Oláááá pessoas, estou eu aqui, oficialmente no feriado, enquanto dou uma pausa nos meus estudos, pra trazer o capítulo que eu mais gostei de escrever na história de todos os capítulos de fics que eu já escrevi. Sério. Hahahahaha.

Enfim, como de costume estou aqui mais cedo pra postar, pois sabem como é né. Provas e etc. Preciso estudar a arrumei uma brechinha agora.

Espero que gostem e não se esqueçam das reviews! Beijos beijos!


Capítulo 10 – Floresta da morte.

Ino acordou com um pouco de dor no corpo aquela manhã, o que era óbvio de se acontecer com ela treinando como estava, até o corpo fadigar. Mas ela estava satisfeita, estava pegando o ritmo rápido, e pelas suas contas, logo estaria partindo de Konoha para encontrar Gaara.

Se arrumou rapidamente e desceu encontrando seu pai na cozinha lendo o jornal, estranhando a filha estar acordada tão cedo no domingo.

- Você está bem? – Perguntou Inoichi com desconfiança.

- Bom dia pra você também, pai. E sim, estou ótima. Apenas vou treinar com o pessoal na floresta da morte. – Respondeu enquanto comia uma maça, sentando-se na mesa na frente de seu pai.

- Mas você anda treinando sem parar! Sem descanso até no domingo? – Inoichi a repreendeu.

- Não estou cansada, estou bem, juro. E ontem eu já descansei. – Deu de ombros. – Bom, preciso encontrar o pessoal. Não me espere pra almoçar, não sei que horas volto. – Ino beijou seu pai e saiu de casa, indo ao encontro de seus amigos.


- Certo, o treino de hoje vai ser bem simples pessoal. – Kakashi dizia enquanto os ninjas estavam ouvindo atentos. Estavam todos ali, o time de Kakashi, de Gai, Kurenai e de Asuma. Ino imaginou como seria se seu sensei ainda estivesse vivo, mas logo afastou esse pensamento triste da mente. Precisava se concentrar. Se tudo ocorresse muito bem hoje, ela com certeza estaria pronta para ir atrás de Gaara. – É bem parecido com a prova que vocês fizeram para se tornarem chuunin.

- Há pergaminhos escondidos na floresta, e também há pergaminhos com vocês. O objetivo é o grupo que conseguir encontrar o roubar o maior número de pergaminhos, saia vitorioso. – Kurenai prosseguiu.

- E qual é o prêmio? Uma noite com rámen pago! Digam que sim, digam que sim, digam que sim. - Disse Naruto.

Kakashi sabia que até ele concordar, Naruto não iria parar de falar. – Tá, que seja. É apenas um treino Naruto, contenha-se.

Sakura virou um soco na cabeça de Naruto, que resmungou enquanto ela o mandava ficar calado. Gai prosseguiu.

- Vocês tem até o pôr do sol para nos encontrar na Torre, que ainda permanece no mesmo lugar em que esteve na prova chuunin. E por favor, bom senso na hora das lutas, crianças. – Gai disse sério. – Sem mortes.

Todos os ninjas assentiram, afinal, sabiam que aquilo era apenas um treino, e como Naruto e Sasuke estavam no mesmo time, não teria o risco de alguém, além dos dois, quererem testar suas forças.

Kakashi abriu a portão da floresta, e eles entraram em disparada.


- E então, vamos primeiro procurar os pergaminhos, e evitar as lutas. – Shikamaru disse no centro de uma clareira, com Ino e Chouji prestando atenção em suas palavras. – Vamos nos separar e tentar encontra-los nos mesmos, e daqui meia hora nos encontramos aqui. Creio que devem haver alguns nesse perímetro. – Eles assentiram. – Evitem lutas desnecessárias e quando avistarem alguém, mudem a rota. Boa sorte.

E dizendo isso os três sumiram da clareira, cada um seguindo seus instintos contando com seus jutsus para obter sucesso naquele treino.


Ino andava pela floresta fazendo uma espécie de princípio de meditação, o qual ela se concentrada nos sons ao seu redor e nos animais. Ela tinha certeza que eles colocariam pergaminhos próximos das tocas dos animais mais perigosos daquela floresta. Achá-los não seria difícil, e depois, poderia ir os locais com seu time para retiraram os pergaminhos.

De repente, Ino parou. Sentiu os pelos de seus braços arrepiarem, como se sentisse uma presença muito forte, mas não que ela sentisse medo. Era como se sentisse o toque vindo através do vendo, balançando seus cabelos. Ela sentiu ouvir passos atrás de si e abriu os olhos, olhando assustada. Não viu nada.

Sentiu alguém passar correndo a sua esquerda, mas não conseguiu visualizar a pessoa. Cruzou os braços e bufou. – Ok, quem quer que seja, pode aparecer, já sei que tem alguém ai e não tem graça. Não tenho nenhum pergaminho comigo e também não achei nenhum. E sinceramente, ainda não pretendo entrar numa luta por um.

Silêncio. Aquilo deixou Ino mais nervosa ainda. Ela sabia que seus amigos não iriam fazer uma brincadeira daquela com ela, até porque, já eram todos bem adultos, e por Buda, aquela era a floresta da morte! Qualquer um tinha más lembranças daquela prova, e não era bem um lugar para brincadeira. O lugar era extremamente frio, sombrio e quieto, era de deixar qualquer um apreensivo.

Decidindo sair daquele local, Ino esfregou as mãos nos braços para deixar de ficar arrepiada e saiu em disparada pelas árvores. Não estava tão concentrada quando viu um vulto passando a sua frente, e descendo dos galhos indo em direção ao chão. Ela brecou na hora e desceu atrás do vulto, sem saber o que era, e se gostaria tanto assim de saber.

Deparou-se com uma clareira vazia, novamente. O vento passou gelado por ela, e parecia ter esfriado uns 15 graus. Definitivamente, aquilo não era obra de nenhum jutsu de nenhum de seus amigos. E ela tinha certeza de que não estava num genjutsu, pois fez selos para anular a ilusão, e permaneceu no mesmo lugar, com o mesmo vento frio. Ouviu passos atrás de si, e virou-se, ainda nervosa. Foi quando deparou-se com um vulto que parecia ser Gaara, mas que saiu correndo muito rápido para que ela tivesse a imagem com clareza em sua mente.

Não é possível, pensou ela. Eu devo estar vendo coisas. Foi quando ouviu um barulho na direção em que o vulto havia partido.

Sendo Gaara ou não, era algo, e aquele barulho não havia agradado seus ouvidos. Talvez ela se arrependesse de sua escolha, mas saiu em disparada na mesma direção.


- Sakura! Naruto! Sasuke! – Shikamaru desceu na clareira onde os ninjas estavam contando os pergaminhos que haviam conseguido, e ao avistarem o ninja moreno com Chouji, se prepararam para o ataque. – Não! Esperem, eu não vim pegar os pergaminhos de vocês. Nós mesmos, estamos apenas com os nossos, não pegamos mais nenhum.

- Boa tentativa, mas não vamos cair nessa, Shikamaru. – Sakura disse séria enquanto apertava os punhos. Shikamaru engoliu seco, não gostaria de levar um soco daqueles.

- Estou falando sério, aconteceu algo estranho, precisamos da ajuda de vocês. – Chouji disse rapidamente.

- Estranho mesmo é ser quase três horas da tarde e vocês sem nenhum pergaminho aparecerem aqui. – Sasuke disse cruzando os braços, olhando-os sério.

- Que seja, escutem. – Shikamaru descreveu quando seu time entrou na floresta e parou na clareira, decidindo sua tática de treino. – E então, nos separamos, mas com o combinado de nos encontramos meia hora depois, no mesmo local.

- Mas Ino não voltou. – Chouji disse.

- Como não voltou? – Sakura disse nervosa.

- Bom, essa é a questão, não sabemos onde ela está. Achamos estranho ela não estar ali em meia hora, porque ela sempre chega até antes de nós. E então esperamos por mais meia hora, e então, saímos atrás dela.

- E vocês não tentaram sentir o chakra dela? – Naruto disse preocupado.

- Sabe que não somos ninjas sensoriais. – Shikamaru disse passando a mão pelos cabelos, nervoso. – Acabamos de encontrar Kiba, Hinata e Shino, e eles também estão procurando. Mas parece que ainda não tiveram sucesso.

- Se Ino não voltou até agora... Eu não quero pensar nisso, eu sei que ela é forte, mas nós também sabemos o quanto essa floresta é perigosa. – Sakura disse apertando os punhos, mas dessa vez de nervoso. Precisava encontrar sua amiga. – Precisamos ir atrás dela.

Os demais assentiram, e todos partiram em busca de Ino.


- Ei pessoal, acho que ouvi algo naquela direção. – Naruto disse, enquanto estava com seu modo sennin.

- Tomara que você tenha ouvido mesmo. – Sakura disse ansiosa, enquanto seguia Naruto naquela direção, com Sasuke logo atrás dela.

- Acho que você está certo, estou sentindo mesmo um pouco de chakra naquela direção, e está bem fraco. Só pode ser ela. – Sasuke dizendo isso fez com que Sakura disparasse na frente dos dois, que aceleraram para acompanha-la.


- I-Ino... – Sakura perdeu a voz quando encontrou sua melhor amiga, assustada, com a maior cobra que ela já havia visto na vida, morta a sua frente, enquanto a loira tinha na mão uma kunai, e arfava, com os olhos marejados. – O que houve? Você...

Sakura perdeu a voz ao ver as roupas sujas e rasgadas de sua amiga, o suor caindo pela testa enquanto sua respiração era fraca, porém rápida. Ela correu para amparar Ino, fazendo com que seu chakra fluísse para a loira, fazendo os primeiros socorros.

- Ino, quem atacou você? – Naruto disse, preocupado, porém, nervoso.

- Ninguém... – A voz dela era fraca, quase um sussurro, mas alto o bastante para que eles ouvissem.

- Como ninguém? Como você ficou nesse estado? – Sasuke perguntou, curioso, enquanto varria o perímetro com seu sharingan ativado.

- Eu estava atrás dele, você sabe... Ele podia precisar da minha ajuda... – Ino disse com um sorriso fraco nos lábios.

- Ele quem, Ino? Quem estava aqui? – Sakura perguntou, enquanto mudava a posição das mãos no corpo de Ino, curando os ferimentos da mesma.

- Essa floresta é tão perigosa, não é, Sakura...? – Ino disse, arfando quando Sakura passou a mão sob um de seus dedos, constatando que o mesmo estava quebrado. O que não era problema para uma ninja médica como Sakura, que começou a trata-lo ali mesmo.

- É, mas quem você precisava ajudar Ino? – Sakura perguntou séria.

- Eu não achei que ele precisava de ajuda, mas ele estava passando toda hora por mim... Pensei em ajudar... E não o encontrei mais. – Ela disse de novo, num sussurro.

- QUEM, INO? – Sasuke perguntou um pouco mais alto, recebendo um olhar bravo de Sakura em seguida.

Ino derrumou uma lágrima. – O Gaara. Será que vocês podem encontra-lo pra mim?


Ino despertou num lugar macio, com luzes claras, e notou olhando para a janela que era noite. Teria ela voltado tão cansada que não se lembrava de ter voltado para sua própria casa? Tentou sentar-se na cama, e notou que aquela não era sua cama. E não lembrava de ter saído enfaixada de sua casa pela manhã.

E então tudo veio como uma enxurrada de informações, de uma vez só, ela lembrou-se. Gaara estava na floresta da morte. E ela não voltou pra encontrar seus amigos, sendo encontrada mais tarde por Sakura, Sasuke e Naruto. E pelas faixas em seu corpo, ela não deveria estar em um ótimo estado.

- Ino, que bom que acordou... – Sakura a olhou com compaixão, e a loira percebeu que no quarto estavam Shikamaru, Sakura, Tsunade e o Inoichi, ambos olhando com pena para a mesma.

- Ino, eu sei que você deve estar cansada, mas consegue se lembrar de tudo? – Tsunade perguntou, e Ino assentiu com a cabeça. – Certo, quem mesmo você estava perseguindo na floresta?

A loira abaixou a cabeça e suspirou. – Eu disse, estava tentando ajudar Gaara.

- Ino, Gaara está morto. – Shikamaru disse um pouco ríspido, assutando a loira, que procurou conforto nos olhos de Sakura e de seu pai, mas ambos estava com eles cheios d'água.

- Ino, acho que você está tendo alucinações, embora nenhum exame tenha mostrado sintomas disso, e normalmente você também não apresentou nada durante esses dias. – Tsunade disse aproximando-se de Ino.

- Tsunade, eu sei o que eu vi. Eu não estou louca. – Ino disse com firmeza.

- Querida, você precisa aceitar que Gaara está morto... Todas as evidencias apontam para isso.

- Ótimo, mas eu penso que ele não está. E eu tenho esperanças de que ele não está.

- Muito bem... Eu acho cedo para discutirmos isso. Você ficará essa noite no hospital, em observação, e Sakura ficará com você. – Ao ouvir isso, Sakura assentiu. – E então, de manhã, conversaremos novamente e faremos novos exames, tudo bem?

- Tudo bem, Tsunade-sama, mas eu ainda estarei certa de que o que eu vi.

- Já disse, não iremos discutir isso hoje. Vamos dar privacidade a Ino agora, e Sakura, você ficará de plantão essa noite.

- Sim, Tsunade-sama. – Sakura disse enquanto se despedia de Ino rapidamente pelo olhar, mantendo a promessa de que logo estaria ali. Shikamaru saiu sem nem olhar para a loira, o que a deixou com raiva. Shikamaru obviamente não acreditava nela. Na verdade, ninguém ali acreditava, e ela não podia culpa-los.

- Filha... Porque você não me contou nada sobre isso? – Inoichi disse sentando-se na cama, ao lado de sua filha, olhando-a com carinho.

Ino suspirou antes de começar a falar. – Pai, eu realmente achei que pudesse resolver isso sozinha. Mas depois do que eu vi na floresta da morte, eu não tenho certeza se realmente posse resolver esse enigma eu mesma. – Inoichi assentiu, ainda olhando para sua filha.

- Você sabe que isso... Que isso não existe, não é? Você só ainda não aceitou isso.

- Pare. Não fale isso. – Ino balançou a cabeça, mais decidida do que triste. – Eu realmente estou com algumas suspeitas, e juro pai, eu não estou delirando. Eu realmente preciso conversar com você sobre isso. Amanhã, tudo bem? Eu pesquisei algumas coisas, mas preciso de alguém com mais conhecimento do que eu, e não tem ninguém com mais conhecimento nos pergaminhos do clã do que você. Só me dê essa noite para que eu possa organizar minhas ideias e suspeitas, e amanhã, eu juro que lhe explico tudo. – Ino disse com firmeza.

- Tudo bem Ino, mas eu realmente estou preocupado com sua saúde.

- Pai, se o que eu estiver falando for loucura, se vocês realmente acharem que eu estou louca e acharem algum sintoma naqueles exames, eu não ligo de ficar internada numa clínica. Mas eu não vou desistir de minha suspeitas.

- Certo, então, amanhã pela manhã eu te busco no hospital, e então conversamos tudo bem?

- Tudo. Obrigada pai. – Ino disse o abraçando, com lágrimas nos olhos. Pelo menos seu pai lhe dava uma chance de se explicar. – Eu te amo.

- Eu também, filha, eu também. – Inoichi a abraçou com força, antes de se despedir, deixando Ino sozinha.

Ela olhou para seu corpo enfaixado, e pelo que pode perceber, apenas seu dedo estava quebrado. Nada que fosse atrasá-la mais um dia, ela esperava. Mas as coisas haviam ficado mais complicadas agora que todos ali tinham conhecimento de seus encontros mentais com Gaara.