How can I forget... E como eu posso esquecer
...That she rocks my world ...que ela agita o meu mundo
More than any other girl Mais do que qualquer outra garota.
Dude, she's amazing Cara, ela é incrível
And I can't believe you got that girl E eu não acredito que você pegou essa garota
And I can't believe you got that girl E eu não acredito que você pegou essa garota
Como prometido, meia hora depois de desligar o telefone, James estava estacionando sua moto em frente da majestosa mansão dos Evans. Tirou o capacete e encarou os enormes portões.
Deixou o capacete em cima da moto e tirou o celular do bolso com a intenção de ligar para Lily, mas no mesmo momento ouviu um chiado. Olhou para os lados, mas não via nada além da escuridão da madrugada. Deu de ombros e voltou sua atenção para o celular.
- James!
Ele não estava delirando, ele estava mesmo ouvindo o seu nome. Com a luz da lua, ele pode ver um brilho vindo de alguns arbustos perto do portão. Aproximou-se cautelosamente e arqueou as sobrancelhas quando reparou que era Lily.
- O que você está fazendo ai? – ele sussurrou de volta para ela.
Lily olhou para os lados e depois saiu do seu esconderijo. Vestia um moletom branco sujo, o rabo de cavalo estava frouxo e estava de meias. Em uma mão tinha o celular e na outra, um pacote.
Continuava linda, pensou.
- Eu resolvi te esperar aqui fora, mas não queria que os seguranças me vissem saindo.
Ele se aproximou dela e retirou um pequeno galho da blusa dela.
- O que aconteceu com você?
- Eu pulei da sacada e acabei tendo uma aterrissagem inesperada. Acabei perdendo até os meus tênis.
James arregalou os olhos. Mediu-a por inteira, procurando sinal de algum machucado, mas apenas achava sujeira e algumas folhas.
- E você tá legal?
- Sim. Os arbustos amorteceram a queda, mas a minha mãe vai ficar louca quando ver o estrago.
Ela sorriu e retirou uma fita colorida de dentro do pacote e o colocou na boca. Esquecendo completamente do que havia ido fazer ali - isso se tivesse mesmo um motivo além de apenas vê-la – ele a encarou, parecendo uma criança com o moletom sujo, os cabelos charmosamente desarrumados e descalça.
- Não vamos ficar aqui. – ela disse acenando com a cabeça para a rua. – Vamos andar! – ela sorriu novamente e tirou outra fita colorida do saco. – Servido?
Curioso pelo o que poderia ser, ele pegou a fita. Sentiu os granulados de açúcar nos dedos e a comeu. Lily o encarava, esperançosa e depois riu quando James fez uma careta. A fita era completamente amarga, mas extremamente gostosa.
- Isso é bom!
- Eu pensei que você não iria gostar, eu não conheço ninguém, além de mim, que goste. – ela ofereceu o pacote para ele e James tirou mais um doce.
- Hey, espere!- ele disse a fazendo parar a caminhada. Colocou a fita na boca e se aproximou. – Não queremos que você fique doente, certo?
Ele se postou na frente dela e agachou um pouco, já que eram bons centímetros mais alto do que ela.
- O que? – ela perguntou sem saber o que ele queria que ela fizesse.
- Sobe! Eu te levo.
Lily ficou estática por alguns momentos, o encarando. Ele estava falando sério?
Sem se importar mais, ela se aproximou e pulou nas costas dele, o pegando um pouco de surpresa e os fazendo cambalear um pouco.
- Desculpe, eu acho que sou um pouco pesada. – ela disse, rindo junto com ele.
- Você é leve como uma pena, Lil. E então, para onde vamos exatamente? – ele perguntou enquanto começava a caminhada pela calçada. Ela se aproximou dele, deitando sua cabeça nos ombros dele.
- Para até onde for possível! – ela sussurrou.
Ele sorriu enquanto sentia o coração falhar uma batida. O que ela tinha que o fazia se sentir como um menino de doze anos inexperiente com garotas?
- Me dá mais um? – ele disse acenando com a cabeça para a mão dela que segurava o pacote do doce.
Com um pouco de dificuldade por estar se segurando ao redor de pescoço dele, Lily pegou mais uma tirinha do doce e ofereceu para ele. James abriu a boca e o pegou com maestria, tentando não tocar a boca na mão dela para não assustá-la. Ele sorriu.
- Obrigado. – agradeceu e jogou Lily para o alto para ajeitá-la em suas costas, fazendo a ruiva soltar um grito de susto.
O famoso silenciou reinou. O único barulho que se ouvia eram os passos de James e de alguns grilos pelos jardins das grandes casas que passavam por eles. Depois de longo cinco minutos assim, Lily levantou a cabeça.
- Ali! – ela apontou para frente. Uma enorme árvore com flores roxas estava cercada por um pequeno jardim. Já era quase o final da rua e ficava afastada das casas.
James atravessou a rua e foi indo em direção a ela. Se aproximando mais, ele viu um balanço de madeira pendurada em um dos galhos mais firmes e fortes da árvore.
- Eu havia me esquecido desse balanço. – ela comentou, sorrindo. Ele se virou e sentou Lily no alto balanço, sem a fazer pisar na grama. Assim que ele se afastou, ela jogou os doces para ele e começou a se balançar. James riu da excitação dela e se recostou à árvore, com o pacote de doce em mãos.
- Eu costumava ficar aqui sempre quando eu era criança. Conheci a Emy em uma briga por esse balanço. – ela disse e virou o rosto para encará-lo. – Depois desse dia, sempre nos ajudávamos a subir nele. E ele continua alto. – ela riu, olhando para as cordas.
- Boas amizades sempre começam com brigas. – ele comentou se lembrando da amizade com Sirius que começou há oito anos atrás com uma briga idiota por uma vaga no time de hugby.
Os dois se desligaram da realidade, se lembrando de velhos tempos. Lily foi quem cortou os devaneios.
- O que você irá fazer no Sábado? – ela perguntou sem o olhar. James pendeu a cabeça para o lado enquanto comia outra fita colorida.
- Eu não sei. Nada marcado até o momento.
Ele não perguntou o motivo da pergunta. Se ela quisesse, ela poderia chamá-lo para qualquer lugar. James iria com toda a certeza.
- Não quero que você tire conclusões precipitadas sobre isso ou que eu tenha dito algo que tenha dado a entender, mas meu pai quer que você vá jantar com a família. – ela abaixou a cabeça e o balanço diminuiu um pouco a velocidade.
James engoliu em seco. Encontrar com os pais dela não estava nos planos, principalmente encontrar com a mãe dela.
- Isso é algo ruim? Eu devo ficar com medo?- Ela riu e o ritmo do balançou aumentou.
- Eu creio que não. Eu nunca levei ninguém em casa para saber.
- McNair já deve ter passado por lá. – ele disse, sem perceber, com um tom amargo na voz. Só de lembrar-se dele, o sangue parecia correr mais rápido pelas veias.
- Sim, ele já. – ela disse com a voz mais baixa. – Porém isso não quer dizer nada... se ele significasse algo para mim, talvez sim.
Ela se calou de imediato. Antes mesmo de falar, sabia que soltaria algo ridículo como aquilo. Fechou os olhos e sussurrou xingamentos, aproveitando que estava de costas para ele. Não ouve resposta para o comentário.
Querendo sumir, ela aumentou muito mais a velocidade e resolveu tentar fazer algo que não fazia há anos: soltou a corda do balanço e pulou para frente o mais alto que pode. Isso só a fez concluir que suas aterrissagens estavam péssimas.
Ela acabou caindo com o fraquejar dos joelhos, mas começou a rir do tombo. Em milésimos de segundos, James já estava ao seu lado, a ajudando se levantar.
- Machucou?- perguntou enquanto a colocava de pé.
- Não. Eu esqueci como isso é bom. – ela continuava a rir. Uma sombra de riso passou pelos lábios dele, mas não chegou a escapar.
- Você é louca. – ele disse a levando de volta para o balanço e a sentando. – Agora eu vou te balançar. Chega de pular por hoje, senhorita Evans.
Ela riu ainda mais. Não sabia a quanto tempo ria tanto como fazia quando estava com ele. Parecia tudo sair tão naturalmente.
- Nunca nenhum garoto me empurrou em um balanço. Eu acho que garotos não fazem isso. – ela franziu a testa ao pensar sobre isso.¹
- Eu sou um e eu vou te balançar. Fico honrado por eu ser o primeiro. – ela ouviu o riso no tom da voz dele. Ela sentiu o gentil impulso em suas costas e o balanço começou a se mover.
- Obrigada. – ela agradeceu a alguma coisa que não fazia idéia. Talvez pelos impulsos. Não sabia dizer. Fechou os olhos, sentindo o vento primaveril bater em seu rosto e levar para trás os fios soltos do cabelo que sempre voltavam quando o balanço ia em direção das mãos de James que a impulsionava.
- Eu estarei lá. – ele disse. Ela abriu os olhos. – Digo, eu estarei no jantar na sua casa, no Sábado.
- Você sabe que não é obrigado a ir, não sabe?! – ela perguntou encarando o nada em sua frente.
- Eu quero estar lá.
Ela não respondeu de imediato e sentiu o impulso de James mais três vezes antes de concluir algo para dizer.
- Por quê?
Quando o balanço voltou, ela não sentiu as mãos dele em suas costas. Estranhando, ela virou o rosto para trás e encontrou James a encarando. Ela fez um esforço para alcançar o chão e diminuir a velocidade do balanço. Percebendo a intenção dela, James segurou nas cordas do balanço, o fazendo parar.
Ela não perguntou de novo e ele não respondeu também. Ela tinha o rosto virado para ele, o encarando, assim como ele fazia com ela, segurando ainda as cordas. Pelo balanço ser alto, sua cabeça quase batia nos ombros dele.
Os castanho–esverdeados estavam claros devido à luz da lua batendo diretamente neles, fazendo os olhos de James brilharem. Ela não conseguia desviar os olhos dele, não com aquela vista... não sabia descrever o quanto os olhos deles a hipnotizavam. Sentiu sua respiração acelerar um pouco e tinha a sensação de que seu coração estava ficando grande demais para o seu peito.
As mãos dele deslizaram alguns centímetros pelas cordas, mas ela mal percebera os movimentos ao seu lado.
- Por que...? – ele repetiu a pergunta dela.
- É, por quê? – ela repetiu também. Novamente não houve resposta.
Dificilmente eles desviariam o olhar. Eles pareciam estar em um mundo completamente deles, como se não houvesse casas em volta, ou a árvore, ou os grilos pelos jardins. Poderia haver milhares de pessoas agora exatamente ao lado deles, que eles não notariam.
James venceu três centímetros abaixo, em direção a ela, querendo saber se seguia em frente ou se seria melhor recuar, mas Lily apenas continuou o encarando. Talvez ela não tenha percebido a aproximação, então James venceu mais três centímetros, lentamente, sem tirar os olhos dos verdes profundos dela.
Lily jurou que se algo aparecesse nessa hora da madrugada para estragar alguma coisa, ela aceitaria que sua vida era mesmo uma porcaria. Não havia ninguém, não havia sua mãe, não havia McNair ou Petúnia e nem havia um garotinho com uma máscara de monstro para assustá-los.
A mão esquerda dele deixou a corda e foi em direção do rosto dela. Lily prendeu a respiração mesmo antes de ser tocada, mesmo antes de sentir James tirar uma pequena folha do seu cabelo ruivo e depois colocar uma mexa para trás. Ele sorriu. O sorriso mais doce que ela já havia presenciado dentro todos os sorrisos que já vira. Era algo misturado com ternura, gentileza e preocupação.
Ele não precisava se preocupar com nada, pensou, ninguém os atrapalharia agora. Era o que mais desejava, pelo menos.
James venceu mais alguns centímetros, sempre lentamente, e sentiu as testas se encostarem. De imediato, fecharam os olhos, apenas sentindo a respiração quente de cada um bater nos rostos, misturando com o vento natural que balançava os cabelos ruivos.
O moreno sentiu alguns fios baterem em seu rosto. Sem abrir os olhos, ele passou a mão pelo rosto de Lily delicadamente, puxando os fios para trás novamente, mas diferente da outra vez, ele não retirou a mão.
Os narizes roçaram, deslizando para as bochechas de cada um. James sentindo o cheiro de morango da pele dela, e Lily sentindo o cheiro amadeirado da colônia dele. Ao mesmo tempo, eles respiraram fundo.
Ela poderia parar o tempo apenas naquele momento e viver feliz para sempre. A pele dele fez um arrepio passar por todo o seu corpo e sentiu que suas bochechas deveriam estar queimando agora e agradeceu por ele estar tão perto e por estar razoavelmente escuro para ele não ver.
Após um tempo que pareceu ser horas, apenas na expectativa e no prazer de sentir os rostos se acariciando, James deslizou o seu rosto para o lado e sentiu os lábios da ruiva roçaram de leve nos seus.
Lily podia dizer que seu coração acelerou mais ainda – o que ela achava impossível – quando os lábios dele passaram pelos seus rapidamente, levando um choque – um arrepio não seria o bastante para descrever a sensação. Os lábios dele entreabriram e, logo depois, o seu lábio inferior ficou entre os lábios quentes de James, a fazendo fechar o superior dele entre os seus. Ela sentiu a respiração dele pesar contra o seu rosto.
A mão dele passou da bochecha para a nuca dela, a trazendo mais para si. Os lábios se entreabriram novamente, ao mesmo ritmo. Sem esperar por mais, James tomou a atitude de aprofundar o beijo. Lily se assustou um pouco quando sentiu a língua dele pedindo passagem, mas nunca conseguiria negar. Ambos puderem sentir o gosto de doce da boca do outro agora. Era hora da respiração dela vacilar.
Lily soltou uma das cordas que ainda segurava e a levou até o rosto de James, o acariciando, depois a perdendo por entre os fios macios e desordenados do cabelo dele.
Ninguém poderia dizer o tempo exato do beijo, ou talvez estivessem muito concentrados para perceber o tempo passar. Para James, poderia não acabar nunca.
Um apito muito perto os sobressaltou. Lily levou a mão ao peito e James olhou em volta, procurando pelo bendito que resolvera apitar em seus ouvidos. Mas corou ao perceber que era o próprio relógio avisando que eram três horas da manhã.
- Desculpa! – ele sussurrou. Não sabia por que estava falando tão baixo... parecia que tudo estava quieto demais e que se falasse mais alto, quebraria o momento.
Ela apenas sorriu e lentamente, se levantou do balanço. Ficou parada, sem ação. O que deveria fazer agora?
- Ah! – disse e foi até o saco de doces que estava caído perto da árvore. James o soltou quando Lily havia pulado do balanço. Ela o pegou e tirou uma fita colorida e comeu.
- Eu acho melhor voltarmos. – James comentou quando notou um pequeno sinal de bocejo de Lily.
- Eu também acho. Está muito tarde e você ainda tem muito chão pela frente. – ela sorriu fracamente enquanto se distraia com o pacote de doces. James se aproximou, tirou as mãos do bolso e estendeu uma delas.
Sem pensar duas vezes, ela aceitou a mão dele. A mão dela estava fria – talvez de nervosismo – e entrou em contato com a mão quente de James. Elas se entrelaçaram e o moreno apertou levemente a mão dela contra a sua. Sem dizer mais nada, eles começaram a caminhar de volta... ele até pensou em carregá-la novamente, mas não queria perder o contato com a mão dela, não agora.
Ela poderia estar preocupada se sua mãe tivesse ido até o seu quarto ou até mesmo por estar muito tarde e, quando acordasse, ainda teria que ir para a escola, mas nada disso a incomodava. Ela deu um singelo olhar para as mãos entrelaçadas e sorriu... apenas aquilo importava para ela no momento. E mais nada.
Que se danasse todo o resto.
Eles pararam em frente da mansão e da moto de James, ainda de mãos entrelaçadas, mas sem se encarar. James não sabia por que ele estava agindo daquele jeito, tão inseguro e receoso de fazer algo com que fizesse Lily correr... era quase uma tortura, podia sentir os músculos das costas doerem por estarem tão rígidos.
- Eu acabei não pedindo desculpas. – ela chamou sua atenção. Ele a encarou por alguns segundos antes de dizer qualquer coisa.
- Você não precisa pedir desculpas por McNair ser um covarde. – ele sorriu para tentar amenizar a raiva que ele sentiu em citar o nome dele sem xingá-lo. – Ele poderia fazer qualquer coisa comigo, mas deixar você naquele estado com a sua mãe foi...
- A minha mãe não será um problema. – ela disse tão firme que não tinha como James insistir mais.
- Ok, eu vou acreditar em você. Mas se eu encontrá-lo de novo...
Ela o cortou novamente, mas não com palavras. Lily saltou em direção a ele e o abraçou firmemente. Se ela fosse mais forte, poderia sufocá-lo, mas daquele jeito estava muito confortável para ele. James enlaçou a cintura dela e respirou fundo o aroma que vinha do cabelo ruivo.
- Não faça nada, por favor. McNair não é uma boa pessoa, não é de uma boa família mesmo alguns acreditando piamente nisso. – ela sussurrava para ele. – Eu já ouvi algumas histórias sobre ele. – ela desapertou um pouco o abraço para encará-lo. – Não faça nada. - repetiu.
- Por ele ser exatamente assim, ele merece uma lição.
- Não! – ela sussurrou raivosa. – Deixe que isso aconteça naturalmente. – ela se afastou no mesmo instante e James se arrependeu de ter dito aquilo. Ele respirou fundo. As opiniões deles eram tão diferentes, mas ele não começaria a brigar com ela por isso... não por McNair.
- Tudo bem, esqueça isso, esqueça o McNair.
Ele sorriu e após alguns segundos com uma batalha interna, Lily sorriu de volta. James viu aquele sorriso como um sinal de que podia se aproximar.
Deu alguns passos para frente e quando estava quase ao alcance, eles ouviram passos. Lily entreabriu a boca e James congelou a meio metro dela. Uma sombra apareceu por entre os arbustos.
- Senhorita Evans?
Lily soltou o ar preso e levou a mão ao peito, aliviada.
- Olá, Shackebolt. – era o chefe da segurança. James encarou aquele moreno de dois metros de altura e com um porte 'guarda roupa' vindo em sua direção. Olhou para os lados, procurando caminho livre para correr se ele viesse para cima dele.
- Senhorita, está muito tarde para ficar do lado de fora. Eu terei que pedir para entrar.
- Eu já estava para entrar. Obrigada. – ela assentiu, parecendo completamente tranqüila. James ainda estava petrificado, sem desviar os olhos de Shackebolt, esperando qualquer reação dele.
O chefe dos seguranças deu um leve sorriso e se afastou, porém não saiu do campo de visão deles, mas também não os assistia.
- Bem, eu acho melhor entrar.
Ela sorriu, sem jeito e depois abaixou a cabeça para olhar seus sapatos.
James não parecia tão confuso com o que fazer, então a pegou desprevenida quando segurou suas mãos. Ela levantou o olhar para encontrar o dele, mas o moreno parecia preocupado demais com Shackebolt. Lily riu.
- Ele não irá fazer nada, James. Só se eu gritar.
James se virou para ela, esquecendo completamente do segurança.
- Então sem problemas.
Ele venceu a pequena distância entre eles e selou os lábios dela novamente em um beijo calmo e delicado. Ele sentia uma vontade imensa de abraçá-la e apertá-la bem forte, só para conseguir deixar escapar a felicidade repentina dele, mas achou melhor se conter e não parar na delegacia novamente.
Para se satisfazer um pouco, apertou mais os seus lábios no dela, só se controlou para não engatar em outro beijo, porque ele não conseguiria soltá-la de novo.
- É melhor você ir. – ela sussurrou contra os lábios dele.
- É, eu sei. – ele respondeu colocando sua testa na dela. Lily riu.
- Você não está indo.
- E nem você. – ele retrucou.
Ela abriu os olhos e, como se ele adivinhasse, abriu os dele também. Encararam-se por um longo tempo, sem o sorriso costumeiro que ambos tinham no rosto quando estavam juntos. Quando ela sugeriu para irem embora, não sabia que seria tão difícil assim... ou talvez não saberia que seria tão difícil ela ter que ir embora.
Lutando contra todas as suas vontades, ela se distanciou dele o bastante para evitar beijá-lo, mas o suficiente para ainda estar feliz com os centímetros quebrando o contato.
- Certo, eu vou. – ela murmurou contra a vontade.
- Eu também.
Eles continuaram a se encarar, sem mover um músculo se quer. James cortou o silêncio quando começou a rir.
- Se continuarmos assim, seria bom se nos sentássemos, porque vai cansar.
Ele arrancou um sorriso tímido dela.
- Ok, agora eu vou então. – ela ficou nas pontas dos pés e deu um rápido beijo nele. Soltou sua mão da dele e se afastou mais. – A gente se vê...
- Sábado! – ele a completou imediatamente. Ela parou de sorrir e deu dois passos para frente, se aproximando novamente.
- James, isso não é necessário. A minha mãe só está preocupada a toa, porque ela não te conhece.
- Nada melhor do que ela me conhecer, então. Assim você não precisa mais sair escondido quando for me encontrar.
O coração dela pareceu se aquecer com aquelas palavras. Isso significava que ele gostaria de sair com ela outra vez? Depois de hoje?
Ela era uma total inexperiente em beijo, completamente ignorante nisso...e mesmo depois disso, ele ainda queria vê-la?
Não que o beijo tivesse sido ruim, muito pelo contrário. Só de lembrar, ela sentia suas pernas bambearem e seu coração acelerar. Ela deu um meio sorriso involuntário.
- O que foi? – ele perguntou a vendo sorrir.
- Oh? Nada, nada. Se você insiste em vir, então venha.
- Eu não entendo por que você não quer que eu venha. Você não quer que eles me conheçam?
- Pelo contrário, eu não quero que você conheça a minha mãe. – ela suspirou. – Bem, esteja pronto para o The Ritz no Sábado.
- Ritz? Você diz o Ritz Hotel? Em Londres?
- Sim. Você já foi lá? – Lily perguntou inocentemente para James sobre ele já ter ido ao mais luxuoso hotel da Inglaterra.
- Er, não. – ele fez uma careta. Ele teria que vender a sua alma para conseguir uma noite no Ritz. Ok, não a sua alma, talvez 'a sua moto' seja um termo melhor.
- É chato e quieto demais. Você não vai gostar.
- Senhorita Evans?!
Ele não saiu do lugar, mas a voz de Shackebolt era um aviso de que a hora já havia se passado. James engoliu em seco e se afastou mais do que necessário dela.
- Boa noite, Lils. – ele colocou as mãos dentro do bolso para não ir até ela novamente e a abraçá-la. Com Shackebolt ali, era melhor não arriscar muito.
- Boa noite, James!
Ela sorriu e deu as costas para ele, entrando vagarosamente pelo portão da Mansão dos Evans. Ele continuou olhando a ruiva enquanto ela caminhava pelos jardins, até chegar à porta e sumir por completo.
- Tenha uma boa viagem de volta.
James se sobressaltou quando ouviu Shackebolt ao seu lado. Ele encarou o chefe dos seguranças com receio. Será que agora ele recebia o sermão e o aviso para nunca mais voltar?
- Obrigado.
Sem querer esperar apanhar, James se virou e começou a ir em direção da sua moto.
- Hey!
Ele parou no mesmo instante como se o simples 'Hey' de Shackebolt fosse um tiro no meio do peito.
- Vou apanhar de um segurança de mais de dois metros de altura. Eu to fudi...
- James seu nome? – Shackebolt perguntou quando se aproximou do moreno.
- Isso.
- Antes de você ir embora, eu acho que tenho o dever de fazer uma coisa.
O maroto sentiu engolir em seco. Ele voltaria para casa ou para a delegacia? Ou um novo destino: hospital?
- S-sim?
- Eu respeito muito os meus patrões... - James enxugou uma gota de suor da têmpora. -... mas eu devo dizer: se você gosta mesmo da senhorita Evans, tenha cuidado com a Senhora Evans.
James levantou a cabeça e encarou o chefe dos seguranças. Ele estava mesmo ouvindo certo? Talvez ele tenha jogado uma espécie de bomba de fumaça alucinógena e ele nem tenha percebido.
- Desculpe, eu acho que não ouvi direito, senhor Shackebolt.
- Me chame de Kingsley. – Kingsley sorriu.
- Éé, certo, Kingsley.
- Eu trabalho com a família apenas um ano e eu pude conhecer bem a Senhora Mary Anne Evans. Ela é alguém que se deve manter um olho aberto, entende?
O maroto fechou a boca devido a careta que fazia. O segurança estava mesmo falando aquilo, céus.
- Hmm, obrigado, é, Kingsley.
Sem querer ouvir mais e acabar notando que aquela conversa era apenas uma maneira de mantê-lo ali até o segurança decidir começar a fazer o seu trabalho, ele acenou com a cabeça e se dirigiu até a moto dele... um pouco mais apressado que o normal.
¹ eu notei isso quando eu estava num balanço esses dias e o meu namorado ficou me empurrando. Acho que nenhum garoto em toda a minha vida havia me empurrado num balanço xD
Volteeei =DD Aposto que esse capítulo muitas de vocês amaram...pediam tanto =X tava demorando muito mesmo UAhuHAuAuhAha
O que eu posso dizer? Só espero reviews contando o que acharam, pessoas....vocês pediram tanto e eu atendi ;P acho que mereço reviews, né?! =DD Que tal aquelas 15 igual do ooutro capítulo? ^^
Correndo aqui, porque estou com uma urgência na família =/ mil perdões pela N/A tão pobrinha. Mas milhões de vezes "obrigada" pelas reviews do outro capítulo, suas pessoas mais lindas =DD O próximo capitulo eu ainda estou fazendo, porque o estoque de capítulos completamente prontos acabaram...só tenho alguns com algumas poucas coisas escritas.....mas se vocês me incentivarem bastante, ele não demorará =D
Beijos e mil Beijos. Boa Semana.
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