REPAGINANDO HARRY POTTER

-Letra normal: dialogo, relato, fatos.

-Letra em itálico: pensamentos dos personagens.

-Letra em negrito: texto escrito

-Letra sublinhada: feitiços.


CAPITULO DÉCIMO: ACORDANDO

Sirius recebeu diversas cartas, algumas de antigos colegas de escola outros de companheiros de trabalho do Ministério. Jogou no fogo a maioria delas. Recebeu ainda cartas de suas primas Andromeda e Narcissa convidando para o chá. Educadamente respondeu pedindo mais alguns dias pois alegando a sua recuperação. No mesmo dia Narcissa escreveu novamente informando que o estado de sua mãe Walburga não era bom. Que nos últimos dois anos apresentava instabilidade emocional, com explosões de raiva frequente. A carta lembrava-o ainda de que como chefe da família Black não poderia ser impedido de entrar na casa para verificar seu estado e prestar assistência. Sirius agradeceu por carta e informou que dentro de alguns dias procuraria visitar sua mãe.

Os professores da escola já estavam cientes da situação do trio, mas Sirius e Remus não circulavam livremente pela escola, utilizavam a rede flu para ir a enfermaria e ao gabinete de Albus. Mas corria o boato entre os alunos de que Severo Snape estava morrendo porque ele estava muito calmo e não estava retirando pontos como de costume.

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08/05/1984

Albus, Severus, Sirius e Remus estavam na enfermaria observando Popy examinar Harry.

- Melhor do que esperava. Ele está com um metro e dois centímetros de altura e dezessete quilos. A cicatrização dos ossos foi perfeita, a tonificação dos músculos está excelente. Vou acorda-lo. – Novamente movimentou a varinha sobre o corpo do menor, afastou-se abrindo espaço para os homens do recinto. Harry abriu os olhos, bocejou e flexionou os braços. Sentou-se.

- Hei Padfoot é bom ver! – Sirius abraçou fortemente o garoto.

- Oi garoto, eu estava com saudades.

- Sirius, assim você vai quebrar os ossos que Popy curou. – Disse Severus colocando a mão sobre o ombro de Sirius. – Harry, trouxemos roupa pra você poder se trocar, mas tem que levantar com cuidado.

- Por quê?

- Popy – Remus sinalou a mediwizard – é como uma médica clinica geral mundo muggle. Ela te colocou em como mágico durante uma semana, pra você poder se curar adequadamente e crescer. O seu desenvolvimento estava muito atrasado, acreditamos que isso era por não ter tratamento médico adequado.

- Nessa idade eu nunca fui num médico muggle, mas também a minha porção de comida é realmente pequena. Aliais estou com fome. Bem, eu preciso de privacidade pra me vestir.

- Moleque, tá envergonhado? Tirando o Albus aqui, todos nós nos revezamos pra passar balsamo na sua pele, assim já te vimos pelado.

- Mesmo assim Sirius, eu estou acordado e sou perfeitamente capaz de me vestir.

- Vamos te aguardar na enfermaria principal Harry e depois você vai tomar café da manhã no meu escritório. Venham rapazes, Popy.

Poucos minutos depois Harry abriu a porta.

- Agora vamos através do flu, pois até depois de amanha ainda temos alunos na escola. E não quero que ninguém se intere da sua presença aqui. – Os quatro adultos e o menor passaram pela lareira e saíram no gabinete.

Imediatamente a mesa baixa junto ao conjunto de sofás e poltronas localizado a esquerda na sala, estava com o café da manhã de Harry mais chá e biscoitos para os quatro adultos.

Harry sentou-se no pufe junto a mesa e rapidamente atacou a comida. Os outros tomavam chá e observavam em silêncio. Sirius abriu a boca pra falar mas Severus suavemente apertou seu joelho e fez que não com a cabeça. Harry acabou de comer, e falou:

- Peper! – Ouviu-se um pop. Albus engasgou com seu chá.

- Obrigado pela refeição, você pode limpar por favor?

- Sim – Peper guinchou feliz. Imediatamente a mesa ficou limpa, sobrando apenas o conjunto de chá e os biscoitos.

- Harry como você podia saber o nome de Peper? Você não devia nem saber o que é um elfo doméstico seus tios são muggles. – Albus falou.

- Diretor nada é o que parece. Eu já conhecia Peper e por isso sabia o seu nome. É uma longa história sabe? Primeiramente vou tentar resumir tudo, depois pretendo tirar minhas memórias e mostra-la pra vocês. Peço que não me interrompam.

Eu mandei uma carta para o senhor no dia 31/04/1984, eu havia acordado naquele dia pensando que estava numa espécie de inferno ou purgatório. Somente após algumas horas que percebi que eu estava revivendo a minha vida. Na véspera ou melhor o que seria o equivalente de véspera, eu tinha 39 e me matei porque havia perdido tudo.

- Har...- Sirius começou a falar. Harry levantou a mão pedindo silêncio.

- É como se eu tivesse acordado no passado com todas as minhas lembranças. E eu percebi que os erros do meu passado podem ser corrigidos fazendo um novo futuro.

Eu não preciso viver com os Dursley, eu tenho uma família de sangue que pode cuidar de mim e verdadeiramente me amar. Crescendo sabendo das minhas verdadeiras origens eu posso evitar um casamento de merda. Sei que assim meus três filhos não vão nascer mas é melhor do que vê-los morrer tão jovens por causa do "sang mort"(1). Quero reescrever meu futuro, quero destruir Voldemort mais cedo.

- Harry meu menino, estou muito surpreso com o que você está falando, mas mesmo que seja verdade, as consequências de modificar o futuro podem ser nefastas. – Albus falou.

- Eu sei diretor, mas eu sei como destruir Voldemort e com a ajuda de vocês quatro podemos fazer isso quando eu tiver onze anos.

- Onze? Porque essa idade especifica? – Severus perguntou.

- Porque essa é a primeira localização de Voldemort que tenho conhecimento. È a primeira tentativa de voltar ao mundo bruxo até lá está vagando como um espírito nas florestas pelo mundo a fora.

- Harry... – Albus começou novamente.

- Diretor é preciso. Se vocês me oblivitearem e me devolverem para os Dursley e tudo seguir como na primeira vez, bem... eu serei o único desta sala vivo quando completar 18 anos. – Os quatro engoliram em seco.

- Eu preciso de vocês, confio em vocês. Albus, você é o avô que não tive. Foi meu mentor, meu guia. Você pecou por tentar me proteger e filtrar demais as informações. Tem que se lembrar que a ignorância é péssima conselheira. Peço que siga fielmente o plano que devemos traças os cinco juntos.

Severus, inicialmente eu não gostei de você porque você não gostava de mim. Preciso que você separe a minha pessoa a do meu pai. Na minha primeira vida, perdi a conta de quantas vezes você me protegeu, muitas vezes colocando-se em risco. Ensinou-me a lutar, mesmo que não tenha conseguido me ensinar poções e euclumencia. Eu preciso do seu auxilio, eu preciso que você me treine. .. Além do mais, se eu já confiar em você não vou tornar a pedir pro chapéu me colocar em Gryffindor em vez de Slytherin.– Sirius deu um ganido.

Sirius, de todos você foi o que convivi menos, foi o último a entrar na minha vida e o primeiro a sair. Foi você o primeiro que me deu a esperança de ter um lar. Eu quero muito ter um padrinho pra me deseducar. Mas ... você precisa lembrar que estamos numa guerra. Na minha primeira vida você morre apenas por dar uma de valentão pra Bellatrix, foi apenas um mero empurrão e você morreu. Eu sei que você saber lutar, por Merlin, você era um auror antes de tudo. Eu preciso que me treine.

Remus, você foi a primeira referencia de amigo dos meus pai que tive, não tem ideia da importância que teve na minha vida. Você me ensinou defesa, a produzir meu patrono, tentou me explicar as burradas do meu Pai e de Siri com Severus. Você me confiou seu próprio filho como afilhado. No final da guerra, teve um período que se eu não tivesse o Teddy...

- Espera ai, que história é essa de Teddy? Como um filho meu pode ter esse nome?

- Sirius eu disse que o Teddy é do Remus, não seu. – Remus estava petrificado com a boca aberta. Sirius parecia que estava tendo um ataque de pânico. Severus virou-se pra ele no sofá colocou suas mãos em seus ombros e disse.

- Calma Sirius, respira. Lembra que o Harry já mudou o futuro. Isso não vai acontecer. Esse menino Teddy não vai nascer. Respira.

- Eu estou perdido aqui. O que eu já mudei?

- Harry se entendemos bem o Sirius iria demorar pra sair de Azkaban? – Albus perguntou.

- Sim Sirius fugiria de Azkaban quando no meu terceiro ano em Hogwarts. Mas só o conheci no final do curso quando descobrimos que Pettigrew estava vivo. Também conheci Remus neste ano pois foi meu professor de Defesa contra Artes das Trevas.

- Eu não sei por que não aconteceu nessa sua realidade, mas agora... reatamos. Nós namorávamos durante a escola e rompemos no sétimo ano. Nós três estamos juntos novamente. Eu, Sirius e Severo. – Os quatro homens olhavam pra Harry em espectativa.

- Uau!!! Isso me pegou de surpresa. Você e Sirius sempre que podiam, sempre que não havia uma missão pra você, estavam juntos. Mas não percebi que eram mais que amigos. Mas Severus eu pensava que você gostava de minha Mãe. As memórias que você me passou, o seu patrono uma corça ... Sem contar que você sempre odiou Remus e Sirius. Não entendo.

- Sua Mãe era como uma irmã pra mim. E meu patrono é um hibrido de lobo e cão, fato que só fui entender quando descobri que Sirius era um animago. E ...

- Severus a poção! – Remus interrompeu. – Severus nos disse que ia utilizar uma poção para apagar as memórias do nosso namoro quando chegou sua a carta Harry. Provavelmente depois de apagar o amor que ele sentia por nós, o cérebro dele procurou adequar as memórias e começou a achar que amava Lily.

- Hei, mas eu preciso apagar as minhas memórias pra poder ter uma vida normal, não posso ficar com 39 anos num corpo de quatro.

- Três, seu aniversário ainda é no mês que vem.

- Remus, você entendeu.

- Não acredito que no seu caso seja prejudicial. Mas de qualquer forma você não usara a poção. Ela é pra apagar determinados acontecimentos traumáticos. Não sei nem por que cogitei utiliza-la, agora que posso ter uma ideia das consequências... vou precisar restringir a comercialização ainda mais.

- Harry, você tem algum problema com o fato dos três estarem juntos? Você foi criado com muggles não sei se seus tios eram ou não homofóbicos.

- Sim eles são tão homofóbicos que eu não tive coragem de me assumir e acabei casando com uma menina. Sabe, agora dá pra entender a tensão toda entre vocês três. As brigas, os desafios... sempre saiam faíscas entre Sirius e Severus. E Remus sempre estava no meio tentando amainar as coisas. Você podia não ter suas memórias Severus, mas sempre existiu muita tensão entre vocês. – Harry abriu um sorriso. – Fico feliz que vocês tenham se acertado. Aliais isso quer dizer que agora tenho três padrinhos?

- Padrinho no mundo mágico só é um Harry e o seu sou eu.

- Eu fui criado no mundo muggle, lá é sempre um casal. E na maioria das vezes um casal casado, assim se vocês são um trio, vou considerar os três meus padrinhos. Claro que você é o sênior Sirius. – Sirius estava de boca aberta chocado. Todos os outros caíram na gargalhada.

- Você pode ter certeza que fico muito honrado em ser seu padrinho honorário. – Remus falou.

- E eu também filho.

- Calma ai Severus se você quiser roubar meu afilhado vou fazer o mesmo com o seu.

- Duvido que Draco entenda o conceito, mas não me incomodo em dividi-lo com você e Remus. – Severus riu.

- Harry você moraria conosco? Acredito que você saiba da minha condição.

- O seu probleminha peludo mensal? Não me importo com isso só sinto que você sofra. Bem eu quero ter vocês como padrinhos, passar férias e feriados. Preciso que vocês me treinem. Mas eu quero morar com a minha Avó. Sinto que isso é muito importante pra mim.

- Que Avó, Harry? – Sirius falou – A Mãe de James faleceu no inicio do nosso sétimo ano. E a de Lily morreu no ano que você nasceu.

- Minha Mãe não tinha a menor ideia que era filha adotiva não é?

- Onde você conseguiu essa informação? – Albus perguntou. – Tem haver com o fato dos seus filhos terem morrido de "sang mort". Isso é uma doença que só mata aqueles onde a família abusou do casamento consanguíneos.

- Como os Black. Eu sou portador. – Falou Sirius. – Mas os Potters não tem registro disso. A sua avó Dorea, apesar de nascido Black não era portadora.

- Eu sou portador. E minha esposa também é. Sua Mãe que por ironia também é minha Avó, foi muito cuidadosa com as noras de sangre puro e pediu pra todas fazerem o exame. Mas eu e a nora nascida de muggles não fizemos. Não era necessário. – Riu baixinho.

Albus, o senhor se lembra que em 1960 houve um ataque de Comensais da Morte em Hogsmeade? Foi um ataque isolado. Ninguém foi morto, mas houve muito vandalismo e muitos alunos ficaram feridos. Era uma sábado como amanhã, as crianças retornariam pra casa no domingo e tinham o dia livre na cidade.

- Sim, acredito que foi uma retaliação de Voldemort, ele tinha estado naquela manhã me pedindo à vaga de Defesa e eu neguei.

- Minha Avó ainda não completara treze anos foi atacada e estuprada. Ela não foi trazida ao colégio para o socorro pois foi o próprio pai que a achou. Seus pais estavam na cidade pra comemorar o aniversário dos seus dois irmãos gêmeos mais novos. Eles acharam que era vergonhoso, que ia prejudicar seu contrato de casamento, assim a levaram pra casa e cuidaram eles mesmos de seus ferimentos.

- Muitos pais vieram buscar seus filhos naquele fim de semana para que não pegassem sozinhos o comboio. Não soube que algo assim aconteceu.

- Os pais de minha Avó cuidaram dela mas não tinham formação de curador, só no fim de agosto que constataram que ela estava grávida. Avisaram a escola que ela seria educada em casa que estava assustada pra retornar. Seus irmãos começaram a escola e também foram selecionados para Gryffindor. Já ela passou os meses seguintes estudando em casa, escondida no quarto. Seus irmãos foram impedidos de retornar no Natal para que não descobrissem. Seus pais compraram livros sobre gravidez e parto. Ela entrou em trabalho de parto na noite do dia 29 de janeiro, ficou dezesseis horas em trabalho porque seu pai dizia que a natureza ia agir e que ela tinha que aguentar.

Ela me disse que quando pensou que tudo tinha terminado sentiu como se iniciasse de novo, mas que então foi muito rápido. Ouviu um choro fraco, viu de relance um cabelo louro e desmaiou exausta.

Ela não soube naquele momento que tinha tido gêmeas fraternas, uma ruiva de olhos verdes outra loura de olhos azuis. Quando acordou não havia nenhuma criança. Seu pai lhe informou que nascera morta e que já a jogara ao fogo. Ela pensou que o pai tivesse matado o bebê, afinal ela sabia que nascera vivo.

Acredito que ele entregou as meninas em um hospital ou orfanato muggle e como foram adotadas juntas creio que deixou algum bilhete dizendo que eram gêmeas.

Minha Avó voltou pra Hogwarts em menos de uma semana, permitiram que fizesse os exames de dezembro e ela estava no mesmo nível da classe. Nunca mais ela confiou nos pais. Ela sabia que estava comprometida com um menino mais novo. Ele entrou na escola no ano seguinte e ela o odiou, ele era Slytherin e sobretudo ele era mau.

Ela começou a namorar escondido um rapaz do seu ano e casa. Os outros Gryffindor ajudaram a manter o segredo. Quando terminaram a escola fugiram juntos. Meus bisavós tentaram anular o casamento mas ambos eram maiores.

- E Molly foi deserdada e repudiada pelo pai. – Completou Albus.

- Molly Weasley? – Falou Remus - Na época Molly Prewett.

- E o noivo era Rabastan Lestrange, depois noivo de meu irmão Regulus.

- Então você tinha casado com aquela menina ...Ginny? – Perguntou Severus.

- Sim. Ginevra. No meu quinto ano namorei o Fred, um dos gêmeos, mas foi escondido. Ninguém sabia. Ou talvez o George soubesse, mas nunca me disse nada. Depois no sexto ano namorei com Ginny, esse ano foi fodido. Aliais todos os meus anos na escola foram assim. Mesmo o meu sétimo que cursei depois da guerra foi uma droga as pessoas não paravam de me adular.

Talvez tivesse continuado com Fred, se ele não morresse na última batalha, ou talvez não. Eu só sei que eu precisava dos Weasley. Molly era uma Mãe pra mim e eu queria desesperadamente fazer parte da família.

- Mas como você descobriu que Molly é sua Avó? – Perguntou Sirius.

- Eu lancei o feitiço Revelio Ancestrali no meu filho do meio, o Al. Ele já estava apresentando os primeiros sintomas e o mais velho Jay estava quase morto. Nós todos estávamos desnorteados, queríamos acreditar que o diagnostico estava errado, queríamos que fosse algo curável.

- É um feitiço muito poderoso, não é qualquer um que pode lança-lo. – Falou Remus.

- Eu lancei o feitiço e depois apaguei por uma hora. Quando acordei Molly estava chorando sobre o pergaminho. Então vi que ela era minha Avó, que Ginny era minha Tia. Então li quem era meu avô ...eu vomitei. Arthur tentava consolar Molly mas ela só queria saber de me abraçar. Ginny não conseguia olhar na minha cara. Demorou horas quando finalmente sentamos e Molly relatou toda a história da gravidez.

- Quem era o seu avô Harry, qual foi o Comensal? – Perguntou Albus.

- Não foi um comensal. Estava escrito no pergaminho Tom Marvolo Riddle, filho de Tom Riddle e Merope Gaunt Riddle. Albus, será que você já tem a lembrança da casa dos Gaunt? – O idoso sem voz concordou com a cabeça. – Eu coloquei a minha memória dessa memória para poder ver o rosto de Merope. Não sei como não a reconheci, Tia Petunia é tão parecida com ela. O mesmo cabelo louro cinzento, a cara comprida equina. Só os olhos de minha tia são azuis como os de Ron, Fred, George e Charlie. Já os meus olhos verdes são iguais aos de minha Mãe, Tom e Meroupe.

- Afinal quem é esse Tom Marvolo Riddle? Pensei que os Gaunt estavam extintos. – Falou Sirius.

- Ele repudiava seu pai muggle, sua mãe era praticamente um aborto somente tinha talento em poções. Ele odiava tanto o próprio nome que com um anagrama criou uma alcunha pra disseminar seu reinado de terror.

- "I am Lord Voldemort"(2) – Remus falou lentamente. Sirius e Severus viraram bruscamente na direção de Remus assustados. Sirius respirou fundo, ajoelhou junto a Harry.

- Você sabe que isso não faz a menor diferença pra nós. Eu te amo desde aquela madrugada em que você nasceu. Foi exatamente aos cinco minutos do dia 31/07/1980. Eu e Remus fomos encontrar seus Pais no hospital na véspera, e você não tinha pressa nenhuma em nascer. Ficamos ali por cinco horas te esperando. Então cinco minutos depois da meia noite ouvimos um choro. Logo seu Pai veio chamar a mim e ao Remie. E você estava no colo de sua Mãe. E te amamos logo que pusemos os olhos em você. Você estava irritado, tinham te tirado do escuro quentinho. Seus Pais estavam radiantes por estarem com você nos braços.

- Harry não importa quem foi seu avô, assim como não importa quem foi o pai de Lily. Você pertence a nossa família e ponto final.

- Harry, acredite se Lily soubesse da adoção não ia fazer a menor diferença. Ela amava profundamente o Sr. e Sra. Evans, que eram pessoas maravilhosas. Sinceramente se alguém saiu ao Lord foi Petunia, mesmo sendo um aborto.


(1) sang mort - sangue morto em francês. E mais uma invenção minha.

(2)I am Lord Voldemort – Eu sou Lord Voldemort - Sinto o anagrama só funciona em inglês. E me recuso a utilizar o Servolo


REVIEWS

Umbreon-chan – Realmente obrigada.

Gabriela P. M. – Obrigada.

Eu amo trios e acho que Severus, Remus e Sirius são perfeitos juntos.
Quanto a arvore genealógica, é realmente confusa, mas só inventei a parte da Molly, o resto foi traçado pela loura má. Na verdade o irmão do pai de Molly seria casado com uma Black, mas eu precisava que ela tivesse sangue Black para ter a doença do sangue. Os outros Crouch, Neville e Arthur são parente dos Black, afinal a maioria dos puro-sangue estão relacionados entre si. Os Potter, apesar também serem relacionados, não poderiam ter nem vestígio da doença pois senão Molly teria pedido exames para Harry também.

Quanto ao par do Harry estou numa duvida atroz, entre Draco e outro personagem, mas ainda não me decidi. Vou deixar amadurecer um pouco a ideia.

Acho que realmente peguei um pouco nos avisos, mas naquela semana tinha lido o desabafo de uma autora americana por causa de uma review ofensiva e acredito que quis me prevenir.