N.A.: Pessoas fofas, vocês são os melhores. Adoro cada review que recebo, e fico me sentindo... ahauhauhaua
Obrigadinha pra todo mundo que mandou review, e quem colocou a fic no alerta. *-*
Obrigadinha, Cora por betar!
Boa Leitura!
Capítulo 10
Hermione ficou olhando para o espelho à sua frente, definitivamente tinha perdido a cabeça quando aceitara jantar com Willian. Claro, sabia que quando aceitara jantar com ele estava totalmente fora de si, ou teria recusado sabendo que poderia cair novamente em jogos dele. Mas agora, passado uma semana em que mal conseguira lhe olhar nos olhos sem ficar vermelha de vergonha, Hermione sabia que se Willian estivesse tentando jogar com ela, hoje seria o último dia.
Arrumara-se como que para qualquer encontro, e estava terminando de olhar-se no espelho quando viu Fred e George a fitarem da porta de seu quarto. Virou-se, cruzando os braços e olhando-os. Tinha que dar crédito, quando os ruivos queriam ficar lindos, eles conseguiam mesmo. Ambos estavam bem arrumados, com ternos e gravatas, parecendo prontos para um encontro de negócios. Porém, algo no sorriso de Fred denunciou que o encontro não era de negócios.
- Vão sair com Pansy?
- Vai sair com Bill?
Semicerrou os olhos, sem deixar nenhum sorriso aparecer, mas queria ao menos sorrir debochada para eles. Fred lhe fizera aquela pergunta apenas para não responder sobre Pansy. E ela sabia disso.
- E onde pretendem levá-la hoje? – perguntou voltando-se para o espelho, examinando o batom para ver se não estava manchado dos lados.
- À loucura? – George perguntou sabendo que faria Hermione girar os olhos.
E foi exatamente isso que ela fez, virando-se novamente para eles, pegando a bolsa e o casaco de frio que combinava com seu vestido. Saiu do quarto sem falar mais nada, os gêmeos simplesmente se achavam tão mais espertos que seria extremamente interessante vê-los se darem mal. Desceu as escadas apenas sorrindo da imagem que sua mente formava de quando teria a oportunidade de dizer com todas as letras, e bem devagar: eu te disse.
- Vou adorar ver que vocês não me escutaram outra vez sobre isso. – disse sem olhar para trás, sabendo que eles estavam descendo as escadas também.
- Você adora isso em qualquer situação, Hermione. – George comentou a vendo dar de ombros e parando no último degrau.
Bill estava parado na sala, apenas ouvindo Hermione e os gêmeos descerem as escadas conversando, ela como sempre, lhes avisando sobre como eles se dariam mal. A viu parar no último degrau, e a fitou por inteiro. Ela estava de sandálias de salto alto, vestido que cobria parcialmente os joelhos, com um decote comportado. Os cabelos estavam presos firmemente, e usava pouca maquilagem, como ele achava que ela ficava mais bonita assim.
Engoliu em seco e mordeu o lábio, retirando um pouco do batom. Willian estava parado na sala lhe esperando, e Hermione quase não resistiu e sorriu abertamente quando o viu, ele estava lindo. Willian era um homem bonito, nunca poderia dizer o contrário, mas naquela noite realmente parecia que ele estava ainda mais. A camisa branca, a calça cinza, os cabelos vermelhos soltos, e o sorriso no canto da boca pareciam que formavam ainda um quadro que ela não conseguia parar de olhar.
- Está divina. – sua voz rouca fez arrepios descerem pela espinha de Hermione, e George e Fred deram risada ao vê-la se arrepiando.
- Vocês não têm uma loira para irritar? – perguntou olhando por cima do ombro para eles, vendo-os descerem o resto da escada, passando para a cozinha ainda rindo baixo. Voltou os olhos para o outro ruivo. – Você também está bonito, Willian.
Aproximou-se dela, olhando-a e sorrindo, vendo que mesmo com saltos, ela continuava mais baixa.
- Vamos ter que treinar muito hoje, Hermione. – ela levantou uma sobrancelha em questionamento. – Willian?
- Força do hábito, já disse. – olhou dentro dos olhos dele, tentando não ficar como ficara no domingo quando ele estivera perto demais. – Podemos ir?
- Claro.
Sorriu, levantando o braço e esperando que ela o segurasse. Quando finalmente viu as mãos pequenas dela enroladas em seu antebraço, a levou para o lado de fora da casa, aparatando com ela junto de si, quando estavam fora dos terrenos d'A Toca.
Pansy ainda fitava o pergaminho à sua frente. Recusara-se a semana toda a ir até a loja dos Weasley. Não se permitira nem ao menos pensar neles enquanto estava no escritório. Claro, não poderia se enganar e dizer que quando chegara em casa, não pensara nos dois ali com ela novamente, que os queria na cama dela novamente. Mas esquecia isso assim que começava a arrumar-se de manhã. Não podia se dar ao luxo de ficar a ter idéias sobre ambos. E muito menos rastejaria por eles. Isso não.
Mas então, sexta-feira, estava pronta para sair do escritório quando uma coruja pousou na janela, bicando com certa força o vidro. Andou até o bicho, querendo matar quem quer que fosse que tivesse lhe mandado aquela coruja. Odiava aqueles bichos. A ave soltou um pergaminho em sua mão e foi embora, o que lhe dizia que não seria necessário responder.
Pensou seriamente em deixar o pergaminho na mesa e ver segunda-feira de manhã, mas a curiosidade foi maior. Abriu o pergaminho - não muito grande - e viu em uma letra curva, apenas os dizeres:
"Não saia do escritório.
Weasley."
Pensou seriamente em rasgar o pergaminho, jogá-lo no lixo e ir embora, sem se importar com nada. Após sua conversa com Blaise no domingo, Pansy simplesmente estava certa de que, de uma forma ou de outra, faria acontecer um relacionamento entre eles dois e ela. Mas os ruivos sumiram, e ela não daria o gosto de ir atrás deles. Não era de seu feitio correr mais atrás de ninguém, já lhe bastava anos correndo atrás de Draco.
Entretanto, sua curiosidade, e a vontade de vê-los - teve que admitir para si mesma -, a fizeram soltar a bolsa, o casaco e a pasta de arquivos, sentando-se outra vez em sua cadeira, fitando o pergaminho na mesa à sua frente.
Passou-se uma hora desde que recebera a coruja, e sua paciência estava no fim quando ouviu passos no corredor. Por um momento, Pansy engoliu em seco, ansiosa para vê-los entrar por aquela porta. Sabia que estava sendo ridícula, mas queria vê-los, queria tocá-los, beijá-los, tê-los novamente dentro de si. Mordeu o lábio inferior para impedir-se de gemer em frustração quando ouviu que os passos pararam em algum lugar.
Olhou o relógio sabendo que o andar já estava vazio, as pessoas já deveriam estar em suas casas. Fitou a porta, ouviu novamente os passos no corredor e então, alguém empurrou sua porta devagar, e Fred entrou, olhando-a e sorrindo. George entrou logo atrás, fitando a loira atrás da mesa. Via que ela estava com o pergaminho nas mãos, segurando-o com certa força.
- Boa noite, Srta. Parkinson. – Fred disse aproximando-se da mesa, enquanto George apenas sorria, parado perto da porta.
- Boa noite, Sr. Weasley. – virou o rosto para George. – Boa noite, Sr. Weasley.
- Como passou essa semana? – Fred perguntou, trazendo a atenção dos olhos escuros dela para si.
Um inferno. Pansy reprovou-se por pensar isso. Mesmo que fosse verdade.
- Muito bem, e os senhores? – perguntou casualmente.
- Sentindo falta de sua presença. – George declarou sorrindo fracamente e abaixando a cabeça, olhando-a.
- Sentiu nossa falta? – Fred perguntou contornando a mesa, vendo que a loira virava a cadeira em sua direção.
- Pode-se dizer que... – levantou-se, ficando com a boca próxima demais da dele. – sim.
- Podemos fazer algo sobre isso?
Fred perguntou roçando os lábios aos dela, vendo-a sorrir com isso. George sabia que Fred gostava de atiçá-la, mas aquilo parecia tortura. Ele queria segurá-la, beijá-la, tê-la, estar dentro dela o mais rápido possível, que deixassem a conversa para depois, seria até mais fácil ter essa conversa depois.
Podem. Não desaparecendo mais por uma semana.
- Claro. Sempre podem fazer algo.
Pansy queria dizer as outras palavras, mas não queria parecer carente. Talvez, mais tarde, tivesse oportunidade de começar a marcar território, mas agora, precisava concentrar-se em não amolecer contra o corpo de Fred.
- Vamos.
Fred segurou a mão dela, puxando-a para que saíssem do escritório, mas George a barrou, impedindo-a de sair, olhando-a nos olhos. Pansy mordeu novamente o lábio, vendo a intensidade do olhar daquele ruivo em si. Sabia que ele estava mais do que comprovando, com aquele olhar, que queria ficar junto dela, mas agora ela precisava do mesmo olhar no outro gêmeo.
George levantou as mãos, segurando o rosto dela, puxando-a e encostando seus lábios, beijando-a devagar, respirando aliviado ao fazer isso. Fred ainda segurava a mão de Pansy, fitando a cena que acontecia ao seu lado. Claro, sabia que seu irmão estava caído pela loira, e não conseguia negar que também estava. E via que ela, pelo modo de não soltar sua mão, mas levar a mão livre aos cabelos de George enquanto o beijava, também estava disposta a ficar com eles, mas que não diria nada enquanto eles não dissessem.
Separou os lábios dos de George, sentindo o gosto que eles tinham preso em sua língua. Adorava beijá-lo, era como estar novamente em contato com algo que lhe enviava pequenas descargas elétricas pelo corpo, fazendo-a sentir-se animada. Fred voltou a puxá-la, levando-a para fora do escritório e pelo corredor. George vinha logo atrás, e a loira percebeu, olhando-os, que eles estavam sorrindo de forma maliciosa.
- Pode me dizer aonde vamos? – perguntou para Fred quando pararam em frente ao elevador, esperando que esse chegasse.
- Surpresa.
Pansy semicerrou os olhos, começando a suspeitar de algo. Mas então, o elevador chegou, e Fred, ainda de mãos dadas com ela, a puxou para dentro do elevador, parando na frente dela e sorrindo ainda mais malicioso. George entrou e parou exatamente atrás da loira, fitando o modo como o irmão a olhava.
- Não sei se gosto de surpresas.
- Não tem muita escolha. Somos dois e você é uma. – George comentou, entrelaçando seus dedos na mão livre dela. A viu fitando-o por cima do próprio ombro, segurando sua mão com firmeza.
- E se eu me recusar?
- Recusaria? – o tom de voz de Fred parecia desafiá-la a dizer que sim, mas ela sabia bem que não se recusaria.
Apenas deu de ombros vagarosamente, encostando a testa no peito de Fred, puxando a mão de George, trazendo o corpo dele para mais perto do seu. Já estava começando a acostumar-se a se sentir exatamente como quando começara a gostar de Draco: quente.
Rira a noite toda. Bill com toda certeza era uma das pessoas mais engraçadas que conhecia. Não houve momento no jantar que ele não dera jeito de lhe fazer rir, ou de tocá-la, e isso Hermione apreciou. E muito. Estavam andando pela pequena estrada que levava À Toca e Hermione ainda ria de algo que Bill dissera antes de aparatarem, e Bill a fitava rindo. Ela parecia tão diferente da sempre brava Hermione, que a cada vez que ela ria, ele queria mais e mais vê-la sorrindo.
Chegaram à porta da cozinha e entraram vendo que a casa estava silenciosa. Claro, pelo horário, Molly e Arthur já deveriam estar dormindo. Hermione colocou a bolsa e o casaco na cadeira mais próxima e aproximou-se da pia, pensando em fazer um café.
- Se eu fizer café, você toma?
- Sim. – respondeu, pensando se deveria se aproximar dela ou não. Bill odiava ficar indeciso sobre uma garota. Não se lembrava de quando ficara assim pela última vez. Nem mesmo com Fleur fora assim.
- Adorei o jantar Bill, realmente me diverti. – disse sinceramente, colocando a água no fogo e deixando as coisas prontas para fazer o café. – Deveríamos fazer mais vezes.
Não o olhou nos olhos quando disse isso, tinha vergonha de declarar algo assim. Pois ele poderia lhe dizer que não, e ser rejeitada após ter divertido-se tanto, seria realmente complicado. Porém, como não o olhou no rosto, Hermione não viu que Bill sorriu abertamente, assentindo mesmo que ela não visse.
Aproximou-se dela, vendo-a olhar o chão como se fosse algo extremamente interessante. Sabia que ela estava envergonhada, mas queria mostrar a ela, que não havia motivo algum para ter vergonha.
- Claro, na próxima vez vamos ver um filme.
Hermione levantou a cabeça devagar, olhando dentro dos olhos dele, vendo-o sorrir daquele jeito de canto de boca. Por vezes queria bater até tirar aquele sorriso dali, por outras vezes, como agora, queria apenas passar os lábios por cima daquele sorriso, descobrir o que ele tinha de tão interessante que fazia as mulheres suspirarem. Inclusive ela mesma.
Percebeu a atenção dela em seus lábios e aproveitou-se, colocou uma das mãos na cintura dela, puxando-a para bem perto de si. Percebeu que a respiração dela tinha cessado, ficando presa na garganta. Sorriu disso, antes de tocar devagar seus lábios aos dela, sentindo como estavam quentes. Conseguia sentir o corpo dela colado ao seu, as mãos dela apertando seus braços, os lábios forçando-se contra os seus. Abriu levemente a boca, sentindo a dela fazer o mesmo, e quando sua língua deixou sua boca, e tocou os lábios dela, o bule apitou alto, fazendo com que parasse o que estava fazendo.
Não se separaram, mas ele deslizou seus lábios pela bochecha dela, apenas roçando-os. Hermione continuou com os olhos fechados, apenas sentindo os lábios dele em suas bochechas, o hálito dele batendo em sua pele quente. Levantou o rosto levemente, passando seus lábios pelo queixo, sentindo a pele áspera em seus lábios finos. Bill voltou a boca para junto da dela, mas sem beijá-la, apenas acariciando os lábios, apenas sentindo o gosto deles. Hermione fazia o mesmo, apertando as mãos nos braços dele.
- Você destruiu minha vida.
Hermione abriu os olhos devagar, fitando-o nos olhos claros, tentando entender aquela frase que ele dissera. O ruivo segurou com a outra mão sua cintura, apertando-a ainda mais contra ele, os lábios cada vez mais leves contra os seus.
- Tem idéia disso?
- Não destruí sua vida.
Ele assentiu, beijando-a devagar, deixando sua língua deslizar para dentro da boca dela, puxando a dela para uma dança, e Hermione tinha certeza de nunca ter encontrado nada mais prazeroso na vida.
- Destruiu. Destruiu, sim.
A beijou novamente, encostando-a na pia. Hermione respirou fundo, sua mente lhe deixando saber de algo: Bill também havia destruído a vida dela.
Pansy fitava o cômodo escuro à sua frente. Não estava entendendo bem o que estava vendo, mas conseguia entender exatamente quem tinha feito aquilo. Respirou fundo e acendeu a luz, prendendo a respiração logo após. Já tivera surpresas em sua vida, como todas as pessoas, mas aquela era diferente. Totalmente diferente. Virou-se, olhando para Fred e George, vendo os ruivos sorrindo da expressão no rosto dela. Olhava-os achando que eles estavam pregando-lhe uma brincadeira.
- Então, o que me diz? - Fred perguntou.
Continua...
