...
Despedida de Solteiro
"Hinata foi contratada para ser a moça que sai do bolo numa despedida de solteiro, mas coisas muito estranhas acontecem e ela acorda nua, num quarto desconhecido e junto com o noivo."
Adaptação da obra de Karen Kelley.
Disclaimer: Uchiha Sasuke não me pertence, mas eu pertenço a ele, e é tão prazeroso quanto.
Capítulo 10.
— Eu disse, solte a faca! — Não falei que alguém estava aqui? — Um terceiro homem entrou na sala e ficou atrás dos dois policiais, fora do campo de perigo.
— Tão logo vi as luzes da cabana acesas, parei o carro e dei uma espiada pelas Kinlas. Foi quando o vi na minha cozinha, vasculhando as coisas. Aposto que ele sequestrou essa mulher. Se eu não tivesse chamado vocês pelo meu telefone celular, ele a teria matado.
— Escutem, policiais — começou Sasuke, acenando o braço. Ambos os policiais ficaram rígidos.
— Solte a faca ou atiraremos — ordenou um deles.
— Tudo bem, tudo bem. Olhe, estou soltando-a. Posso explicar tudo...
Ele não teve chance de explicar. Assim que a faca caiu a seus pés, ambos os policiais caíram em cima dele, algemando suas mãos nas costas.
Hinata escolheu aquele momento para soltar um verdadeiro grito de horror.
— Meu Deus, esse tipo de gente me deixa doente — murmurou o policial e voltou-se para seu colega: — Sengu, diga à senhora que o pegamos e o algemamos e ele não mais a aterrorizará. Veja também se ela está ferida.
Sasuke olhou para o nome no crachá no uniforme do policial. Ele estava tentando controlar sua raiva. A última coisa que podia fazer era perder o controle.
— Ouça, policial Ayatsugi, é a minha esposa que esta lá no quarto, prestes a dar à luz o nosso bebê. Se você não me livrar dessas algemas agora, perderá seu distintivo.
O terceiro homem falou para o policial:
— Não faça isso, ele pode estar mentindo. Ele está provavelmente indo cortar a garganta dela ou esquartejá-la em pequenos pedaços.
Aquilo tinha que ser um pesadelo. O sujeito não devia pesar mais do que setenta quilos e usava óculos com armações grossas de casco de tartaruga, que eram quase maiores do que o rosto dele.
Sasuke já calculara que o rapaz era o amigo de Naruto.
— Cale-se, Shikamaru! — exclamou Sasuke.
— Ele me chamou de Shikamaru — disse ele, empertigando-se. — Como soube meu nome?
— Eu soube seu nome porque Naruto me disse que essa cabana era sua.
Shikamaru parecia intrigado enquanto ajeitava o imenso óculos sobre o nariz.
— Você conhece Naruto?
— Infelizmente. Ele é meu irmão.
Sengu voltou do quarto com sua pele morena completamente pálida, e ar apavorado.
— A moça está tendo um bebê. Quando eu lhe contei que tínhamos algemado o homem que estava na casa, ela me atirou uma xícara de chá. Disse que se não deixássemos seu marido ir lá, viria aqui e bateria em todos nós — Ele olhou para o seu colega. — É melhor fazermos o que ela pediu, Ayatsugi. Ela parecia realmente destinada a fazer o que disse.
—Isso é o que eu estava tentando dizer a vocês. — Sasuke suspirou.
— Tire as algemas dele — ordenou Ayatsugi, enquanto sacava o rádio de seu cinto. Apertou o botão e começou a falar: — Kin, tudo bem por aqui, mas vamos precisar de uma ambulância. Parece que temos uma mulher em trabalho de parto.
— Você não vai bancar o médico outra vez, vai, Ayatsugi? — replicou Kin.
— Não se eu conseguir evitar — respondeu ele, recolocando o rádio no lugar.
— Você já fez isso antes? — perguntou Sasuke.
— Muito mais vezes do que você imagina — replicou o policial.
Sasuke soltou um suspiro de alívio.
— Você não pode imaginar o quanto fico feliz em ouvir isso. - Assim que as algemas foram tiradas, ele correu para o outro quarto.
— Sasuke, você está bem? Se eles machucaram você, eu juro que... - O olhar preocupado de Hinata rapidamente se transformou em fúria quando pousou no policial atrás dele.
— Você! Como pode atacar meu marido? Se você o machucou, eu... eu...
— Fique calma, está tudo bem. Foi somente um mal-entendido — murmurou Sasuke. — Apenas agradeça a Naruto por não ter contado para Shikamaru que nós íamos estar na cabana.
— Senhor, preciso que você me dê licença para examinar sua esposa — disse o policial Ayatsugi, pondo a mão no ombro de Sasuke.
— Sasuke, eu... — Ela segurou forte a mão do marido.
— Ele já fez isso antes. Há uma ambulância vindo para cá, mas ele precisa examiná-la — Sasuke voltou-se para o policial: — Chame-me tão logo você terminar.
— Levará apenas alguns minutos.
Quando Sasuke fechou a porta, Hinata deu um olhar hostil ao policial.
— Tem certeza que já fez isso antes? - O policial sorriu.
— Cinco meninos e duas meninas. Todos saudáveis. Eu até fiz um parto no elevador.
De onde é que eles tiravam aquelas histórias? Por acaso, ela tinha cara de ingênua?
— Quanto pesava o bebê do elevador?
Ele parou o processo de colocar um par de luvas de borracha esterilizadas.
— Como assim, senhora?
— Quanto pesava o bebê que nasceu no elevador? - Ele pareceu confuso, mas respondeu:
— Três quilos e poucos gramas.
Bem, pelo menos a história dele era um pouco mais plausível.
— Se isso a faz sentir-se melhor, fui paramédico por três anos, antes de decidir tornar-me policial.
Ela cerrou os dentes contra a nova contração. Não sabia por quanto mais tempo seria capaz de suportar tanta dor. Uma coisa era certa, jamais se queixaria quando tivesse que ir ao dentista.
— Não lute contra isso — ele falou em tom calmo. — Respire o mais devagar que conseguir.
No momento que a contração começou a diminuir, ela notou que ele removera as luvas e estava passando um pano úmido no seu rosto.
— Melhor?
Ela assentiu.
— Bem, você ainda não está coroando, mas acho que não levará muito tempo.
— Coroando? — Ela franziu o cenho.
— E o que chamam quando o crânio do bebê está aparecendo. Ele depositou o pano úmido sobre o criado mudo e pegou a mão dela. Nós deveríamos levá-la para o hospital antes que seu filho nasça. Agora, não me culpe por isso. Bebês têm uma maneira de provar que estamos errados, algumas vezes.
— Nessa altura dos acontecimentos, não me importo onde ele nascerá. Apenas quero que tudo acabe logo.
— Sei que você quer — Ele franziu o cenho quando viu a bandeja que Sasuke preparara. — Para que são aquelas coisas?
Hinata olhou para o equipamento, e, mesmo no seu desconforto, começou a rir. Sabia exatamente a que peça do equipamento o policial estava se referindo.
— Pinças C — disse ela. Ele sorriu.
— Não me diga que era para lidar com o cordão umbilical? Ela assentiu enquanto ele soltava uma risada estrondosa.
— Bem, seria pior se ele tivesse pegado um abridor de latas.
Sasuke andava de um lado para o outro na sala de estar.
De minuto em minuto, parava e olhava para a porta fechada. Que raios de demora era aquela? E onde estava a bendita ambulância? Já não deveria ter chegado?
Ele foi até a porta da frente da cabana e abriu-a. Não havia luzes brilhando através do céu escuro. Nem som de sirene a distância. O silêncio era irritante.
Sengu falou, interrompendo a quietude:
— Meu colega costumava trabalhar numa ambulância antes de decidir tornar-se um policial.
Sasuke parou e olhou para o homem.
— Ele era paramédico — continuou ele.
— E daí? — Sasuke sabia que estava sendo irracional. O sujeito estava apenas tentando ajudar.
Sengu deu de ombros e olhou para os pés. Pelo seu tamanho, Sasuke calculou que ele deveria beirar os vinte e poucos anos.
— Ayatsugi é um homem bom. Ele não deixará que nada aconteça à sua mulher.
Sasuke olhou para a porta do quarto.
— Sei disso — concordou. — Há tanta coisa que pode sair errado, e Hinata está com muita dor — ele estudou o jovem policial. — Você é casado?
— Não, mas sou noivo. Vamos nos casar assim que eu conseguir dinheiro suficiente para comprar uma casa.
— Escute, minha mãe é corretora de imóveis. Aposto que ela pode ajudá-lo.
Os dois continuaram o papo enquanto Sasuke voltou a caminhar e rezar. Senhor, ajude-a. Não a deixe sofrer mais.
Ela não estaria passando por aquilo se não fosse por ele. Sasuke nunca deveria ter planejado casar-se com Karin. Sabia disso agora. Casamento não era um arranjo comercial. Um lar era construído de amor. Como o amor que seus pais compartilharam.
Agora ele sabia por que sua mãe não se importara com mais nada depois da morte do pai dele. Mas não ter essa espécie de amor era uma total infelicidade. Ele só entendera isso depois que Hinata entrara na sua vida. E agora, ela estava suportando uma dor indescritível.
A bela, adorável e bondosa Hinata estava sofrendo porque ele a deixara grávida. Ele lhe causara o sofrimento. Oh, naturalmente Naruto fora quem os levara para a cama juntos, mas somente porque sabia que um casamento com Karin seria um total desastre.
Ele foi até a mesa onde a cesta de piquenique estava colocada. Depois de tirar a rolha da garrafa de vinho, tomou um bom gole. Era covarde, sabia disso.
Tomou novo gole e deixou o líquido descer ardente pela garganta.
Jamais se perdoaria se Hinata não saísse dessa. Como ela podia suportar a dor por tanto tempo, ele nunca entenderia. Se pudesse sentir as contrações por ela, faria isso.
Puxando uma das cadeiras, sentou-se na beira do assento de madeira. Bebeu novamente do próprio gargalo da garrafa.
Se ela se saísse bem daquilo tudo, ele a colocaria no apartamento mais bonito que existisse. Ela nunca mais quereria outro pelo resto da vida. Ele levantou a garrafa e bebeu de novo. Céus, ele lhe daria a casa. Era apenas certo que o bebê fosse criado lá. Compraria um apartamento para si próprio. Não teria nem mesmo que ser bom. Apenas um lugar para dormir à noite. Ele deu mais um gole de vinho.
Por que Ayatsugi estava demorando tanto? Sasuke sentou-se um pouco mais ereto.
E se algo saísse errado? E se... Ele esvaziou a garrafa de vinho e jogou-a longe. Ela espatifou no chão, chamando a atenção dos outros dois homens. Mas ele não se importou. Ia entrar no quarto. Tinha que saber o que estava acontecendo. Quando se levantou, a sala rodou. Ele agarrou a mesa para firmar-se.
— Ele bebeu aquela garrafa inteira de vinho? — sussurrou Shikamaru.
— Do jeito que está cambaleando em nossa direção, creio que sim.
Cambaleando? Quem estava cambaleando? Era aquela porcaria de assoalho feito de toras de madeira desniveladas.
Sasuke dirigiu-se para a porta do quarto de Hinata, determinado a chegar lá. Tinha que estar com sua esposa. Tinha que tomar conta dela.
Sengu foi até ele e segurou-o pelo braço.
— Não acho que seja uma boa hora para você entrar — disse ele.
— É minha mulher quem está lá e você não pode me impedir — retrucou Sasuke, gaguejando terrivelmente e tentando livrar-se da mão que o agarrava.
— Ayatsugi cuidará dela.
— Sim, sr. Uchiha, você não parece estar bem.
— Estou perfeitamente sóbrio. Hinata está sofrendo e tenho que estar com ela.
Ele tentou dar um novo passo na direção do quarto. Todos pararam e olharam para o quarto quando o som de uma risada irrompeu por trás da porta.
— Oh, eu não deveria rir. — Hinata gemeu. — Faz doer mais minha barriga.
— Tudo que posso dizer é que foi ótimo termos aparecido no momento certo.
Ele levantou uma das pesadas pinças e meneou a cabeça. — Acho que seu marido nunca fez o parto de um bebê na vida.
— Você está certo.
O som distante de sirenes chamou a atenção deles. Hinata respirou aliviada.
— Já era hora — murmurou Ayatsugi.
— Com certeza.
— Mais um minuto, e pensei que iria adicionar seu bebê à minha lista.
Ela franziu o cenho e perguntou curiosa:
— Por que você desistiu de ser paramédico, afinal de contas? Você é tão bom para deixar as pessoas calmas.
Ele mudou a posição do corpo dela, tentando encontrar uma melhor, mas acabou desistindo, porque percebeu que não era possível. Ela olhou para Ayatsugi e ficou surpresa de vê-lo corar. Era tão díspar um homenzarrão como ele enrubescer, que Hinata imaginou se a luz estava lhe pregando peças.
— É como isto, senhora — respondeu ele. — Detesto fazer partos. Francamente, tenho muito medo. Todavia, batidas de carro, tiroteio, agressões, qualquer espécie de trauma, são coisas diferentes. Você sabe o que esperar, na maioria das vezes. Porém, uma mulher esperando um bebê? — Ele meneou a cabeça. — Não conheço nenhum estagiário de medicina que não tenha o desejo de segurar a vida de um recém-nascido em seus braços.
No início, Hinata pensou que ele estava brincando, mas o olhar na face dele era muito sério.
— Se eu tivesse escolha, optaria por você, policial Ayatsugi. E aposto que todas aquelas outras mulheres fariam o mesmo.
Antes que ele pudesse comentar, Sasuke entrou no quarto.
— Hinata, você está bem?
Ela arregalou os olhos, boquiaberta.
— Sasuke, mas o que aconteceu com você? - Ayatsugi fungou.
— Pelo cheiro, eu diria que ele bebeu aquela garrafa inteira de vinho que vi na cozinha.
— Realmente ele bebeu — confirmou Shikamaru, aparecendo na soleira da porta. Quando Sasuke voltou-se e olhou para ele, furioso, o rapaz desapareceu de vista.
Sasuke cambaleava um pouco ao andar e teve que pôr uma mão contra a parede para apoiar-se.
— Posso ter tomado um gole... ou dois. E daí? Não estou bêbado. - Se outra contração não estivesse começando, Hinata teria rido.
A metade da camisa de Sasuke estava pendurada do cinto para fora. Os cabelos totalmente desarrumados e os olhos turvos.
Quando a dor intensificou-se, ela tentou relaxar, como Ayatsugi lhe mostrara, mas aquela era muito forte. Ela tentou respirar em pequenos sopros, mas foi inútil. Um grito saiu de sua garganta bem quando dois homens com uma maca entraram no quarto.
— Já era hora de vocês chegarem, rapazes — disse Ayatsugi.
— Se soubéssemos que você estaria aqui, não estaríamos tão preocupados — um dos estagiários de medicina disse quando baixou a maca. — Como vão as coisas por aqui?
— As contrações estão ficando cada vez menos espaçadas. Cerca de vinte segundos entre elas, no momento. É a primeira gravidez dela. Então acho que dará tempo de chegar ao hospital.
O paramédico levantou o lençol.
— Não, acho que não, companheiro. Acredito que o rapazinho ou a menininha está cansado de esperar.
Ele empurrou a maca em direção à porta, tirando-a do seu caminho, para não atrapalhar.
— Tive uma visão do alto da cabeça do bebê. Vamos nos preparar para um parto, já.
— Estou aqui com você, Hinata — murmurou Sasuke bem antes que desmaiasse.
Sasuke vagarosamente abriu os olhos. Encontrava-se no sofá, mas a sala estava levemente fora de foco. Passou a mão pelos cabelos desalinhados, sorrindo quando sentiu um galo na cabeça do tamanho de um ovo.
— Beba isto — disse Shikamaru, estendendo-lhe uma xícara de café forte.
Completamente tonto, Sasuke sentou-se e pegou a xícara.
— O que aconteceu?
A voz dele soava como se viesse de muito longe. Sua boca estava seca e a cabeça doía.
— Antes ou depois que você bebeu a garrafa inteira de vinho? - Isso explicava por que se sentia tonto. Lançou um olhar tão hostil a Shikamaru que derrubaria qualquer inimigo, mas tudo que o rapaz fez foi sorrir.
— Depois? — perguntou Sasuke.
— Você desmaiou.
A memória retornou como uma onda da maré.
— Hinata? Ela está bem? — Ele depositou a xícara na mesinha e começou a levantar-se, mas Shikamaru acenou para que ele permanecesse sentado.
— Os paramédicos estão com ela. Devo manter você fora do caminho.
— Quanto tempo vai demorar?
— Não muito tempo.
Hinata gritou.
Sasuke levantou-se, batendo na xícara de café. Teve que agarrar as costas do sofá porque a sala toda rodava. Quando o rodopio da sala parou, ele falou novamente:
— Preciso estar com ela.
—Não. Incumbiram-me de mantê-lo aqui, longe do quarto. E fique sabendo que posso ser um sujeito pequeno, mas conheço karatê. Não me faça usar isso.
Sasuke parou, não que estivesse com medo. Olhou para Shikamaru, mas não pode imaginá-lo praticando qualquer modalidade de luta.
— Você conhece mesmo karatê? - Shikamaru estufou o peito.
— Quer verificar?
— Sim, acho que terá que me mostrar, porque vou lá com a minha esposa.
— Tudo bem, tudo bem, eu só tive uma aula, mas li tudo no livro. - Sasuke continuou andando, até que Hinata gritou outra vez. Seus passos vacilaram. Então ele ouviu o mais belo som do mundo. Incomparável até a qualquer sinfonia de Beethoven ou Mozart...
Seu bebê gritou. Um bálsamo para seus ouvidos.
Sasuke fechou os olhos, mas imediatamente os abriu quando quase caiu no chão. Por que bebera todo aquele vinho? Nem mesmo gostava muito de vinho e agora estava cambaleando como um tolo embriagado. E, pior de tudo, Hinata o vira daquele jeito. Qualquer esperança de eles se tornarem uma família estava perdida. Ela provavelmente o desprezara por vê-lo naquele estado.
O bebê chorou novamente e Sasuke sentiu seu coração dar um salto que parecia explodir no peito. Era uma sensação muito agradável, todavia.
Certo, então talvez estragara tudo com Hinata, mas ainda havia seu filho lá. Ele lhe dissera que, qualquer que fosse a decisão dela, estaria a seu lado.
Aprenderia a viver sem Hinata. Portanto, não veria seu sorriso brilhante todas as manhãs ou ouviria sua doce voz. O tempo apagaria a memória e, um dia, ele seria capaz de levar sua própria vida.
Contudo, Sasuke lhe imploraria que ficasse. Ajoelharia a seus pés, se ela quisesse. Ele empurrou a porta e estancou diante do que viu.
O vinho o afetara mais do que pensava. Esfregou os olhos, mas quando olhou novamente, continuou vendo dois bebês na cama ao lado de Hinata. Não um, mas dois lindos bebês. Ele sentiu uma vontade incontrolável de chorar, mas lembrou-se a tempo que homens não choravam.
Hinata caiu na gargalhada. Não pôde evitar. Sabendo a quantidade enorme de vinho que ele bebera, percebeu logo o que ele estava pensando.
— Meninas gêmeas — anunciou ela. — Esta é a razão pela qual comecei o trabalho de parto duas semanas mais cedo, suponho.
Sasuke não controlou as lágrimas. Às favas aquele machismo que homens não choravam. Era uma emoção muito grande.
— Pensei que estava vendo dobrado — murmurou ele sem olhá-la. — Por que o dr. Matthews não viu o segundo bebê quando fez o ultra-som?
Hinata deu de ombros.
— Ayatsugi falou que algumas vezes um bebê fica sobre o outro no útero. Isso acontece.
Sasuke assentiu. Então se ajoelhou ao lado da cama e, muito gentilmente, tocou cada uma de suas filhas. Hinata achou que nunca vira tanto amor e ternura na face de alguém antes.
— Elas são lindas — sussurrou ele.
— Daremos a vocês alguns minutos, mas então teremos que ir - avisou Ayatsugi enquanto fechava a porta, deixando-os ter alguma privacidade.
— Eu acho que elas são maravilhosas. — A voz de Hinata mos trava todo o orgulho que sentia.
— Você já escolheu os nomes? — indagou ele.
— Ainda não. Pensei em você escolher um e eu o outro.
— Esta aqui será Ahri, como minha bem-amada avó — sussurrou ele quase sem pensar.
— Então, esta menorzinha, que chegou por último, será Mei. Chegou sem ser esperada, mas será uma pessoa vitoriosa.
Sasuke pegou a mão da esposa e fitou-a profundamente nos olhos.
— Sei que você não me ama, Hinata. Deus sabe que tentei todos os truques para fazê-la apaixonar-se por mim, mas nada funcionou — Ele desviou os olhos da face dela e focou-os sobre a mão feminina, acariciando-a com o polegar. — Quero que você fique comigo, que não se mude para algum apartamento. Eu juro, serei o melhor marido que qualquer esposa já imaginou ter. Talvez algum dia, você possa até mesmo aprender a gostar um pouquinho de mim.
Ela sorriu quando ele a encarou novamente.
— Oh, Sasuke, você não sabe que eu o amo mais do que a própria vida? Sem você, qualquer lugar que eu morasse, seria apenas uma casa. Somente morando com você seria sempre um lar.
— Você tem certeza do que está falando? Não está dizendo isso porque sente pena de mim?
— Não, nunca falei nada tão verdadeiro em toda minha vida. Eu o amo. E já faz muito tempo, porém eu estava com medo que você não sentisse o mesmo por mim. Achei que tudo que lhe importasse-fosse o bebê.
— Fomos tão tolos. Todavia, nunca mais. Pretendo dizer-lhe o quanto a amo todos os dias, pelo resto da minha vida.
Ele inclinou-se sobre ela e beijou-a com amor e ternura.
Hinata soube que aquele momento estaria no seu coração para sempre.
De repente, ocorreu-lhe que nada daquilo nunca teria acontecido se não tivesse pulado de dentro de um bolo numa festa de despedida de solteiro. Pensando assim, sorriu.
Continua...
*Limpando as lágrimas no canto dos olhos*
Ai gente, essa fic é tão fofa. Finalmente chegamos ao final... OU NÃO. TEM EPÍLOGO AINDA! *-*
Sumi de novo e blábláblá, mas enquanto eu viver nenhuma fanfic minha será abandonada. É que vocês também sumiram, não é? Gente, a faculdade está complicadíssima, tudo corrido demais. To quase abandonando essa vida de escritora, viu. Tá fácil pra ninguém.
Mas vou ser bem sincera com vocês, se vocês ficarem no meu pé eu agilizo as histórias sim! Entrem em contato comigo pelo twitter ( jadeafranco), por PM, comentem loucamente me xingando. Me cobrem, porque realmente me falta motivação às vezes.
O epílogo está prontinho esperando por vocês, então comentem que ele chega logo! Vide de regra, aqui em baixo.
Lembrem-se: Reviews movem montanhas, ou melhor, capítulos.
Quanto mais comentários mais rápido sai o próximo capítulo! Comentem. 10 coments e o capítulo novo sai na hora!
.
.
.
.
.
\/
Beeijos.
