Olá! Estou de volta. Peço desculpa por não ter actualizado quando disse que ia actualizar, mas não deu. Espero que gostem deste novo capítulo.
A Luz e a Escuridão
Capítulo 10
Mestre Lei assustou-se quando a porta do seu quarto se abriu de rompante. Parou o que estava a fazer e viu quem entrara. Na entrada, Shaoran segurava Sakura nos braços. Ela sangrava do braço e estava inconsciente. Shaoran estava sujo com o sangue dela. Lei levantou-se da cadeira imediatamente.
- Leva-a para o vosso quarto, Shaoran. Eu vou chamar alguém e já vou lá ter. – disse.
Shaoran saiu apressadamente e levou Sakura para o outro quarto. Deitou-a na cama manchando as cobertas de vermelho. Passados alguns minutos o Mestre entrou no quarto acompanhado por um monge. Este baixou-se e começou a limpar a ferida de Sakura. Enquanto o monge tratava dela, Shaoran andava nervosamente pelo quarto.
- O que aconteceu? – perguntou Lei.
- Estávamos a lutar com espadas, ela não se defendeu e eu fiz-lhe um corte no braço. – respondeu Shaoran, com a voz a tremer de nervosismo.
O Mestre resolveu deixá-lo em paz. O monge começou a coser o braço de Sakura. Esta não sentia dor pois estava ainda desmaiada. Pouco tempo depois terminou, pôs uma ligadura á volta do corte e viu-lhe a febre. Examinou-a durante mais algum tempo. Depois terminou, trocou umas palavras com o Mestre e saiu.
- O que ele disse? – perguntou Shaoran.
- O corte foi profundo, mas não foi nada de mais, ela apenas perdeu algum sangue. E além disso ela parece ter uma constipação um pouco forte e febre. – respondeu Lei.
Shaoran ajoelhou-se ao lado da cama e pegou na mão de Sakura.
- Não te preocupes, ela vai ficar bem. – confortou-o o Mestre. – Se quiseres podes ir que eu fico com ela.
- Não. Eu fico. – respondeu Shaoran, terminantemente.
O Mestre saiu, deixando-o com Sakura. Shaoran pôs uma compressa na testa de Sakura e tapou-a. Em seguida voltou a sentar-se ao seu lado.
Algures na China, Kate cavalgava em direcção a uma floresta. "Estou quase lá. Se fizeres alguma coisa, Keroberus, vais arrepender-te", pensava.
Era noite, Shaoran, ficara o dia todo com Sakura. Esta ainda não acordara. Mestre Lei entrou no quarto.
- Shaoran, não comeste quase nada o dia todo, vai jantar. – disse.
- Não. Quero ficar com a Sakura até ela acordar. – respondeu Li.
- Vai. Eu fico com ela. Não te estou a pedir, Shaoran, estou a ordenar. – disse o Mestre.
Shaoran lançou-lhe um olhar e hesitou, mas depois levantou-se e saiu do quarto. O Mestre sentou-se ao lado da cama e ficou a observar Sakura. A rapariga estava pálida e ainda parecia ter febre. Lei ficou algum tempo a velar por ela, até que Sakura se começou a mexer e abriu os olhos.
- Mestre? – perguntou, com voz rouca.
- Sim, Sakura. – respondeu Lei. – Como te sentes?
- Tonta e dói-me o braço. – respondeu ela.
- Deves lembrar-te do que aconteceu. – Sakura acenou positivamente. – Tens alguns pontos no braço e além disso também tens febre.
Fez-se silêncio.
- Onde está o Shaoran? – perguntou Sakura.
- Está a jantar. Ele ficou ao pé de ti o dia todo. E também me contou que tu já tinhas febre á algum tempo. – disse o Mestre.
Sakura não respondeu. Shaoran entrou no quarto.
- Sakura! – exclamou ao vê-la acordada.
Abraçou-a. O Mestre sorriu.
- Não pensaste que ela ia morrer, não é? – disse o Mestre, ironicamente.
Shaoran não ligou e largou Sakura.
- Bem, vou deixar-vos. – disse Lei.
O Mestre saiu do quarto.
- Estás bem? – perguntou Shaoran, sentando-se.
- Podia ser pior. – respondeu Sakura.
- Desculpa, pela ferida no braço. – disse Shaoran.
- Não faz mal. Eu também não devia ter ido treinar, já sabia que estava doente. - respondeu Sakura.
- Pois, quem te manda ser orgulhosa. – repreendeu-a Shaoran.
- Shaoran… discussão agora não, por favor. – pediu Sakura.
- Eu não ia discutir. – defendeu-se ele.
Sakura suspirou e revirou os olhos.
- Shaoran…
- Que é?
- Obrigado. – agradeceu Sakura.
- Pelo quê? Por quase te ter arrancado o braço? – perguntou Shaoran, ironicamente.
- Não… por teres tomado conta de mim.
- Ah, isso…. Mas eu não fiz nada de especial, só fiquei ao teu lado. – respondeu ele, corado.
- Mesmo assim… - insistiu ela. – Acho que vou dormir outra vez, sinto-me cansada.
Shaoran assentiu. Apagou as velas que iluminavam o quarto e deitou-se ao lado de Sakura. Abraçou-a. Ela não o impediu e mesmo que quisesse não tinha forças para isso.
Adormeceram.
Shaoran passou o dia seguinte com Sakura. Como ela não conseguia comer sozinha, só com um braço, Shaoran tinha de lhe dar a comida. Ele tinha saído do quarto á algum tempo, era noite. Sakura aproveitou para tentar levantar-se e esticar as pernas, mas ainda estava fraca, devido á febre e á perda de sangue. Das vezes que tentou levantar-se, a sua vista ficava turvada por causa do esforço. Quando estava a tentar mais uma vez, Shaoran entrou no quarto. Vendo que ela se tentava levantar, dirigiu-se rapidamente á cama e impediu-a gentilmente.
- Não devias tentar fazer isso sozinha. – disse.
- Posso estar doente, mas não estou inválida. – reclamou ela.
Shaoran não ligou á reclamação.
- Se quiseres levantar-te, eu ajudo-te. – sugeriu.
- Não, deixa estar. Agora acho que vou dormir. – disse Sakura, secamente.
Shaoran encolheu os ombros. Sakura virou-se para o outro lado e não se mexeu mais. O rapaz apagou todas as candeias, menos uma para poder ler e sentou-se ao lado da cama.
Os próximos dias passaram-se com Shaoran a tratar de Sakura. Não deixava o Mestre fazê-lo, pois dizia-lhe que tinha de tratar de si próprio. Dava-lhe de comer, mudava-lhe a ligadura todos os dias, não a deixava sair da cama, só para tomar banho… Quase não treinava, só quando o Mestre o obrigava a sair do quarto.
-Idiota! – gritou um homem.
A voz ecoou pela sala. Feng, já sem o rosto coberto pelo capuz, encolheu-se, assustado com o grito. Não era muito alto, tinha cabelo preto e olhos escuros. O homem que gritara com ele tinha também cabelo preto e olhos castanhos alaranjados, era muito mais alto que Feng e usava um manto vermelho, de seda.
- Mas Senhor…- começou Feng, com a voz a tremer.
- Nada de "mas"! Devias lá ter ficado e trazido a rapariga! – gritou o homem.
- Mas Senhor… - Feng interrompeu-se ao proferir novamente a palavra "mas" e depois falou muito depressa – Xiao Lang e a rapariga são mais fortes que eu, nunca os teria conseguido vencer.
O homem lançou-lhe um olhar gélido.
- Xiao Lang, dizes tu? Ele não tentou ajudar-vos? – indagou o homem.
Feng atreveu-se a levantar o olhar para o seu Senhor.
- Não, Senhor… – falou num tom de desdém. – Com todo o respeito, o Senhor sabe que ele nunca nos ajudaria.
Feng já se preparava para se encolher outra vez, mas o homem não o repreendeu. Falou num tom de voz mais calmo.
- Sim, eu devia saber… Ele é um traidor. Não serve os interesses do próprio Clã. Temos de pensar num novo plano.
- Senhor, se quiser eu posso voltar lá com todos os meus homens… - sugeriu Feng.
- Os teus homens são uns inúteis! O velho mestre derrotou-os facilmente. – o homem exaltou-se novamente.
- Se quiser posso mandar alguém tratar do velho.
O homem sorriu. Era um sorriso frio, desprovido de emoção.
- Desse trataremos mais tarde. Agora temos de arranjar um plano para conseguirmos a rapariga. Provavelmente teremos de esperar até ao fim do treino e ainda faltam alguns meses até ao Verão, por isso temos algum tempo para pensar.
O homem olhou Feng de uma maneira desdenhosa e altiva.
- Levanta-te. – ordenou.
Feng, que até então tinha permanecido ajoelhado, levantou-se.
- Podes ir. Quando precisar de ti chamo-te. – disse o homem.
- Sim, meu Senhor Li Yun.
Feng fez uma vénia e retirou-se. Yun ficou sozinho. Pensou "Feng é um idiota, mas pode ajudar-me nos meus propósitos".
Era a manhã do quarto dia, em que estava de cama. Sakura resolveu aproveitar, para se levantar já que Shaoran, fora obrigado pelo Mestre a sair. Vestiu-se e saiu do quarto. Tomou o pequeno-almoço ás escondidas, para que ninguém a visse fora da cama. Pegou no seu bastão, que estava no quarto e saiu do mosteiro. Quando saiu, viu Shaoran a treinar com o seu próprio bastão, dando golpes no ar. Este ouviu-a aproximar-se e encarou-a.
- Sakura! O que estás a fazer aqui? – perguntou, preocupado.
- Vim treinar. Estou cansada de ficar na cama. – respondeu ela.
- Treinar? Mas ainda nem tiraste os pontos, podem abrir-se. Devias voltar para a cama.
- Acho que estás é com medo que eu te vença.
Shaoran quase que entrou na discussão, mas caiu em si a tempo de evitar.
- Não, Sakura. Sabes que não. Não quero magoar-te.
Sakura pensou que ele estava a ser irónico.
- Deves achar que eu tenho medo de ti! – respondeu, irritada.
- Sakura… eu não estava a ser irónico.
Sakura que já preparava outra resposta, impediu-se ao aperceber-se que ele estava preocupado com ela.
- Não confias em mim, Shaoran? – perguntou, já sem o tom de irritação.
- Hã… O quê? – perguntou ele, sem perceber. – Como assim?
- Achas que se eu não me sentisse capaz, vinha treinar?
- Francamente? Não sei.
Sakura rolou os olhos.
- Cala-te e luta!
Sakura atacou em frente. Shaoran desviou-se. Sakura atacou de lado e mais uma vez ele desviou-se. Sakura continuou a atacar de todas as maneiras possíveis, mas Shaoran só se defendia ou desviava-se a muito custo.
- Shaoran, luta! Tu és melhor que isso! – instigava Sakura, entre golpes.
- Pára! Ainda te vias magoar! – pediu ele.
Sakura lançou-lhe um ataque aos pés, ele não se defendeu e caiu. Sakura olhou-o de cima e estendeu-lhe a mão. Ele aceitou-a. Ao levantar, Shaoran, Sakura puxou-o para si, de modo a ficarem cara a cara.
- Eu não sou de vidro, Shaoran! Sobrevivi da outra vez, não foi? – quase gritou Sakura, furiosa.
Shaoran olhou para o chão, incapaz de enfrentar os olhos da rapariga.
- Desculpa, Sakura. Mas eu só não quero que fiques pior. – disse.
Sakura largou-lhe a mão e não disse nada. Shaoran levantou os olhos e olhou nos dela. Perscrutou as profundezas daquelas duas esmeraldas. Encontrou algo que não percebeu o que era e talvez quando percebesse fosse já tarde de mais. Sakura por sua vez, encontrou o mesmo nos olhos dele, não conseguindo identificar o sentimento que lá se encontrava. Inconscientemente, os seus rostos começaram a aproximar-se lentamente, durante alguns segundos. Se não estivessem ocupados a olharem-se nos olhos, teriam percebido que podiam sentir a respiração um do outro. Os lábios estavam prestes a tocarem, quando…
- Sakura! – ouviram a voz do Mestre gritar.
Ao ouvir a voz, aperceberam-se do que estivera prestes a acontecer e afastaram-se rapidamente. Olharam-se de lado, esperando que o Mestre os alcançasse.
- Sakura, o que estás aqui a fazer? Ainda não podes treinar. Devias estar na cama. – repreendeu o Mestre.
- Não se preocupe, Mestre. Eu estou bem. – respondeu Sakura.
- E tu, Shaoran? Deixaste-a sair da cama. – voltou o Mestre a repreender.
- O Mestre obrigou-me a vir treinar. Eu não estava com ela. – defendeu-se Shaoran.
- Que seja… – suspirou o Mestre.
Depois reparou que eles se olhavam de uma maneira estranha.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou, desconfiado.
- Não. Nada. – responderam os dois ao mesmo tempo, muito depressa.
"Aconteceu mesmo alguma coisa.", pensou o Mestre, "Bem, mas isso é com eles."
- Vão para dentro, então. – mandou.
Eles obedeceram rapidamente. Fizeram o caminho até ao mosteiro sem sequer olharem um para o outro e em silêncio. O Mestre fez o mesmo percurso pouco depois. Ao chegarem ao quarto, Sakura e Shaoran não se falaram. Ela entrou na casa-de-banho para tomar um banho e ele fez o mesmo a seguir a ela. Ambos decidiram, individualmente, não falar do assunto e esquecerem-no. Portanto, voltaram a tratar-se como dantes. Shaoran obrigou Sakura a deitar-se, o que ela fez após muitos resmungos. Passaram, então o resto do dia, no quarto. Ora conversavam, ora ficavam em silêncio, cada um para o seu lado.
Continua…
Bem, o capítulo já foi. Não sei se ficou bom ou não, mas depois vocês dizem o que acharam. Esse foi difícil de sair. Mais uma vez peço desculpa por não ter actualizado quando disse que o ia fazer, mas não deu mesmo, as aulas só servem para atrapalhar tudo. Vou tentar actualizar amanhã, mas não prometo nada. Daniela, brigado pelo review, pois é coitadinha da Sakura, mas podia ter sido pior, fica bem! Cleópatra, acho que este capitulo também está pequeno, mas eu não tava muito inspirada, bem, já sabes, eu não sei se o capítulo tá bom ou não, mas se o quiseres considerar como a tua prenda de anos… beijos! Eu e o Mestre só servimos mesmo para atrapalhar a vida da Sakura e do Shaoran, e a vossa também (provavelmente já queriam que houvesse beijo, ainda não foi desta, mas não vai demorar muito).
Sakura: Pois é! Tu não fazes mais nada na vida senão estragar a minha!
Daniela (eu): Sakura…? O que tás a fazer aqui?
Sakura: Vim reclamar! Havia necessidade de eu ficar de cama?
Daniela: Quem decide se há necessidade sou eu…
Shaoran: Eu também vim reclamar, não era preciso pôr a minha Sakurinha doente.
Daniela: O quê? Outro? Mas isto agora é festa?
Mestre Lei: E eu? Não era preciso ser espancado daquela maneira!
Sakura: É Mestre… mas o senhor também, só atrapalha a minha vida!
Mestre Lei: Eu? O que eu fiz?
Shaoran: Como assim, o que o senhor fez? Atrapalhou o nosso beijo!
Mestre Lei: Eu não atrapalhei nada! Essa louca dessa escritora aí é que me meteu no meio!
Daniela: Acabou a festa! Toda a gente de volta para a fic! Senão na próxima mato todos de uma vez!
Sakura, Shaoran e Mestre Lei (com medo): Também não é preciso ser assim…
Daniela: Chega! Tão a fazer os leitores perderem tempo, já pra dentro da história!
(saltam todos de volta para a fic)
Ai, meu deus… Cada personagem que existe hoje em dia… Bem, acho que por hoje é só. Reviews, por favor! Até á próxima!
Beijos,
DeadLady
