E aqui está o tão prometido epílogo... E com surpresas! Afinal de contas, acham mesmo que essas duas malucar iriam ficar sozinhas no final?
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Epílogo: Espere um minuto (Wait a minute)
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Everybody listen all over the world
I got a story 'bout my favorite girl
(Wait a minute)
Oh, my baby sexy for sure
I had to have him when he walked through the door
(Wait a minute)
Todos ouvindo ao redor do mundo
Tenho uma história sobre minha garota favorita
(Espere um minuto)
Oh, meu amor é sexy com certeza
Tive que possuí-lo quando ele entrou pela porta
(Espere um minuto)
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Alguns meses depois...
Condenados. Prisão perpétua, por tantos crimes, tanto referentes ao tráfego de armas como às assassinatos que acabaram sendo provados como de suas autorias. Mas a sentença nem doía tanto assim ou sequer importava.
Difícil era lembrar do julgamento. Do momento em que Sheila e Juliana adentraram o tribunal para depor e massacraram a ambos com suas palavras e afirmações. Por que ainda pensavam tanto assim naquelas duas? Por que seus corpos sentiam tanta falta daqueles pequenos e quentes corpos?
Estavam presos no mesmo local, somente em celas diferentes. Quase não se viam, sequer recebiam visitas. Por isso mesmo, estranharam quando os guardas foram até suas celas, anunciar que algumas pessoas os esperavam na sala de interrogatórios.
Desconfiados, caminhando algemados e lado a lado, Afrodite e Máscara da Morte adentraram o local, dando de cara com os policias que os prendera por ali. Milo estava sentado em uma cadeira, com uma expressão nada amigável. Camus ao seu lado, segurando um jornal e de olhos fixos nos dois presidiários. Aiolos de pé próximo à porta, mexendo nos botões do paletó. E Shura também sentado, de braços cruzados e carrancudo.
-Sentem-se. – Camus ordenou, no que os dois obedeceram.
-O que vieram fazer aqui? – perguntou Afrodite, afinal, aquilo não era nada comum.
Camus estendeu o jornal dobrado para ambos, que nada entenderam. Ficaram parados, como se esperassem uma explicação.
-Abram essa merda e leiam! – gritou Milo, puto da vida.
Máscara pegou o jornal e o abriu, imediatamente arregalando os olhos. Que porcaria era aquela? Afrodite cresceu um olhar sobre ele, aquilo era inacreditável!
Era um jornal de alguns dias atrás, cuja matéria de capa em grande destaque era... A epopéia vivida por duas jornalistas que sem querer presenciaram um assassinato e que com sua esperteza e astúcia, acabaram por desbaratar a maior quadrilha de tráfego de armas de Chicago.
-Elas... Eu não acredito! A Sheila fez isso...
-Elas nos usaram! – resmungou Shura, nada contente com a descrição dada pela morena de seu trabalho, citando-o com uma imitação barata de Dom Juan – A todos nós!
-Elas e aqueles cabaços que trabalham no jornal. – completou Milo, referindo-se à Mime e Shido, colaboradores da matéria.
-Quer dizer então que tudo o que aconteceu entre a gente... – Afrodite tentava formular um pensamento coerente – Foi uma brincadeira, uma farsa?
-Exatamente... – Aiolos disse, deixando seus botões de lado – Inclusive aquela noite no hotel.
-Como... Como sabem?
-Simples... – Camus falou, em tom mais ameno – Quando fomos conversar sobre esta matéria, elas simplesmente nos contaram tudo. Nada do que aconteceu foi por total acaso, elas nos usaram para escrever a matéria que lhes renderia, no mínimo, um prêmio.
-Ou uma menção honrosa... – disse Shura, mostrando um outro jornal do dia anterior, com uma foto das duas brasileiras em traje de gala – Elas receberam um prêmio especial na entrega do Pulitzer (1) deste ano, pela "excepcional" matéria.
-E ainda por cima, anunciaram com oficial o que as colunas sócias davam como certo: O namoro da Juliana e do editor delas, o tal de Radamanthys... – Camus começou e...
-... E da Sheila com o um dos fotógrafos do jornal, o Mime. – Shura completou, amarrando ainda mais a cara.
Afrodite largou o jornal, com tudo, Máscara socou a mesa, revoltado. No fim das contas, aquelas malucas era quem tinham dado a risada final.
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-Sabe de uma coisa, Ju? – Sheila falou, abrindo as cortinas de sua nova casa, um sobrado enorme no bairro mais chique de Chicago – No fim de tudo, até que não foi ruim. Tirando o fato de que vira e mexe eles queriam que eu dividisse a minha comida com eles, claro.
-Como assim? – perguntou a ruiva, contemplando da janela seu porshe prata, presente de Radamanthys pelo sucesso da matéria.
-Bom, o Aiolos e o Shura beijavam muito bem, o Afrodite era fogo puro, o Mime é uma graça de tão lindo e fofo, e ainda por cima paga a conta quando jantamos, e...
-E?
-E nós nos demos bem no final!
-Isso é óbvio, nina... Afinal de contas, nós somos galácticas!
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What is your problem daddy?
Slow your roll
Who you think you jiving?
You're disturbing my flow
(Wait a minute)
Why you be bugging?
Like I'm some kind of hoe
Got no more questions and I want you to go
So break (Break)
Qual é seu problema papai?
Vai devagar
Com quem acha que está lidando?
Você está me perturbando
(Espere um minuto)
Por que você está incomodando?
Como se eu fosse algum tipo de vadia
Não tenho mais perguntas e quero que você se vá
Então acabe (Acabe)
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Fim! E sim, meus caros, esta fic foi todinha escrita para este epílogo! Desde o início, eu tinha certeza de que os nossos queridos douradinhos iriam rodar... O restante, foi o desenrolar para se chegar a este final!
Ju, me diverti muito com a nossa fic, agora já chega, né? Ou melhor, tem mais em "Desventuras em Sampa"... Só não sei quando!
Beijos a todos!
