9º capítulo: Penseira

-Aonde você vai? –Gina perguntou vendo Harry trocar de roupa rapidamente.

-Preciso conversar com o Rony e isso não pode esperar. –falou agitado. –Gina... –parou de repente. -...eu não acredito que Rony fez isso. Deve ter alguma explicação. Ele nunca arriscaria a vida de Rose.

-Eu vou com você, Harry. Não posso ficar aqui sabendo... –não completou a frase.

-Ok.

-Eu volto num segundo. Vou deixar as crianças na Toca.

Minutos depois, Gina retornou, tirou sua camisola e vestiu uma calça jeans e uma camiseta.

-Pronta.

Deram as mãos e sumiram no ar.

Rony estava em seu escritório, totalmente concentrado, quando ouviu batidas nervosas na porta.

-Rony, abra logo essa porta! –gritou Harry.

Rony pode sentir um arrepio subir-lhe pela espinha. Eles sabiam. Não tinha mais como fugir.

Andou lentamente até a porta e a abriu, vendo não apenas Harry, mas também Gina com seus olhos demonstrando total horror.

-Entrem. –falou Rony.

Rony os guiou até seu escritório, ascendendo às luzes para que pudessem enxergar.

-O que é isso tudo? –perguntou Gina olhando ao redor.

-Nada demais. –desconversou. – Porque estão aqui?

-Eu acho que você sabe a resposta. –falou Harry.

Rony suspirou e escondeu o rosto nas mãos.

-Rony... –Gina chamou num sussurro, se aproximando do irmão. Ele a olhou nos olhos e esperou a pergunta.

-É verdade? Você... fez aquilo? –perguntou num fio de voz. –NÃO! –gritou de repente, como se percebesse que, o que acabara de perguntar fosse um absurdo. –Eu sei que não fez o que Hermione escreveu.

-Eu a matei, Gina. –falou claramente. Gina deixou seus braços caírem ao lado do corpo, e as lágrimas molharam sua face.

-Pois eu não acredito. –Harry retrucou.

Os três ficaram num completo silêncio. Rony podia ver, através dos olhares, a mistura de sentimentos que aquelas duas pessoas a sua frente enfrentavam. Estavam assustados e completamente desnorteados. Queriam profundamente acreditar que ele não matara a própria filha. Mas no fundo, Harry e Gina sabiam que aquela possibilidade existia. E era essa mínima presença nos sentimentos da irmã e do cunhado que fazia com que Rony se sentisse aterrorizado. Seus piores pesadelos estavam começando a se realizar.

-Eu preciso que venham comigo. –falou se levantando.

-Aonde? –perguntou Harry.

-No Ministério. –abriu a gaveta e pegou algo. – Na nossa sala, Harry. – e aparatou.

-Harry... –Gina fungou.

Harry simplesmente não conseguia dizer uma palavra. Pegou a mão de Gina e seguiu para seu destino.

Quando Harry e Gina chegaram, Rony estava em sua mesa com uma Penseira a sua frente.

-O que vamos ver? –perguntou Harry.

-Minhas lembranças. Quero que vejam o que aconteceu naquela noite.

Rony jogou o conteúdo na Penseira e logo se viu mergulhando em suas próprias lembranças.

Harry e Gina agora viveriam tudo o que Hermione botara no papel. Olharam um para o outro e mergulharam nas lembranças de Rony.

As cenas iniciais se seguiam exatamente como Hermione descrevera, até que, em certo ponto, Harry e Gina começaram a seguir Rony e assistir a sua versão da história.

-Hermione, pegue Rose e saia daqui, agora! –falou aos sussurros, mas nervoso.

Rony virou as costas para Hermione e desceu as escadas em silêncio. Pela janela da sala ele pode ver quantas pessoas haviam lá fora. Voltou a subir as escadas, e rapidamente enviou uma mensagem ao Ministério solicitando por ajudar urgente.

Após enviar a mensagem, Rony continuou a subir as escadas e foi direto para o quarto de Rose.

- O que você ainda faz aqui? –perguntou desesperado.

-Minha varinha está na sala! –Hermione respondeu.

-Merlin! Merlin! Eu já chamei ajuda, eles devem estar chegando. Toma leve a minha.

-Rony, eu não posso deixar você aqui, ainda mais sem varinha. –Hermione falou deixando as lágrimas inundarem meus olhos.

-Hermione, por favor, vai logo. Eu vou ficar bem.

Hermione hesitou por alguns segundos, mas acabou cedendo. E então tudo aconteceu:

Quando Rony foi lhe passar a varinha dois homens encapuzados irromperam no corredor. Rony afastou Hermione e começou a duelar com ambos.

-HERMIONE, VÁ AGORA! –gritou Rony, e Hermione passou desabalada pelos feitiços que eram lançados.

Rony conseguia se esquivar dos dois homens, conseguindo logo deixa-los no chão. Quando isso aconteceu, Rony pode ouvir mais passos vindos dos outros cômodos.

Olhando de um lado para o outro, Rony sumiu no ar, aparatando diretamente no jardim. Onde se viu no meio de aurores e homens encapuzados duelando entre si.

No segundo seguinte, logo após ter aparatado, Rony foi surpreendido por um feitiço que o jogou no ar. Ao cair no chão levantou-se rapidamente e seu olhar focou numa direção.

Hermione estava recostada no sofá, sua expressão totalmente amedrontada. Rose estava caída mais distante, sem proteção e tentando se levantar. Hermione se arrastava tentando chegar até a filha, até que seu olhar se direcionou para as escadas. O feitiço quase a acertou, mas ela conseguiu se proteger atrás do sofá.

Rony correu em direção a Hermione com a varinha em punhos. Desviou de um feitiço que era lançado contra ele e então ouviu o grito de Hermione.

Rose havia erguido o corpo, e havia uma pessoa encapuzada, escondida, com total acesso a Rose. A mão, do que parecia ser um homem, tinha a varinha apontada para a pequena Weasley e era ele o alvo de Rony. Enquanto que, o homem que tentara acertar Hermione da escada, já havia sumido.

E então o feitiço voou silenciosamente da varinha de Rony, indo em direção ao homem que ameaçava Rose.

Rony desviou de outro feitiço, se desequilibrando, mas a cena do corpo de Rose caindo ao chão, não passou despercebida de seus olhos. E ele viu, o homem erguer sua máscara e sorrir silenciosamente, sumindo logo em seguida.

N/A: Oi, pessoal!

Esse capítulo foi bem curtinho, mas talvez percebam algo de diferente, talvez...

Obrigada a todos pelos coments e nos vemos em breve, eu espero...srrs...

Mais uma vez, desculpem-me pela demora!

Eu tenho um capítulo pronto, então acho que agora não vai demorar muito! Sei que estão curiosos! ;)

Grande abraço!