Esta história é baseada no mangá InuYasha de Rumiko Takahashi. Seu conteúdo é sem fins lucrativos. InuYasha pertence à editora Shougakukan e a Rumiko Takahashi.


Capítulo 10 – Dúvidas


A jovem logo parou de falar, quando viu a expressão de dor da mulher. Rin percebeu o volume no corpo da youkai. O quão grande estava a barriga da fêmea.

- Mas então... este é... Este é meu...

A mulher realmente parecia sentir dor. Rin não pensou duas vezes.

- Ei... – a youkai olhou para a humana.

- Uma humana... Veio me matar, veio matar o herdeiro de Taisho...

- Não, não.. Eu jamais mataria o senhor Sesh... – a jovem parou a fala ante a expressão de apreensão e espanto da youkai – Só... só quero ajudá-la. Pode se levantar?

A youkai estranhou que uma humana demonstrasse tanta atenção e preocupação. Mas, por algum motivo, aquela garota parecia confiável. A youkai olhou para o punho de Rin e viu a pulseira com os dentes.

Sua pulseira... tem um cheiro familiar.

Rin olhou para o pulso e entendeu que o tal cheiro familiar era dos dentes de Sesshoumaru. O olfato daquela fêmea era realmente muito bom.

Vamos...

A Youkai levantou com certa dificuldade e foi com Rin. As duas se distanciaram do local onde estavam. A youkai parou e começou a gemer bastante. Rin olhou para ela e insistiu.

- Vamos mais um pouco...

- Não posso. Não posso. Tenho que fazer nascer o filho de Taisho.

Por um instante, a humana percebeu porque Sesshoumaru era tão ligado ao pai. Até a mãe dele se referia a ele como o filho de Taisho, e não da mãe. A fêmea deu um grito maior, o que fez Rin ter certeza: ela teria que ajudar a dar a luz aquela criança.

A humana procurou acalmar a fêmea, pegou uns panos que estavam com a youkai. Não teria tempo de pegar água quente. Rin já ajudara no parto de Sango em duas ocasiões, sabia como ajudar uma grávida. Só que ela mesma estava apreensiva. Aquele não era um parto normal. Aquela youkai não era uma qualquer. E ele não era um bebê qualquer.

Como todos os esforços da youkai, logo Rin viu uma cabeça surgindo e em instantes... um corpinho inteiro. A youkai estava muito cansada. A humana segurou a criança estática. O bebê chorava. "Meu... meu senhor... Meu senhor chora?", Rin pensou. Sem perceber, ela abraçou o recém-nascido, com um carinho incomum. Embalou-o com uma toalha, que estava com as outras coisas. A youkai percebeu com muito estranhamento a humana.

- Dê-me o filho de Taisho.

Rin olhou para a fêmea e entregou o bebê. Continuava a olhar para ele com extremo carinho.

- Não entendo. – a youkai falou.

- O quê?

- Não entendo porque confiei em uma garota humana. E nem porque você, uma criatura inferior, tem tanto apreço por este bebê.

A humana ficou quieta. Não tinha o que responder. Preferiu ficar a olhar para o pequeno. "Quem imaginaria que Sesshoumaru um dia fora indefeso, pequeno e fofinho...", pensou. Ele nascera com a meia-lua, com linhas no rosto, nas mãos e perto do... Logo, Rin corou. A jovem pensou como seria o local do seu senhor, já adulto...

A fêmea amamentou o pequeno, que logo depois adormeceu. A mãe fitou o filhote e olhava a humana, que não saíra do lado dela por um só momento.

- Por que ainda está aí? – a youkai indagou.

- Ahn? – Rin saiu dos seus pensamentos.

- Por que ainda está aí? – a youkai indagou.

- É.. bem... eu... – Rin ficou sem palavras – Bem, eu só queria saber se vai ficar tudo bem...

As duas ficaram se encarando por alguns instantes, até o silêncio ser quebrado por Rin.

- A senhora é muito bonita. Linda mesmo, não envelhece nunca...

A youkai logo a fitou com desprezo.

- Envelhecer... Definitivamente, os humanos são criaturas inferiores...

O pequeno dormia. A youkai estava de olhos fechados, mas continuava acordada, apesar do cansada. Rin olhava para o pequeno Sesshoumaru e estava envolta em seus pensamentos.

"Por que será que vim parar aqui? Não entendo... Porque isso tinha que acontecer comigo? Será que estão todos bem... Que coisa... Kagome dizia que era do futuro e foi para o passado. Eu sou o contrário... Qual a razão de tudo isso?", ela foi interrompida com uma pergunta:

- Quem lhe deu?

- Uhn?

- Quem lhe deu os dentes de sua pulseira? – a youkai perguntou séria.

- Foi... foi alguém muito especial para mim. Alguém que tenho uma profunda estima, respeito e carinho... – sem perceber, Rin olhou para o pequeno Sesshoumaru.

- Tem... tem alguma coisa diferente em você, humana. Não sei o que é, mas tem...

Logo, ouviu-se barulho de alguém na mata. Rin levantou e pegou uma de suas flechas. Seu irmão a jogara no poço enquanto ela ainda estava com as flechas nas mãos. Ela apontou para a direção do barulho, que passava muito rápido de um lugar a outro.

"Eu tenho que proteger o senhor Sesshoumaru, tenho que proteger meu senhor...", ela pensou apreensiva.

Mesma sendo rápida, a humana não pode se safar daquele youkai, que a pegou pelo pescoço com muita ira.

Quem é esta humana que se atreve a apontar uma flecha para mim?

Ele tinha uma meia-lua na testa...

No tempo de InuYasha, um youkai estava em um campinho de flores. Quieto, olhando para o vazio. Raras vezes o youkai se sentira impotente. E, todas elas tinham relação a humana.

- Onde você estará, Rin...


CONTINUA