Capítulo 10-Beijo de boa noite
Entre um beijo e outro, peças de roupas iam sendo tiradas e espalhadas pelo quarto. Um motel. Embora James já estivesse estado em muitos, com muitas mulheres diferentes, nunca tinha estado num motel luxuoso como aquele e por que não dizer, com uma mulher como aquela?
Juliet dirigiu o conversível da praia até o motel sem dizer uma palavra. James respeitou o silêncio dela e quando chegaram ao quarto, ela transformou-se numa leoa faminta que queria devorá-lo. Exatamente o que James estava precisando.
Os beijos dela eram exigentes, passionais. Seus dentes mordiscavam a carne tenra de seus lábios e em seguida aplacavam a dor com sua língua macia e morna. As mãos dela acariciavam seu peito e quando a camisa lhe foi tirada, botões pularam e as unhas dela pintadas de cor de rosa claro o arranharam em uma carícia suave, porém dominadora. James gemeu e a agarrou pelo bumbum, pressionando as nádegas dela até ouvi-la arfar.
Juliet esfregou-se contra o membro duro dele que doía dentro das calças. Acariciou-o com uma das mãos e abaixou o zíper. James beijou-a na boca e suspendeu-lhe a saia do vestido, caminhando com ela agarrada ao corpo dele para a enorme cama redonda no quarto.
– Eu nunca fiz isso...- ela sussurrou. – Nunca traí meu marido...
– Não precisa se explicar.- James sussurrou de volta. – Eu a quero demais...
Deitada na cama, os seios dela ficaram expostos aos lábios dele e James não demorou a baixar as alças do vestido e beijar o colo alvo. Os seios dela pulavam para fora do sutiã como um convite. Acariciando as costas dela, James soltou o fecho do sutiã e atirando a lingerie dela longe pôde tocá-los com ambas as mãos. Eram grandes, cheios, com mamilos rosados e túmidos.
James sugou com vontade, sentindo que ela o acalentava enquanto ele se saciava em seu peito. Mas um movimento brusco do quadril dela em sua calça semi-aberta fez com que ele soltasse o seio dela para seguir adiante. Não podia esperar mais.
– Tem camisinha na minha bolsa... – disse ela.
Ele levantou-se e correu para pegar a bolsa dela, trazendo-a depressa. Juliet remexeu na bolsa e tirou um pacote de preservativo lá de dentro enquanto James lhe tirava a calcinha. Porém, ela teve que se deitar na cama quando ele abriu as pernas dela e deslizou a língua preguiçosamente pelo sexo molhado dela.
Juliet gemeu e deixou que ele a beijasse daquela maneira tão íntima por alguns momentos antes de fazer com que ele erguesse o rosto e a fitasse.
– Sawyer, preciso de você, agora!
Ele terminou de tirar a calça, pegou a camisinha da mão dela e acomodou ao seu pênis o mais rápido que pode antes de se enfiar dentro dela, sentindo que ela o sugava para dentro, gulosa.
– Oh, Sawyer!- ela gritou ao senti-lo dentro de si, suas pernas abraçando-o pelos quadris.
James impulsionou seu corpo para frente, penetrando-a mais fundo e sentindo um prazer surpreendente em fazer amor com ela.
– Você é deliciosa, baby...que gostoso!- murmurou James.
Juliet o enlaçou pelo pescoço e o beijou, não deixando de mover os quadris no mesmo ritmo que os dele até que ambos explodissem em êxtase.
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O jantar foi perfeito. Luz de velas, comida italiana, dança à luz do luar e então Jack e Ana estavam prontos para voltar ao apartamento dela. Embora estivesse louca para fazer amor com ele, Ana-Lucia não se insinuou demais desta vez, o vestido que usava já dizia tudo. Só de chegar perto dele, os pelos de seu corpo se eriçavam, os mamilos furavam o tecido fino do vestido querendo o aconchego das mãos de Jack.
Se ele notou a excitação e a ansiedade dela, não fez nenhum comentário a respeito. A tratou como um perfeito cavalheiro e trocou apenas alguns beijos doces com ela durante toda a noite. Entretanto, quando chegaram de volta ao apartamento dela, Ana desejou ardentemente que ele dissesse algo sobre querer ficar.
– Foi uma noite ótima.- ele comentou à porta do apartamento dela.
– Sim, eu me diverti muito.- disse Ana, tentando disfarçar a inquietação que sentia por dentro.
Ele checou o relógio.
– È tarde, Ana!
Ela sentiu a frustração começar a invadi-la lentamente, então Jack não passaria a noite com ela.
– Já passou da hora de você ir para a cama.- ele completou devorando-a com o olhar. Ana sentiu a excitação voltar. – Vou te colocar na cama agora, mocinha e te dar um beijo de boa noite...
Ana sorriu e se afastou da porta para que ele entrasse. Jack fechou a porta e a pegou em seus braços, dizendo:
– Vou te levar no colinho, tirar a sua roupa e fazer você dormir...
Ela riu e o enlaçou pelo pescoço, beijando-o sensualmente. Jack a beijava de volta. Ana-Lucia sentiu-se derreter nos braços dele.
– Eu queria tanto estar com você outra vez...- sussurrou ela.
Jack sorriu e a levou para o quarto, que ele sabia onde ficava porque estivera lá mais cedo. Ele sentou Ana-Lucia na cama e a abraçou, beijando-a no pescoço, cheirando-lhe os cabelos e suspirando.
Ana-Lucia acariciou o peito dele e começou a tirar-lhe o paletó. Jack a ajudou e logo ela estava desabotoando os botões da camisa dele e passando a mão nos abundantes pêlos castanhos do peito masculino. As mãos de Jack desceram pelos ombros dela e massagearam suavemente antes de tocarem os seios por cima do tecido do vestido e sentir os mamilos excitados.
– Eu estava ficando louco naquele restaurante quando abraçava você e sentia os seus seios me provocando...eu queria tocá-la...
Uma das mãos dele invadiu o decote do vestido e segurou um dos seios, brincando com o mamilo. Ana gemeu de excitação e esfregou seus quadris nos dele, sentindo a ereção que apontava para ela.
Jack a beijou e subiu o vestido dela acima da cintura. Seus olhos admiraram a lingerie ousada que ela usava e suas mãos acariciaram o bumbum dela. Ana entregou-se a ele, desejosa de prazer, querendo saciar a vontade que a vinha consumindo nos últimos dias.
Ele desatou o fio do vestido dela e desceu o tecido de seda o suficiente para expor os seios dela. Ana sentiu as mãos dele brincando com seus peitos e logo os lábios estavam chupando o mamilo, causando-lhe arrepios de prazer. Mas Ana desejava secretamente que ele beijasse seu corpo inteiro, que descesse entre suas coxas e beijasse seu sexo, que acariciasse o clitóris com a língua, demoradamente e a fizesse gritar de prazer. Só de pensar nisso sua vagina ficava mais úmida e ela se contorcia na cama, gemendo baixinho.
Jack satisfez o desejo dela em parte. Beijou-lhe os seios, a barriga, as coxas, tirou a calcinha dela e brincou com o sexo dela, deslizando o dedo na umidade.
– Jack, eu preciso... – ela começou a dizer, mas não terminou a frase porque sentiu o pênis dele invadi-la, duramente. Ele tinha acabado de colocar um preservativo e jogado as calças no chão junto com a cueca boxer. Jack a penetrou tão profundamente que deixou Ana-Lucia sem ar. Ainda assim ela gostou e rebolando os quadris com força contra os dele, o incitou a tomá-la mais duramente. Jack a beijou na boca e se ergueu acima do corpo dela, roçando o clitóris com o movimento repentino e fazendo Ana sentir um gostoso espasmo de prazer.
– Ahhhhh...hummmm...- ela gemeu com um sorriso de satisfação nos lábios e sentiu Jack raspar os dentes de leve no bico de um dos seios dela. Aquele era um momento crucial porque Ana sabia que estava quase lá. Se ele se movesse mais um pouco dentro e fora dela daquele jeito a faria chegar ao céu. – Me faz gozar, Jack... – ela sussurrou.
– Sim, baby... – ele sussurrou de volta. – Porque você é a minha gostosa...eu vou te fazer gozar...
– Jaaack... – Ana fechou os olhos se preparando para a explosão de prazer que viria, mas um barulho alto e irritante soou no quarto. – Que porra é essa?- Ana indagou quando Jack parou de se mover.
– È o meu bipe do hospital.- ele respondeu arfante.
Mas Ana não queria saber de bipe de hospital nenhum e moveu seu quadril com força mais uma vez, porém o bipe continuou tocando e Jack se impulsionou contra o corpo dela liberando seu próprio prazer, antes de se retirar do corpo dela cinco segundos depois, deixando-a incrédula e insatisfeita na cama.
– Aqui é o Dr. Shephard.- disse ele ao celular poucos minutos depois de sair do banheiro do quarto dela vestindo apenas a cueca boxer. – Ok, tudo bem. Eu estou indo pra aí. Peça ao médico de plantão pra ficar direto com o paciente.
Quando ele desligou o telefone, Ana tinha se coberto com o lençol e olhava para ele com um olhar enraivecido.
– Você está mesmo indo embora agora?
– Me desculpe, Ana.- ele disse, sem olhar para ela. – Mas é uma emergência. Você se lembra daquela cirurgia urgente que tive de fazer ontem? Houve complicações com o paciente e eu sou o único que pode resolver. Prometo que vou recompensá-la depois!
Ana respirou fundo observando ele terminar de se vestir. Seu corpo ainda queimava de desejo não satisfeito e isso a fazia sentir-se frustrada e furiosa.
– Você está indo embora, então acho que vou ter de ligar para um sex shop e encomendar algo que possa me dar o orgasmo que eu não tive!
– Não fale desse jeito, Ana. Por favor, me perdoe por ir embora assim. Eu gostaria de poder ficar, mas é minha responsabilidade enquanto médico e...
– Jack, se precisa ir, então vá!- disse ela, segurando as lágrimas de frustração.
Jack se aproximou dela e beijou-a na testa antes de dizer:
– Eu a verei logo. Mais uma vez me perdoe, baby.
Depois que Jack se foi, Ana-Lucia ainda ficou na cama sentindo-se péssima por ter sido abandonada daquele jeito. Ela sabia que Jack tinha responsabilidades, mas ele poderia ter feito as coisas de outro jeito. Finalmente, decidindo parar de ter pena de si mesma, Ana levantou-se da cama, tomou um banho e vestiu a camisola mais sexy que tinha. Uma camisola cinza, de costa nua e pequenas transparências dos lados. Tinha comprado essa camisola há muito tempo, quando ainda estava com Danny. Porém, nunca chegara a usar com ele.
Ela caminhou até a cozinha e se lembrou de uma garrafa de vodka que guardava no armário. Começou com uma dose. Não adiantou. Ainda estava sentindo pena de si mesma. Por que todos os homens que conhecera eram idiotas? Por que de repente Jack se tornara um idiota também?
– Hora de ficar bêbada!- ela murmurou e não se preocupou quando começou a beber no gargalo da garrafa.
Continua...
