. : : Capítulo VII : : .
. : : Sejam bem vindos à Hogwarts : : .


Luma Kopke Schmidt

Meu pai ficou me esperando na porta do meu bloco, certamente, nada menos traumático que isso. Estava dentro de uma Mercedes preta, daquelas que se teriam seis portas, mas só tinham quatro.

Entrei no carro rapidamente e ele estava com um sorriso estampado no rosto. Meu pai era tão babão. Revirei os olhos e peguei o celular e mandei duas mensagens de texto para as meninas 'estou indo almoçar com meu pai, beijos, Malu'.

- Que tipo de comida você quer comer? – Ele me perguntou.

- Bem, não sei, mas seria legal agente remover esse monumento histórico da porta do meu bloco, lembre-se de que eu ainda vou estudar aqui.

- Sempre tão dramática. – Revirou os olhos. – Podemos ir.

Olhava distraidamente as figuras que passavam rapidamente pela janela, estávamos devagar demais. Era estranho andar a 50km/h em um carro tão presidencial quando, na noite anterior, você chega aos 200km/h em um carro esportivo de duas portas com um cara super lindo. Isso é o cumulo do tédio.

- Aconteceu alguma coisa? – Ele me perguntou.

- Não imagina, eu vou andar 24horas com duas babás de terno me seguindo para todos os lugares. Eu não tenho um carro para ir para a faculdade. Ah, mas porque eu deveria ter um, eu tenho dezessete anos, mas devo ficar feliz por chegar todos os dias em um carro desses, como se eu tivesse dois anos de idade! – Bufei.

- Luma...

- Tudo bem, eu não queria mesmo ter um carro e poder ter uma vida normal. – Resmunguei e voltei a olhar para a rua.

- Você entende o risco que você correu ontem? – Ele me perguntou com uma voz vazia.

- Entendo, mas ter babás não irá os inibir de tentar outra vez. – Pensei bem nas palavras e continuei. – Olha pai, as coisas acontecem como elas têm que acontecer. Ontem não foi o dia, eu tive sorte, mas pode ser amanhã, mesmo com dez mil seguranças, não é legal o senhor me privar de uma vida normal por isso.

- Bem, então o que você sugere? – Ele perguntou quase vencido.

- Que eu ganhe um carro de presente e viva sem seguranças. – Eu dei um sorriso sem graça, era mais fácil chover canivetes que ele fizesse isso.

- Mmmmm... – Ele pareceu considerar. – Tudo bem.

- Quê? Quero dizer, sério!? – Estava com o queixo no chão. – Vai ser assim tão fácil? – Perguntei incrédula.

- Tudo bem, um carro e sem seguranças, mas jantares a sexta estão de volta mesmo você estando aqui.

- Ótimo! Obrigada, pai! – Eu o abracei. – Mas nada de carros extravagantes, ok?

- Não garanto nada.

- Tudo bem. – Revirei os olhos, era melhor que nada.

- Então, onde vamos almoçar?

- Não sei, o senhor escolhe.


Lily Evans

Foi uma manhã cheia de palestras, passou rapidamente. Olhei o celular e havia uma mensagem de Malu, eu não precisaria pegá-la em seu bloco. Peguei minha mochila e fui saindo da sala.

- Olá. – Era Remus. – Tudo bem?

- Oi. Tudo bem, e com você? – Dei um sorriso simpático.

- E ai, o que você achou da nossa aula inaugural? – Ele parecia nervoso. – É o meu primeiro ano na monitoria.

- Você se saiu bem. – Sorri, e era verdade. – Ah, sou Lily Evans.

- Bem, você já sabe o meu nome, mas não custa uma apresentação formal. - Ele sorriu pela primeira vez. – Sou Remus John Lupin.

- Prazer em conhecê-lo.

- O prazer certamente é todo meu. Ah, e ai topa almoçar?

- Claro.

- Então, gosta de comida japonesa? – Me perguntou, já estávamos andando pelos corredores rumo ao estacionamento.

- Sushi, claro.

- Bem, tem um restaurante japonês aqui perto, conhece?

- Não sou de Chicago, mas você vai na frente e eu vou te seguindo no meu carro.

- Ótimo.

Fomos até o restaurante, era simples. Pegamos uma mesa na parte externa, parecia mais fresca. Pedimos refrigerantes enquanto olhávamos o cardápio.

- Nós, alunos de medicina, costumamos vir almoçar aqui. – Começou. – Sabe que todos os dias temos aulas nos dois horários?

- Sim. Apesar de começarem mais tarde que os demais cursos, saímos mais tarde. – Respondi.

- Exatamente, mas nós sabemos nos divertir. – Informou. – Você vai ver.

- Claro. Que venham as festas! – Eu ri. – Coloco muitas expectativas nesse curso.

- É incrível. – Seus olhos brilharam. – Tenho certeza que você vai gostar.

- Espero.

- Você disse que não era de Chicago, de onde você vem?

- Nova York. Eu moro com duas amigas, minhas melhoras amigas. Nós estudamos juntas desde pequenas, nossos pais são extremamente amigos. Nosso ensino médio foi em Paris.

- Fabuloso. Eu também sou de Nova York, embora meus pais prefiram ficar quase todo o tempo na casa de praia. Moro com meus amigos, também, melhores amigos. Bem, estudamos desde sempre em Nova York.

Ficamos conversando um bom tempo. Remus era extremamente agradável. Depois de um longo tempo conversando, resolvemos ir para nossas respectivas casas. Tomei o caminho oposto que ele. Fui procurar uma livraria fazer compras e tomar um bom chocolate quente.


Amy Meester

Eu estou aqui em casa comendo comida Tailandesa, sozinha. Não é drama, talvez um pouco, mas esse era para ser o dia em que estaríamos comendo juntas, vendo filme e contando todas as baboseiras de hoje. Eu terminei o meu almoço e fui para o meu quarto, o dia hoje foi o péssimo, eu esperava muito mais. O meu cantinho estava uma verdadeira bagunça, eu nunca o arrumei decentemente desde que cheguei aqui. Eu vivo em um canto alheio ao resto da casa. Fui para o banheiro e tomei um banho gelado, demorado. Vesti uma roupa simples e peguei meu casaco junto com a chave do carro. Eu deveria fazer isso logo, antes que meu acesso de loucura se extinguisse.

Ser nova em uma cidade é algo extremamente irritante, quero dizer, é irritante ficar perdida nas ruas. Avenidas, travessas e prédios diferentes, isso realmente não estava ajudando. Andei mais um pouco em direção ao centro de Chicago, mais um pouco e eu avistei um letreiro tão procurado 'Loja de Construção'. Estacionei, milagrosamente, com facilidade e me encaminhei para o grande centro de compras para o lar.

Peguei um carrinho e olhei para os lados, seria bom ter trazido Luma comigo ou até Lily, embora ela não tenha o mínima noção nas coisas. Fui para o setor de vidros, comprei um espelho novo, ele era bem ímpar, formato de guitarra.

Continuei vagando solitariamente pela loja, na parte de adesivos peguei algumas folhas roxas e prata e finalmente me encaminhei para o setor de tintas, estava bastante movimentado.

Fiquei analisando um catálogo, eu odiava escolher cores. Eu não sei por quanto tempo eu analisei o papel cheio de quadrados coloridos, mas me pareceu tempo suficiente para pedir uma opinião externa.

- Olá! – Sorri freneticamente para um casal que estava ao meu lado no balcão. – Preferem rosa ou lilás? - Eu apontei para duas cores bem, certo, cor indefinida ou cor de burro quando foge.

- Er... – A mulher fez uma careta.

- Ok. – Eu também fiz uma careta, balancei a cabeça e me virei para o vendedor. – Quero tinta preta.

Com a ajuda de um dos funcionários da loja, coloquei tudo no meu Porshe amarelo. Dirigi feliz até uma loja de vestidos, em seguida a uma sapataria e a uma livraria.

Cheguei ao prédio com várias sacolas e com um sorriso feliz estampado no rosto. Com a ajuda do segurança, o material comprado na loja de construção já estava em meu quarto. Vesti uma roupa simples e mãos a obra.


Peter Pettigrew

Havíamos almoçados separados, Remus e eu não nos atrevemos a tentar juntar Sirius e James para uma refeição. Já estávamos todos juntos em casa. Remus e eu víamos futebol americano, Sirius preparava o jantar e James estava estudando. O clima estava mais ameno entre os dois, embora ainda não tenham trocado nenhuma palavra desde a manhã.

- Crianças, o jantar está na mesa! – Sirius anunciou rindo.

- É comestível? – perguntei da sala, fazendo uma careta não vista.

- Claro! – Ele pareceu ofendido. – Lasanha de frango.

- Você fez? – Remus riu, em deboche.

- Claro que sim. – Sirius balançou a cabeça, revirando os olhos. – Eu sei cozinhar, por sinal, modéstia parte, muito bem.

Todos rimos. Sirius sabia cozinhar, mas se gabava bastante disso. Sentamos-nos à mesa e nos entreolhamos, Sirius deu um suspiro e se levantou. Por precaução, Remus e eu fomos atrás.

- James, o jantar está pronto. – Sirius colocou a cabeça na porta.

- Já vou. – Ele não parecia tão mal-humorado quanto antes.

Não demorou muito para estamos todos juntos na mesa. Sirius serviu a comida, não estava ruim. James finalmente se pronunciou.

- Sirius, lamento por meu comportamento logo cedo. – Ele olhava para seu prato.

- Tudo bem, relaxa cara. – Sirius deu os ombros. – Mas eu realmente não fiquei com ela.

- Eu acredito em você. – James deu um sorriso tímido.

- Oh, que lindo. – Remus caçoou. – Um aperto de mão e um abraço!

- Foda-se. – Sirius disse mastigando um pedaço de lasanha.

Ficamos conversando sobre o nosso dia na faculdade e depois fomos para sala ver TV. Quando estávamos todos acomodados Sirius abriu a boca.

- Eu preparei o jantar, alguém tem que lavar a louça hoje.

- Bem, eu lavei ontem. – Eu aleguei.

- E eu cozinhei ontem. – Remus falou.

- Mas era melhor nem ter tido. – James riu. – Estava péssimo. – Sirius e eu caímos na gargalhada.

- Realmente estava. – Sirius comentou ainda rindo.

- Rá rá. – Remus amarrou a cara. – Olha a minha cara de quem achou graça. - Desta vez James também não se agüentou e começou a rir.

- Tudo bem, eu lavo hoje. – James se ofereceu.

- Temos que dar um jeito nisso. – Eu falei. – Contratar alguém que cuide da limpeza, nossas roupas, nossa comida.

- Justo. – Remus assentiu.

- É, mas quem agente vai colocar aqui. – Nós olhamos para ele. – Não me refiro ao fato de ser gostosa ou coisa assim, eu quero dizer, temos que colocar alguém confiável. Uma pessoa completamente estranha não me parece tão adequado.

- Uma empresa? – James ergueu uma sobrancelha.

- Pode ser. – Sirius deu os ombros.

- Ou então, Sirius, por que você não pede a sua mãe para arranjar uma? – Eu perguntei. – A sua mãe sempre arranja empregadas novas com facilidade e, além do mais, elas sempre cozinham muito bem.

- Ahá. Você acha que eu vou deixar a minha mãe se infiltrar aqui por meio de terceiros? – Ele fez uma careta.

- Tudo bem. – Remus concordou. – Amanhã nós podemos ir.

- Ah, amanhã não, é o baile. – Sirius disse.

- É verdade. – Remus falou de forma vazia. – Preciso ver o meu smoking.

- Todos temos. – Eu falei.


Lily Evans

Já era tarde, eu havia perdido a noção do tempo. Peguei a sacola com os livros que havia comprado e fui até o meu carro. Dirigi para casa em velocidade normal.

O elevador estava demorando, optei pelas escadas, cheguei no último andar cansada e suada. Abri a porta e um cheiro de tinta invadiu minhas narinas. Estranho.

- Luma? Amy? – Chamei por elas enquanto depositava as minhas chaves na mesinha e me encaminhei para o corredor.

O quarto de Luma estava vazio, normal. Abri a outra porta e me deparei com uma cena anormal. Amy pintando a parede do quarto de preto.

- Amy? – Eu fiz uma careta.

- Ah, oi Lily! – Ela virou-se para mim com o rosto melado de tinta.

- Err... Tudo bem? – Eu perguntei receosa.

- Claro! – Ela sorriu. – Pintar é tão... Relaxante!

- Ah, suponho que sim. – Ergui uma sobrancelha. – Mas por que preto?

- É fashion.

- Ah... – Eu revirei os olhos. – Eu vou tomar banho e providenciar o jantar.

- Certo! – Continuou sorrindo e virou-se para continuar o que estava fazendo. – Ah, e a Malu deu sinal de vida?

- Não, só avisou que iria almoçar com o pai. – Eu dei os ombros.

- Mmmm.

- Bem, eu vou deixar você pintando as paredes. Qualquer coisa, grita.

- Grito sim.

Fechei a porta e fui para o meu quarto, tomei um banho morno e vesti meu pijama de flanela. Encaminhei-me para a cozinha para preparar nossa comida. No congelador tinha pizza, pão de queijo, lasanha, empanado... Eu resolvi que uma salada era a melhor opção.

Preparei uma simples e para acompanhar uma sopa de saquinho, arrumei a mesa e chamei Amy. Ela estava faminta.


Luma Kopke Schmidt

Apesar de uma manhã de vexames, a tarde fora muito boa. Além de ganhar um carro e ser liberada de seguranças, eu passei à tarde com meu pai.

Jantamos comida francesa e depois fomos ao museu. Só era lamentável o fato de mamãe não estar conosco, mas mesmo assim, era muito bom estar com ele.

- Onde vamos jantar Senhorita? – Ele me perguntou solenemente. Eu fiz uma careta.

- Bem embaixador Schmidt, se não se importa, eu gostaria de sair com o meu pai. – Ele não entendeu. – Nada de restaurantes elegantes e comidas sofisticadas.

- Então, o que a minha querida filha sugere? – Papai sorriu, meus olhos brilharam.

- Que tal um parque de diversões, cachorro quente com muita mostarda e ursinho de pelúcia de brinde? – Eu parecia ter cinco anos de idade.

- Bem... – Considerou. – É uma programação peculiar para um pai e uma filha de dezessete anos, mas é claro. – Eu dei um sorriso 'eu tenho trinta e dois dentes, quer ver?'.

Ele deu as ordens ao motorista e eu o abracei. Era meio retardado eu, aos meus dezessete anos, pedir ao meu pai para ir a um parque de diversões, comer cachorro quente e ainda ganhar um ursinho de pelúcia, mas eu era carente de uma infância com meus pais, de programações normais com eles, eu sempre ia com minhas babás.

Não demorou e já estávamos em um. Ele comprou os nossos ingressos, os seguranças mencionaram entrar, mas meu pai disse que não era necessário. Um sorriso surgiu em meu rosto.

- Então, você quer andar em quê? – Eu perguntei.

- Ãhn? – Eu o peguei de surpresa. – Eu pensei que você iria andar e eu olharia.

- Ah, claro que não. – Minha cara era de 'isso não é óbvio?'. – Qual a graça de eu ir sozinha?

- Ah, Luma...

- Ah, pai! – Coloquei as mãos na cintura e o encarei. – Deixe de ser medroso!

- Medroso nada. – Fez uma careta. – Montanha - russa?

Fomos para a primeira fila. Tinha dois loopings e muitas decidas. Quando saímos eu estava rindo e meu pai muito anormal.

- Está tudo bem? – Eu perguntei.

- Sim. – Respondeu. – Eu nunca pensei que pudesse ser tão legal assim.

Fomos ao kamikaze, crazy dance, carrossel, roda-gigante, dentre outros muitos brinquedos. Já eram onze horas quando o carro de meu pai parou na porta da minha atual casa.

- Então, o senhor vai subir para ver as meninas? – Eu perguntei.

- Não querida, tenho compromissos em Washington, vou pegar um helicóptero para lá agora mesmo. – Informou.

- Ah... – Suspirei. – Tudo bem, quando te vejo?

- Ligarei informando-a.

- Ou mandará alguém me avisar. – Bufei. – Tudo bem.

- Ligue para sua mãe, ela está com saudades. – Isso me soou como uma bronca. – Quanto ao carro, qual modelo você prefere?

- Não ligo muito para o modelo, mas o fundamental é ter um bom motor, correr bastante.

- Ah, Luma, assim você me faz mudar de ideia. – Ele me encarou, eu mordi o lábio inferior.

- Ok, um volvo c30 me parece legal. – Foi o primeiro que me veio em mente. – Prata, só este modelo. Caso seja outro, preto.

- Bem, tratarei de ver se alguém em Hogwarts tem um volvo c30 prata, caso sim, procurarei outro.

- Pai, o senhor é tão absurdo. – Eu revirei os olhos. – Bem, eu vou subir, tenho aula amanhã.

- Boa noite querida. – Ele beijou minha testa.

- Boa noite pai.

Peguei minha bolsa e entrei no prédio, assim que eu estava cercada pelas grades o carro negro foi embora. Peguei o elevador e parei no último andar e entrei. Cheiro de tinta, bleh, certamente eu não dormiria esta noite.

Lily estava dormindo em seu quarto e Amy tinha colocado o colchão dela lá, fui olhar o quarto de Amy. Tinta preta e vários materiais espalhados no chão. Suspirei. Minha amiga era louca.

Não seria bom dormir em casa, aquele cheiro de tinta era como veneno para mim. Tomei um banho quente e vesti um pijama composto.

Onde eu iria dormir? Essa era a questão, mas pensar em Shakespeare não iria mudar a situação. Tive uma ideia, brilhante, quase brilhante. Peguei meu travesseiro, meu cobertor e a chave do carro da Amy e fui para o hall esperar o elevador subir.

A principio eu pensei em ir para algum hotel, mas eu não sabia dirigir e pegar um taxi e ir até um com quarto disponível e não tão longe do apartamento iria demorar muito, então... O Porshe era maior que o carro de Lily, acomodei-me e dormi, não exatamente sonhando com os anjos, mas dormi.


Amy Meester

A música estava muito alta, mas a batida era boa. Luzes coloridas ofuscavam a vista. Eu estava em um balcão preto, sentada em um banco alto com um copo de vodka na mão, ali estava extremamente agradável, embora, estivessem todos com par. A música mudou, estava lenta, suave e romântica.

Senti uma mão gelada em meu ombro, uma corrente elétrica percorreu o meu ombro, era uma sensação boa. Virei-me, era um homem. Alto, de pele tão clara quanto neve, cabelos de cor indefinida, algo parecido com bronze. Seu rosto parecia angelical, esculpido por deuses, mas isso era apenas fruto de minha imaginação, ele usava uma máscara. Seus olhos eram intensos, mas eu não conseguia lê-los. "Vamos dançar." A voz rouca me chamou, era impossível recusar.

Andamos juntos para o centro do salão, atraímos todos os olhares. Começamos a nos mover graciosamente pelo salão, não havia um diálogo, eu realmente não sentia falta, certamente estragaria o momento. O estanho que parecia tão conhecido me puxou para mais perto, seu hálito de hortelã me inebriou. Tão rapidamente, tão rápido que não deu tempo sequer de pensar, estávamos nos beijando. Do lento passou para um veloz, ele beijava incrivelmente bem.

A música parou, nos separamos. Eu queria ver seu rosto. "Tira a máscara." Eu pedi. Houve uma hesitação, mas ele estava começando a ceder...

- ACORDA AMY!

- Ãhn? – Me levantei assustada. Olhei para os lados, estava claro e nenhum sinal do meu galã de máscaras. – Ah, é você Lily. – Disse com desgosto.

- É, sou eu mesma, em carne e osso. Anda, levanta, vamos nos atrasar. – Ela estava aprendendo com minha mãe.

Me levantei revoltada, e fui tomar banho. Era tão absurdo, sempre no melhor dos meus sonhos, alguém fazia o favor "anda, acorda, olha a hora". Depois as pessoas não entendem quando os adolescentes se rebelam. Tomei banho e em quarenta minutos eu estava pronta.

- A Malu já foi ou ela vai conosco? – perguntei.

- Acredito que já, o quarto está vazio, só que é meio estranho ela ter ido tão cedo.

- Certamente foi com o vizinho. – Revirei os olhos.

Terminamos o café e arrumamos as poucas coisas que havíamos usado. Lily foi para o seu quarto e eu fui para o meu - agora o cheiro estava melhor. Escovei os dentes e peguei minha bolsa, mas onde estava a chave do meu carro? Procurei em todos os lugares possíveis, eu iria pegar uma carona com Lily.

- Me dá uma carona? – Pedi.

- Claro. – Ela sorriu. – Seu carro quebrou?

- Não encontro a chave. – Dei os ombros.

- Tudo bem.

O elevador já estava no nosso andar, entramos e apertamos o botão para a garagem.

- Eu não acredito que não as encontro, eu tenho certeza que a deixei no móvel da sala.

- Calma, quando você voltar procure com calma.

- Eu irei.

Chegamos a garagem, me passou a ideia de que poderia estar na ignição, muito pouco provável, mas era uma possibilidade. Avisei a Lily que iria rapidamente chegar e fui andando até onde ele estava estacionado. De longe eu percebi que a capota estava aberta, estranho, eu tinha fechado ela antes de desligar.

- LUMA! – Eu gritei.

- AHHH! – Ela deu um pulo e me encarou de cara feia. – Poxa, Amy, você me assustou!

- Você ficou maluca? – Eu estava incrédula, Lily juntou-se a mim.

- Malu, você não dormiu ai, dormiu? – Lily estava com uma careta.

- Sim, explicações depois. – Ela pegou o travesseiro e o cobertor e saiu do carro calçando suas pantufas de joaninha. – Preciso me arrumar para a aula.

Ela saiu correndo pela garagem até o elevador. Lily e eu nos entreolhamos e rimos.


Luma Kopke Schmidt

Eu tinha perdido completamente a noção do tempo, até Amy me acordar. Peguei minhas coisas e sai correndo. Eu tinha certeza que qualquer morador do prédio que me visse daquele jeito certamente iria chamar o hospital psiquiátrico mais próximo.

Fiquei no hall esperando que pelo menos um dos dois elevadores fizesse o favor de descer, estava demorando demais – com a sorte que tenho, era capaz deles quebrarem.

O que me pareceu uma verdadeira eternidade, ele abriu, para minha sorte saíram dois moradores. Eu dei um sorriso torto, eles me deram aquele olhar 'de que manicômio você fugiu?' e saíram. Entrei e cruzei os braços, abraçando o travesseiro. Rezei para que não parasse em nenhum andar e Merlin me escutou, porém...

- Sirius! – Eu dei um grito e larguei o travesseiro e o cobertor e levei as mãos para fechar o elevador, mas ele me impediu rindo. – Rir das pessoas não é nada educado, Sr. Black. – Amarrei a cara.

- Desculpe-me. – Ele segurou o risinho e apanhou as coisas que eu derrubei. – Bem, dormindo ao ar livre?

- No carro. – Eu respondi saindo do elevador. – Minha amiga fez o favor de pintar o quarto dela ontem, só que a tinta tinha um cheiro forte e eu sou alérgica. Quando cheguei estavam todas dormindo daí eu roubei a chave do carro da Amy e fui dormir lá.

- Garanto que a cobertura é mais legal e, além do mais, só nossa.

- É, eu não cogitei esta ideia.

- Você deveria ter tocado lá em casa, dormimos tarde e temos um quarto de hospedes. – Ele sorriu gentilmente.

- Bem, na próxima vez que alguém modificar alguma coisa e não lembrar sobre minha alergia, eu certamente irei abusar.

- Como se você abusasse. – Ele fez uma careta. – Bem, eu acho que você deveria se arrumar, considerando que você tem mil combinações de roupas para fazer.

- É verdade, já tinha me esquecido. Obrigada, te vejo em Hogwarts!

Eu fui abrir a porta, mas estava trancada. Ótimo, Miss inteligência, Amy estava com a chave e a minha estava no meu quarto. Eu me virei e Sirius estava rindo.

- Você poderia parar de rir e me ajudar a abrir a porta? – Eu perguntei séria.

- Claro. -Um chute e a porta estava aberta. Dei um largo sorriso e entrei. – Ah, você quer uma carona?

- Não vou te atrapalhar?

- Obviamente que não, é no mesmo prédio lembra?

- Não demoro.

Tomei um banho rápido e peguei uma roupa, sem me ater muito ao detalhes: jeans, regata branca e All Star branco. Meu cabelo, ah céus, não dava tempo de fazer nada apresentável. Um coque mal-feito resolveria o problema, peguei minha bolsa e fui para sala.

- Pronta! – Eu anunciei, ele olhava para cada detalhe da sala.

- Bonito lugar. – Comentou. – Jura que você já está pronta? – Estava boquiaberto.

- Juro, você realmente acha que eu o deixaria esperando quando você vai salvar minha vida? – Perguntei incrédula.

- Nossa, você é uma caixinha de surpresas. – Ele deu um sorriso lindo. – Vamos, senão esta arrumação recorde vai para o espaço.

Era tão incrível andar no carro em que ele dirigia. Não custou e estávamos em Hogwarts. Ainda não havia batido o sinal, ele desligou o motor e virou-se para mim.

- Então, te vejo hoje à noite?

- Sirius, eu não venho. – Informei pela milésima vez.

- Claro que vêm. – Ele disse com veemência. – Luma, eu juro, você vem nem que seja amarrada.

- Ah, essa eu quero ver. – Revirei os olhos. O sinal tocou. – Bem, obrigada pela carona, te vejo por ai. – Falei quando havíamos saído do carro.

- Claro, passo para te pegar as nove. – Ele sorriu.

Eu revirei os olhos mais uma vez e sai para a aula.


Isabela Benson

Eu estava sentada em um banco qualquer na porta, mas com uma grande visibilidade para o estacionamento. Eu estava esperando ele. O carro tão esperado chegou, arrancou um suspiro meu e logo meus olhos reviram. Ela estava com ele. Será que eles estavam namorando?

Não! Eu fiz uma careta com o pensamento. Eles ficaram conversando, até que o sinal tocou. Eles saíram e ele fez algum comentário e ela saiu. Eu me levantei e fiquei enrolando, eu iria esbarrar sem querer nele. Sem muito esforço, eu consegui.

- Ai, desculpa! – Eu falei. – Ah, bom dia Sirius! – Sorri.

- Oi, Isabela. – Era impressão minha ou ele não estava entusiasmado com minha presença?

- Vai ao baile? – Quis saber.

- Sim. – Estava distante.

- Vai com os meninos ou sozinho?

- Não sei, certamente com uma amiga.

- Amiga? – Tentei não transparecer raiva.

- É, uma amiga. Ah, eu tenho aula. Até mais.

Ele se foi e eu fiquei ali sozinha. Aquela garota estava me tirando do sério! Sirius disse que tentaria namorar sério com alguém e, ao que tudo indicava, eu havia sido escolhida. Agora esta garota estava no meio, mas eu irei fazer o possível e o impossível e Sirius Black será meu.


James Potter

Minha companheira de classe, a que me agüenta estava ausente. Isso era tedioso. Meia hora depois do inicio da aula ela entrou, descabelada e sentou-se ao meu lado.

- Está atrasada. – Eu revirei os olhos e comentei baixinho.

- Cala a boca, Potter! – Ela resmungou rindo no mesmo tom.

- Calma, pensei que o Remus tinha te acalmado. – Comentei me segurando para não dar uma gargalhada enorme.

- Idiota. – Ela resmungou. – Perdi muita coisa?

- Não. – Eu respondi. Eu costumava não prestar atenção as aulas, mas estudando em casa sempre tive as melhores notas.

- Ou você não prestou atenção?

- Exatamente. – Eu ri e ela revirou os olhos. – Vai ao baile com ele?

- Sim. – Um sorriso enorme surgiu em seus lábios.

Era muito bom ver duas pessoas juntas, se amando. Muito mais feliz é ver dois grandes amigos juntos. Ficamos tagarelando baixinho.

- Sr. Potter e Srta. Benson, façam o favor de calar a boca! – A Sra. Yang gritou.

- Difícil seria calar as orelhas. – Eu revirei os olhos e todos riram.

- Muito engraçadinho. – Ela bufou.


Amy Meester

Todos os alunos foram liberados mais cedo para a preparação do grande baile de máscaras. Eu ainda estava na duvida quanto ao meu vestido. Longo ou curto, a cor... Nunca havia sido tão displicente.

Liguei para Malu, a fim de saber se ela aceitava carona. Passei na porta de seu bloco e ela estava me esperando sentada em um banco com um olhar vazio. Eu dei uma buzina, duas, três até que ela percebeu que era com ela e veio até o carro sorrindo.

- Oi, Amy!

- Olá. – Eu sorri e peguei meu celular e disquei para Lily. – Vamos almoçar?

- Claro, onde? – Ela respondeu do outro lado.

- Não sei, alguma sugestão? – A pergunta foi tanto para Lily quanto Luma.

- Não. – As duas responderam ao mesmo tempo.

- Certo, então Lily nos vemos na guarita de Hogwarts e vamos procurar algum lugar juntas.

- Tudo bem. Até já. – Lily desligou.

- Então, por que você dormiu no carro? – Eu perguntei.

- Você pintou o quarto e eu tenho alergia, lembra?

- Ah, é verdade. – Eu tinha me esquecido. – Desculpa, Malu.

- Tudo bem.

Não demorou e encontrei Lily na guarita. Eu fui seguindo-a até que encontramos um restaurante de comida chinesa e resolvemos parar lá mesmo. Fizemos nossos pedidos e começamos a conversar.

- Então, o que você vai vestir? – Lily me perguntou.

- Não sei, tenho algumas opções, mas estou na dúvida. – Eu respondi. – Você irá de longo ou curto?

- Longo.

- Cor? – Perguntei.

- Laranja claro. E o seu Malu?

- Bem, considerando que eu não vou, qualquer cor serve.

- Você é tão chata. – Eu bufei. – Vamos comigo comprar um vestido e uma máscara?

- Claro. – As duas responderam uníssonas.

Fomos até a loja, eu provei vários modelos e sai satisfeita com um longo. Depois disso seguimos para o apartamento. Não ficamos fazendo nada de útil, só dormindo para ter disposição ao máximo para aproveitar o evento.

O baile estava marcado para as dez horas da noite. Começamos a nos arrumar as sete e as nove e quarenta já estávamos prontas.

- Uau, vocês estão gatas! – Luma fez um 'fiu-fiu'. – Divirtam-se.

- Então você não vai? – Eu perguntei fuzilando-a.

- Não. Agora andem!

- Tudo bem, não toque fogo na casa. – Lily riu ao sair.

Ficamos do lado de fora esperando o elevador. Eu estava com um longo. Seu forro era lilás e tinha uma camada de vestido transparente com desenhos abstratos em dégradé bordado. Seu corte era reto e de alças fininhas. Minha máscara era roxa. Eu deixei os cabelos soltos e lisos apenas puxando a franja para trás e prendendo com grampos pretos.

Lily estava muito linda em seu vestido laranja claro longo. Possuía um decote avantajado e prendia no pescoço, mas não era tão decotado nas costas. A parte do busto era toda bordada na cor prata e a saia era drapeada. Seus cabelos estavam soltos e com as pontas caracoladas. Sua máscara, mas com duas penas laranja no lado esquerdo do rosto.

- Então, carros separados? – Eu perguntei quando já estávamos na garagem.

- É melhor, nós vemos lá? – Lily deu um sorriso largo.

- Claro.


Remus Lupin

Eu já estava pronto. Smoking com os detalhes verdes e máscara verde musgo. Peguei a chave do carro, já eram nove e quarenta e eu ainda passaria para pegar Emily.

- Eu já estou indo! – Informei, ainda faltava Sirius ir para a festa.

- Tudo bem, pode ir eu já vou! – Ele gritou do quarto.

Sirius parecia uma donzela quando ia se arrumar. Dei os ombros e desci. Peguei o carro e fui dirigindo até a casa de Emily. Não ficava tão longe da minha. Era um conjunto residencial de classe média com várias casas iguais. Após todo o protocolo de identificação eu segui até a casa 06. Bati a porta e não demorou para alguém abrir, era Isabela.

Ela estava com um vestido preto com uma saia muito grande. Um colar discreto e máscara rosa pink. Seu cabelo estava muito cacheado.

- Boa noite Isabela.

- Boa noite, pode entrar. – Ela abriu passagem. – Emily, o Remus chegou, eu já estou indo com o carro! – Ela falou alto. – Fique a vontade.

- Obrigado. – Eu entrei e me sentei no sofá.

Mais alguns minutos e ela desceu a escada, o perfume suave invadiu a sala, virei-me para olhar. Ela estava com uma máscara verde mais escura que a minha. Seu vestido era de cetim verde clarinho e longo. As costas nuas possuíam um trançado de fita e a frente possuía um decote discreto. Seu cabelo solto com a parte da frente toda para trás em um topete.

- Você está incrível. – Eu quase gaguejei, mas mantive a postura.

- Obrigada. – Ela corou. – Você está ótimo.

Eu me aproximei dela e puxei seu corpo para o meu. Uma mão deslizava em suas costas enquanto a outra estava alisando sua bochecha macia. Eu a beijei.


Sirius Black

Estava pronto. Olhei-me no espelho e cheguei a conclusão: eu estava muito sexy esta noite. Revirei os olhos com meu pensamento modesto e passei meu perfume predileto – Malbec – apesar de não ser caro, as mulheres adoram. Peguei a chave do carro e parei no apartamento da frente. Apertei o botão ao lado da porta e fiquei esperando.

Ela abriu a porta e não falou nada, ficou me olhando de boca aberta. Eu sabia que estava muito lindo. Meu smoking preto com a camisa branca e gravata borboleta preta. Meus cabelos estavam mais bagunçados que o de costume a máscara preta, discreta realçava meus olhos.

- Olá Luma! – Eu dei um daqueles meus sorrisos irresistíveis. – Então, posso saber por que você não está pronta?

- Sirius, pela enésima vez, eu não vou. – Ela suspirou. – Ah, você está muito... Elegante.

- Não.

- Ótimo, onde fica o som?

- Sirius... – Sua voz era de alerta.

- Ou vai para o baile comigo ou vai dançar comigo aqui a noite inteira.

- Você é absurdo. – Ela balançava a cabeça negativamente e permanecia com os braços cruzados.

- Vamos, por favor.

- Ah, tudo bem. – Ela bufou e virou-se rumo ao corredor que dava para os quartos. – Espera um pouco.

- Não tem pressa.

Ela saiu balançando a cabeça negativamente. Fui para a varanda apreciar a brisa fria da noite e a linda vista. Meia hora depois ela foi para a sala com os cabelos ligeiramente molhados amarrados frouxamente e segurando a parte da frente de um vestido longo tomara que caia na cor prata.

- Obrigado. Bem, você irá ao baile comigo e eu não aceito um 'não' como resposta.

- Mas...

- Mas, caso você não vá, eu ficarei aqui e você irá dançar comigo de todo o jeito.

- Isso não me parece justo. – Ela cruzou os braços.

- Nunca te contaram? A vida não é justa. Você vai ou não?

- Err... Por favor, fecha o zíper. – Ela pediu.

- Tudo bem.

Sua pele era incrivelmente macia e tinha um cheiro delicioso de morango. Peguei no tecido prata, era cetim. E fui subindo o zíper lentamente.

- Obrigada. – Ela sorriu e voltou para o quarto.

Mais alguns minutos e ela retornou a sala. Os cabelos agora estavam impecavelmente arrumados em um coque bem feito e usava uma sombra leve, aquele era o vestido mais lindo que eu já vira.

- Bem, tem um problema, eu não tenho máscara.

- Isso não é problema. – Eu falei, puxando do bolso uma mascara pequena e delicada. Parecia que eu tinha adivinhado a cor. – Bem, combina com a sua roupa.

- Obrigada.

- Vamos?

- É, vamos. – Sorriu.


Isabela Benson

Deixei minha irmã e peguei o carro. Era tão absurdo dividir o carro com ela. Fiz uma careta com esse pensamento e me dirigi até o local da festa.

Sirius Black, ele seria meu hoje a qualquer custo. A qualquer custo. Sorri com meu pensamento e continuei dirigindo. Cheguei ao lugar do grande evento. Era tudo tão glamoroso.

Entrei me sentindo uma própria estrela de cinema com todos aqueles flashes dos fotógrafos que estavam fazendo a cobertura do evento e aquele tapete vermelho. Meu vestido certamente não era tão caro quanto os das outras garotas, mas era tão provocante.

De cara fui pegar uma bebida. Estava tudo com uma iluminação muito baixa, muitas pessoas na pista de dança, com suas roupas caras.

- Olá Isabela! – Era Bellatrix. Ela estava tão linda com aqueles cabelos negros e aquele vestido sexy longo de oncinha. Me senti um lixo.

- Oi Bella, você está linda! – Eu exclamei.

- Obrigada. – Ela falou como se já soubesse.

- Onde está Narcisa?

- Se pegando com o Lucius. – Deu os ombros. – Eu não sei você, mas eu irei tratar de arranjar alguém para fazer o mesmo.

Abandonada. Continuei andando e nenhum sinal do meu príncipe encantado. Irritei-me, peguei outra bebida e sentei em uma mesa para esperar a hora de agir.


Lily Evans

É um absurdo como as pessoas que organizam festas nunca pensam nos estacionamentos. Está completamente lotado! Mais algumas voltas e eu encontrei uma vaga acelerei, entretanto, outro carro ia à mesma direção. Quase batemos. Desci do carro trajando apenas uma capa de frio preta e sem a máscara no rosto. Eu estava furiosa!

- Você não tem olhos sua maluca!? – Ele saiu de seu carro também gritando comigo. – Só podia ser mulher!

- E você também não tem olhos seu panaca machista! – Berrei.

- Você deveria ter mais cuidado! Quando as pessoas falam que mulheres ao volante perigo constante vocês reclamam! – Ele jogava essas palavras rudes em mim.

- E você certamente deveria ser mais cavalheiro. – Eu amarrei a cara. – Sua mãe não lhe deu educação?

- Não meta a minha mãe no meio!- O psicopata vociferou.

- Você é um imbecil mesmo! – Eu bufei. – Olha, eu não bati na merda do seu carro, porque você não pega esta vaga e enfia em um lugar nada educado!?

Sai e meu salto saiu fazendo barulho no asfalto. Entrei no carro e acelerei, ameacei atropelá-lo o idiota caiu de costas. Dei uma gargalhada e segui para bem longe dali, pois eu, provavelmente, daria um motivo a ele para ganhar um carro novo.


Amy Meester

Combinei de me encontrar com Lily na porta do salão. Ela estava demorando demais. Mais algum tempo ela chegou. Estava de máscara e arfando ou seria bufando?

- Você demorou. – Comentei enquanto entravamos.

- Eu estava considerando a ideia de bater em um carro. – Ela resmungou, um garçom se aproximou dela e Lily pegou uma bebida e a virou.

- Ei, amiga, vai com calma! – Eu segurei o copo. – Calma, o que quer que tenha acontecido, você encher a cara e estragar a sua festa não vai ser nada bom. – Tentei convencê-la a não fazer besteira.

- É verdade. – Lily considerou.

- Ótimo. – Eu suspirei. – Vamos andar por ai.

OoOoOoOoOoOo

Peter Pettigrew

Estava passeando perto da mesa de aperitivos e percebi alguém ficar ao meu lado. Estava respirando rapidamente e virou dois copos de bebida seguidos. Parecia com..

- James? – Eu perguntei alto.

- Oi, Peter.

- Aconteceu alguma coisa?

- Discuti com uma destrambelhada motorizada.

- Ow, seu carro está inteiro?

- Sim, mas ela tentou me atropelar depois da discussão. - Eu não agüentei e soltei uma grande gargalhada, James me olhou de cara feia e cruzou os braços. – Vou dar uma volta por ai.


Luma Kopke SchmidtPensei e fiz uma careta, Sirius olhou para mim e riu. Perto dele, às vezes, eu acho que pareço uma maluca ambulante ou animadora de circo para ele estar sempre rindo.

'Eu não acredito que eu estou indo ao baile de máscaras. '

- Sirius, eu poderia bater em você. – Eu resmunguei

- Bem, não fique chateada, mas acredito que não vá doer. Você não parece exatamente o tipo de mulher que tem força o suficiente para fazer estragos.

- Eu tenho mais força que você pensa, bem caso a minha não seja suficiente, eu garanto que consigo ajuda num estalar de dedos. – Eu falei e ele deu os ombros.

- Já mencionei que você está linda?

- Obrigada. – Dei graças a Deus está escuro no interior do carro para ele não notar meu rubor.

- Bem, seu salto é confortável o suficiente para andar um pouquinho? – Ele me perguntou e eu fiz uma cara de 'não estou entendendo nada'. – Está horrível de estacionar.

- Ah, não tem problemas. – Desta vez eu dei os ombros. – Meus pés podem estar sangrando ou coisa assim, eu nunca desço do salto.

- Adere isso a vida pessoal?

- Claro.

- Cada momento gosto mais de você, quer dizer, te admiro mais. – Ele desligou o motor e saiu do carro para abrir a minha porta. – Você é fascinante.

Segurou a minha mão para que eu pudesse sair do carro e segurar meu vestido. Eu murmurei um 'obrigada'. Fomos caminhando conversando sobre besteiras até a porta do salão onde eu pude largar a minha saia. Entramos separados, como dois grandes amigos, sorrindo para os incansáveis fotógrafos.

Dentro tocava uma música suave, romântica, convidativa para dançar a dois. Rezei para que ele não estivesse pensando na mesma coisa que eu, em vão.

- Me concede esta dança? – Segurou minha mão e atribuiu um beijo delicado.

- Sirius... – Eu balancei a cabeça, antes que eu pudesse falar.

- Por favor.

Era impossível não ceder aos caprichos daquele homem tão sexy. Fechei os olhos e o deixei me conduzir até o centro da pista. Ele repousou delicadamente suas mãos em minha cintura e eu em seu ombro. Começamos a balançar devagar de um lado para o outro.

- Pensei que você não soubesse dançar. – Ele me alfinetou rindo. – Acredito que você não tenha tido condutores descentes antes.

- Sirius Black, você é uma pessoa detestável. – Eu ri e pisei levemente em seu pé, ele riu.

Ficamos dançando até o termino da música, uma animada e dançante começou a tocar. Sirius se separou de mim e começou a dançar no ritmo da música eu estava estática.

- Vamos, não é tão ruim assim! – Ele pegou nos meus braços e começou a balançá-los.

- Nhé. – Eu fiz uma careta. – Vou pegar uma bebida, ok?

- Tudo bem.

Ele continuou dançando, fui até a mesa de bebidas e me servi com vodka. Uma pessoa encostou ao meu lado, um perfume incrível, mas não melhor que o de Sirius.

- Senhorita Kopke Schmidt. – A voz rouca e tão conhecida falou.

- Por favor, professor, apenas Luma. – Dei um sorriso.


Isabela Benson

Como eu imaginei. O meu Sirius estava com aquelazinha. Fiquei resmungando em meu lugar, enquanto observava a cena. Uma música romântica, e eles indo para a pista de dança. Cadê o beijo para tornar a cena mais nojenta?

Eles ficaram dançando juntos, seus corpos estavam tão próximos! Os dois ficaram dançando até que a música mudou, para minha sorte ela saiu.

Então lá estava minha presa, sozinha. Era a minha oportunidade de agir, era agora ou nunca. Peguei duas bebidas na mesa. Dei um pequeno sorrido e sai me arrastando pelo salão e, com certa dificuldade, o alcancei. Ele estava tão sexy!

- Oi Sirius! – Dei um sorriso largo.

- Olá, Isabela? – Ele quis confirmar.

- Sim, exatamente, eu mesma. Curtindo a festa?

- Sim.

- Aceita, vodka? – perguntei.

- Claro, obrigado. – Ele aceitou.

- Ah, espera, vamos batizar a nossa bebida! – Retirei um frasco de bebida que estava entre meus seios, presos pelo sutiã.

- Absinto. Porra, isso é forte. – Ele comentou olhando para o frasco.

- Ah, Sirius, não me diga que não está a fim de algo um pouco mais forte e vai ficar só no leite! – Eu comentei rindo.

- Já ouvi falar sobre esta, você não acha que é um pouco exagerado para a ocasião?

- Sirius Black com medo de álcool? – Perguntei com deboche.

- Claro que não. – Ele misturou a bebida verde a vodka.

Depositei o resto da bebida em meu copo e propus um brinde, encostei o copo na boca e o vi virar todo o conteúdo de olhos fechados, enquanto isso, dei um pequeno gole e derramei o conteúdo no chão.

- Sirius, eu preciso que você venha aqui comigo. – Eu o puxei.

- Mas eu estou acompanhado da...

Ignorei a parte que ele ia dizer o nome dela. Fui passando e vi Emily entreguei-lhe a chave do carro e disse 'é todo seu'. Ela e Remus arregalaram os olhos, mas eu continuei arrastando-o para fora do salão. Encostei-o na parede e comecei a beijá-lo.


James Potter

Depois da gargalhada de Peter eu sai para pegar alguma bebida em uma das três mesas de drinks. Me encostei na mesa e fiquei apreciando a minha bebida.

Quando fui pegar outra a minha mão encostou na mão de uma garota que estava ao meu lado. Sua máscara era linda e seus lábios convidativos para um beijo. Não dava para ver características físicas devido à máscara e a iluminação. Aparentemente era linda e ruiva.

Uma corrente elétrica percorreu meu corpo com o toque de nossas pelas. Ela era tão macia. Deu um sorriso sem graça e se encostou também, um pouco afastada, bebendo também.

- Olá. – Eu me aproximei.

- Oi. – Sua voz era doce e baixa devido a música.

- James Potter, prazer. – Estendi minha mão livre.

- Lily Evans. – Ela apertou minha mão.

- Qual curso você faz?

- Medicina, e você?

- Direito. Caloura?

- Sim, e você?

- Veterano.

Ficamos um bom tempo conversando. Lily estava me deixando excitado, louco para beijá-la. Respirei fundo, tomei outro gole de bebida e me coloquei na frente dela, encurralando-a na mesa. Aproximei-me de seu ouvido.

- Lily, você está me deixando maluco. – Sussurrei. – Fica comigo?

- Pensei que você nunca fosse pedir!

Ela falou olhando nos meus olhos e uniu nossos lábios com urgência. Correspondi o beijo que foi se intensificando cada vez mais rápido. Lily beijava incrivelmente bem. Minha mão já começava a percorrer suas costas.

- Vamos sair daqui. – Ela pediu.

- Certo. Vamos em meu carro. – Falei em seu ouvido.

- Não, eu vou no meu.

- Tudo bem.

Separamos-nos na porta e seguimos caminhos opostos, fomos para nossos respectivos carros. Informei o endereço e combinamos de nos encontrar na porta do meu prédio.


Luma Kopke Schmidt

Enrico estava sexy com aquela máscara preta e aqueles cabelos espetados de sempre.

- Gostei da máscara, professor.

- Enrico, não estamos na sala de aula.

- Tudo bem. – Peguei uma bebida

- Você não deveria beber isso. – Ele segurou minha mão. – Professores não devem deixar seus alunos beberem.

- Pensei que estivéssemos fora da sala. – Eu ri da cara que ele fez. – Não se preocupe, eu bebo com moderação.

- Luma... – Ele tentou.

- Enrico, não se preocupe, já sou bem crescidinha. – Sorri para confortá-lo.

- Vamos dançar! – Ele sugeriu, deixando o meu copo sob a mesa e me puxando para a pista.

- Ah, de novo não. – Eu revirei os olhos.

Parecia a mesma cena com Sirius, mas eram extremos opostos. Sirius era um sedutor que parecia ter saído de um filme de Hollywood, já Enrico era cativante e discreto.

- Não sei dançar. – Informei.

- Não parece. – Ele riu. – Pensei que você não fosse vir.

- Bem, de última hora, quer dizer, quando todos já haviam saído para a festa. Um amigo foi na minha casa e me arrastou a força.

- É meu aluno?

- Sim. – Eu respondi.

- Lembre-me de doar-lhe alguns pontos extras. – Ele brincou.

- Nossa.

- Você está deslumbrante neste vestido.

- Obrigada.

- Não se parece com a Luma menina que eu dou aluna. Você está com o lado oposto. A mulher sedutora e discreta. - Eu corei e fiquei sem jeito. – Não fique assim, estou falando a verdade.

- Obrigada.


James Potter

Eu havia estacionado o carro na garagem e estava a esperando no hall do prédio. Algum tempo ela passou pela porta de vidro. Deslumbrante e misteriosa com aquela máscara.

- Pensei que você nunca fosse chegar. – A puxei pela cintura e envolvi nossos lábios.

- Achei o caminho bem similar com o da minha casa, mas já tomei algumas doses, deve ter sido impressão. – Ela disse entre beijos.

- Provavelmente. – Dei os ombros.

Subimos aos beijos pelo elevador, por sorte, ele não parou em nenhum andar. Sem tirar meus lábios do dela, consegui abrir a porta e entramos. Liguei a luz da sala, mas ela apagou.

- Não, prefiro o escuro.

- Tenho aqui uma vampira?

- Talvez. – Ela riu.


Isabela Benson

Ele no inicio fez charminho e me largou de lado. Eu poderia surrá-lo de tanta raiva.

- Não, eu não quero. – Ele disse.

- Sirius, pare de bancar o idiota, posso saber por que merda você não quer ficar comigo? – Eu gritei.

- Porque eu não gosto de você.

- E daí?

- Você é irmã da melhor amiga do meu melhor amigo, entende que se você se magoar emocionalmente porque eu sou um canalha com as mulheres que eu não gosto no sentido de amar, o James irá ficar puto comigo. É tão difícil entender isso?

- Eu não me importo, dá pra você me beijar logo? - Ele ficou um tempo parado, seu rosto foi perdendo a cor. Droga, o que eu tinha feito!? – Sirius?

- Eu não deveria ter bebido, eu não me sinto bem. – Ele resmungou. – Eu não deveria ter misturado na vodka.

Ele ficou parado por um tempo e levantou a máscara. Seus olhos estavam estranhos, ele pareceu que iria tombar no chão. Ah, homem frouxo! Eu revirei os olhos.

- Onde está a chave do seu carro?

- No meu bolso.

- Vou te levar para casa.

Peguei a chave e sai o segurando na mão dele, rezando por todos os deuses que ele não inventasse de desmaiar ou coisa assim. Ao menos meu plano estava dando certo.

Com certa dificuldade consegui encontrar aquele carro magnífico. Eu nunca havia dirigido um carro como aquele. Abri a porta do passageiro e o ajudei a entrar, depois fui para o banco do motorista, fiquei um tempo olhando para o interior e gravando aquela cena em minha cabeça.

Liguei o som, uma música suave estava tocando. Ele virou-se para mim e falou.

- Luma, troque esta música, eu quero dançar.

Eu fingi que não escutei e não troquei de música. Ele ficou reclamando, mas depois se acalmou. Conduzi aquela máquina espetacular até o meu condomínio. Estacionei o carro na porta da minha casa e o ajudei novamente. Subimos as escadas e eu o coloquei em minha cama.

- Quero dançar.

- Você mal se agüenta em pé, que dirá pode dançar. – Eu reclamei. – Você poderia ser mais útil, sabia?

- Não briga comigo. Tem sorvete de chocolate?

Sai do quarto bufando e desci para pegar sorvete. Péssima ideia, havia sido uma péssima ideia dar algo tão forte a ele. Revirei os olhos com isso e levei o pote de sorvete para o quarto. Ele já estava dormindo. Sentei e comecei a comer o sorvete sozinha.


Luma Kopke Schmidt

Já estava um bom tempo dançando com Enrico, quer dizer, ele estava me arrastando se um lado para outro já que eu não sei dançar. Houve uma mudança na música, eu já estava enjoada de me mexer tanto.

- Que tal uma pausa sem volta? – Eu sugeri.

- Você realmente odeia dançar, não é?

- Sim. – Eu dei um sorriso largo. – E eu estou com sede.

- Tudo bem, vamos parar.

Fomos sentar em uma das mesas vagas, era um pouco mais afastada das que estavam ocupadas. Eu acomodei-me e ele foi buscar duas bebidas para nós.

- Hei, é refrigerante! – Eu fiz uma careta quando eu provei.

- Você não esperava que eu trouxesse álcool para você. – Ele sentou-se ao meu lado.

- Bem, eu realmente esperava que você parasse de me tratar como criança.

- Você realmente não quer que eu te trate como criança?

- Sim. Eu não sou mais uma.

Ele suspirou e considerou alguma coisa. Foi se aproximando lentamente, eu fechei os olhos e senti seus lábios roçando nos meus. Abri passagem para um beijo, era calmo, tão Enrico. Sua mão pousou-se em minha nuca e começou a fazer movimentos circulares e de vez por outro alisava meu cabelo preso.


Amy Meester

Abandonada por minhas amigas e completamente sozinha. Isso é, definitivamente, o fundo do poço. Certamente não haveria situação perfeita para comemorar meu meio ano de solteirice. Fiz uma careta com meu pensamente e resolvi andar pelo salão.

Durante as aulas eu ainda não havia conseguido me enturmar com as pessoas de minha sala, elas eram tão fúteis. É, só falavam do que tinha acontecido na noite anterior no reality show da TV. Certo, eu sou retardada, mas nem tanto.

Comecei a rondar pelo salão, tentando encontrar pessoas conhecidas, mas parecia que todas elas haviam cavados buracos e se enfiados neles.

Havia um garoto solitário, largado em uma cadeira. Seu pé direito acompanhava a batida e a cabeça também. Talvez ele precisasse de alguém para conversar. Arrastei uma cadeira e sentei-me ao seu lado.

- Olá. – Eu sorri. – Aproveitando a festa tanto quanto eu?

- Pois é. – Ele riu. – Não se tem muito que fazer quando seus conhecidos te abandonam.

- Coincidentemente também estou abandonada, se eu fosse emo eu poderia cortar os punhos. – Eu falei pensativa.

- Bem, caso você precise de um estilete ou coisa do gênero eu tenho no meu bolso. – Ele deu uma piscadela pela máscara.

- Amy Meester, prazer. – Estendi a mão.

- Peter Pettigrew, o prazer é todo meu. – Apertou minha mão.

- Então, Peter, o que vamos fazer para passar o tempo?

- Bem, tem coisa melhor que mangar dos podres das pessoas? – Ele virou-se para mim. – Elas perdem a noção do ridículo em festas.

- É verdade. – Eu concordei.

- Olha aquela roda de garotos ali. – Apontou discretamente para seis rapazes no canto, todos com bebidas nas mãos. – Agora olha aquela garota de rosa passando com eles.

- Que horror! Parece que ela está com lordose. – Eu fiz uma careta e ele riu. – E aquela menina com vestido verde limão.

- Penso que faltou pano na hora de mandar fazer a roupa. – Eu ri. – Mas o cumulo das festas são as mulheres bêbadas chorando. Tipo aquela ali.

- Você é sem noção.

- Você não fica atrás. – Ele riu. - Olha, não tem como não comentar!

- O quê?

- Tá vendo aquela ali de preto?

- Qual? – Eu estreitei a vista

- Vestido curto.

- Sim, sei...

- É atriz pornô, com certeza! – Eu tive um acesso de riso.

- Aquele cara ali parece um boneco de pano dançando. – Eu comentei depois de estar estabilizada.

- Verdade. Talvez eu não durma depois de ver essa cena bizarra. – Fez uma careta. – Então, qual curso você faz?

- Medicina veterinária.

- Faço administração, estou no terceiro período. Você é nova por aqui, certo?

- Exato.

Ficamos um bom tempo conversando, quer dizer, o resto da festa mangando de todos os podres que conseguíamos ver. Ele era uma criatura completamente anormal. Cômica, eu diria.

Foi super chato a festa ter acabado, eu estava me divertindo tanto com ele. Trocamos telefones antes de sairmos, certamente iríamos a outras festas, obviamente, para fazer comentários bastante maldosos.


N/A:

olha eu aqui e o post, é claro. :)

bem, eu espero que vocês gostem e deixem review, sério, só vou postar com reviews. então, querem o próximo capítulo? vão lá no botãozinho verde e deixem uma.

ah, sim, sobre que a história está muito voltada para a Malu, gente, desculpa, nunca tinha me dado conta disso, é que é tão bom narrar com ela que eu nem percebo que tô 'exagerando'. tentarei diminuir isso, ah, mas aviso, só depois do capítulo 10, pois os outros já estão semi-prontos.

outra coisa, esse capítulo, por milhões de motivos, não foi betado, então, se eu cometi qualquer barbaridade, miiiil desculpas.

gostaria de agradecer as leitoras: Fernanda, Barbara Malfoy Cullen, Hayley Jones Cullen e Bellah pelas reviews deixadas. Muito obrigada.

bem, até a próxima.

beijos

Jess