Naraku apaixonado?

Por Amanda Catarina

Agradeço imensamente pelos comentários dos capítulos anteriores!

ALERTA: Não recomendo este capítulo para menores de 14 anos.

Inuyasha e personagens pertencem à Rumiko Takahashi.

Capítulo 10

– ...que lua linda... - Yeda falou com a cabeça apoiada no ombro de Naraku, e por um instante, chegou a desejar que o caminho nunca acabasse.

– E não parecerá ainda mais linda quando estivermos juntos e protegidos do frio, contemplando essa lua em meu castelo?

– Isso não vai acontecer... - retrucou fracamente.

– Claro que vai, minha arisca lobinha... logo, logo estaremos lá.

Apesar de sentir-se confortada pelo poderoso youki de Naraku, Yeda forçava seu organismo a se adaptar a energia dele, pois jurou a si mesma que não seria vencida daquela vez, e nem teria piedade.

ooo ooo ooo ooo

Como um quadro borrado, Yeda, ainda nas costas de Naraku, observou com olhos inexpressivos o passar das paredes de um amplo corredor.

Silencioso, Naraku adentrou um suntuoso aposento. Diferente daquele outro, esse era um quarto à moda ocidental. Aproximando-se de uma cama bastante grande, ele acomodou Yeda ali, deixando-a sentada e recostada em alguns travesseiros.

Apesar de consciente, ela ficou muito quieta, atenta aos movimentos do meio-youkai. E quando ele se sentou na cama ao seu lado, ela o encarou nos olhos.

O olhar direto, fez o coração dele se agitar. – Você é tão linda... - elogiou sincero, admirado.

Yeda demorou a dizer qualquer coisa. – Que lugar interessante... - comentou então, num tom que o surpreendeu pela calma.

– Que bom que gostou. E essa será sua nova casa. - disse e esticou a mão para tocá-la no rosto, mas ela não permitiu, contudo, apenas abaixou devagar a mão dele.

– A casa parece boa, só falta agora tirar o lixo... ou seja, você.

Naraku não se importou com o comentário, mas o tom seguro o deixou intrigado.

– Ainda não acredita que os meus sentimentos por você são sinceros? - ele perguntou.

– Óbvio que não.

– Mas por quê, Yeda?

– Já disse antes, pessoas como você só amam a si mesmas.

– Está errada. Estou disposto a tudo por você. Acredite em mim.

– Ainda que isso fosse verdade, acha mesmo que eu aceitaria manter qualquer tipo de relação com você? Com você?! Acaso se esquece das infelicidades que causou aos meus amigos?

Apesar de toda a tensão no ar, eles conversavam calmamente.

– Mas isso é passado. Além do que, você mesma não tem nada a ver com isso. Conhece-os há tanto tempo quanto a mim.

– Só que entre eles e você, não preciso nem pensar pra saber de que lado quero estar.

Foram palavras simples, mas doeram no coração dele.

– Não diga isso...

Yeda se atentou a expressão de Naraku. Não lhe pareceu que estivesse fingindo, mas ainda sim estava convicta de que não podia acreditar nele.

– Deixe-me ir. - ela tentou, querendo evitar outra luta.

Naraku não deu atenção e se aproximou mais.

– Não ouse... - advertiu ela, mas mesmo assim ele tocou em sua face.

– Eu sei que pode sentir o mesmo por mim, eu sei... - disse e encostou os lábios nos dela, que não reagiu. Então, ele deu um beijinho leve ali, uma vez e depois de novo.

Yeda ficou perdida. Sabia o que precisava fazer, mas seu corpo não se movia. Um terceiro encostar de lábios e ela acabou entreabrindo a boca. Naraku não perdeu tempo e uniu sua boca a dela num beijo ardente. Num ímpeto, os dois se abraçaram, sem parar o beijo. Diferente das outras vezes, Naraku percebeu que Yeda o correspondia com a mesma voracidade.

Beijaram-se demoradamente, como se solvessem vida um no outro. Até que Yeda virou o rosto bruscamente.

Naraku abriu os olhos e trouxe o rosto dela de volta para si. – O que nos impede? - perguntou, os olhos fixos nos lábios molhados.

– Ainda pergunta! - esbravejou afastando a mão dele, e começou a se debater, mas Naraku segurou-lhe os braços e a empurrou na cama, deixando-a atravessada, e ele inclinado por cima dela.

– Me solta... - ela exigiu, mas num tom baixo.

Com um sorriso malicioso, Naraku fez foi abrir os braços dela e esticá-los na altura da cabeça, e ainda apertou-lhe os pulsos. Encararam-se por alguns instantes.

Yeda ficou ainda mais perdida, quieta e enfeitiçada por aqueles lindos olhos vermelhos.

Aproveitando-se da imobilidade da youkai, Naraku desceu os lábios até o delicado pescoço dela, que não conseguiu conter um extasiado gemido, o qual causou uma forte excitação nele, e em função disso, ele acabou se deitando por cima dela, apoiando o queixo em seu ombro e pressionando seus corpos, fazendo-a estremecer dos pés à cabeça.

Inevitavelmente excitada também, Yeda relaxou as costas na cama e ofegou quando a língua de Naraku encostou em seu pescoço, e o roçar dos cabelos dele em sua pele, a enlouquecendo.

– Pára... - balbuciou, mas depois de ouvi-lo gemer baixinho em seu ouvido, pensou que devia ter falado um "não" antes daquela palavra.

Apesar de tudo que já tinha acontecido entre eles, Yeda não esperava por aquilo. E talvez pelo lugar estar tão silencioso ou por se encontrarem muito longe, ela temeu não conseguir resisti-lo. E mais, a pergunta de pouco antes latejando em sua mente. O que realmente os impedia? Por que não podiam ficar juntos?

Aflita, deixou escapar um gemido alto quando Naraku forçou mais o corpo pra baixo, de modo que seus seios se espremeram contra os músculos rijos dele, e sua intimidade contra uma outra rigidez. Mordeu os lábios e fechou os olhos, com a cabeça dele na curva de seu ombro.

– ...você é minha... - Naraku murmurou.

– ...sou... - concordou sem noção, deixando-o ainda mais excitado.

Então, Naraku buscou os lábios dela com urgência e uniram-se em mais um beijo longo. Ao mesmo tempo, ele foi afrouxando o aperto nos pulsos dela e deslizou as mãos pelos braços esticados, numa envolvente carícia. Assim que Yeda percebeu-se livre, abraçou o corpo dele.

Naraku quase teve um surto com aquele gesto. Um tremor tão forte tomou-lhe o corpo que precisou firmar a mente para não se desmanchar todo. Abandonou os lábios de Yeda e jogou só um pouco o corpo para trás, na intenção de se erguer, deixando os joelhos apoiados no colchão, entre as pernas dela. Os dedos de Yeda subiram por seus braços, até os ombros e lá ficaram.

Encararam-se de novo.

Naraku contemplou a lindíssima youkai sob seu corpo. Os lábios brilhantes curvados num singelo sorriso, a imensidão dos cabelos pela cama, a pele já úmida de suor, levemente prateada por causa da luz fraca, o subir e descer de seu peito num respirar ruidoso, a fresta do quimono desajeitada, exibindo a depressão entre os seios. Que visão estonteante! E o melhor, estava certo de que ninguém os atrapalharia dessa vez.

Num movimento repentino, ele puxou Yeda pela cintura, fazendo-a sentar em seus joelhos, então flexionados. Com isso, suas faces ficaram tão próximas que acabaram se beijando de novo.

Ficaram por algum tempo se devorando, até que Naraku meteu uma mão por dentro da fresta do quimono dela e seus dedos alcançaram a gola. Mas ao sentir o braço do meio-youkai resvalar em seu seio, e percebendo o intento dele de arrancar-lhe o traje, Yeda conseguiu enfim recobrar o juízo.

– Pára... - ela reclamou escapando do beijo e detendo a mão dele.

– ...mas eu ainda nem comecei... - rebateu, e propiciado pela atual posição, foi deslizando as mãos pelas coxas da youkai, e depois subindo pelo tronco e pelas costas dela.

– Naraku... - ela ofegou agonizante, tentando retomar o controle.

– ...não resista... - chiou ele em seus lábios.

Yeda tombou a cabeça para trás, apertando com força os braços musculosos dele, totalmente rendida àquela sedução.

Mas de repente, ela abriu os olhos. Não era nada disso que tinha em mente. Como foi se deixar dominar daquele jeito!?

– Me larga! - ela gritou, então, se endireitando começou a empurrá-lo para trás. – Sai!

– ...vai dar uma de difícil agora? Meio tarde não acha?... - provocou, tão malicioso que acabou por enfurecê-la.

Usando seu youki, Yeda o repeliu de uma vez. E rápida se afastou para um canto do quarto.

Naraku permaneceu na cama, e seus sentidos aguçados captaram o crescer das garras dela. Bufou, meio zangado. Depois de terem chegado tão longe, Yeda fazia uma daquelas!

– Mas por que você não acredita em mim? - Naraku falou enfim.

A resposta de Yeda, foi avançar contra ele com suas garras mortíferas.

Naraku deteve o ataque, fechando precisamente a mão no pulso dela, mas uma das garras chegou a relar em sua testa. Nada intimidado, ele aproveitou então a proximidade para puxar a youkai pelo braço. Dessa vez, usou seu youki e com isso Yeda foi arrastada pela cama.

Erguendo-se com ela, Naraku ficou de pé. Yeda tentou escapar, mas não houve tempo, ele fechou de novo os braços em sua cintura.

– Me solta... - falou num tom de mocinha indefesa, mas fincou as garras nele com violência.

Sem nem piscar, Naraku se regenerou praticamente no mesmo instante. Mas depois não fez nada além de encará-la.

De cabeça baixa, Yeda ficou batendo nos braços dele por algum tempo, mas então parou e levantou os olhos pra ele.

– Eu não quero forçá-la, nem controlar sua mente... é verdade... Por favor, chega disso... - falou com tanta calma e seriedade, que desarmou por completo a youkai, que não soube o que dizer. – Você pensou no assunto uma vez sequer? - Naraku continuou – Independente de tudo que nos cerca, pensou na idéia de nós dois juntos?

– Mas...é impossível...

– Por quê? Não somos poderosos o bastante para construir um futuro, juntos?

– Juntos?! - ela escarneceu – Esqueça... - disse e baixou de novo a cabeça.

– De jeito nenhum. Olha pra mim. - ele pediu pois não queria afrouxar o aperto em torno do corpo dela, senão certamente ela escaparia.

Yeda demorou um pouco, mas voltou a encará-lo.

– Eu cumpri minha palavra e soltei o moleque. E posso fazer mais, sei como deter o buraco do vento na não do monge e até entrego a Jóia de Quatro Almas para Inuyasha. - desatou, e o mais incrível, ele falava sério.

– Duvido! O que você ganha com isso?

– A única coisa que quero: você.

– Falso!

– O que mais posso fazer Yeda?! Diga, qualquer coisa que disser, eu farei.

– Você tem é que pagar por todo mal que causou! - ela falou mas visivelmente abalada – Não me venha querer barganhar comigo! Você não passa de um desgraçado...

Naraku riu levemente. – E mesmo assim, você se apaixonou por mim.

Yeda arregalou os olhos e balançou a cabeça em negação energicamente.

– Não... - ela balbuciou.

– Claro que sim. Eu tinha dúvidas, mas agora não tenho mais...

Yeda se agitou e voltou a bater nos braços dele, desesperada para fugir. Mas Naraku não deixou. Arrastando-a consigo, ele a encostou contra uma parede próxima, prensou o corpo contra o dela e tentou beijá-la, mas ela se esquivou.

Insistente, ele tentou de novo, mas então a face da youkai se transfigurou e a mandíbula dela cresceu monstruosamente, então foi ele quem precisou se esquivar.

– Yeda você sabe ser bem desagradável heim... - ele falou sem conseguir disfarçar uma certa zanga na voz, e apertou a cintura dela pra machucar, mas foi em vão, pois uma energia avermelhada que começou a emanar dela, anulou sua força.

– Vou te mostrar o que é desagradável! - ela ameaçou num tom monstruoso.

Naraku precisou se afastar, ao menos para concentrar sua própria energia. Não ia ser louco de subestimar aquela youkai, mesmo porque ela já o tinha colocado pra correr uma vez.

– É muita falta de consideração de sua parte, estou lhe oferecendo meu coração, meu amor e você me repele como a um cachorro sarnento. - ele falou realmente magoado.

– E é exatamente isso que você é. - rebateu cruel, avançando na direção dele com o corpo meio curvado.

– Sua tola... até quando vai enganar a si mesma!?

Yeda se deteve e seu youki amansou momentaneamente, o que fez sua face voltar à normalidade. – Eu não sinto nada por você! - retrucou num berro raivoso.

– E ainda tem coragem de me chamar de falso?!

Ela tremeu de ódio. Que conversa mais insana!

– Paciência tem limite. E você está conseguindo esgotar a minha, Yeda! Pra que isso? Eu te quero, você me quer, devíamos estar nos amando, ao invés de berrando feito dois idiotas.

Yeda rangiu os dentes, insultada. – Eu te mato, seu miserável! - gritou histérica e numa fração de segundo acertou um soco no estômago dele.

Naraku curvou o corpo, pego de surpresa. E logo, ergueu o rosto num ímpeto, disposto a reagir à altura, mas conseguiu se conter no último instante. Não ia colocar tudo a perder, lutando com ela.

Ficou olhando então para a youkai parada a sua frente e subitamente a situação se tornou muito hilária pra ele, tanto que começou a rir.

Perplexa, Yeda foi ficando nervosa com aquilo. Então, se aproximou rápido e puxou a cabeça dele pra cima pela franja do cabelo.

– Cala a boca!

Naraku deu um apertão na mão dela, o que a fez abrir os dedos, e então, usando sua velocidade sobrehumana, desapareceu momentaneamente, voltando a surgir ao lado da youkai.

– Perdoe-me, por favor... - ele falou diante do olhar confuso dela. – Não era pra estar sendo assim, mas lutar com você não estava nos meus planos também. Não, a idéia hoje era outra...

Compreendendo a indireta, Yeda corou na mesma hora.

– Seu sem vergonha!

– Ah, por favor, não me entenda mal... sei que me deixei levar por seus encantos e me excedi um pouco, mas devia saber que eu não me daria todo esse trabalho por sexo apenas.

– Então pelo que? - ela não agüentou de curiosidade, apesar do extremo constrangimento.

– Ora, é tão impensável assim? Céus... é o seu amor que eu quero, sua boba...

– Não seja ridículo! - desacreditou.

– Ridículo é você fingir que não está vendo.

Yeda ponderou. E se fosse verdade? Não podia mais negar que sentia-se atraída por ele.

Vendo-a mais calma, Naraku soube que virara o jogo na hora certa.

– Ainda que seja verdade... - ela começou – Isso... não tem cabimento... Inuyasha, Sesshoumaru, as meninas, não... eles nunca entenderiam...

Naraku refletiu por alguns instantes.

– Mas você não deve satisfações a nenhum deles... apenas esqueça-os e comece uma nova vida comigo, podemos inclusive mudar para bem mais longe.

– Não... Eles são jovens, precisam de direção... precisam de mim... - falou num tom notavelmente triste.

Apesar daquelas palavras, Naraku vibrou percebendo que enfim começava a conquistá-la.

– Yeda, não faz sentido renunciar o que lhe ofereço por uma amizade tão prematura. - ele se aproximou e tomou as mãos dela. – Eu preciso de você. E você de mim.

Ela o encarou longamente, uma expressão angustiada na face. Nunca imaginou estar um dia numa situação como aquela. Num instante, não tinha ninguém, e no outro, precisava escolher entre um amor e uma família.

– ...se tivéssemos nos conhecido há décadas atrás, tudo poderia ter sido diferente... - ela lamentou.

Ele fez uma negativa com a cabeça. – Não importa o que poderia ter sido, importa o agora, esse momento, nós dois juntos... - e num gesto terno, ele a beijou na testa.

Ela abaixou a cabeça quando ele afastou o rosto e então se escorou no peito dele. Logo em seguida, foi carinhosamente abraçada. Fechou os olhos, desejando novamente que o tempo parasse. Um amor ou uma família, se fosse você, o que iria escolher?

Yeda botou um leve sorriso nos lábios e levantou o rosto para Naraku, que lhe sorriu também. Então, ela fez sua escolha... Levou uma das mãos à curva do pescoço do meio youkai, fechando os dedos na nuca dele, assim apoiando-se, jogou a cabeça para trás. Encarando-o nos olhos, mordeu os próprios lábios num gesto convidativo.

Naraku não se demorou e a beijou, deixando-a levemente curvada em seus braços. Por algum tempo, Yeda desfrutou do beijo, que diferente dos outros foi muito tranqüilo.

Apesar da calmaria, Naraku foi ficando novamente excitado a medida que aquele carinhoso beijo se prolongava. Mas de repente seu instinto lhe alertou que havia algo estranho. Ele abriu os olhos, querendo interromper o beijo, mas as mãos de Yeda seguraram seu rosto no lugar.

Confuso, Naraku a viu abrir os olhos também, mas os dela brilhavam num tom vermelho. Ele segurou as mãos dela em seu rosto, num autêntico e justificado desespero, mas ela ergueu o corpo e ainda sem desgrudar a boca da sua, puxou-o mais pra si, e endireitando-se, foi fazendo-o se dobrar.

As mãos de Naraku penderam no ar sem forças e seu corpo esfriou como se numa nevasca. Enxergava ainda o brilho vermelho, mas aos poucos sua vista começou a embaçar, e suas pálpebras foram se fechando.

Como uma vampira Yeda sugou a energia de Naraku. Não era a mesma técnica que ele usava, e que o tornou poderoso, mas o efeito era praticamente o mesmo.

Vendo-o definhar, Yeda chorou um pouco, mas ele já estava tão fraco que nem notou a umidade caindo em seu rosto. E antes que seu corpo chegasse ao chão, a escuridão já o tinha consumido.

Ofegante, Yeda virou-se de costas e sentou sobre as pernas. Sua cabeça girava e uma náusea forte fez seu estômago arder. Aquela era uma técnica proibida e covarde. Nunca na vida achou que a usaria, pois era uma youkai honrada.

Seu corpo começou a reagir ao choque das energias e ela temeu não conseguir conter tamanho poder. Virou a cabeça e deu uma olhada em Naraku. Ele parecia morto. Um certo pesar invadiu-lhe a alma, mas uma dor lacerante a fez soltar um grito.

Abaixou a cabeça, fechou os olhos por alguns instantes, mas quando voltou a abri-los tudo era cor de sangue e sua sanidade ficou perdida em algum canto de sua alma.

Esbaforidas, Kana e Kagura na porta do quarto, viram apenas um imenso vulto negro passar por elas.

– Naraku! - exclamou Kagura e levou a mão à boca.

Kana mais prestativa correu até ele. Ajoelhada no chão, sustentou a cabeça dele no braço e olhou na direção da irmã, mas foi então que ambas ouviram um uivo horripilante.

– É melhor fugirmos daqui, Kana.

A pequena assentiu. Aproximando-se, Kagura acomodou o talvez falecido mestre em sua pena voadora e um pouco depois, abandonaram o castelo.

Do alto, elas avistaram na direção oposta, um animal gigantesco correndo alucinado, e tão avassaladora era sua passagem que nada parecia poder detê-lo.

Não muito longe, dois irmãos youkais corriam em busca de alguém que consideravam uma amiga, no entanto, eles logo se deparariam com um monstro sedento e descontrolado.

CONTINUA...