Apaixonada Por Um Encanador


Regra Número Dez:

É da natureza humana que quando alguém foi magoado no passado,

Você não quer magoá-la novamente.

oOo

Sakura acordou na manhã seguinte com uma sensação estranha no estômago. Foi tudo um sonho? Ela lembrava algo sobre Syaoran pedindo ela para ser sua namorada e então... Oh Kami-sama! Eu aceitei ser namorada dele!

Ela estava ferrada.

Hoeeeee!

Ela enterrou a cabeça no travesseiro e gritou o mais alto que conseguiu, botando pra fora toda sua frustração.

- Sakura?

Ela olhou para a porta e viu seu namorado em pé na soleira da porta com uma espátula na mão.

- Bom dia, - disse fracamente, forçando um sorriso.

Ele lançou-lhe um olhar estranho, mas resolveu deixar pra lá.

- O café-da-manhã já ta quase pronto.

Sakura suspirou pesadamente quando ele não estava mais á vista.

Será que ela já mencionou que estava ferrada?

Ela estava muito ferrada.

- Oh, Kami-sama... – lamentou-se.

Sakura decidiu que Deus era o mais cruel com ela porque lhe deu uma consciência defeituosa. Onde estava sua consciência estúpida quando mais precisava dela? Onde estava sua consciência estúpida quando ela decidiu esvaziar o apartamento de Syaoran? Se sua consciência a tivesse parado, como deveria—na qual não parou—então ela não teria que morar com ele. Se ela não estivesse morando com ele, não teria se apaixonado por ele. E se não tivesse se apaixonado por ele, então ela não estaria ali deitada, culpando Deus.

Culpe sua consciência.

zZz

Sakura apareceu na sala e, sentando no sofá, começou a observar Syaoran de perto, com atenção especial em tudo que ele fazia—desde virar os ovos, á lavar a louça e tudo o mais. Gostaria de saber o que estava passando na cabeça dele; mas até agora, ela não teve sorte.

Ao contrário dele, ela não tinha nascido com uma percepção extra-sensorial.

- Syaoran, quantos anos você tem exatamente? – ela se viu perguntando.

- Trinta e três. – ela quase engasgou ao ouvir sua resposta. Ele era doze anos mais velho que ela? – Idade importa?

- Não, m-mas...

Syaoran riu-se:

- Eu tenho vinte e cinco, Sakura.

Sakura suspirou de alivio. Isso soa melhor—muito melhor.

- Syaoran, sobre o que você disse ontem á noite, você tem certeza...? Digo... Nós estamos indo meio que rápido, nos conhecemos faz só uma semana e, de repente, estamos namorando? – Sakura começou a balbuciar, sem parar para respirar um momento. – Eu acordei hoje e tudo parecia um sonho para mim. Eu mal podia acreditar... Quer dizer... Eu nunca me imaginei ficando com um cara como você antes.

- Um cara como eu?

- Você é tipo um cachorro quente e pão que toda mulher sonha em ter!

Syaoran virou-se para lançar-lhe um olhar estranho.

Ok. Talvez ela não devesse ter usado aquela analogia.

Ele retirou o avental e foi até onde Sakura estava; segurando suas mãos entre as dele, sentou-se na frente dela:

- Eu não quero que você se sinta desconfortável, Sakura—só me diga o que você prefere fazer e eu vou respeitar sua decisão.

- Eu não me sinto desconfortável, - Sakura disse. – É só que não estou acostumada em ter um namorado e tudo o mais no momento. Você é o meu primeiro, sabe... Digamos que eu só estou... err... nervosa sobre esse lance de namorar porque eu não tenho nenhuma experiência.

- Você é a minha primeira, também.

Sakura sorriu levemente quando se lembrou dessa pequena informação.

- Estou longe de ser como a primeira namorada que você pensava em ter, né?

Ele riu-se:

- Bom, você definitivamente está longe das meninas que eu costumo pegar.

Ah, é. Ele tinha que lembra-la que tinha dormido com muitas e tido vários casos. Maraviha.

Anotação Mental: Força-lo a dizer o número de mulheres com quem ele 'já esteve' mais tarde... no futuro... em breve.

- Mas você é especial, - Syaoran prosseguiu. – E é exatamente quem eu quero ter como minha primeira namorada.

Sakura meio que ficou olhando para ele com um sorriso bobo no rosto. Estava realmente comovida com sua resposta. Mas ela não tinha certeza do que fazer ou de como agir. Deveria abraçar ou beija-lo—como é que ele esperava que ela agisse?

O que ele pensaria se ela o abraçasse? Pensaria que ela não gostava dele o bastante ou algo assim? Era cedo demais para beija-lo? Afinal, eles só estavam juntos "oficialmente" fazia apenas seis ou sete horas. Por outro lado, ele já a beijou antes—mas isso significava que também poderia beija-lo?

Por que diabos relacionamentos tinham de ser tão complicados?

Quem em sã consciência inventou tais coisas como abraço, beijo e dar as mãos, afinal? Não poderiam ter se contentado em usarem apenas as expressões fáceis e simples, tal como "eu gosto de você" e "te amo"? Algumas pessoas simplesmente amam complicar tudo.

- Se já terminamos de falar, - ele puxou-a com gentileza. – O café está esfriando.

Eles sentaram-se á mesa e começaram a comer o café da manhã em silêncio. Sakura o encarava toda vez que pensava que ele não estava prestando atenção. O silêncio a estava matando. Eles eram um casal. Não deveriam ter que comer em silêncio. Deveriam estar tendo conversas animadas! Mas era difícil ter uma conversa quando ela não tinha nada em mente.

Hmm. Ele mastiga com o lado esquerdo, depois o direito, então o esquerdo de novo, e então ele engole.

Ok. Por que ela estava prestando atenção no jeito que ele mastigava? Não pergunte.

Ela observou quando ele mordeu um pedaço de bacon. Esquerda, direita, esquerda... e engole.

Ele mordeu outro pedaço de bacon, e a rotina começou tudo de novo. Esquerda. Direita. Esquerda. Engole. Após alguns minutos só observando ele comer e admirando seu "modo de comer", Sakura descobriu um padrão no modo que ele bebia também.

Uau, ela pensou. Tudo que ele fazia tinha, tipo, um padrão ou algo assim.

Era meio que engraçado pra falar a verdade.

Sakura tentou fazer com que a vontade de rir passasse; mas, infelizmente, ela fracassou miseravelmente, chamando a atenção de seu companheiro. Syaoran olhou para ela estranhamente, suas sobrancelhas se escondendo por trás da franja que caia em seu rosto.

- D-desculpe, - ela baixou a cabeça, envergonhada. – Será que você poderia mastigar de novo... por favor?

E ela oficialmente perdeu a cabeça.

- Tudo bem, - Syaoran largou o garfo. – Qual é a graça? Você estava olhando pra minha cara e tentando não rir.

- N-nada. – disse Sakura. – È que eu estava entediada com o silêncio.

- E você achou graça no meu rosto?

Ela sorriu inocentemente.

- Não é bem no seu rosto...

- O que é que é tão engraçado para você?

- É sua mastigação, - Sakura respondeu, sentindo-se muito estúpida em contar isso á ele.

- Minha o quê?

- Sua mastigação, - ela repetiu. – Você meio que tem um padrão. Você mastiga do lado esquerdo, depois do lado direito, lado esquerdo de novo e engole. Você faz isso o tempo todo.

- E isso te divertiu?

- Por um tempo...

Oh, Kami-sama... agora ele deve estar achando que eu sou esquisitona.

Excelente.

Sua primeira namorada é uma aberração que observa sua mastigação.

De todas as vezes que ela poderia ter agido de forma estúpida e maluca, tinha que ter escolhido para ser esquisita naquela manhã. Ela ficou surpresa quando ele começou a rir e voltou a comer seu café da manhã.

- É melhor você começar a comer para que eu possa encontrar algum tipo de padrão no seu modo de mastigar também. – disse ele.

Sakura deu uma risadinha.

- Boa sorte com isso.

- Eu vou encontrar um... uma hora.

- Isso quer dizer que você vai ficar olhando para minha cara o tempo todo enquanto estou comendo?

Ele sorriu, malicioso.

- Ah, mas eu não acho que me importe de ficar olhando para você o tempo todo.

Sakura corou com a pequena insinuação por trás de seu comentário.

Primeira anotação do Primeiro Dia sendo namorada de Li Syaoran: Ah, sim... ele definitivamente é sedutor.

zZz

- Bom dia. Em que posso ajuda-la hoje?

Sakura acompanhou Syaoran até a pequena padaria, se perguntando o porquê ele a levou lá. Depois do café da manhã, ele mencionou algo sobre "ter um primeiro encontro". Era isso que ele quis dizer com um primeiro encontro—ir á uma velha padaria do outro lado da rua?

- Syaoran, você está um pouco atrasado hoje, - disse a senhora. – Pensei que você não viria.

- Eu tive que esperar por alguém. – Sakura se sentiu constrangida quando ele lhe lançou um olhar, provocando-a. Quando ele disse que iriam num primeiro encontro, ela tinha que se arrumar—e tinha mesmo que se arrumar. Sakura demorou, no mínimo, mais ou menos meia hora para escolher algo bonito para vestir e aplicar maquiagem.

Quem foi que disse que ser mulher era fácil? Não era nem um pouco fácil.

- Olá! Bem-vinda de volta, - a senhora lhe cumprimentou.

Sakura curvou-se educadamente.

- O-obrigada.

- Vocês já se conhecem? – Syaoran perguntou.

- Eu estive aqui ontem quando você comprou o bolo, - Sakura respondeu. – Pensando bem... Era você o idiota que trombou em mim e saiu correndo!

- Era você? – Syaoran esfregou a parte detrás da cabeça, constrangido. – Oops.

Sakura bufou.

A senhora encarou os dois com uma expressão perdida no rosto. Syaoran colocou o braço ao redor dos ombros de Sakura e disse sorrindo:

- Essa é a Sakura. Ela é minha namorada.

Julgando pelo tom de voz que Syaoran estava usando, Sakura presumiu que ele respeitava muito a senhora e resolveu que deveria fazer o mesmo. Ela fez outra reverência—dessa vez com muito mais respeito.

- Ah, Syaoran, que noticia maravilhosa! – a mulher exclamou de felicidade, abraçando Sakura com afeto. – Syaoran, leve sua namorada pros fundos enquanto eu preparo o chá.

Sakura lançou um olhar para Syaoran, como que se perguntando o que estava acontecendo.

- Te explico daqui a pouco, - ele sussurrou e a guiou para a porta dos fundos. Ela o seguiu até uma salinha aconchegante com várias fotos penduradas na parede. – Eu venho aqui todo Domingo de manhã para tomar chá com a Otaka-san, - ele disse. – Tem sido uma tradição desde que Meiling e eu voltamos para o país.

- Meiling também morou fora do país? – Sakura perguntou, enquanto olhava as fotos penduradas na parede.

- Lembra quando eu disse que ela era uma princesa fugitiva? – lembrou ele. – Fugiu de casa e me seguiu até o Japão.

Sakura soltou uma risadinha.

- Tenho que admirar a determinação dela. Essas fotos são de quando você era criança?

-Algumas foram tiradas antes da minha mãe e eu nos mudarmos para os Estados Unidos.

- Qual é a sua relação com a dona dessa padaria?

- Ela costumava ser minha babá, - respondeu. Sakura notou uma leve mudança em seu tom de voz. Ele já não soava tão feliz como estava momentos antes. – Ela esteve comigo na maior parte da minha infância, e tomou conta de mim após a morte da minha mãe. Ela se mudou de volta quando eu entrei para a faculdade.

- Ela é muito simpática, - disse Sakura. – Estou impressionada que ela esteja cuidando desse lugar sozinha.

Antes que a conversa pudesse continuar, alguém de cabelos negros adentrou a sala correndo, gritando superexcitada:

- Obaa-san me disse que você trouxa sua namorada—Quem! Quem? QUEM?

- O-oi – ela cumprimentou, ansiosamente.

- V-vocês dois estão n-namorando? – a garota de cabelos negros parecia chocada. – S-sério?

Sakura assentiu. Syoaran segurou o rabo-de-cavalo de Meiling, antes que a garota pudesse tentar sufocar Sakura.

- Você está proibida de comer doces hoje, - disse ele. – Você está hiperativa demais pro meu gosto.

- Ele não é a pessoa mais esperta do mundo? – Meiling comentou, e os primos começaram uma discussão amigável.

Sakura decidiu ignora-los e voltar a observar as fotos na parede. Ela tentou conter as risadinhas enquanto olhava uma das fotos da infância de Syaoran. Ele passou por várias mudanças desde que ele era criança—apesar de tudo, ele ainda tinha aquele olhar enigmático que ela não conseguia entender. A maioria das fotos eram dele com sua babá; havia algumas dele com Meiling também. Ela realmente não havia mudado em nada com o passar dos anos. Ainda usava o cabelo em dois rabos-de-cavalo e a mesma expressão cheia de vida.

Todas as fotos intrigavam Sakura, mas, uma em particular, chamou sua atenção. Posicionado em cima de uma pequena mesa bem no canto da sala, estava uma foto moldurada de Syaoran e uma mulher, quem Sakura julgava ser a mãe dele. O que mais a havia surpreendido na foto, era o fato de que Syaoran e sua mãe estavam parados, á pelo menos, meio metro longe um do outro. Ela não sentiu nenhum calor entre eles, e os olhos de Syaoran estavam mais escuros do que o de costume. Não havia sorriso algum em seu rosto, e tampouco no rosto de sua mãe.

Por um momento, Sakura sentiu como que se eles estivessem presos dentro de si mesmos. Nunca havia visto Syaoran com aquela expressão antes—o Syaoran que conhecia estava sempre sorrindo ou flertando. Seria esse o outro lado dele?

- O chá está pronto! – Otaka-san adentrou a sala, carregando uma bandeja enorme, depositando as xicaras de chá e pratos com doces na mesa. – É tão bom te ver por aqui, Sakura.

Sakura sorriu educadamente e sentou-se ao lado de Syaoran a mesa.

- Obrigada por me receber. Espero que não seja muito incomodo.

Meiling riu pelo nariz:

- Ah, pode parar com toda essa polidez! Você não precisa ficar puxando saco da Obaa-san só porque está namorando o Syaoran.

O comentário fez Meiling levar um tapa ambos de seu primo e Otaka-san.

- Eu disse á seus pais que eles não deveriam ter te mimado tanto.

- Eu não sou mimada! – a de cabelos negros fez bico.

Syaoran enfiou uma rosquinha na boca dela.

- Isso deve te manter em silêncio por pelo menos cinco segundos.

- Eles agem como crianças o tempo todo. – Otaka-san dirigiu-se a Sakura.

- Há quanto tempo você tem esse lugar? – Sakura perguntou, olhando ao redor. – Tem um ar agradável de antiguidade.

A senhora sorriu e disse:

- Eu moro nesse lugar desde que eu me entendo por gente. O negócio passou da minha bisavó para os meus avós, então para os meus pais e então para a minha geração. – houve uma longa pausa e antes dela prosseguir: - E então eu passarei os negócios para Syaoran, para que ele continue com a tradição.

Houve um silêncio mortal, exceto pela voz de Syaoran:

- Simplesmente venda o lugar. – disse ele, impassível.

- Eu não farei tal coisa! – a senhora exclamou imediatamente, indignada que ele sequer tenha sugerido algo do tipo.

Syaoran não disse nada após isso e ninguém mais se atreveu. Sakura permanecia desconfortavelmente sentada, olhando de Syaoran para Otaka-san, sentindo a tensão como ondas no ar.

O silencio continuava a preencher o ambiente e Sakura sequer ousou puxar qualquer tipo de assunto, temendo acabar dizendo alguma coisa errada. Num minuto, todos estavam sorrindo e bebendo chá; e no outro, eles estavam encarando os pés ou o teto—seria os objetos assim tão interessantes?

A tensão se amenizou um pouco quando Syaoran pediu licença após receber uma ligação de Yue, pedindo que ele concertasse sua TV a cabo. Sakura ofereceu-se para ir com ele, mas ele disse que deixaria as mulheres para conversarem em paz—não que houvesse qualquer tipo de conversa rolando. Otaka-san também saiu momentos depois, dizendo que tinha que ir cuidar da loja.

- Sinto muito por isso, - disse a única que permaneceu. – Você deve ter se sentido bem desconfortável com isso, né?

Sakura sorriu levemente:

- Só um pouco. Você se importa se eu perguntar o que foi que houve?

- Syaoran e eu passamos por aqui todo Domingo de manhã para beber chá com Otaka-san—ele provavelmente já deve ter te contado isso. – Sakura concordou com a cabeça. – Otaka-san é a vó verdadeira de Syaoran, mas ele se recusa a chamá-la de 'obaa-san'. Não é que ele se recuse a reconhecê-la como avó. É só que ele não consegue aceitar isso... ainda. A mãe de Syaoran—minha tia—ficou grávida quando estava namorando o pai dele...

- Então ele a deixou, certo?

Meiling concordou lentamente.

- Otaka-san forçou seu filho a deixar a mãe de Syaoran após descobrir sobre a gravidez. Os pais da Tia a deserdaram, dizendo que ela era uma desgraça para a família e ela teve que cuidar do filho, sozinha. O pai de Syaoran morreu um ano depois. Após sua morte, Otaka-san mostrou-se disposta em acolher Syaoran e sua mãe, mas ela deixou claro que jamais a aceitaria como nora, ou a criança como neta. Ela disse que estava meramente fazendo caridade ao aceita-los, porque estava sentindo pena.

- Mas então ela aprendeu a amá-lo?

- Sim... muito.

- Quando ele descobriu a verdade?

- Após a morte da mãe dele. Ela morreu quando ele tinha quinze anos.

- Aquela ali é a mãe dele? – Sakura apontou para a foto em cima da mesa.

Meiling assentiu, sorrindo.

- Ela não era linda?

- Por que eles estão tão...? – Sakura não conseguia encontrar a palavra certa para terminar o que ela queria dizer.

- Distantes? – a outra garota deu uma mãozinha. – Ela era mais como uma instrutora do que uma figura materna para Syaoran. Era bem rigorosa com ele. Enquanto crescia, Syaoran a via como uma figura de autoridade, mas ele também a respeitava—e mesmo ele negando, ele a amava. Após a morte da mãe dele, Syaoran se sentiu perdido por muito tempo... Ele não sabia o que fazer da vida porque não havia ninguém para dar-lhe ordens ou dizer á ele que passo dar ou quantos.

- Não ajudou muito quando ele descobriu a verdade, né?

- É... – disse Meiling. – Ele perdoou a avó, mas não conseguia aceitar o fato de que as atitudes dela separaram seus pais.

- Se eu não tivesse escutado essas palavras saírem da sua boca hoje, eu nunca teria pensado que a vida dele tivesse sido assim tão difícil.

- Syaoran percorreu um longo caminho para chegar onde ele está hoje... Sakura, posso te pedir um favor?

Sakura sorriu amigavelmente e assentiu com a cabeça.

- Qualquer coisa.

- Eu já vi ele ser magoado antes, e eu amo esse primo meu... – a garota disse lentamente. – Por favor, Sakura...

Sakura não tinha certeza aonde ela queria chegar:

- Meiling...?

- Me prometa que você não irá magoá-lo... por favor.


Até a próxima atualização, pessoal. :)

xoxo - L