Cap. 10 – Noite Mágica

N/A: Oi! Finalmente terminei esse capítulo, foi duro! Não foi por preguiça nem nada, mas porque eu reescrevi umas cinco vezes! Sim, foi um capítulo difícil! Espero que vocês gostem, e desculpem a demora, mas antes da leitura, eu gostaria de deixar claro algumas coisas que me foram pedidas.

A bagunça no quarto da Gina foi baseada na bagunça do quarto da minha prima Prika. Eu pensei que ela não gostaria que eu dissesse isso assim, em publico, mas ela exigiu que eu dissesse a verdade! :P Então aqui está!

Depois, para acabar com a dúvida de alguns que se perguntam "Por que Remo não aparatou para fora do porão em uma das várias vezes que ficou preso?". Simples. Assim como Hogwarts e Azkaban, sabemos que foram instaladas muitos "sistemas de segurança" na casa dos Black. E o porão era exatamente o lugar de segurança máxima da casa. A porta é imperturbável, nem o olho mágico de Moody conseguiria atravessar, e claro, existe um feitiço anti-aparatação. Bom, só isso! Até!

Gina estava apreensiva mas ao mesmo tempo excitada com toda aquela situação. Num dia ela é a Pequena Weasley, eternamente apaixonada por Harry Potter e no outro, ela é a namorada secreta de seu próprio professor. Apesar de Remo não ser mais professor de Gina há muito tempo, para todos era como se fosse. Até mesmo para Gina, apesar de isso ficar em segundo plano.

Remo estava levando Gina para não-sei-que-lugar, para que pudessem ficar em paz. Ela não tinha a mínima idéia para onde estava sendo levada mas ia de bom grado. Pararam em frente a enorme espaço vazio na parede, cuja tinta estava completamente lascada, e os tijolos meio tortos. Remo olhou para os lados, garantindo que não tivesse ninguém por perto. Ainda segurava a mão de Gina quando disse:

- Sangue de unicórnio!

E a parede se abriu, revelando um cômodo escuro e empoeirado. Gina olhou para dentro daquela sala, mas Remo entrou direto, puxando a menina pela mão. Finalmente ele a soltou, apesar dela não desejar largar dele naquele momento, e fechou novamente a porta de tijolos. Virou-se para ela e disse:

- Sou o único, além de Sirius, que está autorizado a vir aqui. Vantagens de ser amigo do dono da casa...

- Que lugar é esse? – perguntou Gina agarrando braço de Remo.

- A biblioteca. Bom, não exatamente a biblioteca. A entrada da biblioteca é do outro lado da casa, você bem sabe. Essa é a biblioteca de arte das trevas. Naquela porta lá do outro lado – e Remo indicou uma porta velha no outro lado do cômodo – está a passagem secreta para a biblioteca comum. Não podemos vê-la pelo outro lado porque está disfarçada de estante de livros.

- Ah, bem que eu estava estranhando... E por que não entramos por lá?

- Seria muito óbvio, poderiam nos ver. Além do que, Sirius não me deu a senha daquela porta.

- Sirius disse o que sobre nós dois? – perguntou Gina receosa – Ele vai contar a alguém?

- Não, ele não vai. Mas disse que eu sou mais maluco do que ele pensava...

Gina riu.

- Ah, mas ele tem razão.

- Como, ele tem??

- Quem mais doido do que um lobo para namorar uma leoa? Miaaau...

Remo riu dos miados. Gina foi o empurrando até um sofá que tinha ali. Na verdade, não havia apenas um sofá, mas havia muitas outras coisas. Caixas, livros, roupas velhas, móveis quebrados, quadros quebrados, almofadas e travesseiros embolorados e até alguns lençóis e cobertores rasgados ou furados, alguns manchados de sangue.

Remo finalmente caiu no sofá meio furado daquela biblioteca, e Gina subiu sobre ele, uma perna de cada lado. Remo se levantou um pouco e a beijou, segurando a garota pela cintura. Que bom que ninguém entrava naquela sala!

Ele acariciava as costas de Gina por baixo da camisetinha velha que ela usava enquanto ela apenas acariciava a nuca de Remo. E eles passaram aquela tarde toda aos beijos na biblioteca das trevas. Apenas aos beijos, o que começava a incomodar Remo, que queria mais. Secretamente, Gina também queria.

O quarto de Remo parecia enorme e vazio para ele. Não era antes mas agora que ele tinha Gina, era como se o quarto tivesse um imenso vazio e precisasse dela para se completar. Infelizmente ele não podia trazer Gina ao quarto e ficar com ela lá dentro por horas. Definitivamente não podia, ou Sirius faria escândalo, os irmãos da Gina também, o Sr. Weasley iria obrigá-lo a sair da casa e a Sra. Weasley ia chorar sem parar. Pelo menos era isso que ele imaginava que iria acontecer.

Então Remo saiu do quarto, trancando a porta, e foi até o quarto de Gina. Antes de bater na porta, olhou para o andar inferior. De lá dava para ver Sirius... Pelo que Remo pôde ver, ele estava parado em frente ao quadro da Sra. Black. Era uma cena bem estranha. A cortina do quadro estava aberta, o quadro olhava atentamente para Sirius, com uma expressão dura, mas não dizia nada. Sirius olhava o quadro em silêncio também, uma mão segurando a cortina aberta e a outra pendendo ao lado do corpo. Então ele fechou a cortina devagar e olhou para o corredor de cima e viu Remo o observando. A expressão de Sirius mudou de "indeterminada" (porque Remo nunca o vira com aqueles olhos antes) para "zangada". Ele subiu as escadas pulando alguns degraus, silenciosamente, e perguntou em voz baixa a Remo:

- O que está olhando? Aonde vai?

- Estava vendo se não tinha ninguém lá embaixo... – e Remo abaixou mais a voz – Vou ao quarto de Gina.

Remo pensou ter visto o início de um sorrisinho maroto no rosto de Sirius mas provavelmente fora apenas impressão, porque Almofadinhas já estava novamente com uma expressão severa.

- Vê lá o que faz, heim... – disse Sirius.

- Pode deixar.

E Sirius subiu mais um lance de escadas, provavelmente indo para o próprio quarto. Remo foi até o quarto de Gina e entrou direto, sem bater.

Gina estava sentada numa mesa à escrivaninha, sorrindo e às vezes rindo a toa, com um livro aberto à sua frente. A escrivaninha era oposta à porta então Gina não viu que Remo estava lá, apoiado à porta fechada, com os braços cruzados e também sorrindo da doçura que era a sua jovem amante.

- Do que você está rindo, minha ruivinha?

Gina se virou rapidamente e pode ver que Remo a observava. Ela sorriu, se levantou da cadeira carregando o tal livro aberto na mão e mostrou a Remo.

- Estava rindo disso! Nossa, faz tanto tempo e eu nem lembrava, foram épocas muito boas! – disse Gina, os olhos risonhos e os lábios abertos num sorriso. Um brilho nos olhos que era familiar a Remo, ele só não sabia o por quê.

Gina pôs o livro, que se tratava de um diário antigo, na mão de Remo e disse:

- Leia, se quiser. – e se afastou, jogando-se na cama.

Remo sorriu para ela e começou a ler o diário:

"Querido diário,

Hoje o Harry me beijou! E quase que foi na boca! Bem, como vocês sabem, é meu aniversário e o Harry foi me cumprimentar, com um beijo no rosto. Mas que foi bem pertinho da boca, foi! Eu acho que ele gosta de mim. Ele só 'finge' que não me vê para não ficarem espalhando por aí a notícia!

O Colin disse que gostava de mim, ontem, disse que gostava de mim assim como eu gostava do Harry. Eu fico chateada de não corresponder à altura... Afinal, eu gosto do Colin. Gosto muito! Muito mesmo... Mas nada que seja como gostar do Harry. O Harry é a única coisa que me faz viver, sinceramente. Por mais que eu goste muito, muito mesmo, de outros meninos, o Harry vai sempre ser o primeiro".

- Já leu? – perguntou Gina, tirando Remo do torpor. Aquilo realmente tinha o impressionado. Quer dizer que Harry sempre seria o primeiro? Quer dizer que ele era o segundo? Será que ela ainda pensava daquele jeito? Ele entendeu porque Gina ria como boba, porque aquele brilho nos olhos dela era familiar! Era o antigo brilho, aquele que aparecia sempre que ela falava ou ouvia sobre Harry Potter.

- Já... – respondeu Remo, meio aéreo – era por isso que você estava rindo?

- Era! As coisas são tão estranhas, né? Num dia eu gosto de alguém que não gosta de mim. No outro sou a namorada secreta, para não dizer amante, do meu professor de Defesa Contra as Artes das Trevas! Isso é muito estranho!

- Ele gosta de você...

- Ahn? – perguntou Gina atônita.

- Ele gosta de você – repetiu Remo – Só não te ama como eu, mas ele gosta de você. É impossível não gostar.

- Ah, mas não é esse tipo de gostar que eu quero dizer! – disse Gina sorrindo, como se explicasse o ABC para Remo.

- Você tem que aprender a diferença entre gostar e amar! – disse Remo – Porque os dois são muito diferentes.

Remo já não estava bem. Pelo brilho que Gina tinha nos olhos enquanto lia sobre Harry Potter, sentia que ainda o amava. E ele, bem, ele era como um Colin Creevey melhor sucedido.

Gina percebeu que Remo estava meio cabisbaixo e perguntou:

- Remo, está tudo bem? Eu fiz alguma coisa errada?

- Não... Você é perfeita. – respondeu Remo, com toda sua sinceridade.

- Obrigada. – respondeu Gina sorrindo.

Remo saiu do quarto sem falar nada, e completou sua própria frase nos pensamentos. "Só que você não me ama".

Remo namorava Gina e a amava com cada fibra de seu ser porém já não se sentia tão bem enquanto estava com ela. Não terminava porque se sentia pior ainda sem ela.

Era como se os beijos que ela dava fossem falsos, como se não fossem para ele. E os abraços, as palavras de amor e sempre que os olhos dela brilhavam enquanto Gina olhava para ele, Remo sentia que, no fundo, aquele amor todo era por Harry Potter.

Novamente ele estava caindo em trevas, se sentindo não-amado por ninguém. Sentia que sua relação com Gina era puramente atração, e nada tinha a ver com amor. Pelo menos da parte dela. E desse modo ele ia convencendo a si mesmo que o que sentia por Gina não passava também de atração, e que o sentimento que o esquentava era nada mais que desejo. Foram dias ruins para Remo, que se sentia mais sozinho do que nunca. Agora ele não amava mais Lílian e não tinha sua lembrança para confortá-lo, e como "não" amava Gina, não tinha ninguém que amasse.

Queria ficar sozinho, mais do que nunca. Seu próprio quarto não era o lugar ideal para isso. Ficavam mais lá do que em seus próprios quartos Sirius, querendo conversar sobre o brilhante passado que tiveram, Tonks, com sua investidas e convites para "ir tomar um sorvete" e Gina, com seu maravilhoso sorriso, que o fazia chorar de tristeza, já que o sorriso da menina que ele mais amou não era para ele.

Porém tinha de continuar a vida, com ou sem o amor de Gina Weasley. Talvez porque tivesse ficado chocado com o diário de Gina, ou talvez porque era a única pessoa que ele podia, ou queria, conversar abertamente, mas Remo decidiu escrever no seu próprio diário. Ele tinha um diário muito antigo e surrado, presente de Alice Longbottom no último de escola. Eles foram muito colegas e Remo sentia muito mesmo pelo que acontecera com ela. Naquela tarde, Remo se sentia muito mal. Gina dera mais um sinal de amor por Harry, era o que pensava Remo, quando quase estuporou Rony, tentando fazê-lo mostrar a ela uma carta que Harry escrevera. Para Gina, aquilo não passava de curiosidade, mas para Remo, era um ato extremamente torturante.

Para tentar cessar sua tristeza, Remo se fechou na biblioteca das Trevas e sentou-se à escrivaninha parcialmente negra de queimaduras e abriu seu próprio diário, as páginas amareladas. Tirou uma pena do bolso e usou a tinta que havia ali mesmo. Então escreveu:

"Mais um dia se passou, eu sem a minha menina. Talvez eu devesse começar com 'querido diário', como a minha Gina... Mas isso só aumentaria a minha tristeza e vontade de não viver, pois lembrar da menina mais bela do mundo, e que eu mais amei, é torturante".

Mas eu sei que haverá o dia em que tudo isso terminará, e essa dor que me queima como ferro em chama morrerá. Eu não agüento mais tudo isso, por que tinha que ser comigo? Ah, por que não desejo a Ninfadora, invés da Gina? Seria tudo tão mais fácil, ninguém falaria nada, todos apoiariam.

Às vezes Sirius diz que eu tenho medo de viver sem a aceitação universal, mas não é bem assim. Eu sei que isso é impossível, mas queria pelo menos ter a aceitação dos meus amigos mais próximos, que são como a minha família.

Sempre que olho uma faca, penso coisas idiotas, penso em terminar logo com a minha vida. Então eu lembro que ela precisaria ser de prata! Haha! Não tem graça, estou condenado a viver, mesmo sem querer, condenado a sofrer sem poder jogar tudo para o alto.

Talvez eu seja egoísta, porque a minha dor perto da dor de Sirius é mínima. Mas mesmo assim, Sirius sempre foi mais forte que eu, agüenta muito mais do que eu, que me transformo num enorme monstro, que na verdade é frágil e indefeso, uma vergonha, qualquer coisa me abate psicologicamente.

Eu sou ridículo. Alguém da minha idade não deveria falar, ou pensar e escrever, coisas como essas. Eu deveria me preocupar em arrumar um emprego, apesar de ser rejeitado em todos, e procurar alguém pra ficar junto o resto da vida, que não fosse uma maluca transformista.

Eu devia morrer logo, isso sim".

Nesse momento, Remo ouviu a porta se abrindo. Fechou o diário e o guardou no bolso com a pena rapidamente. Pensou que seria Sirius, afinal, quem mais poderia ser? Mas logo que avistou um monte flamejante, descobriu que era Gina.

Gina estava preocupadíssima com Remo, que não a procurava mais e ficava mais pálido, como se estivesse se aproximando da lua cheia, a cada dia.

Decidida a descobrir o problema, e resolvê-lo, Gina saiu em busca de Remo pela Mui Nobre e Antiga Casa dos Black. De todos os lugares quem que procurou, foi encontrá-lo na sombria biblioteca das Trevas.

- Oi... – disse ela, cautelosa, e com um sorriso. Remo a olhou, e respondeu, numa voz que tremia.

- Oi. O que faz aqui?

- Estava de procurando...

Remo fez menção de dizer mais alguma coisa, mas Gina o deteve. Como um raio, postou-se ao lado dele e tampou sua boca com a mão. Então disse:

- Remo... O que houve? Por que você não quer mais ficar comigo? Você... Você não me ama mais? Quer me deixar?

Não era isso que Remo esperava. Definitivamente não. Por que não conseguia esconder seus sentimentos? Por que todos sempre sabiam quando ele estava mal ou não? Decidido, ele tomou coragem para dizer o que achava que devia, e assim fazer o melhor para Gina:

- Não. Eu te amo, sim, e muito... – e fez silêncio, escolhendo as palavras – Mas acho que seria melhor para você me deixar.

- Eu?! Por que eu faria isso?! – perguntou Gina assustada.

- Porque você não me ama de verdade... – foi a vez de Gina fazer menção de falar, e também foi impedida – Não fale nada, é minha vez de falar. Eu sei que você gosta de mim, mas gostar não é amar. Você é tão nova, e eu estou forçando você decidir uma coisa muito importante... Então, eu não vou me importar se você... você me deixar, e procurar alguém que você realmente ame... Alguém como Harry, por exemplo... Eu sei que você nunca o esqueceu. Eu vi no diário...

Gina o observava perplexa, a boca entreaberta de espanto. Agora acendia uma luz em sua mente e ela finalmente descobria o porquê de Remo estar daquele jeito!

- Seu lobo tolinho! – e então Gina sorriu – Como pode pensar que eu não te amo? Como pode pensar que eu amo o Harry, e não você?

- Estava no diário... – disse Remo.

- Aquele diário é antigo, você sabia! Só prova como... como as pessoas se enganam! Eu pensava que nunca ia gostar de ninguém mais do que amava o Harry, mas você apareceu. E eu te amo mais do que ele! Sabe, Remo... Por mais jovem que eu seja, eu já sei identificar meus sentimentos. Eu não lhe garanto que vou te amar para sempre, porque já me enganei com isso. Dizia que amava o Harry, e olha eu aqui! Mas uma coisa eu posso lhe dizer... Eu te amo! Nesse momento, nesses meses, e pretendo por muito mais tempo, te amar. E a coisa que eu mais quero é que você me ame com a mesma intensidade! Eu gostaria de ser sua, totalmente, sem nada mais para atrapalhar, nem a idade, nem o preconceito, nem essa coisa idiota de "amar ou gostar". Você me entende?

- Entendo. E como entendo... É tudo o que eu quero para nós... Quero poder te abraçar sem me incomodar com o que os outros vão pensar, quero poder te beijar sem ter medo de alguém nos ver. Quando poderemos fazer isso?

- Agora, Remo... Aproveite os momentos! Você pode viver tudo o que você mais quer agora!

E Remo a tomou nos braços, e a beijou. Beijou como nunca tinha a beijado antes, com o amor duplicado. Naquele momento, não havia nada que os impedisse. Nada que pudesse pará-los, que pudesse interromper aquele momento.

Gina sabia o que estava por vir, assim como Remo. Mas nenhum dos dois se importou, não estava errado. Não enquanto os dois se amassem.

Ainda entre beijos, ambos caíram entre vários lençóis e travesseiros jogados ao canto da biblioteca. Eles se amaram ali, o mais que qualquer um naquela casa podia.

Certamente, aquela seria a noite mais mágica da vida deles, não importava se tinha ocorrido sobre lençóis sujos e rasgados, naquela biblioteca empoeirada, algumas horas depois de Sirius dizer "não quero que você abuse da garota na minha casa, vai sobrar para mim!". Ninguém podia apagar aquela noite da memória de Remo, nem com o mais poderoso Obliviate, muito menos da memória de Gina, que teve a sua primeira vez com o homem mais carinhoso que podia existir.

Tudo melhorou para Remo depois daquela noite, que apesar de ter passado sem jantar, valera a pena. O sol parecia mais brilhante, e as estrelas maiores e a lua estava escondida dos olhos de todos, era tudo maravilhoso.

Gina contara tudo para Hermione, que dera um tapa tão forte na boca aberta que precisou dizer "Ai" para extravasar a dor.

- Caraca, Gina! Caracoles, como diz o Rony! Eu nunca faria isso com um professor nem no meu sonho mais doido! – disse ela, pasma.

- Nem com o Prof. Snape? – perguntou Gina.

- Muito menos com ele, o fato de eu achá-lo incrivelmente bonito não modifica o fato de achá-lo um nojento.

Remo queria muito contar para alguém, e esse alguém tinha nome e sobrenome. Sirius Black. Mas Remo temia que Sirius ficasse bravo, e se irritasse mais do que o normal. Mas mesmo assim, ele confiava no amigo. Sabia que, apesar do possível berreiro, não contaria a ninguém. Então foi até o quarto de Sirius, e entrou.

Quase um dardo carregado de magia o acerta no rosto. Sirius estava atirando dardos no alvo pregado atrás da porta, e como Remo entrou sem aviso, Sirius não pode impedir que isso acontecesse.

- Você é doido? Se um desses pega no olho, ai, não quero nem ver.

- Tsc, guarda isso. Quero te contar uma coisa – disse Remo apressado, se jogando numa poltrona do quarto.

- O quê?

Remo disse a Sirius, sem rodeios, com todas as palavras.

- Você é LOUCO!? Se alguém entrasse lá?! Se ela contar a alguém?! É o seu fim! E vão dizer que foi culpa minha, vão dizer que eu tramei porque fui eu quem te deu a senha da biblioteca... – e Sirius continuou o sermão, mas tudo entrava pelo ouvido direito de Remo, e saia pelo esquerdo. Ele entendia algumas palavras como "crime" ou "estupro".

Quando Sirius parou de falar um instante para poder respirar, Remo disse:

- Primeiro: Ninguém vai por a culpa em você, se descobrirem. Se isso acontecer, eu digo que você não teve nada a ver e acabou! Segundo: Não foi estupro, ela estava consciente do que... – mas Sirius interrompeu.

- Consciente?! Ela tem 14 anos, não sabe o que faz e...

- CALA A BOCA, SIRIUS! – gritou Remo. Ele estava farto de Sirius dando lição de moral, o cara que fugiu de Azkaban para cometer o crime pelo qual foi preso, dando lição de moral! Foi demais para ele... – Quem é você para dizer alguma coisa, para dizer o que é certo ou errado, para me dar lição de moral?! Eu sou adulto o suficiente para decidir sozinho, eu imagino, quem devia lhe dar lição de moral sou eu!

Sirius se calou, os olhos arregalados com a súbita explosão do amigo, a boca aberta de espanto.

- Desculpa, cara... Eu só estava tentando por alguma razão nas nossas vidas...

- Nossas vidas têm razão. Você tem um afilhado para proteger, eu tenho uma menina para amar. Não importa como faremos isso, faremos.

- Você tem razão...

Houve um minuto de silêncio, mas não foi constrangedor. Sirius e Remo eram tão amigos, há tanto tempo, que a amizade já ultrapassara essas coisas. Sirius sorriu para os próprios pés, então disse:

- Ok. Chega de blábláblá, vou direto ao assunto. Como é que foi? – e parecia muito interessado. Remo sorriu, e lhe contou. Sirius sempre foi um bom ouvinte, para coisas que lhe interessassem.

Era uma manhã de sábado, e grande parte da Ordem estava na sede. Apesar de ser final de semana, Sra. Weasley não dava nenhum descanso. Gina estava cansada de trabalhar e queria ter mais tempo para Remo, mas não encontrava nenhuma desculpa para ficar a sós com ele.

Aproveitando a Ordem toda, a Sra. Weasley decidiu limpar o quarto onde Bicuço ficava, que ainda estava bem imundo. Fred, Jorge, Hermione, Rony, Tonks, Moody, Sirius, Quim, Remo, Gina e a Sra. Weasley já tinha decidido por onde começar quando notaram uma coisa. Esqueceram os produtos de limpeza, e eram vários. Então a Sra. Weasley disse:

- Gina, querida, vá ao sótão para mim e traga a caixa com os produtos de limpeza, sim?

Gina teve uma idéia, então.

- Ok! Prof. Lupin, pode vir me ajudar? A caixa é meio pesada...

Remo sorriu e respondeu:

- Claro, pode deixar...

Sirius e Mione reviraram os olhos.

Remo e Gina saíram do quarto e foram ao sótão. Mal haviam entrado, e Remo encostou Gina numa parede e começou a beijá-la.

- Você não acha meio perigoso nos encontrarem aqui? – perguntou Gina.

- Adoro viver perigosamente... – respondeu Remo entre um beijo e outro. Gina riu, e não falaram mais nada. Ela tentava desabotoar a camisa de Remo, enquanto ele acariciava as pernas da menina. Não deviam fazer mais nada ali, pois não deviam demorar. Mas por um segundo, Remo se desequilibrou, e para não cair, soltou um braço de Gina e apoiou em qualquer coisa ao seu lado, que caiu com um estrondo no chão. Nenhum dos dois sequer abriu os olhos para ver o que era.

Então começou um "toc toc toc" ao longe. Remo beijava Gina, a boca, o rosto, o pescoço. "Toc toc toc". Gina acariciava o peito de Remo, às vezes beijava e lambia. "Toc toc toc". Nenhum dos dois estava preocupado com o barulho, estavam muito ocupados. Só foram se preocupar quando a porta abriu com tudo e bateu com um estrondo na parede.

Ambos saltaram de susto e se separaram. As mãos dadas, olharam para a porta. Olho-Tonto Moody os observava, os dois olhos fixos neles. Não parecia nada feliz, parecia a ponto de azarar os dois. Então disse, assustador.

- Menina, volte para sua mãe agora. Lupin, vamos conversar no seu quarto.

N/A2: Fim de capítulo! Bom, mais uma vez desculpo pela demora que teve esse capítulo, e já me desculpo pela demora do próximo! O próximo se chama "Tonks e Harry", e terá maior participação deles dois. Não sei se será o meu favorito, mas eu amo escrever para o Harry, e amo o shipper H/G (não que eu devesse contar isso a vocês), mas não é um capítulo de extrema importância na história. Desculpem-me, aqueles que queria NC17, porque eu não fiz. Não me achei na capacidade, e morro de vergonha. Talvez, depois de terminar tudo, eu escreva um capítulo NC17 especial. Mas até lá... Por favor, comentem na minha humilde fic! Recebi poucos comentários no capítulo 9, mas digo que valeram a pena!

Agradeço a Carol Malfoy Potter, que leu o capítulo antes de receber o e-mail de atualização, Kirina Li, que escreveu um coment maaaaaaaaaaravilhoso! Eu realmente amei, coment tamanho família, e foi a culpada de eu ter demorado tanto para atualizar... :P (explico depois), Susana Snape, que comentou e escreve uma R/G, e a Pat, Lily, Vivian Malfoy, Amy26, Raisa Melyanna, Bru Black, Taty M. Potter, Persephone Pendragon, que leram e comentar, e eu sou doida por coments, e agradeço a Prika, que também comentou.

Sobre a Kirina Li ter causado atraso na fic, foi o seguinte... Ela sugeriu que Sirius precisava de uma namorada. E isso é doidera de se sugerir para mim que amo ele e faria tudo pela felicidade dele... :P Então, demorei um tempão escrevendo um capítulo aonde ele tinha uma namorada. Como pode ver, modifiquei tudo depois. Mas já falei demais, então, tchau!