CAPÍTULO NOVE

Pela segunda vez na noite, Edward se arrependeu de suas palavras.

A expressão no rosto de Bella não era do mesmo tipo das expressões que as mulheres de Esposas Procuradas assumiriam se ele declarasse sua riqueza para elas. Não que Edward pudesse ler exatamente o que Bella estava pensando. A única vez que pudera fazer isso tinha sido depois de beijá-la. Sabia o que ela estivera pensando naqueles momentos.

Absolutamente nada.

Agora, todavia, parecia estar analisando-o.

— É claro que dinheiro não é tudo — continuou ele, voltando a assumir o controle. — Mas pode tornar a vida muito mais fácil.

Ela riu.

— Oh, tenho certeza que sim. Mas imagino que ser capaz de comprar tudo que você quer seja uma atitude corrupta.

Edward perguntou-se o que significava aquele tom irritadiço que podia ouvir na voz dela. Ocorreu-lhe que nunca deveria ter lhe contado a verdade sobre o casamento de Emmett. Bella era muito jovem e inexperiente para entender de onde vinha um homem como Emmett. Certamente não compreenderia o que tornara Edward o homem que era hoje. Talvez tivesse sido magoada por Jacob, mas não se sentira devastada.

Levá-la aquela festa esta noite tinha sido um erro. Ele esperara impressioná-la. Em vez disso, acabara afastando-a.

O pensamento de que a noite poderia não acabar da maneira que planejara, o fez fechar as mãos sobre a garrafa de champanhe e as taças de cristal que segurava.

— Você quer ir embora? — perguntou ele abruptamente.

— Ir embora? — Bella arregalou os olhos. — Por que eu ia querer ir embora?

— Você não parece feliz aqui. Obviamente não gosta de Emmett e Rosalie, ou deste tipo de festa.

— É claro que gosto! Quero dizer... acho Emmett um pouco exagerado, mas gosto de Rosalie. De verdade. Acho a casa deles fabulosa. Esta festa também.

— Então, o que há de errado? Sou eu? Está zangada comigo por alguma razão? Ficou aborrecida com o que aconteceu no carro?

Aquela era a chance de Bella trazer o assunto à tona. Mas se lhe contasse que sabia sobre a conexão dele com Esposas Procuradas, iria quebrar a promessa que fizera a Rosalie.

Bella não quebrava promessas.

— Não — disse ela. — Não estou aborrecida com aquilo. Sinto-me apenas um pouco deslocada, Edward. Todos aqui são tão sofisticados, e eu... — Bella deu de ombros.

— Não se sinta deslocada — murmurou Edward. — Você é tão linda e inteligente quanto qualquer pessoa aqui.

Ela ficou tensa.

— Não me bajule, Edward. Tive bajulação suficiente de Jacob para uma vida inteira.

— Estou sendo sincero em cada palavra. Você é uma mulher muito especial, Bella.

Ela o estudou, tentando ver o que ele via quando a olhava. Estaria tentando prepará-la para aceitar ser sua esposa, ou para levá-la para cama naquela noite? Pensar em dormir com Edward depois daquela festa a fez tremer interiormente. Sabia que era isso que ele queria. O que ela queria também. Pensara sobre isso a semana inteira.

Mas se ele estava esperando uma amante experiente, teria um choque. Bella supunha que não era inapta na cama, mas não podia imaginar-se incrivelmente ardente, como algumas pessoas alegavam ser. Não houvera sinos tocando para ela, ou estrelas explodindo em sua cabeça, ou qualquer coisa que supostamente acontecia quando você tinha um orgasmo.

Todavia, talvez as coisas fossem diferentes com Edward. Com certeza, havia sido diferente cada vez que ele a beijara. Muito diferente quando ele lhe tocara os seios mais cedo.

A lembrança lhe causou um arrepio de prazer.

— Está friozinho aqui fora — disse ela. — Talvez devêssemos entrar. Posso ouvir música.

— Você gosta de dançar? — perguntou Edward quando eles se viraram para voltar.

— Sim, gosto. E você?

— Não sou Fred Astaire, mas posso me virar.

— Aposto que pode. Aposto que você é bom em tudo que faz.

Ele riu.

— Quem está bajulando agora?

— Mas você é bom em tudo, não é?

Eles se entreolharam, e os olhos de Richard eram extremamente confiantes.

— Sempre dou o melhor de mim.

Edward não dirigiu para a casa dela depois da festa, e sim para seu próprio apartamento ali perto, entrando na garagem no subsolo. Estacionou a BMW em uma das três vagas alinhadas, desligou o motor e tirou a chave da ignição antes de olhar para Bella, que não dissera uma palavra desde que se despedira de Emmett e Rosalie.

Ele entendia por quê. O momento de conversa amigável acabara. Qualquer preocupação que tivera mais cedo sobre a noite não acabar como planejara, havia desaparecido há muito tempo. Bella não fora capaz de esconder seu próprio desejo quando dançaram juntos. Pressionara-se contra ele, a linguagem corporal evidenciando o que ela realmente queria.

— Ficaremos mais confortáveis aqui do que na sua casa — murmurou Edward, sentindo-se tenso também.

Ela virou o rosto lentamente para fitá-lo. Se estivesse chocada pela presunção dele, não demonstrou. Ela parecia, contudo, meio zonza. Talvez estivesse levemente embriagada. Bella tinha consumido a maior parte da garrafa de champanhe durante a noite. Edward bebera pouco, uma vez que iria dirigir. Entretanto, ele se certificara de que ela comesse, não querendo que Bella se sentisse enjoada naquela noite, ou tendo uma ressaca no dia seguinte.

— Fique onde está — comandou ele. — Vou dar a volta e ajudar você.

— Tudo bem — replicou ela, então deu um profundo suspiro.

Edward franziu o cenho enquanto circulava o carro até a porta de passageiro. Esperava que ela não estivesse exausta. Eles haviam dançado bastante. Quando ele abriu a porta e soltou-lhe o cinto de segurança, os olhos deles se encontraram.

— Não me beije aqui embaixo — avisou Bella com voz rouca.

Edward suspirou aliviado. Ela não estava embriagada. Ou exausta. Apenas excitada. Ele sabia exatamente como ela se sentia.

Edward estendeu uma das mãos e ajudou-a a sair do carro, fechando a porta em seguida.

— Minha... minha bolsa — murmurou ela trêmula quando ele começou a conduzi-la para om elevador. — Está no banco de trás.

— Deixe-a.

— Mas...

— Deixe-a, Bella .

Assim que entraram no elevador, Bella sentiu os dedos dele se apertarem um pouco em sua pele.

— Aqui... também não — disse ela em súbito pânico.

— Com certeza não — concordou Edward, e indicou a câmera de segurança no canto superior. Ela o olhou quando ele inseriu o cartão de segurança e apertou o botão da cobertura.

— Você mora na cobertura?

— Numa delas. Há duas neste prédio.

Meu Deus. Uma cobertura. Nunca teria pensado que Edward fosse o tipo de homem que possuísse uma cobertura. Certamente não o conhecia bem.

O elevador parou suavemente. Bella não notara as redondezas durante o curto trajeto de carro até lá. Estivera muito distraída com um misto de excitação e nervosismo. Na verdade, não precisara ver para onde eles estavam indo. Edward já lhe contara que tinha comprado um apartamento em East Balmain, perto da casa dos McCarty.

Mas não lhe contara que era uma cobertura.

Um homem que planejava se casar novamente compraria uma cobertura? Uma cobertura era mais para solteiros... um lugar para namoradas e amantes, não para esposas. Deus, talvez Edward a quisesse como amante! Talvez já tivesse escolhido outra mulher para ser sua esposa.

A porta do elevador se abriu e Bella arfou. À sua frente, do outro lado de um extenso piso de mármore brilhante, havia uma imensa janela com uma vista noturna absolutamente espetacular, com a ponte à direita e os arranha-céus do norte de Sidney à frente. Quando ela andou naquela direção, viu o porto abaixo, o reflexo das luzes dançando nas águas escuras.

— Aqui, Bella.

Ela virou-se para descobrir que Edward já tinha aberto a porta. Viu então que havia outra porta na parede oposta, claramente a entrada para a segunda cobertura.

Bella entrou na cobertura de Richard, esperando uma coisa, mas se deparando com algo completamente diferente.

— Oh! — exclamou surpresa enquanto olhava ao redor.

— O que você esperava? Couro preto e tapetes de urso?

— Alguma coisa assim.

— Está desapontada?

— Deus, não. É... fantástica. Parece mais uma casa de veraneio do que uma cobertura —murmurou ela, enquanto andava lentamente pela sala de estar, admirando os móveis e a decoração descontraídos.

— Vou lhe oferecer um tour completo pela manhã — disse Edward e aproximou-se. — Por agora, a única coisa que quero lhe mostrar é o meu quarto.

Bella perdeu o fôlego quando ele a puxou para os seus braços.

— Posso beijá-la agora? — perguntou ele, a voz suave, mas o corpo rígido.

Bella apreciou um momento de travessura.

— E se eu disser que não?

A expressão nos olhos dele a fez tremer.

— Não me provoque, Bella. Não estou no humor para jogos.

Ele capturou-lhe a boca na sua e acabou com qualquer conversa. Braços fortes lhe circularam as costas e mãos grandes a pressionaram contra a longa extensão. Bella soubera que ele era um homem grande e poderoso. Agora podia sentir aquele poder, aquela paixão, enquanto ele continuava beijando-a infinitamente, até que ela estivesse tonta por falta de ar.

Edward a pegou nos braços num movimento flexível e carregou-a ao longo de um grande corredor. Bella enterrou o rosto no peito dele, tentando não pensar, não se preocupar.

Estranhamente, desta vez, o beijo não havia lhe embotado o cérebro. Talvez porque soubesse que o momento da verdade estava próximo. A mente às vezes era cruel e sem misericórdia.

No momento que Edward passou por uma porta aberta, que era obviamente a do quarto principal, a excitação de Bella tinha chegado a proporções extremas. Ela ergueu a cabeça no peito dele e olhou nervosamente para cama, imensa, com uma cabeceira branca e colcha de seda azul.

Confortou-se com o conhecimento de que aquela cama era nova. De jeito nenhum iria querer compartilhar a mesma cama que Edward dormira com Tanya. O que era uma bobagem, na verdade. Rosalie tinha razão. Ciúme era uma praga.

Mas Bella parecia não poder evitar isso. Sentia ciúme do amor de Edward pela esposa linda.

E medo que ela nunca estivesse à altura, na cama ou fora da mesma.

Ele abaixou-a sobre a colcha azul, dando-lhe beijos suaves na boca o tempo todo, não beijos ardentes como aquele que lhe dera na sala. Parecia que, agora que a tinha em seu quarto, não queria apressar as coisas. Queria saborear o momento. Saboreá-la.

Após mais alguns beijinhos, Edward rolou de lado na cama, apoiando-se sobre um cotovelo, enquanto a mão livre começava a explorar o corpo dela.

Por fim, a mente de Bella começou a transportá-la para outro mundo, onde ela não mais se preocupava com sua performance. Seu foco estava no que Edward lhe fazia e no jeito maravilhoso que seu próprio corpo respondia, como se estivesse esperando pela chegada dele, a fim de lhe mostrar o que era capaz de sentir.

Quando ele levou a mão para um de seus seios, o mamilo se tornou ainda mais ereto. E no instante que aquela mão começou a brincar ali, Holly tremeu e gemeu, desejando mais. Muito mais.

— Por mais delicioso que seja este vestido — murmurou ele, afastando a mão — tem de sair. Mas antes, este cinto sexy.

Edward removeu o cinto com facilidade, colocou-o na cama ao seu lado, antes de voltar a atenção para o vestido. Rapidamente encontrou o fecho atrás do pescoço, soltou-o e desceu o tecido até a cintura dela, desnudando-lhe os seios.

— Lindos — sussurrou, e abaixou a cabeça para o mesmo seio com o qual estivera brincando, provocando o mamilo com a língua, com os dentes...

Bella gemeu novamente, as sensações no seio parecendo ter uma conexão secreta com a área entre suas pernas. Ela não queria que ele parasse nunca mais.

Edward parou, porém não por muito tempo, a boca movendo-se para o outro seio, enquanto a mão lhe torcia o mamilo rijo. Ela gritou, contorcendo-se numa confusa combinação entre prazer e dor. Gostava daquilo ou não?

Levou um tempo agonizante antes que ele liberasse seu mamilo, todavia, quando isso aconteceu, Bella queria que ele fizesse aquilo novamente. Edward fez, e quando finalmente ergueu a cabeça, seus olhos normalmente frios estavam tão ardentes que Bella se sentiu envergonhada por um minuto. Sabia como devia estar a sua aparência. Seu rosto parecia pegar fogo, o coração estava loucamente disparado, e a boca aberta, enquanto ofegava como se tivesse corrido uma maratona.

Edward a despiu do resto das roupas com considerável rapidez, deixando apenas seus sapatos de salto. Então ele a surpreendeu, pegando o cinto prateado e prendendo-o ao redor de sua cintura nua.

—A corrente do amor — murmurou ele, a mão deslizando para o estômago dela e para entre as pernas.

Os dedos longos em seus seios a tinham feito se contorcer de prazer. Os mesmos dedos dentro de seu corpo a levaram para um lugar infinitamente mais intenso, um lugar que nunca estivera antes. O prazer era tamanho que chegava a assustá-la. Queria pedir que parasse. Mas não conseguiu, e Edward não parou.

Bella atingiu o clímax com um grito vindo da alma. Fechou os olhos com força, deleitando-se no prazer enquanto espasmo após espasmo, dominavam seu corpo.

Então aquilo era um orgasmo. Não era de admirar que as pessoas se viciavam nessa experiência. Finalmente, as contrações pararam, seguidas por uma deliciosa sensação de abandono.

Todavia, a mão de Richard não a abandonou, e Bella abriu os olhos ao perceber que ele continuava brincando com seu centro de prazer, até mais intimamente. No começo, ela não tinha certeza se queria aquilo, mas ele devia saber o que estava fazendo, porque logo seu primeiro clímax tornou-se uma fraca memória quando o segundo estava prestes a acontecer.

No momento que Bella ergueu os quadris da cama, ele a abandonou. Totalmente.

— Aonde... você vai? — perguntou Bella ao vê-lo sair da cama.

— Não muito longe — replicou ele, olhando-a fixamente enquanto começava se despir.

Bella não sabia o olhar de quem era mais intenso, o de Edward ou o seu próprio. Não podia acreditar no corpo magnífico que estava vendo. Ele parecia gostar de seu corpo também.

— Você está incrível com este cinto — disse ele.

Bella corou, tendo se esquecido do cinto. Uma olhada para baixo a fez recordar-se das palavras de Edward.

A corrente do amor.

Bella não achava que era amor a emoção que via nos olhos de Edward agora. Suspeitava que também não tivesse muito a ver com seus sentimentos no momento. Tudo que queria agora era Edward de volta na cama. E logo.

Quando ele abriu a gaveta do criado-mudo e pegou uma caixa de preservativos, ela piscou.

Ter aquela quantidade de proteção à mão não era o ato de um homem que não saía com uma mulher há 18 meses. A mãe dele não o conhecia melhor do que ela. Mas Bella não se importou naquele momento. Puro desejo a consumia.

— Você não precisa usar proteção — disse ela. — A menos que ache necessário. Eu... estou tomando pílulas.

— Você não corre nenhum risco comigo — Edward a assegurou, guardando os preservativos na gaveta novamente.

— Não é melhor... que eu tire estes sapatos? — sugeriu ela quando ele voltou para a cama.

— Eles têm saltos muito afiados.

— Se você quiser. Mas o cinto fica. Não, deixe-me...

Ela arfou quando ele a segurou pelos tornozelos e puxou-a para a beira da cama. Removeu o sapato esquerdo primeiro, deixando-o cair no chão antes de dobrar-lhe o joelho e colocar a sola de seu pé sobre o colchão. Depois fez o mesmo com o pé direito, posicionando-o de modo que as pernas de Bella ficassem abertas para que ele pudesse saborear cada ponto secreto da feminilidade.

O coração de Bella disparou violentamente quando Edward se abaixou. Uma parte sua queria fechar as pernas. Mas não era a parte mais forte.

Finalmente, ele ergueu o corpo e se ajoelhou entre suas pernas, as mãos grandes deslizando pelas suas coxas. A barriga dela tremeu. Sentiu um rubor cobrindo-lhe o rosto enquanto ele continuava olhando para o espaço entre suas pernas.

— Não — murmurou Bella. — Não me olhe assim.

— Quero olhá-la assim. Gosto de ver o quanto você me quer. Você me quer, Bella, não é?

— Você sabe que sim — respondeu ela, tremendo pela força de seu desejo. — Oh, por favor... não me provoque, Edward.

— Diga-me o que você quer.

— Somente você.

— Tão facilmente agradada — sussurrou ele, então fez o que ela queria, penetrando-a com uma única investida poderosa.

Bella emitiu um grito rouco. Edward ergueu-lhe as nádegas e começou os movimentos num ritmo lento, olhando-a fixamente enquanto fazia isso.

— Oh, Deus — exclamou ela.

A cabeça de Bella virava de um lado para o outro na cama, os olhos fechados num esforço de esconder o louco prazer neles.

— Abra os olhos — comandou Edward suavemente. — Olhe para mim!

Ela obedeceu.

Ele queria observá-la atingir o clímax? Ou queria que ela o observasse atingir o clímax? Ambas as perspectivas a excitavam. Que tipo de garota era para gostar de fazer amor assim?

— Pare de pensar — ordenou ele. Então, antes que ela pudesse protestar, deitou-se de costas, levando-a consigo, como um iate jogado numa tempestade. Subitamente Bella estava em cima dele, balançando como um mastro.

Ela afundou os joelhos no colchão de cada lado dele para apoiar-se, a ação levantando seus quadris, seus músculos internos se contraindo para impedi-lo de sair de dentro de seu corpo.

Edward gemeu, então a puxou para baixo enquanto se enterrava mais fundo. Bella enrubesceu quando ele lhe tocou os seios, agora numa posição tão acessível.

— Não tenha vergonha — murmurou ele, acariciando-lhe os mamilos. — Você tem seios lindos — acrescentou com voz rouca pelo desejo, enquanto continuava provocando-a e levando-lhe os seios em direção à boca. — Ponha um deles em minha boca.

O pedido erótico evocou outra onda de calor pelo corpo de Bella. Mas ela não pensou em lhe negar. Diferentemente de Jacob, não sentia que Edward estava mentindo quando elogiava seu corpo. Os olhos acinzentados revelavam admiração enquanto a tocavam. Excitação também.

Quando ela direcionou um dos mamilos sensíveis entre os lábios dele, Edward cobriu-lhe toda a auréola com a boca, enlouquecendo-a de prazer, enquanto continuava os movimentos erguendo-lhe e baixando-lhe os quadris.

Os gemidos de Bella refletiam as sensações que começavam a bombardear seu corpo. Por mais que quisesse dar prazer a Edward, não levou muito tempo para que precisasse se sentar, cavalgá-lo, buscar liberação das sensações torturantes se construindo em sua barriga. Seu prazer havia se transformado em desespero.

Endireitando a coluna, acelerou os movimentos, quase de modo frenético. Mal tinha consciência das mãos fortes segurando seus quadris, das palavras ardentes e encorajadoras de Edward.

Mas não precisava de ajuda realmente. Estava no comando da situação agora. No controle.

Não, não no controle, pensou com uma onda de medo quando seus cabelos caíram para frente e sua boca se abriu.

Edward atingiu o clímax antes de Bella, mas foi só uma questão de segundos. A sensação de ter atingido o clímax com Edward mexeu profundamente com ela. Jamais poderia superar o que estava sentindo. Mesmo antes que suas contrações começassem a diminuir, sabia que nunca poderia abandonar Edward depois daquilo. Seria qualquer coisa que ele quisesse.

Namorada. Esposa. Amante. Escrava.

— Oh, Deus — exclamou ela, tombando sobre o peito dele, incapaz de continuar ereta.

Outro suspiro profundo escapou de seus lábios.

— Isso é um bom ou um mau sinal? — perguntou ele suavemente.

Ela não ergueu a cabeça para responder, impressionada ao descobrir que, uma vez que o orgasmo acabara totalmente, seu bom-senso tinha retornado.

Bella?

Ela levantou a cabeça.

— Não seja tolo. Como isso pode ser um mau sinal? Foi incrível.

— Você foi incrível — disse Edward, afastando-lhe os cabelos do rosto.

— Eu não sou normalmente assim — confessou Bella, deitando a cabeça no peito largo novamente.

— Talvez seja o cinto -— brincou ele, acariciando-lhe as costas até alcançar o cinto.

— Talvez.

— Neste caso, você não tem permissão de tirá-lo esta noite. Na verdade, precisa mantê-lo durante todo o fim de semana.

Bella ergueu a cabeça.

— Como assim, durante todo o fim de semana?

— Não acha realmente que irei deixá-la ir embora pela manhã, acha? Não depois desta performance. Você vai ficar aqui comigo. Até que eu a leve para casa na segunda-feira de manhã.

— Mas...

— Sem "mas". E sem roupas. Apenas o cinto, e muito sexo.

Bella corou violentamente, tanto de vergonha quando de excitação pela proposta.

— Mas agora — continuou Edward — acho que está na hora de tomarmos um banho juntos. De chuveiro ou de banheira? Você escolhe.

Ela o olhou. Você escolhe.

Uma escolha tão simples. Mas ambas potencialmente perigosas. Bella não era o tipo de mulher que conseguia separar sexo e amor indefinidamente. Edward chamara o cinto ao redor de sua cintura de corrente do amor. Se ela o usasse para ele durante todo o fim de semana... e nada mais... a corrente do amor certamente acabaria circulando seu coração também.

Bella não tinha certeza o que Edward queria dela, mas sabia de uma coisa. Amor não estava nos planos dele.

Se pelo menos ele não tivesse escolhido aquele momento para se retirar de seu corpo, mostrando-lhe o que seu mundo poderia ser sem ele.

— Vamos — disse Edward, e levantou-a da cama diretamente para os seus braços. — Vejo que terei de tomar todas as decisões no que diz respeito a você.

Bella não gostou de ouvir aquilo. Se iria ser fraca, seria fraca nos seus termos.

— Chuveiro — pronunciou ela enquanto ele a carregava para um banheiro todo azul. — E vou tirar o cinto primeiro.

Ele parou.

— Por quê? Gosto de você com o cinto.

Ela também gostava. Demais.

— É só banhado a prata — replicou Bella , enquanto lutava para abrir a fivela. — Pode manchar se molhar.

— Eu lhe comprarei um novo se manchar — declarou Edward e levou-a para baixo do chuveiro, com cinto e tudo.