Isabella sentia o frio penetrando-lhe nos ossos, embora estivesse envolvida em um xale de grossa lã. Nuvens escuras no céu prenunciavam chuvas, refletindo seu íntimo desolado ao se despedir de Sue e Charlie.
— Gostaria que não precisassem voltar para casa tão cedo — ela disse.
— Farei Charlie prometer-me uma visita o mais rápido possível — garantiu Sue.
— Por favor.
— Charie tem certeza de que lorde Edward é um bom homem. Ele o admira muito, como sabe, e meu marido não oferece sua lealdade sem razão. Não fique tão séria. Venha, dê-me um último abraço, pois devo partir antes que Charlie perca a paciência.
Isabella abraçou a amiga por um longo momento e Sue subiu no carroção ao lado do marido. Charlie estava mal-humorado pois seu ferimento não lhe permitia cavalgar ao lado de seus homens. Estava carrancudo e a esposa tentou confortá-lo com uma palmadinha. Ele se deixou amparar com relutância, apertando a mão da esposa em gesto de desculpa.
— Cuide-se, minha querida — ele se despediu. — Apesar de eu ter certeza de que será bem tratada. Está em boas mãos.
Saudou Edward, que estava em pé, a uma curta distância.
Isabella não conseguiu evitar olhar para Edward Cullen. Ele a fitou zombeteiro. Erguendo o queixo, Isabella cumprimentou-o discretamente ao sair.
Alice a esperava nos degraus da entrada.
— Venha, você parece prestes a explodir.
— É um presságio adequado, não acha? — rompeu Isabella, parando para olhar para cima. — O céu é testemunha do meu destino, Alice. Você gosta tanto de interpretar tudo... Não enxerga nele um sinal do meu desespero? Vou apodrecer aqui, como uma posse desprezada de Edward Cullen.
— Não se inquiete, criança. — Alice riu. — Tudo vai acabar como lhe reserva o destino.
Isabella negou com um gesto de cabeça.
— Não sei por que ele me mantém presa aqui. Parece me desprezar tanto quanto eu a ele.
Alice sorriu.
— Cullen é um homem que gosta de ter nas mãos o comando da vida alheia, principalmente a sua. Mas em você ele encontrou a única pessoa que não pode dominar. Você o tenta, criança, não percebe?
— Sei. Parece que basta eu me aproximar para seu rosto se anuviar.
— Não me referia a isso.
Diante da estranheza de Isabella, Alice explicou:
— Meu bem, não é presunção conhecer a verdade. Você é uma bela mulher.
— Ele me odeia! — ela exclamou.
— Ele a deseja.
Isso era inconcebível e inaceitável. Isabella franziu o cenho.
— Mas ele me evita, e quando se dirige a mim é sempre com desprezo.
Alice perdeu a paciência.
— Um homem como lorde Edward sabe muito bem como controlar o próprio coração. É o que ele faz com você.
— Como sabe tanto a respeito dele?
— Há muito a ser aprendido quando se tem a mente e os olhos voltados para o conhecimento humano.
— Por que todo mundo insiste em tentar me explicar o comportamento de Edward? — Isabella estranhou. — Será que não percebem que não me importo?
— Tem certeza?
— Estou cansada, essa é a verdade. — Ela levou as mãos à testa.
Alice a fitou repreensiva.
— Está outra vez com pena de si mesma e cavando a própria miséria. Tenho de preparar algumas poções. — Começou a se afastar, parou e a chamou:
— Já pensou, querida, que céus como esse não fazem sombra nos que estão embaixo? Há muitas maneiras de interpretar um presságio.
E Alice partiu para retornar às suas tarefas.
Isabella estava quase alcançando a torre principal quando ouviu o ruído de cascos de cavalos ressoarem cada vez mais próximos. Voltou-se e avistou Emmet entrando no pátio, detendo abruptamente o cavalo diante de Edward. O cavaleiro estava com toda a certeza trazendo informações urgentes, pois falava acompanhado de gestos enfáticos a seu senhor.
Notícias que tornariam Edward Cullen ainda mais sombrio, Isabella refletiu, decidindo esconder-se em seu quarto para que ele não descarregasse sua ira sobre ela.
A tempestade explodiu, chuvas torrenciais e ventos uivantes exacerbando os nervos de Isabella. Apesar do conforto oferecido pelo quarto, ela sentia um estranho presságio. Talvez fosse devido à partida de seus bons amigos, Charlie e Sue, ou sua discussão com Alice.
Naquele momento um criado assustado veio informá-la de que Edward desejava que fosse ao seu quarto.
Antevendo outro encontro desagradável, ela cerrou os dentes enquanto seguia o rapaz ao aposento de seu amo.
Ergueu a cabeça e respirou fundo diante da porta. Não permitiria que ele percebesse sua ansiedade. Bateu uma vez apenas.
— Entre.
O tom imperioso a irritou ainda mais.
Edward estava em pé, de costas para a porta, fitando a lareira. Ela só avistava sua silhueta. Sua postura exprimia arrogância, com os pés apartados e os largos ombros enquadrados.
O quarto estava bem iluminado, tanto pelo fogo como pela luz das velas que queimavam nos candelabros, pendurados ao longo da parede.
Ele havia mandado remover a maioria das peças maiores e mais rebuscadas do mobiliário, deixando apenas alguns poucos objetos de desenho mais simples.
A imensa cama ainda estava encostada contra a parede de modo a aproveitar ao máximo o calor da lareira, e era a única peça original do aposento. Apesar da ausência de ornamentos, o lugar parecia mais acolhedor, menos opressivo.
Ele a fez esperar o que parecia ser uma eternidade antes que se voltasse em sua direção. Quando virou o corpo, a expressão era neutra e seus modos a deixavam pouco à vontade. Ele parecia irradiar tensão pelos poros, alertando suas defesas.
— Isabella — falou em voz inexpressiva. Entretanto, seu nome ser pronunciado com tanta familiaridade parecia estranho. Ele parecia estar lutando contra algo, um conflito interior. Teria a ver com ela? Novamente sentiu medo.
Edward fez uma pausa, depois recomeçou.
— Soube de um desafio para o baronato de Gastonbury. — Afastou-se da lareira e Isabella percebeu seu rosto duro e contrito. Preocupação? — A demanda provém de alguém que afirma que James legou a você suas propriedades muito antes de o desafio ter sido feito.
— Então Gastonbury não lhe pertence — ela concluiu, surpresa.
— Não, não se trata disso. Em verdade, o baronato ainda não me pertence, não sem a benção de Henrique. Mas não duvido que isso ocorrerá. Esta demanda conflitante é frágil. A lei deve reconhecer meu direito ao título e às terras por ter desafiado James honradamente e vencido. Tomei posse do domínio e recebi o juramento de fidelidade dos vassalos do baronato.
— Então o que o preocupa? — Ela se sentia cada vez menos à vontade. Os modos dele, a paciência inusitada ao explicar sua situação, tudo a levava a sentir-se presa em uma armadilha.
— Qualquer coisa que minimamente ameace o baronato, preocupa-me seriamente — ele declarou.
— Mas disse que não receia ser usurpado — Isabella observou.
— Sobrevivi muito tempo aprendendo a lição de jamais subestimar a ameaça de meu inimigo e de estar sempre preparado para o pior.
— O que isso tem a ver comigo? — inquiriu Isabella, cautelosa.
Edward aproximou-se da mesa para se servir de um copo de vinho. Sorveu um gole do líquido. Respirou fundo e tentou expor seus pensamentos.
— Como já disse, tenho tudo o que importa sob minha responsabilidade. Possuo o castelo, os servos e os vassalos. E o mais importante de tudo, minha lady Gastonbury — ele fez uma pausa significativa — , tenho você.
Uma pontada de medo agulhou seu estômago.
— O que quer dizer?
— Foi você, a esposa de James, quem tudo perdeu. Minha petição seria fortemente reforçada por uma aliança entre nós.
As palavras dele pareciam chumbo caindo sobre sua cabeça. Aliança? Sua mente estava conturbada. Ele não podia pretender... Sem dar atenção à reação dela, ele prosseguiu: — Assim, decidi por uma solução simples e rápida para o problema. Vamos nos unir em casamento amanhã, e deste modo qualquer reclamação pelas propriedades de James reverterá para mim. Com tal coalizão, ninguém terá chance alguma de arrancar o baronato de mim.
— Está louco? — Isabella prorrompeu, reencontrando com dificuldade sua voz. — É a proposta mais absurda que já ouvi. Se acreditasse um momento sequer que estava falando sério...
— Asseguro-lhe, senhora, estou falando sério.
— Diga-me, por favor, qual a vantagem que essa união lhe trará?
— Além da alegria evidente de me casar com uma lady tão graciosa como você? — ele caçoou, o mau humor perigosamente expresso no olhar. — Devia estar claro que você é deveras muito valiosa. Visto que James não deixou herdeiros, você, como sua esposa, tem direito as suas propriedades.
Compreendendo o que ele estava dizendo, ela falou com suavidade, ausente, quase para si mesma.
— Então sou a verdadeira herdeira dos bens de James? Como isso jamais me ocorreu?
As sobrancelhas de Edward se abaixaram.
— Porque seria absurdo, ora! — Tudo parecia muito óbvio para ele. — Você precisaria me derrotar em batalha para garantir isso e duvido muito que conseguiria. — Um sorriso frio apareceu em seus lábios. — A menos que prefira desafiar-me corpo a corpo para decidir o assunto.
Sem perceber a ironia, ela irritou-se.
— É improvável. — Ao vê-lo sorrir percebeu que ele fazia alusão a um tipo de encontro íntimo. — É louco em fazer tal sugestão!
— Já me disse isso!
— Não — ela retrucou, negando com um gesto de cabeça. — Talvez não tenha prestado atenção, Edward Cullen. Eu o desprezo, abomino o mais simples pensamento em você, e vivo para o dia em que ficarei afinal livre de sua odiosa presença. Unir-me a você como sua esposa seria o destino mais cruel que eu poderia imaginar.
— Não alimento ilusões sobre seus sentimentos — ele declarou, e deu de ombros. — Simplesmente não tem importância. O futuro de um dos maiores condados da Inglaterra está em jogo. Casamento é para se tirar proveito, apesar das idéias tolas que as mulheres fazem dele. Ou talvez não, pois seu primeiro casamento lhe garantiu enorme recompensa, não é?
— Já lhe disse, não foi escolha minha desposar James. Opunha-me a ele tanto quanto a você — respondeu Isabella.
— Não importa. Este é um jogo de conseqüências sérias e pretendo vencer. Como seu protetor, faço a escolha de seu casamento e escolho a mim próprio. Não lhe resta opção senão obedecer.
— Não o farei! — exclamou Isabella. — Jamais proferirei meus votos! Vou recusá-lo no altar! Vou...
Edward surpreendeu-se com a própria ira ante tal resistência. Ele havia dito a verdade. Não alimentava ilusões de que ela aceitaria a idéia com boa vontade, no entanto sentiu uma irritação indesejável crescer diante da recusa veemente.
Pronunciou devagar, enunciando cada palavra.
— Você obedecerá.
— Nada, nada poderia me obrigar a concordar. Prefiro me casar com um chacal! — Isabella esbravejou.
Aquela exaltação provocou nele uma reação desagradável, próxima à dor e ele se encolerizou.
— Você vai obedecer. Há muita coisa em jogo. Vai concordar ou eu próprio vou surrá-la e mandarei prendê-la na torre! — vociferou. Sua raiva o dominava, algo que ele havia prometido a si próprio que não permitiria acontecer.
— Surre-me então, seu grosseirão desalmado! — gritou corajosa, mas a ameaça a assustara, era visível. Maldição, ele não esperava aquela expressão ferida que o aborreceu ainda mais.
Para seu crédito, Isabella não se intimidou com sua tática agressiva. Com aquele irritante erguer do queixo, ela pronunciou:
— Nunca o desposarei.
Aquela mulher era de enlouquecer! Edward adiantou-se, segurou-a pelo braço e a puxou para si com força.
— Sim, mademoiselle, o dia de amanhã a verá como minha esposa — ameaçou com os dentes semicerrados. — E com nossa união, ninguém poderá protestar contra meus direitos como lorde de Gastonbury. — De chofre, ele a soltou. — Esteja pronta quando chegar a hora.
Isabella voltou-se e saiu do quarto, deixando a porta aberta. Edward observou-a partir, passando a mão pelos cabelos exasperado. O que ele havia feito?
Voltou-se rápido com a entrada de Jacob.
— Bem, ela concordou?
— Deus... — Edward sentia vontade de gritar. Como Jacob deixara de ouvir a discussão? Com certeza as vozes de ambos haviam ressoado pelo grande corredor.
— Falou com ela com gentileza? Explicou-lhe a situação?
— Agi como um asno! — esbravejou Edward. Passou outra vez a mão pela cabeleira espessa. — Por que essa mulher me exaspera? Basta eu vê-la para perder a cabeça. E suficiente ela levantar o queixo e olhar para mim com desprezo e minhas boas intenções vão por água abaixo.
Jacob franziu a testa mostrando sua preocupação. — Ela consentiu?
— Não importa, a cerimônia vai ocorrer como foi planejado. Essa união é demasiado vital para ser impedida pelo orgulho ferido de uma moça mimada. Só importa que eu mantenha tudo o que conquistei.
A resposta indiferente de Edward era desmentida por seu andar descontrolado. Finalmente, frustrado, bateu o punho em uma peça da mobília.
— Isso ajudou? — Jacob perguntou, em um comentário sarcástico. Edward voltou-lhe um olhar furioso. — Talvez deva repensar o assunto, Edward. O outro homem que reclama Gastonbury talvez não represente uma ameaça séria afinal. É possível que você não necessite da viúva.
Edward negou com determinação.
— Não podemos vacilar. Não sabemos com certeza quem apelou para Henrique, mas provavelmente foi Laurent. Seu pedido pode ser julgado procedente, pois ele gozava da confiança e amizade de James. Se conseguir alguma maneira de me fazer desacreditar diante de Henrique, estou acabado. Não cheguei tão longe para perder agora. Farei o que devo.
— Reflita em que está se envolvendo — Jacob advertiu com suavidade.
— Ela vai se acostumar com a idéia — Edward resmungou. — Vou desposar essa mulher geniosa o pagar o preço por isso também! Deus me ajude se eu conquistar Gastonbury a um custo tão alto.
Para total surpresa de Edward, Jacob tentou suprimir um sorriso, sem sucesso aliás.
— É irônico que tenha sido a missão de Emmet, ao entregar a missiva de Isabella para sua mãe, que tenha nos feito receber a notícia de outro reclamante de seus despojos de guerra. Sem isso, não saberíamos de nada. A lady já nos trouxe boa sorte, caro amigo.
Edward fechou o rosto sombriamente, pois detestava ser espicaçado.
— Ela tem sido um espinho em meu pé desde nossa chegada.
— Então por que insistiu em mantê-la aqui?
— Porque sabia que ela se provaria útil, seu paspalhão! Agora pare de me aborrecer, já tive meu quinhão com a visita anterior!
Para aborrecimento de Edward, Jacob desatou a rir compulsivamente.
— Tudo bem, velho amigo, vou embora. — O viking dirigiu-se à porta, depois parou. — O que Isabella disse ao receber a resposta à sua mensagem? Parece-me estranho, supus que o fato a acalmaria. — Diante do olhar de Edward, Jacob pareceu incrédulo. — Não me diga que se esqueceu de contar-lhe?
— Estava distraído — Edward comentou irritado.
— Distraído? — inquiriu Jacob. — Eu que o diga. Se tivesse mencionado a carta de Rosalie, sua lady se teria mostrado muito mais acolhedora a seus propósitos.
— Não importa — ele resmungou.
— Estranho que você tenha esquecido.
— Isabella me irrita como ninguém mais — queixou-se Edward.
Outra vez, o guerreiro gigantesco desatou a rir, atirando a cabeleira loura para trás.
— Ela o irrita de um modo como meu pai não conseguiu em onze anos. Apesar de todo o seu tratamento brutal, ele nunca conseguiu derrubar Você. No entanto, essa moça o enredou. É melhor tomar cuidado, pois uma vez casado, não se sabe o que ela poderá fazer.
A disposição miserável de Edward espelhava-se em seu rosto. Jacob conteve-se.
— Deixe que eu leve a carta para sua noiva — o amigo se ofereceu. — Isso a acalmará. Poderá ajudar se ela receber as notícias que tanto aguarda. Receia sua mãe?
Encarando o amigo por um momento, Edward estava a ponto de fazer algum comentário escabroso, depois mudou de idéia.
— Não, vou entregá-la eu próprio. Sua mãe pouco poderá fazer, pois quando chegar, sua filha já estará unida a mim e o casamento consumado.
Ele passou ao lado do amigo, demasiado irritado para perceber o sorriso de satisfação do outro. Percorrendo os corredores como um demônio, alcançou a porta de Isabella e bateu com força. Surpreendeu-se ao precisar esperar, sentindo dificuldade em se controlar para não forçar a porta.
Quando ela atendeu, seus olhos estavam vermelhos e inchados de chorar e ao avistar Edward quase bateu a porta outra vez. Rapidamente ele apresentou-lhe um pergaminho.
— Emmet lhe trouxe isto — ele disse com simplicidade e foi embora.
Confusa, Isabella segurou o rolo e fitou o inimigo se retirando. Sua mente procurava alguma réplica adequada, mas não encontrou energia para pronunciá-la. Com um suspiro de resignação, abriu a carta.
Olhou de relance as palavras, depois releu outra vez mais atenta. O significado do conteúdo a inundou de alegria.
Sua mãe. Era de sua mãe!
Ocorreu-lhe seguir Edward, mas deteve-se. Ele havia partido.
Era incrível. Ele havia enviado sua carta, afinal. E agora ela estava sabendo que sua mãe planejava acompanhar o procurador do rei quando ele viajasse para Gastonbury, pois Henrique a havia proibido de vir enquanto o assunto não estivesse resolvido legalmente. Rosalie assegurava a Isabella, em seu estilo inimitável, que trataria do assunto da "detenção" da filha assim que chegasse.
Mas a missiva contava que o enviado por Henrique só chegaria em junho, dentro de dois meses! Tempo demasiado longo para esperar. Pela manhã estaria casada com Edward Cullen!
No entanto, de algum modo, aquele pensamento não a atormentava como havia alguns momentos. Ele havia enviado Emmet a Londres com sua mensagem. Por que esse simples fato fazia tanta diferença?
Justo agora, quando estava preparada para condená-lo como o homem mais odioso e insensível da cristandade, ele fazia algo desse tipo. Mostrando... o quê? Significava que ele tinha alguma consideração por seus sentimentos? Isso contradizia seus atos. Porém, houvera aquele episódio no arsenal. Então ele havia se mostrado diferente. Vulnerável. Talvez tivesse algum sentimento afinal. E talvez não fosse tão imune a ela como pretendia fazê-la acreditar.
O mais provável era que tudo servia aos propósitos dele. Era habilidoso o suficiente para saber que a intervenção da mãe lhe daria o suporte necessário de que precisava para ganhar sua cooperação.
Apertando o pergaminho, Isabella sorriu para si própria. Cullen achava-se invencível. Mas não fazia idéia da influência de sua família na corte. Rosalie era uma viúva rica e poderosa, corajosa como uma leoa quando se tratava da filha.
Cullen desejava uma aliança política e ele a teria. Mas apenas por algum tempo. Tudo poderia ser desfeito com rapidez suficiente quando a mãe chegasse. Dois meses. Não era tanto tempo, na realidade.
Seria um arranjo apenas nominal, fácil de anular. Cullen a detestava quase tanto quanto ela a ele. Que ele pensasse que havia vencido, ora. Isso tornaria sua vitória muito mais doce.
Resposta de Review
Thais
Pois é, infelismeste tive , Bate nãoOO! Logo mais se entendem, aaa daqui a pouco começa a introdução a lemons, só que são "fraquinhas". Tadinhooo, atira não, vai ferir os sentimentos dele , xD
kkk...bjinhos e até o próximo!
A Bells se iludi, deixa ela!
Obrigada pelas reviews, Postei rapido como desculpa pela demora do cap anterior, :)
Tatianne Beward, xD
