Ah, eu tenho uma surpresa para as fãs de Sasuke x Hina, eu acabei de postar o primeiro capítulo da minha mais nova fic; Rakujitsu, dêem uma olhada, é o meu presente de natal pra vocês meninas x)
(Já que a maioria das que me deixaram reviews eu pude ver que são grande fãs do casal).
Nota;
gente, eu queria agradecer imensamente a Srta. Nyo-mila pelo seu review em especial, e gente, se vocês tiverem queixas de qualquer coisa, ou acharem que eu possa melhorar (como a nyo-mila disse que as coisas estavam meio enroladas, que é verdade gente) me avisem pelo amor de Deus! A opinião de vocês é muito importante pra mim! Graças a esse review eu consegui arrumar umas coisas absurdas e diminuir o numero de capítulos previstos o que me ajudou demais! Agora sim posso dizer que o bixo vai pegar por aqui, então se preparem pessoas 8)

Prelúdio Para o Amor

CAPITOLO DECIMO

Kankuro estava com um bom humor danado, tinha acabado de voltar de uma festa, satisfeito consigo mesmo e suas pegadas da noite, deu um sorriso bobo enquanto lembrava-se da menina do bar, ela tinha uma puta bunda, e depois da rapidinha na pista e cara... Meu Deus, da mulher que ele pegou no banheiro, as mais velhas eram sempre as melhores, continuou mexendo seu miojo, aquele cheiro gostoso só deixando as coisas melhores, mulheres mais velhas e safadas são definitivamente uma dádiva dos céus. Principalmente quando elas invadem o banheiro masculino e te prendem com elas em um Box.

Ele riu sozinho, coçou a cabeça e bocejou, colocou o miojo num prato e foi sentar no sofá, uma maratona de Futurama passando na TV.

Foi logo depois que ele terminou de comer e desligou a TV que ele reparou no pequeno pacote branco em cima da mesinha da entrada, curioso foi ver o que era, não lembrava de ter pedido alguma coisa, abriu o pacote e segurou o vidrinho transparente com comprimidos azuis na altura de seus olhos, balançou o potinho fazendo os comprimidos baterem uns com os outros, que porcaria era isso? Viu um papel que estava em baixo da caixa e começou a ler;

Kankuro,

Sua médica mandou esse remédio, disse que é para suas constantes dores de cabeça, você tem que tomar uma vez por dia durante três meses, tem que ser tomado diariamente sempre por volta do mesmo horário, ela recomendou que fosse depois do jantar já que não pode ser tomado de barriga vazia, já que causa efeitos colaterais.

Gaara.

Ta vendo? Hoje era seu dia cara, alguém acordou hoje lá em cima e disse; Hoje vai ser o dia do Kankuro! E ele agradecia essa pessoa com todas as suas forças, olhou o relógio, ainda era de manhã, olhou o vidrinho com os comprimidos azuis, depois pro prato de miojo que ele tinha acabado de comer... Ah ele ia tomar esse remédio é agora mesmo! Já ia mandar essas dores de cabeça pra puta que o pariu e curtir o resto do dia, afinal de contas, ele não ia estar de barriga vazia e esse era tipo seu café da manhã. Perfeito.

Pegou a garrafa de coca-cola, já pela metade, e sem nem usar copo, colocou o comprimido na boca e bebeu o conteúdo da garrafa.


― Eu não acredito! ― gemeu, quase quis bater sua cabeça contra a parede, olhava para a porta da varanda aberta e depois para seu apartamento, a ausência de certo pontinho laranja deixando-a louca.

Sentiu um focinho gelado em sua orelha, olhou sua cadela absurdamente gorda, notou rindo, por causa da gravidez, abanar o rabo enquanto tentava 'consolá-la' de alguma maneira.

Não precisava nem pensar, ela já sabia onde seu gatinho havia ido parar, suspirando derrotada a menina levantou do chão, calçou suas rasteirinhas e marchou até o seu vizinho, tocou a campainha e em menos de um minuto a porta abriu, seus olhos madrepérola deparando-se com um par de olhos turquesa.

― Hinata? ― perguntou com um tom de curiosidade.

― Err... Gaara, boa tarde ― disse sorrindo timidamente ― sabe o que é... Acho que o Tora veio te fazer uma visita ― ela deu uma risada meio nervosa, sua mão segurando seu outro braço por trás, fazendo-a parecer uma criancinha.

― Ah, ― ele ficou quieto por um instante, fazendo-a olhá-lo novamente ― eu acho que deixei a varanda aberta ― comentou ― se quiser entrar, eu vou procurar por ele...

Ela concordou com a cabeça e ele segurou a porta dando espaço para a menina entrar, fechou a porta e saiu à procura do gato pelo seu apartamento.

Hinata sem muito que fazer foi para a sala, esperar pelo dono do apartamento, ia dar uma bronca em Tora quando voltassem para seu apartamento, a idéia de colocar redes na varanda agora virando uma necessidade. Olhou curiosa o apartamento de seu vizinho, reparando pela primeira vez na decoração, nem parecia que os dois viviam no mesmo prédio, enquanto seu apartamento lembrava mais uma casinha de bonecas, o apartamento de Gaara tinha aquele aspecto moderno que a fez lembrar dos projetos que ela costumava ver nas revistas de decorações, parou quando um pisca-pisca chamou sua atenção, o DVD, viu que a TV estava no pause e imediatamente reconheceu o filme.

― Encontrei ele ― anunciou Gaara indo encontrá-la na sala ― como ele foi para no meu banheiro, não faço a mínima idéia ― ela corou um pouco quando notou que uma das sobrancelhas inexistentes do menino estava bastante levantada.

― Sinto muito pela inconveniência Gaara... ― Tora parecia que só a deixava sem jeito! Devia ser a quinta vez que ele pulava pro apartamento de seu vizinho.

Ele meio que riu, ou ela considerou que o barulho que ele fez fora uma risada.

― Não tem problema.

― Eu sinceramente vou colocar redes na varanda quando tiver tempo, mas não se preocupe, tomarei mais cuidado, não quero causar nenhum incomodo ― ela pegou o gatinho do colo do ruivo, que não respondeu nada, mas deixando-a confusa por seu olhar.

― Eu não sabia que você gostava de filmes de ficção científica ― comentou, referindo-se ao filme pausado.

― Na verdade eu gosto bastante, você já assistiu a série toda? ― agora ele olhava a tela meio intrigado, a cara de Chewbacca meio distorcida deixando a imagem meio cômica.

― Não, quando eu fui alugar há uns meses os DVD's estavam com problema e depois disso eu esqueci de alugar de novo, mas eu parei na metade do episódio IV... ― agora sentindo uma vontade de ir à locadora e alugar os DVD's também.

― Hm... Eu comecei a assistir o episódio IV já faz um tempinho, se você quiser... ― ela sorriu quando viu que ele estava meio sem jeito.

― Se não for incomodo, eu adoraria! ― disse sorrindo, ele assentiu com a cabeça e tirou uma almofada dando espaço para a menina sentar, ele apertou play e ela começou a acariciar seu gatinho, os dois extremamente entretidos no filme.


Momoko estava com vontade de chorar e gritar consigo mesma, tudo bem que ela era um pouco mais sensível do que suas amigas, mas isso já era demais!

Ela olhou para o balcão do restaurante, o mesmo restaurante que ela fazia questão de almoçar sempre que dava, ou seja, quase todos os dias da semana, já era parte de sua rotina vir almoçar aqui e passar horas e horas observando-o.

O jeito que o cabelo dele era grande demais e vivia bagunçado, como ele sempre parecia estar rindo o tempo todo, como seu bom humor parecia que enchia o lugar com uma atmosfera tranqüila e gostosa. Não, ela nunca tinha falado com ele, a verdade era que ela era muito envergonhada, mesmo com a sua profissão, sem contar que ela meio que carecia no departamento de relações sociais, com o sexo oposto pelo menos.

Havia se apaixonado por ele havia um ano, um ano que ela vinha quase todos os dias para o mesmo restaurante observá-lo, a comida boa vinha de bônus.

Por observá-lo tanto como ela fazia, é claro que ela começou a notar a perda de peso do mesmo, como também começou a notar as idas e vindas constantes de certa loira ao restaurante e sua relação bastante íntima com a família do mesmo, hoje não sendo uma exceção.

Podia carecer no departamento de relações sociais com o sexo oposto, mas não era burra e a única explicação que parecia fazer sentido é que; Akimichi Chouji estava apaixonado pela loira que ela descobriu chamar-se Ino.

Sua melancolia sendo obrigada a ir embora quando seu celular tocou.

― Alô?

Momoko! Preciso de você agora na agência, consegui um trabalho pra você no catálogo de inverno da Gucci e é agora! Nem meio minuto a menos, ok?

― Ta, já estou indo... ― disse desligando o celular.

Suspirou, deixou o dinheiro da conta sobre a mesa, pegou a bolsa, colocou os óculos escuros e o casaco e saiu para mais um dia de fotos, roupas, modelos chatas que só sabem fofocar e a infelicidade que parecia ser sua companheira esses dias.


Ok, então talvez assistir a todos esses filmes de amor verdadeiro e casaizinhos apaixonados não tivera sido a melhor idéia de todas.

A loira agora enrolava freneticamente as pontas do cabelo nos dedos, esses filmes a haviam feito pensar, não que ela não pensasse tipo, quem é que não pensa? Mas a havia feito pensar em coisas que ela preferia não pensar, e sentir coisas que ela odiava sentir, como a incerteza que pareceu abrir um buraco no seu peito e se enfiar lá.

Então a sua relação com o seu namorado não era que nem nesses filmes, e daí? Eles eram só filmes, filmes são ficção e nada é de verdade... E daí se os casais nos filmes se abraçavam e andavam de mãos dadas e ela não? E daí se eles iam em encontros e ela não? E daí se eles se beijavam com aquela paixão que faz até o espectador sentir calor e ela não? E daí se eles faziam amor e ela sexo? E daí se eles diziam 'eu te amo' uns para os outros e ela não?!

Eles eram só filmes... Não é?

Ela afundou a cabeça na almofada, seu grito frustrado saindo meio abafado.


Talvez eu devesse ir falar com ele, afinal de contas o cara é meu vizinho...

Tenten olhava a pessoa não muito longe dela que colocava refrigerantes em seu carrinho, por que ela tinha que ter visto ele? Não que ela não gostasse do cara, mas suas experiências juntos, mesmo que poucas, não foram muito boas, lembrou-se do acidente no elevador quando ele estava bêbado e ela teve que levá-lo de volta pra casa, sentindo-se meio culpada pelo olho roxo que ficou no seu rosto durante uma semana. Suspirou. Talvez ela devesse essa pra ele, obvio que ela não iria se desculpar, mas ele provavelmente iria vê-la em pouco, então fez um favor para os dois e resolveu ir falar com ele.

― Kankuro-san...? ― sua voz saindo um pouco mais nervosa do que ela pretendia.

― Ah, Tenten, tudo bom? ― ele perguntou sorrindo.

― Tudo sim... Fazendo as compras do mês? ― tentou começar uma conversa.

― Nem, acabaram os refrigerantes em casa então só vim comprar mais alguns e você? ― ok, talvez ficar surpresa tivesse sido um pouco idiota, afinal de contas, ele ainda era um ser humano, o cara tinha que ser capaz de conversar, não é mesmo?

― Acabou o Shampoo e o queijo ― apontou para a cestinha em seu braço, os olhos ainda sem piscar direito, meio brava pela sua reação, ela parecia uma idiota, sinceramente.

― Eu to indo pagar, você já acabou?

― Já...

― Então Tenten-san, nunca tive a chance de perguntar, mas o que você faz da vida? ― perguntou curioso.

― Luto Kung Fu, profissionalmente, meus pais tem uma linha de academias na Ásia então de vez em quando eu ajudo na daqui de Sapporo, de vez em quando eu faço trabalhos como modelo ― lembrou-se de Saito-san.

― Ahá, modelo, sabia que devia ter algo assim, digo, já que você é bastante bonita ― ele sorriu quando viu as bochechas dela rosarem ―, mas legal isso de você lutar Kung Fu... Acho que você é a primeira mulher que eu conheço que luta. O Lee também não luta alguma coisa assim?

― Ele se profissionalizou em Karatê, e você? ― a conversa realmente fluindo.

― Eu curso administração ― respondeu deixando-a um pouco surpresa ― e sou vice-presidente das empresas Sabaku, de publicidade, ou seja, eu trabalho pro meu irmão mais novo ― ele riu da situação, ela sorriu.

A conversa continuou e ela só se tocou de com quem estava conversando quando chegaram ao primeiro andar e ele se despediu dela.

Eu falei com a pessoa certa? ― pensou indignada.


― Eu não acredito! ― ela não conseguiu se conter dessa vez, como assim o Anakin virou o Darth Vader? Como?! Como?!

― Já era de se esperar, apesar de que eu já sabia por causa do Kankuro que me contou quando eu aluguei ― comentou Gaara um pouco bravo, os dois não tirando os olhos da tela.

― M-Mas... E a Padme...? ― a tristeza nítida em sua voz, pobrezinha da Padme, o que ela faria agora que o amado havia virado um vilão?

― Hm... Acho que eles não podiam evitar... ― Hinata sorriu quando sentiu uma mão em seu ombro, numa tentativa de conforto, enxugou suas lágrimas e aceitou os lencinhos que Gaara ofereceu, rindo de si mesma por ser tão manteiga derretida.

― Ah! ― exclamou, fazendo o ruivo dar pause no filme.

― Que foi? ― perguntou um pouco surpreso.

― Olha a hora! ― apontou para o relógio que dizia oito em ponto da noite ― eu esqueci de fazer o jantar... ― ela provavelmente teria que se contentar com um miojo quando voltasse para seu apartamento.

― Hn... Eu tava pensando em pedir uma pizza, se você quiser ficar... ― tentou.

― N-Não, não posso abusar de você Gaara, v-você já me aturou a tarde toda ― literalmente a tarde toda ― s-seria demais.

― Não tem problema, ― disse e continuou antes que ela pudesse dizer qualquer coisa ― e eu não agüento uma pizza inteira sozinho, então não é uma inconveniência ― e assistir filmes acompanhado é sempre mais divertido, mas ele não ia dizer isso.

― S-Se você diz... Então eu a-aceito seu convite ― respondeu meio tímida, observando-o enquanto ele ligava para a pizzaria, ainda faltava o resto desse filme e o episódio III também, pensou rindo baixinho.


― Tsk... ― ouviu o Uchiha com seu tom arrogante de sempre, mas não descolou o olhar da TV, tampouco se desconcentrou e seus dedos ainda apertavam os botões conforme apareciam as cores, não se importando com a pequena dor no seu dedão por ficar pressionando a barrinha da guitarra.

― Hmph ― foi sua vez de fazer o mesmo em um tom debochado, estava alguns pontos acima do moreno, pode ver a cara de desgosto do mesmo, a disputa ficando mais acirrada e os gritos de Naruto e Lee ecoando pela casa.

― Sasuke sua bixa, não sabe nem jogar direito! ― gritou Naruto.

― Neji-kun, isso mesmo, tem que jogar com convicção, sua juventude depende desse jogo! Aposto em você, se você não ganhar darei vinte voltas no parque com uma mão só! ― gritou Lee na mesma intensidade do loiro.

Não muito longe dali um grupo de meninos jogava cartas, a mesa completamente suja de salgadinhos e copos usados.

― Ei, Kankuro, é sua vez...

― Já vai, peraí... ― o moreno ajeitou a calça que estava caindo e fez sua jogada.

― Se ta de brincadeira né?! ― exclamou o loiro.

― Que foi Deidara, com medo? ― zombou Kiba ganhando um gesto não muito bonito da mão esquerda do pintor.

― Shikamaru, não dorme cara, você é depois do Sasori ― Chouji cutucou o amigo que estava prestes a dormir.

― Alguém aí viu o Gaara? ― perguntou o ruivo presente.

― E você ainda pergunta? Ele deve ta lendo algum documento maluco aí, certeza ― afirmou o veterinário, fazendo grande parte dos presentes rir.


Deidara deixou o pincel sobre a tela quando sentiu seu celular vibrar, quem poderia ser a essa hora da manhã? Pensou meio indignado. Ah, era uma mensagem.

Olha, vou te dizer uma coisa, ok? Passar o fim de ano aqui no cú do mundo até que não foi tão ruim, tirando a governanta aqui da casa das meninas, até que foi engraçado, consegui juntar uma galera e nós fugimos de noite para a cidade e acabamos numa festa de um povo aí, cara, eu odeio, O-D-E-I-O aquela velha, a mulher parece que ama pegar no meu pé! Sério, se não fosse o meu bom senso e a minha inteligência, diria que ela é uma pedófila e que ta afim de mim, ECA, que nojo, que nojo cara, imagem mental nem um pouco legal... Enfim, o espaço ta acabando e meu celular ta ficando sem bateria, mal posso esperar, só mais uma semana e eu volto pra casa, ai se meu pai vai escutar.

Vou indo que a gente vai pra cidade, até!

Hanabi.

Ele começou a rir, sempre dava risada quando recebia as mensagens da amiga, já fazia duas semanas que ela havia ido pra Suíça e desde que ele a levou para tomar sorvete eles estiveram mantendo contato por mensagens de texto, houve vezes que ela veio visitar a irmã que ele a levou para tomar sorvete também, desde então formando a amizade dos dois.

Pegou o pincel novamente e voltou a pintar.

― Deidara? ― escutou alguém chamar da porta, viu o amigo entrar no seu apartamento, havia deixado a porta aberta.

― E ai Sasori, fazendo o que aqui pela manhã? ― não esperava o ruivo até pelo menos depois do almoço.

― Acordei mais cedo hoje, e já que é feriado eu não tenho nada pra fazer, daí resolvi passar aqui pra ver se você queria ir tomar café na padaria comigo ― ele agora olhava curioso os quadros mais recentes do amigo.

― Pode ser, naquela aqui perto? ― perguntou indo lavar os pinceis.

― É sim... ― o loiro parou quando viu o amigo realmente intrigado olhando seus quadros.

― Alguma coisa errada?

― Hm... Você achou alguma inspiração ou algo do tipo? ― ele agora olhava Deidara.

― Não que eu me lembre ― a pergunta deixando-o meio confuso.

― É que... Olha ― ele apontou para os quadros encostados na parede.

― Certo, eu to olhando... ― ainda não entendendo o que ele queria dizer... Pera... Os desenhos nunca eram os mesmos, mas as cores... Branco acinzentado, marrom escuro, branco e vermelho repetia-se em todos os seus quadros, ele agora olhando em sua volta e ficando surpreso, desde quando...?

― Entendeu?

O loiro não respondeu, assentiu com a cabeça, mas não disse nada. Enquanto ia à padaria com Sasori tornou a pegar seu celular, foi para sua caixa de entrada, apenas um nome repetia-se da mesma maneira que as cores em seu quadro.


Para os moradores das coberturas vizinhas talvez pudesse parecer suicídio, mas para Sasuke era a coisa mais comum no mundo, afinal de contas, ele tinha aquecedor, então nadar em pleno dia de inverno em sua piscina ao ar livre não era tão incomum assim.

Não que ele realmente fosse nadar, estava dentro da água quase fervente com um propósito, que era seu próprio bem estar e saúde.

― Sasuke-san, preciso que você faça assim com seu braço ― a mulher disse, demonstrando para que ele pudesse copiar.

Então ele estava fazendo exercícios de fisioterapia na piscina, e tudo estava indo bastante bem, bem até demais.

― Uchiha-san, ― Não.

― Hyuuga-san ― ele disse meio sem paciência, olhando para o homem que apoiava os braços na barra de segurança de sua varanda, que na verdade era exageradamente próxima da sua, o olhar um tanto demorado de sua fisioterapeuta para com o ser abominável do apartamento ao lado não passando despercebido.

― Que surpresa mais agradável encontrá-lo aqui ― disse em falso tom amigável.

― Não é mesmo? ― respondeu no mesmo tom, seu sarcasmo bem escondido, mas ele sabia que o Hyuuga havia entendido.

― E quem seria essa adorável moça? ― dirigiu-se a Shizune que sorriu meio sem graça.

― Shizune, e você seria?

― Hyuuga Neji, muito prazer Shizune-san ― respondeu ele sorrindo, quem ele achava que era? Só porque estava com esses óculos escuros Ray Ban e um cachecol ele se achava o rei da moda é? ― o que vocês dois fazem aqui fora nesse frio? Sei que esta sol, mas...

― Sou fisioterapeuta do Sasuke-san e pensei que exercícios na água ajudariam bastante, e a piscina tem aquecedor então não estamos passando frio ― ela respondeu, fazendo um grande favor à Sasuke, não que ele devesse alguma explicação a Neji.

― Entendo... Bem, não liguem pra mim, estarei apenas curtindo a manhã por aqui.

E Sasuke fez um grande esforço para não ligar, se fez... Mas a troca de olhares entre Shizune e Neji fazia impossível algo que seria a coisa mais fácil do mundo, ele até havia, inutilmente, tentaado trocar olhares com a mulher, mas ela parecia nem notar! Ou se notou, não pareceu mostrar. Quase deu aleluia quando o horário havia acabado. Nunca mais iria fazer sessões na piscina e isso estava decidido.

― Shizune-san ― escutou o homem chamá-la antes que pudessem sair da piscina.

― Sim?

― Sabe, eu queria saber se podia marcar algumas sessões com você também ― mesmo com os óculos Sasuke sabia que ele o olhava e que aquele sorrisinho cínico era pra ele.

Shizune foi passar seu número de telefone para Neji enquanto Sasuke afundou sua cabeça na água, milhares bolinhas sendo feitas enquanto bufava lá em baixo.

Ele nunca mais iria fazer sessões ao ar livre, nunca mais.


― Naruto? ― perguntou ela meio incerta, talvez não tivesse sido uma boa idéia, ela ainda não tinha a quantia toda, o que significava que ela teria que gastar o dinheiro do livro...

Ino? ― a voz entusiasmada do loiro a fazendo sorrir.

― Então, eu queria saber se você podia fazer um projeto pro meu apartamento, a velha que morava aqui antes mudou a estrutura toda daqui, e ta tipo, uma porcaria sabe, e eu não agüento mais esse apartamento, daí como você é arquiteto, pensei que talvez você... Sabe...

Ih! Tem problema nenhum! Eu faço sim Ino! ― como se ele fosse negar algum pedido dela ― se quiser posso ir agora mesmo tirar as medidas!

Ela riu da hiperatividade do amigo.

― Hoje acho que não... Amanhã pode ser?

Pode sim! Sem problema algum! ― respondeu. Se tivesse algum compromisso faria questão de desmarcar.

― Então até amanhã...

Té mais Ino!



Eu não acredito! Não acredito! Eles não podiam ter esperado, sei lá, uma semana pra nascer, cara, que saco! Não acredito que eu perdi isso! ― Hinata escutou sua irmã lamentar no telefone.

― Você não perdeu nada Hanabi, eu também não vi, o único que assistiu foi o Kiba já que foram os pais deles que fizeram o parto ― tentou consolar.

Hn... E quantos nasceram? ― perguntou entusiasmada.

― Quatro, e são as coisas mais lindinhas! ― disse olhando para os pequeninos que dormiam na caminha junto da mãe e do pai. Kiba havia deixado Akamaru para passar o dia.

E como ficou no final? Tipo, quem ficou com quem?

― Eu fiquei com um, macho, chamei ele de Yun ― agora acariciava a cabeça de Akamaru que havia pulado no sofá ao seu lado ― o Kiba ficou com a única fêmea e chamou ela de Rin e a Tamaki pediu um, acho que ela chamou de Ryo ou algo assim ― deixando de falar do quarto filhotinho de propósito, sorrindo marotamente.

E não tinha mais um?

― É... Mas eu não sei, a gente acha que vai dar ele pra adoção... ― ela segurou a risada, Hanabi fez um barulho meio bizarro que ela levou como um grito ― brincadeira! O quarto filhotinho vai ser o meu presente de natal pra você, e não se preocupe, eu já falei com o papai e ele deixou você ter um cachorro ― a irmã mais nova gritando de alegria, fazendo Hinata desencostar o telefone do ouvido um pouco.

Vou chamar ele Shiganosuke Akashi! ― disse entusiasmada.

― Por?

Shihanosuke Akashi! Pelo amor de Deus Hinata! Um dos primeiros Yokozuna do Japão! Sumo cara, Sumo!

― Hanabi, quem assiste às lutas de Sumo com o papai é você e não eu...

Ah, é mesmo né?



Então, consegui colocar bastante coisa nesse capítulo :)

Ele saiu mais cedo, pois quis postar ele antes de viajar (viajo no domingo e até lá não vou ter tempo de postar, na verdade talvez até tenha, mas estou com um aperto aqui, espero que ninguém desista da minha fic, apesar de que vendo os capítulos passados acho que até eu teria desistido, eiaheihaoheiah, desculpem mesmo pela embolação toda gente, prometo que os próximos capítulos vão valer a pena! Mandem seus comentários e críticas por favor, oks?) Até semana que vem (digo desde já que muitas coisas vão acontecer também) :D