Esta história é uma adaptação, por isso Naruto e seus personagens não me pertence e sim a Masashi Kishimoto. Assim como O Preço da Paixão tb não me pertence.
O PREÇO DA PAIXÃO
CAPITULO NOVE
— Ouve-se falar de como o Porto de Tokyo é espetacular — disse Hinata, enquanto se apoiavam no parapeito do convés da embarcação.
— Muitas vezes admirei de longe, em filmes, pela TV e pelas janelas do hotel. Mas só na água é que se aprecia a beleza e o tamanho dele. Obrigada pela oportunidade, Naruto.
— Imaginei que talvez você gostasse. E ela gostou mesmo. De tudo. Da vista. Da comida. Mas especialmente da companhia.
Naruto devia ser um dos homens mais interessantes e inteligentes com quem já tinha conversado. Mesmo que não fosse espetacularmente lindo, ela sempre fora loucamente atraída por ele, e tinha adorado sua companhia nas últimas três horas. Tagarelaram sobre tantos assuntos diferentes, e foram descobrindo quem eram agora. Não mais os adolescentes que foram um dia. Ela descobriu que tinham gosto semelhante quanto a livros e filmes, sendo de suspense os favoritos. Depois de concordar e discordar quanto ao tipo de música, tiveram briguinhas leves sobre política, discutiram sobre os líderes mundiais e seu fracasso em preservar a paz e o meio ambiente, e de modo geral divertiram-se, solucionando tudo com palavras sábias.
Hinata percebeu que nada disso seria possível se não houvesse outras pessoas no cruzeiro. Na maioria turistas com câmeras que, a cada oportunidade, disparavam fotos da ponte, do Opera House e da praia. Suas presenças permitiram a ela baixar as defesas e relaxar mais com Naruto. Foi bom esquecer por instantes a ameaça de se deixar seduzir para apreciar Naruto, a pessoa, e não o predador sexual.
Estava até começando a reconsiderar seu julgamento sobre ele. Talvez tenha sido severa em pensar que ele era superficial em relacionamentos. Só porque não queria casar-se e ter filhos não significava que não pudesse ser afetuoso. Naturalmente, seu trajeto com as mulheres não era dos melhores. Ele mesmo admitia isso. Mas mesmo homens como Naruto podiam mudar, não é mesmo? Talvez ele estivesse chegando à idade de estar pronto para com promissos.
Mas estaria preparado para um filho já criado, com uma mãe a tiracolo?
Hinata percebeu que era um salto de confiança grande demais.
Não. Naruto como homem não gostaria de saber a verdade. Talvez fosse o motivo por que não contaria a ele ainda. Não queria estragar o dia. Merecia certamente um dia em que fosse totalmente egoísta, em que fosse apenas Hinata, a mulher, não a mãe. Era bom sair com Naruto, que lhe dava atenção, e fazia com que se sentisse desejada.
Era arriscado, mas valia a pena. Há muito não se sentia assim. Estava empolgada e leve. Talvez de mais, percebeu.
Deu uma risada infantil.
— Acho que bebi demais. — O vinho branco do almoço estava excelente e desceu fácil.
— Preparo um café lá em casa — Naruto ofereceu. — É perto. Descemos aqui.
Ele não mentira sobre a distância. Mas era distante demais para ficar com a mão aconchegada na dele. Quando subiram a ladeira na direção do prédio e, sozinhos, pegaram o elevador para o décimo quinto andar, Hinata já não via a hora de se afastar fisicamente dele. Sentiu alívio quando ele a soltou para abrir a porta. Foi um alívio breve. Precisava de mais tempo.
— T...tenho que usar o banheiro — disse, assim que a porta foi fechada.
Ele a olhou atentamente, como se soubesse exatamente o que ela estava fazendo e o porquê.
— Por aqui — disse, secamente.
Os cinco minutos no banheiro ajudaram, embora a decoração do banheiro não ajudasse muito. Quantas pessoas tinham banheiros com mármore negro até o teto, com torneiras de ouro e uma banheira onde cabiam dois?
Hinata lembrou-se de que a sala de estar também tinha piso de mármore negro, sem falar nos espessos tapetes brancos e móveis de couro laranja, os abajures de aço e a enorme TV. E ainda havia a parede toda de vidro dando para um amplo terraço com uma vista maravilhosa. Era um palácio de sedução.
— E um apartamento muito caro, Naruto— ela falou a ele já na cozinha. Os bancos tinham acento de mármore negro também, e os utensílios moderníssimos eram de aço inoxidável. Pela ampla janela, também se via o terraço e a vista do cais e da ponte.
— Tudo idéia de Jiraya — ele respondeu, pondo café nas charmosas canecas de cerâmica. — Fez questão que eu comprasse um apartamento vistoso perto do porto, com parte da minha herança.
— Bem... é vistoso mesmo. Ele pareceu desapontado.
— Você não gosta.
— Não, gosto sim. Não há como não gostar. É que...ele tem um "ar de solteirão".
— E é o que sou, Hinata, um solteirão. Achei que você gostasse disso em mim. Eu combino com suas prioridades na vida.
Ela não queria que ele visse a verdade em seu rosto, e dirigiu-se para a porta da varanda.
— Podemos tomar café aqui fora? — perguntou, evitando falar de suas prioridades na vida.
Naruto deu de ombros.
— Como preferir.
Se ele percebesse o quanto ela o preferia. Até agora tudo bem, seus desejos estavam ocultos, mas estar aqui com ele sozinha já dizia alguma coisa.
Quando ele chegou com as canecas fumegantes, ela se apoiava no parapeito em torno do terraço.
— Espero ter servido seu café como gosta, puro com pouco açúcar.
— Perfeito — ela disse, e foi pegá-lo, descuida da, sem usar a alça da caneca. Ao sentir o contato com o calor, ela automaticamente largou a caneca. Naruto soltou ao mesmo tempo, ela espatifou no chão e o café quase fervendo respingou nas pernas dela cobertas por meias finas.
Ela gritou de dor, e ele rapidamente pôs a própria caneca de lado e levou Hinata no colo para a cozinha.
Sentou-a no balcão, retirou seus sapatos, e a envolveu para colocar seus pés dentro da pia maior. Ele abriu a torneira de água fria para molhar as pernas dela.
— A água está congelando! — exclamou Hinata, movendo as pernas de cima para baixo na pia.
— É esta a idéia — ele respondeu. — Vou retirar o calor de sua pele e impedir a queimadura. Agora, pare de bancar o bebê. — E continuou a mover o jato da água pelas pernas dela.
— Você está molhando meu vestido todo — ela reclamou.
— Eu tenho secadora. Além disso, tem café na saia. Você terá que tirar o vestido e lavar, se não quiser estragá-lo completamente.
Tirar o vestido! Se fizesse isso, estaria perdida.
— Era parte de seu plano para hoje? Entornar café em mim e bancar o cavaleiro salvador tirando meu vestido ao mesmo tempo?
Os olhos azuis brilharam em divertimento.
— Adoraria ter tido essa idéia. Na verdade, devo guardá-la no meu armário de planos mentais para sedução. Mas, considerando que você derrubou a caneca, Hinata, posso perguntar a mesma coisa? Esse foi seu plano? — ele falou com voz baixa e sexy, — derrubar café pelo corpo para tirar o vestido e me seduzir?
Se ao menos ele não estivesse tão perto, ou com as mãos sobre as pernas dela, ou com os olhos procurando os dela.
— Talvez — ela afirmou, com a cabeça girando. Mas não por causa do vinho. Pelo desejo por ele. — Funcionou? — murmurou, encarando-o.
Com as mãos nas pernas dela, Naruto lentamente desligou a torneira e a tomou nos braços.
— Com certeza — ele disse.
Naruto a levou para o quarto principal com o coração acelerado.
Era o momento desejado. Nada o deteria agora. Mas os olhos dela ainda o aborreciam um pouco, teciam incertos. Seria o vinho do almoço? Não Poderia. Não tinha bebido tanto.
Cruzou a porta do quarto na direção da cama king-size, que tinha colcha dourada e travesseiros combinando. Perguntava-se o que ela pensaria ao ver este quarto, uma vez que já tinha achado o apartamento vistoso.
Mas ela não olhava para o quarto. Olhava só para ele, com os enormes olhos perolados. Ainda aturdidos, mas também adorando.
Alguma mulher já havia olhado para ele assim? Apenas ela, tantos anos atrás, quando era apenas uma menina. Seu coração disparou. Que Deus lhe permitisse fazer tudo certo desta vez. E a colocou gentilmente sobre a cama.
Ela ficou ofegante quando as mãos dele correram por baixo do seu vestido.
— Estou só retirando as meias molhadas — ele explicou, gentilmente, sem tentar mais nada, e dobrou-as sobre uma cadeira. Apesar do desejo intenso, Naruto sabia instintivamente que não podia ir muito rápido. Ou ser rude ou agressivo.
Hinata não era como nenhuma das mulheres que conhecera. Era diferente. Especial. Frágil, dissera de si mesma esta manhã. Na hora ele riu, mas podia ver que estava certa. Era frágil.
— Quer que tire seu vestido? — ele perguntou. — Ou você prefere fazer isso?
Após fitá-lo por instantes, ela rolou sobre o corpo e ofereceu as costas a ele.
A ingenuidade do gesto de confiança o como veu, e confirmou o julgamento sobre ela. Estava certo. Ela poderia parecer forte, mas não era. Ou tão experiente. Suspeitava que não tinha tido tantos amantes como insinuava. Como poderia, com aquele pai com olhos de águia?
Este pensamento o fez desejar ainda mais fazer tudo certo.
O zíper do vestido era longo, indo das costas até os quadris. Naruto nada viu além do sutiã branco de cetim e o princípio de uma calcinha combinando, e que pouco o ajudaram na decisão de tirar o vestido tão lentamente quanto possível.
— Vire-se — ele pediu, abruptamente.
Ela lhe obedeceu, e eles se encararam novamente. Olhos abertos agora. Os lábios dela se separaram e a respiração acelerou.
Ele afastou o olhar e se inclinou para descer o vestido pelos ombros e passar pelos braços, pelos quadris, pernas e pés. Tentou ficar tranqüilo e no controle, mas ver as curvas do corpo macio naquela sexy peça íntima foi excitante demais.
Como se controlar diante de tamanha tentação?
As mãos dele tremiam quando abriu o sutiã dela, hesitando ao expor-lhe os seios ao seu olhar de luxúria.
Eram tão perfeitos quanto já sabia. Cheios e exuberantes, com auréolas grandes de pontas rosadas e os mamilos duros como se parecessem implorar para serem sugados.
Mas sabia que era cedo. Se começasse a sugar seus mamilos agora, Naruto sabia que se perderia nos desejos. Queria satisfazer os dela primeiro. Seu ego exigia isso. E algo em si mesmo que não entendia ainda.
— Tenho que sentá-la um pouco — ele disse, tocando-a delicadamente. E os seios dela projetaram-se em deliciosa promessa quando ele retirou seu sutiã.
— Deite-se de costas — ele sugeriu, colocando as roupas dela na cadeira.
Ela atendeu, os olhos bem abertos. A decisão de deixá-la com a calcinha era mais para compostura dele que conforto dela.
Os cílios dela tremeram quando ele abriu os botões da própria camisa. Os lábios se separaram mais.
Ele despiu-se lentamente, parecendo casual e confiante, mas em brasas por dentro. Mulher alguma o tinha visto despir-se assim. Ele jamais havia feito isso de forma tão deliberada.
Sabia que tinha um bom corpo. Por natureza e porque se cuidava, fazendo ginástica regularmente. Havia ginástica e piscina em seu condomínio, o que lhe permitia manter-se em forma. Não tinha constrangimento em mostrar-se.
Naruto não se lembrava de nada igual. E nem a havia beijado ainda.
Seria prematuro usar proteção no momento, mas parecia boa idéia estar preparado. Naruto tinha a sensação de que se começasse os jogos preliminares com Hinata, já estaria na zona de perigo. Era estranho ser olhado por aqueles olhos quase espanta dos dela.
Aliviado, deitou-se ao lado dela apoiado em um dos cotovelos, e a mão direita livre.
— Espere — ela sussurrou, e antes que ele pudes se interrompê-la, ela tirou a calcinha e jogou-a longe, o rosto ruborizado quando o olhou novamente.
Ele não ousou olhar para baixo. Ou pensar em quanto desejava escorregar entre as pernas dela e simplesmente fazer amor. Sem preliminares. Seu corpo doía de desejo, por sentir-lhe a carne úmida, quente e apertada envolvendo-o.
Ao menos podia tocá-la ali. E a mão direita deslizou pelo meio do corpo dela e entre as pernas.
O gemido dela fez eco aos sentimentos dele. Ela já estava arquejando, as pernas inquietas, os quadris contorcendo-se como toda mulher próxima ao êxtase. O lado egoísta de Naruto queria parar e penetrá-la. Mas a experiência o advertia que nem sem pre devia ser assim com uma mulher. Melhor levá-la ao clímax primeiro.
— Naruto— ela gemeu, com os olhos dilatados e desesperados.
Ele cobriu-lhe a boca com a sua, sufocando seus gemidos enquanto ela se abria sob suas mãos. Ele a beijou com desespero, a língua fazendo o que gostaria de fazer-lhe com o próprio corpo. Tarefa cumprida, as mãos partiram para brincar com os seios, com os dedos ainda úmidos brincando com os mamilos. Naruto continuou beijando-a, e brincando com seus seios intumescidos, quando as costas dela começaram a arquear novamente. Gemendo, ela agarrou-se a ele, levantando a perna esquerda sobre os quadris dele, num convite.
Naruto não precisava de outro convite, gemendo quando a carne escorregou para dentro dela até o final. Sentia um misto de agonia e êxtase, e não podia agüentar muito mais. Mas queria dar prazer a ela novamente, estando dentro dela.
Seus gemidos abafados e os movimentos do seu corpo encorajavam-no. Ela acompanhava seu rit mo, os quadris levantando com a urgência dele e afundando quando ele se retraía. Ele parou de bei já-la e observou seu rosto, olhando fundo em seus olhos extasiados.
Ele nada falou, apenas concentrou-se nela, reduzindo bem o ritmo e indo cada vez mais fundo a cada golpe.
Ela suspirou e depois gemeu.
— Bom? — ele perguntou. Ela sinalizou que sim, e contorceu-se. Ele agora acelerava, determinado a levá-la ao prazer máximo outra vez. Ela ofegava a cada golpe, com a boca mais aberta. As mãos apertavam-se em torno dele, com as unhas penetrando em sua carne.
Ele não sentiu dor, só prazer. O prazer de dar prazer a ela.
O clímax dela estava próximo. Ele podia sentir, profundamente. O apertar. O tremor. O calor que sempre precedia o primeiro espasmo.
— Naruto. Oh, Naruto— ela gemeu, e logo estava lá. Mas, espantosamente, ele também. No mesmo instante. Brilhantemente.
Os poetas falam de estrelas explodindo quando duas pessoas apaixonadas fazem amor. Naruto sempre pensou que fosse apenas bobagem.
Mas desta vez, não era diferente de estrelas explodindo. Seu corpo tremia e sua cabeça girava. Beijou-a novamente, e soube que era ali que queria ficar o resto de sua vida. Com ela. E ninguém mais. Só Hinata. E não significava apenas morarem juntos. Queria que ela fosse parceira em sua vida. Sua esposa.
Hinata Uzumaki. Até que a morte os separasse.
Só bem mais tarde, deitado em silêncio com Hinata nos braços, é que ocorreu a ele que talvez ela não quisesse isso.
— Posso não querer o mesmo que você, Naruto— ela dissera a ele naquele dia.
Naruto pensou em tudo que ela falara de si mesma até agora. A insistência em dizer que era uma mulher independente dedicada à carreira. O alarde em não querer casamento e filhos.
E pensou no olhar dela, hoje, enquanto a levava nos braços para o quarto.
Tudo aquilo era bobagem, pensou ele. Tsunade estava certa. Hinata tinha tudo a ver com casa mento e filhos. Provavelmente, tinha sido ferida por algum cretino, mas era só isso. Era preciso apenas aparecer o tipo certo de homem, alguém que a amasse de verdade.
— Eu! — falou alto.
Naruto não tinha certeza se queria ser pai, mas também nem havia imaginado que se apaixonaria, ou que desejaria casar-se. Mas queria. E quando que ria algo, fazia acontecer.
Hinata Hyuuga seria sua esposa, não importando o que pensasse sobre isso. Porque Naruto sabia o que ela queria. Tinha acabado de descobrir. E sentir. O que precisava fazer era conquistá-la novamente. E fazê-la sentir isso muitas vezes. Teria um fim de semana para marcar posição na vida dela e em seu coração. Considerando o prazo curto, Naruto decidiu que o corpo carente dela seria o caminho para atingir seu objetivo.
Aquele namorado patético não vinha fazendo a coisa certa por Hinata. Naruto não tinha dúvidas. Isso era bom e lhe dava vantagens.
Ficava louco só de se imaginar fazendo amor com ela outra vez. Pegando uma das camisinhas que guardava embaixo do travesseiro, ele a colo cou, satisfeito por estar excitado como antes, confirmando sua crença de que este era um relaciona mento único em sua vida.
Pelas costas dela, encaixou os corpos nus, e gentilmente afagou seus seios até que ela tremesse, e então foi lentamente descendo a mão pelo corpo dela.
— Oh — ela gemeu, quando os dedos dele começaram a tocar o centro de seu prazer.
Mas não havia nada de delicado na mente de Naruto. Ela estava cheia de resoluções duras, assim como sua carne estava cheia de desejo. Assim que ela gemeu e começou a remexer os quadris junto ao corpo dele, ele aliviou-se dentro dela por trás.
Hinata ficou um segundo tensa, mas entregou-se assim que ele começou a mover-se para frente e para trás dentro dela. Ela jamais pensaria em fazer amor assim, de lado, com ele em suas costas, e as mãos dele na frente, brincando com ela.
Em nada parecia com a última vez, aquela posição romântica em que Naruto a tinha beijado o tempo todo e a abraçado como um apaixonado de verdade. Era completamente diferente. Esta parecia... decadente. Mas, tão excitante.
A cabeça dela girou quando foi tomada por estranho ímpeto.
— Mais forte, Naruto— sussurrou com uma voz que não reconhecia. — Mais forte.
Ele gemeu, e acelerou.
— Assim — ela gemeu, imediatamente mergulhando no abismo. — Isso. Assim!
Hot Hot Hot! Esse Naruto é danado... rsrs
O que acharam?
Bjs
