Descrevendo uma história:
Cap. 10- Conversa no sofá.
Kagome pensou em chamar o médico, porém, ele gritara daquele jeito raivoso dizendo que não ia. Então, ligou para sua mãe avisando que não dormiria em casa para conseguir cuidar de um conhecido que estava mal. Pensou em dizer que era uma amiga, mas, sentir-se-ia muito mal. Pensou em dizer que era Inuyasha, porém, algo a travou e ela não conseguiu. Sua mãe pareceu apreensiva, mas, concordou. Não havia volta.
Deitou-o com muita dificuldade sobre a cama no quarto, cobriu-o e deixou um pano molhado sobre a testa dele. Logo após, correu na farmácia e comprou remédio. Ele estava dormindo agora com uma expressão sofrida no rosto. Ele estava sofrendo.
-Eu não... Sei. Você precisa saber.
Kagome olhou para ele, percebeu, ele estava delirando. Molhou novamente o pano e deixou outra vez sobre a cabeça dele. Rezando para que ele melhorasse. Talvez, fosse necessário tomar alguma vitamina específica ou tomar soro.
-Preciso do dinheiro.
Ela sentou-se na ponta da cama, preocupada. Do que será que ele falava?
-Karen e Karina, duas irmãs... Tão diferentes.
Pelo jeito ele falava de alguma história.
-Ele precisa do dinheiro. Precisa mesmo. Ele precisa tanto que faria tudo. Eu faria tudo.
Ela acariciou a face dele. –Por favor, melhore.
-Eu... Eu te amo. –ele murmurou.
Kagome não evitou corar. Ele estava blefando, delirando, não sabia o que falava. Aquelas palavras não eram para ela. Não mesmo.
-Eu te amo K... Karina. Ele queria dizer.
Sentiu-se aliviada. Com certeza, era somente a história do novo livro dele. Pensou em ver se achava o arquivo no laptop... Não. Ela não podia fazer isso. Ele ficaria bravo.
-Eu te amo... Eu... Te... Amo... –ele repetia entre falas abafadas, ofegante, delirando. Isso incomodava Kagome... Ela não queria ouvir essas palavras. Mas, ela não tinha como fazê-lo parar de dizê-las.
-Eu... Te... Amo! –ele exclamou desesperado e num estalo abriu os olhos, suando frio e ofegando ainda mais.
-Você acordou. –ela sorriu ao ver que ele enfim, acordará. Estava corado e com uma cara péssima, mas, estava acordado.
-Ah... Eu estava delirando? –ele perguntou pausadamente.
Kagome pegou o termômetro que havia comprado na farmácia e deu para ele. –Estava. Coloque debaixo do braço, precisamos saber se a febre abaixou. Qualquer coisa você vai ao médico.
Inuyasha contra a vontade obedeceu Kagome. Passado cinco minutos olhou para o termômetro e estava praticamente bom com 37, 5°. Sua febre estava abaixando.
-Isso é bom. –Kagome olhou para o relógio. –Já são dez horas... Eu vou indo. –ela não sabia o motivo, mas, não queria ficar ali. Queria cuidar dele. Não gostava de não ajudar, porém, naquele momento ela só conseguia pensar nos "eu te amo" dele e isso a irritava tanto. Fazia-a se sentir tão mal.
Inuyasha permaneceu calado. Estava em dúvida sobre o que faria. Estava grato por ela. Ela o alimentara, comprara até alimentos, ainda cuidara dele com tanto apreço e ela ia embora agora.
Ele podia deixar que ela fosse embora?
Ele precisava agradecer. Criar situações para o seu livro... Apenas, situações. Ser educado.
Kagome levantou-se de cima da cama. –Por favor, cuide-se, certo? –começou a se dirigir para a porta do quarto.
Inuyasha levantou em um impulso, cambaleando foi até Kagome e segurou-a pelo braço. –Por favor, fique. –murmurou.
-Não... Você não entende. Eu não posso ficar. –ela sabia que estava tudo bem, sua mãe já estava avisada. Porém, ela sentia que precisava ir.
-Por quê?
-Porque não é certo. Quando eu estou com você, eu fico feliz... Mas, meu coração dói demais.
Inuyasha não falou nada. O que faria? O que diria? Tudo depois daquele Kouga tinha desandado. Tinha piorado... Quer dizer, melhorado o seu livro. O seu protagonista era quase um herói. Ou não...
-Eu... Não consigo esquecê-lo.
Inuyasha deu um sorriso. Ela não o esquecia. Sorte ela estar de costas para ele.
-O Kouga, eu não o esqueço. Apesar, de tudo.
Então, Inuyasha sentiu uma raiva surgir. Seu rosto tomou outra forma, uma forma como se tivesse sido insultado, cara de desgosto.
-Ele... Parecia gostar de mim. Talvez, gostasse. Mas, ele me traiu com a minha amiga. Amiga de infância! Ela gostava tanto dele que não se importou em perder nossa amizade... –Kagome soluçou. Inuyasha percebeu: ela estava chorando. –Então, eu descobri tudo. Quer dizer, eu vi... Tudo. Assim, acabou. Acabou... Acabou... –ela começou a chorar desesperadamente. –Eu pensei que isso não podia acontecer... Porque ele gostava de mim. Ele não podia simplesmente desistir de tudo assim. Éramos noivos.
Inuyasha continuou a segurar o pulso de Kagome. Não sabendo o que fazer.
-Isso... Isso... Eu sou tão fraca. –ela balançou o braço fazendo com que ele soltasse o pulso dela. –Eu vou embora. –então, apressou-se para sair.
Inuyasha juntou forças e foi atrás dela. Ela pegou suas coisas de cima da mesa. Ele foi até ela e a abraçou com delicadeza. Ele deveria estar na cama, mas, ele sentiu que ela precisava ser abraçada. Ele sentiu que queria abraçá-la.
-Por favor, Kagome... Fica aqui. Eu preciso de você ao meu lado hoje.
Kagome soltou um suspiro, acalmando-se. –Então, volte para a cama. –pediu. -Onde eu vou dormir? –completou ao perceber que não haveria como ir para casa.
-Ah... Er... No sofá?
Kagome riu. –Tudo bem.
Inuyasha voltou para a cama. –Obrigado. Eu espero não te dar mais trabalho.
-Tudo bem. –ela riu. –Você tem outro travesseiro e edredom?
-No armário.
Kagome abriu e viu que pelo menos o armário era organizado. Pegou o edredom e o travesseiro. –Durma bem. –então, saiu do quarto, fechou a porta e acomodou-se no sofá. Logo o sono veio...
Já Inuyasha não pregou os olhos. Esperou passar um bom tempo e levantou-se. Foi para a sala e a viu deitada dormindo no sofá. Ele sorriu com a cena. Ela estava sem óculos e os cabelos estavam soltos. Ela estava tão bonita...
Como no retrato.
Aproximou-se com cuidado. Tirou o edredom e a pegou no colo. Era melhor ele dormir no sofá e ela na cama. Era melhor assim. Totalmente, melhor assim. Uma forma de agradecer pelo o que ela fez. Ao deitá-la na cama, infelizmente, ela acordou.
-O que você está fazendo? –ela perguntou assustada.
-Colocando você na cama.
-Por quê?
-Porque visitas merecem conforto. Aquele sofá é horrível e você cuidou de mim, eu preciso agradecer, não é?
-Não precisa... –Kagome disse fazendo um movimento como se fosse levantar. Inuyasha segurou o ombro dela.
-Tudo bem, eu estou melhor. Era só fome mesmo e um pouco de cansaço.
-Mas...
Inuyasha sorriu. –Nada! Eu durmo no sofá.
Ela corou. –Não, fique aqui. Você é quem precisa de conforto. –levantou-se rapidamente. –Nem sei de onde tirou essa idéia de me por na cama, Deus. Inuyasha durma aqui. Não é um pedido é uma ordem. –acrescentou sorrindo.
Ele continuou sorrindo sem saber o que falar. Aquele silêncio era horrível. Totalmente perturbador. –Ah, eu estou melhor, durma na cama... –Inuyasha quebrou o silêncio.
-Pode dormir você. É você que precisa da cama.
-Não, não... Visitas devem receber todo o conforto, pelo menos o máximo que se pode dar... Bem, que aqui o máximo nem é considerado algum tipo de conforto, entretanto, é o máximo e deve ser dado.
-Inuyasha, você está realmente cansado... Pode dormir na cama.
-Durma você, Kagome. Você é a visita.
-Por favor, Inuyasha me obedeça e deite nessa cama.
-Pelo amor de Deus pare de teimar e vá logo dormir nessa cama.
-Você não acha essa discussão totalmente inútil?
Inuyasha ficou em silêncio por alguns segundos. –Totalmente. –falou por fim.
Começaram a rir surpresos com si mesmos. Como podiam ser tão bobos de discutirem sobre algo tão fútil? Não sabiam responder, só sabiam que acharam tanta graça que mal conseguiam parar de rir.
-Vamos ver tv. - sugeriu Inuyasha ao se recuperar.
-Sua tv funciona?
-Sim... Parece que não?
-Bem... Sinceramente, sim.
Riram.
-Nada aqui em casa funciona muito bem.
Dirigiram-se até a sala, sentando-se no sofá e ligando a tv. Por sorte estava passando um filme de comédia romântica... Certo que ambos já haviam visto aquele filme como qualquer outra pessoa que tivesse acesso à tv, isso simplesmente pelo fato de o filme ter sido repetido mais vezes que a existência da humanidade.
-Esse filme é muito bom! –exclamou Inuyasha super animado. –Eu o assisti seis vezes já... Sei até as falas de alguns personagens.
Kagome riu. –Seis vezes? Nossa! Eu assisti duas só... Essa é a terceira. Mas, é muito bom mesmo... Que horas são?
-Madrugada...
-Nossa! Aliás, meu sono passou... Totalmente.
-O meu também.
-Você está bem? –indagou preocupada.
-Sim, estou ótimo... Muito obrigado. Estou bom graças a você. Acabo de ter uma dívida imensa com você... Pelo jeito.
-Que nada! Sempre tratamos bem as pessoas que gostamos, não é? –sorriu ao falar isso, porém, o sorriso sumiu ao perceber o que falou. Inuyasha encarou-a na esperança de ver algo mais naqueles olhos azuis, agora omitidos pelas imensas lentes dos óculos.
-É... Mesmo assim... Nossa! Essa parte é muito legal. –comentou tentando sair do clima pesado que estava quase se formando.
-Eu concordo...! Na primeira vez que eu vi eu ri tanto que chorei. –ela comentou alegremente preferindo mudar mesmo de assunto.
-Eu chorei de rir muito. A cara do personagem principal é cômica.
-Sim, e o vilão? –riu. –Parece mais uma donzela.
A conversa foi seguindo, mudando cada hora para um assunto novo.
-Quando eu era pequeno eu adorava me esconder da minha mãe. –disse Inuyasha. –Uma vez eu fui numa boutique e me escondi entre as roupas quando ela se aproximou eu apareci e lhe dei o maior susto. No fim, ela quase me matou, mas, foi muito engraçado.
-Eu era mais comportada... Sempre brinquei na rua de esconde-esconde e pega-pega.
-Eu era mais caseiro, confesso.
-Você parece alguém caseiro.
-Você também.
-Agora, eu sou mais mesmo. Mas, antes, eu gostava de sair bastante. Eu e minhas amigas... Porém, tudo mudou. –Kagome abaixou a cabeça.
O filme acabou na tv e logo começou o noticiário de madrugada.
-Não pense nisso. –pediu Inuyasha. –Você sempre se prende ao seu passado... Como se fosse incapaz de viver no presente ou de aceitar o futuro.
-A verdade é que eu sou. –ela afirmou triste. –Não consigo apagá-lo. Está marcado como brasa na minha mente e quanto mais eu fujo dele mais perto ele fica de mim.
-Não diga isso...
-Como Kouga, ele voltou agora e eu estava quase o esquecendo. Ele... Ele... Eu queria tanto poder fazer alguma coisa.
-Você pode.
-Todos dizem isso e...
Inuyasha encarou-a. - Todos querem o seu bem. Kaede disse que antes você era diferente...
-Diferente? Ela diz tolices.
-Você usava outras roupas, era mais espontânea...
-Ela disse isso?
-Quando eu fui à sua casa... Eu entrei no seu quarto e vi uma foto sua com o Kouga.
Kagome corou violentamente. –Eu deveria ter jogado aquilo fora... Eu...
-Você estava sorrindo de uma forma que eu nunca tinha visto.
Suspirou entristecida. –Eu acho que não tenho motivos para ficar sorrindo. Olhe para mim Inuyasha! Olhe! Eu sou terrível. Fui abandonada pelo cara que eu amava profundamente e que era meu noivo, em alguns meses íamos nos casar. Fui traída por ele e pela minha amiga de infância, a menina que brincava comigo e quem eu compartilhei segredos e que segredos foram compartilhados. –fez uma cara de choro, mas, nenhuma lágrima veio. –Abandonei os estudos por achar que não tinham mais importância, eu... Eu percebi como sou feia e estranha. Horrenda... Tão sem importância. –uma lágrima, enfim, veio. –Eu percebi que sou um lixo sem valor.
-Não... Você não é isso. Deus, de onde você tirou essas coisas? –indagou. Certo, Inuyasha estava se esforçando para não rir porque de certa maneira concordava com a tragédia dela. Ela era desajeitada, feia e chata... Entretanto, não conseguia entender o motivo de não conseguir ser indiferente de pensar que ela estava enganada dizendo tudo isso.
-Eu sei que sou...
-Não.
-Eu sei que você acha isso.
Pronto! Tudo para complicar sua vida. Como ela sabia disso? Ela tinha como provar? Não... Ele precisava dela. Ela era seu apoio para construir seu livro.
-Não, não acho. –omitir os fatos seria a melhor maneira. Bem, que no fundo, ele sabia que não era tanta mentira.
-Acha sim... Todos acham. Todos...
Inuyasha segurou o rosto dela fazendo com que o rosto dela ficasse de frente com o dele sem que pudesse haver movimento algum. –É sério... Aquela foto sua... É a verdadeira Kagome.
-Não tenha certeza disso.
-Eu não tenho! –ele exclamou com raiva. Isso o irritava. Ele não tinha certeza absolutamente de nada, além do fato de ser um escritor pobre desesperado que precisava escrever logo um livro de romance que vendesse consideravelmente bem.
Ela espantou-se com o tom de voz usado.
-Desculpa, não queria parecer grosseiro...
-Tudo bem... Eu que incômodo.
-Nada.
-Acho melhor dormirmos, agora.
-Não... Kagome... Eu não tenho certeza de como você...
-Olha, nem eu como você é. Vamos dormir...
-Não! –ele quase berrou. –Ah, desculpa, Kagome... Mostre-me como você é...
-Eu sou como eu sou!
-Não! Você não é...
-Sou. Pare de blefar.
-Eu quero saber como você...
-Cala a boca ai embaixo! –gritou o vizinho do andar de cima. Um barulho de porrada foi ouvido a esquerda e o vizinho da direita berrou um "Fiquem quietos pestes".
-Melhor irmos dormir. –pediu Kagome.
-Não. –Inuyasha segurou-a pelos ombros. –Não... Eu quero saber como você é de verdade. Quem é a Kagome, como é a Kagome, o que a Kagome pensa, se ela sente raiva, se ela quer rir ou chorar. Eu quero saber tudo da Kagome.
Ela não soube o que responder. Não encontrou palavra alguma. Abraçou-o totalmente tocada pelas palavras dele.
Ele afastou-se um pouco e beijou a testa dela com carinho. Entrelaçaram as mãos, sentando-se no sofá, ali, abraçados, encostados um ao outro, quietos sem emitiram som algum. Um silêncio reconfortante quando não sabia mais o que falar. Um silêncio que selava algum tipo de tesouro.
O sono veio e dormiram ali mesmo, com a cabeça dela encostada ao peito dele e com a cabeça dele sobre a dela. Os braços estendidos com as mãos entrelaçadas.
Quando Inuyasha acordou estava deitado no sofá sem nenhuma Kagome ao seu lado. Levantou-se preocupado num instante e foi até a cozinha. Em cima da pia havia um prato com bolo, um pote com biscoitos, uma jarra com suco e uma xícara com leite e café. No fogão estava um bule com café recém feito.
-Ela fez tudo isso. –ele repetiu em voz alta o que pensava tentando imaginar por que. Sabia que ontem havia sido uma noite extremamente estranha... As suas palavras, eles dormindo abraçados no sofá. Ele estava pirado só podia ser... Pensava também como transporia tudo aquilo para seu livro. Não podia escrever que o principal morria de fome. Precisaria de muita imaginação.
Pegou o bolo e a jarra e levou até a sala, sentando-se na frente do seu laptop. Onde viu um papel grudado sobre.
"Inuyasha, eu levantei cedo... Precisava ir trabalhar. Deixei para você: bolo, suco, café e biscoitos... Por favor, alimente-se bem. Não pule nenhuma refeição. Com carinho, Kagome".
Inuyasha sorriu ao ler aquilo, amassou o papel e jogou-o no chão. Porém, sua consciência pesou. Pegou o papel do chão, desamassou, dobrou-o e colocou ao lado do prato de bolo, depois, guardaria em algum lugar... Ligou o laptop e começou a digitar.
Hugo estava nervoso depois daquela conversa. Precisava agir rápido. Por isso, resolveu formular um plano. Ao visitar Karen em casa - por sorte a encontrou sozinha, fingiu passar mal.
-Deus, o que houve? –ela indagou ao ver que ele quase caiu ao levantar do sofá.
-Nada. Bem, desculpa sobre o outro dia.
-Que nada... Você foi tão corajoso. Kaled sempre volta, mesmo que eu diga não. Estou tão cansada.
Hugo sorriu ao ouvir aquelas palavras.
-Você... Bem, eu era namorada de Kaled, porém, ele me traiu... Com minha melhor amiga, Aline... Eu não consigo apagar isso da minha memória. Nunca... Nunca... Eu não suporto mais. Estou sofrendo tanto e tanto. Oh, Hugo... Mil desculpas.
-Tudo bem, Karen. Tudo bem. –ele levantou, mas, cambaleou fingindo passar mal.
-Tudo bem com você Hugo? Parece mal...
-Não, é que eu estou com uma gripe. –começou a tossir.
-Gripe? –ela pareceu surpresa.
-É... Talvez, não sei. Estou um pouco zonzo.
-Oh, deixe me fazer um chá para você. Se minha mãe ou minha irmã estivesse em casa, elas saberiam o que fazer.
-Tudo bem...
-Eu vou fazer. –ela levantou-se e foi até a cozinha. Ele aproveitou o momento e foi até o banheiro, pressionou as bochechas para parecerem mais vermelhas, molhou um pouco a raiz do cabelo e voltou. Em cinco minutos ela estava de volta. –Pegue esse chá. –ela deu a xícara para ele. –Deus, está tão corado. Será que está com febre? Parece suar frio também...
-Não, eu já disse que estou legal.
-Vamos a um médico!
-Não! –ele exclamou depressa, não podia ir ao médico ou sua farsa ia por água abaixo. Tomou o chá. –Obrigado Karen, você é muito gentil.
-Que nada. Você que é gentil... Você me protegeu.
Ele segurou as mãos dela. Ela estava sentada ao lado dele. –Karen, eu sempre vou te proteger, certo? Eu quero saber tudo sobre você. Tudo mesmo. Eu quero que essa sua dor suma. Que ela suma para sempre. Karen, minha Karen, eu quero tanto o seu bem.
Ela corou violentamente.
-Por favor, Karen, deixe-me conhecer você. –dizendo isso ele inclinou-se e a beijou nos lábios. Por mais idiota que isso lhe parecesse, ele sabia. Havia a conseguido. Ela já estava no papo.
Agora era só amaciá-la e conseguir o que queria.
-Eu preciso ir. O seu chá me fez milagre, - levantou-se em um pulo. –Fique bem.
Ela não respondeu nada, estava corada e paralisada. As mãos sobre os lábios, incrédula do beijo que havia ganhado. Com lágrimas nos olhos. Lágrimas que significavam vitória.
-.-Continua-.-
Olá pessoal! Desta vez eu demorei muito, não é? Nem vou dar desculpas, mas, espero ser perdoada.
PESQUISA – LEIAM ISSO!
Bem, eu estava pensando em fazer uma comunidade no orkut para postar alguns contos, o que vocês acham? Eu estou em dúvida entre uma comunidade ou um blog. Vocês acham que alguém estaria interessado em ler alguma coisa minha sem ser fanfics relacionadas a animes/livros? Eu gostaria muito de saber a opinião de todos, pois, isso vai me ajudar muito. Obrigada pela atenção.
Vamos dar uma olhada no próximo capítulo:
Ao abrir a porta não viu Kagome alguma, era ele... O seu irmão, Sesshoumaru.
Inuyasha havia feito um milagre. Ele já conseguia imaginar a mulherada lendo seu livro e chorando com essa história.
-Ayame, vá embora. –pediu Kaede.
–Você está cada dia mais ridícula.
Inuyasha ficou sem ação. O que ele faria?
-Não. –ele segurou o braço de Miroku fazendo o largar Kagome. –Ela vem comigo. –então, ele a puxou para si.
Ele nem conseguia entender o que estava sentindo.
Arrependimento.
E uma dor desgraçada no peito. Uma dor que foi se alastrando por todo seu corpo.
-Fim-
O que acham que vai acontecer? Mais dois novos personagens? Tudo para esquentar ainda mais a situação.
Por favor, pessoal responda sobre eu fazer o blog, sobre quererem ler ou não algo diferente escrito por mim.
Agora vamos aos comentários.
Pessoal, obrigada por lerem e comentarem, isso me faz sentir tão bem. Às vezes, meu dia não está tão bom e quando vejo que alguém comentou, que alguém se importou com o que eu escrevi isso me deixa tão feliz, sem palavras, por favor, acreditem, estou sendo imensamente sincera.
Lilermen. – Olha, como os capítulos já estão escritos há tempos é difícil fazê-los maiores, porque aí complicaria muita coisa. Mas, os que ainda escreverei estou tentando aumentá-los ao máximo. O que achou desse capítulo? Espero que tenha gostado. Próximo capítulo você descobre o que houve com a Sango. Beijos, desculpe a demora.
Lory Higurashi. – O que achou desse capítulo? Próximo capítulo você sabe o que houve com nossa querida Sango. E também mais dois personagens, Sesshoumaru e Ayame aparecem. O próximo capítulo é quente, pode apostar. Desculpe a demora, beijos e até.
Kagome Juju Assis. – Sim, a Kagome vai sofrer um pouco mais. E muito mais. E mais. E mais. Opa, uma hora para, prometo. De uma forma ou de outra. Desculpa a demora, e obrigada por ler. Espero que tenha gostado desse capítulo também, beijos e até.
Cosette. – Oi, já está add no msn como dito. Já até nos falamos. Bem, eu postei a fic no meio da semana, mas, espero que no final de semana você possa lê-la. Desculpa, nada de hentai. Seu nome é legal, acredite? Raro, bonito, praticamente único. Desculpa a demora, beijos.
Kagome. – Olá, aos poucos estou continuando, obrigada, beijos.
Sakura – princesa. – Tudo bem sobre não mandar o comentário, está perdoada. Espero que você esteja mais saudável. Se cuide com muito cuidado. E que bom que sua mãe está melhor, isso me deixa feliz. Nada de tomar gelado, viu? Confesso que estou resfriada também. Beijos e até.
Lore Yuki. – Olha, uma fase colegial da Sango e da Kagome vai vir no futuro. Eu acho. Ainda bem que gostou, espero que tenha gostado desse também. Ainda a Kagome não leu... Será que ela vai ler afinal? Desculpa a demora, beijos e até.
Agome – chan. – Desculpa sobre os capítulos curtos, eles já foram escritos não há como alongá-los, mas, alguns mais futuros estou tentando deixar maior. Obrigada por ler, beijos e até.
Obrigada a todos!
Fiquem bem
Beijos
