Uma Questão de Sangue
Capítulo X – Coisas Fúteis como Vestidos e Pares
- Oh, não… - murmurou Ginny, suspirando pesarosamente.
Renee olhou para a amiga, com toda a sua interrogação estampada no rosto. A ruiva mordeu o lábio inferior e mostrou à amiga o que segurava nas mãos. Renee viu Ginny a desdobrar, tristíssima, um vestido de cerimónia bastante coçado… e muito fora de moda.
- Eu não posso usar isto à frente do Harry – lamuriou-se a dona do horrível vestido, deitando um olhar desconsolado à antiquada peça de vestuário.
- Mas tu não vais com o Michael?
- Sim… mas o Harry também lá vai estar! – e acrescentou – … com aquela ranhosa da Cho…
Nesse momento, Renee descobriu que também tinha um embrulho volumoso pousado sobre a cama. Quando fazia tenção de o abrir, Ginny exclamou:
- Depois vês o teu vestido! Agora não temos tempo!
Era verdade: as duas raparigas já estavam atrasadas para a aula de Encantamentos, que tinham em conjunto com os Ravenclaw do 4º ano. Por isso, deixaram o dormitório e correram até à sala de Encantamentos.
A aula já havia começado, por isso, ambas as moças levaram um raspanete por parte do pequeno Professor Flitwick, enquanto objectos voavam por toda a sala em direcção aos alunos, pois estes estavam a praticar o Feitiço de Convocação. Quando a ruiva e a morena se puderam finalmente sentar, tiveram logo que começar a praticar o feitiço. Enquanto que Ginny ainda tinha problemas em executá-lo razoavelmente, Renee já era uma perita.
- Accio almofada azul – murmurou a morena, porque este era um dos feitiços que ainda não conseguia executar sem o proferir. (N/A Apesar de ela só ser do 4º ano, já consegue executar muitos feitiços não-verbais.)
Renee convocara a almofada por um motivo especial. Despachou-se a pô-la de maneira a que o professor, que estava do outro lado da sala, não conseguisse ver o que ela estava a fazer. Depois, retirou cuidadosamente um pergaminho novo da saca e desdobrou-o sobre a mesa. Enquanto pensava no que iria escrever, mordia a ponta da pena de pavão, que era bastante pomposa e que em nada condizia com o carácter reservado da morena.
Finalmente, debruçou-se sobre o pedaço de pergaminho e escreveu, com letras muito pequeninas e perfeitas:
Já tens par para o Baile de São Valentim? E vestido, já arranjaste?
Responde,
Renee
A Gryffindor olhou, discretamente, para o pequeno professor. Quando teve a certeza que ele não estava a olhar, transfigurou o pergaminho num origami de um cisne e enfeitiçou-o para que voasse até Luna. O minúsculo cisne elevou-se nos ares e voou, graciosamente, por entre as dezenas de objectos que voavam a grande velocidade para os seus "convocadores".
Quando o origami chegou ao seu destino, pousou levemente nas mãos abertas da loira, que olhava o pergaminho transfigurado com uma felicidade inocente. Luna debatia-se agora com um grande dilema: estragar o origami ou deixá-lo intacto. Renee decidiu por ela, ao transfigurar o origami de novo num simples pergaminho. A loira lançou um olhar desconsolado à amiga, mas depois os seus grandes olhos azuis prenderam-se na mensagem escrita no pergaminho amarelado. Terminada a leitura, escrevinhou a resposta no pergaminho e fez sinal a Renee. Esta murmurou o Feitiço de Convocação e o pergaminho voou a grande velocidade até às suas mãos. Grandes letras gordas e muito desenhadas ornamentavam a folha, por baixo da mensagem inicial.
Vou com o Neville… Ele prometeu ajudar-me a encontrar Azevinho Azul na Floresta Negra. E o meu pai mandou-me um vestido por correio-coruja. Mais alguma coisa?
……Luna…… 3
Renee não conseguiu evitar rir-se, ao imaginar o pobre Gryffindor embrenhado na Floresta Negra na companhia de Luna e à procura de mais uma das crenças dela. Mas sentiu o olhar confuso de Luna nas suas costas, e apressou-se a escrever:
'Tão e o Zabini? Não o vais convidar?
Renee
Passados uns minutos, Luna "respondeu":
São os rapazes a convidar as raparigas. Achas que ele me vai convidar??? Era mesmo bom! Mas não me parece…
……Luna…… 3
Renee decidiu deixar o assunto, pois não queria dizer à amiga que as hipóteses do Slytherin a convidar eram praticamente nulas. Falaria mais tarde com a amiga, até porque tinha de a convencer a contar a sua paixão a Ginny, que começava a mostrar-se interessada em ler o pergaminho. A morena escondeu o pergaminho na saca, lançou um olhar de "falamos depois" a Lua e continuou a praticar o Feitiço de Convocação, comos e nada fosse.
- Accio Professor Flitwick – sussurrou a morena, que não estava à espera de conseguir realizar o feitiço, porque Convocar pessoas era muito mais difícil que Convocar objectos.
Mas, contra todas as expectativas, o professor levantou voo e foi parar em cima da mesa de Renee, aterrando de rabo em cima da almofada azul.
- Peço imensas desculpas, Professor. Eu…
- Brilhante, Miss Swan. Simplesmente brilhante. – declarou o Professor Flitwick, sorrindo. – 50 pontos para Gryffindor, dado que a menina Swan conseguiu o que muito poucos alunos do 6º ano conseguem: Convocar seres vivos.
Um enorme aplauso ecoou pela sala, deixando a morena levemente corada. O minúsculo professor levantou-se com um saltinho, colocando-se em pé em cima da mesa, com o barulho de sapatos a bater em madeira.
- Continuo a perguntar-me porque não está em Ravenclaw, Miss Swan. Tem toda a inteligência para isso…
- Vamos continuar a treinar, professor? – inquiriu Ginny, subitamente.
Essa pergunta foi para desviar a atenção do professor daquele assunto, porque este ficava horas a falar quando começava o tema "Miss Swan devia estar em Ravenclaw…". Assim, o professor distraiu-se e voltou aos Feitiços de Convocação.
Quando a aula terminou, Renee interceptou Luna, antes de esta ir para a aula de Cuidados com as Criaturas Mágicas.
- Luna, está na hora de contares essa tua paixão à Ginny – murmurou Renee, ao ouvido da amiga loira.
Luna suspirou e replicou:
- Agora não dá. Tenho que ir para a aula com o Professor Hagrid. Ao almoço falamos, está bem?
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Renee e Ginny comeram uma farta refeição, sem se preocuparem com o facto de caberem ou não nos vestidos do Baile de São Valentim. Após terem terminado, Renee levantou-se de súbito, e quase chocou com um rapaz que estava especado atrás do lugar onde ela estava sentada. O rapaz, que era um Gryffindor alto e bonito do sétimo ano, perguntou:
- Olá, Swan! – saudou o rapaz, galante. - Já ouviste falar do Baile de São Valentim, não já?
- Oh, olá. Sim, já ouvi falar. – respondeu Renee, sem perceber onde o rapaz queria chegar.
- É que eu estava a pensar se querias vir comigo.
- Er… Desculpa, mas não dá.
O rapaz ficou um pouco triste, mas encolheu os ombros, em sinal de quem não se ia preocupar. Despediu-se da morena e foi-se embora.
- E mais uma pobre alma depara-se com a implacável negação de Renee Swan, a maior parte-corações do planeta e arredores.
Ginny olhava muito séria para a amiga, mas os cantos da sua boca teimavam em subir para um sorriso.
- Não sejas parva – advertiu Renee, sem encontrar a piada.
- Quantos é que tu já recusaste? Dez? Vinte? Trinta?
- Não exageres, ruivinha. Este só é o nono.
Ginny deu uma forte gargalhada e seguiu a amiga, que caminhava em direcção à mesa de Ravenclaw.
- Ei, Renee! – chamou Anthony Goldstein, quando as duas raparigas se aproximaram da mesa azul. – Queres vir ao Baile de S. Valentim comigo?
Renee estacou, como que petrificada.
Outro não… Este não…
- Pois… é que… Sabes… Não posso…
- Já tens par, é? – inquiriu o rapaz.
A morena fingiu não ter ouvido esta última pergunta e arrancou para fora do Salão, arrastando Ginny e Luna atrás de si.
- E Renee derrota o seu décimo concorrente consecutivo! – bradou Ginny, como se estivesse a anunciar o resultado de um combate.
Renee lançou-lhe um olhar fulminante e a ruiva fechou o bico, não sem antes se rebolar de tanto rir.
- A Luna quer contar-te uma coisa, Ginny – informou a morena, séria.
A ruiva olhou para Luna, à espera da tal "coisa" que esta tinha para lhe contar.
- Eu… eu… eu não tenho nada para te dizer! – disse Luna, com os olhos arregalados para Renee.
- Não sejas tola, ela não se vai chatear – assegurou Renee, falando para a loira. Depois, virou-se para a ruiva e declarou: - Tem a ver com o Zabini.
- O ZABINI?! … AQUELE ZABINI QUE EU ESTOU A PENSAR?! – exclamou Ginny, horrorizada.
- Acho que só há um Zabini aqui em Hogwarts…
- AQUELE SLYTHERIN NOJENTO, HORRÍVEL, PENEIRENTO, AFECTADO, TOTALMENTE OCO E NAMORADEIRO?
- É bom saber que tens uma opinião tão boa sobre mim… - ironizou Blaise, que acabara de se aproximar do trio de raparigas.
As três adolescentes saltaram no lugar, todas com expressões diferentes no rosto. O rosto belo e inocente de Luna exprimia timidez e a pontada de loucura habitual. A face sardenta da ruiva estava distorcida num esgar de desconfiança. E a cara delicada de Renee apenas demonstrava o espanto que a preenchia.
- O que estás aqui a fazer? – interrogou Renee, olhando para ele com uma sobrancelha arqueada.
- Eu vinha falar contigo… Posso?
- Claro. O que queres?
Blaise olhou de soslaio para Luna e Ginny, mas como sabia que a morena não as ia mandar embora, informou:
- A tua mãe mandou-me uma carta a dizer que eu tinha de ir ao Baile contigo.
- E desde quando é que ela te obriga a uma coisa dessas? – perguntou Renee, sarcástica.
- Ela não me pode obrigar, mas… talvez fosse melhor irmos juntos ao Baile.
- E porquê?
- Oh, deixa-te de coisas! Eu não estou apaixonado por ti, se é isso que estás a pensar. Mas a tua mãe pode ter falado com a Umbridge, e, se não formos juntos, ela pode ir fazer queixinhas à tua mãe.
Renee foi apanhada de surpresa. Ele tinha razão! Se ela não fosse com ele, ia ficar em maus lençóis.
- Então o que sugeres?
- Bem, eu acho que fazíamos assim: vamos juntos, dançamos uma ou duas músicas e depois cada um vai para ao pé dos amigos. Assim, a Umbridge não pode dizer que não fomos juntos, e não temos que nos aturar um ao outro a noite inteira – indicou o Slytherin, frontal como sempre.
- Sim senhor… Quem diria que um Slytherin podia ter uma ideia tão boa!
Blaise riu-se, e Renee ouviu Luna a suspirar a seu lado.
- Então fica combinado? – inquiriu o moreno.
- 'Tá bem!
Os dois apertaram as mãos e o Slytherin foi-se embora.
Ao lado da morena, Luna suspirou mais uma vez.
- Mas o que eu estava a dizer antes daquele cavalheiro nos ter interrompido a conversa… a Luna está apaixonada por ele! – declarou Renee.
- Não acredito! – exclamou Ginny, rindo como uma histérica. – Uma das minhas melhores amigas vai ao Baile de São Valentim com um dos maiores paspalhos da escola e a minha outra melhor amiga gosta desse mesmo paspalho! – dramatizou.
Renee beliscou-lhe o braço.
- P'ra que foi isso? – resmungou a ruiva, espantada.
- Agora já sabes que isto não é um sonho.
- Pois não… É um pesadelo!
- Deixa de ser assim… - pediu Renee, calmamente. – Não te importas com a felicidade da Luna?
Ginny abriu a boca como se fosse continuar a discussão, mas, depois, disse o que as amigas menos esperavam:
- A Luna vai ter que dançar com o Zabini no Baile.
Renee observou o rosto da amiga, que assumira mais uma vez aquela expressão determinada que tanto a caracterizava. Agora, o que ela dissera ia tornar-se realidade. Nem que fosse à força.
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Após o jantar, as duas Gryffindors foram para a Sala Comum da sua equipa. Ginny tinha uns trabalhos de Poções atrasados e tinha que os fazer para o dia seguinte, se não queria ouvir um enorme sermão e ter uma péssima nota.
- Sinceramente, eu não sei como é que tu consegues ter os trabalhos todos em dia… - suspirou Ginny, envolta em livros e pergaminhos.
- É a vida… - respondeu Renee, divertida.
Enquanto a ruiva fazia os trabalhos, a morena estava sentada numa poltrona, com uma expressão pensativa na cara e o horrível vestido amarelo de Ginny no colo. Renee tentava arranjar o vestido, de modo a que ele ficasse, no mínimo, apresentável. Já lhe retirara os folhos amarelados, mas, ainda assim, o vestido era… horripilante. De repente, Renee lembrou-se da bolsa de ouro que recebera dos pais pelo Natal. Já sei o que vou fazer, concluiu a morena, com um sorriso genuíno a bailar-lhe nos lábios.
- Ginny, com quem é que os teus irmãos vão ao baile? – perguntou Renee, de repente.
- Bem, o Ron vai com a Jasmine. Sabes? Aquela negra de Hufflepuff, que anda no 6º ano. E o Fred vai com a Angelina.
- E o George?
- Olha, se queres que te diga, não faço a mínima ideia – respondeu a ruiva, voltando a mergulhar no trabalho de Poções.
Como se tivessem sido chamados, Fred e George entraram na Sala Comum de Gryffindor. George fez um sinal ao irmão e dirigiu-se para ao pé de Ginny e Renee.
- 'Tão, maninha? A trabalhar a estas horas? – brincou o ruivo, descontraído.
- Olá para ti também – resmungou Ginny, divertida. – Que queres?
- Er… eu… Renee?... Euqriasaberseqriasiraobailedesãovalentimcomigo…
- O quê? – perguntou Renee, confusa. – Fala mais devagar!
- Eu queria saber se querias ir ao Baile de São Valentim comigo. – murmurou George, corado. - Só como amigos, é claro – completou.
Renee desviou o olhar até aos próprios pés. Inspirou fundo e respondeu:
- Desculpa, George… Mas eu… já tenho par.
O ruivo olhou-a de forma bastante triste e saiu dali sem dizer mais nada.
- Pobre George… Já é a segunda vez que o recusas! – comentou Ginny, levantando o olhar do pergaminho.
- A segunda vez? – inquiriu a morena, sem se lembrar da outra ocasião em que recusara o ruivo.
A ruiva abanou a cabeça com desaprovação.
- Sim, o ano passado também não foste com ele ao Baile de Inverno.
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As semanas passaram depressa. Já só faltava uma semana para o baile, e nesse fim-de-semana seria a visita a Hogsmead.
Renee tinha recebido milhares de cartas da mãe. Umas aconselhavam-na a ter maneiras no baile, a não manchar o nome dos Swan. Outras ameaçavam-na que, se ela não fosse com o Zabini, ia ter problemas. Renee ignorava todas as cartas, deitando-as para a lareira após ter lido apenas as primeiras linhas.
A morena estava a caminhar para a aula de Poções, quando viu a irmã no corredor. Gabriella estava rodeada por um grupo de Slytherins muito snobes, incluindo Pansy Parkinson, uma das raparigas que Renee mais detestava. Mas, depois, lembrou-se que tinha uma coisa para dizer à irmã, por isso, virou-se para Ginny e disse:
- Espera aí, que eu vou só falar com a Víb… a minha irmã.
A ruiva fez uma imitação de vómito e depois sibilou, como uma serpente:
- Ssstá bemsssss.
Rindo, Renee afastou-se da amiga, em direcção ao círculo de Slytherins aos guinchinhos.
- Olá, maninha – cumprimentou Renee, com uma alegria bastante falsa.
A loira olhou-a com desdém, passando os seus olhos verde-escuros pela face da irmã, com nojo.
- Não te faças de falsa, que combina muito mal contigo – desdenhou Gabriella, com ares de superioridade. – Que é que queres?
- A mãe pediu-me para eu te dizer que ficou muito feliz ao saber das tuas notas.
Gabriella revirou os olhos esmeraldinos, com ar de aborrecida.
- E posso saber por que razão ela não me escreveu a dizer isso?
- Para poupar papel? – supôs Ginny, que se aproximara das irmãs Swan.
As duas raparigas olharam para a ruiva, uma com desdém e nojo, a outra com amabilidade.
- A minha família não é como a tua, Weasley.
Renee detestava a maneira como toda a sua família falava da família Weasley. Parecia que nem conseguiam dizer "Weasley" sem "cuspirem" ou "vomitarem" o nome.
- Eu até percebo que a tua família – ou deverei dizer coelheira? – tenha de economizar no papel, e em tudo o resto. Mas a minha família tem nível, não necessita de poupar – sibilou a loira, olhando com ódio para Ginny e Renee. – Bem, querem mais alguma coisa? Aviso já que não dou esmola, Weasley.
- Queria saber com quem é que vais ao baile.
A pergunta saltara da boca de Renee repentinamente, sem dar tempo à morena para pensar no que estava a dizer. Quando se apercebeu do que dissera, já era tarde de mais, e a irmã olhava-a com um misto de divertimento e presunção.
- Porque queres saber, maninha? Mas eu respondo-te: vou com o Draco, claro. Afinal, ele é meu namorado – sibilou a Slytherin, maldosamente.
A irmã de Renee adorava dizer a toda a gente que namorava com o rapaz mais cobiçado de Hogwarts, como se fosse motivo de orgulho. Porque, apesar de muitas raparigas o acharem extremamente bem-parecido, ele era um anormal, na opinião de Renee.
- Hum… está bem.
E, com isto, Renee afastou-se da irmã, sem trocarem os "adeus" que manda a boa educação.
- Acreditas nisto? Até parece que ela se orgulha de namorar com aquele deficiente mental.
Renee sabia que a sua irmã namorava com o Malfoy mais novo, mas estava constantemente a esquecer-se disso. Afinal, nunca os vira a beijarem-se nem nada, por isso não tinha provas.
Quando olhou para Ginny, esta fitava-a com os olhos semicerrados, com uma expressão à detective.
- E tu, com quem é que gostavas de ir? – questionou, subitamente.
Renee foi apanhada de surpresa, pelo que não respondeu logo. Coçou a orelha com atrapalhação, enquanto o seu tom de pele mudava para um belo tom de encarnado.
- Oh… Er… Ah… Com ninguém em especial – declarou, por fim, a morena, com o olhar colado ao chão.
Ginny agarrou a amiga por um braço, forçando-a a olhá-la nos olhos.
- Renee, somos amigas ou não? Já reparaste que tu nunca me contaste de quem gostas? Não confias em mim, é?
A morena suspirou, olhou os olhos achocolatados da ruiva e respondeu:
- Claro que somos amigas e claro que confio em ti. Mas sabes que eu nunca gostei de falar desses assuntos…
Pelo facto da ruiva ter dado um pontapé no chão, Renee percebeu logo que ela começava a ficar irritada.
- Fogo, Renee! Já temos 14 anos, já não somos nenhumas crianças! Que mal há em gostar-se de um rapaz?!
Renee respondeu, muito baixinho:
- Tu vais gozar.
Ginny olhou com descrença para a amiga.
- Juro que não gozo – afirmou Ginny, muito séria.
Renee inspirou fundo, como que a procurar coragem, e murmurou:
- Eu gosto… Eu gosto…
.-.-.-.-.-.-.-.
N/A
(Eu estou escondida atrás de uma mesa, para evitar "catástrofes") Ai… por favor, não me matem! É só para fazer mais suspense! Eu sei que vocês querem saber de quem a Renee gosta (Querem, não querem?), mas eu queria fazer um bocadinho de suspense. Prometo que no próximo capítulo vão descobrir. Está bem? Mas agora não me matem, se não é que não descobrem mesmo. xP hehe xP
Bem, mandem reviews, 'tá bem? Senão demoro muito a actualizar o próximo capítulo!
LoLoLoLoL xP
Beijos,
LyRa
PS: Obrigado à Lauh', à Anna Sophia e à Ireth pelas reviews! Muito obrigada, a sério.
