Bruh/Ale: Ai está gente! Peço desculpas pelas demora! Expliquei isso melhor no comentário ao final do cap! Vou usar esse comecinho para responder ao review da
Hino Hyuuga Uzumaki(Juri-chan)
Bruh/Ale ( ainda...xD ): Waa! Você não sabe como eu estou feliz de receber reviews de pessoas que não possuem fichas na fic ( não que eu não goste de vocês que participam da fic! Não entendam mal!! ), isso mostra que ela não satisfaz apenas aos participantes! Huahahu! Sim o Takuma, está meio pervertido! Mas no mangá nunca é mostrado como ele reage com a pessoa amada, então, parte é a gente que acaba que tendo que inventar! E como ele é fã de mangás, além de ser meio doidinho... Isso até que caiu bem! Também adoro YuukixRafael, ela é uma pessoa muito melhor com ele ( quem lê o manga sabe do que eu tô falando...xD ) Quanto ao Kaname... Só eu que o amo aqui e acho que ele não é totalmente do mal??? ( aliás, caso alguém tenha lido o último capítulo que lançaram do mangá, viu que ele é quase um anjo! Hahuaa ). Bem, como eu criei a Itsuki, irei responder a pergunta 2! O caso é simples, eles são meio irmãos! A mãe da Itsuki, que é humana teve um caso com um vampiro ( provavelmente com um puro-sangue, já que o rapaz nasceu nobre ), mas eles se separaram e ela deu a luz, cuidou e criou a criança, depois casou com um humano e teve a Itsuki! Infelizmente a autora nunca falou muito bem sobre a reprodução dos vampiros ( se podem ter filhos com humanos e talz...) então eu dei um chute!
Mandy: Olá... Há quanto tempo ein? Bom, o cap de hj trará bastante mistérios e eu na verdade achei que aconteceria mais uma coisa nele, mas a Bruh decidiu parar ai, então provavelmente só em dezembro terá o tão esperado acontecimento, bom, falei dezembro mesmo, pq é bem provável que eu e ela não tenhamos muito tempo para escrever... Mas faremos o máximo para trazer o mais breve possível...
Mandy (respondendo review tbm da Hino Hyuuga Uzumaki(Juri-chan)): respondendo a primeira pergunta, pq odeio o Kaname? Sou uma fã de ZeroxYuuki, acho que isso esclarece um pouco, geralmente quem gosta muito deste casal não gosta do Kuran Kaname, e eu não sou exceção disto, adoro o Kaname na Akai Himitsu, no Vampire Knight eu o odeio... E obrigada por acompanhar nossa fic...
Outro anuncio antes do cap começar é que este vai dedicado a Arissa que fez aniversário dia 27 de maio, faz tempo, mas prometi a ela o cap e aqui está...
*Dedico também a mim mesma (Mandy) já que meu aniversário é na quinta dia 30 de julho, faço 18 aninhos, maldita idade, mas deixa eu parar de enrolar*
Bom sem mais demoras vamos ao capitulo de hoje, boa leitura...
Retrospectiva do Último Capitulo
Era um fim de semana especial para os alunos do colégio Cross visitarem suas famílias, uma parte dos vampiros foi... Assim como a maioria dos alunos da turma do dia...
Miharu Iino voltou para sua casa, contudo pressentiu uma desgraça...
Em questão de minutos a garota já estava em frente a sua casa, ofegava e estava incrivelmente exausta. Foi rapidamente até a porta, e só por encostar-se à maçaneta, a porta se abriu...
Oshare Kei abandonou o colégio após descobrir o segredo da noite, voltou para sua casa...
-Para um garoto tão esperto como você, vir sozinho a um lugar como este é uma burrice suprema...
Kei assustou-se com a voz que vinha do nada. Seus olhos reviraram todos os cantos daquele cômodo escuro, mas não encontravam ninguém:
-...Quem diria que alguém como você seria uma presa tão fácil...
Num rápido reflexo, o rapaz desviou-se do ataque do vampiro que estava no teto:
-Raça maldita... – falou com profunda aspereza na voz assim que ficou frente a frente com o vampiro.
-Fique tranqüilo, o conselho dos anciões o quer vivo...
X-X
Rima andava pela rua até que avistou uma casa.
Deve ser aqui...
Tirou um papel com um endereço de dentro de bolso e confirmou o número.
Sim... É aqui...
Rapidamente correu até a porta da casa.
X-X
-...Mas acho que não vão se importar se eu beber um pouco desse seu poderoso sangue..
-Kei!!!!!!
Kiryuu Katsura voltara para casa para finalmente desvendar o mistério que sua mãe escondia dela, sendo surpreendida...
"Família é misteriosamente assassinada.
Esta manhã a polícia foi notificada por vizinhos de que a vasta família Sasaki foi encontrada morta em sua propriedade, não se sabe quem foi o autor dessa tragédia ou porque a família foi morta, mas o sangue das vítimas foram totalmente drenados de seus corpos. Os únicos sobreviventes foram Ryotaro e Hayato, dois filhos mais velhos de um casal da família, que não quiseram prestar depoimento sobre o ocorrido. Kanji, o filho mais novo desse mesmo casal se encontra desaparecido."
"Homem é morto misteriosamente em sua casa.
Após a misteriosa morte da família Sasaki, outra vítima que teve seu sangue drenado foi encontrada morta esta manhã. Oshare Kento foi encontrado morto em sua casa, mas ninguém da vizinhança disse ver qualquer pessoa estranha entrar na casa, por sorte, seu filho Oshare Kei estava num colégio interno na hora do crime"
Os olhos da ex-caçadora se arregalaram.
Hayato... Kei...
-O que tem a morte da família deles com a gente...
-Tudo... Se formos descobertas meu destino será o mesmo da família deles e o seu mesmo que o dele incerto deles...
-Como assim?
-Sente-se...
A partir de agora, a vida de cinco jovens estava traçada...
Capitulo 7 – Akai Mori
A jovem Kiryuu sentou-se no velho sofá da sala enquanto a mãe se sentou na poltrona oposta a ela. Os olhos da loira não piscavam e brilhavam em suspense, seus joelhos estavam trêmulos e em sua cabeça parecia ter uma guerra de tantas informações que a garota tentava processar:
-Todo esse tempo eu estive te protegendo dos vampiros... – a senhora engoliu em seco – Por isso queria te deixar longe da família de seu pai! Por estarem sempre em contato com vampiros, e pior, por serem inimigos dos vampiros as chances de te encontrarem eram absurdamente grandes!
-Mas... – tentou interromper a mãe, mas esta continuou a falar.
-Quando conheci o seu pai, ah, meu pior erro, sabia que ele era de uma família de caçadores, mas... Bem, eu era jovem e só fui pensar realmente em nossos problemas quando você nasceu, e o pior, nasceu como uma mulher...
-Mas... O que exatamente...
-Katsu... – a mãe a atropelara com palavras novamente – Você já ouviu falar, ao menos em história, de bruxaria não ouviu?
-Sim... – respondeu sem perguntar mais nada.
-De fato, há vários mil anos atrás existiram pessoas que tinham um poder a mais! Eram cerca de um quarto da população das civilizações antigas! Essas pessoas protegiam as cidades da antigüidade enquanto as pessoas normais a mantinham com seu trabalho... Eram chamados de guardiões...
-Proteger? – Katsura já parecia mais calma ao notar que a explicação agora tomava rumo.
-Essas pessoas conseguiam manter os vampiros longe dos humanos, era um grupo totalmente organizado, eram divididos por natureza em diferentes tipos, um especializado em alguma coisa, eram os guerreiros, para combate direto; magos, os mais brilhantes estrategista e manipuladores de magia; videntes, que previam os ataques e informavam o resto; shinobis, lutadores das sombras especializados em espionagem; e por último... – mais uma vez a senhora Kiryuu engolia em seco, mas dessa vez olhava fixa e seriamente para a filha – Um tipo bem especial, que existia apenas um por cidade... Os sacerdotes e sacerdotisas. Basicamente não tem nenhum tipo de ataque a não ser fortalecer ou vetar os outros tipos, mas apesar disso, são os que têm mais poder e os únicos que dominam magia antiga e conseguem controlar os outros tipos... Katsura, você, ou melhor, nós duas somos as duas últimas sacerdotisas existentes...
-Mas, se eu tenho poderes, então como eu nunca fiz nada estranho antes? – o coração da ex-caçadora doía, chegava a achar que a mãe a estava pregando uma peça.
-Os poderes eram passados de pais para filhos, desde que nascem os guardiões possuem poderes, mas este só é completo quando seu pai ou mãe, que possue o mesmo poder, passa parte de seu poder para eles...
-E... Aonde... Os vampiros entram nessa história?
-Numa dessas lutas, os nascidos sangue-puro dominaram uma civilização e provaram do sangue desses guardiões... E notaram que, o sangue, além de delicioso, os fortalecia, quanto mais forte o guardião fosse, mais força seu sangue passava, conseqüentemente...
-Nós sacerdotisas temos melhor sangue...
-Isso mesmo, e por isso, os vampiros, de todos os tipos, passaram a atacar com mais força as antigas civilizações, e logo, esses guardiões, ao invés de serem vistos como protetores, eram vistos como ameaças, pois onde quer que vivesse algum deles esse lugar seria atacado... Mas, para nos esconder e também para extinguir nosso poder, a última sacerdotisa sobrevivente daquela época usou de magia antiga para proteger a todos os guardiões...
-O quê? – os olhos da garota agora estavam fixados na mãe.
-O poder seria selado e só poderia ser passado de pai para filho e mãe para filha...
-Então, se eu fosse um garoto... Isso tudo...
-Sim, isso tudo acabaria... Se você fosse um garoto não só não teria o poder como o meu também desapareceria com o tempo...
-Então, nós ainda temos...
-Sim, mas para nossa proteção também foi feito algo... Quando uma criança filha de um guardião do mesmo sexo nasce, TODO o poder do guardião é passado para a criança, mas, esse poder fica selado até que a morte, no seu caso minha, acontecesse...
-Então, se você morresse antes de eu ter filhos, eu teria o poder liberto?
-Sim... Foi por isso que a família daqueles garotos do jornal foram mortos! Aparentemente o conselho dos vampiros está muito interessado em vocês... Por isso te escondi, e aliás, se algo acontecer aos garotos a culpa é sua... – Shiroi voltava a falar rispidamente sobre aquele assunto como sempre – Pois uma terceira precaução foi tomada! Os demais, só teriam os poderes, e conseqüentemente o sangue de um guardião, apenas quando a sacerdotisa tiver, antes, seu poder liberado... Então, a qualquer momento, eu serei morta e logo em seguida irão tomar todo seu sangue e conseqüentemente o dessas pessoas também...
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
O coração de Iino parecia disparar e as memórias tempestuosas daquele sonho pareciam invadir sua mente. Tudo, até o sentimento de desespero era exatamente o mesmo. Demorou cerca de alguns minutos para tomar coragem e entrar lentamente na casa, o vento gelado que dali saía e fazia estremecer, seus olhos iam ficando levemente molhados a cada pequeno passo que dava. Até ali, tudo parecia normal, a casa estava em ordem, mas o silêncio e as trevas que ali predominavam denunciavam o perigo.
CRACK!
Escutou algo se quebrar de movo violento na sala de TV, sentiu os joelhos tremerem fortemente mais uma vez.
Pai...Mãe...
Grossas lágrimas já caiam por seu rosto, dando um aspecto frágil àquela garota que sempre tivera um olhar tão firma e misterioso.
Não é hora para ter medo...Talvez...Ainda...
Enxugou as lágrimas com a manga da blusa e com um olhar puramente enfurecido e cheio de ódio fez as pernas pararem de tremer e as colocou para correr até o local:
-Não! Por favor!! – uma voz masculina que ela não sabia identificar ecoou pelo corredor antes que ela chegasse á sala.
-Mãe! Pai!! – berrou assim que chegou ao cômodo.
A televisão estava espatifada no chão e cacos e vidros estavam espalhados até em baixo da cômoda que havia sido derrubada, e bem ali perto, um casal de encontrava encolhido e coberto de sangue. Tudo foi tão rápido que antes que a morena senti-se qualquer coisa, seus olhos foram para o meio da sala onde um corpo, coberto com muito mais sangue, ofegava e gemia por causa de uma enorme espada que lhe atravessava:
-Iino-chan...
O olhos da jovem foram lentamente subindo a espada até chegar a ter uma visão clara de quem a manejava: um doce e belo rapaz que ela conhecia muito bem, mas que infelizmente, ao contrário das outras vezes, não sorria para ela daquele modo gentil e feliz:
-Takuma...
Os olhos de Iino agora estavam mais molhados do que nunca e grossas lágrimas escorriam por seu rosto e caiam no carpete. Cerrou os punhos tentando não soluçar, mas não conseguia se conter, e quando viu, a distância que havia entra ela e o namorado já não mais existia. O loiro já havia largado a espada e agora abraçava fortemente a garota acariciando seus fios negros e a consolando:
-Iino-chan! Não temos muito tempo... Eles perderam muito sangue... Temos que levá-los ao hospital!!
-Então... Eles estão... – seu choro aumentava, mas dessa vez de felicidade.
-É claro... Eu não deixaria a família da minha namorada ser morta de jeito algum! – sorriu gentil e confiante.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
No fundo de seu coração, talvez aquilo não importasse, ser mordido, ser morto, apenas sabia que revidaria o golpe, mas se teria sucesso, isso já era outra história, que no fundo, realmente, talvez não tivesse tanto problema:
-Kei!
Por um momento tudo pareceu a se resumir a uma luz que ofuscava seus olhos. Um grito de uma garota, um vampiro maníaco vindo em sua direção, e quando conseguiu enxergar exatamente o que acontecia ao redor seus olhos se arregalaram e sua expressão de depressão e estresse deu lugar a um olhar surpreso e perplexo. As presas que esperava que fossem fincadas em seu pescoço nunca chegaram, ao contrário disso, abraçada a ele estava a pessoa que levou o golpe em seu lugar, uma garota, bela e de cabelos loiro-alaranjados:
-Rima? – perguntou incrédulo.
-Kei... Você está bem? – a voz da modelo estava fraca, apesar de ter atacado a pessoa errada o vampiro fez questão de beber tanto sangue o quanto quisesse.
-Apesar dela não ser o meu alvo... Nada...
O vampiro que os atacara levantou-se e Rima fraquejou até cair desmaiada nos braços de Kei pela imensa falta de sangue.
Não entendia muito bem tudo aquilo, após tudo que havia dito, seu comportamento inaceitável nos últimos dias, ela havia vindo atrás dele apesar de tudo. No final, fora salvo por uma pessoa pertencente àquela raça maldito. Não. Fora salvo pela garota que ele gostava, e com quem agira injustamente:
-Desgraçado... – as palavras do rapaz dos cabelos castanhos eram quase indecifráveis por causa do ódio que deixava transparecer a cada sílaba da palavra.
-Uh? – o olhar desdenhoso e cruel do vampiro Haia desaparecido.
O que é essa sensação estranha?
-Tá com medo só porque estou irritado é?? – os olhos do rapaz pareciam estar possuídos e uma energia estranha emanava dele.
Vou sair daqui e dar a desculpa de que não o encontrei...!!
O maldito sugador de sangue havia dado as costas e corria até a porta, mas antes que pudesse atravessá-la, esta se fechou fazendo um grande estrondo.
Não é possível que ele possa soltar algum poder... A não ser que a sacerdotisa tenho sido libertada do selo... Mesmo assim, não é melhor arriscar...
Sem pensar mais, arrombou a porta e saiu correndo antes que Kei pudesse ir atrás dele, afinal, segurava a garota desmaiada em seus braços:
-Rima!! – a chacoalhou – Rima acorda!! – quase berrava em desespero.
-Uh? – a nobre abriu os olhos lentamente e gemia de fraqueza – Eu estou... – usou todas as suas forças para se aproximar do rapaz – Com tanta... – a garota parecia não mais raciocinar e ia abrindo os lábios cada vez mais enquanto se aproximava do fino e pálido pescoço do jovem – Fome...
Pensou por um breve momento em se esquivar, mas não tinha coragem para isso e nem queria, depois de tudo, e afinal, ele era a salvação dela naquele momento. Então, pelo menos uma vez em sua vida iria aceitar de bom grado aquela dor aguda das presas de fincando suas presas em seu pescoço.
Poucos segundos se passaram, mas tudo pareceu uma eternidade, ao contrário do que sempre havia pensando, aquilo não era ruim, não era monstruoso. O som do seu sangue sendo sugado parecia mais um forte vínculo entre os dois do que uma simples relação da cadeia alimentar:
-Me desculpe... – a garota disse fracamente após parar de beber o sangue do amado e fixar seus olhos nos dele – Está se sentindo zonzo? – perguntou notando que talvez tivesse bebido um pouco além da conta.
Puro vermelho. Os lábios dela estavam belamente manchados de sangue. De fato estava um pouco desorientado, mas ainda tinha forças para falar e fazer pequenos movimentos:
-Pelo visto... A desgraça do meu sangue deve ser bom...
E num leve e gentil movimento segurou o rosto de Rima e a beijou. Sentindo o próprio gosto de sangue.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Após sair do quarto do Shiki correndo, a jovem Kuochi entrou em seu quarto fechando a porta atrás de si e se jogando na cama, chorando, abraçando um travesseiro, tentava recapitular tudo o que tinha acontecido.
"Por quê? Por que ele fez isso comigo? Ele estava muito estranho, não parecia ser o Shiki que eu conheço, o que será que aconteceu? Ele nunca ia me tratar daquela maneira, além do mais o jeito que ele falou estava diferente, mas a única coisa que sei é que ainda está doendo tudo o que aconteceu".
Neste instante a jovem olha o presente que recentemente havia ganhado dele...
Flash Back
No baile...
- Com licença – pediu educadamente, mas seu tom de fúria era notável, principalmente, pois os humanos fingiram não escutar – Dá para vocês saírem da frente – novamente tentou, para novamente não ser ouvido, simplesmente, abriu caminho a força, assustando a lolita, que ao mesmo tempo sentia-se aliviada, como se Shiki fosse sua única salvação, mas o que realmente a surpreendeu, foi que após abrir caminho até ela, o jovem a puxou para si e a beijou na frente de todos.
Após isso, os garotos que estavam a rodeando saíram, deixando os dois a sós. O casal estava corado, mas Shiki não pode conter o sorriso nos lábios, afinal, tinha gostado do ato impulsivo que havia tomado.
- Shiki! O que deu em você? – a Kuochi não sabia o que sentia e ficou sem mais reação quando ele entregou o presente – Para mim?
- Feliz White Day – isso fora a única coisa que ele havia pensado para responder a ela.
- Obrigada – ela estava muito corada – Posso abrir? – ao abrir teve a surpresa de receber um objeto decorativo, nele tinha uma estrela e uma lua dentro de um coração, ao tocar a jovem notou que o material era feito de uma substancia que brilhava no escuro.
- É para quando estiver em seu quarto no escuro sozinha, sempre se lembrar que estarei do seu lado – sussurra em seus ouvidos para logo abraçá-la e beijá-la novamente.
Fim Flash Back
"Olhando isso eu me lembro de você, de como você foi doce comigo, contudo também me lembro do que você acabou de fazer!".
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
A limusine da família Hanabusa acabara de estacionar no colégio, dela saiu o nobre herdeiro desta e a sangue-puro Nakamura, ambos não se falaram durante todo o percurso da mansão até o local. A jovem pegou sua bagagem, antes mesmo que o loiro se oferecesse para levá-la, não queria conversar com o primo, não se sentia a vontade ainda depois de tudo o que havia acontecido.
- Achei que teria mais alunos aqui – comenta a si mesma ao adentrar ao dormitório da lua e notar a sala vazia, já era de noite, aonde será que estavam todos? Isso não lhe importava, só queria ir para seu quarto meditar sobre tudo o que havia acontecido, então subiu as escadas rapidamente, deixando o cômodo novamente vazio.
- Cadê todo mundo? – Aidou se questionou da mesma maneira que a prima, seguiu para seu quarto direto, deixando suas coisas por lá e indo logo em seguida para o quarto da amiga que não iria sair da escola naquele recesso – Com licença? – bate delicadamente na porta de Ren.
- ... – "Aidou?!" – Pode entrar – responde fracamente.
- Ren? O que aconteceu? – corre para ver a razão de a nobre estar daquela maneira deplorável.
- Não sei – na verdade a adolescente ainda tentava em vão entender o que acontecera na hora anterior.
- Como assim não sabe? – questiona preocupado se aproximando mais.
- O Shiki – confessou – Ele chegou agora pouco, muito estranho, estava com um olho de cada cor e passou por mim e pela Rima sem nem dar 'oi', então fui ver o que tinha acontecido com ele e... – estava temerosa em revelar o que o namorado havia feito.
- E? Fala Ren! – encoraja a Lolita.
- Bem... Ele... Primeiro falou que queria ficar sozinho, depois se aproximou de mim e... – lembrara da cena com isso as lágrimas lentamente voltaram a descer pelos seus olhos – E, me mordeu a força – o loiro a abraça – E por mais que eu tente, não consigo entender.
- Deve ter acontecido alguma coisa com ele quando esteve fora – tenta acalmá-la – Ele não faria isso com você, se não tivesse acontecido nada – raciocina.
- É o que eu também acho, pois agente estava namorando, ele não me trataria desta forma – mesmo se fosse confirmado que ocorrera algo com o Senri, a sua namorada não esqueceria a chocante cena – Mesmo eu tentando, ainda sinto uma dor forte no peito – respira fundo, mas é inútil, não consegue parar de chorar.
- Tenta ficar calma – o vampiro pega um copo de água e dá a ela – Bebe, acho que te fará melhor.
- Obrigada – aquela água não tinha poderes mágicos que a fariam melhorar seu humor, sentia seu coração latejar, ao mesmo tempo, que sentia raiva de não ir atrás do que realmente aconteceu.
- Se sente melhor? – a resposta era óbvia, não sabia nem porque havia perguntado, guardou o copo, e deitou na cama do lado dela, abraçando-a de novo, só que desta vez mais forte, não gostava de vê-la assim, definitivamente aquilo o deixava triste também, não queria que essa situação se prolongasse – Ren?! – chamou a atenção da dona das longas madeixas ruivas – Você deixará as coisas assim mesmo? Deve ter sido doloroso o que o Shiki fez para você, mas não sabemos o que aconteceu com ele – pausou para refletir o que estava dizendo – Será que ele não está precisando da sua ajuda? – de algum modo, viu uma luz para animá-la, para que houvesse um sentido naquilo tudo.
- Você está certo – havia se decepcionado com o Senri, porém não sabia se tinha acontecido algo de sério para isso acontecer – Obrigada Aidou! – a intenção dela era dar um beijo no rosto dele, contudo ambos acabaram se atrapalhando e seus lábios se encontraram, ocorrendo uma sensação estranha nos dois, pois sempre foram amigos, contudo nada a mais que isso, mas isso só provou que a amizade era a relação suficiente para haver entre os dois – Desculpa – ambos repararam que a porta do quarto estava aberta e na frente dela, estava nada mais, nada menos, que Nakamura Arissa, surpresa com o que vira e com isso saiu correndo.
- Não acredito – o Hanabusa bate na própria cabeça, por que isso tinha que acontecer? A Arissa ver esse mal entendido? O que será que ela estaria pensando?
- Isso não é bom – a Kuochi odiava a sangue-puro elétrica e justo ela tinha que ver aquilo? E se ela contasse para o Shiki? Após tudo o que tinha acontecido, poderia estragar de vez seu relacionamento – Ela não pode falar nada para o Shiki.
- Vou falar com ela – sai correndo atrás da prima.
- Espero que dê tudo certo – a jovem que estava há segundos encorajada, desistiu e ficou no quarto quieta, esperando que o tempo ficasse ao seu favor.
X-X
A única sangue-puro que havia voltado para o colégio, após arrumar suas coisas, resolveu ir à cozinha buscar água, pois a do seu quarto tinha acabado, seguiu pelo corredor a caminho da escada, porém notou a porta de um dos quartos aberta, este se não se enganava as proprietárias eram a Rima e uma das vampiras que ela mais detestava, Ren. Passou em frente e não pode não notar que dentro do cômodo estava o Aidou com os braços em volta da cintura da Kuochi, mais precisamente em outras palavras, ele estava abraçando ela, mas o que a faria ter se arrependido de ter saído do quarto, foi o que veio a seguir, a ruiva aproximou os seus rostos e beijou o loiro.
Se antes se sentia mal pelo que tinha acontecido na mansão Hanabusa, acreditando que fora um dos piores dias da sua vida, agora confirmara que o pior momento da sua vida acabara de chegar, nunca sentira tanta dor como naquele momento, suas forças acabaram, só restavam aquelas para lhe levar para longe dali, de volta para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Sua face estava molhada, quando começara a chorar? Já havia perdido totalmente a noção do tempo, abriu a porta, entrou e fechou com força, após isso deitou na sua cama, embaixo das cobertas, como se aquilo pudesse lhe proteger de tudo e de todos.
Um minuto depois, ouviu a porta abrir, nem ao menos bateram nela, pedindo licença. A morena sabia quem era, só podia ser um vampiro, que atendia pelo nome de Aidou, seu primo, alguém que até então não sabia se gostava dela ou não, a resposta agora era mais óbvia possível, ele só queria brincar com seus sentimentos, tudo provavelmente não passava de beijos para o nobre, algo que deve ter sido ótimo para ter uma experiência e provavelmente se louvar a todos por ter estado naquelas condições com uma sangue-puro. O que será que queria agora?
- Arissa, com licença, eu preciso explicar para você o que aconteceu agora pouco – falava da maneira mais suave e serena que encontrara, entretanto no fundo sentia-se mal, pois percebeu muito bem como a prima havia agido depois do que viu.
- Não precisa me explicar nada – respondeu firme e fria, suas lágrimas ainda estavam ali, porém prometera a si mesmo que não seria fraca.
- Mas—
- Mas nada Aidou, eu não sou nada sua, além de prima, você não me deve explicações, não sou sua noiva! – essa resposta fez com que o loiro sentisse uma pontada no peito inexplicável, não sabia o porquê, só que isso mexeu muito com ele.
- Mesmo assim, eu quero que você saiba que foi um mal entendido, pois se não todos podem pensar algo errado e a Ren está namorando o Shiki – suas palavras não deveriam ter sido proferidas, pois isso só dificultou as coisas.
- Se é isso que está te preocupando e por isso veio aqui, não se preocupe, não sei se você sabe, mas não tenho o costume de comentar da vida dos outros, isso só diz respeito a vocês e mais ninguém, eu não tenho razões para falar disso – mais ríspida.
- Não foi isso que quis dizer Arissa, eu não quis dizer que você iria fofocar sobre a nossa vida, mas—
- Mas nada, se foi para isso que você veio, saia daqui! Quero ficar sozinha – o expulsou, não sabia por mais quanto tempo aguentaria aquela conversa.
- Arissa eu ainda não fiz o que vim fazer aqui, eu vim te explicar que aquilo foi um— – tenta em vão continuar, já estava desesperado, não queria que ela achasse que ele fez o que não fez.
- Basta Hanabusa Aidou, já disse que não tenho nada haver com sua vida pessoal e que não sou nada sua para você me dar satisfações, por isso SAIA DAQUI AGORA!- o loiro realmente se surpreendeu, nunca vira a prima assim, resolveu obedecer.
- Como você desejar Arissa-sama – saiu do quarto, fechou a porta e escorregou por ela, mesmo sendo no corredor, não se importaria se todos o vissem assim, estava confuso, lamentava por tudo ocorrido nos últimos dois dias, seu sofrimento era grande, porém sabia que o da prima era maior, não entendia muito bem o motivo, todavia simplesmente sabia, principalmente após ouvir os soluços vindos lá de dentro.
X-X
Após seu primo sair, tentou se acalmar, esquecer a sensação que a estava maltratando tanto, não conseguia acreditar que seu primo tinha vindo só para se certificar que não iria contar para o namorado daquela maldita o que havia acontecido minutos antes. Sua vontade era de ir para um lugar alto, contudo, não conseguia mover um músculo do lugar, os únicos que estavam trabalhando, além dos involuntários, era os dos seus globos oculares, afinal não continha nenhuma lágrima.
"Por que estou assim? Eu já não tinha comprovado o que ele sentia por mim ontem? Por que quando penso nele e em tudo o que aconteceu meu peito dói tanto e eu sinto essa vontade de chorar? Será que estou gostando dele de verdade? Como faço para saber? Como faço para essa dor parar? Droga! Eu ainda vou saber a resposta de todas essas perguntas e quando descobrir, lutarei por aquilo que eu desejar!".
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Enquanto isso, no dormitório do Sol, um casal de jovens estava abraçado e sentado num pequeno sofá a assistir um filme de romance, porém, os olhos de uma certa caçadora pareciam incrivelmente distantes:
-Maru? – o Kiryuu mais novo perguntou preocupado ao notar aquele olhar vago e profundo.
-Uh? – a jovem exclamou.
Levou um susto ao perceber que estava naquele local, quando em sua mente parecia estar tão distante:
-Você está estranha! Está pálida! – o rapaz posicionou uma das mãos na testa da namorada para checar se ele estava em sua temperatura normal.
-Não é nada... É só que...
De repente eu senti algo estranho... Não sei o que é, mas nunca havia sentido isso antes... É melhor não preocupar o Ichiru com esse tipo de bobagem...
-...Não... Realmente não é nada! – sorriu gentilmente – Eu já volto ta? Vou beber um copo d'água...
-Só não demore... Logo vem a parte mais emocionante do filme... – falou o rapaz, roubando um beijo da garota antes que essa se quer pudesse notar, a fazendo sorrir.
-Pode deixar! – deu um último sorriso antes de se soltar dos braços do namorado e ir rumo à cozinha.
Assim que estava no corredor, desacelerou o passo ao notar que as luzes do cômodo estavam acesas e que Kaien e Yagari pareciam ter um conversa séria ali:
-Tudo indica que um de seus alunos foi atacado...
Uh?? Mais quem??
Maru encostou-se na parede perto da porta da cozinha e ficou escutando a conversa:
-Foram encontrados rastros de sangue da antiga casa além... E também... – o tão famoso caçador deu uma pausa e um olhar repreensivo ao diretor – Uma aluna da turma da noite desapareceu com ele...
-Seja razoável! Nenhum dos meus alunos faria uma coisa dessas, é absurdo! – o diretor falava no tom palhaço de sempre, mas totalmente indignado pela acusação – Tooya-san está muito acostumada a estar entre humanos por causa de seu trabalho, não acredito que tenha atacado o Oshare-san...
O Kei??
-Que seja... Mesmo assim há uma movimentação anormal de vampiros...
-Estarei de olho... – Kurosu responder de forma séria.
Será que é por causa dessa movimentação que eu estou inquieta?? Isso não é bom, mas muito tempo desde que houve uma movimentação anormal entre os vampiros...
-Maru? – Yagari havia saído da cozinha a agora mirava seriamente a aprendiz que escutara toda a conversa.
-Desculpa, Yagari-sensei... Mas não pude evitar... – falou séria, dando a entender que queria saber mais sobre aquilo.
-Não se preocupe... – colocou a mão da cabeça da garota – Ainda não sabemos o que é, não podemos fazer muita coisa... Apenas não se preocupe... – saiu andando pelo mesmo lado que a caçadora viera até sumir de vista.
Melhor me apressar ou vou perder metade do filme...
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Enfermeiras e médicos corriam de um lado para o outro na maior das pressas e com as mais eficientes maestrias. Ichijou e Iino estavam abraçados e recolhidos a um canto naquela movimentada área de emergência do hospital. O rosto da jovem já não apresentava qualquer rastro de choro, mas ao invés disso, tinha uma silenciosa, triste e sonolenta expressão na face.
O loiro não se atrevia a falar nada, apenas a abraçava cada vez mais forte toda vez que a sentia estremecer em seus braços. Aquela espera pelas notícias da saúde de seus pais era realmente angustiante, e ele sabia muito bem, que não existiriam palavras naquele mundo que pudessem fazer alguém acalmar-se numa situação daquelas:
-Senhorita Miharu? – um doutor de meia idade saía do quarto mais próximo deles com uma expressão otimista, a qual fez a garota animar-se um pouco mesmo antes de saber como estava a situação – Seus pais estão bem, conseguimos repor o sangue perdido, mas infelizmente não conseguimos identificar, assim como a polícia, o que exatamente aconteceu...
-Mas... Eles estão bem não?
-Sim, sim, porém precisarão ficar uma semana internados...
-Eu... Posso vê-los!? – o nobre a soltou e a jovem deu um passo em direção ao médico.
-Infelizmente eles estão dormindo por causa da anestesia que tivemos de dar... Provavelmente amanhã eles já estarão acordados...
-Entendo... – falou um tanto deprimida, mas já satisfeita por seus pais estarem bem.
-Bem, sugiro que vá para a casa de um amigo e descanse, e não se preocupe, pois cuidaremos bem de seus pais.
-Obrigada! – sorriu pela primeira vez após o incidente.
De mãos dadas e com um aspecto muito melhor do que quando chegaram ao local, Iino e Takuma saíram do hospital e agora se encontrava bem em frente à entrada:
-Takuma... Espera... – a jovem parou repentinamente – Eu ainda não entendi porque meus pais foram atacados... Mesmo meu tio tendo sido um caçador, isso nunca nos aconteceu... Além do mais... E se outros vierem? – perguntou preocupada.
-Iino-chan... – o rapaz desviou o olhar por um momento, seu avô lhe havia dito algo do gênero, mas não o suficiente para que pudesse explicar – Eu não sei bem... – voltou a olhá-la com um olhar sério e maduro – Mas se esse é caso podemos ficar rondando o hospital para ter certeza de que eles estarão seguros...
-Essa não é a melhor idéia... – uma terceira voz surgiu na conversa.
-Kaname? – o loiro parecia perplexo.
-Vá com Miharu-san para esse endereço, basta dizer que veio em meu nome... – o puro sangue que havia chegado repentinamente lhe entregou um cartão de um hotel onde falava o endereço e telefone.
-Então você sabe o que está acontecendo?? – a jovem perguntou séria.
-Infelizmente não posso falar agora, mas eles estão atrás de você...
-Então...?
-Vão rápido, Seiren certificará de que ficará tudo seguro no hospital – disse sério atropelando as palavras da garota, chegando a assustar o Ichijou, que não se lembrava de em qualquer momento ter visto o amigo daquele jeito.
-Mas... – a morena parecia hesitar, entretanto o namorado a puxou pela mão.
-É melhor nós irmos mesmo... Deve ter um ponto de táxi por aqui...
O que está acontecendo???
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Após a surpreendente conversa, tanto Katsura como Shiroi estavam caladas e não se atreviam a falar uma com a outra. A cabeça da loira parecia querer explodir, era tanta informação que sua vida poderia ser dividida em "antes e depois" daquela conversa. Agora tudo fazia sentido, as neuras de sua mãe, e até os segredos que Kaname mantinha sobre ela. Apenas agora parava para pensar, ele sabia de tudo, se perguntava se não havia sido usada.
Não... Isso não é possível...
Colocou sua mente para pesquisar em sua memória qualquer indício que mostrasse que ela não estava sendo precipitada ao pensar aquelas coisas. Já não importava onde estava ou quanto tempo aquilo tudo levaria. Logo, várias lembranças suas junto dele começaram a surgir em sua mente.
Não... Realmente, ele nunca teve qualquer interesse em meu sangue...
-Desconfiada? – a senhora Kiryuu finalmente se manifestava após ficar vários minutos observando a filha mergulhar em suas memórias.
-Não! – falou firma e até brava, e logo em seguida levantou-se do sofá.
-Aonde vai? – perguntou se mover um músculo de se quer para ir atrás da garota – O seu quarto é para o outro lado...
-Ah! É verdade...
De repente... Eu senti algo horrível...
A ex-caçadora olhou pela janela da janela a admirou o pôr-do-sol sangrento que já estava quase em seu fim.
Ele disse que viria de noite...
-Aiai! Apesar de tudo, o que está feito está feito... Não adianta se remoer agora! Aliás, durante esse tempo todo nada de ruim tem que acontecer... – suspirou pesadamente e se levantou, indo para a cozinha.
Katsura riu por um momento, após tanto drama, não pensava que um dia sua mãe iria dizer que não adiantava chorar pelo leite derramado e ir direto para a cozinha preparar o jantar como se nada tivesse acontecido:
-Katsura... Você está bem?
-Sim, não é nada... – respondeu sem muita força.
-Eu apenas te contei a verdade, não é porque agora você sabe que algo de ruim vai acontecer...
-Verdade! – sorriu pela primeira vez naquele dia.
Essa sensação, deve ser só o fato de eu estar surpresa com tudo isso...
-Quer ajuda? – perguntou a filha.
-O quê? Você querendo me ajudar na cozinha? – Shiroi realmente se assustou – Você geralmente gostava de treinar artes marciais ou algo do gênero, parecendo um moleque... – o mulher sorriu divertidamente notando que não era uma mudança causado pelo tempo – Bem, é lógico que quero... Só que se esse tal de Kaname achar horrível é culpa sua...
Como ela adivinhou?
A loira corou violentamente e desviou o olhar:
-Pelo jeito acertei em cheio...
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
-Já se sente melhor?
Rima havia acabado de sair de seu banho, trajando sua camisola e secando o cabelo molhado com uma toalha, enquanto olhava para um totalmente acabado rapaz que estava estirado na cama, passando mal, a julgar pela sua face mais pálida que o normal:
-Até que sim... Só estou com um pouco de sono agora... – disse levantando-se da cama, indo até uma pequena sacola de compras e tirando de lá toalha e roupas limpas – Parece que é a minha vez...
O casal estava num quarto muito bem decorado, nada comparado aos alojamentos da escola, cheio de conforto e incrivelmente espaçoso:
-Está realmente tudo bem? – a nobre segurou o rapaz pelo ombro antes que esse entrasse no banheiro e se trancasse, havia um certo pesar em sua voz.
-Sim... – um projeto de sorriso brotou de seus lábios.
-Vou pedir o jantar logo, vai querer o quê?
-O Kuran disse que podíamos pedir qualquer coisa no restaurante? – perguntou se divertindo com aquela idéia de passar alguns poucos dias num hotel cinco estrelas.
-Não faço idéia... Mas...
-Bem, peça qualquer coisa então que pra mim ta bom... – respondeu num tom incrivelmente bem humorado, ao menos para o Oshare, antes de fechar a porta.
A jovem sentou-se na cama e deu um breve suspiro, tanta coisa aconteceu naquele dia que nem sabia o que pensar, na verdade, algo que a incomodava era o fato de estar foragida com o humano por quem era apaixonada e dividir um quarto de hotel ele. Ruka deveria ter levado a maior bronca dos pais por seu envolvimento com o caçador, por isso, começa a imaginar que uma hora chegaria sua vez de ouvir algum sermão quando seus pais tomassem conhecimento daquilo.
Mas mesmo assim...
De qualquer modo, não podia negar que nunca estivera tão feliz com seus atos.
TRIM-TRIM
-Uh?
O telefone do quarto havia tocado. A garota hesitou em atender por algum momento, afinal, poderiam ser aquelas pessoas que estavam atrás de Kei.
Mas Kaname-sama disse que aqui seria seguro.
-Alô?
-"Rima-chan!!!!! O Kaname me disse que você e o Kei estariam no hotel também!!".
-I...Ichijou? – perguntou surpresa.
-"Pois é! Eu e a Iino-chan também tivemos que nos esconder aqui a pedido do Kaname!!".
A coisa deve ser séria...
-..."Enfim, daqui a pouco nós vamos descer pra jantar no restaurante! Você e o Kei querem nos acompanhar?".
-Por mim tudo bem...
-"Tá! A gente se vê no restaurante!".
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
-Aaahhhhh!!!!
Um grito ecoou pela ala feminina do dormitório do Sol. Uma jovem garota de cabelos curtos e castanhos ofegava e olhava horrorizada para todos os cantos do quarto como se algo assombroso estivesse escondido em qualquer.
Outro pesadelo...
Yuuki sentou-se na cama e se agarrou aos joelhos. Tremia. Seus olhos lacrimejavam e tentado esconder seu rosto entre os braços. Queria chamar alguém, mas por algum motivo sentia muito medo, até mesmo de se levantar, tudo que queria era se manter imóvel. A sensação que tinha era de que, no instante que se colocasse de pé, o chão estaria banhado de sangue como em seu sonho:
-Yuuki!!!
Só faltava a garota pular da cama, aliás, tinha certeza de que algo dentro dela havia literalmente saltado ao ver a porta repentinamente se abrir e um jovem de cabelos castanhos claros entrar com uma expressão incrivelmente preocupada:
-Você está bem? – perguntou enquanto se aproximava e notava o estado deplorável da garota – Teve outro pesadelo? – sentou-se na cama perto dela.
-Rafael! – a monitora, numa incrível velocidade, se jogou nos braços do rapaz e começou a derramar todas as lágrimas que o medo estava lhe prendendo – De novo... Sangue... – falou baixinho.
-Argh...
O nobre largou Yuuki e se afastou um pouco:
-O que foi? – a jovem parou o choro e agora olhava o amigo bastante preocupada.
-Não é nada... – disse rapidamente e esboçando um pequeno sorriso como quem não quer preocupá-la.
A verdade era que, não conseguia mais se sentir satisfeito com as pastilhas, havia notado que pouco a pouco aquilo tudo não o satisfazia mais. Havia voltado até a beber sangue de animais, mas era a mesma coisa. Na verdade, tudo era a mesma coisa, o gosto, a consistência, mas algo dentro dele parecia sentir falta de algo:
-Está realmente tudo bem?
-Sim, é com você que precisamos nos preocupar agora... – falou sério – Não é, realmente, ninguém que saiba do seu passado...
-Não sei, a única pessoa que talvez saiba é o Kaname-senpai... Afinal, foi ele quem me salvo, mas...
A verdade era que nunca havia se sentido confortável para perguntar essas coisas a ele:
-Então você deveria perguntar...
-Mas... – lágrimas voltaram a escorrer pelo rosto da garota – Me pergunto, que tipo de criança eu fui ou que tipo de fim meus pais levaram...
É sempre tanto sangue....
-Mesmo assim, é melhor saber, esses pesadelos só acabam com você – voltou a aproximar-se da garota – E seja lá o que tiver acontecido... – Rafael corou levemente – Eu sempre vou estar com você! – num forte impulso abraçou Yuuki o mais forte possível, e esta, retribuiu o abraço.
-Obrigada... – A Kurosu afogava-se nos braços do rapaz.
-Acha que já consegue dormir?
Mas a monitora nada respondeu. Era óbvio que ainda morria de medo, mas era ultrajante demais bancar a criança medrosa, por isso, apenas ficou roxa de vergonha e desviou o olhar:
-Não se preocupe... – delicadamente, o vampiro da turma do dia a fez deitar na cama – Eu fico aqui com você até você pegar no sono – e deitou-se ao lado dela segurando fortemente aquelas finas e delicadas mãos que há pouco suavam frio.
-Obrigada!
Yuuki sorriu verdadeiramente, e tirando suas mãos das dele, o envolveu em seus braços, se perguntava se teria chegado tão longe em sua vida, se não fosse por Kaname, o diretor, Zero, e agora, especialmente, Rafael.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Katsura respirava fundo e suspirava pesadamente a cada cinco minutos. Se perguntava se era ela quem era incrivelmente desajeitada, se era sua mãe que era muito exigente, ou cozinhar coisas mais elaboradas é que era incrivelmente complicada:
-Pode picar isso pra mim? – Shiroi perguntou.
-Hai, hai...
-Só cuidado para não se cortar!
-Tá bem, tá bem! - a garota falava sem muito ânimo.
No final das contas, aquela havia sido a pior idéia que já tinha tido! Além de ter que vestir um aventalzinho meio bonitinho e feminino cheio de babadinhos, o que não combinava com ela, tinha que fazer coisas difíceis além de receber ordem toda santa hora:
-No final das contas, você continua um moleque apesar das aparências... – a senhora Kiryuu se divertia vendo a incapacidade da filha.
-Aiê!! Me cortei!!! – deu um berro enquanto corria para a pia para lavar o pequeno corte.
DING DONG
O coração da loira havia literalmente disparado. Já havia um certo tempo que o Sol havia se posto e não havia ninguém que pudesse querer fazer uma visita àquela hora.
Só pode ser!!
A garota correu até a porta como uma criancinha que esperava ansiosa por algum familiar o qual admira:
-Que bom que...
A Kiryuu abriu a porta com vivacidade e sorria abertamente quando simplesmente parou e corou violentamente. Não que a pessoa a qual havia tocado a campainha não fosse o Kaname, mas subitamente havia notado o quão empolgada e apaixonada estava, o que não era muito comum, e o quão sério o rosto do Kuran estava:
-Me desculpe... – o rapaz disse ao notar que havia cortado a felicidade da namorada – Você está adorável... – disse com um sorriso ao vê-la naquele avental.
-Ah é... – se no começo a ex-caçadora estava vermelha, agora estava roxa – "Com que cara eu digo que queria aprender a cozinha, por que... Ai!!" Ah! Entre! Não fique aí fora!!
-Com licença – disse ao entrar e notar a senhora Kiryuu os analisando com uma expressão que ele não sabia dizer se era de agrado ou desagrado.
-Fique à vontade, logo serviremos o jantar – pela voz nada gentil, o sangue puro logo pôde notar que era desagrado, mas de qualquer jeito, já esperava aquilo.
-Vem! Vamos sentar...! – animada, a garota o puxou até um sofá onde se sentaram lado a lado.
-Você parece feliz... – Kaname disse ao notar que ela estava mais animada do que nunca.
-Não é pra tanto! É só que... Eu realmente... – Katsura foi baixando o tom de voz cadê vez mais – Fiquei feliz quando você disse que viria me buscar e...
O Kuran riu por um breve momento:
-Eu realmente fiquei esperando o dia em que você ficaria muito feliz só por me ver... – sussurrou ao ouvido dela enquanto a abraçava com um braço e pegava nas mãos frias dela.
-Eu to escutando tudo daqui viu? – a voz não muito agradável da mãe da garota ecoou pela casa.
-Que vergonha... – Katsura comentou.
-Se machucou? – não querendo vê-la ficar mais constrangida, o sangue puro mudou de assunto ao se deparar com leve corte numa das mãos dela.
-Ah é! Foi sem querer enquanto eu cortava umas cenouras... – respondeu alegremente dando a entender que foi nada.
O rapaz não voltou a dizer mais nada. Com uma de suas mãos, pegou a dela e a foi levando para perto de seus lábios.
Será que...
E quando a garota menos esperava, ele havia dado um leve beijo no ferimento, o fazendo desaparecer:
-Uau... – disse analisando a mão – Obrigada!
Mais uma vez Kaname não disse nada, mas agora ia lentamente se aproximando dela, vencendo a distâncias entres seus rostos e lábios:
-Tá na mesa!
Não creio nisso!!!
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
-Vamos indo? – o loiro sorriu enquanto abotoava a camisa azul-marinho – Iino-chan...
Uma muito brava e envergonhada Iino estava sentada na cama olhando para a direção oposta:
-Será que... Não dava para... – respirou fundo antes de continuar – Se trocar no banheiro não!?!?!?!? – pegou uma das almofadas que enfeitavam a cama e atirou com toda sua força no namorado.
-Iino-chan está... Com vergonha... – os olhos de Ichijou brilhavam como se fosse um pai vendo o filho andar pela primeira vez.
-Não é nada disso... – disse estressada, se levantando e indo em direção à porta sem dar a mínima para o rapaz.
Isso foi lindo! Ela é sempre tão segura de si e de repente...
A morena, assim que virou a maçaneta, olhou para trás apenas para se deparar com o nobre ainda admirando a vermelhidão em seu rosto. Ainda um pouco irritada com aquilo, desviou o olhar:
-Iino-chan me desculpaaaaaa!!!!!!!
O rapaz chorava enquanto corria até ela e a abraçava por trás:
-Eu não queria te deixar irritada! É que... é que... – o loiro realmente chorava arrependido, embora aquilo soasse muito exagerado – Nós dois sozinhos nesse quarto de hotel... Parece até que estamos numa lua-de-mel! – falou todo alegre enquanto a abraça mais forte ainda e apoiava a cabeça no ombro dela.
-Tá bem! Tá bem! – a garota disse rapidamente não querendo vê-lo daquele jeito novamente – Não foi nada! – virou de frente para ele, sem desfazer o abraço, e sorriu – Não seja bobo! – de um leve selinho nos lábios de Takuma – Agora melhor irmos, quero só ver como está o Kei... – disse rindo por dentro, afinal, o rapaz estava totalmente rancoroso quando saiu da escola, até havia dito coisas horríveis à Rima, e pensar que agora ele estava num quarto de hotel com ela, uma vampira, era realmente para se pensar que ele se transformou.
-Eu também quero... – o rapaz sorriu, e pegou a namorada pela mão.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Rima estava assistindo um de seus desfiles na televisão quando o Oshare saiu do banheiro já vestido:
-Uh? – o rapaz exclamou ao vê-la na TV.
-Vai me dizer que não sabia... – a garota falou incrédula.
-Eu não gosto de ver TV... Nem revistas.... – agora o rapaz notava o quanto seu comportamento o havia feito dele uma pessoa meio fora da realidade.
-Não tem problema – a jovem sorriu levemente.
Talvez assim fosse melhor, afinal, todos que sabiam de seu emprego acabavam chegando nela por esse único motivo:
-Nada mal... – disse ao ver que ela brilhava mais que o resto.
-Obrigada... – a nobre levantou-se e desligou a TV.
Antes que pudesse notar, o rapaz dos cabelos castanhos já estava bem perto e a puxava para si pela cintura, deixando suas testas encostadas e fazendo com que os dois sentissem a respiração um do outro:
-Essa fuga até que trouxe algo de bom... – o rapaz comentou enquanto, com seu próprio peso, o fazia cair na cama.
Rima hesitou por um momento, mas após alguns segundos olhando um para o outro, já estavam envolvidos num beijo caloroso e forte. Não sabiam exatamente se aquilo era efeito do cansaço provocado pelo dia, mas sentiam seus corpos irem para outra dimensão, como se não houvesse mais o quarto ali.
TOC TOC
O casal parou o que estava fazendo e a garota, num ato automático, deu um tapa na esta em sinal de reprovação:
-Droga! Me esqueci completamente!
-Quem é? – Kei perguntou no mais óbvio mal-humor.
-Ichijou... Ele e Iino estão aqui também por ordem do Kaname...
-"Rima... Kei?"
-Já vamos! – a jovem disse enquanto se sentava na cama e arrumava as duas marias-chiquinhas que agora estavam meio tortas.
-O Kuran... Vai explicar o que significa essa palhaçada toda? – o rapaz perguntou se lembrando que ainda não obtivera nenhuma resposta se quer sobre o ataque que sofrera naquele dia.
-Creio que sim... – a modelo respondeu e foi abrir.
-Ah! Que saudades de você!!! - o loiro pulou e abraçou a amiga – Ué? Seu cabelo tá meio desarrumado... – disse ao notar uma pequena mecha que estava solta.
Opa...
-Takuma... Eu disse que era melhor a gente ter descido e esperado eles lá... – Iino comentou sem graça com a situação que o namorado os havia colocado, afinal, já estavam na entrada do restaurante do hotel quando o rapaz teve a "genial" idéia de ir buscar os amigos – Aliás, olá Kei... – a garota sorriu ao ver que apesar de irritado, o amigo já aparentava estar bem melhor mentalmente.
-Realmente... Me desculpem... – o loiro deu um sorriso amarelo e corou levemente – A gente vai descendo... E esperamos você lá...
Só dei bola fora hoje...
-Agora que já atrapalhou a gente vai junto né? – a jovem dos cabelos loiro-alaranjados falou num tom monótono.
-Pois é... – o moreno concordou.
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Ruka olhava a rua pela janela embaçada do carro. Vários humanos andavam de um lado para o outro, felizes, apesar da noite estar um pouco fria. Pais levavam seus filhos para alguma lanchonete, grupos de amigos passeavam pelas ruas, e numa praça pela qual o carro passou devagar à nobre pôde ver dezenas de casais que andavam de mãos dadas ou estavam sentados em bancos enquanto conversavam e se beijavam. Subitamente um dor preencheu seu peito que parecia vazio de emoções desde que havia levado aquele sermão.
Humanos e vampiros não eram muito diferentes, ela podia ver claramente agora enquanto continuava a analisar aquele cenário pela janela, a relação entre pais, entre amigos e entre amantes era mesma, apesar do sistema político ser bastante distinto, eles eram iguais. Mas exatamente agora que ela notava isso, parecia ser impossível estar com aquele humano com quem sonhava em encontrar aquelas tão óbvias semelhanças entre humanos e vampiros. Sim, após seus pais terem-na mandado de volta para o colégio com guarda-costas parecia realmente impossível.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Katsura parecia não querer tocar em sua comida, a fome havia passado exatamente no momento em que todos haviam começado a comer. Preocupava-se com as duas pessoas que estavam ali além dela. Primeiramente, sua mãe, que a cada garfada olhava fixamente para o Kuran, com um olhar tão penetrante que a loira não sabia dizer ao certo se a mulher estava com raiva ou curiosa. A outra fonte de sua falta de fome era exatamente o sangue-puro, que permanecia calado enquanto se alimentava da forma mais educada e delicada possível sem fazer qualquer expressão.
Será que a comida ta ruim?
A Kiryuu corou por um momento. Sentia-se uma total tola por ter mudado tão repentinamente de comportamento, não se lembrava de um dia ter sido tão romântica ou tão preocupada com coisas tão banais. Isso deveria acontecer devido aos três principais homens em sua vida antes de ir viver excluída do mundo com sua mãe. Primeiramente, Zero, sempre fora seu companheiro de aventuras, com quem podia disputar as habilidades, treinar junto e brincar das brincadeiras mais "masculinas" possíveis, por segundo, viria Yagari-sensei, provavelmente esse contribuiu muito mais para desenvolver seu lado revoltado, briguento e competitivo do que qualquer outro, o último que restava era Ichiru, que era doce e carinhoso, mas que muitas vezes era mais visto como um garoto que precisava da proteção dela do que uma pessoa em iguais condições, mas de qualquer jeito, procurava não pensar muito nesse último:
-Agradeço pelo jantar, estava ótimo.
Katsura fora violentamente retirada de seus pensamentos pela voz de Kaname:
-Então, agora que terminou me pergunto se você não queira falar do motivo pelo qual se deu ao trabalho de vir até aqui....
Os olhos da loira agora estavam vidrados nos dois que conversavam:
-Primeiro de tudo quero saber se "aquele" assunto já foi devido esclarecido à Katsura...
Como eu imaginava... Os vampiros ainda sabem de nossa existência...
-Sim, ela veio me perguntar... Já expliquei tudo...
-Isso simplifica as coisas... – o rapaz respirou fundo antes de prosseguir – O que acontece é que há anos há um grupo de vampiros que estão à procura dos descendentes dos guardiões...
-Isso não é novidade... – Shiroi levantou-se a levou seu prato até a pia - Já imaginava que algo do gênero pudesse acontecer, por isso vim viver aqui e cortei qualquer relação que pudesse nos levar a eles...
-Eles já encontraram dois dos garotos, você deve saber, além de que, encontraram a família Miharu também, que não estava tão isolada, mas tomava os devidos cuidados com o assunto en...
-Iino-chan?! – a jovem dos cabelos dourados levantou-se e bateu com as mãos na mesa – Miharu, é o sobrenome dela não é? – terminou a frase de modo mais paciente.
-Sim – Kaname respondeu com uma enorme calma – Mas ela e a família já estão sob proteção... Quero dizer, pode levar algum tempo, mas cedo ou tarde vocês também serão encontradas...
-E veio aqui apenas para nos dizer isso?? – a senhora Kiryuu vociferou – Você acha que eu não sei que a todo momento nós corremos perigo??
-Eu sei, mas a minha intenção e a de alguns outros vampiros é da paz entre nós e humanos, e conseqüentemente a paz entre nós e vocês guardiões...
Katsura olhava de um lado para o outro a cada momento em que a palavra mudava de dono. Sentia-se totalmente por fora, não que agora não estivesse a par da situação, mas porque durante todo aquele tempo aquelas duas pessoas sabiam de tudo, sabiam mais sobre ela do que ela mesma, e agora discutiam a situação como dois grandes estudiosos discutem um problemas em questão. E ela estava ali, sem muito o que dizer:
-... Admito que será difícil conter a discórdia entre vampiros e guardiões, mas estou disposto a isso... – o tom de voz do rapaz ficava cada vez mais sério – Por isso vim oferecer proteção até que todos cheguem a um acordo...
-Vou pensar se posso confiar...
-Mãe!!!!
-Que garantias eu tenho de que você está falando a verdade?
-Eu sabia que Katsura era uma guardiã desde pequeno, na verdade, só depois crescido, me lembrando do passado e a revendo de novo eu fui notar que era isso mesmo, antes, só sentia que havia algo de estranho nela... – Kaname parou por um momento, parecia que esperava a mãe da namorada perguntar como que se conheciam desde pequenos, mas a pergunta nunca veio, por isso prosseguiu – Resumindo, eu poderia todo esse tempo, por meio dela que nada sabia dessa história, onde você morava e assim libertar o poder da Katsura e dos outros...
-Faz sentido... – comentou num resmungo – Mesmo assim, que garantias eu tenho de que você é capaz de protegê-la....
O Kuran parou por um momento, parecia pensar sobre algo não muito agradável:
-Os Kuran, são dentro os sangue-puro, os mais poderosos, já fomos reis de todo reino vampiro, mas renunciamos por acharmos desnecessário... Mas mesmo assim, ainda podemos hoje, reivindicar o trono...
-Está bem!! – Shiroi terminava de tirar os pratos da mesa – Vou lhe dar um voto de confiança já que não tenho muito escolha.
-Sério?? – os olhos da garota brilhavam.
-Katsu... Então é melhor arrumar as malas... Temos que partir hoje mesmo, Kei, Ichijou, Iino e Rima nos esperam para conversar sobre o assunto, fora que... Quanto mais separadas vocês duas estiverem mais segura sua mãe estará...
-Está bem! – a garota sorriu e levantou-se para arrumar as malas como se fosse uma criança se preparando para uma esperada excursão escolar.
A garota correu até seu quarto e olhou sua mala, por sorte não a havia desfeito, tudo que teve de fazer foi adicionar mais algumas roupas. Sua pressa era tanta que apenas socava tudo ali dentro de qualquer jeito sem se importar se as roupas se amassariam ou não:
-Tô pronta!! – a jovem reapareceu na sala e notou que Kaname já estava na porta a esperando.
-Vamos? - perguntou gentilmente estendendo a mão.
-Mais uma coisa... – a senhora Kiryuu fez os dois pararem logo que atravessaram a porta – Vou deixar ela ir se refugiar com você, mas não pense que eu aceito esse relacionamento maluco de vocês! Estão estritamente proibidos de: darem as mãos – o casal soltou as mãos não querendo contrariar a mulher – se abraçar, se beijar, dividir os mesmo quarto...
-Melhor a gente ir logo... – a loira sussurrou para o vampiro enquanto o puxava pela manga e ignorava todas as palavras que sua mãe dizia.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Seja um bom garoto...
Não! Não pode tomar conta da minha mente novamente!!
Ah! Eu posso!!
O jovem Senri Shiki gemia em tom baixo enquanto segurava a cabeça com as mãos e rolava pela cama como se sentisse a pior das dores. Não se lembrava de como havia voltado ao dormitório, só sabia que havia ido visitar sua mãe e que esta queria que ele acompanhasse seu tio, que o levou para uma escura e mal cheirosa sala, onde havia um caixão onde era depositado sangue, e a última coisa que havia visto era uma medonha criatura quase morta que viera para cima dele. Sim, agora tinha certeza de que era isso que havia acontecido. Mas o pior de tudo foi quando recobrou a consciência. Já estava ali no dormitório, não sabia como, e naquele exato momento em que havia acordado, fazia algo horrível. Suas presas estavam fincadas no pescoço de uma jovem e bela ruiva que ele conhecia muito bem.
Sentia-se enojado. Conseguia se lembrar exatamente no momento. Não era ele, era aquele maldito ser que queria tomar conta de sua cabeça, aquele ser desprezível que havia usado seu corpo para beber o sangue dela como se fosse um animal se aproveitando em todos os aspectos de sua presa. Sentia-se mais enojado ainda. O que ela estaria pensando dele agora? O perdoaria? Como iria explicar aquela situação?
Apenas fique quieto e me obedeça...
Novamente aquela voz ecoava em sua cabeça o deixando zonzo e com enxaqueca. Tentava resistir, não podia deixar um maluco tomar conta de seu corpo e cometer atrocidades. Não podia. Mas por algum motivo ia se sentindo cada vez mais fraco, era quase inevitável:
-Rido-sama? – um senhor loiro entrava sorrateiramente pela janela junto com outros dois comparsas.
-Deu trabalho, mas finalmente esse garoto cedeu... – os olhos do rapaz dos cabelos arroxeados estavam um de cada cor e seu tom de voz havia mudado completamente – Quem diria que esse rapaz seria forte o suficiente para me contrariar...
-Rido-sama! – o senhor engoliu em seco – Parece que a vida dos pais de Miharu Iino foi salva, e a garota desapareceu de nossas vistas! Peço perdão! Isso não irá mais acontecer! –Ichijou-sama! - um outro vampiro havia chegado ali repentinamente – Checamos a casa dos Miharu e o assassino que mandamos foi morto com um espada japonesa muito bem manejada...
Takuma...!!
-...E o outro que mandamos para capturar Oshare Kei desapareceu deixando um recado esclarecendo que não quer mais se envolver no assunto... E infelizmente não temos qualquer notícia da sacerdotisa...
O homem chamado Rido, que possuiu o corpo de Shiki começou a rir:
-Parece que eles são fortes, e que a mãe da nossa querida sacerdotisa é bastante cautelosa...
-O que faremos?
-Apenas continuem a procurar.... E não tirem olhos de Sasaki Hayato, ele está nesse colégio, não o deixem ir para lugar nenhum e não deixem que ninguém os veja ou levantaremos suspeitas...
ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Iino havia acabado de dar uma garfada na lasanha, mas apesar da boca aberta não chegou a levar a comida à boca:
-Isso é uma maluquice... – Kei comentou irritado.
Aquele jantar estava sendo um tanto desagradável. Logo após de descerem até o restaurante do hotel e ordenarem seus pedidos, Kei, Rima, Ichijou e Iino foram surpreendidos por casal que havia acabado de chegar e que, a julgar por suas faces ofegantes.
Kaname e Katsura haviam contado tudo enquanto os quatro jantavam, e a expressão deles, especialmente dos dois humanos não poderia ser diferente. Para o rapaz, aquilo era uma total loucura deslavada, já para a morena, aquilo parecia não surpreendê-la tanto, mas sua feição de incredulidade deixava evidente que todo aquele tempo torcia para que o quase assassinato de seus pais não tivesse um motivo tão grande e monstruoso como aquele:
-E o que vamos fazer? – dessa vez foi a Miharu quem falou um tanto irritada.
Tanto ela quanto Kei agora viam perfeitamente que a única saída era continuar fugindo, pois obviamente eles estavam perto e não iriam desistir:
-Iino-chan, Kaname já disse que nós todos da turma da noite vamos protegê-los...
-Até quando? – a garota havia se levantado e agora cerrava os punhos – Se fosse só eu quem estivesse em perigo ainda tudo bem, mas são os meus pais também! E...E... Vai assim até quando??
-Até alguma de suas filhas ter somente um filho homem...
-Que ótimo!! – a jovem voltou a se sentar.
-É... Agora o jeito é tentar ter uma filha pra essa maldição sumir... – O Oshare falou com sarcasmo.
Estava tão feliz por Kaname tê-la ido visitar e tão acostumada por sempre estar escondida com sua mãe que nem havia notado a gravidade da situação. Aquilo era realmente cruel. Viver sempre escondido e tendo apenas uma opção que possuía cinqüenta por cento de falha:
-Vamos lutar... – a loira sugeriu quase num sussurro, mas sua frase foi tão impactante que todos escutaram...
-Como, vai matar os pais que restaram? – Kei falou mal-humorado após escutar aquela maluquice.
-Deve haver algum jeito! Foi uma sacerdotisa que criou esse selo... Então...
-Mas você também está selada... – a morena falou desanimada após lembrar desse pequeno empecilho.
-Deve haver um jeito...
-Talvez... – O Kuran, que permanecia calado assim como os outros dois nobres que apenas assistiam a discussão, se pronunciou.
-Sério? – Katsura olhou para ele com um olhar esperançoso.
-Mesmo assim, é melhor você pensarem bem sobre isso durante essa noite... – deu uma breve pausa enquanto analisava que Iino parecia gostar da idéia e Kei achava tudo indiferente – Pois se lembrem que serão ferozmente caçados por um pequeno, mas poderoso grupo de vampiros e que terão de lutar seriamente como reais guerreiros... – disse dessa vez olhando diretamente para Iino e Kei, que não possuíam qualquer experiência em luta – Vamos subirmos... Você deve estar cansada... – o puro sangue levantou-se e estendeu a mão para Kiryuu.
-Está bem...
-Melhor nós irmos também... – Rima comentou ao notar que aquela revelação havia literalmente acabado com todos eles.
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-Você realmente quer isso? - Kaname perguntou enquanto olhava a jovem a jogar na cama e afundar a cabeça no travesseiro.
-Não vai ter jeito... – falou sem se mexer ou olhá-lo – Mas... – sentou na cama e virou- se frente para ele – Como seria esse jeito que você deixou a entender?
-Ainda existe a ruína do templo daquela sacerdotisa... O vilarejo todo foi destruído não sobrando nada, mas o templo permanece e ninguém consegue chegar perto...
-Você acha que...
-Provavelmente... – disse enquanto recolocava o casaco.
-Aonde vai? – a loira perguntou surpresa
-Preciso tratar de alguns assuntos – o rapaz sorriu gentilmente para ela – Vai estar segura aqui, eu volto de manhã...
-Ah, está bem... – comentou triste – Apenas... – levantou-se repentinamente da cama e o abraçou por trás – Não demore muito...
-Está bem...
O Kuran virou e deu um leve beijo nos lábios da garota antes de deixá-la sozinha naquele quarto.
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No colégio Cross, o dia seguinte chegara tão obscuro, quanto às coisas que lhe aguardavam, os alunos voltariam durante todo o dia, o céu estava nublado e parecia que viria uma tempestade mais a frente. O dormitório da Lua era mantido em silêncio, todos que lá estavam não tinham muita disposição, ou já tinham planejado o dia.
Duas limusines estacionam ao mesmo tempo na entrada, desembarcando em cada uma delas uma sangue-puro, a Dol Amroth e a Abarai, aonde ambas possuía feições diferentes em suas faces.
- Akai? – questionou a rosada se aproximando da amiga – Está tudo bem?
- Não – não trocara uma palavra com seu acompanhante, que por sinal já havia entrado no dormitório com as coisas de ambos.
- O que houve entre você e o Kain? – pergunta preocupada, entrando com ela – Não vai me dizer que isso tem haver com o Daisoreta.
- Como você adivinhou? – sem muito ânimo.
- O Daisoreta estava animado em relação ao casamento, nunca imaginaria que isso afetaria vocês agora – não gostava de pensar que tudo estava acontecendo por causa do seu próprio irmão.
- Aconteceu, eu sou noiva dele, eu não queria aceitar, queria lutar pelo que sinto por ele – suspira tensa – Mas o Kain aceitou fácil e se separou de mim, voltou a me tratar como antes – duas lágrimas desceram por toda a extensão do seu rosto.
- Se acalma – se mantém seria – Vamos dar um jeito nisso – suspira – Antes disso, porém, temos que ir ver a Arissa.
- Por quê? Aconteceu alguma coisa com ela? – começa a se preocupar.
- Sinto que ela não está bem – sobe as escadas com a dona de marias-chiquinhas junto a ela.
- Com licença – entram no quarto as duas, vendo a amiga em situação não muito boa.
- Arissa? O que aconteceu? – a Abarai se esquece de seus problemas na hora.
- O que o Aidou fez? – questiona a rosada, fechando a porta.
- São tantas coisas... – não sabia se estava preparada para contar tudo, mas respirou fundo e iniciou, contou detalhe por detalhe, desde a proposta de casamento até a conversa que teve com o primo por causa do beijo dele com a Ren.
- Eu não acredito que aconteceu tudo isso – estava surpresa a de olhos vermelhos, parece que ela não foi à única, a saber, da existência de um casamento neste recesso.
- Arissa – a Dol Amroth estava séria – Será que não era melhor você ter ouvido o Aidou, se ele veio aqui com certeza não foi por se importar se o Shiki ficaria sabendo ou não, a razão dele ter vindo aqui é que estava preocupado com você, com o que você poderia pensar ao vê-lo daquele jeito, não estou tentando defender ele, só que olhando de um ponto fora da situação, aquilo pode muito bem ter acontecido por acidente, tanto como não pode, mas primeiro você deveria ter o escutado antes de julgar o que seus olhos viram muitas vezes o que olhamos não condiz com a realidade – tenta agir com a razão desta vez.
- Mandy, de certa forma você tem razão mesmo – reflete um pouco – Mas como saberei que ele não está mentindo?
- Arissa, você já conhece o Aidou há anos – desta vez a outra sangue-puro acrescenta – Olhando nos olhos dele provavelmente consegue saber se é mentira o que ele diz ou não.
- Além disso, eu posso ajudar, eu leio pensamentos, se ele mentir eu lhe direi – termina a de olhos azuis.
- Não sei – depois de todos esses argumentos, era melhor aceitar esclarecer tudo – Tudo bem, eu falo com ele.
- Ótimo, vou chamá-lo – a cúpida saiu, na companhia da outra sangue-puro, atrás de uma solução para os problemas da ultima que estava trancada no quarto.
X-X
O jovem Akatsuki, após deixar as coisas da sangue-puro de marias-chiquinhas no quarto dela, foi para seu próprio, encontrando seu primo deitado e com uma cara péssima, parece que havia acontecido algo pior do que aconteceu com ele, se é que isso era possível.
- O que aconteceu Aidou? – começa a desfazer a mala, enquanto espera a resposta do loiro.
- Tantas coisas, eu não sei nem por onde começar – responde fraco, com tristeza na voz.
- Isso com certeza deve ter haver com a Arissa-sama, correto? – conhecia bem o amigo, e quando estava assim com certeza, tinha o dedo da prima dele no meio.
- Sim, todos os problemas estão em torno dela – iniciou o desabafo, se sentindo no final muito mais leve – E aí? O que acha que devo fazer?
- Esperar, você tem que dar um tempo para ela – pausa raciocinando o que diria a seguir – Você está confuso quanto ao que sente por ela, não é? Por que você conversa sobre isso com ela? Talvez ajude a entender, assim como pode ajudá-la também.
- Mas o problema é que ela não vai querer falar comigo – afunda mais a cabeça no travesseiro.
- Por isso que eu disse para você dar um tempo para ela, quando a Arissa-sama estiver mais calma, conversa com ela – sugere ao primo, acalmando com isso.
- Certo – agora, sem todo aquele nervosismo, percebe que o jovem de cabelos castanhos também não estava bem – Agora, mudando a situação, o que aconteceu para você estar assim? Suponho que deva ser relacionado, também, com uma sangue-puro – questiona mostrando-se preocupado, entretanto com um ar meio divertido.
- Bem, aconteceu a coisa mais óbvia que eu já tinha previsto que aconteceria, a Akai-sama descobriu sobre o noivado dela e eu tive que terminar tudo com ela – pronunciou com naturalidade.
- Você fala como se já soubesse que ela estava noiva quando se envolveram – comenta, estranhando um pouco a reação do outro.
- Sim, eu já sabia que ela era noiva do irmão da Mandy-sama – confessa ao se lembrar de um telefonema que teve dias antes de começar as aulas – O Daisoreta-sama, me telefonou antes das aulas começarem para me avisar que queria que eu a protegesse por ser noiva dele.
- O que? Você está falando sério? – estava surpreso, como Kain conseguia ser tão imparcial quanto a isso? O primo realmente conseguia controlar os sentimentos e a aparência.
- Sim, estou – suspira – Não devia ter me envolvido com ela, eu tentei me afastar, me manter frio – suspira novamente – Mas não consegui resistir, ainda mais por ela estar sofrendo, o pior é que ela está bem pior do que poderia estar antes – isso era o que mais lhe doía – A Akai me disse que estava disposta a lutar contra o conselho vampírico por mim...
- E o que você fez?
- A beijei e depois sai da frente dela, deixando-a gritando e chorando para trás – ao falar isso se sentiu como um lixo por ter deixado a amada sozinha quando mais precisava – Depois disso agente não trocou mais nenhuma palavra.
- Pelo visto, ter ido visitar nossas famílias não foi à melhor coisa a se fazer – neste instante alguém bate na porta.
- Eu abro – surpreendeu-se ao ver que era a Dol Amroth que viera os visitar – Mandy-sama? Algum problema?
- Muitos – respondeu displicente – Mas pretendo resolver um de cada vez – suas palavras deixaram os dois dentro do cômodo confusos.
- Podemos ajudar? – o nobre de madeixas marrons questiona gentilmente.
- Sim – suspira – Aidou-kun preciso falar com você – ao ver que o outro já iria deixar os dois a sós se adianta – Kain não precisa se preocupar, eu preciso que o Aidou venha comigo – o loiro se levanta, não tendo bom pressentimento do que aconteceria, todavia por ser uma sangue-puro não poderia negar ajuda – Daqui a pouco eu venho conversar com você, certo? – o nobre afirma com a cabeça e vai se deitar, já previa o assunto que ela trataria.
- O que a Mandy-sama tem a tratar comigo? – vai direto.
- Você e a Arissa – como falaria ela ainda não sabia, só percebera que o loiro ficara sério – Bom, ela me disse o que aconteceu durante esses dois dias, inclusive o que aconteceu entre você e a Ren...
- Não é o que parece ser – estava desconcertado por falar justamente sobre esse assunto.
- Eu já imaginava, pelo que conheço dos dois, a Ren não trairia o Shiki, e você estando em uma situação delicada como a que aconteceu na sua casa não estaria em condições para isso – pronuncia calma.
- Você sabe por que leu—
- Não – o interrompe – Não preciso ler seus pensamentos para descobrir isso, está óbvio, por isso queria que explicasse isso para Arissa.
- Eu tentei, ou melhor, ela nem me deixou falar, por que agora ela deixaria? – queria muito conversar com a prima, contudo a situação não lhe permitia.
- Ela quer falar com você – o loiro se surpreendeu – Só tenta não ser muito rude com ela e mesmo que pareça que ela não queira saber, ultrapasse os obstáculos para vê-la bem, pois sei bem que está bastante preocupado com ela – sorri.
- Certo, com licença – andou em direção aos aposentos da prima – Obrigado.
- Não tem de que, não fiz mais que minha obrigação – sussurrou e bateu novamente na mesma porta, recebendo um 'pode entrar' – Com licença.
- Em que posso ajudar-lhe Mandy-sama – estava sentado observando a jovem entrar – É sobre a Akai-sama e o Daisoreta-sama o assunto, correto?
- Esperto, muito esperto – iniciou elogiando-o – Mas mesmo esperto, foi burro o bastante para fazer aquilo com a Akai, não?
- Ela te contou? – não soube por que perguntou, porém como já havia saído, não teve como voltar atrás.
- Sim, depois da gente falar com a Arissa, conversei um pouco com ela antes de vir aqui e soube o que aconteceu – suspira pesadamente – Isso é muito triste, você não teve coragem de lutar ao lado dela pelo que beneficiaria vocês dois.
- O melhor é ela ficar com o seu irmão, uma sangue-puro deve se casar com um sangue-puro—
- E ser infeliz? É isso o que você deseja para a pessoa que você ama? É isso que você chama de melhor para ela? Você precisa rever seus conceitos de coisas boas – sarcástica.
- Com o tempo ela vai se acostumar com ele, meu dever é só ser um guarda-costas para ela e nada mais, não deveria ter me relacionado com ela—
- Mas o fez e fez por que a ama! E esta sendo muito fraco em não querer brigar pelo que é seu—
- Pode até ser... A única coisa que estou fazendo é seguir o que acho que é o melhor para ela—
- Você vai sofrer por isso, você sabe disso—
- Não me importo, só estou pensando nela, o melhor é a Akai-sama se casar com o Daisoreta-sama, não interferirei nisso.
- Se você realmente estivesse pensando nela, estaria do seu lado a apoiando e pensando em alguma maneira de se livrar disso!
- Mandy-sama, eu não posso fazer isso – sua voz soava triste e após isso se indignou com algo – Por que você vem aqui defender com que eu me junte a Akai-sama, sendo que é seu irmão que perderia, se isso acontecesse?
- Por que a Akai é minha amiga e quero o melhor para ela, assim como desejo ver vocês juntos, além disso, eu gosto muito do meu irmão e não gostaria de vê-lo infeliz – confessa – Ele não ama a Akai, ama outra! Não quero ver dois casais infelizes! Não quero mesmo! Por isso sou capaz de contrariar toda a sociedade vampírica, ajudando os meus amigos.
- Infelizmente você não conseguirá que eu desista da minha decisão – termina.
- Veremos então, se você não ficará ao lado dela no final – pronuncia com raiva e esperança na voz, saindo do quarto e indo respirar um pouco lá fora.
X-X
Uma batida na porta, cedo ou tarde escutaria, a jovem sabia quem era e tomou coragem para vê-lo.
- Pode entrar!
- Com licença – o loiro, entretanto inicialmente não consegue olhar diretamente a ela.
- Aidou... Eu queria que... – não sabia como dizer, no entanto notou a porta ainda aberta – Primeiro você poderia fechar a porta antes – esta é fechada, o nobre finalmente a olha, com um acesso percebe que é para se sentar na cama a frente dela, contudo vê que esta olhava para baixo.
- Pronto – se sentou – O que você quer? – questionou, antes de começar a explicar o que aconteceu, deveria saber se a prima estava disposta a ouvi-lo.
- É que... – tentava, mas nada saia – Sobre o que aconteceu ontem, primeiro queria te pedir desculpas por não te ouvir e queria que você me...
- Quer que eu te explique agora? – a resposta foi afirmada com a cabeça, rapidamente na cabeça do Hanabusa passou a ideia de retomar o que a adolescente havia dito quando ele tentou da primeira vez, porém antes disso acontecer lembrou-se do que a Dol Amroth tinha dito 'Ela quer falar com você. Só tenta não ser muito rude com ela e mesmo que pareça que ela não queira saber, ultrapasse os obstáculos para vê-la bem, pois sei bem que está bastante preocupado com ela', não faria aquilo – Pois bem, o farei... – respirou fundo, só que a puro-sangue ainda olhava para baixo, evitando encará-lo, por isso aproximou sua mão delicadamente do queixo dela e levantou-o – Mas primeiro quero que você olhe para mim... Bom... Quando a gente chegou, eu fui primeiramente ao meu quarto, depois resolvi ir falar com a Ren, só que a minha surpresa foi encontrá-la deprimida, por causa de alguns problemas que não é pertinente falar, eu tentei a consolá-la—
- Entendo, foi por isso que você a beijou, não é? Provavelmente ela brigou com o Shiki e você resolveu aproveitar a situa—
- EU NUNCA FARIA ISSO! – gritou, nunca imaginaria que faria isso com ela, só que desta vez a morena passara do limites, se controlou para continuar a relatar o ocorrido – Voltando ao que eu estava dizendo, eu tentei consolá-la e fazer ter forças, com isso ela se encorajou e foi me agradecer, com um beijo no rosto, só que agente se atrapalhou e nossos lábios se encostaram e foi ai que você apareceu, foi acidental, não tínhamos motivos para isso – pausou um pouco, pois a elétrica estava digerindo tudo – Além disso, essa situação só serviu para mostrar que entre eu e ela só poderia ter amizade – pronunciou de um modo para que entendesse o que sentiu ao beijar sua melhor amiga – Mesmo por que, depois do que aconteceu nos últimos dias, nunca pensaria em fazer nada do gênero.
- Aidou... – o chamou de maneira clara, fazendo os olhos azuis encontrar os olhos arroxeados profundamente – Me desculpa por ter pensado que havia algo errado naquilo e por ter tido esta atitude – sabia reconhecer seu erro e desculpar-se por ele.
- Não precisa se desculpar – com as costas da mão que antes segurava o maxilar agora começa a acariciar o rosto dela – Na sua posição foi normal pensar aquilo que pensou, só fico satisfeito que você tenha compreendido – como recompensa recebeu um belo sorriso da Nakamura – Agora que resolvemos isso – se levantou.
- Aidou-kun – tomou coragem, não sabia se era isso que deveria fazer, todavia já tinha pensado muito sobre falar com ele e aproveitaria este momento – Posso falar com você.
- Claro – já estava próximo a porta, porém voltou rapidamente para onde estava, ou até mais perto.
- ... – "É melhor não - voltou atrás em sua decisão - esta não é à hora certa para isso" – Desculpa, mas acho que mudei de ideia – afirma o deixando confuso.
- Como?
- Não é uma boa hora para conversarmos sobre isso – pronuncia um pouco sem graça por chamar para conversar, só que depois não falar nada.
- Se você diz – deu ombros, ia sair novamente – Está tudo bem com você? – mudou de ideia.
- Sim – nessa resposta desviara o olhar para que não notasse que ainda se sentia um pouco mal por tudo o que tinha acontecido.
- Não parece – se colocou de pé só para mudar a posição, sentou-se, na verdade, deitou-se do lado dela, abraçando-a carinhosamente, sabia que isso a faria se sentir um pouco melhor.
- Obrigada – assim, os dois ficaram abraçados, evitando palavras que os fizessem voltar a uma realidade tão cruel que sua família havia imposto a eles.
X-X
A jovem cúpida, após conversar com o Akatsuki, resolveu ir ao jardim do colégio, mal chegara de viagem e já tinha um monte de problemas para resolver, não que se incomodasse, afinal, um dos seus principais poderes era curar a ferida, inclusive as da alma, para ela isso era gratificante, claro, quando não havia muitos teimosos na história.
Caminhou até a fonte, se sentando na frente dela, sentiu uma brisa refrescante da noite muito nublada que fazia, pois em breve a calma exercida ali, se tornaria algo invejável pelos próximos acontecimentos, que poucos sabiam da existência. Pela sua distração, não percebeu a presença de alguém chegando, só notou quando sentiu braços ao redor dos seus.
- Zero?! – sorriu ao receber o abraço do namorado.
- Oi – quando viera dar uma volta, nunca imaginaria que a sua rosada havia voltado – Tudo bem? Como foi a viagem?
- A viagem foi boa, eu consegui descobrir coisas novas que me ajudarão no futuro – comenta – Mas não estou muito bem.
- O que aconteceu? – questiona com um pouco de preocupação.
- São problemas das minhas amigas – o dono das madeixas prateadas entendeu bem quem era e fez uma careta quanto a isso – Por isso nem vou te contar, pois isso não lhe interessa muito – prossegue – E você tudo bem?
- Sim, fiquei sem fazer nada esses poucos dias – responde sem muito interesse, afastando os cabelos da nuca da namorada para lhe dar um leve beijo causando nesta um arrepio.
- Hum... Está bem descansado, então não é? – questiona descontraída.
- Por quê? Quer que eu faça alguma coisa? – seu tom saiu um tanto malicioso.
- Não – nega levemente corada – Ou melhor, não agora.
- Então vai querer mais tarde? – suas palavras não estavam sendo pronunciadas a sério, no entanto queria provocar a travessa de cabelos róseos.
- De certa forma – se vira para ele e o beija calorosamente – Zero, você está com a sua arma aí?
- Sim, por que você quer saber? Aconteceu alguma coisa? – se preocupou com o questionamento que veio.
- Não, só quero que você fique com ela por perto – responde – E com munição completa e com bastante por perto, que facilite você colocar.
- Mandy você está me preocupando, o que vai acontecer? – olha diretamente nos azuis céu.
- Não posso te dizer, só que quero que você esteja bem preparado – antes que ele venha a fazer mais perguntas, a sangue-puro o beija profundamente – Eu te amo muito.
- Eu também te amo – sabia que ela não diria mais nada.
- Quero que você saiba que não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar, pode passar o tempo que for meu sentimento só se intensificará, então quero que nunca duvide dele e nunca me julgue pelo que eu fizer por você – o Kiryuu surpreendera-se com as palavras.
- Mandy, eu nunca vou duvidar do que você sente por mim – acaricia o rosto branco levemente rosado – E nem do que você fizer por mim, só não me diz que você previu o que eu estou imaginando, por favor – a jovem beija carinhosamente os dedos das mãos do amado.
- Eu não sei – isso foi um alarde para ele – Não se preocupe, tecnicamente não previ, mas este destino pode ser mudado – pronunciou séria – De tudo que acontecerá, eu consigo ver só o verdadeiro final, não consigo ver o meio, entende?
- Sim, não deixarei que nada aconteça com você! Afinal prometi sempre te proteger! – sorriram os dois.
- Obrigada – seus sentimentos se acalmaram dentro de si, não podia se deixar levar por uma simples previsão poderia muito bem mudar o destino dos dois.
- Isso é minha obrigação – a inclina com cuidado até que deite na grama, ficando sobre ela – Mas enquanto o que você sabe que acontecerá não acontece – aproxima-se do ouvido dela – Aproveitemos o presente – inicia um beijo apaixonado na namorada.
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A limusine parou no meio de uma estrada de terra, num lugar onde provavelmente poderia ser chamado de fim do mundo. De dentro do automóvel saíram dois jovens muito sérios, uma garota de cabelos dourados e ondulados e um rapaz um tanto mais alto que ela de cabelos castanho médio:
-Só posso dirigir até aqui Kaname-sama... – o motorista falou enquanto olhava a estrada à frente, e sentia, mesmo dentro do carro, uma forte e gélida brisa abraçar-lhe o corpo.
-Aqui é tão frio... – a jovem Kiryuu olhou para o céu completamente cinza – E até assustador... – falou enquanto olhava para a mata bem à beira da estrada, que apesar de ser densa, estava estranhamente silenciosa.
-Deve ser a magia do lugar... Katsu... – o Kuran pegou a mão da garota e a mirou sério – Eu provavelmente só poderei ir com você até um certo ponto...
-Por quê? – perguntou preocupada.
-Você verá, mas, por favor, leve isto... – tirou do bolso do casaco um pequeno bastão – É uma arma mágica, reage ao poder de nós vampiros, mas eu não duvido que possa reagir com o seu também... Por isso, a tenha sempre em mãos está bem? – a jovem fez que sim com a cabeça e logo em seguida o casal olhou para a floresta ao lado.
-É por aqui? – Katsura perguntou um pouco temeroso.
-Infelizmente sim, vamos... – pegou uma das mãos da garota e foi guiando-a pelas árvores.
Não havia qualquer sinal de vida no local. Como se a morte fosse a rainha daquela floresta, nenhum pio de pássaro nem qualquer farfalhar de folhas, tudo silencioso a não ser pelos passos do casal:
-Consegue ver?
A loira tentou andar na ponta nos pés e apertou os olhos para enxergar melhor, bem no meio daquela mata havia um círculo cheio de ruínas, e bem no meio, a única construção, que apesar de sofrer com a força do tempo e da natureza, que estava intacta. A jovem podia sentir uma estranha energia saindo dali, como se o próprio mal tempo daquele local provesse dali. Não era uma sensação totalmente ruim, a cada passo que dava se sentia cada vez mais atraída por aquele local, mas mesmo assim, era como se uma mão segurasse seu coração e o apertasse cada vez mais:
-Só posso ir até aqui... – o casal estava prestes a passar pelas últimas árvores antes daqueles círculos quando Kaname parou.
-Está bem... – a jovem engoliu em seco, por um momento jurou que se desse mais um passo estaria morta.
-Vá! – sussurrou no ouvido dela vendo sua hesitação – Se algo ruim te acontecer, nem que eu tenha que me destroçar para entrar aí, eu vou te salvar...
-Não diga uma coisa dessas! – falou o mais baixo que pôde, como se as ruínas estivessem vivas e não quisessem ser incomodadas pelo falatório – Fique aqui eu vou ficar bem...
A Kiryuu respirou fundo antes de dar seu primeiro passo para fora das árvores, era como se estivesse se preparando para entrar numa piscina cheia de gelo. Sim, entrar ali parecia ser como entrar num local onde você sabe muito bem que irá machucar todo seu corpo.
Não é hora para ficar com medo... Iino e Kei contam comigo... Não posso deixar minha mãe ser morta... Todas essas pessoas dependem de mim no momento...! Katsu sua besta! Desde quando você é tão medrosa hein??
Após seu turbilhão de pensamentos, quase deu um tapa em sua própria testa em sinal de reprovação ao seu comportamento. Realmente, aquilo não era típico dela. Sendo assim, sem qualquer outro medo deu cinco largos e rápidos passos para dentro. Assim que estava dentro daquele círculo, tudo, apesar de parecer impossível momento atrás, estava mais silencioso que antes, mas ao menos, agora via que nada lhe acontecia.
Katsura grudou seu olhar mais uma vez no templo situado no centro, era como magnetismo, mesmo sem ter qualquer vontade racional para isso, estava lentamente caminhando até ele.
Uma brisa congelante saía de lá de dentro apesar da jovem estar prostrada na porta e não enxergar qualquer janela lá dentro. A única luz que iluminava o local era uma caixa que parecia guardar uma forte luz branca que tentava de todas as formas fugir. A garota foi se aproximando do pequeno santuário onde a caixa se situava, e logo que ficou menos de um metro de distância outras quatro pequenas caixas, duas da cada lado da central, deixaram transparecer luzes das cores azul, roxo, amarelo e vermelho, além de uma barreira envolvendo o local.
É só pegar caixa, tenho que confiar na minha origem e acreditar que nada de ruim vai acontecer se eu passar essa barreira...
Lentamente, a suando frio, Katsura foi estendendo seus dois braços para pegar a caixa. Sentiu um forte frio ao tocá-la, como se fosse feita de gelo, mas logo em seguida a puxou para si e prendeu a respiração. Nada aconteceu.
Será que é isso mesmo? Tem coisas escritas em dialetos que eu nunca vi... Ok, lá vou eu!
De forma rápida e simples, como se fosse uma criança abrindo um presente, a loira abriu a caixa com tal velocidade que nem pôde ver exatamente o que estava acontecendo. Tudo que sentia era uma forte energia querendo devorá-la de dentro para fora e uma luz branca tomando conta de todo o lugar. Era quase insuportável, como se tudo quisesse rasgar suas entranhas.
Vou morrer...
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A jovem caçadora dos cabelos negros estava sozinha na ala de treino de armas da escola, a qual apenas ela e seletas pessoas podiam entrar. Estava mirando concentradamente no alvo quando algo a fez desviar olhar o baixar a arma, mas antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, uma forte luz azul tomou conta de seu corpo, e lentamente foi sentindo sua força se esvair, sem nem mais poder pedir socorro.
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Tudo estava o mais tedioso possível. Todos haviam ido visitar seus parentes, e só restava ele ali. Na verdade, não podia negar que haviam outros, mas não era sempre que podia ficar de vela entre Maru e Ichiru, e, apesar de não admitirem nada, não se sentia confortável se metendo com Rafael e Yuuki que pareciam, aos olhos do moreno, um casal apaixonado que precisava de todo o tempo do mundo para se tocar de seus sentimentos. E para piorar, a única companhia que tinha já não estava mais ao seu dispor, já que a puro sangue rosada havia voltado e agora tomava o tempo e os pensamentos de Zero.
Sim, todos estavam felizes com seus namorados e namoradas e paqueras, apenas ele parecia estar naquela situação. Perguntava-se como estaria aquela bela vampira dos cabelos pardos, ela estava tão estranha da última vez, que mesmo sem qualquer provas podia jurar que a relação dos dois estava mais balançada do que nunca.
Bobagem... Uma hora ou outra isso se resolve...
Cansado de pensar sobre aquilo, Hayato ajeitou-se no galho de árvore que estava sentado e voltou a ler seu livro sobre os ensinamentos de seu clã aos caçadores.
X-X
Ruka estava enfurnada em seu quarto. Desde que chegara ao colégio não havia falado com ninguém e passara por todos com a maior das caras de não-me-perturbe. Sentia que sofria muito mais do que quando amava o Kuran. Sempre soube que entre os dois haviam um enorme muro, não só por ele ser puro sangue, mas também pelos próprios mistérios que ele guardava sobre si. Mas agora, era diferente, sentia que o sentimento era mais forte, e apesar dos dois estarem próximos emocionalmente, havia um muro ainda maior, porque agora o próprio mundo era aquele muro e toda a felicidade que havia conquistado parecia escorrer por entre seus dedos como água.
Não é justo!
-Uh?
Antes que pudesse afundar o rosto no travesseiro, levou um susto com uma forte luz que havia passado por sua janela.
O que é isso??
Sem mais rodeios, levantou-se e foi até a janela. O borrão de luz, que agora ela notava que era vermelha, havia misteriosamente parado numa árvore. Os olhos da jovem estavam arregalados, nunca havia visto algo parecido nem nunca havia sentido tamanha sensação como aquela de olhar aquilo:
-O quê??
A nobre deu um leve grito. Logo que a luz desapareceu, um jovem rapaz havia caído inconsciente daquela árvore.
Hayato...
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-Rido-sama!! – um vampiro entrou pela janela do quarto de Shiki como se tivesse visto uma assombração.
-O que foi?
-O garoto Sasaki, seus poderes voltaram para ele...
-Ótimo... – a pessoa que possuía o rapaz dos cabelos arroxeados sem se quer olhava para seu capanga – Prenda-o, vamos precisar não só do poder dele como também de um refém... E ele serve para os dois...
-Não é só isso Rido-sama! Uma outra pessoa nessa escola acordou seus poderes!!!
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-Ichijou!!
Rima abriu a porta com tudo:
-Rima! – o loiro parecia igualmente desesperado e olhava apreensivo para sua colega que ofegava como se tivesse corrido uma maratona – A Iino..
A jovem lançou um olhar para a outra que estava desmaia na cama:
-O Kei também! – falou em desespero sem saber o que fazer – O que é isso?
-Eu não sei! Infelizmente temos que esperar Kaname e Katsura voltarem para ficarmos a par da situação!
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Repentinamente, sentia uma brisa gelada entrar pelas mangas de seu casaco e percorrer seu corpo, a fazendo estremecer por um momento:
-Você está bem?
Ao poucos foi tentando abrir os olhos e sentir as coisas ao seu redor. Era sensação era de que havia ficado desacorda por uma eternidade:
-Onde...
Tudo que enxergava era um grande borrão claro e acinzentado á sua frente, e tudo que sentia era que estava nos braços de alguém:
-Kaname?
-Que bom, parece que lhe aconteceu nada...
-Mas o que...
Num forte impulso, abriu os olhos, forçou a vista e percebeu que os dois estavam rodeados de ruínas:
-...aconteceu? – perguntou ainda meio grogue e fraca.
-Você liberou algum tipo de energia do templo, quatro delas saíram daqui, e em pares seguiram direções diferente, suponho que tenham ido atrás de seus donos...
-Entendo, Kei e Iino estão no mesmo hotel e Hayato está na escola... – a loira pensou um pouco notando um certo mistério – Mas então, quem é o dono do outro...
-Eu ainda não sei... Mas parece que você conseguiu, até o templo desabou após isso... – falou, dando uma explicação do porquê estavam ao ar livre.
-Desabou..?
-Sim, mas algum tipo de magia te protegeu... – abraçou fortemente a jovem – Agora precisamos ir...
O Kuran a ajudou a se levantar, e pegando na mão dela e a puxando delicadamente guiou novamente para a floresta:
-Temos que voltar logo...
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-Argh!
O mais jovem Kiryuu cuspiu assim que foi violentamente jogado contra parede:
-Humph! Não vai conseguir nunca nos vencer humano, muito menos com esse corpo debilitado...
-O que fará com ela?? – o jovem berrava enquanto olhava para aqueles vampiros que carregavam a desacordada Maru.
-Nosso mestre quer o sangue dela...
-O QUÊ?? NÃO VOU DEIXAR!!
Tentou se levantar e atacar, mas foi em vão. E antes que pudesse de levantar de novo, os malditos já haviam desaparecido dali, junto com a jovem.
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-O que irão fazer com ele?? – Ruka, já havia saído do dormitório e agora berrava com os vampiros desconhecidos.
-Ruka? – Akai havia chegado ali e olhava a situação perplexa – O que está acontecendo? – perguntou séria para os homens que carregavam o corpo de Hayato.
-Droga, não pensei que uma sangue puro fosse aparecer...
-Larguem ele... – ordenou.
Decididamente não gostava de usar a arbitrária influência que os puro sangue tinham sobre os nobres, mas não havia jeito. Logo, hipnotizados pela ordem da jovem dos olhos vermelhos, os seqüestradores deixaram o rapaz desacordado no chão:
-O que está acontecendo??? – as duas viraram-se para trás e se depararam com uma muito preocupada Arissa.
-Eu não sei... – a jovem dos cabelos pardos falava quase em lágrimas.
-Deve por isso que a Mandy estava meio preocupada e foi falar com o diretor e o Zero...
-Ela te disse o que está acontecendo...?
-Infelizmente não, só me disse para eu e você tomarmos conta do dormitório – falou enquanto olhava diretamente para a Abarai.
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Bruh/Ale: Enfim aí está! Após tanta demora! Eu sinceramente peço desculpas! Após ter terminado o capítulo anterior a este eu fiquei cada vez mais ocupada! E quando começaram as provas tudo ficou ainda pior!! Por isso, sobrou para escrever na férias... Mas no final das contas... Férias são férias...... Também peço desculpas aos donos das fichas as quais ficaram meio de escanteio nessa cap! Mas infelizmente, esse cap tinha um assunto central bem importante, e apesar de eu não querer me enrolar muito nessa parte, não teve jeito, era isso ou ia ficar mal feito! Aliás, faz tempo que não escrevo esse tipo de coisa, mistérios, magias e talz... Nunca achei que levava jeito e ainda acho que não levo!
Mandy: E ai o que acharam? Já revelo que no próximo cap será ação pura e quem sabe não conseguimos escrever durante os feriados e chega antes o cap? Nunca se sabe, mas eu terei menos tempo que no primeiro semestre, não sei se vcs sabem, mas eu entrei no começo do ano em uma faculdade federal de Matemática e agora nesse semestre continuo com ela e mais uma que também federal só que em Biologia, ou seja duas faculs, menos tempo né? Mas farei o impossível para escrever e incentivar a Bruh a escrever... Até o próximo cap e esperamos reviews...
