Olá... Então, esse capítulo não está tão bom quanto deveria, mas... Enfim. Sexta-feira ou sábado, não sei qual dos dois, eu vou postar o capítulo especial de Natal, que vai estar curtinho (e não muito bom também) mas vai me direcionar para o talvez último capítulo (:
ATENÇÃO: Esta fanfiction contém spoilers do livro Percy Jackson e o Último Olimpiano. Se não quer saber parte do final sem querer, não te aconselho a ler. Para todos os outros, boa leitura.
Disclaimer: Percy Jackson e os Olimpianos não pertence à mim, e sim à Rick Riordan.
Sinopse: Rachel Elizabeth Dare finalmente conseguiu realizar-se em sua vida. Porém, o que pode acontecer se ela, de repente, perde sua razão de viver? | Nico/Rachel.
Minha razão de viver
Capítulo 10 - Refeições
Rachel poderia contar a todos os seus colegas estudantes de arte que ela havia passado duas semanas em Veneza.
É bem verdade que, durante a primeira metade da primeira semana, ela gastara seu tempo em cemitérios. Outra verdade é que a outra metade da semana e cinco dias da próxima foram gastos na cama, enquanto ela recuperava sua saúde. Mas, ao menos, Rachel tivera um perfeito final de semana na Itália, conheceu alguns dos muitos museus que queria ver e reconheceu seus pintores favoritos. Para completar, Nico lhe prometeu que voltariam a Veneza quando ela quisesse.
Ela estava contando os detalhes emocionantes da viagem quando Annabeth lembrou-se de um assunto delicado, sua relação com Nico di Angelo.
- Então vocês estão finalmente juntos, certo? - perguntou a loira. Rachel fez uma careta.
- Eu não acredito que vocês haviam percebido. Estava tão óbvio assim?
Annabeth riu, trocando a página da revista. Ela passou os olhos pelos vestidos, mas nenhum lhe chamou a atenção.
- Nós sempre andamos juntos, é fácil perceber quando rola um clima. - ela apontou um dos vestidos e o mostrou a Rachel - Fraquinho demais para as madrinhas?
Rachel olhou a revista com atenção. - Não ficaria bom em Thalia. Ela tem o corpo de 15 anos, lembra?
A loira assentiu, virando outra página. - Você não respondeu minha pergunta. Oficialmente, o que há entre vocês?
- Não tenho certeza. - Rachel respondeu, torcendo o nariz - Eu não sei, mas suponho que sejamos namorados. Eu queria convencer Nico a morar comigo. - e como Annabeth levantou o olhar para ela, Rachel emendou - Quero dizer, eu odeio aquele apartamento onde ele mora. É repugnante.
- Ã-hã. - Annabeth murmurou, destampando uma caneta com os dentes e envolvendo um vestido de pregas que havia na revista - Vou fingir que acredito.
- Pare de inventar coisas, Annabeth! - Rachel bufou.
- Não estou inventando. Qual é, vocês dois devem ter passado, no mínimo, uns maus bocados por causa da condição de virgindade do Oráculo. - a loira falava enquanto examinava outra página - Tensão acumulada. Duvido muito que você não esteja louca para dar uns pegas com ele, sem ofensas.
O rosto de Rachel ardeu em escarlate.
- Não! - retrucou rapidamente - Eu não fico pensando nessas coisas!
- Por favor, Rachel. - Annabeth suspirou, largando a revista de lado - Tudo bem que o Nico não é lá um Percy da vida, mas também não é assim tão descartável. Não é possível que não tenha rolado nada entre vocês, principalmente agora que você está livre do Oráculo.
- Não... - repetiu Rachel - Não aconteceu nada entre nós, está bem? Nada disso que você está pensando.
Annabeth levantou uma sombrancelha. - Veja bem, Rachel. Eu não sou uma pervertida em potencial. Mas tem certas coisas que são naturais. É normal que vocês tenham...
- Nós não fizemos nada! - Rachel gritou, e as pessoas das mesas próximas olharam para as duas. O rosto da ruiva ficou ainda mais vermelho quando ela prosseguiu - Não estou escondendo. Não aconteceu nada mesmo. Não é como se "ah, agora que você não tem mais a obrigação de ser virgem, vamos acabar logo com isso!". Eu e o Nico temos... sentimentos um pelo outro, entende? Não é assim carnal.
De repente, a mente de Rachel foi preenchida por lembranças de uma noite em que ela e Nico começaram assistindo televisão e terminaram em uma longa sessão de amassos, que foi interrompida pelo telefone. Ela começou a pensar no que aconteceria se aquele telefone não tivesse tocado...
Annabeth fez um barulho com a garganta para despertar Rachel, pegou novamente a revista e virou outra página. - Entendo. Então vocês pretender se casar, ou algo parecido?
Rachel mexeu os ombros, tentando esconder o desconforto. - Eu não sei. Como eu disse, Nico e eu não conversamos sobre isso abertamente até agora. Nós estávamos mais preocupados com a minha saúde e a adaptação da Giovana.
A loira não estava mais ouvindo. Com um grande sorriso, ela envolveu um dos vestidos da página em que estava.
- Este daqui! - apontou - É perfeito para vocês duas.
Com um suspiro derrotado, Rachel inclinou-se sobre a mesa para observar o vestido. Nada muito adulto, o que combinaria com Thalia, e ao mesmo tempo bonito, tanto que a própria Rachel o usaria sem reclamar. Ela aprovou com um sorriso.
- Finalmente, né? - disse Annabeth, se levantando - Vamos encomendar logo esses. Vocês já tiraram as medidas para o terno do Nico?
A ruiva fez que não com a cabeça. - Annabeth, seu casamento é daqui a cinco meses. Cinco. Meses. Não se desespere, sim?
Annabeth apertou seu rabo-de-cavalo, distraída. - Eu sei, eu sei. Apenas tirem as medidas, sim?
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- O caso é que Percy acha que deveríamos fazer algo novo este Natal... - Nico parou, e fitou Rachel por um tempo - Algum problema?
Rachel balançou a cabeça vigorosamente. - Não.
Mas ela então voltou a se calar, e Nico estranhou-lhe. - Tem certeza de que está tudo bem? perguntou novamente, levando outra garfada à boca. Rachel suspirou, deixando seu prato de lado.
- Annabeth está enlouquecendo com o casamento. - respondeu, apoiando a cabeça nos pulsos - Ela quer que você tire as medidas do seu terno para ontem, e está desesperada porque não estamos em época para comprar bons narcisos.
Nico riu. - Lembra de como ela estava nervosa sobre quantos andares teria o bolo? E qual a cor dos cabelos do enfeite em cima dele?
- "O noivo não pode ser loiro, oras! Vai parecer que eu estou com o cara errado!" - imitou Rachel, rindo também - Annabeth é um pouco perfeccionista demais.
- Acho que é o casamento que deixa as pessoas malucas, assim. - Nico disse, terminando de comer. Rachel observou o prato vazio por um momento, pensando na frase que o garoto havia dito.
Casamento. Era realmente estranho como aquela palavra vinha aparecendo em seu dia-a-dia, desde que Percy e Annabeth noivaram. E toda vez que a ouvia, Rachel não conseguia deixar de pensar no que faria de agora em diante - no que ela e Nico fariam de agora em diante. Ela olhou de relance para ele: Nico parecia tão jovem e tão despreparado, mal havia começado sua faculdade. A palavra casamento não se encaixava nele de jeito nenhum. Sem perceber, Rachel começou a encará-lo mais e mais: ela podia contar cada pequeno fiapo de barba que lhe surgia no rosto. Nico tinha aquela expressão profunda e desafiadora, e era engraçado como ele podia parecer assustador quando sério. Apesar disso, haviam momentos em que ele era tomado de carinho e atenção, e parecia tão inofensivo quanto uma mosca. Ela estava começando a pensar no que mais o rosto de Nico poderia transparecer quando o rapaz limpou a garganta ruidosamente, acordando Rachel de seus devaneios.
- Você sabe, pode me contar qual o problema.
A ruiva corou ao perceber que havia se inclinado por cima da mesa na direção dele.
- Não tem problema nenhum, sério. Só estou distraída. - respondeu automaticamente. Nico levantou uma sombrancelha para ela. Ele tornava-se realmente atraente quando desconfiado.
Pare com isso, Rachel. Você está fazendo exatamente o que disse que não fazia, recriminou-se a moça mentalmente. Nico havia se levantado, pego os dois pratos de cima da mesa e levado-os para a pia. Ele virou para Rachel, e ela ainda estava com aquele olhar perdido, como se estivesse pensando em alguma coisa. O rapaz então caminhou até ela, encarando-a de volta.
- Está meio perdida? Olha, se aconteceu alguma coisa séria...
Rachel esforçou-se para prestar atenção no que Nico dizia, mas as palavras não pareciam se encaixar na sua mente. Ela ia se prendendo em detalhes simples e aleatórios, tal como o modo que sua boca se mexia, ou o comprimento de seus cílios. Tudo aquilo era tão inútil, e aqueles detalhes eram tão agonizantes, e de repente Rachel decidiu que não aguentava mais vê-los. Ela segurou o rosto de Nico entre as mãos e o beijou com todas as forças que tinha.
Nico recuou, surpreso. - Opa, opa! O que aconteceu?
Ela piscou, levantando os olhos. - Eu não sei. Estava me irritando, você fala demais. - respondeu, um pouco tonta. Nico abriu a boca para retrucar, mas Rachel voltou a capturar seus lábios nos dela - Não comece de novo.
No entanto, Nico a desobedeceu. Ele segurou Rachel pelos ombros e, falando lentamente, como se a garota não o entendesse, perguntou:
- Toda certeza de que você está bem?
Rachel suspirou, recostando a cabeça no ombro dele. - Sim, seu bobão. Eu só... Estava pensando.
Nico segurou os pulsos dela. - Pensando no quê?
- Nós. Annabeth puxou uns assuntos...
- Então, definitivamente, aconteceu alguma coisa. - Nico sorriu vitorioso. Rachel deu um tapinha no braço dele - Que assuntos, você diz?
O olhar de Rachel encontrou o de Nico, e ela inclinou a cabeça. - Ela queria saber, hm, o que há entre nós. E eu não soube responder.
Os dedos de Nico deslizaram entre os de Rachel. - Essa é fácil. Nós... - ele parou e pensou por um momento - Estamos namorando?
- Vamos considerar a partir de hoje que sim. - Rachel sorriu para ele antes de voltar a beijá-lo. Nico não conseguiu deixar de sorrir. O alívio percorria seu corpo junto de seu sangue. Abraçar e beijar Rachel tornara-se extremamente prazeroso quando ele tinha a certeza de que ela não sofreria com isso. Agora que as dores da namorada haviam parado, o mundo parecia se abrir em horizontes na frente de Nico. As inúmeras coisas que os dois podiam fazer juntos - ele preferia nem pensar. Era mais fácil deixar-se guiar pelos acontecimentos.
Os dois tropeçaram entre a cozinha e o corredor, e Rachel tremeu. Todos aqueles anos ela imaginara como seria uma troca de carícias na vida real: ela tentava conciliar seus conhecimentos adquiridos em filmes e livros para ter uma ideia de como tudo acontecia. Agora, com as mãos de Nico percorrendo seu corpo, Rachel não conseguia se lembrar de nenhuma dessas coisas, e a sensação era de extrema inexperiência. Ela tentava se consolar sabendo que Nico se sentia da mesma forma, mas ele parecia tão mais firme e decidido que ela que Rachel sentia uma espécie de vergonha. Nunca em sua vida Rachel Elizabeth Dare se deixaria envergonhar e, portanto, quando Nico parou para respirar, ela contra-atacou.
- Pelos deuses, Ra... - Nico murmurou enquanto ela beijava seu pescoço - Onde é que...?
Ele parou a frase, agarrando a barra da camiseta dela. Um arrepio passou pelo corpo de Nico. Onde é que Rachel aprendera a instigá-lo daquela maneira? Afinal de contas, não fazia um mês que ela deixara de ser o Oráculo! De uma maneira ou de outra, Nico só tinha uma certeza: se ela continuasse assim, ele enlouqueceria. Nico abruptamente suspendeu Rachel no ar; ele pôde ouví-la soltar um grunido assustado antes de segurar-se nele. Ele a carregou até a porta do quarto dela, onde a pôs o mais delicadamente possível no chão. Rachel separou-se dele o suficiente para olhá-lo nos olhos, e Nico a encarou por um longo momento.
Eles dividiram um olhar e, pela primeira vez em sua vida, Nico não sentiu-se temeroso sobre as consequências de seus atos. Ele sabia que Rachel sentia o mesmo.
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A claridade parecia vir de todo lugar, impedindo que Rachel exergasse qualquer coisa ao seu redor. Ela tampou o rosto com um travesseiro, fechando os olhos ardidos. Ela tateou, em vão, o espaço ao seu lado. Não havia nada lá. Relutante, Rachel sentou-se. Antes mesmo de acostumar-se com a luz, algo lhe chamou a atenção: um cheiro peculiar que lhe lembrava panquecas de queijo. Sua curiosidade falou mais algo que sua preguiça, e em menos de trinta segundos Rachel já havia vestido um roupão e caminhado pelo apartamento em busca do paradeiro do odor. Ela parou na porta da cozinha e ficou encarando, atônita, a situação à sua frente.
Nico sorriu quando a viu ali. - Eu não sabia se você gostava mais das de queijo ou das de presunto...
Rachel piscou para o grande prato de panquecas no centro da mesa. Nico tinha duas em seu prato, e uma metade de panqueca estava engarfada e pronta para ser devorada. Rachel precisou piscar várias vezes até acreditar no que estava vendo.
- Qual o seu problema? - perguntou a ruiva, sentando-se na cadeira em frente à Nico - Nós somos só dois, sabia? Acho que tem panquecas para um acampamento inteiro!
- Não exagere... - Nico respondeu, enchendo a boca - Além do mais, eu pelo menos fiz a comida por aqui, senhorita Comida Instantânea!
Rachel bufou enquanto colocava algumas panquecas em seu prato. - Pipoca de microondas pode me sustentar muito bem, obrigada.
O sorriso zombeteiro no rosto de Nico lembrava a Rachel um garotinho que acabara de ganhar sua primeira bicicleta. Nico sempre tinha aquele ar de garoto - Rachel admitia que aquilo a atraía, mas também a preocupava. Por mais que Nico crescesse e parecesse cada vez mais sério, a moça sabia que ele sempre seria um garoto por dentro. Um garoto que talvez não estivesse preparado para grandes responsabilidades.
- Enquanto a senhorita dormia, Percy ligou. - Nico comentou, distraído com uma panqueca. Rachel engasgou.
- E você atendeu?
- Eu deveria deixar tocando? - retrucou Nico.
- Ele ligou para o telefone de casa? - Rachel insistiu. Nico fez que sim com a cabeça.
- Qual o problema em atender o telefone, Rachel? - perguntou, levantando uma sombrancelha. Rachel corou.
- Você sabe que horas são, Nico? - ela disse, apontando o relógio da cozinha com a cabeça - São quinze para as sete!
- E o que a hora tem a ver com o telefone? - Nico parecia confuso. Rachel suspirou.
- Nico, você atender o telefone da minha casa antes das sete da manhã é quase como dizer que dormiu aqui.
Nico suspirou. - Rachel, eu dormi aqui.
- Não quer dizer que o mundo todo tem que saber!
- Não é "o mundo todo". É só Percy Jackson, nosso amigo de longa data! Qual é o problema dele saber que eu estou aqui?
- Você não está levando isso a sério, está? - Rachel levantou-se de sua cadeira, colocando as mãos sobre a mesa.
- Você é quem está exagerando! - Nico levantou-se também. Rachel lembrou-se por um momento que os filhos de Hades eram conhecidos por guardar rancor. Tarde demais para se calar. - Há alguns dias, você dizia que queria que eu morasse com você, e que isso não mudaria em nada nossa relação. Hoje, só porque eu atendi a droga do telefone, você diz que eu não estou levando isso a sério?
- Para começar, a situação à alguns dias era muito diferente da atual. E, para sua informação, estou cansada de ouvir Annabeth fazer insunuações sobre nós dois. Agora que você atendeu o bendito telefone, eu vou ter que ouvir piadinhas cada vez piores!
Os olhos de Nico ficaram mais escuros. Rachel esforçou-se para se calar, mordendo o lábio inferior. Ela chegou a achar que Nico bateria nela, uma vez que ele nunca a olhara daquela maneira antes. E, de repente, Nico suspirou, desviando o olhar para o chão.
- Sinto muito por te fazer ter vergonha de mim. - murmurou. A voz de Nico congelou todas as articulações de Rachel. Sempre que, por algum motivo, ela falava algo que não devia, a pior parte não era ouvir um ou dois gritos de Nico. O pior era quando ele realmente se magoava, e usava aquele tom de voz irônico e ferido. Rachel abriu a boca para dizer alguma coisa, mas a silhueta de Nico saiu de foco e, no instante seguinte, ele não estava mais lá.
Rachel caiu sentada de volta em sua cadeira. Ela abaixou a cabeça sobre a mesa e esforçou-se para não chorar. Por que é que sua cabeça dura sempre atrapalhava nos melhores momentos de sua vida?
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Nico jogou-se derrotado na grama amarelada do Mundo Inferior. Não que ele achasse que aquele era o melhor lugar para se estar depois de uma briga com a namorada. O fato era que a terra dos mortos foi o primeiro lugar para onde ele pensou em ir e, ainda, o único onde Rachel não poderia fazer contato. Nico suspirou longamente, fitando o teto escuro do submundo. Ele desviou os olhos para os mortos, que tremulavam de um lado para o outro em seu eterno abandono.
Ele sabia que Rachel tinha seus problemas. Que ela exagerava às vezes. Ela tinha uma loucura com a qual ele estava disposto a se comprometer e suportar, mas do que tudo, porque a amava. Mas justo quando Nico tinha certeza absoluta de que as coisas estavam dando certo, Rachel tinha de ter mais um desses ataques para cima dele. O que realmente o incomodava era a sensação de vazio dentro de si. Talvez tivesse a ver com o fato de Rachel sentir vergonha da maior prova de amor que ele podia dar a ela.
- Mulheres. Elas nunca nos entendem de verdade.
Com um movimento brusco, Nico sentou no chão e se virou na direção da voz. Hades estava parado, com os braços cruzados sobre o peito e sua típica expressão vazia. Nico apenas ajeitou um pouco os cabelos e encarou o pai, sem vontade de se levantar. Hades pareceu entender e assentiu.
- Todas elas são assim, se quer saber. - continuou o deus. Nico suspirou pelo que pareceu a centésima vez no dia.
- Não se incomode em ter esse tipo de conversa comigo. - explicou - Eu já sei mais ou menos como as coisas funcionam.
Hades gruniu, o que poderia ser uma espécie de risada. - Quando descobri que meu filho tinha uma queda pelo Oráculo de Delfos, Deméter me consolou dizendo que eu nunca teria de ter "a conversa" com você.
Nico mostrou um meio sorriso para o pai, e Hades voltou a ficar sério.
- De qualquer forma, estou aqui para perguntar se quer almoçar conosco. Deméter fez biscoitos e quer alguém para experimentá-los.
A frase: "Deméter fez biscoitos" surgiu na cabeça de Nico como "Deméter fez biscoitos no mês passado e até agora ninguém comeu." Ele fez que não com a cabeça, e explicou-se. - Acabei de tomar café.
Hades assentiu lentamente. - Sinta-se à vontade para voltar ao mundo dos vivos quando quiser. - disse, e desapareceu. Nico ficou observando por mais algum tempo o espaço onde seu pai estivera a alguns segundos, e uma pequena chama de felicidade se acendeu dentro dele. Seu pai havia perdido seu precioso tempo para consolá-lo, ou ao menos tentar. Para Nico, aquilo era motivo o suficiente para ficar feliz por duas semanas seguidas. Ele sorriu e preparou-se para a viagem de volta ao seu próprio apartamento, na periferia de Manhattan.
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Agradecendo às reviews de: V Weasley Malfoy, Vitoria Del'amore, Roh Matheus, QueenBzzz, Demy Black, Amanda Foltz, katepweasley e Mary BeC. Até o especial de Natal! (:
