RubbyMoon – Eu comecei a escrever sobre um assunto que se relaciona comigo, a escola. Tirar o curso de enfermagem, daí a Sakura estar ainda na escola. Acho que esta fic vai demorar a ser terminada pois será o tempo do meu curso. Ainda que estas a gostar. E espero que o português não seja muito mau de entender.
Gheishinha Kinomoto – Claro que o novo cara vai trazer confusão, mas é necessária para ver se o Syao e a Sakura finalmente se acertam… Ou talvez não? Em relação ao hentai ainda não sei não, eu não sou boa escrever isso ainda, já li. MAS de acordo como eu tenho a história planeada acho que dá sim… Não tenho a certeza se todos irão gostar… Isso logo se vê, mas se escrever ainda vai demorar algum tempo….
Leila – Desculpa a demora, de facto para mim é muito complicado escreve, estudar, trabalhar… e normalmente quem sai lesado é esta história principalmente porque nos últimos tempos tive um bloqueio para a escrever…
Saky-Li – Valeu pela review e claro que ela tinha que tomar conta dele, afinal ele ficou naquele estado devido à sua brincadeira. MAS terá sido só por isso que ela ficou com ele?
Lunamc – Já sei da nova fic, e já li também está genial. Adorei a tua review, mas nunca se sabe como é o Syao vai conseguir manter o Xiang afastado…? Isso tu terás que descobrir lendo o novo capítulo.
Flor de Mel – Ai que alegria a tua primeira vez aqui e já recebi uma review tua. Espero que fiques por cá. Continua a ler…
Lyra Stevens – em relação a ler a tua fic, quando eu tiver um tempinho eu Leio, em relação ao português de Portugal não te preocupes eu também sou Tuga. Fico à espera das próximas reviews para saber o que achaste. Eu tinha que fazer com que eles fossem irmãos gémeos para dar certo…
Ying-Fa Kinomoto Lee – eu sei que todas as outras são em inglês e quando eu tiver tempo eu irei traduzi-las. O primeiro não é com o Syaoran por que ele já foi… Em relação ao Syao ele está ocupado não pode ir com elas… Claro que o Syaoran tem que ser parecido com Toya desse modo quando a Sakura o conhecer vai ser ódio à 1ª vista. Sabes no momento do balde de água eu tive um dejá vu visto que eu já fiz isso, e lembrei-me da cena e achei propicia para a situação deles. Eu também odeio o Xiang, mas ele tem um propósito… E nas férias vou tentar…
No último capítulo
Dentro da casa
"Isto está muito bom!"
"Ainda bem que gostas fi-lo especialmente para ti. Nem mesmo os meus amigos provaram este!"
Passaram o resto do dia juntos a conversarem e a divertirem-se. Mas como sempre, o que é bom acaba depressa.
"Bem tenho que ir..." – ela disse – "... adorei estes dias... Aqui contigo!"
"Eu também, mas... Como será amanhã e depois no campus?"
"Não sei mas logo se vê... vamos deixar anda!"
"Tens a certeza, que tudo vi ficar bem?"
"Sim! Dê por onde der, tudo vai dar certo!" – ela disse beijando-lhe a face e indo-se embora, por alguma razão desconhecida para ambos essa despedida magoou-os um pouco demais para um simples começo de uma nova amizade!
"Tudo vai dar certo!" – este foi o pensamento dos dois... nesse final de tarde.
Agora o novo capítulo.
9- Fim de uma amizade!
Depois da Sakura ter feito de enfermeira do Syaoran as coisas entre eles não voltaram a ser as mesmas, bem pelo menos à frente de todos eram idênticas, as mesmas discussões, a mesma maneira de olharem e evitarem olhar. O Syaoran até voltou a aprender a voar. Tudo para despistar os outros de uma possível amizade o Syaoran não entendia o porquê, mas desde que pudesse conversar com a Sakura valia a pena. Até ter sido arremessado valeu a pena. Quando estavam sozinhos a conversa era outra apesar de isto só acontecer em raras ocasiões que eles próprios tornavam possível de acontecer.
Mas brevemente todo isso iria mudar alguém iria tornar tudo mais complicado.
Quando se falavam parecia que eram amigos desde que usavam fraldas, mas isto não acontecia sempre por vezes um deles dizia algo que não devia e instalava-se um silêncio desconfortável entre ambos, nunca sabiam como o resolver então durante alguns dias, por vezes chegavam a ser semanas, evitavam-se durante esse tempo como se um deles tivesse a peste.
Mas enquanto eles estavam nesta situação de evitar voltarem a falar, voltarem evitar, outros não conseguiam desgrudar uns dos outros. O Toya e a Nakuru desde que começaram a namorar era rara altura em que se via um sem o outro por perto, o mais impressionante é que pela primeira vez na vida, a Nakuru não pedinchava, não gritava, não se pendurava, não beliscava em ninguém, o Toya inclusive. Era impressionante como ela estava alma, quem estava completamente eufórico era o Toya que não saia do seu lado um só segundo por vezes nem tanto, ele já não ligava para saber da sua irmãzinha, de facto quando era ela que atendia despachava-a, todos estavam preocupados, chegaram a pensar que de tantos beijos que eles tinham trocado de corpos mas isso era impossível. Nesta situação toda só o Toya e a Nakuru não pareciam preocupados já que estavam no seu próprio mundo e claro pela primeira vez a Sakura sentia-se livre, mas isso não era o suficiente para se sentir feliz faltava uma peça… Uma peça imprescindível. Só não sabia dizer qual!
A Meilin e o Yukito continuaram a sair nas últimas semanas cada vez com mais frequência. Era impressionante como sairiam mais do que alguma vez o tiveram feito durante o resto das vidas deles, notava-se que entre eles estava a nascer algo bom e bonito, mas poucos eram os que sabiam da verdade, sobre quem era o rapaz que tinha conseguido cativar a atenção dela. Esta situação não era decisão do Yukito mas da Meilin, ela não queria que o irmão descobrisse a sua relação pois poderia enviá-la de volta para Hong Kong, para aquela casa onde ninguém podia viver livremente, onde ela por cada passo que desse haveria alguém a espreitar por cima do seu ombro. Mas isto não era o que ela mais temia, ela temia acabar por se tornar mais uma dona de casa, mulher de algum chinês idiota que caia nas boas graças da sua família proibindo-a de fazer o que ela realmente queria – trabalhar como enfermeira, ajudando os outros e viver um grande amor até ao fim dos seus dias, claro que quem iria escolhê-lo era ela.
Ela estava em mais um encontro com o Yukito , onde mais uma vez eles o faziam às escondidas quando…
"Obrigado mais uma vez por me teres convidado para sair!" – ela disse olhando para o chão de modo a esconder a suas bochechas vermelhas.
"De nada, é sempre um prazer sair principalmente na tua companhia! Mei?" – ele também tinha as faces ligeiramente vermelhas pois preparava-se para fazer algo realmente ousado.
"Hum!" – ela disse olhando para ele, directamente nos seus olhos. Quando ele olhou para ela ficou momentaneamente sem conseguir falar.
Teve que engolir em seco para ver se conseguia articular uma palavra – "É que eu queria fazer-te uma pergunta. Posso?"
"Diz!"
"Eu sei que já saímos à algum tempo e que –" – ela não o deixou continuar começou a ficar vermelha de vergonha por ter suposto que entre eles poderia existir algo mais, além de uma amizade. O seu coração encontrava-se bastante apertado que realmente chegava a doer.
"Yuki, se queres sair comigo basta dizeres –"
"Não é nada disso. O que eu quero dizer é que quero que tu sejas a minha namorada!" – ele disse seriamente, olhando-a nos olhos, após tê-la interrompido. Ela saiu disparada dentro do carro sem lhe dar uma resposta – "Mei o que se passa? Volta aqui!" – ele saiu a atrás dela, queria alcançá-la e saber do que tanto ela fugia. Enfim conseguiu alcançá-la ates que entrassem dentro do jardim da casa.
Ele forçou-a a olhar para ele, pois desde que a tinha agarrado ela mantinha-se de costas para ele, quando a voltou teve a viu a coisa mais terrível que alguma tinha presenciado, olhos vermelhos dela estavam mais resplandecentes como se tivessem um vidro que os fizessem brilhar, mas não era um brilho feliz, mas triste ela tinha os olhos cheios de lágrimas e ele percebeu que ela estava a controlar-se para não chorar.
Quando ela lhe olhou nos olhos ele teve medo pois nunca tinha visto algo assim, tristeza misturada com raiva sob um tom vermelho que parecia um fogo arder.
"Achas que tem piada?" – ela perguntou seriamente controlando a voz e ao mesmo tempo a respiração para se acalmar – "Ouve bem senão queres sair mais comigo eu entendo não é a primeira vez que isto me acontece mas eu não vou cair no mesmo truque de aceitar um namoro, só por gozo e depois no fim eu é saio magoada!" – ao dizer as últimas palavra uma lágrima após outra começaram a escapar dos seus olhos por mais força que ela fizesse para não chorar ela não conseguia. Antes que ela conseguisse limpá-las, o Yukito foi mais rápido e limpou-lhas com um polegar e um sorriso terno nos lábios.
"Não é nada disso. Eu nunca te iria magoar!"
"Isso foi o que ele disse, e magoou-me!" – ela disse-lhe num sussurro como que só para ele ouvir. Evitando talvez deste modo a dor que sentia ao pensar nesse assunto. Desta vez a dor não veio.
"Mas eu não sou Assim! Eu não te vou magoar, por favor Mei dá-me uma oportunidade para te mostrar isso. Eu realmente quero-te ao meu lado!"
"Porquê?" – ela perguntou. Ela tinha a sua auto-estima muito em baixo mas que rapariga não tem, ela olhava para as outras e só via beleza, enquanto que olhava para ela e só se via como uma Maria rapaz que quer mais de vida do que um bom casamento e filhos.
"Porquê?" – ele repetiu incrédulo pela sua pergunta.
"Sim, porquê! Tu decerto podes arranjar alguém melhor, mais bonita, menos complicada e com uma família que te iria adorar! Porquê eu?" – ela perguntou novamente.
"Alguém melhor que tu é impossível!" – ele afirmou, finamente percebendo qual seria o motivo de ela estar tão relutante em aceitá-lo – "Tu és linda com um temperamento maravilhoso… E quem te disse que a tua família não me ia adorar!"
"Porque não?"
"Quando chegar a altura para tal logo veremos, mas iremos enfrentá-los juntos. Eu não te quero perder. Por favor dá-nos uma chance!"
"Tu tens a certeza do que está a fazer?"
"Tenho!"
"Ok, tudo bem…" – ela disse num tom enfadonho.
"Ei não soes assim tão entusiasmada que ainda –" – ele disse aborrecido pela falta de entusiasmo da parte dela num assunto tão importante para ele.
"Desculpa Yuki, é que eu e felicidade nunca nos misturámos principalmente com rapazes envolvido, nem o meu irmão nem a minha mãe iriam gostar disso!" – ela disse séria, já imaginando a reacção da sua família sobre este assunto.
"Mas tu mereces ser feliz, tal como eu. Vamos tentar. Eu gosto tanto de ti!" – ele disse sinceramente.
"Está bem. Mas não podemos dizer nada ao meu irmão!" – ela disse, ele olhou-a com tristeza – "Não penses que te quero esconder ou algo parecido por isso podes tirar essa cara!" – o Yukito agora olhava para ela com cara de cachorrinho abandonado – "É que o meu irmão se soubesse disto metia-me no primeiro avião de volta para Hong Kong e daí a minha mandava-me mais um ano para Timbuktu. E muito sinceramente não é dos programas mais divertidos!"
"Está bem eu concordo contigo, aliás Timbuktu é muito longe, eu teria que virar monge para estar ao pé de ti." – ele disse fazendo-a rir – "MAS vais ter que me dar um beijo antes de ires!"
"Mas… mas…" – ela não conseguiu acabar pois antes que o pudesse o Yukito já tinha a face dele próxima da dela e os seus lábios nos dela. Quando finalmente pararam para recuperar o fôlego ele abraçou-a e não a quis largar, estavam tão bem ali – "Yuki"
"Hum…" – ele perguntou mantendo a mesma posição, ela cabia perfeitamente nos seus braços, a sua cabeça repousava em cima do seu peito conseguia ouvir o bater descompensado do seu coração parecia que ia explodir. O Yukito por sua vez tinha a sua cabeça sobre a dela.
"Tenho que ir e tu também se não vão desconfiar."
"Só mais um!" – ele pedinchou antes de voltar a beijá-la.
Depois a Meilin soltou-se dele sentiu uma sensação de abandono e frio após tê-lo feito, entrou no jardim e dentro de casa.
"Então o menino Yukito encontrou uma namorada!" – uma voz disse por trás de si pregando-lhe um susto que o trouxe de volta do mundo das nuvens.
"AH!" – gritou ele com o susto – "Queres-me matar do coração? Há quanto tempo estás aí?"
"Há suficiente!" – ela respondeu de modo a que ele entendesse o significado daquelas palavras.
"Agora deste em espiar!" – ele perguntou com um brilho no olhar de quem quer implicar, alô que ela já está habituada.
"Eu não tenho os teus hábitos nem os do Toya!"
"Ei, isso não é justo…" – ele disse magoado pelo o que ela disse apesar de ambos saberem que é verdade – "Nós só nos preocupamos…"
"Guarda isso para quem acredita! E sabes que eu corro à noite. Ou não me digas que já te esqueceste? Vocês só estavam no local errado à hora errada!"
"Oh, mesmo assim…"
"Espero que cumpras a promessa!" – ela disse rapidamente antes que ele dissesse mais alguma coisa.
"Que promessa?"
"Não digas nada ao irmão da Mei. Mantém o segredo até ela querer!"
"Ah isso…"
"Sim isso, não penses que uma promessa dessas deve ser esquecida tão rapidamente, ou mesmo quebrada!"
"Eu sei e não o vou fazer. Tu conheces-me!"
"Caso não o faças. Yukito tens que te haver comigo!"
"Mas – "
"Tu sabes bem ao que me estou a referir!" – ela entrou no jardim e fez o mesmo percurso que a Meilin até entrar em casa.
Quando entrou na casa dirigiu-se para o seu quarto para tomar um banho. Todas estavam na sala ficaram na expectativa que ela se juntasse às demais, mas não foi isso que sucedeu elas ficaram a observar o local pelo qual ela desapareceu. Antes elas encontravam-se a ter uma conversa animada o ambiente após a sua entrada parecia um de um velório, ninguém dizia nada. Pois não sabiam o que dizer.
"Tommy o que se passa com ela?" – perguntou a Rika.
"È que ela tem andado muito estranha!" – notou a Chiharu, ela mostrava-se realmente preocupada.
"Nada não se passa nada! Pelo menos ela não me contou nada!" – disse a Tomoyo continuando a olhar para o local por onde a Sakura tinha desaparecido.
"Mas não é aquela altura do ano?" – perguntou a Naoko sem querer adiantar muito pois não sabia até onde a Nakuru e a Meilin sabiam da vida da Tomoyo e da Sakura.
"Qual altura?" – perguntou a Tomoyo não sabendo ao que ela se estava a referir.
"Tu sabes." – disse a Rika baixando a voz uma décimas – "Quando tu e ela tem aquelas festas!"
"Eu sei." – ela disse no seu tom de voz normal, não querendo saber quem ouvia a conversa, também nunca poderiam descobrir do que se tratava – "Talvez seja por isso que ela deve andar assim tão estranha…" – antes que ela terminasse a Meilin levantou-se silenciosamente para não interromper, e saiu da sala.
Quarto da Sakura e da Tomoyo
Ring
"Estou?" – ela atendeu o seu telemóvel que não parava de tocar, para além de já ter 30 chamadas não atendidas. "Por favor este ano não…" implorou.
"Sakura então?" – ela ouviu a voz do outro lado, a voz que não queria ouvir. A pessoa que lhe iria dificultar a vida até ao fim dela, ou até estar casada com alguém do seu agrado.
"Então o quê?" – ela perguntou friamente, sem emoção alguma na sua voz. Algo que aprendeu com os anos para não se magoar.
"Tu sabes. Tu e a Tomoyo têm jantares e festas de negócios com a família. E já faltaram a um!" – disse a voz um pouco irritada por não as ter tido lá para mostrar como eram bonitas as moças daquela família.
"Vô tu prometeste!" – ela disse – "Tu prometeste que quando viéssemos para a faculdade não haveria mais desses jantares, ou festas ou o raio…"
"Sakura tento na língua!"
"Não quero saber, tu prometeste que não me irias mostrar nem à Tomoyo como objectos. Nós não o somos!" – ela disse chateada – "Estamos fartas de ser tratadas como tal!"
"Bem se arranjasses um namo…" – ele disse, mas a Sakura sabia que mesmo que isso acontecesse ele não iria aceitar.
"Eu irei arranjá-lo quando eu quiser, tal como a Tommy o fará. Chega de pressões!" – ela acentuou na última palavra para ele perceber que já estavam fartas de serem pressionadas sobre aquele assunto.
"Mas – "
"Não! Tu não pressionas o Toya. Tu não pressionas o Yukito. Então não nos pressiones!" – quem ouvisse a Sakura não iria acreditar, ela estava para lá de furiosa.
"Mas eles já escolheram. Eles não precisam de ajuda. Eu e o resto da família não queremos que escolham mal!"
"Vô chega. Eu não irei." – le disse ao mesmo tempo pensando - "Para não te pores com ideias as férias do final deste semestre não vou regressar a casa se continuas com isto!"
"Mas Sakura é para o bem…"
"Não quero saber se é para o bem da família ou da empresa. Isso é da competência do Toya, ele é que está a tirar o curso de gestão de empresas e é ele que vai ser o presidente!" – ela quase que gritou pelo telefone.
"Mas vocês tem a elegância…"
"Vô tu prometeste…" – ela disse num tom baixo e cansado dessa concversa que não ia a lado nenhum.
"Mas Sakurinha…"
"Não chega, eu não vou ouvir mais nada. Tou farta deste assunto. Para mim chega!"
Ela desligou o telemóvel. Ouvindo-se posteriormente um som seco.
Thump
Ela deixou cair o telemóvel no chão ao deitar-se na cama.
"Merda…" – ela praguejou, ao olhar para o lado reparou que não estava sozinha, na parede ao lado da porta encontrava-se uma figura que parecia estupefacta com o que assistira – "Oh, Mei…"
"Kura estás bem?" – ela disse aproximando-se lentamente pois com o que tinha acabado de ver com certeza que a Sakura queria partir alguma coisa, e ela não estava com vontade de ir para o hospital com um osso partido ou fora do lugar.
"Sim. Não te preocupes. Isto é normal!" – ela disse voltando ao seu estado normal de despreocupação e felicidade constante – "Deixa-me explicar-te desde que comecei a andar e a falar fluentemente. O meu avô fez questão que eu e a Tomoyo conhecemos futuros candidatos a nossos noivos, em festas de negócios." – ela explicou com um sorriso triste ao se lembrar da sua infância.
"Ah…" – ela disse compreendendo a situação que ela estava a descrever – "Também passaste por isso?"
"Sim!"
"Mas e o teu irmão?" – ela perguntou o que iria perguntar a seguir custou-lhe a sair – "E o Yukito?"
"O meu irmão como sendo o único herdeiro do sexo masculino baldava-se e todos achavam-se a sua atitude rebelde desde sempre como a coisa mais natural, visto que a Tommy e eu segurávamos as pontas. O Yukito, o Yukito já e outra história!"
"O que queres dizer?" – ela agora estava curiosa.
"Como achas que o conheci?" – ela disse voltando o rosto para ela o sorriso era o mesmo, os olhos dela agora também transpareciam uma tristeza que não deveria estar ali.
"Ele?" – ela perguntou não querendo acreditar.
"Foi o primeiro." – a Sakura olhou para ela e reparou que ela estava a ficar pálida – "Mas Mei não tens nada de te preocupar. Eu só quero que vocês –"
"Como é que sabes?" – ela perguntou percebendo que a Sakura tinha entrado em casa momentos depois de ela o ter feito – "Ele já te foi contar! Linguarudo, eu sabia que não podia confiar nele."
"Não é nada disso que tu estás a pensar." – ela disse interrompendo a Meilin – "Eu estava a chegar quando os vi, não te preocupes, ninguém vais saber. È que tal como tu eu sei como é passar o tempo em Timbuktu. Não quero lá voltar."
"Mas tu nunca deste um beijo?"
"Claro que sim, mas teria que ser num que o meu avô aprovasse." – ela disse com um sorriso amargo nos lábios – "Foi num verão em que eu e o meu irmão fomos para fora foi lá que o conheci. Não me lembro do nome, mas lembro-me como aconteceu!"
"Sakura…" – a Meilin chamou a sua atenção – "Eu preciso de saber a tua opinião?"
"Sobre?"
"Se devo ir em frente?"
"O que achas?"
"Que sim!"
"Então tas a pensar que te vou dizer o contrário? Nem penses mas ajudo-te a esconderes!"
"Obrigado…" – ela disse abraçando bem forte em agradecimento.
"De nada… Mas deixa-me respirar…"
"Desculpa!" – ela disse sem graça – "Se precisares de alguma coisa é só pedires!"
"Só uma coisa!"
"O quê?" – ela perguntou preocupada pela alteração do sorriso da Sakura.
"Não digas nada à Tomoyo sobre o que ouviste!"
"Está bem…" – ela disse levantando-se da cama e dirigindo-se para a porta.
"Boa noite!"
Depois da Meilin sair a Sakura deitou-se na cama a pensar em tudo o que tinha acontecido desde o inicio do semestre.
"Sakura não penses nele! Sabes bem que iria ser complicado. Um bilhete de ida para o mosteiro em Timbuktu privilégio do Toya!"
E com este pensamento ela adormeceu.
Na republica dos rapazes
"O Syaoran tem andado estranho!" – disse o Toya.
"Não tem nada. Esquece lá isso!" – disse o Eriol.
"Hiiraguizawa porque não lhes dizes?" – disse o Xiang com um sorriso maldoso nos lábios.
"Não te metas onde não és chamado!" – o Eriol ripostou a comentário, decidiu que estava na hora de fazer um também, colocando o seu sorriso enigmático – "Afinal tu só falas por ciúmes porque tu nunca o que ele tem ou irá ter no futuro. Não é verdade?"
"Mas hei de ter quem ele quer!" – ele disse baixinho.
"O que disseste?" – perguntou o Eriol a começar a ficar irritado com a sua presença.
"Nada, absolutamente nada!" – ele disse muito calmamente mas aquilo deixou o Eriol inquieto ao vê-lo sair assim.
"Eriol o que se passa?" – perguntou o Yukito ao vê-lo tão inquieto.
"Não é nada de especial." – ele respondeu não sabendo que desculpa dar – "Problemas relativos ao Clã Li. Ele tem jantares de negócios para estar nesta altura do ano onde tem que conhecer as pessoas certas…. Muita burocracia para o meu gosto!"
"Oh…" – disse o Toya – "Queres dizer que são jantares para escolher uma noiva futura?"
O Eriol não soube como responder a isto, sabia perfeitamente o que lhe iria acontecer se o primo soubesse que ele tinha estado a falar sobre este assunto e envolvia tortura. Mas ele não precisou de dizer mais nada pois foi salvo a tempo – "Olá Syaoran…"
O Syaoran nem sequer devolveu o cumprimento ficou apenas a observar do que se tratava e pelo estado em que o Eriol se encontrava já sabia o assunto que estavam a falar.
"Mas é isso?" – perguntou o Toya insistindo no assunto.
"Sim" – ele respondeu sabendo que o Eriol não o faria por respeito.
"A minha irmã passa pelo mesmo, até acho que ela gosta. Aliás foi assim que conheci o Yuki. Bem ela conheceu-o primeiro, estou-lhe grato por isso!" – ele disse com um sorriso.
"Nunca foste a um desses jantares, pois não?" – perguntou o Syaoran soltando um suspiro e abanando a cabeça, os seus olhos estavam semi-cerrados, como quem procura um sinal.
"Não!" – o Toya não entendeu a sua atitude.
"Então não sabes do que falas. Eriol, eu não estou para ninguém!"
"Syaoran qual é a desculpa que queres que eu dê à tia para não ires ao jantar daqui a duas semanas?"
"Tenho um encontro! Boa noite…" – e ele retirou-se para o seu quarto.
"Boas…" – os outros responderam, ele não reparou como eles o olhavam de modo estranho pensando cada um para si de uma maneira diferente. O Yukito estava meio nervoso desde a sua entrada mas compreendia-o perfeitamente, o Eriol estava com medo da reacção da sua tia quando ele lhe dissesse e o Toya estava incrédulo pensando talvez as festas que a sua irmã era obrigada a ir mais a sua prima não era aquilo que ele pensava ser.
No dia seguinte
Em ambas as casas já faltavam duas pessoas quando os restantes acordaram.
Casa Flores da Primavera
"SAKURAAAAAA!" – gritava a Tomoyo que nem uma louca pela casa toda.
"Tomoyo o que aconteceu?" – perguntou a Rika ao ouvir aquele grito
"A Sakura desapareceu!" – ela disse sem parar por um só momento a sua busca pela sua melhor amiga.
"Como?" – perguntaram todas que se encontravam no corredor (n.a: A Meilin, a Nakuru, a Chiharu, a Naoko, a Rika e a Michyo)
"A cama dela está feita, mas não sinal dela…" – ela disse continuando à procura com as outras atrás dela.
"O carro dela não está lá fora!" – disse a prima da Chiharu.
"Oh Meu Deus! Ela fugiu!" – a Tomoyo exclamou ao começar a entrar em pânico – "Outra vez não!"
"Outra vez?" – perguntaram a Meilin e a Nakuru.
"Sim!" – respondeu a Naoko – "Ela por vezes foge porque o irmão está ser muito chato!"
"Moyo respira…" – disse a Chiharu – "Ela provavelmente saiu mais cedo!"
"Impossível a Sakura não se levanta cedo!"
"Pois mas parece que o fez!" – disse a Nakuru
"Não pode ser!"
"Pode pelo bilhete que ela te deixou!" – disse a Meilin.
Bilhete, que bilhete?" – ela perguntou continuando na sua busca pela prima perdida.
"Este…" – disse a Meilin dando-lhe o bilhete para as mãos.
Tomoyo,
Acalma-te eu tive que sair mais cedo.
Beijos
Sakura
Entretanto
"Por aqui tão cedo?" – uma voz perguntou
"Oh. Olá… Sim…" – uma segunda voz respondeu – "Não consegui dormir!"
"Nem eu!"
"O que aconteceu?"
"Problemas familiares…."
"Queres falar sobre isso?"
"Nã…" – pensou melhor – "Que mal pode fazer, pelo menos desabafo um pouco. E se eu te dissesse que a minha família, mais propriamente o meu avô, quer forçar-me a ir a um jantar de negócios…."
Ring
"Espera só um segundo…" – ela disse
"Já disse que não vou contigo, nem sequer vou ao jantar!" – disse a Sakura (n.a: para quem ainda não tinha descoberto uma das vozes é a Sakura)
"Mas…"
"Nem mas nem meio mas, não me voltes a incomodar…." – ela desligou – "Aaarrrghhh"
"Estás bem?"
"Mais ou menos, a situação é a seguinte o meu avô quer forçar-me a ser a acompanhante do filho de um dos seus sócios. E eu estou farta do mesmo!"
"Ah compreendo!"
"Compreendes?" – ela perguntou desconfiada.
"Sim acontece-me o mesmo, mas não é o meu avô. É com a minha mãe! Ela quer que eu encontre a esposa perfeita!"
"Pois mas tu tens sorte!"
"Como assim?" – perguntou o Syaoran não vendo sorte alguma na sua situação.
"Podes falar de outros assunto com outras pessoas e sair mais cedo. Eu só posso falar com quem acompanho, ou seja, sobre ele ou com outras mulheres que só falam de roupas."
"Mas porque só tu?" – ele lembrava-se que ela tinha uma prima e um irmão porque tinha que ser só ela a sofrer.
"Porque a Tomoyo é a cópia exacta da minha mãe, então é privilegiada só vai quando realmente é necessário, o meu irmão como vai controlar a empresa e é o único herdeiro do sexo masculino não precisa disto, aliás sempre que ele dizia que não ia o meu avô ficava radiante, pois tinha um neto com garra que sabia o que queria. Resto eu, eu tenho que aturar esta situação sem reclamar e parecer com que isso seja o dia mais feliz da minha vida!"
"E o Yukito?"
"O que ele tem?"
"Ele não é teu primo?" – o Syaoran tinha ficado com a impressão que eram primos.
"Não, ele foi o primeiro. O meu primeiro acompanhante, e pelas palavras do meu avô. Se eu não encontrar uma pessoa digna de mim e ele tiver disponível terei que me case com ele!"
"Ouch… A minha mãe não é assim tão má! Pelo menos comigo." – ele disse, só depois se apercebeu de algo – "Tu disseste o primeiro? Desculpa a intromissão mas quantos tiveste!"
"Já perdi a pelo menos uns 550!" – ela disse como se fosse a coisa mais natural do mundo.
"Tantos?" – ele não conseguia acreditar.
"Sim considerando que eu vou a estes jantares desde os meu 5 anos!"
"Tão cedo?"" – ele simplesmente não conseguia acreditar.
"Sim, eu de acordo com a minha família era a única com graciosidade suficiente para cativar a atenção de todos!" – pelo tom de voz monótono o Syaoran percebeu que ela odiava isto. Ter que ser apresentada como um mero objecto.
"Eu só foi a partir dos 15 mas mesmo assim…"
"Eu sei como é as raparigas não te largam. Certo?" – ela disse tentando esconder a ponta de ciúmes que sentiu.
"Bem sim."
"Agora imagina isso mais dez que tu!"
"Deve ter sido – "
"Tortura, por isso é não vou a este. Bem este e aos outros até ter encontrado alguém que agrade a minha família!"
"Compreendo. Olha…" – ele disse fazendo com que ela parasse pois já estava a ir para o edifício onde iria ter aulas.
"Tenho que ir. Mas querias-me dizer algo?"
"Não esquece lá isso. Xau!" – ela despediu-se dele com um beijo na bochecha e saiu dali a correr. "Bolas e eu que a ia convidar para sairmos!"
Não muito longe dali o Xiang observava tudo escondido atrás de uma árvore, só não conseguiu ouvir o que diziam o ao outro mas os olhares e os gestos, ele percebeu.
"Com que então é ela que tu queres! Eu vou tê-la primeiro que tu. Não deve ser muito difícil de a conseguir!" – ele pensou já saboreando a vitória.
O dia passou calmamente, sem nenhum inconveniente, bem excepto a sensação que Sakura teve que alguém a estava a observar, mas sempre que olhava não via ninguém.
"Mei, percebeste que a prof disse sobre…"
"O trabalho no bloco?"
"Não sobre a administração de terapêutica!"
"Ah isso, por acaso não!" – a Sakura estava com esperanças que ela tivesse percebido.
"Bolas o que eu vou fazer…."
"Mas como é que tu não entendeste. Tu estás sempre atenta!"
"Hoje não me consegui concentrar direito!"
"Em quem é que estavas a pensar?" – ela perguntou com os olhos a brilhar.
"Em ninguém. E é mais em quê do que em quem…" – ela reparou que a Meilin não estava a perceber nada da conversa – "Olha não ligues…"
"Saaakiiiiii!" – gritava a Tomoyo enquanto vinha a correr em direcção a elas.
"Diz Tomoyo…" – ela reparou que a Tomoyo estava vermelha e com as roupas um pouco desarranjadas.
"Olha… (puff)… preciso (puff) de uma coisa (puf) tua…" – ela disse com falta de ar.
"Respira e depois pede…" – ela reparou que a Tomoyo tinha parado por uns instantes e parecia que ia desmaiar com a falta de ar.
"Preciso do teu carro?"
"Para?" – todos sabiam que a Sakura não emprestava o seu carro muitas vezes, de facto eram mais as vezes em que não emprestava do que aquelas que emprestava.
"Para ir a uma exposição de arte…"
"Não precisas de dizer mais nada." – ela abriu a sua mochila, tirou as chaves e os documentos – "Toma está aqui tudo. Só não mo tragas com um arranhão se quer!"
"Não te preocupes… Brigada…" – ela saiu a correr novamente.
"Bem Mei. Vamos?"
"Sabes Sakura hoje não vou já para casa. Vou sair!"
"Não precisas de dizer mais nada. Diverte-te!"
"Bolas como é que eu agora vou para casa? Lá terei que fazer uma longa caminhada. E logo hoje que calcei botas altas!"
A Meilin também já tinha ido ter com o Yukito, por isso a Sakura encontrava-se a caminhar sozinha para a saída do campus.
"Oi…" – uma voz disse, a parecendo subitamente ao seu lado, ela ignorou-a. Não estava com vontade de falar com ninguém. Muito menos com um estranho.
"Anjo!" – ele continuou
"Flor…"
"Bone-"
"Importaste de não me incomodar, caso ainda não tenhas percebido eu não vou com elogios, nem a ser perseguida e menos gosto de tipos que derrubam o meu almoço com o propósito de me recompensarem com outros. E caso não tenhas reparado eu não aceitei porque tipos como tu repugnam-me!" – ela disse continuando andar. Ele continuou a segui-la como se ela não tivesse dito nada.
"Mas só queria ficar a conhecer-te melhor. È algum crime?" – ele perguntou.
"Sim quando eu não quero. Aliás por tua causa eu passaria o dia todo sem comer se não fossem os meus amigos. Se queres conhecer-me melhor arranja outra táctica, não pensando melhor não arranjes. Porque caso ainda não tenhas percebido, deixa-me esclarecer-te uma coisa eu não saio nem me dou com tipos como tu!" – ela virou-lhe as costas e continuou a andar. MAS sendo uma praga como ele é continuou a persegui-la.
"Eu não pude deixar de repara que costumas vir de carro e ir. Hoje vais a pé. Precisas de boleia?"
"Inacreditável. Qual é a parte do não é que não percebeste. DESAPARECE!" – ela disse gritando a última palavra.
"Hey! Sakura, vais a pé hoje?" – perguntou o Syaoran com um semblante fechado. Não gostava nada de com quem a Sakura estava acompanhada.
"Sim a Tomoyo precisou do meu carro, e a tua irmã teve algo para fazer!"
"Queres boleia?" – ele perguntou não gostando da forma como o Xiang estava a olhar para ela.
"Claro!" – ela disse sem hesitar, feliz por se ver livre da companhia daquele chato.
"Com ele vais?" – o Xiang disse indignado!"
"Sim afinal, eu já tomei conta dele. E foi graças a ele que não passei fome. Vamos Syao!" – ela disse segurando-o pela mão e puxando-o para o carro dele. O Syaoran apenas olhou friamente para ele e deixou-se levar.
"Podes ter ganho uma batalha, mas a guerra ainda não terminou!"
No carro do Syaoran
"Obrigado!" – ela disse olhando para ele ao aperceber-se que já tinham chegado à sua casa.
"De nada!"
"Não a sério obrigada, por tudo hoje. Aquela coisa passou o dia a seguir-me!"
"Tens a certeza?" – ele perguntou agarrando o volante com mais força que a necessária.
"Sim, bem mais ou menos. Mas sempre que olhava para trás ele aparecia. È um pouco arrepiante!" – ela disse ao sentir um arrepio a percorrer-lhe a espinha só de se lembrar disso.
"Sakura, não te preocupes agora com isso! Mas tem cuidado!"
"Eu terei!" – ela disse saindo do carro. - "Obrigado mais uma vez por tudo, e agora também pela boleia."
"De nada!"
"Queres entrar?" – ela perguntou, ela não queria ficar sozinha agora.
"Eu gostaria imenso mas tenho que estudar!" – ele disse sendo sincero, mas arrependeu-se por não fazer o que o seu coração dizia ao ver o sorriso dela perder o brilho.
"Eu compreendo, aliás eu também tenho que estudar. Fica para a próxima!"
"Mas sabes que mais, eu por 5 minutos posso entrar." – ele disse ao sair do carro.
"Se tens que ir –"
"Não se fala mais nisso!" – ele deu a volta ao carro e juntos entraram no jardim e caminharam até ao alpendre onde ficaram sentados sem falarem nada, mas não era necessário. Pelo menos por enquanto, o Syaoran sabia que a Sakura não pedia nada a não ser que algo se passasse por isso ele esperou que ela começasse a falar.
Ele olhou para ela e reparou que a sua cara tinha um ar carregado, tinha atesta franzida e os olhos semi-cerrados. Estava preocupada.
"Sabes, não te devias preocupar tanto ainda ficas velha!" – ele disse fazendo-a olhar para ele, ela quase se tinha esquecido que ele estava ali. Quando viu o sorriso leve que ele tinha, devolveu o sorriso.
"Não consigo evitar!"
"Precisas de te distrair!" – ele disse.
"Quando encontrar alguém com quem o possa fazer eu tentarei!" – ela disse desviando o olhar para a entrada do jardim.
"Porque não tentas sozinha?"
"Porque estar sozinha é parte do problema!" – ela disse olhando novamente para ele.
"Parte do problema?" – ele perguntou curioso, ele sabia que a família dela queria que arranjasse alguém, mas ela estar sozinha ser um problema já era demais.
"Sim, a minha família acha que nunca irei encontrar bom para mim, pelo menos segundo os padrões deles. Eu já te contei! Para mim bastava que me fizesse feliz!" – ela disse com um sorriso pequeno desviando novamente o olhar – "Então se eu por um instante encontrar alguém que eles não achem merecedor. Irei ficar isolada num convento, até esquecer essa pessoa ou aceitar quem quer que seja que tenham escolhido para mim."
"Por isso estás sempre preocupada?" – ele perguntou.
"Sim. É também por isso que eu nunca deixo ninguém se aproximar. Desculpa!" – ela disse mantendo o olhar para a frente, ele reparou que ela estava com o olhar embaciado.
"Eu entendo!" – ele disse num tom de voz magoado. O seu sorriso diminui e ele olhou para a frente – "Aquela não é a Ling?"
"Quem?"
"A minha irmã?"
"Não é só impressão tua!"
"Parecia mesmo ela!" – de facto era a Meilin mas ela viu o irmão e pediu para irem dar mais uma volta.
"Estás a ter alucinações?"
"Pode ser…" – ele disse olhando para ela e depois voltou a desviar o olhar e desta vez o sorriso desapareceu completamente, não soube porquê mas teve a impressão que ela estava esconder algo.
"Entendes?"
"Huh?" – ele não estava a perceber onde ela queria chegar.
"Tu disseste que entendias!" – ela disse – "Entendes o quê?"
"Entendo o porquê de me teres mal tratado quando nos conhecemos. E que…" – ele cortou-se a ele próprio não querendo admitir o que se seguia, ele não queria que isso acontecesse.
"E que?" – ele levantou-se e estava de costas para ela.
"Não te preocupes a partir de agora eu vou manter a distância, para não te causar mais problemas do que aqueles que já tens!" – ele disse. Depois andou em direcção à saída do jardim da casa, não percebendo ao certo que sensação era aquela, que lhe estava a causar um mal-estar que nunca tinha sentido antes. Sinta um aperto no coração que não lhe estava a deixar respirar.
Syaoran PDV
Eu fiz o que tinha a fazer. Era o que ela me iria pedir a seguir. Pelo menos deste modo posso sair com o meu orgulho intacto.
Mas porque me sinto tão deprimido.
Porque sinto este aperto do peito? Deve ser um problema cardíaco…
Mas tu nunca tiveste problemas cardíacos.
Não é que eu gostasse dela!
É só que….
Fim de PdV
A Sakura ficou a olhar para as costas dele, e não conseguiu dizer o que queria. Ela nem conseguiu sequer dizer alguma palavra que o impedisse de se ir embora assim. Sem sequer se aperceber lágrimas começavam se a juntar no canto dos seus olhos, e estes começaram a ficar embaciados.
Sakura PDV
Era isto que eu queria não era?
Que ele se afastasse antes que fosse tarde demais!
Ou seria só para se afastar, mas não de modo algum dizer adeus!
Mas ele escolheu por mim, ele não me deixou falar. Ele simplesmente tomou uma decisão que era a que eu queria!
Mas porque dói tanto.
Porque é que eu quero dizer que ele está enganado? Porque quero que ele esteja aqui comigo, mesmo que em silêncio.
Porque me apetece chorar?
Porque já é tarde demais.
Fim de PDV
Ela manteve-se sentada nas escadas do alpendre, aproximou os joelhos ao peito, abraçou-os e enterrou a cabeça. Quem olhasse pensaria que ela estava a descansar ou a dormir não fosse o estremecer continuo. Ela não sabe ao certo quanto tempo se manteve nessa posição.
Porque dói tanto! Merda! Há anos que não chorava, não desde a morte da minha mãe desde a última vez que os vi nesse Verão!
E continuou a chorar, quando pensava que já tinha chorado tudo novas lágrimas voltavam a correr, pelo seu rosto abaixado. Por alguma razão ela não colocou maquilhagem nessa manhã. Pelo menos não iria ter um olhar desesperado.
Parecia que ela iria ficar assim por muito tempo sozinha, mas ela não estava sozinha, dois pares de olhos observavam-na por detrás de uns arbustos, viram quando o Syaoran saiu a pisar duro, como se levasse o mundo ás costas. Eram a Meilin e o Yukito, que observavam à distância tudo, nenhum deles queria acreditar.
Não puderam sair logo porque o Syaoran ainda ficou um pouco sentado no seu carro, e o local onde estavam escondidos era mesmo à frente do carro.
"Bolas. Eu queria convidá-la para sair!" – eles ouviram-no dizer. A Meilin viu como ele passava as mãos pelo cabelo deixando ainda mais despenteado.
"Ele está nervoso e chateado!" – comentou a Meilin num sussurro.
"Como sabes?"
"É o meu irmão!"
"Porque me tive de envolver tanto! Syaoran acalma-te, ficar assim não vale a pena!" – ele disse para si mesmo e arrancou alta velocidade.
"Definitivamente ele está chateado!"
"Meilin porque não quiseste entrar?"
"Já te disse!" – ela levou os dedos aos lábios – "Em segredo!"
"Mas…"
"Anda daí…" – ela disse puxando-o pela mão. Ao entrarem no jardim reparam na Sakura sentada nas escadas com o rosto escondido pelos joelhos.
"Algo não está bem!" – disse a Meilin
"Não?" – o Yukito disse ao aperceber-se do leve estremecer da Sakura – "A Sakura a chorar?" – ele perguntou não querendo acreditar, era impossível o que ele estava a ver.
Aproximaram-se dela e foi o Yukito que lhe tocou de leve no ombro, sem sequer olhar quem tinha sido, ela removeu a sua mão bruscamente.
"Deixem-me em paz!" – ouviram-na dizer, numa voz rouca e abafada.
"Mas Sakura o que é que aquele anormal te fez. Ai!" – queixou-se o Yukito ao levar um murro do ombro da Meilin.
"É do meu irmão que estás…"
"Não" – a Sakura disse não aguentando ouvi-los mais – "Mei pára, e Yukito por mais que a minha família te considere um dos deles, por mais que eu te considere um irmão! Mas não te metas nos meus assuntos!"
"Mas Sakura…" – ele tentou argumentar, ela levantou lentamente e olhou para eles ainda com as lágrimas a cair pelo seu rosto. Eles puderam ver o estado em que ela se encontrava. O nariz vermelhos e as bochechas vermelhas, pelas bochechas caíam as lágrimas como pequenas pérolas, os olhos estavam inchados de tanto chorar, e o verde pareciam esmeraldas liquidas, que a qualquer momento poderiam sair pelos olhos.
"Mas o quê?" – ela disse com uma voz amarga de tanta dor e solidão que estava a sentir naquele momento – "Consegues demover a minha família a deixar-me em paz? A deixar-me escolher o meu próprio destino? A escolher quem amar e quando o faço? Consegues fazer com que eu tenha amigos sem ter que me preocupar com a porcaria do bom-nome da família se eu sou vista com eles? Ou sem ter medo sequer de me aproximar demais e eles serem escorraçados por não serem dignos da minha família? Consegues fazer com que a minha família aceite o que eu quero, quem eu quero, quando eu quero. Sem ter que estar constantemente em ter em conta o que iram dizer sobre mim!!! Consegues fazer isso?" – ela acentuou bem as últimas palavras.
"Não!"
"Sabes, só houve uma coisa que conseguiste mudar! E eu realmente espero que isso se mantenha!"
"O que foi?" – ele estava com medo que ela referisse ao possível casamento entre eles, pois não sabia qual a reacção que a Meilin iria ter.
"Não terei de me casar contigo!" – ela disse, ele estremeceu com isto e ficou à espera que a Meilin lhe batesse, mas ficou admirado quando não sentiu nada, olhou para ela e reparou pelo seu olhar sereno que ela já sabia – "Caso não encontre alguém que encaixe nos padrões da minha família. Tu não podes fazer nada para mudar a minha vida! NADA!"
"Eu compreendo!" – ele disse sinceramente, para ver se a conseguia acalmar.
"Será que compreendes mesmo?" – ela olhou para ele e reparou que apesar dele ser sincero ele não sabia do que ela se estava a referir, afinal ele simplesmente mais outro homem – "Não. Tu não compreendes. Aliás tu nem sabes do que eu estou a falar. A única que realmente capaz de entender é a Meilin!" – a Meilin sorriu tristemente a isto, pois lembrou-se mais uma vez porque a sua relação teria que ser mantida em segredo – "Ninguém jamais saberá a dor que passei, passo e que ainda está para chegar. Por isso nem tentes confortar-me. Não é de ti que eu preciso!" – ela começou a subir as escadas, olhou para trás antes de abri a porta – "Nem uma palavra sobre isto ao Toya!" – e desapareceu por trás desta.
"Claro que não!" – ele disse depois de ela já ter desaparecido ele estava chocado com o que tinha acabado de presenciar, a Sakura era sempre tão calma a não ser que alguém a estivesse a incomodar.
"Yukito, eu vou atrás dela!" – a Meilin disse e começou a subir as escadas quando sentiu que ele lhe segurou o pulso.
"Mei é melhor…"
"Tu não percebes mesmo." – ela disse soltando o seu pulso – "Eu entendo-a. E o que ela acabou de passar foi com o meu irmão, só eu sei o quanto lhe custa a abrir-se com alguém. Eles neste momento estão os dois a sofrer, e eu não posso ir ter com o Syao pois ele nunca iria admitir, e ficaria ainda pior. A Sakura precisa de mim agora. Falamos amanhã!" – beijou-o rapidamente e entrou dentro de casa atrás dela.
O Yukito não teve outra solução a não ser ir-se embora. Mas pela primeira vez ele apercebeu-se um pouco da tormenta que a Sakura tem vindo a passar ao longo dos anos. Desde o primeiro dia em que se conheceram, onde ela era sua menina e achava que o mundo era perfeito e cor-de-rosa.
"Sakura espera!" – a Meilin disse correndo atrás dela
Slam
Ela ouviu a porta do quarto da Sakura bater, e podia jurar que viu as paredes tremerem.
"SAkura!" – ela gritou do outro lado da porta enquanto batia nesta para entrar foi então que ouviu algo a partir-se.
CRASH
Ela já não quis saber das regras de etiqueta entrou no quarto de rompante, e viu o estado em que ela estava que nem notou pela sua entrada no quarto.
"Porque eu acabo sempre assim!" – ela perguntou a si mesma enquanto fazia festas no Kero – "Esta é a tua dona, patética, que não consegue ter amigo pois nunca são dignos. E eu gostava tanto dele!"
Click
Ela olhou para a porta ao ouvi-la fechar-se e viu a Meilin caminhar até ela.
"Mei, eu não estou com disposição!"
"Sakura o que se passa. Diz-me!" – ela pediu.
"Mei dói-me a mão, o coração, a alma!"
"Quanto aos últimos dois não há nada que eu possa fazer a não ser emprestar-te o meu ombro para desabafares!" – ela disse num tom de voz suave para a aclamar.
"É tudo o que preciso!"
"À mão faço-te um penso antes que infecte!" – ela disse guiando para a casa de banho, lavou-lhe a ferida com água fria, a Sakura encolheu-se ao sentir a água na ferida, pois doía-lhe.
"É profunda!" – declarou a Meilin
"Eu sei." – disse a Sakura – "E tem um pedaço de vidro no interior!"
"Vai doer!"
"Podes tirar, eu estou preparada!"
A Meilin apesar de tudo tentou provocar a menor dor possível para retirar o bocado de vidro que a Sakura tinha espetado. Pressionou, a ferida, colocou uma gaze com betadine e colocou uma ligadura para segurar a gaze no sítio, finalmente colocou os adesivos. Depois de ter terminado, levou-a de volta até ao seu quarto, onde a sentou na cama, e foi fechar a porta. Indo sentar-se ao lado da Sakura.
"Então agora queres contar-me o que se tem passado contigo?"
"Mei…" – antes que a Sakura conseguisse dizer alguma coisa, deitou a cabeça sobre o colo da Meilin e deixou as lágrimas rolarem.
"Isso, deita tudo cá para fora."
A Sakura continuou a chorar molhando as calças da Meilin, esta não quis saber, acariciou-lhe o cabelo, num movimento relaxante, não disse nada limitou-se a estar presente, quando a Sakura começou a contar ela continuou do mesmo modo ficando somente a ouvir.
Entretanto
Durante esse tempo o Syaoran já tinha chegado a casa e saído novamente com um saco debaixo do braço. Tinha ido a um ginásio para ver se conseguia livrar-se daquele sentimento que se estava a apoderar-se do seu coração e a deixá-lo lentamente louco.
Ele estava a descarregar toda essa energia num saco de areia quando alguém lhe segurou no saco.
"Ei puto!" – disse quem lhe tinha agarrado o saco, era maior que o Syaoran, de facto era o melhor lutador do ginásio – "Estás no meu lugar!"
O Syaoran não respondeu continuou a bater no saco, como se ele não tivesse ali.
"Não ouviste, esse é o meu lugar!"
"Não tem o teu nome escrito!"
"Pelos vistos, é a primeira vez que aqui vens treinar. Por isso deixa-me esclarecer-te uma coisa. Eu sou o campeão de pesos pesados. Esse é o meu lugar. Quando eu digo para saíres tu sais!"
"Lee, deixa-o em paz…" – disse o treinador e dono do ginásio.
"Não ele está no meu lugar!"
"Ele já destruiu cinco sacos, três deles novos. E se tu queres competir amanhã, não é querendo lutar com ele que o vais fazer!"
"Mas ele está no meu lugar!" – o Syaoran nem sequer parou acertar no saco uma só vez, sempre era melhor do que o fizesse em alguém. O Lee desta vez colocou-se bem atrás do saco para impedir que este mexesse e o Syaoran tivesse que parar. – "Não me ignores. Eu digo, mando e tu obedeces puto!"
O Syaoran já não tinha paciência para o ouvir, começou a ficar ainda mais irritado do que já estava. Acertou um em cheio no meio do saco fazendo o outro cair para trás com o impacto e o saco rebentar – "É todo teu!"
O Syaoran foi para outro saco ao pé da parede mais distante, ele não queria ser incomodado novamente, mas parecia que não estava com sorte. Ele continuou com a sua série de socos e pontapés quando o outro apareceu.
"Tu destruíste o meu saco!"
"Eu pago." – o Syaoran disse num tom de voz demasiado baixo para ser levado de ânimo leve – "Agora desaparece!"
"Não antes sem pedires desculpa pelo o que fizeste!" – o Syaoran virou-se lentamente para ele que estava encostado a uma parede, olhou-o directamente nos olhos, os olhos castanhos, quase pretos, do Lee ardiam de raiva por ter visto o seu saco ser usado e destruído como se não fosse nada olhavam para os olhos do Syaoran que não demonstravam nenhum tipo de sentimento, eram como espelhos para o Lee. Quanto mais o Syaoran olhava para ele mais, o Lee se encolhia, pois começou a ver a raiva deste a aumentar e tornar os olhos dele ainda mais ferozes, se ele não soubesse melhor ele diria que o Syaoran era um tigre e ele um pequeno coelho sem escapatória possível.
"Eu não te vou pedir desculpa. O saco serviu o seu propósito!"
"Puto estou-te avisar!" – ele disse com o pouco de coragem que conseguiu arranjar, apesar de ainda não ter conseguido deixar de estar colado à parede.
BAM
Ao lado da sua cabeça estava o punho do Syaoran, ele tinha o visto aproximar-se, e ficou com medo de ser atingido, enfiado na parede. Ele respirou de alivio pois não tinha sido atingido, mas sorriu vitorioso.
"Falhaste!"
"Não, isto foi só um aviso!" – ele disse ao retirar a mão dentro da parede – "Desaparece da minha frente ou para a próxima não falho!"
O Lee foi-se embora como se tivesse visto a morte a passar-lhe à frente dos olhos. O Syaoran continuou a descarregar a raiva que sentia devido à situação entre ele e a Sakura.
Na Casa flores da primavera
A Tomoyo chegou a casa e procurou pela para lhe entregar as chaves do seu carro, pois às vezes parecia que a prima gostava mais do carro do que dela. E também estava desejosa de lhe contar tudo o que tinha visto nessa tarde.
"Sakura tenho uma novidade para ti…" – ela disse ao entrar a correr dentro de casa com que uma criança à procura da mãe.
"Sakura nem sabes o que me aconteceu!" – ela continuou a dizer alto à medida que se aproximava do quarto.
A Meilin viu maçaneta girar lentamente, e a Tomoyo entrar de rompante sem reparar em nada.
"Sakura… Eu conhec…" – ela disse alegremente, mas quando reparou o estado em que o quarto estava parou, só depois reparou que a Meilin estava lá, ela ia perguntar o que se tinha passado quando reparou que a Sakura estava dormir com a cabeça no colo da Meilin, e esta continuava a afagar-lhe os cabelos.
Viu também como a cara da Sakura estava vermelha, os seus olhos inchados e haviam traços de lágrimas no rosto dela.
"Moyo fala baixo!" – ordenou a Meilin continuando o que estava a fazer.
"O que aconteceu?" – ela perguntou num sussurro apontando para o estado do quarto.
"Não sou que devo contar mas ela!" – a Meilin fez sinal para a figura da Sakura que ainda se encontrava a dormir.
"Mas o que aconteceu aqui?" – a Tomoyo voltou a perguntar.
"Nada, absolutamente nada."
"Nada?" – ela não queria acreditar que o quarto estava em tal desordem por nada a Sakura gostava de ter tudo sempre organizado.
"Tirando que a Sakura…"
"Atirou com a moldura com a fotografia da família ao chão!" – disse a Tomoyo interrompendo a Meilin, ao reparar que no chão se encontra a foto, com a moldura partida, os vidros ao redor e alguma substância vermelha sobre uns quantos.
"Então foi isso que ela partiu!" – disse a Meilin pensativa, mas a Tomoyo não a ouviu, pois estava perdida nos seus pensamentos sobre porque razão a Sakura iria partir a moldura.
"Oh Meu Deus, como é que eu me pude esquecer. Merda!" – a Tomoyo praguejou quando finalmente percebeu a razão para a moldura estar partida.
"Não fales tão alto!" – a Meilin ralhou.
"Desculpa!" – ela disse baixando o tom da voz novamente – "O meu avô vai pagar! Ele tinha prometido que ia a deixar em paz. Não é justo!"
"O que se passa?" – perguntou a Meilin fazendo-se de desentendida.
"É o meu avô ele quer casar-nos à força!" – ela disse – "Mais á Sakura do que amim, e ele acredita em casamentos por amor!"
"Como é que isso é possível?
"Simples. Ele acredita em casamentos por amor, só não os nossos! Ele quer que nos casemos de acordo com o que é melhor para a família!" – ela disse imitando a voz dele – "Com ou sem amor!"
"Oh…" – disse a Meilin ao perceber que todas elas tinham que enfrentar isso pelo o bom-nome das suas famílias.
"Pois mas a Sakura, está numa situação pior que a minha!" – ela disse amargamente – "Sendo a filha da tia Nadeshiko anda nisto desde que começou a andar. E não lhe bastava isto, tem um irmão pior que a sarna, sempre atrás dela. Não a deixam ser feliz. Até fico admirada por ela ter querido ficar no Japão!"
"Talvez fosse para te proteger!"
"Não é talvez, eu sei que foi. Engraçado como antes de ter dez já tinha dez pretendentes, e agora a lista parece interminável. Apesar de tudo o que ela faz eles não desistem!"
"O que ela faz? Porque não desistem?"
"Oh, tu sabes o normal, desprezá-los, mostrar-se superior, que sabe mais que ele, que já viu melhores, que nunca iriam ter uma hipótese com ela, pisa-lhe os pés, entorna-lhes vinho, altera as suas bebidas, goza com eles…. E dizer que não à frente de toda a sociedade."
"Sim isso mesmos…" – acenou a Tomoyo com a cabeça – "Como é que sabias? Oh Sakura não te acordámos, pois não?"
"Não. Deduzo que já saibas!"
"Sim."
"E que não quero falar sobre isso!"
"Está bem!" – a Tomoyo sabia que não havia nada que fosse fazer a Sakura falar, ela já tinha dito o que queria sobre o assunto, e nada a faria voltar atrás. A Sakura saiu do quarto e entrou noutro, vazio e escuro, trancou a porta e continuou a chorar porque sabia que nunca iria ter a oportunidade de ser feliz.
"Moyo porque ela não tenta encontrar alguém que a faça feliz? E que ele seja feliz1" – a Meilin disse acrescentando mentalmente "Tipo o meu irmão!"
"Porque não interessa se é rico ou pobre. Tem que ser escolhido pelo o meu avô, tem que estar presente nas festas que ele dá em prol da sociedade…."
"Ou seja ela nunca…."
"Nunca, a menos que queira ser deserdada. Ela não que saber da herança mas ela nunca conseguirá ser feliz porque…"
"Porque?" – a Meilin perguntou curiosa porque razão se calou tão repentinamente.
"Porque sempre que ela fala com o meu avô sobre querer distância dessa vida, o meu avô simula algum tipo de problema de saúde. Fazendo a Sakura culpabilizar-se!"
"E ela nunca desconfiou?"
"Sim, mas ele não recupera miraculosamente. Demora sempre entre um a seis meses. Muito esperto!"
"Mas isso pode ser mesmo um problema de saúde!" – disse a Meilin, vendo o padrão, apercebendo-se daquilo que a Sakura já tinha visto.
"Mas não o é."
"Moyo…" – a Meilin tentou chamá-la à razão.
"Já disse que não é!"
"Oh Meu Deus. Não é só o que ela diz. Ela está a negar, a Sakura está desesperada e agora o Syaoran… Oh Syao!" – a Meilin pensou – "Tomoyo mudando de assunto onde é que tiveste até esta horas?"
"Ahm…. Eu-eu…" – ela estava nervosa não sabia o que responder – "Tive com um amigo, não um colega, não um amigo. Isso tive com um amigo!"
"Ahm, o quê? Moyo tiveste com um amigo? Quem?" – perguntou a Sakura ao entrar novamente no quarto depois de se acalmar, e novamente aceitar a sua situação
"Sim." – ela disse num fio de voz.
"Que amigo?"
"Amh… Hum… não é bem um amigo. È um colega da faculdade…. Um colega muito simpático!"
"Só simpático?"
"Não ele entende muito de música."
"Tomoyo Madison Taylor Daidoudjii!" – a Tomoyo engoliu sem eco quando ouviu a Sakura usar o seu nome completo, ela estava em apuros.
"Esse é o teu nome?" – a Meilin disse tentando disfarçar o riso.
"Eu não quero saber o que ele sabe. Eu quero saber como ele é!"
"Mas o que ele sabe também é importante. Define a sua personalidade…."
"Isso é secundário!" – disse a Meilin
"Muito obrigado…. Ok, ele era alto, tinha ar de inteligente, um sorriso maravilhoso, bom como tudo!"
"Ah tanta informação sobre que acho que vou rebentar ficar com uma enxaqueca!" – disse a Sakura sarcasticamente.
"Muito engraçada que estás hoje. Sakura, eu não posso dizer mais sobre ele…." – ela disse nervosa – "Se eu não me lembro de mais!"
"Eu vou fingir que acredito…." – Sakura levantou-se do sítio onde estava sentada, e saiu novamente do quarto. Sentia novamente as lágrimas a juntarem-se ao canto dos olhos. "Pensava que não tinha mais para chorar. Talvez sejam de felicidade pela Tomoyo estar a disfarçar ter encontrado alguém que a faça feliz. Ela tem pelo menos uma chance mínima. Eu pelo outro lado."
Ela achou que dar uma volta lhe iria fazer bem, tentar desanuviar o que tinha passado, tentar esquecer…
Sakura PDV
Logo agora que tudo se estava a recompor, a minha vida voltou a complicar-se.
Fim de PDV
Entretanto
Syaoran PDV
Bolas…
Eu só gostava de entender o que se passou.
Eu só gostava de compreender o que se passa.
Olhei ao redor à procura de mais sacos para descarregar esta raiva que sinto, mas não à mais nenhum, estão todos desfeitos. Acho quês está na hora de ir.
"Está aqui o cheque. Acho que cobre todas as despesas!"
"Claro que sim. Sr. Li não quer pertencer à equipa de boxe?"
"Não."
"Não?"
"Não. Boxe não é o meu estilo!"
E antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, sai dali.
Mais vale andar… poderei pensar em tudo o que aconteceu!
Fim de PDV
O Syaoran começou a ir para casa quando encontrou alguém no seu caminho. A pessoa que ele não queria ver nesse momento.
Com a Sakura
Ela continuava a andar, perdida nos seus pensamentos, tentando arranjar possíveis soluções para o seu problema quando…
"Oi…"
"Oh és tu!" – ela disse quando olhou para trás viu-o acompanhado por alguém que ainda não conhecia.
"Sim sou eu!"
A.N:
Estou de volta com mais uma capítulo.
Eu sei que esta história era supostamente para me acompanhar durante o meu curso, mas com exames, estágios não tenho tempo. Agora já estou no segundo ano, a repetir um semestre, e eles continuam no primeiro semestre prometo que no próximo capítulo chegarei ao final do semestre depois será as férias do Natal, que tentarei colocar no Natal. Depois será o segundo semestre com novas aventuras, onde me irei focar noutras personagens.
Fiquem desde já a saber que para o Syaoran e a Sakura ficarem como casal só será no segundo ano no segundo semestre.
Espero que continuem a acompanhar.
Por favor na review deixem ideias do que querem ver. Que casais querem que eu escreva mais. O que acham que vai acontecer?
O próximo capítulo será – encontro a quatro
Musette
