram, mal conseguia falar, mas por sorte Shion apareceu para dar início ao treino.

O grande mestre do santuário cumprimentou Vanessa e avisou que Saori desceria para vê-la em breve.

A francesa acomodou-se ao lado de Carol e na arquibancada. Acharam uma sombra para evitar o sol da tarde, afinal, o dia estava quente.

As duplas estavam dividas de forma diferente hoje. Lune lutava com Shura, Kamus com Milo, Aiolia com o irmão, Nicky com Gustav, Shaka travava uma emocionante luta com Saga, Mu se aventurava na luta corpo a corpo com Aldebaran, Lea e Mel mais conversavam que lutavam, Sah revivias os treinos com Mascara da Morte, e Lana tentava manter Bella sob controle e bem longe de Kannon, para o próprio bem do rapaz.

Carol explicava a Vanessa algumas coisas sobre os cavaleiros e dizia que era apenas um treino de rotina, mas isso não impedia que a francesa fechasse os olhos cada vez que a irmã era atingida com mais força.

O decorrer do treino foi tranqüilo e quando o relógio marcou quatro horas, o grande mestre dispensou a todos.

As amazonas se reuniram num canto da arena esperando por Athena. Conversavam com a recém chegada, mas logo notaram que a inglesa estava mais quieta e avoada que o normal.

- O que aconteceu Bella? – indagou Nicky num tom preocupado – esta mais quieta que o normal.

A inglesa limitou-se a apontar o ex-general que, por sua vez, conversava com Aiolia e Mascara do outro lado da arena.

- Você o socou de novo?! – Mel fitava Kannon, ao longe.

- Daquela vez ele fez por merecer, e vocês sabem disso, mas hoje... – a moça de orbes esverdeados vez uma pausa ameaçadora – ele merecia ter morrido! Ter sido empacotado! Ter ido dessa pra melhor, ou pior, se é que me entendem!

Lana deu um profundo suspiro. Bella era extremamente serena, calma e quieta, mas quando se trava de Ares e Kannon a inglesa se transformava, ia da água para o vinho em segundos.

- Acharemos um igual. – tranqüilizou Lana, mesmo sabendo que não adiantaria nada.

- Não existe outro igual! – exclamou Bella – aquele livro era único... Foi o primeiro livro que ganhei, era da minha mãe e passou a ser meu. Tinha uma dedicatória na contra capa.

- Você deveria ser muito pequena quando ganhou. – observou Lune.

- Era sim. Da primeira vez que o li tinha dez anos, se não me engano. – falou Bella que acabara de se levantar – desculpem, mas não vou esperar com vocês. Minha cabeça vai explodir. Preciso algum remédio.

- Qualquer coisa nos chame. – gritou Mel, acenando.

- Chamarei! – a inglesa acenou de volta, enquanto sumia pelos degraus.

Ao mesmo tempo em que Bella sumia pelas escadarias, uma segunda sombra aparecia. Athena trajava seu vestido branco, nutria o sorriso terno de sempre e não trazia seu fiel báculo.

As amazonas ajoelharam diante da deusa, enquanto Vanessa não sabia o que fazer. Não sabia se ajoelhava ou se simplesmente cumprimentava. Encontrara Saori varias vezes, mas nunca na posição de deusa. Mas antes que pudesse tomar uma decisão Athena mandou que todas ficassem de pé.

- Boa tarde, queridas amazonas – as palavras da deusa soaram ternas e carinhosas – é muito bom vê-las em prefeitas condições.

- Digo o mesmo, Athena – Nicky falou polidamente.

- Fico feliz em revê-la. – falou Saori a Vanasse – ainda mais numa situação tão agradável.

- Mesas de reunião também não me agradam. – respondeu, divertida – você mora muito bem – brincou a francesa que fitava Afrodite ao longe – lindo lugar...

- Com licença, senhoritas... – Kannon acabara de cortar a conversa. Ajoelhou-se diante da deusa. – desculpe interromper a conversa, mas gostaria de pegar a amazona de ônix emprestada. É bem rápido. Prometo.

- Primeiramente levante-se. – Athena ordenou docemente – Lana, poderia acompanhá-lo?

- Claro!

Kannon e Lana se distanciaram da deusa. Caminharam até um local mais afastado onde o ex-marina se certificou que eram os únicos (N/A:não pensem besteira gente xD). O ex-general sentou-se na grama e começou:

- Bom... O que exatamente era aquele livro?

- Um livro oras! – respondeu. Não queria contar a verdade ao homem, sabe-se lá o que Bella faria com ela – um livro comum.

- Não, não era só um livro! – exclamou Kannon, nervoso – por que ela gostava tanto dele?

Lana suspirou.

- Está bem... – murmurou a grega – Bella ganhou o livro da mãe pouco antes da moça falecer.

- Como ela faleceu?

- Interrogatório é?

- Por favor, me responde! – Kannon quase suplicou.

- Gostaria de poder te ajudar nessa parte, mas ela nunca comentou como eles morreram. Só sei que ela tinha onze anos.

- Ela tem irmãs, não tem?

- Três. – respondeu Lana – mas depois da morte dos pais elas foram obrigadas a trabalhar e amadurecer. Bella era a mais nova, e depois de ser levada por Ártemis nunca mais teve contato com elas.

- Ela foi esquecida? – Kannon perguntou com receio.

- Você realmente parece o Pink. Muito lento! – reclamou Lana – é obvio que sim. Por isso ela tem certa dificuldade em confiar nas pessoas. Ela tem melhorado, mas é nítido que ainda sofre com o abandono das irmãs. – concluiu a grega – Mas alguma pergunta?

- A ultima. – disse o ex-general – que livro era? O que eu "estraguei"?

- Um romance inglês, mas o título eu não sei. – Lana acabara de se levantar – é melhor voltarmos, Pink. – falou, divertida.

- Se me chamar de Pink em publico... – ele fez uma pausa ameaçadora, mas seu semblante mudou de sério para divertido rapidamente – Vai ter que chamar o Saga de Cérebro também!

Lana riu do bom humor do homem de cabelos azuis.

- Feito!


Os dias antes da tão esperada festa na casa de touro passaram rapidamente. Estavam as vésperas da comemoração, e, naquela manhã de sexta feira, Lea acordava mais elétrica que nunca.

- Bom dia Leãozinho! – exclamou a Belga pulando em Aiolia.

- Quero dormir... – balbuciou o cavaleiro que mais parecia um gatinho agarrado ao travesseiro – deixa...

Lea revirou os olhos.

- Resolvo isso com Aiolos depois. – falou enquanto "desmontava" do leão – agora direto para touro! As meninas já devem estar descendo!

A animação da amazona de esmeralda era contagiante. Os orbes verdes da belga brigavam enquanto esta se arrumava para deixar a casa de leão.

Saiu a passos rápidos do quinto templo e minutos depois pisava em touro.

- Bom dia! – cumprimentou em alto e bom tom.

- Felicidade alheia me incomoda de manhã. – murmurou Sah a Carol.

- A mim também. – concordou a italiana, que parecia ter problemas semelhantes aos de Sah ao acordar.

A Casa de Touro já estava cheia. Vanessa e as amazonas arrumavam tudo. Mel e Lea cuidavam da limpeza. Sah e Carol escolhiam as músicas e mexiam nas caixas de som. Nicky, Vanessa e Lune faziam a decoração, enquanto Bella permanecia alheia ao trabalho. Lana e Aldebaran arrastavam moveis de um lado para o outro na tentativa de posicionar melhor a pista de dança.

- Isso é trabalho de homem – começou Mascara que acabara de chegar – e você ainda não pode fazer esforço. Solte isso Caroline.

- Parece que Mascara da Morte está preocupado! – desdenhou Afrodite, que chegava junto com o canceriano.

- Só não quero que a responsabilidade caia sobre mim se ela piorar – mentiu o italiano – já tenho chateações demais.

- Então mais uma não fará diferença! – brincou Gustav.

- Sabia que eu preciso de uma nova cabeça em câncer?

- Já estou quieto...

Afrodite juntou-se a Nicky, Lune, e Vanessa. Esta recebera permissão para hospedar-se no décimo segundo templo já que estava envolvida com Afrodite, mas a deusa deixou bem claro que responsabilizaria o cavaleiro se algo de mal acontecesse à francesa.

Pouco a pouco os dourados chegaram à casa de touro. Cada um ajudava da forma que podia, porém uns atrapalhavam mais do que ajudavam. Deveria seu o quinto jarro que Lana esbarrava e quebrava arrastando os sofás. Bella não fazia absolutamente nada. Kannon discutia com Saga de cinco em cindo minutos. Shaka brigava com Mascara que, por sua vez, insistia que uma cabeça pendurada na parede cairia bem. Vanessa discordava de Afrodite no quesito flores, pois o cavaleiro queria encher touro delas e pessoas como Sah e Carlo, eram alérgicos. Nicky dizia que o "freezer" feito por Lune e Kamus deveria ficar a direita, mas Lea insistia que a esquerda ficaria mais espaçoso. Kiki pulava de um lado para o outro com Mu em seus calcanhares, tentando pegá-lo.

O segundo templo foi tomado por discussões paralelas, não era possível ouvir o próprio pensamento dentro da casa. Mas dois seres trataram de acabar com as discussões.

- QUIETOS! – vociferou Shion, e imediatamente fez-se silencio.

- Mestre Shion! – exclamou Mu – É um grande surpresa.

- Fale por você. – sussurrou Kiki ao mestre.

Shion e Dohko adentraram a casa de touro. A expressão do chinês era divertida, enquanto Shion parecia sério.

- Como explicam isso? – indagou Shion, dando mais alguns passos em direção ao centro da sala.

- Não seja chato, Shion! – Dohko estava especialmente risonho naquela manhã – é só uma discussão!

- Só uma discussão? – o mestre do santuário mostrou-se indignado com a posição do amigo – eu estava ouvindo a gritaria do décimo terceiro templo!

- Que isso mestre! – Milo tentava manter o bom humor – talvez fosse possível ouvir de libra, mas do templo de Athena...

- CALA BOCA MILO! – ralhou Kamus – está piorando a situação!

- Mas o que trás o senhor aqui, mestre? – perguntou Shaka.

- Na verdade Shaka – começou Dohko – viemos ajudar, ou melhor, colocar ordem nisso aqui.

- Fala sério?

- Claro que sim, Saga! Todos queremos uma festinha, mas o "todo poderoso" aqui não quer admitir.

- Fique quieto Dohko! – ordenou Shion, enquanto retirava a mascara de grande mestre e a capa branca.

As amazonas ficaram surpresas. Nunca tinham visto Shion sem a capa, e sem esta, ele parecia um cavaleiro comum. Cabelos e olhos esverdeados, corpo escultural e um semblante sério, porém amigável. Um belo homem.

Dohko passara uma longa temporada em Rozan, mas durante sua estadia fora do santuário não mudara nada. Continuava com o semblante sábio e calmo.

- Aceitam mais ajuda? – perguntou Dohk num tom muito simpático.

- Desde que não atrapalhem! – disse Kannon mirando o irmão.

- Você tropeçou caixa de som! – defendeu-se Saga.

- Quem foi que puxou o fio "sem querer"? – acusou o ex-general.

O sangue de Bella começou a ferver. Qualquer discussão entre os gêmeos tirava a inglesa do sério rapidamente. Bellatrix que, até então, estava quieta e sentada num canto isolado da casa de touro lendo, levantou-se e rumou até o foco do problema, os gêmeos.

- Será que o Pink e o Cérebro – começou com desdém – podiam fazer silencio?!

Mas o barulho só aumentou. Gargalhadas ecoaram, e agora sim, os ruído podiam ser ouvidos do templo de Athena. Saga e Kannon nunca mais teriam respeito.

- Pink e Cérebro?! – Shura tinha falta de ar de tanto rir – quem é quem?!

- Permita que eu adivinhe! – pediu Mascara da Morte – Pela capacidade mental do Kannon eu diria que ele é o Pink!

- Obvio que não! – a voz de Sah ecoou – Kannon sempre tem as idéias mais ardilosas!

- E ele era o gêmeo Mal! – completou Carol.

- Mas o Saga que tentou dominar o mundo! – argumentou Milo que abraçava seu abdômen.

- Kannon também tentou! – Shura falou, novamente.

- Concordo com Shura – o olhar de Bella era bem malicioso – sempre achei a cabeça do Kannon um pouco maior.

Os demais riam muito para comentar, ou como Shaka, outros se seguravam para não rir, mas todos acabaram caindo na gargalhada.


Templo de Ares...

O senhor da Guerra observava a baderna através de um grande espelho circular. A sala do deus continuava escura e cheia de armamentos. O lugar ainda cheirava a sangue e muitos diziam que este cheiro vinha de escravos mortos, pois Ares matava-os para depois espalhar seu sangue pela sala. Aroma de sangue era o preferido do deus.

Observava a cena com um semblante furioso.

- Heitor! – o berro de Ares fez o piso tremer.

Passos rápidos foram ouvidos no corredor e logo um escravo moreno e baixo apareceu.

- Cha-Chamou, senhor – gaguejou o assustado rapaz.

- Prepare todos os soldados disponíveis e alerte o que sobrou da minha elite! – a cada palavra parecia que o teto viria ao chão – atacaremos aquele santuário imundo em um mês!

- Mas o senhor prometeu quarenta dias... – murmurou o magro escravo.

- Você está aqui para me obedecer! – dessa vez alguns pedaços de pedra soltaram-se do teto – Envie minhas ordens! E diga a Victor que desejo vê-lo.

- Como quiser, imperador dos massacres – o pobre cervo curvou-se e saiu do escuro e fétido aposento.

- Um mês... – murmurou o deus, que ainda fitava com desgosto a alegria na casa de touro – causarei um pandemônio naquele lugar!