N.a.: Ah o povo... Eu nem vi essas coisa da reforma ortográfica ainda, portanto se tiverem palavras erradas, ignorem ùu
Acidentalmente Entrelaçados
By Dessa-i-Rê
Capítulo 10
O céu já escurecia quando InuYasha juntou-se a guarda de seu pai, perto das bordas da cidade. Um vento gelado soprava do sul, trazendo o cheiro forte de sangue das fronteiras, assim como podiam avistar a claridade das casas queimando adiante. InuYasha franziu os olhos, sentindo o cheiro forte de youkais. Rangeu os dentes, um rosnado saindo de sua garganta. Eram muito mais do que esperavam. Além disso, havia um cheiro muito estranho no ar.
Puxou as rédeas do seu cavalo negro, em direção ao pai que observava o horizonte junto de Sesshoumaru. Olhou de relance para o animal montado, uma lembrança veio a sua mente. Kagome iria matá-lo se o animal se machucasse. Mas havia sido o único bom o bastante que havia sobrado. Sacudiu a cabeça. Aquela não era hora pra pensar em assuntos fúteis. Aproximou-se de InuTaisho, que virou-se para o filho rapidamente, para, logo em seguida, voltar o olhar para o horizonte.
- Feh... você acha que há soldados suficientes? – perguntou InuYasha, observando o semblante do pai. InuTaisho franziu um pouco a testa, preocupado.
-Creio que sim. Não parecem ser youkais muito fortes, só estão em grande número. São os mesmos que atacaram vocês?
- Alguns... – respondeu, vagamente, InuYasha, ainda incomodado com o estranho cheiro que impregnava o ar. InuTaisho virou-se para o filho, observando-o, cautelosamente.
- O que o incomoda?
- O cheiro...
- Você sentiu também? – perguntou ele e InuYasha confirmou com a cabeça. InuTaisho fechou o rosto. – É isso que me preocupa...
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Izayoi repousava em uma cadeira do Salão Comunal, observando o céu escurecer do lado de fora, pensativa. Rin e Sango conversavam em voz baixa a um canto, alguns metros da rainha, enquanto Kikyou lia um livro, em outra cadeira, perto de si. Izayoi achou muito indiferente o comportamento da garota na atual situação, mas também não podia exigir muito dela com tão pouco tempo de convívio com seu filho. Endireitou-se no móvel em que se sentava, voltando o olhar para a sala a sua volta, e pousando os olhos numa figura solitária que, deselegantemente, repousava o rosto nos braços cruzado os quais estavam apoiados na pequena mesa ao seu lado. Kagome tinha um ar apreensivo e por vezes apertava a manga do vestido com tanta força que era por pouco não ter rasgado ainda.
-...Majestade, você acha que vai demorar muito? – perguntou Kagome, quebrando o silêncio, com a voz fraca. Izayoi observou a garota, intrigada. Será que ela estava só preocupada com seu bem-estar?
- Não se preocupe, Kagome. Confio no comando do meu marido, estaremos a salvo. – respondeu a rainha, secamente. Kagome franziu a testa diante da resposta de Izayoi.
- Eu não estou preocupada comigo... Digo, quanto a eles? Você não fica apreensiva de as pessoas que você ama estarem... correndo perigo? – questionou Kagome, tornando-se para ela, e lançando, discretamente, um olhar repreensivo para Kikyou que continuava a ler, tranquilamente. Izayoi arregalou ligeiramente os olhos, surpresa. Pessoas que ama? Franziu os olhos, desconfiada. Ela estaria se referindo somente ao pai dela, à Kouga ou... Seus olhos quase saltaram das órbitas quando viu a garota lançar, discretamente, outro olhar repreensivo a Kikyou. Sorriu de canto, balançando levemente a cabeça sem Kagome ver. Realmente não entendia. Se ela gostava dele, então por que não quisera se casar? Hmm... Teria que descobrir aquilo de alguma forma.
-Claro... Kagome, mas vai ficar tudo bem. – respondeu Izayoi para a princesa e voltou seu olhar para Sango que fitou a garota por alguns instantes, preocupada, antes de voltar-se para Rin. Sorriu abertamente. E já sabia como!
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Kagome já não agüentava mais a agonia daquela espera, confinada naquela sala, num silêncio insuportável só interrompido pelo zunido da conversa de Sango com Rin. Não ter com o que se distrair e, pior, não querer se distrair só piorava a situação, deixando-a mais insuportável ainda. Além do mais, a presença da noiva de InuYasha só a deixava mais irritada, ainda mais porque a garota não mostrava nenhum sinal de preocupação com relação ao seu noivo. Como é que ela podia ser tão indiferente!
Olhou-a de relance, pensando se a empurrasse do alto do castelo ela morreria. Kagome balançou a cabeça, assustada consigo mesma. Não. Nada de medidas drásticas. Deu mais uma olhada na sala, levantando-se e abandonando-a. Não suportaria ficar mais ali dentro, por enquanto. Caminhou pelos corredores, sem nem saber para onde estava indo, até que algo do lado de fora, ao passar por uma das janelas do primeiro andar, chamou-lhe a atenção. Logo adiante, em meio à vasta cobertura de grama, encontrava-se uma versão maior do lago que havia no outro castelo. Um sorriso se formou suavemente em seus lábios.
Atravessou os jardins em direção ao lago, ignorando qualquer preocupação que alguém pudesse ter de não tê-la a vista, sentando-se em suas margens. Abraçou os joelhos, inspirando o ar gelado da noite à proporção que admirava o luar refletir nas águas escuras. A preocupação voltou a atormentar-lhe com mais intensidade que antes. Já lhe vinha à mente, imagens de youkais destroçando InuYasha. Sacudiu a cabeça, afastando aqueles pensamentos. Não iria acontecer nada. Ele era forte e, além do mais, Sesshoumaru e InuTaisho estavam com ele. Nada iria acontecer.
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Inuyasha assistiu a batalha a sua frente, seu corpo fervendo de adrenalina, ansioso para estar no meio dos outros soldados. Apertava, irritado, a bainha da Tetsusaiga enquanto seus olhos dourados investigavam o cenário. Os youkais inimigos estavam sendo sobrepostos pelos soldados youkais do Reino do Norte com facilidade. Franziu os olhos, desconfiado. Aquilo estava sendo fácil demais. Olhou para seu pai, pelo que parecia a milésima vez, esperando por sua voz de comando para autorizá-lo a lutar também, mas InuTaisho ignorou o filho que grunhiu em resposta.
-... FEH! Alguma hora nós teremos que fazer alguma coisa! – reclamou InuYasha, ainda encarando o pai. InuTaisho fez pouco caso dele, respondendo:
- E quando essa hora chegar, nós agiremos, InuYasha. Agora, acalma-se.
- Keh! Qual a graça de ficar aqui?
- Graça? InuYasha, isso é uma batalha. Além disso, você é um herdeiro do trono, não deve ficar na linha de frente como os outros soldados. – repreendeu InuTaisho fazendo InuYasha rosnar.
- Eu te avisei que você não faria muita diferença aqui antes... – provocou Mirok.
- Grr... Cala a boca, monge tarado!
- Ei... sem ofensas...
- Keh... – resmungou InuYasha, voltando a atenção a sua frente. A cena não pareceu se modificar muito a não ser que finalmente parecia que a batalha já estava vencida. Todavia, antes que pudesse tirar quaisquer conclusões, o cheiro estranho que havia sentido intensificou-se no ar. Imediatamente, gritos de alguns soldados do Norte puderam ser ouvidos, fazendo com que seus olhos disparassem para um ponto a sua esquerda. Rodeado de corpos, encontrava-se uma figura circundada de uma estranha névoa roxa. Suas estranhas vestes eram feitas de pele de babuíno e parte do rosto exposta apresentava um sorriso malicioso.
Instintivamente o sangue de InuYasha começou a circular mais rápido, sua visão começando a ficar vermelha. Segurou firme a bainha da espada. Estava perdendo controle. Ao seu lado, sentiu seu pai e seu irmão transformarem-se, mas ele já estava em cima do inimigo antes que eles terminassem. Desembainhou a Tetsusaiga que, instantaneamente, transformou-se em suas mãos, baixando a lâos, baixando a lm suas mtaneamene, e eles . A r. ranha nfazendo com que seus olhos disparassem para um ponto a sumina na figura que continuava imóvel. InuYasha sorriu satisfeito, entretanto seu golpe foi desviado por um tentáculo que apareceu do nada.
- Keh... merda! – retrucou InuYasha, pousando no chão suavemente. – Quem é você?
- ...hmmm você deveria saber InuYasha. Afinal de contas, como vai sua querida Kagome? – respondeu o homem ainda com o um sorriso malicioso no rosto. InuYasha grunhiu alto, a raiva tomando conta de si.
- Grr... é você quem está por trás disso tudo. Você tem o mesmo cheiro que aquele demônio dos ventos. – o homem riu friamente diante da reação do hanyou.
- Kagura faz um bom serviço.... às vezes... espero que ela esteja tomando conta do meu pequeno pedido de assassinato...Talvez sua Kagome já esteja morta a essa altura... – provocou Narak.
- SEU BASTARDO... –InuYasha avançou desferindo golpes, cego pela fúria. Narak apenas ria das suas tentativas inúteis de abatê-lo. Observou pelo canto do olho a aproximação dos dois enormes youkais, voltando-se para InuYasha.
- Não tenho tempo a perder com você. – disse ele, simplesmente, aproveitando um momento de distração do hanyou e transpassando seu corpo com um dos seus tentáculos. InuYasha imobilizou-se no ar por alguns instantes, cuspindo sangue, antes de cair com força no chão. Narak virou-se para receber os outros dois, desviando por um triz de InuTaisho. Sorriu maleficamente.
- Não tenho mais assuntos a tratar aqui. Por enquanto. – e dizendo isso, desapareceu.
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Izayoi observou Rin afastar-se de Sango, sorrindo em finalmente conseguir colocar seus planos em ação. Já começara a se perguntar quando é que as duas parariam de falar. Levantou-se da cadeira, caminhando suavemente em direção a garota, que parecia não ter notado seu movimento, para depois sentar-se ao seu lado, sobressaltando-a um pouco. Sorriu simpaticamente.
- Vossa Majestade! Que susto! Não a havia visto. – exclamou Sango e Izayoi continuou a sorrir tranquilamente, sua cabeça trabalhando a mil.
- Tudo bem, Sango? Mirok me comunicou que vocês estão noivos. Meus parabéns! Finalmente alguém conseguiu fisgar aquele de vez. - comentou Izayoi casualmente, fazendo com que Sango a fitasse por alguns instantes antes de responder:
- Sim, eu fico muito feliz. Todavia, duvido que eu consiga controla-lo muito. – e dizendo isso suspirou, voltando sua atenção a porta. Izayoi aproveitou a deixa e perguntou:
- Preocupada, Sango? – Sango virou-se para ela, balançando a cabeça como se quisesse desanuviar a mente.
- Sim... Kagome... É que ela anda tão triste e...
- Triste? Mas por quê? Ela queria tanto que não houvesse casamento? Na realidade, penso que não pensa em se comprometer se até mesmo Kouga ela recusou! – comentou Izayoi e Sango sentiu certa irritação diante daquele comentário, mas se segurou. Izayoi percebeu e esperou.
- Ela não se comprometeu com Kouga porque ela não o ama. Kagome é uma mulher responsável, apesar de tudo. É óbvio que ela quer se casar, mas... – respondeu Sango que foi interrompida por Izayoi.
- Mas ela ama InuYasha. – sussurrou Izayoi, dando uma olhada rápida em Kikyou. Sango fitou a mulher, surpresa. – Sim, Sango. Está estampado no rosto dela. Eu só não admito que ela seja capaz de ter feito o que fez.
- O que foi que ela fez? – perguntou Sango, sem entender.
- Ora, Sango. Você sabe melhor do que eu. Afinal de contas você estava lá. No dia em que nós desatamos o compromisso dos dois, InuYasha foi ao quarto de Kagome para finalmente dize-la que gosta dela e ouviu Kagome dizer a vocês, palavra por palavra, "Eu não quero me casar". Isso foi muito... frio da parte dela – disse Izayoi, azedando o rosto e empinando o nariz. Sango permaneceu em silêncio tentando digerir toda aquela informação. Izayoi tomou aquilo como uma confirmação, levantando-se, porém foi impedida por Sango que puxou-a pelo pulso.
- Majestade... Creio que tenha havia um terrível mal-entendido. – declarou Sango com a voz fraca e Izayoi sentou-se novamente. – No dia em que Vossas Majestades desataram o casamento, Kagome também se decidiu declarar a InuYasha, mas quando chegou no quarto dele, como Vossa Majestade estava presente, InuYasha ignorou-a, dizendo que casaria com a outra...
- Mas, Sango, eu não entendo... Então pra quê ela disse que não queria se casar...
- Não, não... ela achou que fosse aquilo o que InuYasha diria! – exclamou Sango, exasperada. Izayoi recostou-se na cadeira, pousando a palma de uma de suas mãos na testa.
- Meu Deus... Que bela confusão arranjamos! E agora... – disse ela, lançando outro olhar a Kikyou. – O que eu vou fazer? Eu não posso simplesmente desatar outro casamento, ainda mais com um noivado de tão poucos dias.
- Por favor, Majestade. – suplicou Sango, aproximando-se da rainha. – Você tem que fazer alguma coisa.
Izayoi suspirou. O que ela faria agora?
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Kagome retrocedeu ao castelo, ainda preocupada, caminhando pelos corredores vazios da construção. Passou por uma das conexões com o ala principal, a caminho do seu quarto, quando ouviu vozes exasperadas e o barulho de passos apressados. Seu sangue congelou. Virou para a direita, adentrando no corredor principal em direção a entrada do castelo. Parou diante da enorme porta aberta. Sentiu como se seu mundo estivesse desmoronando. InuYasha estava sendo carregada por alguns soldados, coberto de sangue. InuTaisho, Sesshoumaru e Musashi vinham logo atrás. Sentiu seus olhos arderem e um grito histérico subir pela garganta.
- INUYASHA!- gritou Kagome, correndo em direção ao hanyou que abriu levemente os olhos. Kagome sentiu as lágrimas escorrendo em suas bochechas enquanto caminhava, agarrando com força a maca em que ele estava, ignorando as tentativas de consolo de seu pai.
- Você está viva? – perguntou ele e Kagome olhou-o confusa, antes de voltar-se para os outros.
- O qu...que aconteceu com ele.. E..ele vai ficar bem? – perguntou Kagome com a voz esganiçada e InuYasha virou a cabeça em direção a ela.
- Sua idiota! É só um ferimento. Eu não vou morrer. – disse ele e, do contrário que esperava, Kagome verteu mais ainda em lágrimas.
- SÓ UM FERIMENTO?! Seu imbecil! OLHE PRA VOCÊ. VO-VOCÊ ESTÁ COM UM FURO NA BARRIGA. MEU DEUS! – respondeu Kagome e Musashi segurou seu braço com força.
- Acalme-se, Kagome.
- Me acalmar!! Me acalmar?! – surtou Kagome, mas foi interrompida por uma batida de porta e o aparecimento de Izayoi seguida de Sango, Rin e Kikyou.
- Mas o que está acontecendo aq... – os olhos da rainha desviaram-se do rosto de Kagome para o filho. Izayoi correu direto para InuYasha.
- Querida, acalme-se que ele já estará curado logo... - disse InuTaisho aproximando-se da mulher que também já vertia em lágrimas.
- Vamos! Levem-no para o quarto, para cuidarmos da ferida dele!- ordenou Izayoi aos soldados e Kagome fez menção de acompanhá-la, mas foi impedida por seu pai.
- Você vai voltar para seu quarto. - Kagome encarou-o incrédula.
- Não! Eu vou ajudar... – começou Kagome, mas foi interrompida novamente pelo pai.
- Ele já tem uma noiva pra cuidar disso Kagome! – declarou Musashi, alheio a careta que Kikyou fez antes de seguir Izayoi relutante. - Agora vá!
Kagome lançou um olhar revoltado ao pai, antes de dar as costas e caminhar apressadamente aos seus aposentos. Abriu a porta com um estrondo, caminhando de um lado para o outro no quarto, furiosa. Como ele podia fazer isso com ela? Sentou-se na sua cama, a agonia crescendo no seu peito.
Caminhou pelo seu quarto a noite toda, sem conseguir dormir um instante sequer. Sango não viera visitá-la, provavelmente estivera procurando por Mirok, também preocupada, e depois fora para seus aposentos, pensando que já era tarde demais para perturbá-la. Cessou seu passeio pelo quarto ao ver pela janela a agitação normal dos criados, indo para o banheiro, achando melhor se lavar antes de ir visitar InuYasha. Porque ela iria. Nem que tivesse que passar por cima do seu pai.
Logo que saiu do banho, vestiu um vestido qualquer, trançou seu cabelo, ignorando as olheiras que refletiam no espelho, e saiu apressada do quarto. Caminhou pelos corredores, esbaforida, ignorando os olhares surpresos dos criados. Passou pela porta da sala de café da manhã, sem olhar para o lado.
Desacelerou o passo quando entrou no último corredor, parando em frente da porta do quarto de InuYasha. Respirou fundo, antes de bater suavemente. Esperou alguns segundos, mas não recebeu resposta. Bateu novamente. Nada. Mas será que não havia ninguém cuidando dele? Quando levou a mão à maçaneta para abrir a porta foi interrompida por uma criada que disse:
- Se Vossa Alteza, está procurando pela Alteza InuYasha, ele não está aí...- Kagome virou-se abruptamente para a garota, surpresa.
- Como assim, ele não está aqui? Onde ele está? – questionou a princesa, exasperada.
- Bem... eu não sei... ele só acordou e foi caminhar...
- Mas que absurdo! Ele ficou louco? Perambular por ai no estado em que ele está... – exclamou Kagome, saindo mais aturdida ainda, corredor a fora. Estava tão distraída que não notou a presença de uma pessoa que vinha na direção oposta, esbarrando nela.
- Perdão... Mirok? Você viu InuYasha? – perguntou Kagome ao monge. Mirok respondeu casualmente:
- Hm... eu vi ele caminhando pelos jardins e...
- O que deu em vocês?! Deixá-lo sair desse jeito... – exclamou Kagome, saindo repentinamente, deixando Mirok olhando para o vazio, confuso. Kagome caminhou resignadamente, descendo as escadas voando e saindo para os jardins. Procurou em sua volta, deparando-se com uma figura solitária às margens do mesmo lago em que ela sentara na noite anterior. Aproximou-se do hanyou que não demonstrou nenhum sinal de que havia notado sua presença, sentando-se ao seu lado.
- INUYASHA! – gritou Kagome, fazendo o hanyou saltar, surpreso. Ele havia notado a presença dela, mas não havia esperado por aquilo. Virou-se para ela com os olhos arregalados. – Você ficou insano em sair dessa maneira?! Com esse ferimento...
- Keh... idiota. Eu já me curei quase que totalmente daquilo. – resmungou InuYasha, virando-se para olhar o lago.
- O quê? – perguntou Kagome, olhando-o sem entender. InuYasha abriu o casaco, expondo o peito, fazendo Kagome corar levemente. No lugar onde antes havia o ferimento, encontrava-se um pequeno curativo, comparado ao anterior.
- Viu... Eu não sou tão fraco assi... – começou InuYasha, mas foi interrompido por Kagome que jogou os seus braços em volta do seu pescoço, enterrando o rosto no mesmo. Sentiu sua camisa encharcar com as lágrimas da garota e o calor de seu corpo pressionado ao seu. – hã... Kagome...
- Desculpa... É que... eu realmente fiquei preocupada... – disse Kagome, soltando-se imediatamente e desviando o rosto do hanyou que ainda a fitava estupefato. Kagome ajeitou-se, abraçando os joelhos. Ficaram em silêncio por alguns instantes antes dela quebra-lo, perguntando:
- Hã... InuYasha? O que você quis dizer com "Você está viva?" ontem? – InuYasha fechou o semblante, rangendo os dentes.
- Você não foi... atacada nem nada? – perguntou ele, fazendo Kagome olhá-lo.
- ...não... por quê? – perguntou ela, mas o hanyou permaneceu em silêncio, então ela voltou a olhar o lago.
- Hm... por que você não aceitou se casar com o lobo fedido? – questionou InuYasha, surpreendendo Kagome. Esta permaneceu quieta, não querendo responder. InuYasha tornou-se para ela, esperando sua resposta. – Você não vai me responder?
- Não... você também não respondeu a minha pergunta. – rebateu Kagome.
- Feh... Achei que depois de se ver livre de mim, fosse correndo para os braços daquele... – resmungou InuYasha e Kagome olhou-o, indignada.
- O quê? Olha quem fala! "Marque o casamento com a outra garota. Tenho certeza que é o melhor pra mim"! – rebateu Kagome, chateada, virando o rosto para longe dele. InuYasha não respondeu, apenas fechando o rosto e fazendo os dois mergulharem em outro momento de silêncio, que novamente foi quebrado pela garota que perguntou baixinho:
- Hm... e essa Kikyou? Você gosta dela? – InuYasha demorou para responder.
- Como assim? – Kagome revirou os olhos, impaciente.
- Como assim! Minha pergunta é óbvia InuYasha!- reclamou a garota e o hanyou suspirou, ainda sem olhá-la.
-... não. Ela é uma pessoa agradável. Mas não gosto dela dessa forma, eu... Não tem como alguém preencher um espaço que já está sendo ocupado por outra... – Kagome sentiu a indireta atingi-la em cheio. Fitou a grama a seus pés, tentando absorver tudo aquilo. Não... ela devia estar entendendo errado. Virou-se para o lado dele, para encontrá-lo, encarando-a. Grande erro. Viu o hanyou se aproximar. Segurou firme a grama em suas mãos, nervosa.
- Kagome, eu... – antes que ela pudesse dar-se conta, os lábios dele estavam colados nos seus, e uma de suas mãos puxando-a para mais perto dele. Kagome fechou os olhos, o coração batendo num ritmo desenfreado. Não! Abriu os olhos, afastando-se. InuYasha abriu os seus, confuso.
-N...não.. isso não devia ter acontecido. Você... você tem uma noiva InuYasha. Não... – balbuciou a garota, levantando-se tropeçando.
- Kagome... – chamou ele, mas a garota já havia saído correndo em direção ao castelo.
Continua...
MUAHAHAHAHAHAHAHA! Eu sou má! Desculpe pela demora, mas eu havia avisado sobre meus vestibulares, que, aliás, eu não passei! Aff... mas tudo bem. Uhsauhauhsa Espero que tenham gostado!
Review e Story Alert
Beijos,
Dessa-chan
Agradecimentos:
LeticiaM
Belle Lune's
PATY SAORI SHINZATO MORITA
Meyllin
Ninhaa chan
HarunoLara
jubs-chan
Agome chan
Carolshuxa
Elisa
Gege-kio
Nhaaa ^^
Thanks,
Dessa-i-Rê
