CAPITULO IX
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Isabella se girou para encontrar a seu recente marido de pé detrás dela, a menos de trinta centímetros de distância. Habitualmente, estava muito mais atenta. Devia ser o esgotamento.
— Olá, Edward.
— Não me desculparei.
— Não lhe pedi isso — lhe respondeu, tentando imaginar porquê pensava que ela esperaria que se desculpasse.
— Foi ideia dela, verdade?
Ah, tinha ouvido a conversação que tinha mantido com seu guerreiro e tinha conjeturado, corretamente, que a ignorância da Isabella se devia às maquinações de sua mãe. Talvez tinha conferido a Renée um nome indecoroso?
A Isabella não importava.
— Sim. Não acreditava necessário que eu conhecesse os planos para meu futuro.
Nenhum dos homens perguntou a Isabella porquê sua mãe a tratava com tanta crueldade. Graças a Deus. Provavelmente o atribuíram ao feito de que Renée era inglesa.
Edward fez uma careta.
— Quando consertei o primeiro matrimônio de minha irmã, o disse no momento em que terminamos de fazer os planos.
Elena estava acostumada a lhe recordar a Isabella que o tom de voz tinha tanta ou mais importância que as palavras que a gente pronunciava, mas Isabella nem sequer podia recordar como soavam esses tons. Quão único sabia era que quando observava atentamente o rosto de uma pessoa, este contava sua própria história. Uma que tampouco coincidia sempre com a palavra dita.
A expressão do Edward era uma mescla de mortificação e integridade, ambas em desavença com o que declarava.
— Isso foi a mesma noite em que lhe fez contrair matrimônio com seu primeiro ao mando — disse Kellan lhe piscando o olho.
Ah, isso o explicava. Seu marido não queria pensar que era como a mulher inglesa a que tinha chamado cadela.
— Não é o mesmo. Não consertei o matrimônio com um estranho de uma terra longínqua. Alice conhecia Seth desde que era um bebê e se agradavam o um ao outro o suficiente. — Mas algo na expressão do Edward indicou a Isabella que de todas formas se sentia culpado por suas ações.
Agradou-lhe por isso. Preocupava-lhe poder ter ferido a sua irmã. Era algo ao que Isabella podia aferrar-se em relação a seu próprio futuro. Isso esperava.
— A primeira vez que se casou? — perguntou.
— Seth morreu em batalha. Depois Alice se casou com Jasper, o primeiro ao mando do Salvatore.
— Não é de sentir saudades que agora sejam aliados.
Kellan bufou. Não disse uma palavra, mas tinha uma expressão de descrença que Isabella tinha visto muitas vezes como para não reconhecê-la. Edward dedicou a seu guerreiro um olhar furioso para sossegá-lo… embora não teve efeito aparente.
— Sua irmã e a minha não o teriam feito de outra forma — disse Edward.
Definitivamente havia algo mais aí do que se estava dizendo, mas Isabella captou uma realidade por cima de todas as demais.
— E vós as escutam? — perguntou-lhes verdadeiramente surpreendida.
Seu pai nunca admitiria aceitar conselhos de uma mulher, nem sequer de Renée.
— Era uma boa aliança.
— Aye, era-o. — Kellan inclinou a cabeça em direção a Isabella — Sua noiva está tão cansada que mal pode manter-se em pé.
— Deve comer.
— Deixa que coma na loja, assim depois pode dormir.
— Pensa me aconselhar a respeito de como devo tratar a minha noiva? — perguntou Edward com aspecto perigoso.
— Por que não? — perguntou Isabella — . É seu primeiro ao mando, ou não? Certamente tem direito a expressar sua opinião. — Não estava tentando ser rude, mas depois de formular essa pergunta compreendeu que podia ser tirada dessa forma. Simplesmente desejava entender a forma de fazer as coisas dos Highlanders.
O sorriso de Kellan poderia resultar atemorizar para algumas pessoas, mas Isabella via a sincera diversão que se escondia em seus olhos cinzas.
— Sua esposa é mais vivaz do que pensei.
— É-o.
— Não retrocede ante mim. — Esse fato parecia agradá-lo e surpreendê-lo de uma vez.
— Notei que a tirou do braço.
— De outra forma tivesse cansado. — Kellan inclinou a cabeça a modo de desculpa.
— Ela está justo aqui — disse Isabella franzindo o cenho ante os dois grandes homens.
Realmente. Estava acostumada a ser ignorada por sua família, mas isto se estava saindo de controle.
Para bem ou para mau, Edward lhe emprestou toda sua atenção
— Kellan não é meu primeiro ao mando. Seu irmão ostenta essa posição.
— Mas… — não entendia — Qual é seu irmão? — Olhou a outros guerreiros, sem ver nenhum que tivesse o aspecto de poder dar ordens ao Kellan.
— Emmett está ao mando do clã enquanto estou ausente — replicou Edward.
— Já vejo. Então, Kellan é seu primeiro ao mando neste momento. — assentiu, satisfeita por sua capacidade de raciocinar tudo isso em seu atual estado de extenuação.
Edward não respondeu. Sem dúvida devido a que não desejava admitir que ela tinha razão.
— Então, tenho muitas vontades de conhecê-lo.
— Por que?
— Porque é seu primeiro ao mando e me agrada seu irmão. Certamente me agradasse ele.
— Agrada-te Kellan? — perguntou Edward.
— Não deveria te mostrar tão incrédulo. Eu não odeio aos escoceses como você odeia aos ingleses.
— A maioria da gente de nosso clã pensa que Kellan é lhe intimidante.
— Então a ti devem te encontrar decididamente aterrador.
Isso fez que Edward parecesse agradado e que Kellan soltasse uma gargalhada, o qual pelas expressões comocionadas de outros soldados não devia acontecer muito freqüentemente.
Isabella decidiu que já tinha tido suficiente desta discussão e de tentar manter-se acordada, quando tudo o que desejava era dormir. De modo que, fazendo uma reverência, desculpou-se antes de agachar-se para entrar na loja. A brilhante luz da lua se filtrava entre os borde dos plaids pendurados a modo de paredes e seus olhos se adaptaram logo.
Logo que tinha terminado de tirar os sapatos para poder acomodar-se sobre as peles Edward se uniu a ela, fazendo que o alojamento já de por si estreito parecesse abrumadoramente lotado. Deslizou-se rapidamente até um rincão da loja para lhe fazer lugar.
Lhe entregou uma maçã.
— Come.
Pensou em discutir, dizendo que quão único queria era dormir. Só que era provável que lhe custasse mais esforço convencer ao grande guerreiro que comer.
Aceitou a maçã e lhe deu uma dentada. Estava rangente e suculenta, o sabor da fruta explorou em seus papilas gustativas, lhe recordando a seu corpo quanto tempo tinha passado da última vez que tinha alimentado seu estômago. Quando terminou a maçã, entregou água para que bebesse. Ela o fez e logo se encontrou com que lhe oferecia uma parte de queijo amarelo e um pão-doce duro. Comeu o queijo.
Entretanto, depois de lhe dar uma dentada ao pão duro e mastigar pelo que lhe pareceu uma eternidade, deixou-o a um lado.
— Guardarei isto para amanhã.
— Proverei-te de comida rapidamente assim que amanheça. — Seu aspecto era definitivamente carrancudo.
— Estou satisfeita.
Ele entrecerrou os olhos.
— Está segura?
— Não sou um guerreiro. Não necessito tanto.
— Não permitirei que te consuma, esposa.
Sentiu que o rubor cobria suas bochechas ante sua reclamação verbal sobre ela.
— Não o farei.
— É pequena.
— As mulheres highlanders são muito maiores? — Elena não tinha mencionado tal coisa em suas cartas.
— Não, mas é frágil — disse a última palavra torcendo a boca.
Ah, o assunto da debilidade outra vez.
— Elena não é maior que eu e lhe está indo bem entre seus irmãos.
— Vive entre os Salvatore.
— É o mesmo.
— Não, não o é. — Franziu o cenho com ferocidade — Nós somos Cullen, eles são Salvatore.
— Não há Chrechte entre eles? — perguntou, tratando de entender o ponto de vista de seu flamejante marido.
Talvez pensasse que os guerreiros mais ferozes eram um perigo para ela. Embora isso tampouco tinha muito sentido, mas em definitiva a maior parte das coisas que pensavam os homens não o tinha.
— O Salvatore é Chrechte.
— O marido do Elena?
— Aye.
— Vê, aí tem? Estarei bem. — Podia ter uma deficiência, mas isso só a tinha feito mais forte, não tinha fomentado debilidade nela.
Embora só Elena tinha reconhecido tal coisa.
— Pensa me comparar com o Salvatore?
Elena decidiu que o melhor neste caso seria lhe responder com o encolhimento de ombros tão popular entre os guerreiros highlanders.
Ele sacudiu a cabeça como se fora incapaz de acreditar o que via.
— Agora é uma Cullen, não o esqueça.
— Me acredite, não é provável que o faça. — Era surda, não tola.
— É hora de dormir.
— Ao fim — murmurou enquanto se voltava e tentava encontrar um lugar onde tender-se sem que seu corpo entrasse em contato com o dele.
Ele não teve esse tipo de escrúpulo. Enquanto se tirava o plaid e a camisa, não fez nenhum esforço por evitar tocá-la, primeiro com o braço e logo com a perna.
— Então chegamos à terra dos Cullen? — perguntou com um chiado que não estava segura de se tinha o suficiente volume para ser escutado.
Ele se girou a olhá-la.
— Nay.
— Mas…
— Te dispa. Não dormirá toda enrolada em seu plaid.
— Eu…
Ele emitiu um bufo de impaciência.
— Pode tirar o plaid debaixo das peles para proteger seu pudor.
Deveria ter pensado nisso antes de comprometê-la irremediavelmente ao ficar completamente nu frente a ela. Nunca antes tinha visto o corpo de um homem e o encontrava alarmantemente repulsivo e inexplicavelmente fascinante de uma vez.
Não fez movimento algum para cobrir-se e ela o olhou fixamente com inevitável curiosidade. De fato, a parte que deveria ter coberto e que ela definitivamente não deveria estar olhando começou a crescer. Recordou que essa manhã, ele tinha mencionado esse fenômeno, quando lhe estava explicando o que ocorreria na cama matrimonial. Mas não tinha entendido o que queria dizer. Agora, entendia-o.
Oh Deus, clIsabella que o entendia. Era bastante surpreendente e absolutamente mortificante. Sobretudo porque parecia que não podia apartar o olhar.
— Isso é… — se lambeu os lábios e tragou saliva — Cresce mais? — Não pôde evitar perguntar.
— Segue olhando-o como uma gata pronta para lamber nata e o fará.
Suas palavras a sacudiram.
— Eu… Eu não estava. Não estava pensando em lamber. — Lamber? Dizia-o a sério? Isso parecia, não havia nem rastro de humor em sua expressão. Mas lamber?
Havia-lhe dito que podia haver algo disso. Saborear-se um a outro de forma íntima. Ela tinha pensado que o mais seguro era que estivesse exagerando, jogando com sua ignorância. Evidentemente, não tinha sido assim. OH, Deus.
Acaso esperava que fizesse isso agora?
Ele estendeu a mão para ela.
Surpreendentemente, não voltou a deprimir-se. E mostrando uma completa falta de auto-preservação, não fez movimento algum para sair correndo e gritando da loja.
Com o rosto mascarando uma emoção tão poderosa, que sua mesma inexpresividade a fazia mais evidente, desatou-lhe o cinturão. Ela o agarrou e o olhou fixamente, incapaz de expressar em voz alta pergunta ou queixa alguma.
Ele não pronunciou palavra. Nenhuma palavra de fôlego, nem exigência quanto a que não o detivera.
O fogo que ardia em seu olhar verde era luxúria? O desejo que um homem sentia para uma mulher não era algo com o que tivesse nenhuma experiência. Embora Angela lhe tinha contado histórias, sempre insinuava que Isabella nunca teria que preocupar-se com tais coisas.
Não era isso o que todos pensavam, incluída a própria Isabella?
Renée não havia dito abertamente que pensava que Edward não ia sentir desejo por Isabella, mas o tinha dado a entender bastante claramente. E ainda assim, não era isso o que via em seus olhos nesse momento?
— Deseja-me? — perguntou, demonstrando uma vez mais que seus dotes de auto-preservação estavam em seu ponto mais baixo.
Mas realmente precisava sabê-lo.
— Aye.
— Mas sou inglesa. — te cale, Isabella. O último dia tinha falado com seu marido mais freqüentemente do que estava acostumado a fazê-lo em uma semana. Certamente podia deixar de falar. Mas as palavras continuavam brotando dela.
— Não te reclamarei agora — disse, ignorando seu último comentário.
Então por que queria despi-la? As engenhou para guardar-se essa pergunta. Apenas.
Ele tirou seu cinturão e, por vontade própria, seus dedos o soltaram. Porque certamente não o teria solto a propósito. Ele começou a remover as dobras de seu plaid. A comoção e uma estranha agitação em seu ventre a mantiveram imóvel enquanto retirava de seu corpo o tecido azul, verde e negro.
Quando terminou, ajoelhou-se e permaneceu imóvel. Sem sorrir. Em silêncio, mas com uma expressão que o dizia tudo de ter podido ela interpretar a mensagem. Sua blusa apenas chegava às coxas e a regata uns centímetros mais abaixo, mas ao menos não estava totalmente nua como ele. Isso era algo. Assim, por que sentia como se pudesse atravessá-la com o olhar?
Repentinamente, recordou que as peles sobre as que estavam ajoelhados não eram só para amortecer a terra dura. Ofereceriam-lhe amparo do calor incendiário de seu olhar.
Quando se deslizou apressadamente para meter-se sob as peles, ele a deteve pondo uma mão sobre sua panturrilha nua.
— Os ingleses dormem vestidos?
Ela sacudiu a cabeça em silêncio.
Ele começou a atirar da prega de sua blusa.
Ela a agarrou e a sustentou em seu lugar.
— Disse que podia me despir debaixo das peles.
Pareceu que ia discutir, mas logo depois de uns segundos assentiu.
— Faz-o.
Engatinhou até debaixo das peles, mantendo os olhos resolutamente separados do membro que permanecia rígido entre suas pernas. Carne que certamente tinha crescido até alcançar proporções intimidantes. Em poucos segundos, ele se uniu a ela, demonstrando que sua trégua tinha sido uma falsa esperança. Até podia sentir sua perna nua tocando a sua debaixo dos suaves cortes.
Apartou-se, mas ele colocou esse braço duro como a pedra que a tinha mantido a salvo sobre o cavalo durante tantas horas, ao redor de sua cintura e atirou dela aproximando-a a ele.
— Nos liberemos disto agora.
Estava tão perdida em seu nervosismo que logo que podia lhe ler os lábios quando falava, muito menos entender o que dizia.
A grande mão que voltou a aferrar a prega de sua blusa esclareceu a seus sentidos o que seu cérebro se recusava a compreender. Não aguardou seu consentimento, simplesmente começou a atirar da blusa para cima, até que, já não estava, fazendo-a sentir vulnerável vestida só com uma camisola muito magra. Segundos depois esta também desapareceu, deixando-a completamente nua pela primeira vez em sua vida adulta a não ser dentro de uma banheira.
Entretanto por mais que temesse o desconhecido, não temia a ele. Disse que não tomaria até que estivessem em terra dos Cullen. Ela confiava em que manteria sua palavra. Algo muito profundamente em seu interior lhe dizia que podia fazê-lo.
— É minha — disse ele, com expressão selvagem.
Ela não pôde fazer outra coisa que assentir.
Ele estendeu a mão e atirou da aba de peles da loja, deixando fora a luz do céu que rapidamente se ia murchando. A luz que havia apenas lhe permitia ver sua silhueta e muito menos ler seus lábios.
Tinha a segurança de que havia dito algo, mas não sabia o que.
Ela estirou a mão e a pôs sobre seus lábios.
— Sem falar.
Não tinha ideia de como tinha recebido a ordem, mas nada poderia havê-la preparado para o beijo que lhe deu. Seus lábios dominaram os dela, exigindo a entrada a sua boca, reclamando silenciosamente seu direito sobre ela.
Não podia fazer outra coisa que permitir a seus lábios abrir-se. Inexplicavelmente, ansiava essa intimidade. Ele deslizou a língua entre seus lábios entreabertos, deslizou-a entre seus dentes. Tinha sabor de maçãs e ao pão-doce seco que ela não tinha comido, mas também a algo mais que isso. Tinha um sabor selvagem e silvestre que seus instintos de mulher lhe indicavam que não era mais que seu marido.
E ela, que durante mais de dois anos tinha estado faminta de afeto, parecia não poder saciar-se. A sensação verdadeiramente íntima de saborear de uma forma em que ninguém mais tinha direito a fazê-lo resultou instantaneamente aditiva. Saboreou sua língua com a própria. Ele permitiu pacientemente sua exploração inexperiente, durante um comprido momento. Quando sua paciência se acabou e começou a lhe sugar a língua, uma descarga parecida com um raio abriu um ardente caminho até sua parte mais intimamente feminina.
Deixou de importar sua nudez, deixou de lhe preocupar que ele também estivesse nu e simplesmente gozou da assombrosa e bem-aventurada conexão que havia entre eles.
Ele rodou até ficar em cima dela e seu corpo era mais quente que as peles. Em vez de sentir temor ao ver-se coberta pelo enorme guerreiro, Isabella sentiu uma segurança que nunca antes tinha conhecido. Com o duro joelho pressionou suas suaves coxas, abrindo-os e ela não resistiu.
Sua masculinidade grande e dura se esfregou contra o vértice de suas coxas, e acreditou que podia morrer de prazer. Sabia que não estavam copulando realmente, ele não estava em seu interior como disse que o estaria. Mas não podia imaginar algo mais íntimo. Isto era algo que nunca compartilharia com outra pessoa.
Algo que só daria a ela. Isso também o havia dito.
A boca de Edward se deslizou desde seus lábios para descer por sua mandíbula para seu pescoço, onde se deteve. Ela esperou, respirando entrecortadamente, ofegando. Finalmente, ele rompeu o suspense do momento.
Mordeu-a brandamente na união do pescoço com o ombro, pressionando o suficiente como para que pudesse sentir o círculo de reclamação que deixavam seus dentes. Não pensou que fosse penetrar a pele, mas sentia que tinha dentes inusualmente afiados. Ou talvez era simplesmente que ela tinha os sentidos afiados.
Até níveis quase insuportáveis.
Começou a sugar e ela soube que o fazia com a suficiente força para deixar uma marca. Não pôde obter que isto lhe preocupasse. Em vez disso, arqueou o pescoço em silencioso convite, para prolongar esse prazer tão inesperado. Seu corpo se estremecia emocionado e excitado, a maravilhosa sensação de seu beijo era quase insuportável.
Os dentes escorregaram por sua pele e lhe lambeu a pequena mordida, cimentando prazer sobre prazer.
Seu corpo se retorceu contra o dele, embora não era consciente do que estava fazendo. Suas peles se deslizaram uma ao longo da outra. E era uma sensação deliciosa. Incrível. Como podia uma mulher resistir a semelhante prazer?
Arqueou os quadris procurando algo que não podia definir.
Umas mãos fortes pressionaram seus quadris para baixo, detendo seus movimentos.
Então ele ficou de joelhos e sua boca riscou um ardente caminho para baixo até chegar a seu seio. Quando a beijou da mesma forma em que tinha beijado seu pescoço, sentiu que um guincho saia de sua garganta. Mas quando lhe emprestou similar atenção a seu mamilo não pôde fazer nada salvo deixar escapar um silencioso gemido de indefinível prazer. Ele jogou primeiro com a língua e logo com os dentes, até que ela pensou que morreria devido ao desejo indescritível e insatisfeito que percorria seu corpo.
Mas sua boca não se deteve ali; baixou ainda mais, detendo-se várias vezes com o passar do caminho que se riscou. Cada vez que o fazia, pensava que chegaria à cúpula de um prazer que bem poderia matá-la, mas todas às vezes, quando seu corpo chegava ao bordo do precipício, ele continuava.
Quando sua boca cobriu sua carne mais íntima, estava tão inundada no prazer que lhe estava proporcionando, que nem lhe ocorreu protestar. Ele a lambeu e logo a penetrou com a língua, não tão profundamente para perfurar sua virgindade, mas sim o suficiente para fazê-la sentir irrevogavelmente marcada como dela.
Jaziam formando um quadro vivo tão incrível, que sua mente se recusava a imaginar-lhe a cabeça dele entre as pernas dela beijando-a intimamente com tal intensidade que logo que podia respirar. Ele estendeu ambas as mãos, e primeiro as cavou sobre seus seios para sopesar suas pequenas curvas antes de lhe beliscar ambos os mamilos de uma vez. Ela gritou… e não sabia se o grito tinha sido silencioso ou não, mas tampouco lhe importava se os guerreiros a tinham ouvido.
Ele trocou a forma de deslizar a língua sobre ela. O abismo de prazer que havia sentido uma e outra vez se fez mais próximo, até que o cruzou e quando as convulsões sacudiram seu corpo, este ficou rígido. Ele a conduziu através do prazer, para uma série de pequenas explosões internas, até que seu corpo caiu frouxo sobre as peles que havia debaixo dela.
Ele emergiu de entre suas pernas e tomou a mão. Colocou-a sobre o calor ardente de sua ereção. Ela curvou os dedos a seu redor convulsivamente. Lhe envolveu a mão com a sua e começou a mover ambas sobre o calor de sua masculinidade.
Seus quadris investiram e se retiraram, a mão que rodeava a dela a apertava tanto que bordeava a dor. Logo sentiu que ele lançava um grito triunfante, apesar de que ela não podia ouvi-lo, o som sacudiu o ar que os rodeava. Um líquido quente aterrissou sobre seu estômago e seus seios, abrasando-a com outro ato mais de sua posse.
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O lobo de Edward uivou seu triunfo ao mesmo tempo que o guerreiro gritava seu prazer e sua semente saiu disparada para ir parar na sedosa pele de sua esposa. O clímax durou mais que qualquer outro orgasmo que tivesse tido alguma vez, cada jorro de ejaculação que caía sobre sua pele dava ao lobo um prazer selvagem que Edward não podia nem desejava negar.
Quando terminou de ejacular, inclinou-se para diante e começou a esfregar sua semente contra a pele de Isabella, deixando uma inconfundível marca, para que os guerreiros Chrechte a reconhecessem.
A diferença de outras mulheres que poderiam ter objetado algo tão grosseiro, Isabella permaneceu tendida docilmente debaixo dele enquanto a acariciava fazendo que sua pele absorvesse até a última gota de sua semente, até que esteve tão absolutamente marcada com seu aroma que inclusive seu próprio lobo teria problemas para distinguir a diferença entre seus corpos.
Lhe pertencia e todo mundo saberia.
Oi, oi, oi gente! Que saudades e desculpa a demora para postar.
Cenas quentes para nos animar uhulll o/ Agora sim as coisas começaram a engrenar, viram a química deles, não?
Espero que tenham gostado e comentem ;)
