P.O.V-Severo Snape (especial)
Assim que saí do quarto eu aparatei direto pra Hogwarts.
Como pude ter perdido o controle? Ela era só uma alunasinha da Grifinória insolente e metida a sabe-tudo.
Parei nas masmorras e depois segui para o escritório do velho caduco que tenho como mestre.
Se o outro não era também meu mestre? Não! Voldemort era apenas um louco que tinha uma sede de poder doentia e era um louco na qual eu tinha que "servir" pra um bem maior.
Eu sabia que eu estava pagando as consequências dos meu primeiros atos como adulto. Eu não deveria ter me juntado aos comensais da morte pra começar, mas na juventude e levado pelo ódio dele. Do homem que roubou a mulher que eu amava, Thiago Potter.
Eu fiz isso e acabei provocando não só a morte dele, mas também de Lílian.
Minha tão amada Lílian, inocente e tão doce.
Eu sempre tive uma dúvida sobre a paternidade daquele moleque intrometido do Potter. Até por que eu tive com Lílian uma última noite antes dela se casar com Thiago, mas quando o garoto chegou em Hogwarts pude ver que ele tem o mesmo jeito do pai, embora seus olhos fossem da mãe.
Antes de entrar na sala do diretor eu assumi a minha postura de sempre: A do comensal frio e sem sentimentos, mesmo que aquele velho conseguisse me fazer ser um pouco melhor.
– Severo, meu filho, você voltou muito rápido, achei que fosse ficar um pouco mais com a senhorita Granger para passar mais detalhes..- ele estava sentado em sua cadeira de sempre, olhando por cima dos óculos meia-lua com um sorriso brincalhão nos lábios.
– Tive que vir embora. Ela estava descontrolada Alvo! Eu... Eu perdi o controle também e.. Ahh! Eu fiz uma besteira!..- eu afirmei nervoso, mas meu tom ainda era baixo.
– Severo relaxe. Agora me diga o que foi que aconteceu na mansão Prince que conseguiu te deixar nesse estado. Nunca o tinha visto assim!..- ele disse calmo apontando para que eu me sentasse.
Me sentei e contei tudo o que havia acontecido.
– Agora eu entendi! Meu filho, parece que a senhorita Granger nutre um sentimento por você e isso é uma coisa que você parece fazer também.
– Eu não tenho nenhum sentimento por aquela pirralha insolente...- eu disse com raiva.
– Negar isso só vai piorar as coisas, entenda meu jovem amigo!
– E se isso for realmente verdade, se ela gostar de mim e se eu começar a sentir algo por ela...- eu dei uma pausa para pensar no que dizer, ele me olhava atentamente..- O que sugere que eu faça!? Que viva esse "amor" e depois que essa maldita guerra acabe nós nos casemos e vivamos felizes para sempre?..- eu perguntei sarcástico.
Ele simplesmente me olhou como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
– Isso!..- ele disse calmo.
– Ah! Tenha dó Alvo! Ela ainda é praticamente uma criança e eu tenho o dobro da sua idade. Não iria dar certo e você sabe mais do que ninguém que eu a estaria botando em risco se ficasse com ela. O Lord não ia gostar nada de saber que eu estou me relacionando com uma sangue-ruim.
– Mas ela não é uma nascida-trouxa qualquer. Ela é a amiga de Harry Potter, o garoto que ele tanto quer matar. Diga que está apenas retirando informações necessária
Parei para pensar um pouco.
– Sim! Isso pode fazer sentido pra ele..-eu disse me acalmando mais...- Mas ainda tem o Weasley, tenho certeza que depois do que ele fez com ela, ela vai quer vingança e axo que ela ainda sente algo por ele. Não se esqueça que o Potter também não iria gostar de saber que o professor que ele mais odeia está com a melhor amiga dele.
Quando eu pensei que ele fosse concordar comigo e dizer que aquilo era realmente uma grande loucura e que eu deveria me afastar da Granger, ele não fez nada, apenas me olhou e eu ouvi umas poucas palavras saírem de sua boca.
– Severo, você sabe muito bem que Harry e Rony podem não sair vivos dessa guerra, assim como eu...- seu olhar agora tinha ficado mais intenso e o azul de seus olhos tomaram uma cor mais sombria...- Ela vai precisar de algum apoio no pior dos casos.
Minha mente começou a girar, como assim, o que aquele velho maluco queria dizer!? Não! Eu não tive esse trabalho durante todo esse tempo para no final, aquele muleque atrevido viesse morrer e perder essa maldita guerra.
– Você me entendeu Severo?!
– Sim Dumbledore. Eu entendi..- eu disse sério.
– Ótimo, então pode ir. Você se faça as fases com a Granger e se dê uma nova oportunidade de amar também meu filho, isso te fará bem.
Eu saí da sala sem dizer nada. Imerso em meus pensamentos, o que eu faria? Voltaria lá onde ela e levaria um buquê de flores dizendo "eu te amo"?! Não! Eu continuaria do meu jeito.
Mas ainda tinha que resolver essa história do Weasley.. Ele não deve, não pode e nem vai chegar mais perto dela..
Eu já me decidi e Hermione Jean Granger será minha.
P.O.V-Hermione Granger.
Eu não vi a hora em que eu parei de chorar e de quebrar o máximo de coisas que eu encontrei no meu caminho.
– Senhora! O que aconteceu aqui...-Dobby apareceu ao meu lado com os olhinhos verdes arregalados de espanto.
Meus olhos estavam vermelhos e inchados do choro, eu tinha um pequeno corte na mão por causa de um caco de vidro e meu cabelo estava bagunçado.
– Dobby, só limpe as coisas aqui está bem..- eu disse mais delicada...- Será que você pode arrumar minhas coisas na minha mal!?..- eu perguntei.
– Mas, pra onde a senhora vai? Não ia ficar aqui por dois meses?
– Mudança de planos, você vai me levar pra Hogwarts... - eu disse me levantando e começando a me ajeitar, eu iria ter o que eu quero e ia dar um jeito de aproximar o fim dessa guerra também.
– Mas senhora...- ele tentou argumentar.
– Não discuta Dobby..- meu olhos agora brilhavam de determinação...- Tenho coisas para conquistar.
