CAPÍTULO NOVE
- Como se sente? - Edward acomodou Bella no assento do jato com extremo cuidado.
- Estou bem.
Ela rangeu os dentes depois de responder. Se ele perguntasse novamente, gritaria! Achava toda essa solicitude muito exagerada. Não sofria de nenhum desconforto ou fraqueza agora.
Quando já estavam no ar, Bella folheava uma revista e tentava ignorar o olhar intenso de Edward.
- Não está falando comigo... - murmurou Edward.
- Claro que estou.
- Não a reconheço assim. Está tão arredia.
- Estamos a caminho de um enterro. Perdoe-me por não querer conversar.
- Podemos superar isso... mas temos que con versar.
Bella jogou a revista para o lado com um temperamento que não pôde disfarçar. Ela sentia-se to talmente à flor da pele. Edward era o centro de uma con turbação de respostas conflitantes. Ela o queria por perto, mas por outro lado não podia resistir à vontade de afastá-lo.
- Agora não, por favor...
- Eu perdi um filho também... - Edward respirou fundo. - Não me peça para ficar calado.
Quando ela se levantou para passar para o outro compartimento, ele tomou sua mão.
- O que foi?
- Podemos compartilhar mais do que a cama - Edward respondeu com uma desconcertante candura.
Com o rosto em chamas, ela soltou os dedos e saiu.
Ele a abraçou todas as noites desde que eles perderam o bebê sem tocá-la, enquanto Bella sentia o corpo relaxado arder diante do abraço caloroso e musculoso dele. Ele sabia o quanto ela sentiu sua falta? Ali esta va ela, mal falando com ele, mas ainda assim implo rando por seu corpo. Ele tinha razão. Havia uma bar reira entre os dois, mas era multo mais sólida do que ele gostaria.
Claro, ela não podia dizer que ele tinha uma ternu ra paternal alguns dias antes de ela ter perdido o bebê, infelizmente. Não era tão burra ou estúpida a ponto de não ver isso. Amor correspondido era receita para desapontamento. Pior de tudo, ela estava obsessiva mente apaixonada por Edward, como sempre esteve. Mas quando eram apenas amigos, ela tinha distância sufi ciente para manter seu orgulho, o bom senso e a independência. Depois do casamento, entretanto, tudo mudou e, com isso, as aspirações de Bella.
Mesmo assim, não era justo culpa-lo por não amá -la. Ele ainda agia com romantismo, como se tivesse nascido para isso, tendo a palavra e a atitude certas para cada ocasião. Três semanas sendo tratada como uma deusa na Toscana a deixaram flutuando, então o retorno para terra firme estava sendo duro. Edward ja mais a amaria e ela teria que aprender a conviver com isso. Eles poderiam ser muito próximos de outras formas. O orgulho estava afastando-a dele, mas ela não queria destruir o casamento.
- Eu cochilei... estou me sentindo melhor - ela apressou-se em garantir a Edward com um sorriso deter minado, enquanto eles taxiavam no Aeroporto de Atenas. - Desculpe por ter sido tão chata.
- Diante da experiência que teve, está sendo uma santa - falou Edward, sorrindo de forma atraente.
Durante a missa, Bella notou que pouquíssi mas pessoas olhavam em sua direção. No cemitério, o desapontamento por nunca ter conhecido o avô le vou lágrimas a seus olhos: Phill Swan foi seu úl timo parente vivo, e até o fim foi um homem teimoso, amargo e imperdoável, que a rejeitou todas as vezes que ela tentou tratá-lo como membro da família.
Enquanto Edward estava conversando com seu pai, Gregory Lelas aproximou-se para ver se ela iria para a casa de Swan.
- Não estava em meus planos - ela' respondeu ao advogado do avô.
- Mas é a única anfitriã possível. Todos aqui se rão seus convidados - lembrou o senhor, como se não houvesse nada de extraordinário no fato de ela assumir um lugar que lhe foi negado durante toda a vida de seu avô. - E eu também gostaria de ler o testamento.
A idéia de atuar como anfitriã no palácio dos Swan balançou Bella, mas ela não via outra al ternativa. Ela arregalou os olhos ligeiramente diante da menção ao testamento. Seu avô deixara algo para ela? Possivelmente algum item que agiria como uma repreensão silenciosa pelo desapontamento que cau sou a ele?
- Não posso acompanhá-la - Edward suspirou des culpando-se, quando ela explicou. - Tudo bem eu ter vindo prestar meus respeitos no enterro, mas seria inapropriado entrar na casa dos Swan.
- Mas, você é meu marido - protestou Bella.
- Detesto desapontá-la... mas, diante das circunstâncias, não posso comparecer. - Edward pegou a mão dela. – A limusine vai me deixar no escritório e vol tará para esperá-la até você sair. Estarei em meu apartamento às seis horas.
Sentindo-se imatura por esperar mais concessões de Edward depois que ele e o avô dela romperam tão rispidamente Bella sorriu. De qualquer forma, o número de convidados na mansão dos Swan a manteve ocupada demais para notar a ausência de Edward. Entretanto foi um choque ver Tanya Denali caminhando em sua direção.
A loura lançou um olhar flamejante a Bella.
- Muitas pessoas se impressionaram por Edward ter ido ao enterro. Ele tem tanta classe. Você nunca ficará à altura. Nem notou que eu estava na missa, notou?
- A igreja estava cheia. - Bella lutou para manter a compostura. - Eu não sabia que tinha laços com meu avô.
- Não? Meu pai é um homem poderoso na Swan International há anos. O testamento ainda não foi lido, mas todos sabem que Phill deixou tudo para os primos de sua primeira esposa, na Alemanha. Eles não precisam do dinheiro e deixarão a empresa nas mãos do atual gerenciamento.
Como Bella nunca pensou que receberia he rança do avô, as provocações de Tanya não tiveram efeito.
- Se é assim que prefere pensar.
- Oh, é sim. Fico impressionada de ver que consegue atuar, como dona dessa casa, afinal de contas você não era bem-vinda quando Phill era vivo.
- Fico impressionada de ver que ainda me odeia tanto - confessou Bella. - Os últimos oito anos devem ter sido muito vazios para você, se ainda está tão inconformada com meu casamento com Edward.
- E que tipo de casamento é esse? - Tanya inter rompeu furiosamente. - Uma grande farsa! Eu dei a ele uma surpresa desagradável quando garanti que cairia em frangalhos na noite de núpcias de vocês. O lindo Edward forçado a casar-se com uma chata e desen gonçada como você.
- Você... garantiu?
- Quem mais? - Tanya não podia ocultar seu triunfo. - Coloquei um comprimido na bebida dele quando não estava olhando.
Bella tremia de raiva. Respirou tão fundo para se conter que quase entrou em órbita.
- Sra. Cullen... - Gregory Lelas interrompeu oportunamente. - Pode vir à biblioteca agora?
- Onde estão todos os outros?
- Não há outros beneficiários - falaram os advogados, e antes de ela poder entender a profundida de da declaração, o testamento foi lido.
- Não entendi.
- Você herdou tudo e agora é uma moça muito rica - esclareceu o Sr. Lelas.
- Mas e os primos da Alemanha? - ela perguntou.
- Uma história de fachada que divertia seu avô. Você é a herdeira de Swan desde que seu pai mor reu.
Bella ficou chocada com o testamento.
- Mas isso foi há mais de quinze anos... e em um determinado momento, meu avô acreditou que tives se outro filho.
- Sim. Mas mesmo durante esse período, você ainda herdaria uma quantia substancial do sr. Swan. Tem o sangue dele nas suas veias, e isso signifi cava muito para ele.
- Mas meu avô nem estava falando comigo...
- O sr. Swan era um homem muito complexo e inteligente, e nem sempre fácil de entender. Não quero importuná-la mais hoje. Antes da morte do sr. Swan, ele gravou um filme para você.
- Um filme? Ele sabia que estava doente?
- Sim. Ele optou por manter seu fraco estado de saúde em segredo.
Com o coração aos pulos, Bella colocou o DVD.
- Como se sente sendo herdeira e tendo um mari do? - perguntou Phill Swan, ironicamente. Enquanto gravo este filme, você e Edward estão se bronzeando na Itália e vivendo como recém-casados. Po dem me agradecer por isso.
- Não... você não podia saber! - Bella en gasgou desconcertada.
- Brigar com Edward não foi difícil. Ele é muito leal a você. Quando expulsei você e seus animais daquela casa, Edward correu a seu encontro como eu sabia que fa ria. Isso os aproximou. A adversidade traz o melhor de Edward. Então eu o coloquei diante de pressão finan ceira trapaceando em contratos da empresa dele. Ele brigou de volta. Chegou até a vender seu iate para conseguir fundos para a aquisição de Oakmere Ab bey. Que cavalheiro! Desde então, como sabe, a cam panha da Swan International para tirar a empresa de seu marido da concorrência ganhou terreno. Eu sa bia que Edward queria sentir-se livre da minha influên cia, e dei a ele boas razões para acreditar que obteve êxito.
- Oh, Deus... - Bella sentia-se tonta, pois tudo estava se encaixando. Como nunca enxergou o que acontecia? E por que Edward nunca contou a ela?
- E agora Edward é seu. Foi assim que sempre pla nejei.
- Não é possível!
- Você é uma Swan! Estou fazendo de você uma pessoa rica e poderosa - prosseguiu Phill Swan com satisfação. - Se eu soubesse o quanto era teimosa, não teria usado as táticas que usei há oito anos. Mas me sentia ofendido de ver em uma mulher as características que seu pai não tinha. Você tem o sentimentalismo dele, mas não sua fraqueza. Deve reconhecer que escolhi o marido perfeito para você.
Quando a gravação acabou, Bella ficou choca da. Sua maior necessidade era ver Edward, mas antes ela abordou Gregory Lelas.
- A Swan International está tentando acabar com o negócio do meu marido. Qual é a situação ago ra?
- Posso falar em nome da diretoria, e sei que o conselho não deseja continuar o que começou como uma picuinha. Mas a posição é essencialmente o que você decidir. Theo tomava as próprias decisões. Quando os termos de seu testamento forem publica dos, a Swan International precisará de pulso fir me.
Edward, ela pensou. Edward seria o pulso firme, assim como Phil Swan sempre quis.
Bella entrou na limusine. Sou rica. Ela sacudiu um pouco a cabeça para entender, mas a sensação de irrealidade persistia. Agora, salvaria Edward e isso tinha um senso de justiça.
Edward estava falando ao telefone quando ela chegou.
Os olhos negros dele brilharam quando a viram para da perto da sala. Um sorriso enfeitou sua linda boca e ele estendeu a mão para puxá-la para seu lado.
- Como foi tudo, querida?
- Nada mal... mas Tanya estava lá e foi bem de sagradável.
- Nada de novo...
Bella olhou para ele surpresa.
- Tanya também admitiu que pôs remédio em sua bebida em nosso casamento.
Edward ergueu a sobrancelha, confuso.
- Como conseguiu a confissão?
- Ela não resistiu à tentação de tripudiar...
- Que canalha - ele murmurou. - Suspeitei disso, mas nunca pensei que contaria a verdade.
- Para ser franca, queria falar sobre algo bem mais importante do que Tanya... - Bella passou os possessivos dedos pela lapela do paletó dele. Sei que meu avô passou os últimos cinco anos tentan do destruir sua empresa.
- Como descobriu?
- Não vai acreditar quando eu contar - Bella suspirou, pensando na gravação em que Phil Swan contou tudo. - Obviamente, é verdade. Mas não entendo por que você não me contou...
- Claro que entende. Você é minha esposa. Ele era seu avô. A situação a chatearia.
- Sim, mas...
- Não podia deixar isso acontecer. Era meu dever protegê-la.
- Escondendo tudo de mim? Na realidade, me sinto uma tola. Não sou criança, Edward. Também sinto que tenho meu papel nesse casamento. E se é sua fun ção me proteger, é minha função dar apoio em mo mentos difíceis.
- Que lindo querida. - Edward deu um beijo no topo da cabeça dela. Ele estava tão perto que ela po dia sentir o cheiro de sua pele, que levava mensagens sensuais por seu corpo sensível. - Mas se eu falasse o que estava acontecendo, nossa lua-de-mel teria ido por água abaixo. E depois você teve o problema do aborto. Ficaria muito irritado, eu não poderia deixar.
- Mas eu tinha o direito de saber...
- Não pedirei desculpas - soltou o grampo que prendia os cabelos dela. - Se eu tivesse a mesma es colha novamente, teria feito da mesma forma...
- Não, não teria...
- Temos um casamento real agora. Foi importan te termos passado um tempo juntos na Itália sem que nada estragasse aquelas semanas. Além disso, você se recuperou da perda do bebê...
- Mas você me excluiu do que realmente acontecia em sua vida...
Ele levantou os olhos dela para que o fitassem.
- Você me excluiu quando perdeu o bebê...
- Eu fiz isso... não fiz? - Bella concordou, com um nó na garganta.
- Você estava sofrendo e eu queria ajudar, mas você descartou minha ajuda. Nunca pensei que preci sasse de uma criança em minha vida - admitiu Edward. - Mas quando pensei em você tendo um bebê meu, mudei de idéia. Até o último momento eu rezei para que houvesse um milagre e você não perdesse nosso filho.
- Oh. - Bella ficou em silêncio diante da sinceridade dele. Quando olhou para de, seus olhos azuis brilhavam intensamente. - Você fez isso? Eu também - ela revelou.
- Quando você estiver bem o suficiente e achar que é a hora certa, quero tentar novamente, querida.
Ela engoliu a seco, muito feliz. E qual seria o me lhor dia para celebrar a possibilidade de uma nova vida?
- O vovô ficaria contente...
- Tenho certeza de que vai entender que não há desrespeito quando digo que os desejos tirânicos de Theo são assuntos de extrema indiferença para mim.
- Sim, você tem o direito de sentir-se assim.
- Como você consegue me excitar de forma tão rápida e fácil? .
Edward murmurou, puxando-a para perto com mãos impacientes e baixando a cabeça para tomar a boca rosa e luxuriosa de Bella com uma paixão sexual que deixou as pernas dela bambas.
- Preciso falar mais uma coisa - Bella se soltou para murmurar entre Os lábios avermelhados.
- Não pode esperar? - Respirando contra a bochecha dela, ele roçou os dentes por seu lábio. Quan do ele colocou a língua no interior úmido da boca de Bella em uni poderoso convite erótico, ela segu rou os dois braços dele para manter-se firme.
- Acho que você gostará de saber que não preci sará mais se preocupar com a tentativa da Swan International destruir sua empresa – ela sussurrou, sorrindo. - Estou certa?
- Detesto desapontá-la, querida - ele respondeu, - mas eu mesmo já cuidei disso. No mesmo dia que Theo morreu, a campanha de difamação parou repen tinamente. Aquela batalha não fazia sentido econo micamente.
Sentindo-se meio desapontada, mas ao mesmo tempo contente com a notícia, porque não conseguia cair na real de que era dona da Swan Internatio nal, Bella murmurou:
- Isso é fantástico.
Edward a tomou nos braços e a carregou para o quarto.
- Sabe, tive uma grande surpresa quando o testamento foi lido - ela começou. - Tanya tinha mencionado uns primos alemães...
- Todos ouviram falar deles. São uns velhinhos.
- Edward a beijou apaixonadamente e a colocou sobre a cama.
- Theo teria sido mais inteligente se tivesse deixado para uma instituição de caridade.
Bella ficou de joelhos.
- Ou... para mim - ela sugeriu. Edward deu uma gargalhada.
- Você nunca foi cogitada. Não sei se eu gostaria de ter uma esposa tão rica.
- Tem certeza?
Edward olhou para ela, suas longas pálpebras acentua vam a profundidade e a claridade de seu olhar.
- Porque estamos falando sobre isso? Ficou desapontada por ter sido preterida?
- Não... porque não fui... preterida.
Edward franziu a testa.
- O que Theo deixou para você? Alguma lem brança familiar? Estou surpreso por ele ter deixado algo.
- Ele me deixou tudo.
Edward ficou petrificado.
- Não está falando sério.
- Tudo: as casas, os carros, a joalheria, as empresas, os aviões, o iate.
Edward olhou para ela chocado e espalhou os braços fortes em um movimento de aceitação, com as boche chas coradas.
- Se é o que diz, deve ser verdade, mas não posso acreditar...
- Espere até ver o filme que ele gravou.
Depois de ter feito o anúncio, Bella saiu da cama e pegou o DVD.
- Phill se filmou.
Bella se sentiu apreensiva quando se lembrou de umas coisas que o avô falou.
- Não sei se você deve ver...
- Por que não? - perguntou Edward
A tensão no ar fez o coração dela acelerar. Ela fi cou decepcionada por ter sido inconseqüente a ponto de mencionar a gravação.
- Você nunca se deu bem com ele...
- Nem você... nem o resto da humanidade. O que ele falou sobre mim? .
Bella ficou tensa.
- Por que supõe que ele tenha falado algo?
- Se Theo se deu ao trabalho de fazer uma gravação, foi para provar o quanto foi esperto.
Bella sentia medo e vergonha. Depois das pri meiras palavras de bajulação, em que Theo se van gloriava por ter feito dela uma herdeira e posto seu marido na palma de sua mão, ela viu o rosto moreno de Edward empalidecer.
- Edward... não deixe que ele o afete...
Edward deu um soco silencioso no ar. Ela podia sentir sua vibração de raiva, enquanto o avô dela delineava cada movimento de Edward.
- Ele tem razão... fui um prêmio fácil - sussur rou Edward.
- Não, ele está errado... você é um homem muito diferente dele, e eu não gostaria que fosse de outra forma. Por favor, não veja mais isso.
Mas ele não deu atenção a ela. Seu perfil clássico ficou rígido, ele assistiu ao filme do começo ao fim e depois repetiu para se assegurar de que as interrup ções não tivessem deixado escapar nenhuma palavra. Finalmente, ele se virou para ela com os olhos bri lhando perigosamente.
- Se você ficar com o dinheiro, vou embora...
Bella olhou para ele; certamente compreendeu errado, ele não podia estar falando sério.
- Não está falando sério.
- Não vai sentir falta do que nunca teve ou nunca esperou herdar, querida.
- Não se trata disso. Você está irritado, porque Theo falou tudo e foi ofensivo.
- Uma vez, você sugeriu que eu a considerasse um bem financeiro. Eu não serei conhecido como o marido da herdeira de Swan.
- Mas você é!
- Não, se eu optar pelo contrário. Não me diga que já ficou gananciosa - Edward suspirou em deboche.
- Não preciso me justificar para você. Sou uma Swan.
Edward a olhou com ironia.
- Quero dizer que Theo era meu avô e foi por isso que me deixou sua herança. Ele me reconheceu. Pode ter esperado até morrer, mas finalmente me permitiu sentir como membro da família e não vou rejeitar tudo a que ele se dedicou em toda sua vida - protes tou Bella em um repentino e fervoroso acesso de autodefesa.
- Então você tem um problema. Não serei um ho mem fisgado por uma mulher.
- Talvez deva esperar pela oportunidade de rece ber uma oferta! Eu não tinha nada além das minhas roupas quando nos casamos e tive que viver com isso...
- Você viveu com isso tão bem que foi para outro país!
- Como pode jogar isso na minha cara nova mente?
- Uma vez casada com um grego, sempre casada com um grego, querida.
- Serei rica e aproveitarei cada minuto disso! - Bella falou, desafiando-o.
- Mas não comigo...
Bella ficou pálida, enquanto as palavras frias foram jogadas no ar. Ela estava com tanta raiva dele que sentia tonteira.
- Então não quer ficar casado com uma herdeira do Swan? Certo, se é assim que quer, vou voltar para o local que você parece pensar que é meu!
Parando apenas para pegar o DVD, Bella saiu para o corredor. Sua bolsa de viagem estava ali. Ela a pegou. Deu a ele tempo suficiente para dizer alguma coisa para impedi-la. Algo como "onde você vai?" ou "volte aqui" . O terrível silêncio ecoava em seus ouvidos. Ela sentiu-se abalada quando fechou a porta do apartamento.
Bella pegou um táxi de volta para a mansão Swan e entrou como se sempre tivesse morado ali. A equipe que ainda trabalhava foi apresentada a ela. Ela foi tomar banho e colocou um agasalho.
Por que sentia-se tão arrasada? Estava furiosa com Edward, e tinha todo o direito de estar! O jantar foi servi do em uma bandeja, mas ela estava sem fome. Queria Edward. Ansiava por Edward. Aquilo era loucura. Ele lutou para mantê-la como sua esposa. Forçou-a a viver como sua esposa, a seu lado. Levava o casamento muito a sério. Não podia de repente decidir deixá-la sozinha porque era herdeira de muito dinheiro... po dia?
Ele poderia mesmo ser tão diabólico e incom preensível? Ele era cheio de reações machistas e or gulho ferido. De forma relutante, ela lembrou que ele admitiu que, oito anos antes, ele ficou tentado por ela ser uma boa presa, financeiramente. Que aviso profé tico! Bem, ela já sabia que Edward não queria seu dinhei ro, pensou. Nenhum homem decente gostaria de ser rotulado como caçador de fortuna. Ela podia enten der isso, mas não podia entender o fato de ele estar pronto para abandoná-la por causa de um princípio.
Os cachorros latiam freneticamente ao redor da mansão. Um segurança desculpou-se pelo barulho. Ele explicou que um homem foi visto subindo o muro, mas que tinha escapado.
Bella foi para a cama, sentindo uma raiva cres cente. Mas sob a raiva havia uma imensa sensação de medo e insegurança. Amava Edward Cullen. Ado rava-o. Tinha sido tão feliz com ele, mas deixou uma fenda se abrir e uma distância se desenvolver quando virou as costas para ele depois do aborto. Aquilo du rou apenas algumas semanas, mas marcou o relacio namento deles e deixou um ponto de vulnerabilidade. Perdi um bebê também, ele falou. Talvez ainda esti vesse com raiva pela forma como ela reagiu. Não de via ter saído do apartamento intempestivamente.
Ela dormiu de repente, exausta. Ao amanhecer, uma idéia inicialmente louca veio a sua cabeça. Ela ruminou bastante até que o pensamento deixasse de parecer tão louco. Poderia fazer com ele o que ele fez com ela. Poderia pressioná-lo com sua companhia. Por que não? O que teria a perder? O que era o orgu lho perto de viver sem Edward?
Ela se arrumou, tomando cuidado com a maquiagem o Ele estaria no escritório, em Atenas. Todos os obstáculos foram superados e o amor tornou-se uma necessidade crescente dentro dela. Mas quando Edward ouvisse o que ela tinha a dizer, ficaria surpreso, e ela não tinha a menor idéia de como reagiria...
Bella deixou a mansão cheia de determinação...
Oi gente, quase que eu não consigo terminar esse capitulo para postar no fim de semana, tive provas e um monte de coisas fora da facul pra fazer no período da tarde. Semana que vem eu faço minhas ultimas provas e se deus quiser eu vou passar sem ter que fazer N4. Eu arranjei um emprego, então o meu tempo diminui mais quando entrar de férias na facul(dia 13) ai eu venho postar o mais rápido possível o ultimo capitulo e o epilogo. Espero que vocês tenha, gostado desse capitulo.
Adorei os comentário *-*
.Não me abandonem e continuem comentan do
