N/A: Mais uma pessoa adicionou essa história aos alerts! Além disso, recebi quatro reviews para um capítulo só! Isso é quase como ganhar na mega sena para mim! Muito obrigada a vocês por isso!
Disclaimer: Eu não sou dona de Twilight.
Casamento I
Eu corria o mais rápido que podia pela selva em direção a cidade, o que não era muito rápido quando comparado ao Edward, mas nunca o deixe ouvir você falando isso: ele tem o maior ego que eu já vi. Então eu estava correndo o mais rápido que podia, tentando não acertar árvore nenhuma, mas a minha excitação era tão grande que se eu derrubasse uma árvore, eu nem perceberia! É claro que eu não me machucaria – em nenhuma ocasião isso poderia acontecer –, mas eu nem notaria que tinha uma árvore no meu caminho.
A idéia na verdade, era encontrar Esme quando eu estivesse quase chegando à cidade, mas eu não poderia correr mais devagar e por eu ser mais forte, eu me impulsionava com mais força, o que me tornava mais veloz. Por sua vez, a Esme saiu depois de mim e não tinha a mesma força que eu, o que deixava claro que eu chegaria bem antes dela. E foi justamente isso que aconteceu…
Eu estava impaciente, esperando por Esme na orla da floresta que dava a uma estradinha que levava ao centro. Estava no mesmo lugar que observara as duas mulheres da minha vida naquele mesmo dia. Agora eu observava a loja, um pouco mais iluminada devido as luzes que começavam a enfraquecer e o sol começava a se por. Enfim o crepúsculo e logo seria noite e, talvez a melhor noite da minha vida. O pensamento me alegrou por dentro.
Depois de infinitas horas que só aumentaram a minha impaciência, Esme conseguiu me alcançar, no exato momento em que eu tentava decidir se continuava esperando por ela ou não. Definitivamente, eu continuaria esperando e a decisão que eu teria de tomar era puramente ilusória, mas ocupava uma boa parte dos meus neurônios que estavam se destinando a me deixar maluco de tanta euforia e ansiedade ao mesmo tempo.
– Então você descobriu… – Ela me lançou um sorriso que eu não poderia definir de outra maneira a não ser como um sorriso de mãe. Era fácil me render a isso, mas a minha consciência me alertou que ela também havia mantido o segredo.
– Porque você não me contou? – Eu perguntei numa voz que me lembrava uma criança implorando por um doce. – Tudo isso teria se resolvido com muita facilidade.
– Meu filho, – ela me disse essas palavras como se fosse um carinho em minha face – ela também é minha filha e eu preciso respeitá-la antes de tudo.
– E porque ela não me falou? – A pergunta pareceu boba ao sair, mas a minha mãe amava tanto o meu pai e poderia me explicar coisas que o Edward não explicaria sendo homem – mesmo escutando todos os pensamentos de Rose.
– Orgulho, teimosia? Realmente não sei te dizer! Ela só… – uma pausa para encontrar a palavra certa talvez? Será que a minha situação era tão deplorável que as pessoas começavam a medir as palavras na minha presença? – Ela só queria que a decisão fosse sua e, ela não teria certeza disso se você não pensasse nisso sozinho.
– Mas mãe… – eu vi o rosto dela se iluminar com a palavra tão simples. – todos sabem que eu sou tão desligado e mesmo assim ninguém pensou em me dar uma dica… – Seus olhos refletiram os meus e eu pude ver a dor que ela sentia quando pensava eu havia me traído em favor da Rose, mas também pude ver a minha desolação por não ter pensando na proposta antes. – Eu sou um completo idiota!
– Meu filho, não se culpe! Você conseguiu o que nenhum de nós foi capaz de fazer nesse tempo todo que estamos juntos: você trouxe o sorriso de volta aos lábios da nossa Rose. – Eu encarava os meus pés e a olhei um pouco mais confortável com aquelas palavras. Ela percebeu isso e abriu um sorriso de afeto, prosseguindo em outro tom, um tom mais alegre e mais suave. Agora ela não consolava uma criança, ela lhe oferecia um brinquedo. – Agora, nós só estamos aqui para falar do passado ou temos algo a tratar sobre o futuro?
– Tudo bem! Nós vamos esquecer o que passou! Mas eu quero que tudo seja perfeito para Rose, tudo tem que ser o melhor porque ela merece. – Minha mãe esboçou um sorriso que eu achava possível não caber em seu rosto, mas eu vi compreensão em seus olhos. Ela fácil notar que ela via em mim – no amor que eu sentia pela minha Rose – o mesmo amor que ela mesma sentia pelo meu próprio pai.
Eu lhe contei sobre o vestido, que vira as duas observando um vestido de noiva mais cedo e que não tinha como não ser aquele que a Rose queria para o casamento. Eu só não sabia qual era porque eu apenas as vi olhando para a loja e não para um vestido específico. Esse era o motivo dela estar ali comigo. Eu queria que ela me indicasse o vestido e cuidasse da decoração que ornamentaria a igreja.
Na verdade eu preferia que isso não fosse feito na igreja. Não era nada como eu não ser católico ou qualquer outra coisa do gênero, mas eu acreditava que seria muito irônico um vampiro casar na igreja, independentemente do que as pessoas pensariam – ou não pensariam, porque não sabiam de nada. Depois de tentar me convencer de todas as formas que isso era besteira – "Apenas uma percepção errada de quem nós éramos", foram as palavras exatas que Esme utilizou –, ela me convenceu com o simples argumento de que isso seria a escolha de Rose.
Eu estava começando a pensar que Esme estava realizando todos os desejos de criação de um casamento e utilizando a minha fraqueza por tornar isso possível a partir da minha necessidade de agradar a Rose, mas isso seria muito rude de se dizer. Além do mais, eu sinceramente não acreditava que a Esme colocaria os seus desejos acima das vontades de Rose no dia do casamento da própria Rose. E quando Edward ouviu os meus pensamentos a respeito disso, ele sutilmente me lembrou que o casamento era meu também, que eu precisava lembrar-me de me divertir também, pois só existiria um dia desses em toda a minha eternidade. Assumo que isso me preocupou, mas não era nada comparado a vontade de fazer Rose feliz.
Nós estávamos na cidade, Esme e eu, e já tínhamos comprado o vestido de Rose. A Esme acertava os detalhes da igreja e a escolha da data para o casamento. O padre relutou um pouco em fazer isso cedo demais, nós queríamos marcar a primeira data disponível. Mas depois de Esme oferecer um pequeno suborno que eu, chocado, o vi aceitar, o padre marcou a data para duas semanas a frente e, acertou os últimos detalhes, fazendo perguntas que davam a entender que Rosalie estava grávida.
As complicações não pararam por aí, mas eu estava percebendo que nada era impossível para os Cullens. Em uma loja que se recusava a vender certo tipo de flor e que Esme dizia ser a perfeita para a ocasião porque formaria uma imagem linda com a cor do cabelo de Rose, dando o toque exato ao vestido dela e outros mil detalhes que eu não compreenderia e por isso ela não me explicou. Da mesma forma que aconteceu com o padre, houve um pequeno suborno para as que as rosas chegassem no momento exato, enquanto Esme repetia animada que "Dinheiro não é problema!"
Essa frase passou por muitas lojas e a nossa discrição mudou enquanto comprávamos as coisas para o casamento. No início, os Cullens eram definidos como os lindos e reclusos estranhos – sempre estranhos porque nos mudávamos sempre e a cada vez que nos mudávamos as pessoas inventavam uma história diferente para os nossos hábitos de manter distância. Com o decorrer das compras, passamos a ser os lindos, reclusos e ricos estranhos. Eu ficava feliz com essa nova característica porque nos dizia que as pessoas realmente percebiam nossa presença enquanto passávamos por elas, não importando o quanto nós nos esforçássemos para parecermos invisíveis. Isso me fazia crer que os humanos – inclusive minha antiga família – eram pessoas mais perceptivas do que Edward ficava feliz em dizer. Parece que o dom dele fazia com que ele desacreditasse um pouco da mente humana, com seus sonhos e desejos fúteis. Palavras dele, me apresso em dizer. No entanto, acredito que isso fosse resultado de sua critica excessiva, sempre achando que todos eram iguais. Eu não me permitiria pensar assim, não me permitiria pensar que as pessoas poderiam reagir exatamente a mesma forma em todas as vezes que alguma coisa lhes acontecesse… eu precisava saber que isso não era verdade!
Continuamos passando e Esme parou em uma loja especializada em banquetes e todo o tipo de comida para festas de todos os tipos. Eu arregalei meus olhos e achei que Esme estava pegando o jeito da coisa para brincadeiras. Ela realmente não estava perdida. No entanto, ao entramos ela se dirigiu a moça que estava na frente de um balcão de vidro com vários bolos e tortas e quitutes mais diversos como amostra do seu trabalho. Esme sorriu e começou a conversar com a moça, que cheirava muito bem por sinal, e perguntas como quantas pessoas estariam presentes e coisas desse tipo foram sendo respondidas. Com certeza meu olhar se arregalou um pouco mais enquanto Esme sorria e respondia claramente 300 pessoas. "Trezentas pessoas? Alguém socorre a minha mãe porque ela enlouqueceu!" Como ela poderia convidar 300 pessoas para uma festa com 5 vampiros? Ela continuou a discursar sobre a precisão desse número, dizendo que nunca sabíamos quando teríamos contato com alguém que resolvesse levar um convidado por conta própria, mas que ela tinha absoluta certeza de que os números não chegariam a 350. "Afinal, o que são 350 pessoas servindo de banquete para 5 vampiros? Isso seria uma média de 70 para cada um, se não contássemos os vampiros que podem passar pela região no dia e resolverem se divertir também!" O pensamento irônico inundou a minha mente e eu pensei em esbofetear minha mãe para que ela voltasse a realidade.
Enquanto, eu vagava por entre os meus pensamentos, sofrendo com a idéia de ter tantas pessoas – pessoas, não humanos – na minha presença, Esme me acordou dos meus devaneios com uma pergunta estranha.
– Querido, você deseja opinar em alguma coisa sobre a comida? – Será que ela realmente estava perguntando sobre o meu apetite ou sobre a minha opinião do acontecimento?
– Acho que está tudo certo, mãe! A não ser que vocês possam providenciar carne de alguns animais selvagens! – Esme arregalou os olhos para mim, mas a moça parecia não perceber o problema na minha frase e me respondeu facilmente.
– Nós estamos nos adequando as tendências da moda e, esperamos poder incluir carne de cordeiro e alguns outros quitutes até o final do ano, mas sinto lhe informar que não será possível lhe fornecer esse serviço para a data que os senhores me informaram. – Desde quando cordeiro era animal selvagem? Esses humanos… agora eu entendia o que Edward queria dizer. Mas isso não quer dizer que ela fosse fútil, só explicava que ela não entendia nada de animais selvagens! – Teremos lebre também! – Ela disse enquanto nos olhava animada e eu tive que me segurar para não rir.
– Que pena! Mas estamos contentes com o que nos foi sugerido! – Esme finalmente disse enquanto eu me sacudia tentando não emitir sons. – Muito obrigada pelo seu auxílio. Esperamos seu contato em breve para que possamos acertar os últimos detalhes.
Era impossível que ainda tivesse algum detalhe para ser acertado; elas falaram por mais de três horas! Como elas conseguiam falar durante ininterruptas três horas e não resolver tudo era um mistério tão grande que só seria superado pelo porque delas falarem tanto tempo. Eu estava começando a ficar muito, muito confuso com isso tudo. Primeiro porque parecia que quanto mais nós andássemos e ajeitássemos as coisas, mas coisas faltavam ser ajeitadas e organizadas. Isso poderia ser considerado um ciclo vicioso? Nós ficaríamos fazendo isso pelo resto da eternidade?
Quando as lojas começaram a fechar, eu comecei a agradecer a Deus, mesmo achando que ele tinha me castigado o suficiente por uma eternidade. Definitivamente esse foi o preço pelos meus pecados após a minha morte. Eu NUNCA mais sairia com a Esme para fazer compras.
A profunda revolta e cansaço exagerado – vampiros poderiam ficar cansados? – ainda ocupavam minha mente quando eu atravessei a porta e encontrei com o Eddie tocando aquele piano. Rose me olhava curiosa por ter passado tanto tempo longe e me perguntei qual a desculpa eles tinham inventado para que ela não me seguisse. Meu rosto virava da Rose para o Edward, procurando uma resposta no rosto dele e sem conseguir afastar os meus olhos do rosto dela por mais do que alguns segundos depois da tortura a qual fui submetido pela Esme.
Aquela música era realmente boa, penetrando na minha mente e deixando que as minhas idéias se afastassem dos problemas, mesmo que eles viessem me buscar depois. E eles sempre vinham: Rose passou do olhar curioso para o olhar de raiva enquanto os minutos passavam e eu não abria a boca para dizer onde havia estado. Era fácil perceber como ela era totalmente controladora, isso já tinha ficado caro na hora do sexo.
Mas aquele piano ainda me entorpecia um pouco e eu estava começando a esquecer da raiva incontida de Rose, enquanto Edward dedilhava calmamente sobre as teclas. Seu rosto mantinha um sorriso suave, como quem dedica muito tempo a uma amante, olhando-o com o carinho que se dedica a um filho, uma namorada, uma esposa ou qualquer coisa do tipo. Edward realmente amava aquele piano. Eu jurava que ele faria até sexo com aquele piano, se pudesse. Ai meu Deus!
Edward mudou de expressão mais rápido do que um humano normal poderia acompanhar. Primeiro ele estava com aquele sorriso de amante enquanto tocava o seu piano; depois veio um sorriso um pouco mais aberto devido ao comentário sobre o amor que ele sentia… mas assim que eu coloquei a palavra com "s" no meio dos meus pensamentos, Edward tomou uma expressão de fúria e parou de tocar o piano. A Rose, assustada com a mudança, levantou-se rapidamente do sofá, preparando-se provavelmente para interromper uma possível briga, no entanto eu duvidava que Edward poderia simplesmente partir pra cima de mim, foi só um comentário bobo.
– Não foi apenas um comentário bobo Emmett? – Edward bufou, enquanto se levantava e virava o rosto para mim. – Será que você na consegue simplesmente parar de pensar nessas coisas? Que tal, por um apenas um dia, você guardar os seus comentários para você?
Aquilo havia realmente sido duro! Eu realmente não queria chatear o Edward, eu só estava tentando entender essa relação complicada que ele mantinha com o piano dele… e é claro, queria saber porque ele nunca namorava ninguém. Eu realmente parei para pensar no que eu estava pensando e precisei assumir a verdade para mim: "Eu realmente queria chatear o Edward!"
Mais um rugido sobre esse pensamento, mas antes que ele pudesse falar alguma coisa, eu cuspi as palavras. – Não tenho culpa se você fica fuxicando a mente das pessoas. Além disso, você tem que concordar que essa sua vida amorosa não é nada comum o normal. Vamos, Eddie… é só assumir! Ninguém te julgará por isso! – Eu cruzei os dedos indicadores em frente a minha boca, como sinal de promessa. Edward cruzou a distância que nos separava em apenas meio segundo, agarrando meu pescoço, enquanto eu tentava parar de rir para respirar.
Nesse momento, Carlisle tocou o braço de Edward e Rose o segurou, arrastando-o para longe, enquanto eu terminava minhas risadas. O rosto de Esme estava em choque e o rosto de Carlisle mostrava uma dor tão grande que era difícil olhar para ele. Rose ainda segurava Edward, mesmo eu achando que ela não seria páreo caso ele quisesse mesmo se soltar. Isso poderia ser comparado com Edward tentando me enforcar a alguns minutos: se eu realmente quisesse afastá-lo, ele não teria a menor chance.
– Posso saber o que está acontecendo aqui? Espero que nós só tenhamos testemunhado uma peça que vocês queriam pregar em nós! Vocês não estavam realmente brigando, não é? – A voz de Carlisle era cheia de autoridade e isso não era muito legal. Ele era um cara pacífico, daqueles que você imagina como os verdadeiros representantes da natureza e coisa e tal. Nunca pensei em Carlisle levantando a mão para matar nem sequer uma mosca, mas a autoridade empregada em cada palavra sua deixara claro que ele prezava a sua família e que não mediria esforços para mantê-la unida. – Ainda espero uma resposta!
Os meus olhos se cruzaram com os de Edward quando a frase "Você decide se quer abrir a boca ou não!" passou clara como água na minha mente. Ele desviou rapidamente o olhar e se desvencilhou dos braços de Rose com força, simplesmente me ignorando e seguindo porta a fora. Carlisle arqueou as sobrancelhas e voltou seu olhar para mim, indicando que eu começasse a abrir a boca. Muito displicente eu contei a minha versão da história.
– Edward está assim porque descobri que ele é pansexualista e que ele alimenta um amor platônico pelo piano. – Carlisle arregalou os olhos, assustado com a simplicidade nas minhas palavras. Esme engasgou e Rose desviou o olhar. E eu continuei a falar, preocupando-me sem saber se vampiros engasgavam. – Eu nem disse nada… Mas aquela mania dele de ficar lendo pensamento dos outros o deixou chateado com os meus. Juro que não foi a minha intenção!
– Emmett… – Carlisle começou com aquele tom que ele usava para explicar as coisas para as crianças no hospital. – Você não deveria ter feito isso!
Eu juro que tentei contra-argumentar e explicar que não era a minha intenção, que eu não queria chatear o Edward e todo o resto, mas Carlisle simplesmente se ausentou da sala, levando Esme com ele. Rose me encarava na sala, como se eu tivesse problemas mentais e não pudesse perceber o que estava acontecendo! Era fácil ver o esforço que ela fazia para não mostrar a sua raiva com aquela piadinha, mas era impossível deixar de achar graça naquilo enquanto eu sabia que deveria inventar uma desculpa muito boa para estar até essa hora na rua e não ter falado com ela.
Após alguns minutos em que eu usava o riso como desculpa para não rir, a Rose me perguntou pela quinta vez – eu acho – onde eu estava. Nesse momento me apareceu a desculpa que todo vampiro poderia dar sem levantar suspeitas por um tempo. E um tempo era tudo o que eu precisava. Eu simplesmente diria que estava caçando. No mesmo momento que eu abri a boca para dar a resposta que Rose precisava e que ela queria, a voz do Edward veio rápida do gramado.
– Você não acha que a Rose vai cair nessa sua mentira de que estava caçando, não é Emmett? – O que ele estava fazendo? Ele definitivamente tinha enlouquecido e agora queria ver meu corpo pegando fogo na fogueira mais perto. – Meu irmão, eu não posso permitir que você minta para a Rose. E não vou deixar que isso aconteça. – Nesse momento ele entrou em casa, com um sorriso que estava me dando ódio e eu comecei a ver tudo vermelho na minha frente. Eu mataria aquele pansexualista ou qualquer que fosse o gênero dele. – Não acho que Carlisle e Esme ficariam felizes com a sua idéia, mas pode deixar que eu não contarei nada para a Rose, deixarei que você conte. – Um rugido involuntário escapou da minha garganta. E ele começou a andar em direção a escada, parando no primeiro degrau para me olhar novamente. – Lembre-se apenas que eu não serei capaz de deixar você mentir para ela.
Eu abominava o Edward e abominava mais ainda a idéia perversa dele de vingança. E é isso mesmo: vingança. Eu sabia que ele se vingaria por causa da história do pansexualismo, mas eu não sabia que ele poderia ser tão baixo. Desde quando desonestidade estava dentre as qualidades do Eddie! E quando esse nome surgiu na minha mente, eu soltei uma feroz gargalhada lembrando que eu não poderia ficar chateado com ele por muito tempo. Tudo bem que ele estragara uma das mais perfeitas desculpas que eu tinha e, que isso me deixava em encrenca, mas ele estava começando a entrar no ritmo da brincadeira… ele foi um grande filho da mãe.
– Ou nesse caso, filho do irmão, Emmett! – Ele disse lá em cima e soltou uma grande gargalhada!
Eu até continuaria rindo com ele, mas a cara da Rose não estava das mais carinhosas para mim e parecia que ela não se controlaria por muito tempo. Eu até tentei bolar uma desculpa para que ela pudesse se acalmar, mas estava difícil de pensar em algo com ela me fuzilando com os olhos. Eu até tentei algumas vezes, mas as desculpas eram tão esfarrapadas que eu desistia antes de falar a primeira palavra. Por fim, eu tentei a primeira coisa que apareceu na minha mente.
– Rose, eu estava estudando! – Acho que eu não fui muito convincente cuspindo as palavras, ao invés de dizê-las calmamente. Além disso, os meus olhos se desviando dos de Rose não ajudaram muito.
– Não foi bem isso que eu soube, Emmett! – Edward disse no andar de cima, seguindo com uma sonora gargalhada.
– Emmett McCarthy Cullen! – Ela disse com uma calma forçada depois de suspirar umas 20 vezes. – Você realmente acredita que conseguirá me enrolar com essa resposta fajuta?
Definitivamente Edward estava se divertindo com isso; as suas gargalhadas poderiam ser consideradas a "prova A" se isso fosse uma investigação. No entanto, a minha situação não deixava que eu me divertisse também com isso.
– Ok, Rose! Você descobriu! – O rosto dela se suavizou minimamente quando acreditou que eu fosse dizer a verdade. – Eu estava ajudando senhoras a atravessarem a rua. Elas, na maioria das vezes, não enxergam bem e…
– Eu não quero mais saber! Não quero mais saber, tudo bem? – Eu poderia jurar que a vi saindo batendo os pés pela escada. Ela literalmente estava com as mãos na cintura enquanto me ouvia, mas saiu batendo os pés e dizendo que não queria saber. Isso não era boa coisa. Eu só conhecia Rose a um ano, mas eu sabia que ela era curiosa o suficiente para insistir mais. Isso não acabava aí!
– Você está certo! – Edward me disse. Eu simplesmente não acreditava que ele ainda tinha coragem de falar comigo. – Achei que você estava orgulhoso de mim por eu estar ganhando senso de humor. – "Isso não é senso de humor. Isso pode ser considerado, no máximo, vocação para carrasco! Eu vou te matar, Eddie!" – Lembre-se de Carlisle e Esme! Sem brigas, Em!
– Concordo! Mas pansexualista vai ser pouco de agora em diante! – Eu sentenciei para que ele pudesse ter noção do que estava pela frente.
– Falando nisso, você anda lendo dicionários para saber o que significa esse termo?
– Você não sabe o que 30 aulas de educação sexual fazem com você! Na verdade, você não sabe o que boas companhias podem fazer com você! – Eu sorri com o meu próprio comentário… minha vida humana ainda estava muito clara na minha mente. – Boas companhias, Eddie! É disso que você precisa…
- Poupe-me dos detalhes, Em! Poupe-me…
A verdade que Edward tinha me deixado em maus lençóis com Rose. Mas se fôssemos analisar essa frase literalmente, era melhor dizer que o nosso querido Eddie tinha me deixado em péssimos lençóis com a minha Rose. Eu poderia tentar inventar desculpas melhores, mas era simplesmente inútil com Edward me desmentindo a todo instante. Eu estava começando a ficar aborrecido quando resolvi ignorá-lo e deixar que Rose esquecesse essa história com o tempo. O máximo que poderia acontecer era eu levar um pouco mais de gelo. Até porque eu não via mal nenhum nisso, já que eu passava todo o horário comercial resolvendo coisas do casamento. Depois disso, eu ficava evitando a Rose para evitar as suas perguntas que acabariam me fazendo revelar alguma coisa para ela. No entanto, a menina curiosa era a pior de todas, ela conseguia me encurralar em todos os cantos da casa.
– Emmett… – Eu estava deitado na nossa cama nova, me perguntando por que ainda não tínhamos inaugurado ela. Era a Rose que queria essa cama e não eu, mas ela conseguiu me afastar de todas as maneiras possíveis. Eu juro que tentei, mas ela sempre disfarçava e se afastava de mim quando eu tentava apimentar a nossa relação. Eu grunhi. A situação estava realmente ruim para o meu lado, eu estava começando a falar como um virgem: desde quando eu falo "apimentar" para me referir a sexo?
– Emmett… – Rose repetiu por baixo do fôlego. Eu pude ver que um pequeno sorriso se abriu enquanto ela me ouvia grunhir pelo pensamento infeliz. Ela estava conseguindo me deixar louco. – Emmett!
Que voz sensual ela tinha. Eu não duraria um segundo em suas mãos. – O que foi Rose? – Essa pergunta saiu parecendo mais uma súplica diante dos meus ouvidos. Eu precisava da Rose e precisava logo!
– Eu queria muito saber o que você estava fazendo naquele dia! Porque você não quer me contar meu amor? – Quando essa pergunta tocou os meus ouvidos, eu senti o tom de súplica e sensualidade que ela exalava e meus olhos correram para o rosto de Rose com toda a dor que eu tinha implícita neles.
Infelizmente, eu só percebi meu erro depois dele já cometido. Eu sabia por que estava evitando o rosto de Rose, eu sabia por que estava evitando todo o seu corpo. Rose estava deslumbrante em sua lingerie vermelha que era composta por um sutiã de renda, uma calcinha fio-dental também rendada e, a peça que me fazia chorar por não está arrancado aquela roupa dela neste mesmo instante: uma cinta-liga. Meus olhos brilharam com o desejo e eu via a vitória nos olhos de Rose, a vitória que eu sabia que era justificada. Ela já me ganhara muito antes de engatinhar pela cama, parando o seu rosto a centímetros do seu rosto.
O ar entrava e saía dos meus pulmões sem ser aproveitado para nada, mas isso não significava que a minha respiração não falhava. Muito pelo contrário, a minha respiração saía em arfadas que, seriam mais bem substituídas pela ausência total de respiração. Mas o cheiro que a pele de Rose exalava era impossível de ser afastado das minhas narinas. Eu sentia que, sem respirar, aquela cena se parecia com um filme sem som. Você entendia tudo o que estava acontecendo, mas não parecia real, não parecia verdadeiro, faltava alguma coisa.
Meu corpo foi muito mais rápido que qualquer pensamento e, eu pude sentir a pressão nas minhas calças. O meu corpo clamava por Rose e o meu cérebro também. Minha mão se movimentou sozinha e acariciou o rosto de Rose que gemeu baixinho para mim. Isso era covardia, abuso das minhas funções motoras. Com isso, a minha mão esquerda lentamente se encaminhou para o braço direito da Rose, alisando com cuidado enquanto minha mão direita ainda acariciava seu rosto. Com todo cuidado do mundo, eu puxei Rose mais para próximo de mim, lhe beijando devagar, de forma que prolongasse o desejo.
– Emmett… – Ela disse quando se afastou de mim. – O que você estava fazendo naquele dia? Eu só quero saber o que você estava fazendo, amor.
Eu balancei a cabeça em sinal de negação para colocar minhas idéias em ordem. Faltava tão pouco tempo para o casamento que eu não poderia simplesmente entregar o segredo assim. Rose se aproximou mais um pouco e roçou os seus lábios nos meus, afastando-se novamente para me olhar com aqueles olhos demonstrando todo o desejo que ardia em seu corpo. Minha capacidade de julgamento do certo e do errado estava começando a ser afetado e eu sacudi a cabeça mais uma vez. Rose entendeu esse sentimento da forma errada e por isso, eu fui abandonado no quarto com o meu corpo ansiando por Rose e pedindo por ela em todos os poros.
Eu levantei da cama e me dirigi para o chuveiro. Banho de água fria! Muita água fria!
N/A: A palavra pansexual deriva do prefixo Grego pan-, que significa "tudo" ou "todos". É uma orientação sexual que não tem limites. Ou seja, o indivíduo pansexual se sente atraído por pessoas, plantas, objetos, animais…
Vick Moreira Cullen: Se eu tenho medo? Eu tenho pânico de escrever algo errado! Mas eu comecei a escrever e seria muita falta de consideração parar. No entanto, o medo já chegou a quase conseguir que eu parasse – até porque desculpas não faltariam. Por isso sempre repito para vocês me perdoarem sobre erros e me avisarem para eu poder repará-lo. Sobre as piadas, eu aceito sempre sugestões, mesmo que eu não consiga colocá-las no capítulo seguinte! Eu faço um esforço, JURO!
Millaaaaaa. Ninjaaa xD: Eu postarei sempre que puder, mesmo que isso não signifique postar tão rápido quanto eu gostaria. No entanto, sobre a lua de mel, podemos dizer que nos facilita os lemons, apesar de dificultar a minha vida! Huahuahua... E eu concordo com o Emmett, porque Edward tem tantas neuroses quanto uma menina na adolescência. Brincadeira!
Mickky: Obrigada por passar e deixar uma review. Que bom que você gosta dos 2! Eu sinceramente acho que a Rose é melhor do que a imagem que faço dela! Rsrs***
Chantal Cullen: Fique tranqüila que escreverei sobre a chegada de Jasper e Alice, porque é um tormento não escrever sobre a pessoa que mais gosto depois do Emmett. No entanto, não posso dizer a mesma coisa sobre Forks, ok? Tenho medo de cometer uma gafe muito grande e também me assusto com a relação dele com a Bella naquela época! Eu também acho que a Alice adoraria fazer o casamento, mas não acredito que eles só tenham se casado depois da chegada de Jasper e Alice – até porque isso retrataria 15 anos, mais ou menos, deles vivendo juntos sem casamento. Acho meio improvável, mesmo o tempo significando algo diferente para eles.
