Autor: RoonilWazlib
Título: Serpentes de Algodão
Capa: http : /img71 . imageshack . us/img71/771/serpentesdealgodocn4 . jpg (eliminem os espaços)
Shipper: Luna Lovegood e Bellatrix Black Lestrange.
Itens utilizados:
mordida
machucado inflamado (bônus: se estiver associado à mordida)
cor-de-rosa
chapéu
gato
vento (bônus: ele leva/arrasta/arranca alguma coisa)
esmalte de unha
qualquer pessoa da família Black (bônus: se for uma das três irmãs, Bella, Andie, Cissa)
amor impossível/não consumado/o casal não termina junto (não vou considerar se o triangulo se desfizer mas o casal femmeslash principal chega junto ao fim)
- NC-17
- Luna Lovegood
Classificação: NC-17.UA.
Gênero: ROmance/Drama.
Observação:
- Os lugares citados na fic existem REALMENTE (encontrados com a ajauda do google Earth). As músicas e as personalidades também.
- As palavras estrangeiras foram traduzidas em francês pela ferramenta tradutor do google.
- Falar a língua das cobras ou ser 'ofídioglota' nunca foi comprovado cientificamente existir. Mas existe muitos registros datados do norte do continente Africano e boa parte da Ásia (mais precisamente Líbia e Egito) que afirmam que a técnica é perfeitamente natural entre os andarilhos e viajantes.
- Harley Davidson é uma motocicleta linda de morrer! Jogue o nome dela no google imagens e babem. Totalmente Bellatrix.
- Apesar de a história se passar num Universo Alternativo, os personagens foram, na medida do possível, adaptados d ahistória original. Datas de nascimento estão diferentes pois a fic se passa em 1991 (como se fosse um pouco mais atrasado), mas a diferença de idade entre os personagens confere com os registros no HPLexicon.
- Não. A fic definitivamente não apoia/induz á pedofilia e muito menos o autor. A personagem Luna tem 17 anos, a maioridade na Inglaterra. E lendo percebe-se que não houve abuso nenhum da mulher de mais idade, muito pelo contrário.
- Essa fic expressa entre outras coisas, um amor puro. Entre meninas. E contém cenas de sexo, nudez e violência.
- E claro, os personagens não são meus, são da grande véia slashera Tia Jo (a.k.a. J K Rowling).
-- Amanda Moraes de Assunção foi a Beta Reader dessa fic. A fic praticamente existe por causa dela, está arrumadinha por causa dela e principalmente, a idéia da confeitaria é dela. Por isso devo parte dos créditos á ela. E cansei de tantos elas.
Enfim, agradeço á Moraes com M e S floreados. Te adoro.
-- OURO no I Challenge FemmeSlash da FLoreio & Borrões e Grimmauld Place. ;D
Capítulo 10
Serpentes de algodão – Estado de Besançon, França.
Fora fácil de encontrarem onde haviam deixado a moto. Gato estava deitado perto da roda.
Bellatrix colocou o combustível, ajeitou as bagagens e colocou o capacete. Luna arrumou Gato na bolsa e, quando ia ajuntar a nova bolsa brilhosa, sua cartola, também nova, foi arrancada pelo vento bravio.
A mulher pode ouvir, enquanto dava a partida na motocicleta, algo semelhante a "mais um", "sempre", "um azar" e também "destino". Estranhou a delicadeza com que Luna guardou a bolsa brilhante e embarcou na garupa de Bellatrix que, por sua vez, sentiu a tensão começar a dominá-la novamente com o toque da garota.
Alguns minutos depois, já estavam na estrada novamente. O vento frio entrando pelas sobras no capacete de Luna. O vento que levava embora suas preciosidades. Um vento traiçoeiro e que não indicava tempo bom.
Passaram pela placa "Bem-Vindo ao Estado de Besançon". Há mais de cinco horas na estrada, avançavam rapidamente pela madrugada. O vento continuava forte, apesar do clima abafado de verão. Luna sentia o coração de Bellatrix bater forte, sentia alguns calafrios da mulher e, surpreendentemente, excitou-se.
Começou a deslizar suas mãos pelo abdômen da mulher e logo encontrou seus seios. Bellatrix não podia se mexer pois estava guiando a motocicleta, mas estava excitando-se também. Continuou com as carícias até passarem por uma construção quase invisível por causa da escuridão da noite e a mulher diminui a velocidade e entrou no campo limpo. Seguiram em linha reta até a construção e, aproximando-se mais, constataram que se tratava de um celeiro antigo, caindo aos pedaços. As duas grandes portas estavam pendidas podres, uma para cada lado. Entraram com a motocicleta. A mulher desembarcou, deixando a luz do farol da moto ligada para enxergar melhor o seu redor. As prateleiras de feno estavam podres e caídas, por isso o monte de feno no fundo do celeiro. O teto estava despencado em uma parte, revelando a noite lindamente estrelada.
- Na verdade, preciso que você me explique a história de hipnotizar cobras. – Luna lançou seu motivo falso mais uma vez.
- Claro. – Bella sorriu marota. – Estava pensando mesmo era em lhe explicar outra coisa antes, sabe? – Fez um movimento com a mão e simulou uma cara séria. – Mas posso ensinar o lance das cobras também... Será um ótimo complemento. – Umedeceu os lábios com a língua e girou em torno de si dando mais uma olhada no local. Foi até a porta e ajeitou-a em seu lugar, tampando o vento forte. Atirou-se no monte de feno, testando sua consistência e logo depois, abaixou a lanterna de luz forte até o monte, iluminando-o.
- Então... – Luna começou, tirando da moto cuidadosamente sua bolsa brilhante e ajeitando Gato que dormia no compartimento. – Presumo que você vai usar as cobras para me mostrar como se faz. – E sem avisar, abriu a bolsa e colocou-a no chão, libertando duas cobras d'água verdes.
- Meu Deus! Você ficou louca? Como você pegou? – Bella puxou a menina para longe das serpentes que moviam-se lentamente no chão batido. – Sua safada sacana!
- Fiquei cismada com essa historia de língua de cobras. – Girou os olhos e encarou a mulher. - Sabe, meu pai escreveu dicionários de varias línguas novas, de escaravelhos, múmias e... Bem, não sabia que existia de cobras, então...
- Então vou te mostrar uma aula aplicada. Vem comigo. – E pegando na mão da menina, a levou a frente do monte de feno, sob a luz da lanterna que era tão forte tanto quanto um refletor. Iluminadas como se estivessem num espetáculo, as duas, uma de frente para outra, encararam-se.
A mulher olhou para as cobras que enrolavam-se na roda da motocicleta. Luna respirou profundamente. Bellatrix alisou seus cabelos, juntou-os com uma mão e com a outra afastou alguns fios da nuca da menina, feito isso, aproximou seu lábios da pele branca ainda mais pálida por causa da luz direta. Beijou varias vezes a parte de trás do pescoço da garota, deslizando para a frente, indo de encontro ao ombro dela, voltando para o pescoço, o queixo, os lábios novamente.
O lance entre as duas era o toque, o contato. Parecia que eram feitas de matérias diferentes, como azeite e vinagre, mas que eram saborosas juntas. Seus corpos retraiam-se, suas peles repulsavam-se, mas seus corações se chamavam, seus nervos se necessitavam.
Juntas, eram uma batalha. Um constante conflito de gênios, de corpos, de almas. Mas atraiam-se justamente por não encaixarem. Encontravam-se no espaço e havia-se o choque das naturezas diferentes, mas permaneciam coladas juntas, emanando o prazer dos elementos opostos.
Luna já estava sem blusa e Bella continuava a descer por entre seus seios, até seu umbigo e além. Agora era a vez da calca e da saia serem arremessadas para outro canto. Rosa. A calcinha rosa. A mulher sentiu tanto desejo com aquela imagem a sua frente, a silhueta pálida adornada com o tecido rosa. Suas taras. Despiu-a da calcinha lentamente, apreciando o aroma doce que acentuava-se naquela região. Alisou suas coxas jovens mais uma vez antes de abraçá-la de supetão, arrancando-lhe um beijo de cessar a respiração e jogando-a no feno. Luna cerrou os olhos e esperou o corpo quente da mulher cobrir o seu, mas ao invés disso, Bellatrix tirou os tênis da menina e foi até a moto.
A garota não conseguia enxergá-la já que a luz quase a cegava. Bellatrix observou a jovem perfeita estirada no feno. Nua. Esperando-a. A luz acentuando sua beleza, o brilho de seus cabelos, a excitação em seus olhos.
- Bella? – Luna sentiu-se abandonada.
Ouviu a mulher proferir alguns sussurros e segundos depois duas cobras apareceram no campo de luz. Luna sentiu uma leve pontada de medo quando percebeu que as cobras iam na sua direção.
- Tenha calma, eles estão sob meu... – Começou a mulher.
- Eu confio em você. – Luna disse firmemente.
Então, os sussurros da mulher começaram outra vez, Luna deduziu que provavelmente era a tal língua de cobra que Bellatrix, realmente, sabia.
- Shh! – Pediu silêncio a uma Luna que contorcia-se por que as cobras tocaram seus pés e subiam pelas canelas. Com o som de Bella, as cobras ergueram as cabeças e olharam para a mulher. Luna lembrou-se que foi aquele mesmo som que Bella proferiu no circo e as fizera agire assim. – Não se mova agora, doçura.
A menina obedeceu. Mas que diabos as cobras fariam? Luna entendeu na hora em que sentiu o arrepio de tesão subir-lhe a espinha, na hora em que as cobras também subiam, mas em movimento zigue-zague por suas coxas. Então a mulher iria brincar com ela? Explicaria como hipnotizava as cobras? E logo deduziu também que esse foi o mesmo modo de ela, Bellatrix, aprender a língua das serpentes com Lorde Harley.
Parou de pensar. As serpentes desceram por sua cintura e enrolaram-se uma em cada pulso da garota. Subiram por seus braços, o rastro frio, amargo e ao mesmo tempo macio, pela pele pálida e doce.
Bellatrix assistia e comandava a tudo, do encosto da moto. Enlouquecendo.
As serpentes arrancaram gemidos da menina quando deslizaram por suas axilas e subiram por seu pescoço. Circularam seu rosto, roçaram em seus lábios e enrolaram-se em seus cabelos luminosos. Desceram pelos lados de sua cabeça e atingiram os ombros novamente, deslizaram pelo peito da garota e atingiram os seis redondos, circulando-os, contornando-os, fazendo os mamilos se arrepiarem, assim como os pelos loiros e minúsculos de sua nuca, braços e coxas.
Mais uma vez a menina gemia e enchia-se de espasmos e contrações musculares, justamente por que as cobras circulavam seu ventre, seu umbigo, mais abaixo por seu baixo ventre arrepiando os claros pelos pubianos. Luna estava tonta, não tinha mais senso de espaço, de visão ou qualquer sentido que fosse. Seu corpo estava inteiramente sensível e sedento daquele toque, daquele rastro, era como se as serpentes fossem Bellatrix, era como Luna a via. Linda, atraente, misteriosa, vulnerável para quem falasse sua língua e extremamente perigosa. Um atrativo perfeito para sua pele doce. O paraíso.
Então as serpentes deslizaram, uma em cada virilha, roçando ligeiramente no sexo da garota, procurando o outro lado. Luna virou-se. As cobras encontraram suas nádegas firmes, intocadas. Rastejaram por toda circunferência das nádegas, deslizando pelo ínfimo divisor entre as duas, pelas dobras entre as mesmas e as coxas. Subiram por suas costas, enlaçando-se. Desceram novamente pelas nádegas, pelas partes de trás das coxas, pelas panturrilhas, pelas palmas dos pés e foram embora. Deixando o corpo extasiado da garota de respiração sôfrega, de pelos arrepiados, de olhos cerrados, de coração disparado, de boca entreaberta, de poros escancarados pedindo por mais, mais e mais. Aquele toque perigoso e macio como algodão a mesmo tempo. Serpentes de algodão.
Mas uma sombra cobriu o corpo e Luna, virando-se, pode ver a silhueta da mulher cobrindo o refletor. Como seu corpo era lindo nu! Era como se a idade não a tivesse atingido, como se as conseqüências de sua vida inconseqüente tivessem esquecido de aparecer.
Bellatrix proferiu a última ordem para as cobras afastarem-se. E então, deitou sobre a menina.
Houve o toque. Houve os toques, os choques, as batalhas, as forcas contrarias, a retirada das resistências, a atração repulsiva, a repulsa clamando pela volta. O doce expurgando o amargo e vice-e-versa.
Beijaram-se por longos minutos, roçaram seus peitos, roçaram suas línguas por seus peitos. Uma repetindo a outra, complementando a outra, provocando e revidando. Gemidos, risadas, muxoxos de prazer e loucura rondavam pelo campo iluminado e pelo feno. Riscaram seus corpos com os dentes, molharam suas curvas com suas línguas e apertaram uma a carne da outra como se precisassem fundir-se. Juntas, elevaram suas excitações, suas tensões ao infinito.
Dedos entrelaçaram-se, despediram-se e penetraram no quente e úmido clímax.
Do toque à explosão.
Do inicio ao fim.
E as vozes quase inexistentes e arfantes de ambas, lançaram palavras para coroar o espetáculo sobre a luz testemunha da Harley Davisson.
- Te amo mais que algodão doce, Bellatrix.
- Te adoro, gostosinha. – Uma risada maléfica e aliviada.
Mas, ao contrario do que pensavam, o espetáculo ainda não tinha acabado. As serpentes não foram muito longe por que, mesmo não estando hipnotizadas, queriam o toque doce da pele branca. Voltaram para perto dos corpos enlaçados e quando estavam perto das nádegas da criatura pálida, esta se virou e deitou por cima de uma das cobras.
O torpor de Luna era tanto que não conseguiu sentir o corpo frio em sua nádega, foi somente quando os dentes afiados da serpente penetraram na pele macia e branca como algodão, que a garota gritou. Bella acudiu-a rapidamente apesar de seu corpo esgotado e sua mente vazia. Logo viu a cobra agarrada à nádega de Luna, numa mordida traiçoeira e doída. Agarrou a boca da cobra e, desenterrando-a da pele de Luna, jogou-a longe assim como o fez com a outra. Gato pulou da bolsa e agarrou uma cobra, rasgando-a, enquanto Bella atirou na cabeça da outra com sua arma.
A mulher então, rasgou um pedaço do vestido que estava usando anteriormente e colocou sob o ferimento de Luna.
- Não se preocupe, pequena. Essa não é uma serpente peçonhenta, ela pode te machucar muito, mas não vai lhe envenenar. – Abraçou-se ao corpo quente da garota.
- Tudo bem. Vai passar. – Luna abraçou-se carente à mulher.
- Você é a garota mais forte que conheço. Tenho certeza que amanhã você nem vai sentir mais isso. – Bellatrix alisou seus cabelos.
- É, meu pai vive me dizendo isso. Onde será que ele está? – Era a primeira vez que falava da sua saudade com Bella.
- Tem certeza que quer falar sobre isso agora? - A mulher levantou-se e foi até a moto desligar a luz.
- Não, na verdade. Estou um pouco tonta. – Disse a garota no escuro.
- Será a mordida da serpente? – A mulher voltou ao aconchego do feno.
- Imagino que a mordida não foi nada comparado ao que elas me fizeram antes.
Bellatrix soltou uma risada gostosa e enlaçou-se novamente à menina.
Então, olharam para o buraco no teto do celeiro, logo acima das duas, e conseguiram ver o céu estrelado e claro. As estrelas, testemunhas! Estrelas estas, refletidas nos olhos estreitos do gato que se acomodava perto do monte de feno e embarcava num sono com um ar misterioso de dever cumprido.
Luna já nem sentia a dor, seu corpo dormente e apaixonado precisava repousar e foi isso que fizeram. As amantes, cobertas pelo manto do Deus da noite, adormeceram com o relaxar dos corpos, sob o olhar das testemunhas brilhantes fixadas num céu azul escuro.
E então, a cortina se fechou e o espetáculo enfim, encerrou-se.
Continua...
TUPUF! #explode em mil estrelas# x.x
Aí está a NC.
Tudo bem , não percam o fio da meada por que postarei todo o final HOJE. Então continuem... Há coisas mais perturbadoras por vir. :D
o/
Até o 11
