Capítulo 9: Perda Profunda

Mink tinha acordado cedo para começar a limpar o desastre que os amos haviam, seguramente, deixado ao longo de toda a Sala de Estar do gigantesco palácio, cuja limpeza pós-festividades ainda não fora concluída. Com um "plop", acompanhado de um estalar de dedos, aparatou diretamente no meio da divisão, aguardando a chegada dos seus subordinados…

O pobre elfo deixou cair os utensílios de limpeza, completamente em choque, despertando o par de desenvergonhados, que repousavam sobre o caríssimo, e agora manchado, sofá de pele.

― Mas que…? Ah! ― gemeu o loiro platinado, quando se tentou levantar repentinamente e sentiu "algo" endurecer no seu interior.

"Não! Não pode ser… Posso ter bebido um poucochinho demais, mas nem assim isso poderia ter ocorrido… Que dor de cabeça! Maldita ressaca! Que raios fiz ontem à noite? Não recordo nada… Mas sei reconhecer perfeitamente quando algo está onde não deveria… Maldito Potter!", Draco voltou a mover-se, querendo erguer-se para sair de cima do moreno e ir tomar uma poção para aliviar o mal-estar que o acometia; mas este puxou-o ao seu encontro, acertando o "ponto mágico" do menor sem o mínimo esforço, fazendo-o estremecer em deleite, ronronando inconscientemente.

― Onde pensas que vais, Draquinho? Não te ensinaram que é de má educação abandonar o teu amante mal acordas? Ainda mais após uma noite maravilhosa como…

― Quem é amante de quem!? ― gritou indignado o jovem homem de olhos prateados, levando a mão à dolorida cabeça e saindo de cima do Lord, sentindo algo húmido e pegajoso escorrer pelas suas nádegas e coxas.

Pof! O desgraçado do elfo, que atuava como mordomo da residência, desmaiou ao ver um dos amos em toda a sua (manchada e corrompida) glória.

― Já viste o que fizeste? Fantástico!… Agora traumatizaste o pobre elfo! Se tivesses esperado uns instantes, poderia tê-lo mandado sair…

― Antes ou depois de tratares disso? ― Apontou para o orgulhoso e ereto membro, que parecia representar uma séria ameaça contra a sua integridade física. ― Como diabos terminámos assim?

― Queres que te explique? Então vejamos… Quando a mamã passarinho e o papá passarinho se amam muito…

― Tais-toi, crétin! (Cala a boca, imbecil!) Conseguiste ser pior do que o meu pai quando decidiu que tinha chegado a altura de dar-me a "conversa"… Nunca mais poderei olhar para as abelhas da mesma forma e agora tampouco para os pássaros… Obrigado por arruinares a minha vida uma vez mais!

― Mas, Draco, tu parecias estar a desfrutar bastante ontem… Ainda recordo os teus divinais gemidos! ― exclamou com um sorriso luxurioso, analisando a figura albina de cima a baixo, enquanto lambia os lábios com perversão nada disfarçada.

"Ele recorda? Merda! Isto é um maldito pesadelo! Será possível causar amnésia seletiva à base de pancadas?"

O jovem herdeiro abraçou-se a si mesmo, tentando escudar-se da vista do tarado que o olhava tal qual um lobo encara um cordeiro, com fome desmedida. Draco pegou na primeira coisa que encontrou à mão para jogar contra o libidinoso Lord.

― Kyah! ― gritou a pobre vítima, cujo único pecado fora estar no sítio errado à hora errada, ao ter sido arremessada de cabeça, sem aviso. O desafortunado do elfo caiu em cima do amo da casa, finalizando a ação com ambos na mais profunda inconsciência.

OoOoO

Todos os membros da Nobre e Antiga Família Malfoy eram instruídos na arte que residia no guia "Como Ser Um Bom Malfoy". Sim, pode parecer estúpido, mas fora escrito pelo fundador da família, Caelum Malfoy, e ninguém nunca ousara ir contra o que este ditara, séculos antes, para as futuras gerações.

Norma Nº 48 da Família Malfoy:

Um Malfoy nunca foge, porém está autorizado a realizar uma retirada estratégica, para que possa traçar um plano mais funcional e apto às circunstâncias a que for submetido… E Draco havia usado e abusado desta norma no curto espaço de um mês.

Draco estava horrorizado com as abordagens toscas de Harry. Ainda quando este realizava à perfeição o seu papel de pobre noivo atraiçoado, no interior e conforto do palácio, passava o tempo a tentar enfiar-se desesperadamente nas calças dele, outra vez, mas o loiro era demasiado astuto para cair nas táticas extremamente óbvias do moreno.

No entanto, as interações de ambos haviam-se transformado na melhor fonte de entretenimento dos residentes do palácio. Até Pansy se deixava ver a cada poucos dias, só para desfrutar das maquinações estapafúrdias de Luka Émeraude. Por estranho que pudesse soar aos ouvidos alheios, ambos haviam-se tornado os melhores amigos e praticamente inseparáveis.

― Ninguém diria que está de coração partido, Lord Émeraude… ― Brincou a morena, com um sorriso de sana diversão, vendo como o homem seguia o loiro, tal qual um cachorrinho segue o dono. ― Depois de quase ter sido indicado como o Maior Cornudo de Toda a História do Mundo Mágico Europeu, só sendo ultrapassado por Kristoff Barninski, que encontrou a esposa a traí-lo com a mulher que este havia tomado como amante. De algum modo, ambas acabaram por se encontrar, por obra e graça do destino, e concluíram que estavam a perder tempo ao manter um relacionamento com ele e fugiram rumo às Américas, num ato de verdadeiro amor. ― A atenção da advogada foi roubada pela imagem da inquieta manápula de Luka, que não cessava de apalpar o rabiosque do loiro, que beliscou a arma do crime, ou seja, o Lord sofreu um assalto contra a sua "inocente" mão. ― Hahaha! A sério… Que tipo de cortejo é este? Não tem nada em comum com a elegância e subtileza que mencionaram no Diário do Profeta. É pura perversão!

― Isso foi porque… Porque…

― Este troglodita percebe zero de romance, fui eu quem planeou a…

― Isso faz mais sentido! ― Interrompeu-o, ao recordar o motivo pelo qual fora ao palácio sem avisar com antecedência. ― Astoria deseja falar contigo, Dray… Algo sobre a Ministra estar a dar problemas outra vez…

― Astoria… ― disse Harry, rangendo os dentes.

― Espera! Não me digas que estás com ciúmes da pequena e doce Astie? ― Recebeu um bufido zangado como resposta. ― Meu caro Luka, Astoria é uma mulher muito bem casada com dois lindos e angelicais filhotes, não dão problemas e são super obedientes. O sonho de qualquer mãe! Queria eu que o meu piccolo (pequeno) fosse menos reguila e em vez disso se comportasse melhor. ― Pansy virou-se para o seu platinado amigo, que sentiu um arrepio na espinha, e depois de regresso para o dono da casa… Aquela mirada prometia problemas infindáveis… Para Draco, evidentemente. ― Acredita em mim, tens o caminho livre para te meteres na cama deste teimoso sangue-puro… Se tiveres as bolas para o fazer, é claro! ― exclamou com um sorriso sardónico, e aproximou-se ao ex-Slytherin, parando à sua frente ― Draco, porque não lhe disseste que Astoria se casou com Longbottom?

― Com Neville? Essa não a esper… ― O herdeiro Malfoy deu-lhe uma dolorosa cotovelada, para impedir que este revelasse a sua verdadeira identidade a terceiros, ainda quando estes fossem de confiança. Nunca se sabia quem poderia estar à escuta.

― Não tinha noção de que se conheciam.

― Eu devo ter mencionado o nome dele numa das minhas "batalhas" contra os prazos excêntricos de St Mungus… Já sabes, quando me fazem um pedido geralmente acabo por levar as poções durante o turno dele.

― Hm! ― concordou, não muito convencida.

OoOoO

No decorrer dos últimos quatro meses haviam ocorrido diversos ataques misteriosos contra as crianças menores de onze anos, cujo um ou ambos os pais haviam sido membros da Casa de Salazar Slytherin e que ainda não tinham sido submetidas à Seleção das Casas de Hogwarts, tendo estas caído vítimas de diferentes tipos de feitiços mágicos, todos eles extremamente perigosos e potencialmente fatais.

Os progenitores estavam preocupados e as crianças aterrorizadas. Inúmeras famílias de sangue-puros optaram por abandonar o país e a opressão do atual governo, até mesmo Neville Longbottom.

O medimago começava a ponderar a possibilidade de pedir transferência para um Hospital Mágico no estrangeiro, para que Elize e Frank estivessem a salvo dos ataques furtivos. Estava cansado de se sentir impotente e não poder fazer nada para proteger os seus queridos filhos ou para cessar o pranto noturno da sua amada esposa. Astoria era realmente uma mulher forte e nunca dera sinais de debilidade frente a ele, ou demonstrara o quão afetada estava pelas notícias que inundavam os jornais, dia sim e dia também, mas quando o sol se escondia e a lua iluminava sob o manto estrelado, era outra história; pensando que o medimago fora levado por Morfeu para o Mundo dos Sonhos, a ex-Slytherin chorava desconsoladamente.

O matrimónio Zabini atravessava um dilema semelhante, mas muito mais grave. O seu pequeno filho, Luigi, estava em coma e não havia forma de saber ao certo se este algum dia despertaria, pois os medimagos não conseguiam descobrir qual maldição fora lançada sobre o menino. Pansy temia pela vida do seu bebé, este só tinha quatro anos, nunca deveria ter sido alvo de tal racismo e muito menos atacado por algo tão banal quanto o ódio gerado num coração negro além de redenção. Blaise tentava a todo custo convencê-la a tomar resguardo em Itália, onde as suas mães já a aguardavam, temendo que a atacassem e que esta perdesse a sua princesinha. De cinco meses de gestação, a advogada recusava-se a abandonar o leito da criança, que respirava quase inperceptivelmente.

Draco e Harry não tinham dúvida nenhuma de que a Ministra da Magia estava por detrás desses horrendos atos, mas sem provas não havia nada que pudessem fazer. Por agora, só podiam lutar pela criação de leis que visassem a proteção dos infantes e investigar os eventos a fundo, afim de reunir provas conclusivas.

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Certa mulher de volumosos cabelos não cessava de amassar um monte de papéis, que haviam sido outrora as novas propostas de lei, que apelavam à anulação da Casa de Verde e Prata de Hogwarts, visto que esta já levava vários anos sem albergar novos estudantes; mas como já se tornara hábito e para não perder a prática, estas foram completamente descartadas, e no seu lugar, foram aprovadas várias leis que visavam proteger os filhos e netos dos ex-Slytherins. Hermione jogou os documentos no cesto do lixo, soltando um grito de fúria desmedida. Abandonou o escritório com um estrondo, batendo fortemente com a porta atrás de si.

"Chega! Já perdi dois valiosos peões por causa daquela escória… Não posso esperar pacientemente a que ele destrua todo o trabalho que fiz, caso contrário o meu legado irá por água abaixo… Luka Gaunt tem de morrer!"

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Sobre a mesa da cozinha, repousava uma imensidão de Howlers, que explodiam sistemáticamente. Já passava do meio-dia e Molly ainda não descia para preparar o almoço, afundada entre lençóis e cobertores, demasiado deprimida pelas ações da filha e a fama que esta ganhara devido às mesmas, mas acima de tudo pelo desprezo com o qual esta a tratava, sendo que ela fora a única pessoa que se mantivera de pé ao seu lado. Apesar de todo o mal que a filha fizera e do quanto esta a maltratara, a matriarca havia ido contra os desejos dos seus filhos mais velhos e estendido a mão na direção da sua única menina.

Ginny tinha fugido da cerimónia e encerrado-se em Potter Manor. Tal medida pareceu funcionar durante uns tempos: as barreiras mantinham os intrusos afastados e a ruiva protegida de maldições oriundas de esposas traídas ou de fãs dos Harry Potter, bem como das pretendentes de Luka Émeraude.

Mas tal proteção findou em poucas horas.

As notícias não demoraram a chegar até Gringotts, e os goblins deram prontamente uso às evidências de infidelidade, datadas aquando do período de matrimónio de Ginny com o Lord Potter. Era facto que Harry e Ginny apenas haviam assinado os documentos que Hermione lhes providenciara, o que a ruiva não contava, já que esta nem tinha se dado ao trabalho de ler o contrato, era com a clausula anti-adultério, usual deste tipo de contratos, que esta colocara, ao não estar ciente dos planos de traição da irmã do seu, na época, namorado. Deste modo, Ginevra Weasley, já não mais viúva, pois em teoria nunca fora casada, viu-se despojada do titulo de Lady Potter, impedindo-a de utilizar o apelido ou aceder ao dinheiro da herança. Tudo o que havia restado do seu prévio golpe do baú, fora devolvido ao seu verdadeiro dono, não que esta soubesse, claro.

Sem casa, sem dinheiro e com má fama, a mulher não teve outro remédio a não ser recorrer à bondade da sua ingénua mãe e pedir que esta a deixasse tomar abrigo na Toca, clamando que estava disposta a mudar.

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Três semanas depois…

Percy entrou no quarto da sua mãe e observou o seu semblante triste, Molly fitava o vazio, não vendo realmente o que estava à sua frente. O terceiro filho sentou-se na cama, de frente para a sua progenitora, e segurou a sua mão com carinho. Nunca fora um filho muito presente, mas sempre se preocupara com ela e sempre que podia ia visitá-la.

Muitas pessoas na rua olhavam-no pelo canto do olho, desprezando-o pela sua ambição, sem o conhecerem de facto.

A sua família nunca o tinha culpado por ter metas diferentes… Afinal, fora ele e não Ginny quem ajudara Molly nas tarefas da casa até que começara a trabalhar no Ministério da Magia. Mesmo antes do nascimento da menor, já era possível ver um pequeno Percy de nove anos empoleirado em cima de uma cadeira a limpar o pó das estantes. Era ele quem ajudava a mãe a costurar remendos nas roupas já gastas dos irmãos mais novos, pelo que, quando Percy decidiu lutar por uma vida diferente, uma vida melhor, ninguém o julgou… Talvez os mais novos o tenham feito ao não serem cientes das circunstâncias, e essa era razão pela qual Ginny o odiava. Todos os seus irmãos se haviam virado contra ela por sonhar alto e querer viver luxuosamente, mas ninguém dizia nada contra o Perfeito Percy.

Percy tinha decidido ver como estavam a correr as coisas na Toca desde que a sua maninha regressara a casa, visto que sabia perfeitamente que George não o faria, decepcionado com a menor da família; Bill estava em França a visitar os sogros e Charlie… Bom, Charlie enviara há pouco uma carta nada bela a Ginny e ordenara que tivesse a mínima decência de sair da Toca e não arrastar a mãe deles até ao fundo do poço com ela.

― Olá, mãe! ― disse com sincera ternura ― Lamento não ter podido vir antes, Audrey não se sentia bem. ― A mulher continuava com a mirada perdida. ― Fomos a St. Mungus hoje cedo… Vais ser avó, mamã! ― Uma solitária lágrima deslizou pela face de Molly. ― Não chores, mãe, é uma boa notí…

A suas palavras foram interrompidas por uma voz carregada de desdém.

― Oh! O Perfeito Percy vai ter uma cria com uma muggle!? Não seria de supor que te casarias com uma sangue-puro? Sempre quiseste abandonar esta casa imunda tanto quanto eu… E tudo a que pudeste aspirar foi uma mugg…

Plash! O som da chapada ecoou no quarto da matriarca. Plash! Plas! Pas! Pa!

― Nunca! Ouviste, minha menina? Nunca mais te atrevas a insultar a nossa família sob o meu teto.

― Eu sabia! Ele sempre foi o favorito… Mesmo após tudo o que fez.

― O que é que eu fiz exatamente? ― perguntou Percy com a face séria e atitude desafiante. ― Diz-me! O que é que eu te fiz que foi assim tão mau… O que é que eu te fiz para merecer que me desprezes desde que saíste das fraldas, Ginny?

― Era suposto eu ser a preferida! Era a mais nova e a menina que eles tanto desejavam… Mas não… Nada do que eu fazia se comparava à perfeição de Percy Weasley; mesmo depois de nos teres abandonado, a mãe ainda te defendi…

― Ele nunca nos abandonou, Ginny, essa foste tu! Percy vinha todos os fins-de-semana ajudar com as tarefas domésticas… Visitava-nos todas as festividades… Pensa, filha, quantas vezes vieste a casa quando o teu pai ainda era vivo? Não vieste vê-lo uma única vez!

― Enviei dinheiro para o tratamento… ― defendeu-se a menor.

― Não era dinheiro que Arthur desejava, ele só te queria ver uma última vez antes de morrer… Eras a princesinha dele, a maçã dos olhos dele… Não foi Percy quem nos abandonou, Ginny, foste tu! ― murmurou Molly com tristeza.

OoOoO

Uma semana depois…

Bill acabava de regressar ao país e a primeira coisa que fez foi levar os filhos à Toca. As crianças estavam impacientes, querendo jogar-se nos braços da avó e deixar-se mimar eternamente.

Abriu a porta, sendo recebido por uma inusual ausência de som. Estava tudo muito calado e para piorar a situação, a mobília estava completamente destroçada.

― Crianças, escondam-se aqui ― Apontou a porta que dava para a despensa. ― e não façam barulho. Sob nenhuma circunstância saiam daqui.

― Papá!? ― Choramingou Louis, aferrando-se à capa de viagem do pai.

― Sh! ― O ruivo maior agachou-se, acariciando os cabelos loiros do menino para o acalmar. ― Vai ficar tudo bem, Louis. Meninas, tomem conta do vosso irmão. ― Victoire e Dominique assentiram, puxando o pequeno para mais perto e abraçando-o protetoramente. ― Deu um beijo na cabeça de cada um e saiu, fechando a porta cuidadosamente para não fazer ruído.

De varinha erguida, Bill passou as divisões dos rés-do-chão da casa a pente fino e seguiu caminho pelas escadas. Revistou os quartos que haviam pertencido aos seus irmãos, vazios, como era de esperar, e passou para o quarto de Ginny, vazio e intacto. Recordado das evidências de luta no andar inferior, correu alarmadamente até ao quarto da mãe, encontrando-a no chão, rodeada por um charco de sangue.

Klunk! Clunc! Plunc! Tlunc!

A varinha escorregara da mão trémula do ruivo e atingira o solo, saltitando um par de vezes, antes de rolar na direção da matriarca e bater contra o corpo ensanguentado e imóvel.

William Arthur Weasley deixou-se cair de joelhos com lágrimas de dor e desespero na sua pálida face. Com esforço, arrastou-se até à figura que fora em vida Molly Weasley e abraçou-a contra o peito, sentindo quão gélida a sua pele estava.


Nota:

Não me matem, por favor.